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Sambistas falam da importância de ter Thelma como representante do samba na final do Big Brother Brasil

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Representatividade é o que a Thelma carrega em sua trajetória, não só para mulheres negras mas também para a classe dos passistas. Concorrendo ao prêmio de um milhão e meio de reais a bailarina formada em medicina é inspiração para muitas pessoas. Sambistas defendem e torcem para participante. A rainha de bateria da Mangueira, Evelyn Bastos, assim como Thelma é uma referência quando falamos de representatividade e exemplo. Ela falou da importância de ter a sister campeã.

“Ter a Thelma campeã de um reality brasileiro, sendo uma dos dois negros selecionados para participar, no país com 54% da população preta é um passo gigante e de suma importância para nossa revolução. É uma quebra no sistema. Torço desde o início para os dois pretos chegarem no topo. Nos maiores lugares no pódio. Um saiu, então que ela chegue na primeira colocação”.

Exemplo na vida profissional, Thelma foi a única negra a se formar em sua turma de medicina. E, apesar das barreiras e das dificuldades, Nilce Fran, diretora da ala de passistas da Portela, explica que as meninas hoje entendem a importância do estudo.

“Graças a Deus essa consciência, a importância do estudo, já chegou na minha geração de passistas e mulatas. Me orgulho de ter 23 universitárias na ala de passistas da Portela. Thelma Regina nos dá mais força nessa luta existencial, torço com todas as forças para ela. Mulher negra, médica, da periferia, adotada, guerreira como eu, conhece os caminhos mais difíceis mas conseguiu e conseguirá esse prêmio, se Deus e o preconceito derem passagem. Ela me representa. Temos uma luta racial e precisamos estar de mãos dadas sempre. Tudo para nós é mais difícil”, explicou a diretora.

Nilce Fran ainda completa dizendo que seria uma honra tê-la no carnaval carioca, mas que Thelma passaria pelo seu projeto.

“Se Thelma vier para o carnaval de Rio será uma honra, mas, com todo respeito, na Portela terá que visitar o projeto de mamy Fran (risos)”.

Orgulhoso, Carlinhos do Salgueiro, diretor da ala de passistas da Academia do Samba falou da felicidade de saber que Thelma disse durante uma conversa no programa que admira sua ala e que gostaria de desfilar junto a eles.

“Thelma é inspiração para a classe dos passistas, nós que passamos por tantos preconceitos vermos uma passista bem sucedida é um motivo de orgulho pra todo mundo. Torço para ela desde o começo e estou muito feliz. Uma vez recebi diversas mensagens de amigos que viram ela dizendo que queria ser ‘passista do Carlinhos’, fiquei todo bobo. É uma honra e seria uma honra recebê-la. O convite está feito desde já!”, falou o diretor.

Falando da importância de ter uma mulher negra dentro de um programa de televisão com uma trajetória de vida de sucesso Evelyn acredita que a participante é um exemplo a ser seguido.

“A Thelma é uma mensagem que fortalece as mulheres pretas na busca dos seus ideais. Observar a história dela tira jovens, que têm o mesmo retrato, de situações de vulnerabilidade. É um exemplo a ser seguido! Sem medo, olhando nos “olhos” do preconceito e realizando sonhos”, disse a rainha mangueirense.

Campanha Ritmo Solidário começa a distribuição das doações

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    A Campanha Ritmo Solidário iniciou neste final de semana a distribuição das doações aos ritmistas das escolas de samba cadastrados. Os primeiros beneficiados foram integrantes da Acadêmicos de Santa Cruz, Salgueiro e Estácio de Sá.

    De maneira a evitar aglomerações, cada agremiação conta com um horário específico de retirada. Para o próximo final de semana a agenda ficou toda para o sábado, dia 02/05: Imperatriz Leopoldinense (10h), Guerreiros Tricolores (11h), Acadêmicos de Vigário Geral (12h), Império Serrano (14h), União da Ilha (16h) e o projeto Agogô Carioca (17h).

    Para o idealizador da ação, China do Estácio, as primeiras entregas foram um sucesso: “Foi lindo! Realmente estamos ajudando ritmistas que necessitam e de forma organizada. Precisamos muito da ajuda de toda a população doando durante a semana para que possamos atender ainda mais pessoas.”

    As doações podem ser entregues de segunda a quinta-feira, das 10h às 18h, no setor 10 do Sambódromo. A ação conta com o apoio da RioTur. Maiores informações e contato para doações podem ser realizados através do e-mail [email protected].

    Solange Cruz sobre Thelma no BBB: ‘Sinto muito orgulho dela representando o samba, a negritude, a mulher e a Mocidade Alegre’

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    Finalista da edição do Big Brother Brasil 2020, Thelma Regina, médica anestesista e passista da Mocidade Alegre, agremiação de São Paulo, durante toda sua trajetória ergueu a bandeira da sua escola do coração e mostrou seu amor pelo samba. Retribuindo esse amor e carinho, os sambistas se uniram parar votar e buscar a consagração de Thelma como grande campeã da edição.

    Nas redes sociais da escola foram feitas campanhas durante todo o programa para a permanência de Thelma. Solange Cruz, presidente da agremiação, enfatizou que assim como fizeram com a participante, fariam com quem levantasse a bandeira do samba.

    “A escola se movimenta e se movimentou em todos os paredões, em tudo que pode, em mutirões… Temos grupos dos componentes da agremiação de vários setores e alas, nós temos o ‘Voz da Morada’ onde fazemos as divulgações e nos comunicamos para ajudar e incentivar. Faríamos com outros participantes que elevassem o nome da agremiação, assim como a Thelma fez. Tivemos a Viviane Araújo em outro reality show e mesmo não sendo da minha escola torci por ela como sambista”, disse Solange.

    Na edição ficou nítido o amor pela Morada do Samba, na primeira prova do líder que ganhou Thelma passou horas cantando sambas da agremiação. Em sua festa, que pode escolher o tema, optou por levar a temática carnavalesca para dentro da casa e dentre os pedidos pediu que ao menos tocassem um samba da Mocidade Alegre. Sobre essa paixão declarada a presidente diz que recebeu essas declarações e falas de Thelma como uma grande homenagem.

    “Ela falar do amor pela Mocidade durante o programa bateu em mim como uma super homenagem. Ela é uma garota super tranquila e eu nem imaginava que ela fosse dar toda essa repercussão em relação a Morada mas sei que a escola é muito importante para ela por fazer parte da nossa família há muitos anos. Thelma é uma pessoa na dela, do jeito que ela está dentro da casa. Foi uma grata surpresa vê-la elevar o nome da escola, a bandeira do samba… É um sentimento inexplicável, realmente de pessoas gratas por estar lá e reconhecer o lugar onde ela convive e gosta”, explicou.

    No decorrer da edição surgiram pedidos para a participante ascender da ala de passistas para um outro posto, rainha e musa foram um dos pedidos feitos na internet. Falando sobre o futuro de Thelma na escola a presidente disse que não pensa nisso.

    “Por mais que exista esse assunto a escola não pensa em nada disso, de por ela em qualquer outro lugar, isso é muito a mídia que faz esse tipo de repercussão. Ela mesmo dentro do programa deixou claro que quer continuar na ala de passistas, que é onde ela quer estar, com o pessoal dela, no chão da escola. Thelma é uma pessoa de muita consciência e o que me chama atenção é a inteligência demonstrada, a forma de pronunciar, a postura, a forma de conduzir. Eu sinto muito orgulho de tê-la representando o samba, a negritude, a mulher e a Mocidade Alegre em si. Muito orgulhosa dessa representatividade toda”, falou a presidente.

    Um dos grandes motivos de Thelma ter chego na final foi a coerência que manteve durante o programa. Seguiu suas crenças e intuições sem perder sua essência. Solange falou que apesar de não ser íntima da passista a conhece há muitos anos e afirmou que ela não mudou em nada do que é aqui fora.

    “Não vejo mudança nenhuma da Thelma na Mocidade e da Thelma no reality, ela é aquilo lá, daquele jeitinho dela, não vi mudança alguma. Não sou amiga íntima dela, mas a conheço há muitos anos, ela desfilou na bateria, desfilou na comissão de frente, desfila no miscigenação que é a ala de passistas da escola. Acabamos tendo contato pois ela participa dos ensaios, ela sai em ala que é coreografada, temos os shows da escola, as viagens para fazer apresentações. Ela está sempre lá, é uma pessoa de convívio. Thelma já desfilou em outra agremiações, tem um convívio muito grande com pessoas do mundo do samba. Já desfilou na Nenê de Vila Matilde, na Pérola Negra com o Roberio, que é nosso passista de ouro, que já foi Rei Momo pela Mocidade Alegre e é coreografo da comissão de frente do Pérola e ela desfilou lá. Ela é Mocidade, mas sempre que surgia uma vaga no Acesso ou em outro lugar dançando ela ia por ser bailarina. Ela gosta de dançar, boa em coreografias e faz parte desses grupos coreográficos que a escola tem. É uma menina cheia de vida, cheia de energia positiva, do jeito que o Brasil assistiu”, encerrou Solange.

    Live do CARNAVALESCO: Renê Sobral, intérprete da Dragões da Real

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    Tuiuti renova com Celsinho Mody e anuncia chegada de Carlos Jr

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    Tem novidade no carro de som do Paraíso do Tuiuti. A escola de São Cristóvão anunciou a renovação com o intérprete Celsinho Mody, que vai para o quarto carnaval no Rio de Janeiro, ele também é cantor do Tatuapé, em São Paulo. É mais um reforço para o ano em que a agremiação terá o carnavalesco Paulo Barros no comando do seu desfile.

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    A surpresa ficou por conta da chegada de Carlos Jr, que também é de São Paulo e canta no Império de Casa Verde. O intérprete está no hall dos melhores do carnaval paulistano e já tinha confessado ao site CARNAVALESCO a vontade de cantar no Rio de Janeiro. Ele fará jornada dupla e seguirá no Império de Casa Verde.

    Veja abaixo Carlos Jr na largada do Império de Casa Verde em 2020:

    Sambista no BBB: Ao som de ‘Bum Bum Paticumbum Prugurundum’, Thelma ensina Manu a desfilar

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    Finalista da edição do Big Brother Brasil 20, da TV Globo, a paulistana Thelma faz parte da Mocidade Alegre e sempre exalta sua agremiação dentro do programa. Na última semana, quando estava no jardim da casa com Manu e Babu, ela aproveitou o momento para ensinar a amiga da desfilar no carnaval.

    “Faz carão”, disse Thelma para Manu.

    As duas sambaram ao som de “Bum Bum Paticumbum Prugurundum”, do Império Serrano, em 1982. Babu aproveitou para falar do samba e sua levada.

    Veja no vídeo abaixo:

    Presidente do Rosas de Ouro mantém convite para Rafa, do BBB, desfilar na escola

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    Finalista do Big Brother Brasil 20, da TV Globo, a influencer Rafa Kalimann segue convidada pela presidente do Rosas de Ouro, Angelina Basílio, para desfilar na agremiação paulistana no próximo carnaval.

    A sister participou de dois ensaios para o Carnaval 2020 e desfilaria na escola, mas recebeu o convite para entrar no Big Brother Brasil 20 e teve que adiar o convite.

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    “Estamos torcendo pela vitória da Rafa no programa e esperamos por ela no próximo carnaval”, disse Angelina Basílio.

    Live do CARNAVALESCO: mestre Macaco Branco

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    Terceiro componente da Mocidade morre vítima de Covid-19

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    A Mocidade Independente de Padre Miguel informou na noite deste sábado o falecimento do componente Adilson Santos. É a terceira vítima da escola que morre vítima de Covid-19.

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    Veja abaixo o comunicado da escola:

    “A Mocidade Independente de Padre Miguel mais uma vez lamenta o falecimento de um importante componente vitimado com Covid-19. Adilson Santos é mais um independente que nos deixa! Desejamos condolências aos amigos e familiares!Mais do que nunca, fiquem em casa!”

    O segundo componente que faleceu foi Rodrigo Richard faleceu na madrugada do dia 24 de abril vítima de Covid-19. O primeiro foi Vagner Prata em 12 de abril.

    Pilares foi CapriXosos: a homenagem para rainha dos baixinhos

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    O ano é 2004, a escola de samba Caprichosos de Pilares escolheu como enredo fazer uma homenagem a das personalidades brasileiras mais queridas da época, Maria da Graça Meneghel, a eterna Xuxa. Falar sobre uma artista viva, em seu auge, gerou grande expectativa em cima do desfile da Caprichosos – que, para a homenagem, adotou a grafia Caprixosos – gerando também expectativa sobre a presença da Xuxa na avenida. Isso explica o tremendo alvoroço causado quando ela finalmente saiu do camarim para subir na alegoria que fechava o desfile, um grande coração azul composto por várias crianças da fundação Xuxa Meneghel.

    Ao longo de toda a apresentação da agremiação nós pudemos ver a significativa presença de crianças em vários setores do desfile. A escolha feita pelo carnavalesco Cahê Rodrigues foi por um desfile voltado para a imagem “Xuxa, rainha dos baixinhos”, isto é, inspirado no público infantil da homenageada, o que fez com que o desfile fosse algo mais lúdico, com traços de contos de fadas, conectado com a forte presença de Xuxa na infância de seus fãs, mesmo os já crescidos, trazendo para estes uma sensação de nostalgia. Essa escolha casava com os interesses da artista a respeito de um desfile em sua homenagem, já que circulou nos jornais da época que Xuxa, após aceitar o convite, fez algumas exigências, dentre elas que não houvesse nudez no desfile e que sua vida pessoal não fosse abordada. Assim sendo e considerando que o projeto, como cantora, “Xuxa só para baixinhos” (XSPB) era um sucesso nessa época, a ideia de desfilar uma Xuxa voltada para o público infantil era a ideal, ou a possível naquele momento.

    Na sinopse do enredo essas escolhas ficam mais evidentes, pois de acordo com a narrativa adotada nela, desde o nascimento Xuxa estaria envolta em magia. Numa quase releitura bíblica, o famoso mago Merlin teria escolhido um casal para gerar uma de suas fadas, cujo nome deveria ser Morgana, a rainha das fadas. A parte do seu nome está, de fato, presente na história de Xuxa, mas, por conta de complicações no parto, ela teve seu nome alterado para Maria da Graça, graças a uma promessa que seu pai fez caso a filha fosse salva. Mesmo não se chamando Morgana, a história de Xuxa não deixou de ser representada de forma mágica no desfile, com direito a muitas fadas, duendes e o Merlin, claro, que vinha à frente do carro abre-alas em uma escultura de 12 metros, “O mágico destino”, trazendo o bebê Maria da Graça que havia acabado de nascer. Era uma escultura que chamava muita atenção não só pela altura já que ele sequer cabia dentro do barracão, mas, também, pela composição de modo geral, pois tinha bastante expressão facial, movimentos e iluminação. Essa alegoria também era circundada por belas figuras de fadas que também estavam presentes na comissão de frente que a precedia. A comissão de frente, “A mais pura das criaturas do mundo”, que representava as crianças, era composta por onze meninas vestidas de fadas, além de mais quatro Merlins que empurravam o elemento alegórico da comissão em formato de cogumelos.

    As alas e alegorias seguintes ao abre-alas representaram, por exemplo, a cidade de Santa Rosa, onde Xuxa nasceu. Nesse segundo carro a cidade era mostrada como uma floresta encantada, repleta de flores e duendes com roupas coloridas e feições infantis. Esse também era o carro onde vinham os familiares da Xuxa, seus pais e seus irmãos. Depois do segundo carro viam as alas que tratavam da infância da Xuxa, com direito a “príncipe encantado”, uma ala que representava “a menina e seus heróis”, além da fantasia da bateria que era em homenagem ao palhaço Carequinha e uma última só dos “Flintstones”, um dos desenhos preferidos dela. Este setor terminava com a terceira alegoria, “O universo dos sonhos”, outro carro que chamava bastante atenção pelo colorido, possuía uma grande escultura de uma menina loirinha de chuquinhas na frente do carro e, também, um grande carrossel no centro.

    O samba se ateve também aos aspectos mágicos, lúdicos e infantis do desfile, em passagens como “E o mágico destino embalou/Lindos sonhos da menina/A princesa o mundo consagrou/Na modelo ideal/O baixinho sorriu, a rainha surgiu/Em uma nave espacial”. Esse trecho do samba, além de atribuir um “Q” de contos de fadas a vida da homenageada, também remete a momentos importantes da sua vida. Como o início da carreira como modelo, seu sucesso como artista voltada para o público infantil, bem como sua eterna alcunha de “rainha dos baixinhos”, e um de seus programas de maior sucesso, o “Xou da Xuxa”, cujo elemento marcante era uma nave espacial de onde Xuxa surgia.

    De volta ao desfile, depois desse setor sobre a infância, ele começava finalmente a entrar na fase da vida da homenageada sobre o início de carreira e da fama. Essa fase aparece a partir do carro número quatro, “Embarque para a fama”. Essa alegoria que representava o dia em que um fotógrafo viu a Xuxa em uma estação de trem no subúrbio carioca era constituída por um grande vagão de trem no meio e, ao redor do vagão, algumas esculturas de bichos de pelúcia. Os bichos de pelúcia representavam o desejo da Xuxa em ser veterinária, mas não deixavam de ser um elemento mais infantil, mesmo em uma alegoria que representava já uma fase adolescente dela. Depois dessa alegoria vinha a “O despertar de uma estrela” que representava Xuxa já como uma supermodelo. Esse era um dos carros que destoavam do estilo do restante do desfile possui. Era uma alegoria não tão colorida quanto às outras, cercada de fotos profissionais da homenageada e possuía uma escultura de um paparazzi deitado no centro do carro.

    Desse ponto do desfile em diante nós veríamos representados os trabalhos mais famosos da Xuxa enquanto apresentadora, atriz e cantora infantil, ou seja, a consolidação do seu sucesso, o que o carnavalesco chamou na sinopse de “O reino encantado de Xuxa”. A alegoria número seis, “O mito da tv brasileira” representava os muitos programas que Xuxa havia apresentado durante sua carreira até o momento, como o “Xou da Xuxa”, cuja nave espacial estava presente na alegoria, além das paquitas, balões coloridos e uma enorme centopeia colorida que vinha a frente do carro. Teve também referências aos filmes da artista, como uma ala de fadas e duendes (“Xuxa e os duendes”), outra que remetia ao filme “Super Xuxa Contra o Baixo Astral”, dividida ao meio entre componentes com roupas brancas e componentes com roupas pretas. E a alegoria número sete, “Xuperstar”, que era outro elemento que se destacava do restante do desfile também fazia referência ao mesmo filme. Era um carro todo em preto e branco cujo elemento principal era um grande busto, de braços abertos e com movimentos, do vilão do filme, o Baixo Astral, interpretado pelo ator Guilherme Karan.

    Em seguida vinham a ala das baianinhas que fazia referência a Sasha, filha de Xuxa a única referência direta a ela de todo o desfile, inclusive, uma ala do personagem Txutxucão do álbum XSPB 2 e um enorme tripé da personagem Bruxa Keka, do programa “Xuxa no mundo da imaginação”, fechando esse setor. O desfile foi encerrado com a velha guarda da Caprichosos seguida do último carro, “Marquei um X no seu coração”, que possuía um grande coração azul com um X no meio, onde Xuxa, cuja fantasia de Xuxa, para a época, era bastante coberta, vinha em cima. Além, é claro, da presença das crianças da Fundação Xuxa Meneghel que vinham em volta da alegoria e encerravam o desfile assim como ele começou: com crianças e voltado para elas. O desfile da Caprichosos de Pilares foi, de fato, voltado mais para a imagem da Xuxa enquanto a “rainha dos baixinhos”, um desfile mais lúdico, com aspectos mais fantasiosos e mágicos. E que, como dito antes, foi uma das opções possíveis para a época, dentro do interesse da homenageada e do que ela representava naquele momento. Apesar de ter amargado um décimo terceiro lugar na apuração, foi um desfile que ficou marcado na memória de muitos foliões, baixinhos e altinhos.

    Autora: Raphaela Vaz, graduanda em História – UFRJ, membro efetivo do OBCAR.
    Orientador: Max Oliveira, Doutorando em História/Doutorando em História –
    PPHR/UFRRJ, Pesquisador OBCAR.
    Instagram: @obcar_ufrj