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Campanha Ritmo Solidário entregou mais 140 cestas básicas para ritmistas

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    A Campanha Ritmo Solidário entregou, no sábado, mais 140 cestas básicas aos ritmistas de escolas de samba cadastrados na ação. Dessa vez, os integrantes contemplados foram das escolas Império Serrano, Imperatriz Leopoldinense, Acadêmicos de Vigário Geral, União da Ilha e do grupo musical Agogô Carioca. Dessa vez, a ação contou com a ajuda da ONG Viva Rio, através do seu representante Antonio Guedes, além de outros parceiros com a escola Guerreiros Tricolores.

    Para a próxima semana, a agenda ainda não foi definida. China, idealizador da campanha, alerta para a quantidade de estoque:

    “Precisamos de mais doações. Só teremos como atender mais uma leva de ritmistas com a ajuda da população. Toda contribuição é muito bem vinda”.

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    O projeto, que tem parceria com a Riotur, faz a arrecadação e a entrega de alimentos e materiais de saúde e higiene de segunda à sexta, das 10h às 17h no Setor 10 do Sambódromo. Maiores informações podem ser adquiridas através do e-mail [email protected].

    Morre Dona Neném, baluarte da Portela e viúva do compositor Manacéa

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    A Portela está de luto. Morreu, na madrugada desta segunda-feira, aos 95 anos, Yolanda de Almeida Andrade, a dona Neném, viúva do compositor Manacéa e baluarte da escola. Segundo familiares, a sambista estava com uma infecção urinária e faleceu em casa.

    “Dona Neném era a maior referência viva feminina da Portela. Mesmo nem sempre fisicamente presente, tínhamos a certeza de sabermos que ela estava sempre ali, no alto daquela casa, olhando por todos nós e por nossa história. Por nós que sempre precisamos tanto dela”, lamentou o presidente Luis Carlos Magalhães.

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    Dona Neném era uma das integrantes mais antigas e admiradas da Portela. Conheceu o lendário Paulo da Portela e testemunhou a evolução a Azul e Branco de Madureira. Seu irmão, Lincoln, foi parceiro do fundador Paulo, violonista e membro da Velha Guarda Show da Portela.

    Casou-se com Manacéa em 1951. Em seguida, nasceram os filhos Helo, Ana e Áurea Maria, que é pastora da Velha Guarda e membro do Conselho Deliberativo da escola.

    A partir de 1970, dona Neném viu o quintal de sua casa, na Rua Dutra e Melo (atual Compositor Manacéa), em Oswaldo Cruz, transformar-se em um ponto de encontro dos bambas da Azul e Branco para ensaios, rodas de samba e gravações.

    O sucesso da canção “Quantas Lágrimas”, gravada no primeiro disco da Velha Guarda, “Portela, Passado de Glória”, em 1970, e depois por Cristina Buarque, em 1974, trouxe reconhecimento ao grande compositor Manacéa, que iniciara sua história gloriosa na escola bem antes, ao vencer sambas-enredos na década de 1940.

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    Dona Neném também era muito admirada pelos dotes culinários e pela personalidade acolhedora. Estava sempre disposta a contribuir com depoimentos para livros e documentários sobre samba e carnaval. Foi, ainda, homenageada com um capítulo inteiro no livro “Batuque na Cozinha”, de Alexandre Medeiros, e no filme “O Mistério do Samba”, de Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor. Teve importante participação, também, como quituteira no início da Feira das Yabás, após ser convidada por Marquinhos de Oswaldo Cruz.

    No último mês de janeiro, dona Neném recebeu nova homenagem do Departamento Cultural da Portela durante a celebração do aniversário de um ano da lei municipal que criou o Perímetro Cultural de Oswaldo Cruz. Na ocasião, sua casa foi a última parada da comitiva que percorrera endereços importantes para a memória afetiva da Portela.

    Em dezembro de 2019, a matriarca foi agraciada com a Medalha Pedro Ernesto, a maior honraria concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, por iniciativa do vereador Tarcísio Motta, do PSOL.

    A sambista esteve na quadra da Portela, pela última vez, em agosto do ano passado, quando participou de uma homenagem a Carlos Monte e João Baptista Vargens, biógrafos da Velha Guarda Show.

    O presidente Luis Carlos Magalhães, o vice-presidente Fábio Pavão e toda a diretoria da Portela lamentam profundamente o falecimento de dona Neném e se solidarizam com seus familiares e amigos.

    Carnaval 2020: nossa cobertura do desfile da Estácio de Sá

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    O site CARNAVALESCO abre nesta segunda-feira a série de matérias sobre os desfiles do Carnaval 2020. Toda segunda, quarta e sexta faremos novas publicações com fotos, áudios e textos da nossa cobertura no Rio de Janeiro e em São Paulo. Lembrando que o conteúdo foi originalmente publicado no momento ou logo após os desfile, ou seja, sem qualquer vínculo com o resultado e as justificativas dos julgadores. Começamos com a Estácio de Sá.

    Título da nossa crônica do desfile: Isso é Rosa Magalhães! Estácio abre Grupo Especial com aula da professora no enredo e nas alegorias

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    Trecho da crônica: A carnavalesca Rosa Magalhães completou 50 carnavais e para coroar a data fez um desfile brilhante tirando leite de ‘pedra’ pela Estácio de Sá, na abertura do Grupo Especial. Alegorias belíssimas e bem acabadas surpreenderam quem esperava um desfile mediano. Rosa conseguiu contar o enredo do início ao fim através de suas fantasias. O componente estaciano iniciou o desfile cantando forte e durante o desfile a altura baixou voltando a crescer nas últimas alas. Serginho do Porto provou ser a cara da agremiação e encaixou perfeitamente sua voz ao samba. * CLIQUE AQUI PARA LER A ANÁLISE COMPLETA

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    Análise da bateria: Primeira bateria a desfilar do Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Medalha de Ouro, do mestre Chuvisco, apresentou uma bateria com bossas repletas de informações de caixas, porém sofreu com descompassos de andamento e sobras nas realizações de determinadas paradinhas. * LEIA AQUI A ANÁLISE COMPLETA

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    MATÉRIAS ESPECIAIS DO DESFILE DA ESTÁCIO

    A equipe do site CARNAVALESCO, antes e durante os desfiles, produz matérias especiais que são publicadas no momento da apresentação ou ainda na mesma noite.

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    Fizemos quatro reportagens que você pode ler abaixo sobre o desfile da Estácio.

    Baianas da Estácio de Sá comemoram a fantasia ‘O Ouro Barroco’

    ‘Quintal de casa’ proximidade com Sapucaí dá mais garra a comunidade do Estácio

    Xica da Silva volta à Sapucaí em desfile da Estácio de Sá

    Componentes da Estácio se orgulham de alegorias de Rosa Magalhães

    Samba e bateria no clima do “ao vivo” do desfile

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    O desfile começa e a equipe do site CARNAVALESCO já publica a arrancada do samba e as passadas iniciais da bateria na Avenida Marquês de Sapucaí. Ouça abaixo.

    Veja mais imagens do desfile da Estácio de Sá em 2020

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    Agora: Live do CARNAVALESCO com o cantor Carlos Jr

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    Agora: Live do Dudu Nobre

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      Sambistas enaltecem live do Salgueiro com quase 6 horas de duração e mais de 130 mil visualizações

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      O Salgueiro abriu com chave de ouro as lives-shows das escolas de samba. A Feijoada do Salgueiro em casa foi um grande sucesso. Em outras situações, como finais de samba e lançamento de enredo, a Viradouro foi a grande pioneira. A Portela seguiu o mesmo caminho transmitindo suas escolhas de samba. Na semana passada, a Estação Primeira de Mangueira comemorou sua aniversário com uma live especial no barracão.

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      Desta vez, o Salgueiro foi além. Diversos sambistas salgueirenses participaram do encontro, que teve a condução do presidente André Vaz, da rainha de bateria, Viviane Araújo, e dos intérpretes Quinho e Emerson Dias. Houve doação, leilão de objetos da Seleção, muito samba e samba-enredo.

      Até às 19h deste domingo o vídeo no YouTube já tinha mais de 130 mil visualizações, com mais de 6 mil curtidas. O canal do Salgueiro tinha um pouco mais de 4500 inscritos antes da live e no fim alcançou 9.600 inscritos.

      A repercussão foi muito positiva nas redes sociais. Veja abaixo alguns exemplos:

      Ao vivo: Feijoada do Salgueiro em casa

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      Live do CARNAVALESCO com o cantor Leonardo Bessa

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      Rosas de Ouro: um banquete para saciar a fome de melhores colocações

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      No carnaval de 2016, a Sociedade Rosas de Ouro sentiu um gosto amargo no paladar após ficar em 11° lugar no carnaval de São Paulo, a pior colocação de sua história no Grupo Especial. Com o enredo “Arte à Flor da Pele: A minha história vai marcar você”, a azul e rosa apresentou um visual aquém do habitual luxo da escola. Contando com problemas no quesito Evolução e falhas na coreografia da Comissão de Frente, a comunidade da Freguesia do Ó não conseguiu “tatuar” o seu nome no mais alto lugar do pódio do carnaval.

      Em busca de melhores colocações, a agremiação presidida por Angelina Basílio resolveu arrumar a “mesa” e trouxe de volta um de seus ingredientes favoritos: o intérprete Royce do Cavaco e adicionou a essa receita, a contratação do carnavalesco André Machado. Um dos grandes desejos da agremiação era de esquecer o resultado do carnaval anterior e sonhar com o título que não era “saboreado” pela Roseira desde 2010, quando a escola contou na avenida a história do cacau e a produção do chocolate.

      Com a missão de dar água na boca de novo no Anhembi, a Rosas de Ouro selecionou episódios emblemáticos desde as relações dos deuses egípcios na Antiguidade às atuais festas de aniversários ao enredo intitulado “Convivium – Sente-se à mesa e saboreie”. De acordo com a sinopse, foi o amor um dos temperos especiais para a celebração carnavalesca e, segundo o carnavalesco, “tudo foi feito com muito carinho, com cuidado”.

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      Na abertura da escola, a comissão de frente representou a “Celebração a Osíris – O Deus da Vida”, cujo irmão Seth, sedento de inveja e de ganância, convoco-o a um banquete para atraí-lo em uma emboscada. Osíris não desconfiou do convite e teve o seu corpo cortado em quatorze pedaços. O pai da fertilidade retornou das terras de Anúbis graças ao intermédio da sua esposa Ísis, deusa da compaixão, e se consagrou símbolo de fartura e prosperidade. Logo os festejos egípcios em comemoração a vida passageira ganharam fama, regados de vinhos, mel e uma alimentação a base de frutas. Para tal encenação, havia um destaque em cima do tripé, fato corriqueiro nos desfiles com a assinatura do carnavalesco, fantasiado de Osíris.

      O samba se revelou um delicioso desjejum na manhã de terça-feira assim que os primeiros raios de sol pairaram sobre o sambódromo. De autoria dos compositores Aquiles da Vila, Guiga Oliveira, Fabiano Sorriso, JC Castilho, Marcus Boldrini, Salgado Luz, Rapha SP e Vaguinho, a obra embalou a bela apresentação da escola sobre a convivência dos povos ao redor das mesas e das celebrações acompanhadas de uma abundância de alimentos. O samba-enredo ajudou a Roseira a voltar à disputa das primeiras colocações e adocicou a autoestima dos torcedores da escola.

      Os elementos presentes nas mesas das sociedades da Antiguidade, como a romana, grega e chinesa, presentes nos primeiros setores da agremiação. A segunda alegoria “Os Banquetes da Idade Média”, por exemplo, contou a celebração a partir da ótica da confraternização. A riqueza e ostentação, retratos da divisão social no período feudal deram os contornos ao elogiado carro, com uso de cores vibrantes, no qual predominou a cor rosa, um dos símbolos da escola. O mítico dragão Lindworm foi derrotado depois que rei local mandou preparar um banquete com boi enrolado no arame farpado a fim de que o animal se engasgasse e morresse. O feito logrou êxito e as habitantes da recém-fundada Klagenfurt voltaram a sorrir.

      Seguindo uma narrativa linear e cronológica da história mundial, passando pelas eras antiga, medieval e seguida pela Moderna, o banquete para o Rei-Sol no grandioso palácio de Versalhes e a criação do chantilly para esse jantar, assim como o último baile do império na Ilha Fiscal e o maior banquete da história em homenagem a rainha Vitória, também não foram esquecidos.

      O respeito ao azul e rosa da agremiação e extremo bom gosto do carnavalesco na paleta de cores usada na apresentação foi umas dos triunfos da Rosas de Ouro. Outro destaque foram os figurinos da ala das baianas feitas artesanalmente retratavam as “Filhas de Santo”. O candomblé, uma das religiões de matriz africana, pôde ser vista desde a ala das baianas à alegoria três “O Olubajé – Banquete do Rei”.

      No contexto da pós-abolição da escravatura no Brasil, marcado pela marginalização e exclusão social dos povos negros, André Machado nos lembra da festança organizada pelo rei de Oyó, Xangô, em que todos os orixás foram convidados, exceto Obaluaê. Ao notarem a ausência de um dos membros do panteão yorubano, retiraram da celebração rumo ao oxirá rejeitado. Perdoados, foram submetidos a condição de que organizassem anualmente um banquete onde estes fossem reverenciados com vinte e uma comidas diferentes. O nome desse ritual sagrado é homônimo ao da alegoria.

      Os mestres-cucas da Roseira comandados pelo “chefe” Rafa executaram um toque inédito no sambódromo com a bateria Furação Azul e Rosa. As batidas eram realizadas no momento em que era cantado o refrão do meio do samba em que reverencia Obaluaê com o ritual do banquete Olubajé. O Opanijé foi pensado por candomblecistas, pelo “pai de santo” em contato com a entidade e pelo próprio mestre de bateria. O batuque foi adaptado a rítmica do samba e por meio das bossas levantaram as arquibancadas e contagiaram o público.

      Embora o Mestre Rafa fosse evangélico, ele não se recusou ao executar um toque inédito no sambódromo com a bateria Furação Azul e Rosa. O ato de respeito se mostrou uma bela mensagem, visto os momentos pelos quais estamos vivendo, em que o discurso de ódio e a intolerância religiosa são frequentes em nosso dia a dia. Como diz a letra do samba “Não importa a religião”.

      Por se tratarem de temas religiosos, as comemorações dos calendários islâmico, judaico e católico também estiveram seu espaço nesta narrativa e vieram atrás do carro três em formato de alas como “O Ramadã”, “O Pessach” e a “A Páscoa Católica”. A comemoração secular como “O Primeiro aniversário”, assim como as alas citadas, vieram próximas ao carro quatro “Não há Idade para um doce banquete” que lembrou os doces distribuídos no dia dos santos católicos São Cosme e São Damião. Na alegoria, a presidente Angelina veio vestida de noiva, devido ao seu casamento celebrado por um babalorixá, minutos antes de a Roseira iniciar o seu desfile no Anhembi.

      E as tradicionais ceias de Natal, Ano-Novo? A letra do samba nos faz pensar “E semear o nosso pão de cada dia/Com uma pitada de amor/ Para a miséria acabar Somos irmãos em comunhão”. Será que são todos que podem desfrutar de tamanhas abundâncias em suas mesas? Como nós lidamos com a comunhão com aqueles que não são nossos familiares e amigos?

      Encerrando o desfile o quinto carro “A Ceia Nossa de Cada Dia: Pitada de Amor”. Nela, havia diversos cozinheiros com síndrome de down em uma clara mensagem de inclusão, pois sabemos que, para uma receita dá certo, é necessário “viver em união e harmonia” somado a “uma pitada de amor”. A escola, com isso, conquistou o quinto lugar e retornou aos Desfiles das Campeãs. O resultado agradou aos torcedores e os fez recordar como é bom se deliciar com boas apresentações e sonhar com o prato principal, o campeonato.

      Autor: Phellipe Patrizi Moreira – Mestrando em Educação na FFP/UERJ e membro do OBCAR.
      Orientador: João Gustavo Melo, Doutorando em Linguística/UERJ, Pesquisador OBCAR.
      Leitor crítico: Rennan Carmo, História da Arte, Pesquisador/OBCAR.
      Instagram: @obcar_ufrj

      Vamos relembrar o show de Dudu Nobre com ‘Os Mais Lindos Sambas-Enredo de Todos os Tempos’

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