Início Site Página 1555

Conheça a sinopse e logo do enredo do Tatuapé para o Carnaval 2021

0

Título do enredo: ‘Preto Velho conta a saga do café num canto de fé’

Num cantinho do terreiro, com o congá firmado, velas acesas, ervas, arruda, guiné e alecrim tomam o ambiente. Tudo preparado pois o Preto-Velho vai chegar, ogans, yaôs, pais de santo e cambones se preparam para mais uma linda história que o velho vem contar. Ele vem chegando com seu rosário e seu patuá, saravá Preto-Velho.

Ê, Preto-Velho chegou! Preto-velho demora, mas chega…Deus abençoe vocês, meus fios! Zambi, meu pai criador, abençoe esse cazuá!

Preto velho veio cachimbar, vamos prosear e que o tempo passe bem devagar.

Meus fios, eu sou preto como a noite sem estrelas.

Sou velho porque trago em mim as marcas do tempo… e põe tempo nisso, meus fios. E essas marcas são que alumia minha alma.

logo tatuape2021

Sou velho e hoje espalho no mundo mensagens de fé, trazendo esperança com minha humildade, deixando sementes de caridade, secando a mentira e regando a verdade.

Sou velho e celebro a vida, mas também trago na lembrança todas as dores que eu passei nesse lugar, nessa Terra de meu Deus que me criou.

Sou preto, mas a fumaça que sai do meu cachimbo, forma nuvens brancas quando encontra o céu, e pra ajudar vocês meus fios, com muita fé, trago comigo axé e arruda, guiné e café…

EU sou Velho, eu sou preto, eu sou escuro como o ventre da Mãe África, origem de toda a minha ancestralidade.

Lá é a fonte de tudo, é o início do mundo! Salve, Zambi, meu “ Pai Maior” e Deus da criação.

Num sopro de Zambi, o continente se criou e dele nasceram as árvores, os animais, os mares e o Ayê.

Ayê é Terra. África é Ayê.

Terra de montes e vales, rios e mares, de danças e mitos, cheia de herança. Terra dos animais selvagens, onde na savana, leões, búfalos, elefantes e outros mais, ensinaram meus irmãos guerreiros a arte da luta e da sobrevivência, da amizade e lealdade.

Eu sou velho como as vidas de meus irmãos antepassados lá da África, lugar que Deus escolheu pra humanidade crescer e o café nascer.

Ah, sou preto igual ao café… Ah, o café…

Meus fios, esse café que hoje vocês oferecem pra esse velho preto, surgiu lá no chifre da Mãe África, na Etiópia, e de grão em grão, se espalhou pelo mundo. E pra isso acontecer, Deus Pai Zambi guiou Kaldi, um pastor de cabras até as montanhas de Kaffa, lugar bonito demais e onde nascia umas frutinhas vermelhas nos arbustos selvagens.

Ao perceber que as cabras ficavam mais alegres e motivadas ao comerem esse fruto avermelhado foi correndo chamar um monge para conferir a novidade e este julgou que os frutos fossem coisa do demônio. Vê se pode! Levou-os consigo e os atirou no fogo para exorcizá-los. Um aroma delicioso encheu o monastério. O monge teria interrompido a combustão e, como as frutas estavam quentes, derramado água sobre elas. Estava preparado o primeiro cafezinho, meus fios.

Logo o monge se convenceu de que algo tão delicioso só podia ser divino. Tomou uma dose e rezou a noite toda, sem sentir sono.

E nas tribos desse meu paraíso, do café logo nasceu um ritual. As Senhoras do Café secavam, torravam e faziam pasta com os grãos para que seus guerreiros africanos, meus irmãos, tivessem mais força física e espiritual.

Tão sentindo o cheirinho de café no ar, meus fios?

Pois logo esse aroma pegou fama e viajou para outras terras desse mundo.

Na Arábia virou bebida sagrada e, com carinho, foi chamada de vinho.

Na Turquia o sucesso foi tanto que lá nasceu o Kiva Kan, a primeira cafeteria.

E no Egito, não foi diferente, o café conquistou muita gente.

Na Holanda, nasceu o primeiro cafezal em terras européias e o café virou fonte de inspirações e idéias.

Na Inglaterra, terra da realeza, o café roubou o trono do chá, com toda sutileza.

E assim, meus fios, o café vai seguindo o seu caminho, porque a vida melhora depois de um cafezinho, não é verdade?

Mas foi na França, lugar de rara beleza, que o Café se tornou uma proeza. O Rei Luís XIV ganha de presente algumas mudas de café de um nobre holandês e, depois desse cultivo, a prosperidade se faz cada vez mais presente na realeza. E tempos depois, meus fios, Paris já tinha as cafeterias mais charmosas da Europa e elas viraram lugar das reuniões de gente que iriam mudar a política e a vida do povo no país. Viva o Café né meus fios?

E como chegou o café no Brasil?

O café por aqui é igual preto velho. A estrada é longa e velho caminha devagar. É devagar, é devagarinho, mas quem anda com Preto Velho nunca ficou no caminho.

Pelas mãos de um fio chamado Francisco de Melo Palheta o café chegou nessa terra sagrada. Mirongueiro igual Preto Velho, ele encantou a mulher do Governador da Guiana Francesa e trouxe pra Belém do Pará, sem pudores, preciosas sementes de café escondidas num ramalhete de flores.

Mas foi no Rio de Janeiro que o café vingou e a prosperidade por esse país se espalhou. Brasil ainda era colônia e os ricos fazendeiros ganhavam do Imperador, por causa do cultivo do grão, o título de Barão.

E rapidinho a produção cafeeira superou a açucareira e, com a exportação, o café rompeu fronteira.

Até apelido ganhou: Ouro Negro, todo mundo assim chamou.

Ah, meus fios, mas aí que o caldo entornou. Os barões cada vez mais ricos e a escravidão dos pretos cada vez mais se enraizou.

Valei-me, meu Pai!

Nasci e morri na Fazenda, no interior de Minas Gerais. Lá, o café era ouro que meu patrão transformava em anel, as custas do trabalho do meu povo, um trabalho muito cruel. Em troca de tanto esforço, nada recebia, apenas vestia uns trapos no corpo e só pão embolorado comia. E assim, vi muito suor e sangue dos meus irmãos no cafezal. Mãos calejadas da enxada e suja de terra, que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados.

Era a senzala, era o tronco, era o chicote que arrancava nosso couro, era a lida, era a colheita, que para nós era estafa, mas para o senhor, era Ouro.

Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos aprendia, que o nosso destino no fim, não seria sempre assim…

E eu só conseguia suplicar: “Meus orixás, livrai-nos de todo esse mal”.

Com o passar do tempo, das ervas eu fazia remédio e, de mironga em mironga, curava as feridas das chibatadas que meus irmãos levavam dos “homi” sem coração. Até os fios das Sinhazinhas (Ê iá iá), eu fazia curador quando eles não tinham mais jeito nas mãos do doutor. E com as folhas do café, eu fazia defumação na nossa senzala, no nosso cativerá, com muita fé.

Os brancos me chamavam de negro fedido benzedeiro e nem obrigado diziam, mas meus irmãos agradeciam : “Viva preto velho mirongueiro, viva velho preto curandeiro”.

Mas era na Senzala que meu povo negro se aliviava da dor da escravidão. Da Casa Grande se ouvia o som do tambor que contagiava e, com fé e alegria, o nosso povo dançava. Banzé e jongo era o que todo mundo mais gostava. Nossas danças, nossos sons… e isso ninguém escravizava. Ao som do tambor, um canto forte ecoava! Sou preto jongueiro e meu povo eu alegrava! Auê, meu cativeiro! Auê, meu CATIVERÁ!

E era a fé que nos mantinham em pé. Enquanto a senzala dormia, minha oração eu fazia. Ajoelhado pedia clemência, Oh, São Benedito, que meu povo seja bendito! Então, meus fios, sempre que vocês tomarem um golinho de café se lembrem que a semente desse grão tem o ciclo da vida que nossos sofridos irmãos escravos plantaram um dia.

Chegou a modernização, o café trouxe muitas benfeitorias pra esse chão. Meus fios, nunca vou esquecer da emoção em ver o trem na ferrovia e a luz elétrica que alumiava meu caminho na estrada fria. E bota estrada nisso, meus fios. Eram tantas que a gente até se perdia e tudo pra escoar até os portos o volume de tanto café que a gente produzia.

Era tanto trabalho que os barões do café tiveram que importar mão-de-obra de outros lugares desse mundo e com isso os imigrantes italianos aqui chegaram e trabalharam para que o café continuasse sendo a riqueza do Brasil.

Era tanta riqueza que até um ramo de café, depois de tanta súplica, foi parar na bandeira do Brasil quando este virou República.

E na política, na briga de quem podia mais entre São Paulo e Minas Gerais, ora fazendeiro do café ora fazendeiro do leite, indicava ou se tornava Presidente e isso ficou conhecido como “Política do Café com Leite”.

O tempo passou e a economia do mundo levou um choque, a bolsa de Nova York quebrou e o café no Brasil virou estoque, era a chegada da crise de 29.

Meus fios, vocês sabiam que o café foi fonte de inspiração pra muitos artistas?

Na tela ou no papel, na partitura ou no pincel, é aí que faz parte a coisa mais profunda da vida: a ARTE.

A Arte é o que nos tira da realidade e nos leva pra um caminho mais bonito, encantador e cheio de liberdade.

Num cafezal nasci e muitas vezes, torrado pelo sol, pisando na terra vermelha fervente, eu descansava embaixo de um pé de café e de repente a inspiração chegava e eu criava muita cantiga e nem percebia a fadiga. O café era meu irmão! Auê, meu irmão café!

E por falar em cantiga, o café foi até tema de ópera na era antiga. Bach, o gênio da música clássica, compôs uma cantata cheia de alegria e beleza e, por aqui, Roberto Carlos, o Rei da nossa música popular, cantou “Café da Manhã” e fez todo mundo suspirar.

E teve um pintor que retratou o café com muito amor! Seu nome era Cândido, numa fazenda de café nasceu e seus quadros sobre o grão e a escravidão o mundo conheceu. Até prêmio na Europa Portinari recebeu.

Pois é, meus fios. Café é inspiração e os poetas sabem disso. Nos livros, num poema, numa canção, não importa se com amor ou na dor, o café sempre vai ser o melhor amigo do poeta e do escritor. É o líquido da tempestade que gera emoções, não importa a idade.

Um gole de café gera poesia: a bebida satisfaz e te leva a um mundo de amor e sonhos enquanto um verso se faz.

Um gole de café estimula a sabedoria, pois hoje em dia, em grupo ou solitário, quem nunca aprendeu alguma coisa num café filosófico ou literário?

Do grão ou do filtro, do pó ou do líquido, nas mãos do artesão, nato ou não, o café vira artesanato.

E viva a Arte com café, né meus fios?

E quem nunca ouviu a frase: “Aceita um café?” ou nunca falou “Um cafezinho, por favor?” pois com café, gente minha, a vida caminha. Um bom café ajuda quem acorda acreditando que tudo vai dar certo e o dia já começa te deixando esperto.

Puro é bom demais, sabor inconfundível, com leite vira pingado, “eita” bebida irresistível.

Melhor coisa não há do que numa tarde fria de inverno, você ver descer o café quente no bule reluzente.

É bom pra saúde, já disse o doutor. Afasta o sono, põe o sangue em movimento, a digestão acelera e faz toda a diferença, então o café é, de fato, uma potência. Delícias se faz com café também: Bolos, tortas, pudim, biscoitos, pães, sorvete, balas e tudo que dele provém.

Seja na roça ou na cidade, de manhã ou de tarde, a moda antiga ou da modernidade, de máquina ou de bule, seja expresso ou de pano coador, o que importa é que o café sempre nos preenche de amor.

É por tudo isso, meus fios, que esse Preto Velho gosta de café. E se tiver um bolo de fubá, aí é que esse véio vai mais se alegrar.

E vocês querem saber mais? Com o café até o futuro se prevê. Os desenhos da borra no fundo da xícara tem significado e aí você escolhe se vai seguir o caminho indicado.

Mas meus fios, não adianta procurar um caminho novo se não mudar o jeito de caminhar.

E pra isso, sempre que precisar, é só chamar os pretos velhos que a gente vem aqui ajudar.

Nossa missão é ajudar vocês, porque não há mal que crie raiz onde o amor é plantado.

E na energia do café, acreditem, todo mal é retirado, com as folhas de café basta um banho para vocês receberem muito axé.

Sentir nas mãos uns grãos de café ajuda muito a concentração na hora da meditação.

E pra defumação não existe coisa melhor. O cheiro do café clarifica sua mente e a fumaça limpa toda a energia ruim do ambiente. Que as Pretas Velhas minhas companheiras de vida e de espiritualidade, continuem preparando esse grande Jakutá sem faltar a principal oferenda o café e o Bolo de Fubá, preparando a volta para Aruanda nossa morada Divina.

Tudo isso a gente aprende na Aruanda, meus fios. Aruanda é lugar de paz, é o paraíso espiritual, paraíso dos pretos.

Lá na Aruanda, atravessando a calunga, o mar de Iemanjá, todo negro encontrou a sua liberdade nos braços de Obatalá.

Que todos os orixás sempre estejam ao meu lado para que eu possa continuar fazendo caridade e ajudando meus fios a seguir na estrada da verdade e com muita humildade.

E pra vocês meus fios, eu visto meu branco, sim senhor! Eu me visto de paz, muito amor e caridade! Mas esse meu branco é o branco de todo dia. É a roupa da minha alma que me dá essa alegria!

Saravá, povo do samba! Pai Velho vai embora, a sineta do céu de Aruanda tá tocando, Obatalá já diz que é hora!

Não fiquem tristes, preto velho volta, tenham fé!

Tenho muito ainda pra prosear com vocês meus fios da Tatuapé!

ADORÊ AS ALMAS!!!

Conheça o logo do enredo da Viradouro para o Carnaval 2021

0

A Unidos do Viradouro, atual campeã do Grupo Especial, anunciou na noite desta quinta-feira, feriado de São Jorge, para anunciar seu enredo para o Carnaval 2021. * LEIA AQUI MAIS SOBRE O ENREDO

logo viradouro2021

“Tomadas por um sentimento de libertação, em 1919, após Gripe Espanhola, as pessoas usaram o momento para liberarem toda alegria. Transformaram o luto em alegria. Foi um marco na história do Rio de Janeiro e do carnaval. O nosso enredo tem grande densidade cultural, porque foi nesse ano de 1919, que o samba se tornou o principal ritmo do carnaval. O Bola Preta fez seu primeiro desfile”, explicou Tarcísio Zanon.

O presidente da Viradouro também falou sobre a ideia do enredo para o desfile de 2021.

“É um enredo que tem a cara da escola. Traz alegria e esperança. Vamos lá atrás em 1919, fazemos paralelo com o momento que vivemos agora, e vamos construindo esse fio juntos. A mensagem pega no respeito a dor, tristeza, mas também são mecanismos de transformação e reflexão. Nosso enredo é de muita alegria”, disse o presidente Marcelinho Calil.

‘Não há tristeza que possa suportar tanta alegria’ é o enredo da Viradouro para o Carnaval 2021

0

A Unidos do Viradouro, atual campeã do Grupo Especial, anunciou na noite desta quinta-feira, feriado de São Jorge, para anunciar seu enredo para o Carnaval 2021. Para isso, a vermelho e branco caprichou em uma live que teve participação dos carnavalesco Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira, além do presidente Marcelinho Calil, o diretor Alex Fab e o intérprete Zé Paulo, que cantou diversas obras histórias da escola. ‘Não há tristeza que possa suportar tanta alegria’ é o titulo do enredo do ano que vem.

“Tomadas por um sentimento de libertação, em 1919, após Gripe Espanhola, as pessoas usaram o momento para liberarem toda alegria. Transformaram o luto em alegria. Foi um marco na história do Rio de Janeiro e do carnaval. O nosso enredo tem grande densidade cultural, porque foi nesse ano de 1919, que o samba se tornou o principal ritmo do carnaval. O Bola Preta fez seu primeiro desfile”, explicou Tarcísio Zanon.

live viradouro2

Em um texto do escritor Ruy Castro, que foi citado pelo carnavalesco Tarcisio Zanon, ele fala do Carnaval de 1919. “Quem não morreu sentiu-se no dever de celebrar a vida, brincando o Carnaval como nunca antes. A cidade saiu em peso para os corsos, ranchos e batalhas de confete. Os pierrôs e caveiras não se contentavam em pular —invadiam as casas e arrastavam os renitentes para a folia. Pela primeira vez, o samba superou os outros ritmos nas ruas. E, numa dessas, o menino Nelson [Rodrigues] viu, dançando no alto de um carro, na praça Saenz Peña, uma moça fantasiada de odalisca, com o umbigo à mostra. Ninguém de sua família tinha umbigo —ele próprio só agora descobria o seu”.

O presidente da Viradouro também falou sobre a ideia do enredo para o desfile de 2021.

logo viradouro2021

“É um enredo que tem a cara da escola. Traz alegria e esperança. Vamos lá atrás em 1919, fazemos paralelo com o momento que vivemos agora, e vamos construindo esse fio juntos. A mensagem pega no respeito a dor, tristeza, mas também são mecanismos de transformação e reflexão. Nosso enredo é de muita alegria”, disse o presidente Marcelinho Calil.

Presidente da Viradouro fala em solidariedade com a comunidade

Um dos diretores de carnaval, Alex Fab, explicou que o barracão da escola passará por uma higienização completa.

“Aumentaremos o número de áreas de higiene, criamos já um protótipo para termos uma máquina com álcool em gel, e faremos uma limpeza geral no barracão. Vamos adequar o barracão para quando pudermos iniciarmos os trabalhos para o desfile de 2021”.

O presidente Marcelinho Calil frisou que a preocupação da escola, nesse momento de pandemia, está em ser solidária com seus componentes e membros da comunidade.

“Vivemos um momento muito delicado. O que pode ser feito no sentido do auxílio estamos fazendo e buscando estar presente nas vidas de todas pessoas que a gente consiga atingir. A solidariedade está muito forte em nossos corações e é nossa prioridade. Isso não deixar de permitir que a gente desenvolva o que é possível no nosso cronograma para o próximo carnaval. O lançamento do enredo é o pontapé de partida. É uma tradição da escola anunciar o enredo do Dia de São Jorge. Buscando levar virtualmente todo o afeto para a nossa comunidade”.

Império Serrano contrata Leandro Vieira para carnavalesco

0

Novamente, Leandro Vieira terá jornada dupla como carnavalesco. O artista foi anunciado pelo Império Serrano para desenvolver o desfile de 2021. Ele segue também na Estação Primeira de Mangueira.

A contratação de Leandro Vieira será feita com a eleição da chapa presidencial de Sandro Avelar. A eleição está prevista para acontecer durante o mês de maio.

Veja a declaração de Leandro Vieira para os imperianos.

Acompanhe ao vivo o lançamento do enredo da Viradouro

0

Ao vivo: acompanhe a missa de São Jorge

    0

    Julgadores de Samba-Enredo apontaram problemas na melodia e nas rimas do Tuiuti

    0

    tuiuti desfile 2020 085

    O samba do Paraíso do Tuiuti, com compositores renomados como Moacyr Luz e Cláudio Russo, levou apenas uma nota dez, do julgador Eri Galvão. Os jurados apontaram problemas com rimas, que para eles ‘enfraquece’ a riqueza poética da obra.

    “Letra – a insistência nas rimas -ado, -eia/eiro enfraquece a riqueza poética do samba, tornando-o pouco inventivo. (-0,1) Melodia – o samba está construído a partir de frases melódicas muito curtas (inclusive o refrão), tornando-o cansativo durante o desfile. (-0,1) Além disso, os dois refrões apresentam apoio melódico na sensível, acompanhado por acorde de V. Isso tornou os dois muito semelhantes harmonicamente, o que reforçou a ideia de que o samba era pouco variado. (0,1)”, justificou Felipe Trotta.

    Alfredo Del Penho elogiou a melodia da obra mas tirou um décimo por conta da alongamento da notas.

    “Melodia -0,1. Apesar da bela variação melódica em termos de altura das notas, o samba perde ao ser recorrente na duração das notas de “todo 20 de janeiro” até “sem futuro nem passado” e de “tocam liras na favela” até “pede ao santo proteção” soando alongado em alguns trechos”, disse o jurado.

    Alice Serrano apontou problemas na coesão das imagens, do entendimento do enredo através do samba e ainda citou o problema de um samba eufórico para narrar episódios trágicos.

    tuiuti desfile 2020 054

    “Letra: faltam detalhes de coesão das imagens, como por exemplo do 6º verso para o 7º verso da primeira estrofe, não ficando claro como Sebastião chegou no mar. A letra é predominantemente metafórica, fazendo com que sejam necessárias analogias, quase todo o tempo, para que o real significado de cada mensagem passada nos trechos da letra seja compreendido. Não trata de forma compreensível a relação do Sebastião Rei de Portugal e o Santo Sebastião. Um enredo complexo, que ao ler profundamente explorado, gerou uma obra menos popular e de difícil compreensão para o público que precisa compreender o enredo através do que lhe é apresentado visualmente e do samba. (-0,1) A letra é enriquecida com uma proposta poética, mas apresenta excesso de rimas em “ado”, e deixa a desejar em beleza nos refrões, com uma sutileza no refrão do meio, que apesar de funcionar bem apresenta proposta melódica bem contrária, proposta melódica em oposição a proposta dos versos. A melodia é “pra cima” enquanto a mensagem dos versos faz referência a acontecimentos dramáticos, como desfecho trágico: o arraial erguido na terra do protetor, Pedra Bonita e Canudo; ou seja, uma mensagem trágica sustentada numa melodia eufórica. (-0,1)”, explicou Alice.

    “A segunda estrofe tem os quatro últimos versos terminando na tônica “A”, o que destoa de toda a letra”, disse Clayton Fabio de Oliveira.

    Escolas de Samba filiadas à Liesb realizam ações sociais por conta da pandemia

    0

    Vila Santa Tereza

    Em meio a pandemia que estamos vivendo, por conta da Covid-19, as escolas de samba da Intendente Magalhães, filiadas à Liesb, estão realizando mutirões e ações sociais para ajudar quem mais precisa. Com o fechamento de comércios, grande parte da população está em casa sem saber como será o dia de amanhã, por isso a união e solidariedade neste momento é o que mais importa.

    Agremiações como Arranco, Difícil é o Nome, Jacarezinho e Guerreiros Tricolores, Manguinhos e Vila Kennedy iniciaram campanhas de arrecadações de alimentos para construção de cestas básicas, podendo assim distribuir em suas comunidades. Já a Unidos da Vila Santa Tereza está preparando quentinhas e distribuindo para moradores de rua. A comida é feita na quadra, com ajuda de segmentos e amigos.

    Arranco

    “O momento é de solidariedade e o mais precioso nisso é que as escolas da Intendente são consideradas, por muitos, como “pequenas”. Podemos ver que quanto menos estruturas, verbas e ajudas as escolas possuem, mais aumenta a vontade de ajudar o próximo, os seus componentes que estão o ano todo ali ajudando. Isso é gratificante”, revelou o presidente Clayton Ferreira.

    Lucinha Nobre doa 100 máscaras de tecido a integrantes da Portela

    0

    portela desfile 2020 084 Copy

    A porta-bandeira da Portela, Lucinha Nobre, fez uma doação de 100 máscaras de tecido a integrantes da escola. Entre os contemplados, estão membros da Galeria da Velha Guarda, baianas, bateria e Velha Guarda Show. As máscaras foram confeccionadas pela cerimonialista Lucia Pinto, ex-integrante do Departamento Cultural da agremiação e filha do saudoso compositor Colombo. A entrega aos componentes foi feita pelo diretor de bateria Cacau, do time de mestre Nilo Sérgio.

    “Tenho pensado muito na nossa escola e nos nossos amigos. Resolvi fazer essa ação para que sirva de inspiração para quem puder ajudar com qualquer coisa e também para ajudar a quem precisa sair e está em dificuldade de comprar máscara. Essas são ótimas! Se não fosse pela boa vontade da Lucia Pinto, eu não conseguiria”, conta Lucinha, que também enviou bilhetes com mensagens de otimismo no presente.

    Renovada para 2021, a experiente porta-bandeira também tem se engajado em campanhas de cestas básicas promovidas por escolas de samba, diante da pandemia do coronavírus. “Fiz uma doação para a nossa campanha Águia Solidária, que a Portela está promovendo, e outra para a do Leandro Vieira e da Evelyn (Bastos), da Mangueira. Não é muito, mas se cada um puder doar um pouquinho, a gente divide melhor essa demanda”, analisa.

    A maior campeã do carnaval carioca segue arrecadando doações para comprar cestas para moradores de Oswaldo Cruz, Madureira e região. As contribuições podem ser feitas através de transferência bancária e pelo aplicativo PicPay, via cartão de crédito. Cada cesta básica custa R$ 65, no entanto, qualquer valor será muito bem-vindo.

    Campanha Águia Solidária

    Dados para transferência bancária
    Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela
    Banco Bradesco
    Agência 3469
    Conta Corrente 02683-80
    CNPJ: 42.255.075/0001-63

    Link para doações pelo PicPay
    http://bit.ly/portelapicpay

    A diretoria da Portela também está confeccionando máscaras de tecido em seu barracão, na Cidade do Samba. Inicialmente, a escola prepara três mil unidades para sua comunidade, no entanto, a produção deverá aumentar nas próximas semanas. A ação integra uma força-tarefa comandada pela Liesa para auxiliar a população do Rio diante da pandemia.

    Presidente da Tom Maior pede orações para o carnavalesco Flávio Campello que está internado com Covid-19

    0

    Durante a Live do site CARNAVALESCO, na noite desta quinta-feira, no Instagram, a presidente da Tom Maior, Luciana Silva, pediu orações para o carnavalesco Flávio Campello que está internado com Covid-19.

    flavio campello

    “Quero pedir orações para o carnavalesco Flávio Campello que foi confirmado hoje com Covid-19, está internado, falei com ele minutos antes da live, e vamos pedir por ele em uma corrente de orações. Muita fé nesse momento para todos. Meus votos que isso passe muito rápido, que vai passar”.

    O artista foi contratado pela Tom Maior para desenvolver o desfile do Carnaval 2021, inclusive, a escola já anunciou que terá o enredo “O Pequeno Príncipe no Sertão”.