Início Site Página 1536

Conheça as prévias do indicações para as escolas dos sonhos do Grupo Especial

O site CARNAVALESCO apresente as prévias dos mais indicados até agora para a escolha da equipe dos sonhos das agremiações do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Na segunda-feira foi divulgada a lista das personalidades do carnaval que tiveram mais de 90% das indicações nas escolas em que desfilaram, e, por isso, não entram para votação do público na escolha da equipe dos sonhos.

Você ainda pode indicar seus escolhidos em cada escola e categoria. O prazo vai até domingo. Na próxima segunda-feira, dia 1 de junho, vamos liberar os resultados das demais indicações e abriremos o canal de votação de todas escolas do Grupo Especial.

O site CARNAVALESCO quer ouvir você. Monte como ficaria sua agremiação do Grupo Especial do Rio de Janeiro, levando em consideração o desfile que cantores, casais (juntos ou separados), coreógrafos, diretor de carnaval, diretor (a) de harmonia e mestres de baterias fizeram nas suas escolas. Além disso, você indica também o seu samba predileto para representar essa escola dos sonhos. Importante: o critério é a pessoa ter desfilado na escola escolhida. Ao votar coloque também o ano, afinal, alguns artistas do carnaval fizeram história em mais de uma agremiação e podem ser escolhidos por torcedores de escolas diferentes.

Fase de indicações está encerrada.

Neguinho celebra estar na equipe dos sonhos da Beija-Flor: ‘É reconhecimento da minha fidelidade e confiança da escola’

0

Maior referência da Beija-Flor de Nilópolis era natural que Neguinho tivesse unanimidade como intérprete na equipe dos sonhos da azul e branco. “Olha a Beija-Flor aí, gente!” está nos corações dos nilopolitanos e dos sambistas. São 45 anos de Avenida.

Na pesquisa feita pelo site CARNAVALESCO com os leitores para a formação do time dos sonhos de cada escola do Grupo Especial a preferência levou o cantor automaticamente da fase de indicação para a equipe dos sonhos, ou seja, não foi nem para etapa da votação, que começará na próxima segunda-feira.

beijaflor final2020 3

Ao falar com o CARNAVALESCO, Neguinho celebrou o reconhecimento por parte dos torcedores da Beija-Flor.

“Esse é reconhecimento é pela minha fidelidade com a escola, comunidade e o apoio e confiança que ela tem me dado nesses anos todos. Estou muito lisonjeado com isso”, disse Neguinho da Beija-Flor.

Milton Cunha: ‘Nota 10 para a vida’

    0

    Comentarista de carnaval da TV Globo, Milton Cunha produziu um vídeo falando da vida, refazendo seu caminho e apresentando suas dez conclusões porque é feliz com ele, com o trabalho e sua realidade.

    “Sempre acreditei que um sorriso abria mil portas. Não existia condições para aparecer. Usava o que tinha e dava. Toda situação ensina. Não fiquei esperando o momento ideal”, disse o Milton Cunha.

    Veja abaixo o vídeo na íntegra:

    Empresa responsável pelo Festival de Parintins anuncia adiamento

    870

    O Festival Folclórico de Parintins que aconteceria nos dias 26, 27 e 28 de junho foi adiado pela empresa Amazon Best, responsável pela comercialização dos ingressos, devido a pandemia da Covid-19.

    Abaixo, a nota da empresa responsável pela venda dos ingressos:

    “Em virtude da pandemia provocada pelo novo coronavírus, diversos eventos culturais foram cancelados, haja vista o isolamento social ser uma das recomendações necessárias para combater a disseminação da Covid-19. Com isso, a Amazon Best – contratada pelos bois Caprichoso e Garantido para a venda dos ingressos e camarotes do Festival Folclórico de Parintins – primeiramente, se solidariza às famílias vítimas da Covid-19 e presta homenagem aos profissionais que estão na linha de frente no combate à pandemia.

    Desde que assumiu a venda da bilheteria do Festival de Parintins, em 2017, a empresa injetou novas energias no evento, com ideias e ações criativas para proporcionar uma experiência memorável a todos que participam deste que é um dos maiores espetáculos da terra.

    bois

    A Amazon Best não é realizadora do Festival, mas sempre procurou ir além, promovendo o festival no Brasil e no exterior e estabelecendo um relacionamento participativo e transparente com todos os envolvidos. Para desenvolver com êxito suas atividades, sempre contou com o apoio da organização do evento e das diretorias dos bois.

    Por isso, diante da realidade imposta pela Covid-19, a empresa comunica o adiamento do Festival Folclórico de Parintins 2020, o qual seria realizado nos dias 26, 27 e 28 de junho, aguardando que os realizadores – Secretaria de Estado da Cultura, Prefeitura Municipal de Parintins e Agremiações Folclóricas Caprichoso e Garantido – anunciem, em breve, a nova data do evento.

    Devido ao fato que nenhuma esfera estava preparada para os impactos sociais e financeiros da pandemia, bem como pelo setor de eventos e turismo ter sido um dos mais atingidos, a Amazon Best agradece a compreensão de todos os clientes neste momento excepcional.

    Ingressos

    Para os clientes que compraram ingressos para o Festival de Parintins 2020, fiquem tranquilos, pois seus ingressos já estarão válidos para a nova data do evento. Se pelas atuais circunstâncias ou por qualquer outro impedimento não puder participar do evento, o cliente terá as opções de solicitar o crédito do valor gasto no ingresso, para utilização em outros eventos produzidos pela Amazon Best, ou então o reembolso integral, que serão efetuados conforme as condições estabelecidas pela MP 948/20, publicada pelo Governo Federal no seguinte endereço eletrônico: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/Mpv/mpv948.htm .

    Se você adquiriu ingressos na Bilheteria Digital, aguarde a definição da nova data do festival ou solicite o reembolso no site bilheteriadigital.com ou envie um email para [email protected]

    Clientes que adquiriram ingressos nas lojas físicas em Manaus e Parintins, a Amazon Best aguarda as diretrizes das autoridades para a reabertura e início do atendimento presencial, que será realizado conforme agendamento.

    A Amazon Best agradece a compreensão e espera compartilhar com você novos momentos de alegria. Aguarde, em breve você irá sentir Parintins”.

    Vídeo: Clube do Samba-Enredo convida Tinga, Wantuir, Bessa e Serginho do Porto

      0

      Viradouro: compositores fazem concurso via aplicativo

      0

      Para amenizar a monotonia nesses tempos de isolamento social por conta da pandemia do coronavírus, a ala de compositores da Unidos do Viradouro decidiu promover um concurso de samba on-line, com tema livre.

      Paulo Cesar Portugal, presidente da ala, explica que a ideia surgiu a partir da interação do grupo no Whatsapp que reúne os integrantes do segmento.

      “A galera começou a fazer sambas e colocar no grupo. O número de composições foi aumentando, aí resolvi abrir um concurso. Nessa brincadeira, surgiram 14 sambas, alguns com um compositor só e outros com dois parceiros. Vai ter uma premiação simbólica para os três primeiros colocados que eu mesmo vou dar”, revela Portugal, que preside a ala de compositores da vermelho e branco há 20 anos.

      concurso de samba 01

      As obras concorrentes têm os seguintes compositores: Geraldo Sudário; Iara Mathias e Jak Nery; Jorginho do Bairro; Maria Preta; Waldyr Domingues; William; Zezé Palhinha; Adilson de Jesus; Felipe Filósofo e Fábio Borges; Karla e Junior; Luis Carlos Barbosa; Maninho da Cuíca; Mocotó; e Valéria Willian.

      A comissão julgadora é formada por oito pessoas, entre elas Alex Fab e Dudu Falcão, responsáveis pela direção de carnaval da escola. A data da final ainda não foi definida, mas todo o processo do concurso será pelo aplicativo de mensagens.

      Carnaval 1997: A Grande Rio é um Sonho!

      0

      O carnaval de 1997 marcou a história dos desfiles pelo big bang provocado pela arrebatadora vitória de Joãozinho Trinta, embalada pela paradinha funk do saudoso Mestre Jorjão. A comunidade do Barreto, enfim, pôde gritar “somos campeões!” pela primeira vez na elite das escolas cariocas, feito que só se repetiria este ano, 2020.

      Contudo, o sonho do primeiro campeonato já era parte constituinte da Acadêmicos do Grande Rio, que, embalada nele, contou com o inexorável Alexandre Louzada para narrar o enredo “Madeira-Mamoré, a volta dos que não foram lá no Guaporé”. É importante ressaltar a importância da narrativa carnavalesca delineada por Mestre Louzada na parte da perspectiva dos silenciados, daqueles que em nenhum momento tiveram voz para contar a sua versão da construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré, inaugurada em 1912, ligando Porto Velho a Guajará-Mirim no estado de Rondônia, marco da história brasileira no tempo presente e justificada pela necessidade do escoamento de borracha e outras riquezas da região. Ademais, o enredo liga a estrada de ferro a Rondônia, destacando uma conexão entre o tema proposto diretamente pela narrativa do enredo e o estado no qual a estrada se encontra, intercambiando-se as duas perspectivas.

      A empreitada, impossível para muitos, foi marcada pela investida contra floresta na tentativa de vencer inúmeros obstáculos que se colocavam no caminho desta grande construção. Obviamente, os trabalhadores que sofreram e testemunharam uma realidade obscura e triste ainda pousam por lá, muitos nunca tendo conseguido voltar para suas terras de origem. A ferrovia, na ocasião, representava a modernidade e inseria a região em uma aura de civilização moderna, como pode ser vista na obra do cordelista Doca Brandão:

      E com a ferrovia inaugurada (1912),
      A alegria era sem fim,
      Pois levava gente e produtos
      De Santo Antônio á Guajará-Mirim…[sic]
      366 quilômetros
      De selva amazônica vencida,
      A região se desenvolve,
      Tudo é impulso de vida…
      Porto Velho vira Município (1914),
      Guapindaia é seu Superintendente,
      Vão surgindo novos bairros,
      E o município atrai mais gente…
      Porto Velho torna-se Cidade (1919), Cidade muito faceira,
      É a mais desenvolvida
      Das margens do Rio Madeira…, (…) (BRANDÃO, sem data, pp. 23-25)

      Sinônimo de progresso, a estrada de ferro esconde segredos que a escola de Caxias se propôs a desvendar. Como dito anteriormente, aqueles que não viveram para contar sua história voltam e, em uma viagem delirante, os perigos e as dificuldades vividas pelos trabalhadores que sucumbiram ganham voz para contar o enredo da Grande Rio, proposta que também diz respeito ao resgate da memória do povo brasileiro. Uma perigosa viagem embebida de magia começou em Duque de Caxias.

      image1

      A “Ferrovia do Diabo” materializa-se já na fantasia da comissão de frente, toda em prata, futurística e com detalhes vermelhos. No abre-alas, a locomotiva surge construída para impactar com uma iluminação frenética de neon remetendo à velocidade do progresso avassalador, o que resulta em uma espécie de suspensão e fuga do real que fora prometida pela escola proposta baseada no delírio recortado pelo enredo.

      Como não poderia ser diferente, variados povos indígenas ganham espaço logo após a primeira alegoria, evidenciando que os reais donos da terra foram dizimados para
      que os dormentes fossem instalados e abrissem caminho para o progresso.

      A proposta de uma viagem onírica se traça em paralelo a fantasias mais clássicas, distanciando a agremiação de sua proposta inicial delirante. Fato este que pode ser percebido nas fantasias e alegoria que remetem ao Tratado de Petrópolis, mencionado no samba. E por falar em samba, o hino de 1997 era uma das grandes apostas da agremiação para emplacar seu primeiro campeonato. Embora elogiado pela crítica, o mesmo “não aconteceu” durante o desfile, de acordo com aa vozes que o narraram e os olhos que o viram, mas figura entre os grandes sambas que já passaram pela Marquês de Sapucaí de acordo com Hiram Araújo , em seu livro “Carnaval, Seis Milênios de História”. Todavia as notas atribuídas ao samba-enredo não fizeram jus a sua afamada pretensão, rendendo-lhe um 9.5 e um 9.0.

      O enredo em si pode ser caracterizado como uma bela aula de História como só os mestres como Louzada sambem ministrar. Os mistérios e fantasias delirantes personificaram-se em aranhas, cobras gigantes, mosquitos e outros seres “venenosos”, cenário traçado pelo carnavalesco para destacar os encontros dos desbravadores da ferrovia com a Amazônia.

      Destaco aqui a fantasia dos “jacarés”, da bateria da escola, que estava exuberante com plumas verdes que serviam de metáfora para a corda das águas amazônicas na cadência do samba. Paralelamente, a ala que retrata a “vitória-régia” nos presenteou com um belo visual e evolução, fazendo jus a um belo conjunto, definido com o talento já clássico de Louzada. Porém, infelizmente, o quesito “Fantasias” alcançou uma única nota máxima diante dos quatro julgadores.

      O bailar das vitórias-régias introduziam a quarta alegoria da escola, chamada de “Trilhos até de baixo d’água” e um espaço significativo entre os dois elementos evidenciou uma falha recorrente de evolução no desfile daquele ano, que não conseguiu cravar nenhuma nota dez naquele ano, amargando notas 8 e 8.5 como parte do score caxiense.

      Paralelamente, com exceção da primeira alegoria, contudo, não se pôde observar o delírio prometido devido, talvez, à visão mais “clássica” da floresta apresentada, fugindo-se, aparentemente, da proposta inicial. Embora não tenhamos tido acesso ao Caderno Abre-Alas de 1997, nem às justificativas dos jurados não disponibilizadas no site da LIESA, o classicismo destoante da proposta de “delírio” deve ter sido percebido pelos julgadores, que garantiram à escola somente duas notas máximas no quesito Alegorias e Adereços. No carnaval 97, a Grande Rio ficou na 10ª colocação e continuou sonhando com seu primeiro campeonato. Como o próprio samba diz: “Sonha, a Grande Rio é um sonho…”, sonho este que faz todos nós, sambistas, embarcarmos em suas narrativas delirantes e admirá-la a cada novo carnaval.

      Que sonhemos sempre com a escola de Caxias!

      Autor: Victor Marques (@euvictormarques) – (Antropólogo, mestre em Antropologia
      Social (UFMT) e professor. Membro do Grupo de Pesquisas sobre Cultura popular –
      Caleidoscópio/UFMT e pesquisador e orientador do Observatório do Carnaval/UFRJ)
      Instagram: @OBCAR_UFRJ

       

      Salgueiro lança série de lives de utilidade pública

      0

      O Salgueiro começa nesta terça-feira mais um circuito de lives em suas redes sociais. Desta vez, os encontros acontecerão na página oficial da escola no Facebook em um formato de bate-papo onde se reunirão segmentos da escola e profissionais de diferentes áreas que debaterão assuntos relacionados ao isolamento por conta da Covid-19 e as expectativas e projetos do período pós isolamento social. Voltadas para o serviço de utilidade pública, as lives acontecerão semanalmente sempre às 19h.

      “Não sabíamos como seria o período de isolamento e, já no início dele, lançamos o projeto Fique em Casa com o Salgueiro, focado no entretenimento do nosso público e que foi um sucesso no instagram. Passados esses mais de 60 dias, começamos a observar, dentro do nosso quadro de profissionais, que há uma preocupação sobre o que virá. A partir daí começamos a pensar no Papo Cabeça, com o objetivo de informar e dar dicas de finanças, empreendedorismo, nutrição, entre outros temas que serão abordados semanalmente”, diz Paulo Barros, diretor de Comunicação da vermelha e branca.

      Com mediação da jornalista Bárbara Mello, o #PapoCabeça discutirá em sua primeira edição, sintomas de ansiedade, medo e depressão, quadros muito comuns neste período. Para falar do tema, Vilma Araújo, psicóloga e coordenadora do Centro Médico do Salgueiro, vai conversar com os internautas e dar orientações para quem está passando por este quadro.

      dra vilma centro medico

      “O confinamento mexe com a gente. Não tivemos um lockdown no Rio de Janeiro mas, para quem está acostumado a uma rotina e, de repente, se vê obrigado a interrompê-la, é complicada a adaptação. Estou atendendo online e vejo que este apoio psicológico tem sido fundamental para muitas pessoas”, diz a profissional.

      Convidada para a estreia, a porta-bandeira Natália Pereira comenta que está sofrendo de ansiedade e chegou a emagrecer mais de 6kg.

      “Vejo as pessoas comentando que estão engordando mas comigo aconteceu o efeito reverso, emagreci e continuo emagrecendo mesmo sem estar fazendo nenhum tipo de dieta. Este bate-papo vai ser excelente porque poderemos dividir um pouco das nossas experiências e mostrar para o nosso público que estamos todos passando por momentos difíceis”, conta a segunda porta-bandeira salgueirense.

      O #PapoCabeça vai até o fim do mês de junho com apresentação às terças-feiras no Facebook oficial do Salgueiro (@salgueirooriginal) com reapresentação às quintas no canal da escola no YouTube (SalgueiroTV).

      Curado da Covid-19, carnavalesco da Tom Maior conta detalhes do período e diz que ‘sente vontade absurda de viver’

      0

      Recuperado da Covid-19, o carnavalesco Flávio Campello, da Tom Maior, contou detalhes do período difícil que viveu e da experiência que fica após a doença. Ao falar com o site CARNAVALESCO, o artista foi bem claro sobre a força do vírus: “O pior dos sintomas é a falta de ar, como muitos descrevem, a sensação é de afogamento, de sufocamento”.

      Confira abaixo a entrevista completa com Flávio Campello.

      Como foi quando você soube da notícia e qual foi o procedimento que você seguiu?

      “Comecei a sentir os sintomas leves, tosse, febre, dor no corpo, perda do olfato, paladar, dor de cabeça. E como foi recomendado, só deveria procurar um hospital, caso sentisse falta de ar, ou algo mais grave. E assim foram 14 dias. Aí no 15° dia, comecei a sentir um incômodo para respirar, como se o ar fosse escasso, era como se minha respiração não fosse necessária para encher os pulmões, aí no 16° dia, se agravou a falta de ar e decidi por fim procurar um hospital”.

      flavio campello

      Como foi o tratamento no hospital, estrutura e o clima emocional?

      “Procurei o Hospital Municipal Vereador José Storopolli, na Vila Maria, por indicação de uma prima médica, pois havia urgência para ser atendido, e lá eles tinham uma emergência para casos de Covid-19. Fui atendido rapidamente, e lá o médico que me atendeu disse que precisava ficar internado para observação. E lá fiquei por dois dias. Devido ao agravamento do meu estado, eles pediram transferência para o Hospital de Campanha do Anhembi, sendo a minha última lembrança. Pois apaguei, e só acordei 8 dias depois no Hospital das Clínicas. Foram 13 dias na UTI, e mais 8 dias no quarto, até receber alta. Por todos os hospitais que passei, fui prontamente bem atendido, não posso reclamar. Quanto ao emocional, talvez, seja a pior parte, pois você vive um isolamento dentro do isolamento. Você se sente sozinho, sem poder ter contato com ninguém, sem poder receber visita, nada. Você não sabe nada do que acontece no mundo exterior”.

      Quais sintomas você sentiu?

      “O pior dos sintomas é a falta de ar, como muitos descrevem, a sensação é de afogamento, de sufocamento. Parece que todo o oxigênio do mundo não se faz necessário. Você não consegue encher seus pulmões, é uma sensação horrorosa. No meu caso, a pior dor que senti, foi na cabeça, isso antes de sentir a falta de ar, o resto é suportável. A falta de ar que realmente é o pior de todos os sintomas”.

      Muitas pessoas ainda não entendem a gravidade da Covid-19. O que você falaria pra elas?

      “Essa doença tem diversas formas de afetar as pessoas. Conheço pessoas que no máximo sentiriam dor de cabeça, febre e tosse, por alguns dias, e do nada ficam boas. Outras, sentem falta de ar logo nos primeiros sintomas. Algumas ficam 10 dias, 15 dias internadas, outras 20, 30, 40 dias… para os médicos e para os pacientes é um mistério. Mas eu posso garantir que essa doença não é uma gripezinha, um resfriado… Ela é grave, muito grave… não podemos encarar como algo simples. Eu tive a benção de sair dessa bem e recuperado, mas você vê pessoas morrendo, na maioria, com mais de 60 anos, mas também vi pessoas de 23, 31, 34 anos morrerem. É uma doença misteriosa, e a melhor notícia que temos atualmente, é que vacinas já estão sendo testadas em humanos, e com isso acende-se a chama da esperança. Pois tudo isso, esse pesadelo todo precisa de um fim, de um final feliz. Essa é minha prece todos os dias, que Deus ilumine as mentes dos cientistas, para que a cura venha e se Deus quiser rapidamente”.

      E pra fechar, o que você leva pra vida dessa experiência?

      “Com certeza, após passar por tudo isso, você volta diferente. Sua forma de pensar, de enxergar as coisas, sua sensibilidade fica aflorada, você se sente mais próximo de Deus, sua fé se renova, você volta feliz, com uma felicidade inexplicável, e uma vontade louca de fazer tudo que você ainda não fez. Você volta fortalecido de alguma forma e com uma vontade absurda de viver, e viver cada vez mais, melhor. Parece loucura, mas é real. Como disse Gonzaguinha: viver e não ter a vergonha de ser feliz! Simples assim”.

      Portela ultrapassa marca de mil cestas básicas distribuídas durante pandemia

      0

      A campanha Águia Solidária, promovida pela diretoria da Portela, ultrapassou as mil cestas básicas distribuídas para a comunidade de Madureira e Oswaldo Cruz. A marca foi alcançada, nesta segunda-feira, com a entrega de mais 76 unidades para trabalhadores informais da região, totalizando assim 1.046 cestas básicas doadas desde o início de abril, quando começou a arrecadação.

      No último sábado, a campanha teve um dia muito importante. Além da doação de alimentos e produtos de higiene para outras 200 famílias cadastradas, a Portela distribuiu 100 quentinhas para moradores em situação de rua. A comida foi preparada por voluntários na cozinha da quadra.

      No mesmo dia, com a participação de diversos diretores de Harmonia, a Azul e Branco organizou as cestas básicas e os fardos de alimentos enviados pelos organizadores da Live do Samba, promovida pela Beija-Flor, no último dia 9. Todo o material arrecadado na ocasião foi dividido entre as sete agremiações participantes da live beneficente. As doações foram separadas na Unidos da Tijuca e, em seguida, levadas para as agremiações.

      1
      A campanha Águia Solidária teve, ainda, outras contribuições expressivas nos últimos dias. O Madureira Shopping, parceiro antigo da agremiação, doou 300 cestas. A cantora portelense Roberta Sá, através de uma live, enviou outras 100, que serão distribuídas em breve. Pipa Brasey, Dudu Nobre, Lucio Sanfilippo e Thiaguinho engrossam a lista de artistas que já doaram.

      A Portela também segue destinando alimentos para algumas instituições sociais. A mais recente doação foi feita para a Casa Ronald McDonald, no Maracanã, que cuida de crianças e adolescentes com câncer. A ONG Casa da Vida, de Manguinhos, e o projeto social Colo de Mãe Madureira fazem parte da lista de contemplados.

      Diante da pandemia do coronavírus, máscaras de tecido confeccionadas no barracão da escola, em parceria com a Liesa, têm sido entregues com as cestas básicas para a comunidade. A meta da diretoria é produzir cinco mil máscaras.

      Para poder comprar mais cestas básicas (cada uma custa R$ 65), a Portela está convocando componentes e torcedores, além de empresas, a doarem para a campanha. As contribuições podem ser por transferência bancária ou pelo aplicativo PicPay, via cartão de crédito. Qualquer valor será muito bem-vindo!

      Campanha Águia Solidária

      Dados para transferência bancária
      Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela
      Banco Bradesco
      Agência 3469
      Conta Corrente 026838-0
      CNPJ: 42.255.075/0001-63

      Link para doações pelo PicPay
      http://bit.ly/portelapicpay