Julgador tirou décimo da bateria da Mocidade por ‘falta de criatividade’

Eleita a melhor bateria do Grupo Especial em 2020 no prêmio Estrela do Carnaval, a Mocidade Independente de Padre Miguel recebeu apenas duas notas dez e foi penalizada em um décimo por três julgadores.
Para o julgador Cláudio Luís Matheus, a bateria ficou devendo em ousadia e criatividade.
“Faltou criatividade, ousadia. Não foi apresentada nenhuma bossa em frente ao módulo”, disse.
Já o jurado Leandro Oliveira, elogiou a dificuldade da paradinha, mas apontou erro.
“Durante a passagem pelo módulo 2, a Mocidade Independente de Padre Miguel fez uma “paradinha” com bom grau de dificuldade, porém na saída do refrão do meio, nas duas últimas frases: “Da nasce o amor/Quebrar as agulhas que vestem a dor”, me soou mal encaixada na divisão do canto em questão, gerando um conflito na convenção. Com isso, ela foi penalizada em um décimo”, comentou Leandro Oliveira.

Para o julgador Rafael Barros Castro, o problema para tirar um décimo estava no desenho do naipe de tamborins.
“O desempenho rítmico apresentado pelo naipe de tamborins na segunda parte do samba e durante uma passagem na primeira parte. “Se a vida é uma aquarela” soou indeciso podendo dessa forma perceber o “flan”.
Julgadores do quesito Enredo apontam problemas ao tirarem décimos do desfile do Salgueiro

O enredo que trazia o multiartista Benjamin de Oliveira, o primeiro palhaço negro do Brasil perdeu três décimos, sendo um descartado e levando apenas duas notas dez. Desenvolvido por Alex de Souza o enredo enalteceu os talentos do artista, mas os jurados apontaram problemas como o “alargamento” dos ciganos no desfile e a falta de um espaço maior do lado cantor e compositor do artista.
“Concepção: Enredo original e de grande importância cultural ao homenagear e revelar ao Brasil o multiartista Benjamin de Oliveira, o primeiro palhaço negro do país. A roteirização foi muito acertada e feliz ao lançar mão de uma vasta iconografia relativa aos universos frequentados pelo artista, como o circo, o teatro e a música. No entanto, o setor 2 houve um “alargamento” do subtema “ciganos”, com demasia das simbologias, costumes, crenças e personagens do mundo cigano, sem que fosse inserida ou esclarecida a figura do artista Benjamin nesse contexto. (4.9) Realização: 5,0”, justificou Johnny Soares.

Para Marcelo Antônio Masô, o lado cantor e compositor do artista foi pouco explorado pela escola.
“A tradicional agremiação do bairro da Tijuca escolheu como seu enredo narrar a vida de Benjamin de Oliveira, o notável primeiro palhaço no grupo do Brasil. A justificativa do enredo enaltece os diversos talentos de Benjamin de Oliveira, tais como: a arte de interpretar, a arte de cantar e sua qualidade para compor. Pois bem, a arte de interpretação, inclusive como palhaço, foi desenvolvida com desenvoltura no setor cinco, como exemplo temos as alas 26, 28 e 29 (páginas 173 e 175 do livro abre-alas). Noutro giro, a qualidade singular de Benjamin de Oliveira para criar roteiros e adaptações cênicas, também foi apresentada de forma muito satisfatória no enredo sendo explanada nas alas 20, 21, 22, 23 e 24. Entretanto, a representação de Benjamin de Oliveira como cantor e como compositor de músicas tiveram menções pequenas, ínfimas na roteirização. A figura de Benjamin cantor é mencionada somente na ala 18 do livro “abre-alas”, na página 168, ala intitulada como “o palhaço cantor”. As demais alas, quase todas do setor 3 retratam instrumentos musicais, não sendo claro, patente associar instrumentos aos cantores, mas sim as pessoas que tocam estes instrumentos, os musicistas. Por fim, também não destaca o enredo outro talento importante de Benjamin, digo faz apenas uma menção, aborda pouco sua capacidade para compor músicas, tendo apenas a ala 19, “Benjamin, o cantor”, feito tal fato. Desta forma, em razão da deficiência de abordagem e proporção deste tópico acima explicado, despontuo em 0,1 na concepção o enredo do GRES Acadêmicos do Salgueiro.

“Houve na concepção do enredo a opção de um amplo desenvolvimento de subtendas em detrimento do macrotema Benjamin de Oliveira. Cite-se o setor 2 que desenvolve aspectos da cultura cigana sem relação com o homenageado (alas 08, 09 e 10) e o relacionamento do músico com a música no setor 3, retroativo às alas 18 e 19, enquanto as alas 13 a 17 elencam instrumentos musicais utilizados no subtema (“circo”). Importantes fatos da carreira musical de Benjamin estão concentrados na ala 18. Como contraponto e acerto cito o setor 4 que representou de forma abrangente a carreira de diretor e ator de teatro. Parabéns à escola e aí artista pelo belo visual da escola. Concepção: 4,9 – Realização: 5,0”, explicou Marcelo Filgueira.
CARNAVALESCO cria página especial para cada escola do Grupo Especial

Um pedido frequente do nosso fã de carnaval é a criação de uma página específica de cada escola de samba e que ela reúna todas notícias publicações da agremiação. Agora, a gente cumpriu esse desejo. A partir de hoje, o torcedor de uma escola de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro já possui a página exclusiva da sua escola de coração no site.
“Pretendemos criar muitas novidades dentro de cada página. Abrimos com as últimas notícias da escola. Sempre que entrar algo da agremiação cai direto na página. Faremos o mesmo para as escolas da Série A e do Grupo Especial de São Paulo”, explica o jornalista Alberto João, Editor-Executivo do CARNAVALESCO.
Futuramente, a página vai reunir também a parte da memória da escola, ficha técnica, sambas concorrentes, reportagens especiais e outras novidades.
“Nossa ideia é que o torcedor da escola contribua para o desenvolvimento da página. Teremos um canal direto que será fundamental para abastecer o conteúdo da escola que não estará diretamente relacionado com a produção das notícias”, conta Alberto João.
Abaixo, você pode conferir cada página e já salvar no seu favoritos.
VIRADOURO – carnavalesco.com.br/viradouro
GRANDE RIO – carnavalesco.com.br/granderio
MOCIDADE – carnavalesco.com.br/mocidade_independente
BEIJA-FLOR – carnavalesco.com.br/beijaflor
SALGUEIRO – carnavalesco.com.br/academicos-do-salgueiro
MANGUEIRA – carnavalesco.com.br/estacao-primeira-de-mangueira
PORTELA – carnavalesco.com.br/gresportela
VILA ISABEL – carnavalesco.com.br/vilaisabel
UNIDOS DA TIJUCA – carnavalesco.com.br/unidosdatijuca
SÃO CLEMENTE – carnavalesco.com.br/saoclemente
PARAÍSO DO TUIUTI – carnavalesco.com.br/tuiuti
IMPERATRIZ – carnavalesco.com.br/imperatriz
Acadêmicos do Sossego apresenta carnavalesco para 2021

O Acadêmicos do Sossego contratou André Rodrigues como novo carnavalesco para assumir os trabalhos de 2021. O jovem, de 28 anos, chega estimulado a trabalhar com liberdade e parceria em um novo momento para a agremiação.
Apesar de novo, André possui uma vasta experiência na folia, tendo trabalhado com grandes nomes carnavalescos como Alexandre Louzada, Edson Pereira, Severo Luzardo, entre outros, além de diretores de carnaval como Wilsinho Alves e Moisés Carvalho.
“Minhas passagens nas grandes escolas de samba me trouxeram bagagem de aprendizado com grandes carnavalescos que hoje são ídolos e professores, um ideal de relação no meio artístico. Todos os profissionais que trabalhei me ensinaram e continuam me ensinando a fazer um carnaval melhor para todos que o constroem”, revelou André
O carnavalesco é o segundo nome confirmado pela agremiação na equipe de 2021. Mestre de Bateria, Laion, teve seu contrato renovado e seguirá no comando da “Swing da Batalha”.
‘Preto Velho conta a saga do café num canto de fé’ é o enredo do Tatuapé para o Carnaval 2021
Na noite desta quinta-feira, Dia de São Jorge, o Tatuapé anunciou seu enredo para o Carnaval 2021. Mais uma vez, o desfile será desenvolvido pelo carnavalesco Wagner Santos. Ele vai para ser quarto carnaval na escola. ‘Preto Velho conta a saga do café num canto de fé’ é o enredo.

“O enredo é lindo. Uma história fantástica. Quem vai narrar todo o espetáculo é um personagem muito querido e respeitado por todos os sambistas. As pessoas vão se emocionar muito com o enredo. Ele proporciona um grande visual e vários trabalhos cenográficos e coreográficos”, explicou o carnavalesco Wagner Santos.
Portela cancela feijoada de abril devido ao Coronavírus

Respeitando as determinações das autoridades públicas para combate e prevenção contra o coronavírus, a diretoria do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela informa que a próxima Feijoada da Família Portelense, que aconteceria no dia 4 de abril, com shows da Velha Guarda da Portela e do cantor Arlindinho, está cancelada. O mais tradicional e importante evento do nosso calendário voltará a ser realizado assim que possível.
Os ingressos de camarote, mesa e pista já comprados pela internet, através do site Ingresso Certo, serão válidos para quando a Feijoada for retomada. Quem optar pelo reembolso, no entanto, deverá seguir as seguintes orientações:
– aos clientes do Ingresso Certo que compraram via cartão de crédito, a operação já se encontra cancelada;
– para as compras via boleto, o cliente deverá mandar e-mail para [email protected], informando banco, agência, conta, tipo de conta, CPF e nome completo, para que seja providenciado o estorno (em até 10 dias úteis);
– caso o cliente tenha alguma dúvida, o Ingresso Certo disponibiliza uma central de atendimento 24 horas. O telefone é (21) 3957-9293. A secretaria da Portela também está de prontidão, se necessário, pelo e-mail [email protected]
Lembramos a todos que nossa quadra e o barracão seguem fechados como forma de também preservar a saúde dos sócios, colaboradores, componentes e torcedores da Portela.
O G.R.E.S. Portela está fazendo a sua parte na luta contra o coronarívus. Por isso, portelense, faça a sua também. Se puder, fique em casa. Quando tudo isso passar, estaremos juntos novamente defendendo a bandeira do samba.
Vila Maria renova com carnavalesco

A Vila Maria anunciou a renovação do contrato do carnavalesco Cristiano Bara. Confira a publicação da escola:
“Estamos em tempo difíceis, onde a atenção e cuidados de todos se fazem fundamentais. Mas também estamos trabalhando para que assim que tudo isso passar, possamos celebrar felizes com toda nossa comunidade. Seguindo o nosso planejamento para o próximo Carnaval, comunicamos a renovação do carnavalesco, Cristiano Bara”.
Julgadores apontam problemas de iluminação e acabamento nas alegorias da Mangueira
Um dos conjuntos alegóricos mais bonitos do carnaval de 2020 não conquistou os jurados e não obteve nenhuma nota máxima. O trabalho do carnavalesco Leandro Vieira foi julgado com rigor pelo júri e levando até uma nota 9.7 do jurado Fernando Lima. Problemas de iluminação e acabamento foram alguns motivos para as notas negativas que a escola recebeu.
“Conjunto alegórico bem desenvolvidos e em conformidade com projeto defendido no caderno abre alas. No entanto, houve problemas de iluminação: no elemento cenográfico 01 (entrada triunfal) e alegoria 02 (o templo transformado em mercado) que vinham acesos até certa altura da avenida, mas ao se aproximarem do módulo 05 apagaram-se”, julgou Madson Luis Gomes.

Sendo uma das piores notas da escola, o julgador Fernando Pinto apontou pontos como baixo impacto visual e falta de harmonia entre materiais.
“Alegoria 02 – Colunas marmorizadas com pouco recurso visual, serviram apenas como apoio dos platôs dos destaques no topo. Alegoria 03 – O teto da alegoria também serviu apenas como uma laje sem expressão, para os destaques dançarem. Baixíssimo impacto visual. Falhas foram observadas na execução de alguns componentes e adereços: Ex; alegoria 03 – junção entre a coroa e o coração com grande afastamento. Alegoria 04 “O Calvário” reflexão e a crítica absolutamente pertinente, a composição cromática e a aplicação dos materiais não transmitiram harmonia. 9.7”.

“Na alegoria 4 nas costas do Cristo e na veste apareceu falha de acabamento e na alegoria 5 caiu uma das placas de acrílico de uma das janelas, inclusive a placa já estava solta aparentemente deslocada no vão da janela”, escreveu Soter Bentes.
Teresa Piva foi outra jurada que despontuou por conta da iluminação.
“Alegoria 2: “O templo transformado em mercado”. A alegoria ao iniciar o desfile diante do módulo estava acesa, porém ainda no módulo apagou e não mais acendeu”.

“O conjunto alegórico descreveu claramente o enredo, porém na realização pequenos detalhes comprometeram o resultado harmônico final. Não alegoria 03, a escolha dos materiais de revestimento e suas cores não causaram um impacto visual desejado, reforçando o peso visual pejorativo. Mesmo abortando a dor e sofrimento, a carnavalização permite a leveza da visibilidade. Na alegoria 02, as colunas apresentaram pequenas avarias percebidas claramente em suas emendas, o que comprometeram a estética final”, explicou Walber Angelo.
Julgador despontua enredo a Mocidade por não concordar com o posicionamento de uma ala
O enredo que retratou Elza Soares na avenida, desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos foi despontuado por apenas um jurado, Marcelo Antonio Masô. O jurado tirou um décimo da escola por achar que a ala 23, que representava a fênix, deveria estar à frente da ala 28, que homenageava a educação. “O posicionamento mais adequado da ala 23, deveria ser antes da ala 28 “a educação é a mensagem do bem” haja vista representar a consagração, a glória, o reconhecimento de Elza Soares como Doutora Honoris Causa”, disse o julgador. Errata: erramos inicialmente quando digitamos a justificativa e cometemos um erro de concordância. “Para além de relatar as mazelas sociais e preconceitos que devem ser superados” é o correto. Pedimos desculpa ao julgador pelo nosso erro.

“A linda agremiação do bairro de Bangu adotou como enredo a vida e obra da brilhante cantora Elza Soares. Embora a apresentação excelente da realização, do desfile, impende destacar um equívoco na concepção, especificamente em relação à escolha do posicionamento da ala 23, intitulada como: “Fênix – a reinvenção da Deusa”. Nesta linha de raciocínio, a narrativa do setor cinco é permeada integralmente pelas agruras, os horrores vivenciados por Elza Soares. O sexto setor, o seguinte, sendo o último, para além de relatar as mazelas sociais e preconceitos que devem ser superados, aborda também ponto crucial do enredo a consagração de Elza Soares. Na área educacional, haja vista ter sido agraciada com o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, conforme descrito na página 282 do livro abre alas. É justamente neste ponto que reside o posicionamento equivocado da ala 23, “fênix – a reinvenção da Deus”. A ave mitológica tem dentre sua simbologia o renascimento, ressurgir, inclusive, o sentido de superar algo e obter glória. Sendo assim o posicionamento mais adequado da ala 23, deveria ser antes da ala 28 “a educação é a mensagem do bem” (página 370 do livro abre-alas) haja vista representar a consagração, a glória, o reconhecimento de Elza Soares como Doutora Honoris Causa. Destaco, ainda, ausência das alas de fato importante, a escolha de Elza Soares como cantora do Século, em 1999, pela BBC de Londres, mencionado na justificativa do enredo. desta forma, despontou em 0.1 a concepção”, justificou Marcelo Antonio Masô.

