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Águia de Ouro, Vai-Vai, Tucuruvi, Rosas de Ouro, Tom Maior e Império de Casa Verde já conhecem o dia que vão desfilar

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A Liga-SP, que completa 34 anos nesta sexta-feira, está postando durante todo o dia mensagens de segmentos das escolas de samba. O conteúdo revela os dias dos desfiles das escolas no próximo carnaval.

A atual campeã do carnaval, a Águia de Ouro, vai desfilar no sábado de carnaval. Veja a mensagem da escola.

A Tom Maior ficou com a sexta-feira, como anunciou a rainha Pâmella Gomes. Veja o post no vídeo abaixo.

A Tucuruvi, que volta ao Grupo Especial em 2021, vai desfilar na sexta-feira. Veja no vídeo abaixo.

A Rosas de Ouro desfilará no sábado de carnaval. Veja no vídeo abaixo.

Na mensagem da Mocidade Alegre o intérprete Igor Sorriso revelou que a Morada do Samba vai desfilar no sábado de carnaval em 2021. Veja o post escola.

O cantor Belo mandou o recado do Império de Casa Verde. Ele revelou que a escola vai desfilar no sábado de carnaval.

O Vai-Vai, que volta ao Especial, será a primeira escola a se apresentar no sábado de carnaval. Veja no vídeo:

Seis cantores e um mestre-sala estão nas quartas de final do Game do CARNAVALESCO da Série A

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    O pontapé do Game do CARNAVALESCO aconteceu na noite desta quinta-feira com a primeira fase do jogo com personalidades da Série A. Agora, sete pessoas seguem na disputa e vão se enfrentar na fase de quartas de final, que acontece no dia 2 de julho, a partir das 21h30.

    Estão classificados seis cantores e um mestre-sala. São eles: Serginho do Porto (Estácio), Daniel Silva (Império da Tijuca), Lucas Donato (Lins Imperial), Tem-Tem Jr (Vigário Geral), Rogerinho (Em Cima da Hora), Thiago Brito (Cubango) e Vinicius, da Unidos de Padre Miguel.

    O campeão levará para casa: uma feijoada completa para duas pessoas (do Elite Buffet, do Rei da Feijoada), uma camisa da D´Samba, um kit especial da Guaracamp, um kit da cervejaria NOI e um totem de álcool em gel da empresa Social & Soluções para ser colocado na quadra da escola do campeã.

    Como foram os confrontos

    Cada dupla jogou duas vezes. No sistema de ida e volta com três perguntas de cada vez. Gustavinho Oliveira comandou a atração.

    A abertura do game foi com o jogo entre o mestre-sala Vinicius contra o coreógrafo Patrick Carvalho. O resultado final foi 5 a 4 para o artista da Unidos de Padre Miguel.

    O segundo duelo envolveu a porta-bandeira Giovanna e o intérprete Tem-Tem Jr, que deu a vitória para Vigário Geral por 4 a 2.

    classificados

    O terceiro confronto foi muito disputado. O intérprete Thiago Brito conseguiu vencer por 4 a 3 o carnavalesco Lucas Milato, da Inocentes de Belford Roxo.

    Outro jogo disputado e resolvido na morte súbita envolveu o mestre de bateria, Leonardo Jorge, da Unidos da Ponte, e o cantor Serginho do Porto. O artista da Estácio de Sá se classificou com um 6 a 5 que foi emocionante.

    Cantor do Império da Tijuca, Daniel Silva, venceu a porta-bandeira Cintya, da Porto da Pedra, por 4 a 3, e está na próxima fase.

    O mestre-sala Raphael, da União da Ilha, não pode participar, e, assim, o intérprete Rogerinho que está aguardando o resultado da repescagem enfrentou Igor Vianna, da Unidos de Bangu. No fim, o palcar de 4 a 3 deu a vitória para o cantor da Em Cima da Hora.

    Em um duelo, também muito disputado, Lucas Donato superou a porta-bandeira Roberta, da Santa Cruz, por 5 a 4, e garantiu a vaga nas quartas.

    Grupo Especial do Rio e São Paulo na próxima semana

    Na próxima semana, o site abre o game com os representantes do Grupo Especial de São Paulo, na quarta-feira (24 de junho), e, do Rio de Janeiro, na quinta-feira (25 de junho).

    Viviane Araújo revela dia de desfile da Mancha Verde no próximo carnaval

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    Em mensagem postada nas redes sociais da Liga-SP, nesta sexta-feira, para parabenizar o aniversário da instituição, que completa 34 anos, a rainha de bateria da Mancha Verde, Viviane Araújo, revelou que a atual vice-campeã do carnaval paulistano vai desfilar na sexta-feira no próximo carnaval.

    Veja abaixo no vídeo:

    Paolla Oliveira distribui cestas básicas na quadra da Grande Rio

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    A rainha de bateria Paolla Oliveira esteve nesta quinta-feira, na quadra do Acadêmicos do Grande Rio para distribuir cestas básicas.

    A atriz, que já havia doado mil cestas para a campanha da agremiação, fez questão de, dessa vez, estar em Duque de Caxias para ajudar na logística de distribuição dos donativos, atendendo a todos com simpatia e levando uma palavra de carinho e esperança para os moradores das comunidades Vila Ideal e Mangueirinha, que receberam vouchers para retirada dos alimentos e produtos de limpeza na manhã passada.

    Paolla Oliveira distribui cestas básicas na quadra da Grande Rio

    Paolla foi, ainda, conhecer a produção de máscaras que está acontecendo no local, que já produziu, até o momento, 11 mil unidades para moradores do município e hospitais locais.

    Intérpretes das escolas mirins fazem live solidária

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    Por iniciativa de um grupo de cantores das escolas de samba mirins, a Aesm-Rio promoverá no dia 22 de junho, a partir das 16h, uma live solidária com o objetivo de arrecadar donativos a serem distribuídos para as famílias de integrantes das agremiações, que por ora passam por dificuldades financeiras devido à pandemia da Covid-19.

    O evento poderá ser acompanhado ao vivo pelo canal Cartilha do Samba Mirim no YouTube e tem o objetivo de, além de proporcionar aos internautas momentos de distração e lazer relembrando sambas de enredo que ficaram eternizados na história do carnaval; difundir uma campanha solidária às famílias que atravessam por dificuldades nesse momento tão complicado de crise.

    A apresentação ficará por conta de Milena Wainer, que durante anos foi a principal cantora da Estrelinha da Mocidade, além de ter tido passagens em outras escolas de samba mirins como Filhos da Águia e Infantes do Lins, compondo sambas de enredo.

    Através da doação eletrônica feita por QR code, os interessados poderão ajudar com o valor que puderem, e toda a renda será convertida em mantimentos e produtos de higiene. A administração e distribuição ficará a cargo de uma equipe da Aesm-Rio, juntamente com os intérpretes que idealizaram a live solidária. Durante o evento os internautas poderão concorrer ao sorteio de brindes como cd’s, DVD’s, camisas e outros produtos licenciados da Aesm-Rio e agremiações mirins.

    Folder Live Solidária Intérpretes Mirins

    Para prestigiar basta acessar, se inscrever, curtir e comentar o canal da Revista Cartilha do Samba no YouTube, através do endereço: youtube.com/cartilhadosambamirim e seguir a Aesm-Rio nas redes sociais. Facebook: aesmriooficial; Instagram: @aesmrio e Twitter: @das_escolas.

    Acompanhe agora: Game CARNAVALESCO com personalidades da Série A

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      Vamos brincar! Chegou o “Game CARNAVALESCO“. A estreia é nesta quinta-feira. A primeira temporada foi dividida em três etapas: Série A, Especial e São Paulo. O start é com personalidades que desfilam no Grupo de Acesso do Rio de Janeiro.

      Acompanhe agora: live do aniversário de 50 anos do intérprete Gilsinho

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      Série ‘Na Praça da Apoteose’: Integrantes da Estácio festejaram apresentação após o desfile de 2020

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      A equipe do site CARNAVALESCO, após cada desfile, ouve as principais personalidades das escolas de samba. Nesta nova série “Na Praça da Apoteose“, vamos apresentar as entrevistas que realizamos em 2020.

      Na Estácio de Sá, a coreógrafa Ariadne Lax, o intérprete Serginho do Porto, o presidente Leziário, o casal Alcione e Zé Roberto, o diretor Marcão Selva e mestre Chuvisco falaram do desfile que abriu o Grupo Especial no domingo de carnaval. Ouça abaixo todas entrevistas.

      Casal: ‘Fizemos tudo que foi proposto. Dever cumprido’

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      Comissão de frente: ‘Foi incrível. Não é um trabalho fácil e muito feliz por trabalhar com a Rosa Magalhães’

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      Presidente Leziário: ‘Foi ótimo o desfile. Tem que aturar’

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      Diretor Marcão Selva: ‘A gente merece estar no Grupo Especial’

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      Serginho do Porto: ‘Fizemos o trabalho correto e com o samba para o povo cantar’

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      A encantaria e o poema da Beija-Flor – São Luís do Maranhão no Carnaval 2012

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      Encarados com bons olhos por uns, odiados por outros, talvez os enredos em homenagem a localidades – chamados de “Enredos CEP” de maneira irônica no nosso mundo do Carnaval – seja um dos “gêneros” que mais desperta controvérsias. Desde o lançamento de um enredo CEP, críticos, Comunidades, torcedores, enfim, todos comentam a homenagem. Opiniões fervorosas à parte, fato é que, desde o final do século XX, como nos informa Luiz Simas e Fábio Fabato no livro “Para tudo começar na quinta-feira: o enredo dos enredos” (2015), na esteira dos enredos patrocinados cada vez mais presentes, o Carnaval absorveu a realidade dos enredos CEP, apropriou-se de peito aberto da temática (e dos patrocínios) e lançou-se cada vez mais consistentemente a contar histórias sobre diversos lugares. Em 2012, não foi diferente.

      Intitulado “São Luís – o poema encantado do Maranhão”, preparado pela Comissão de Carnaval daquele ano, a Beija-Flor de Nilópolis anunciava, já no título, a tônica do enredo que iria mostrar na Sapucaí: São Luís e o próprio Maranhão ganhavam destaque no Carnaval 2012, a cidade como metonímia do estado nordestino e de sua riquíssima cultura. O fio da narrativa do desfile, focado obviamente na capital maranhense (como consta na sinopse e demais elementos textuais presentes no Caderno Abre-Alas disponível no site de LIESA, juntamente com as notas e justificativas dos jurados), englobava temas que se desenrolavam de maneira cronológica e folclórica, desenhando a cidade (e, de quebra, a cultura maranhense mais ampla) a partir de subtemas que foram encadeados de forma fluida.

      A sinopse começa destacando elementos que nos levam ao passado e início da história da cidade, trazendo à baila cenários caros à construção da São Luís que a Beija-Flor queria mostrar: aparece a “terra de palmeiras onde canta o sabiá”, uma “terra de encantarias” calcada em um paraíso idílico – Upaon-Açu – defendido pelos povos indígenas originários, porém cobiçado por três Coroas – França, Holanda e Portugal. Fundação, invasão, colonização, e a história continua.

      Montado o cenário do enredo com o primeiro momento da cidade, a opção narrativa da Comissão de Carnaval calca-se subsequentemente no subtema da escravidão, perversa e cruel mancha vergonhosa na história brasileira. São Luís, construída à base de sangue escravizado, é retratada então a partir da imagem de um navio negreiro a atracar na cidade, relacionando-se, portanto, primeira e segunda partes da sinopse em um encaixe narrativo coerente do ponto de vista cronológico.

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      Da dor da escravidão, paralelamente, o enredo passa a cantar e ensinar a resistência da negritude, ressurgindo Upaon-Açu – “mística”, na história enredada – a partir da religiosidade afro-brasileira, havendo, portanto, uma ligação entre passado e presente, uma espécie de conjugação entre a história da cidade e a atualidade da capital do Maranhão, que fervilha cultural e religiosamente em ancestralidade africana: Voduns, Tambores de Daomé, Casa das Minas, Candomblé e demais religiões são o elo, por um lado, com a construção descrita no início da sinopse e, por outro lado, com continuação do enredo em uma São Luís agora “menos histórica” e mais atual e “atemporal”.

      Na esteira da religiosidade e do sincretismo, a narrativa nos conduz ao novo subtema dos mitos, lendas e folclore, que dá lastro plástico ao enredo agora descolado da cronologia mais estrita/oficial da parte inicial. Passando a privilegiar a conjugação temática do conteúdo dos assuntos, surgem assombrações, Serpente Encantada, Sinhá Ana Jansen, festas, enfim, todos os elementos que, dentro da cultura popular ludovicense e maranhense, caracterizam a “São Luís nilopolitana” no recorte oferecido e pesquisado pela Comissão de Carnaval.

      Já caminhando para o fim da proposta, e alinhado ao subtema antecedente, aparece a São Luís que ficou conhecida pelos epítetos “Atenas Brasileira” e “Jamaica Brasileira”, destacando-se a musicalidade e personalidades maranhenses que possuem relação com as festas citadas e com o carnaval carioca, em especial o saudoso Joãozinho Trinta, óbvia referência, portanto, à própria Escola de Nilópolis.

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      Ao fim, a sinopse termina apontando para o “futuro”, cujo elemento catalisador de uma possível “ascensão” da cidade se dá em torno da bauxita, abundante no solo ludovicense, de acordo com o Histórico do Enredo. Destoando um pouco do tom cultural de todo o trajeto enredístico, a sinopse finaliza fazendo reluzir um estranho “Eldorado da bauxita”, talvez um anticlímax ao belo desenho proposto até então.

      Se as temáticas da religiosidade e do folclore, contudo, parecem ser o amplo e dominante centro pulsional da capital maranhense proposta pela Beija-Flor no seu enredo, o samba, feliz e poeticamente, conseguiu traduzir quase a integralidade do fio narrativo: na primeira estrofe, conjugam-se os elementos mais históricos (“Tem magia em cada palmeira que brota em seu chão/O homem nativo da terra/Resiste em bravura/A dor da invasão/Do mar vêm três coroas/Irmão seu olhar mareja/No balanço da maré/A maldade não tem fé sangrando os mares/Mensageiro da dor/Liberdade roubou dos meus lugares/Rompendo grilhões, em busca da paz/Na força dos meus ancestrais”), passando-se ao belíssimo primeiro refrão que exalta a negritude e a religiosidade (“Na Casa Nagô a luz de Xangô axé/Mina Jêje em ritual de fé/Chegou de Daomé, chegou de Abeokutá/Toda magia do Vodun e do Orixá”), seguido por uma segunda estrofe onde estão presentes folclore, lendas e Joãozinho Trinta, enquanto representante máximo das personalidades homenageadas pela Beija-Flor, para finalizar com um refrão que faz um jogo poético entre as palavras “sabiá” e “beija-flor”, referência à “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias, e um bonito resumo do enredo: “Meu São Luís do Maranhão/Poema Encantado de Amor/Onde canta o sabiá/Hoje canta a Beija-Flor!”.

      Densamente montado o cenário da história, com uma pesquisa e uma poesia vigorosas, o desfile não ficou atrás. Luxuosa, a Beija-Flor entrou na Avenida com impressionantes cinquenta alas e sete alegorias, sendo que a segunda fora “montada” em duas partes (parte A e parte B) separadas por uma enorme ala, uma inovação. Plasticamente, a Deusa da Passarela veio com uma estética belíssima, cujo ápice emotivo foi a última alegoria, com direito a uma réplica estilizada do Cristo Mendigo alocado acima de São Luís e de uma cadeira vazia onde viria sentado o próprio Joãozinho Trinta, falecido em dezembro de 2011 – uma emocionante e bela homenagem da Beija-Flor ao maranhense, à sua cidade e ao próprio Carnaval. Diante da grandiosidade do desfile preparado e da expectativa pelo resultado, não à toa, na época, Laíla, que dispensa apresentações, disse ter sido aquele o maior carnaval da sua vida.

      Sexta escola a desfilar naquele domingo, dia 19 de fevereiro de 2012, a aguardada quarta-feira de cinzas rendeu um insosso quarto lugar à esperançosa Beija-Flor, que desejava melhor colocação para o aniversário de 400 anos da capital maranhense. Apesar da primorosa pesquisa, do belo samba, do enredo criativamente escrito – bauxita à parte – e do grande desfile, além dos quesitos mais técnicos muito bem avaliados (com exceção da penalizada comissão de frente com um décimo extra perdido por não ter se apresentado no setor 3), foi justamente o quesito “Enredo” que mais tirou pontos de Nilópolis. Com quatro notas 9,8, a “São Luís nilopolitana” parece não ter convencido os jurados.

      No que se refere especificamente à realização do enredo, os quatro jurados justificaram a penalização da Beija-Flor pela velocidade com que algumas alas passaram na frente de alguns módulos, dificultando o entendimento do enredo, e, principalmente, pela inversão de alas, com especial atenção dada à ala 50, que veio fora de lugar. Todavia, no que diz respeito à segunda parte da avaliação do enredo – sua concepção –, algumas justificativas parecem desencontradas.

      De um lado, o jurado Flávio Xavier justifica a penalização da concepção do enredo afirmando que se trata de um “enredo com densidade cultural, porém com excessos narrativos ocasionando rupturas de seus argumentos e subtemas, devido (a)o exagero (de) 50 alas”, argumentação na mesma linha do jurado Johnny Soares, cuja opinião é a de que se trata de um “enredo de densidade cultural que peca pelo excesso de ganchos e subtemas, prejudicando a exploração da ideia central que é homenagear a cidade de São Luís do Maranhão”.

      De outro lado, com argumentos a favor da penalização quase inversos aos dos dois citados, o jurado Pérsio Brasil entendeu que “a exuberante agremiação Nilopolitana comemora honrosamente o 4º centenário da fundação da linda capital insular do estado do Maranhão, tão rica em história, cultura e belezas naturais. Carece porém o roteiro de uma visão mais abrangente da aniversariante, já que a ‘Cidade dos Azulejos’ apresenta aspectos tão diversos e atraentes como o Teatro Arthur Azevedo (o segundo mais antigo do Brasil), uma culinária riquíssima, o importante Porto do Itaqui (por onde é exportada a própria bauxita citada no enredo), os restaurantes-típicos (lá chamados de bases) etc…”, no mesmo sentido da justificativa enxuta da jurada Marisa Maline sobre a concepção do enredo, para quem foi um “enredo de abordagem limitada, podendo ser mais explorado, com conteúdo mais diversificado”, digno, portanto, de perder décimos.

      Respeitadas as opiniões dos jurados, contudo fazendo um exercício intelectual e de crítica, é no mínimo incompreensível que dois jurados penalizem o enredo da Beija-Flor por “excesso” de informações, enquanto outros dois penalizem a Escola por “falta” de diversidade ou adensamento do mesmo conteúdo ou tema. O curioso é que, no tocante exclusivamente à avaliação da concepção do enredo, nenhum dos quatro jurados fez qualquer menção à concepção proposta pela Escola, explanada em minúcias no Caderno Abre-Alas, nem penalizou pelo que de fato fora construído e segmentado pela Comissão de Carnaval, mas se ativeram, de acordo com as justificativas escritas, ao que gostariam de ter visto mais ou menos. Novamente, respeitadas as notas, permanecem, como sempre, mistérios do Carnaval…

      No toque do tambor de Nilópolis, por fim, é inegável que São Luís, no recorte proposto pela Beija-Flor, saiu da Avenida bem representada, lindamente desenhada, plasticamente exuberante e com um enredo bem delineado e encaixado em uma história que respeitou o proposto pela Comissão desde o começo. A Deusa da Passarela deixa-nos um belo Carnaval com o retrato de uma cidade culturalmente rica e pulsante, fazendo uma convincente réplica narrativa-visual a críticas que enredos CEP podem injustamente receber durante a temporada pré-Carnaval. Em 2012, São Luís apareceu magistral na Sapucaí e o desfile fez valer cada segundo dos espectadores… bem, bauxita à parte.

      Autor: Clark Mangabeira (Escritor, antropólogo e professor doutor de Antropologia da UFMT. Pesquisador e orientador do Grupo de Pesquisa sobre Cultura Popular Caleidoscópio/UFMT e do Observatório do Carnaval/UFRJ).
      Instagram: @obcar_ufrj

      Game CARNAVALESCO começa nesta quinta com personalidades do carnaval

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        Vamos brincar! Chegou o “Game CARNAVALESCO“. A estreia é nesta quinta-feira, às 21h30, e será transmitido em nossa página no Facebook e no nosso canal no YouTube. A primeira temporada foi dividida em três etapas: Série A, Especial e São Paulo. O start é com personalidades que desfilam no Grupo de Acesso do Rio de Janeiro.

        O “Game CARNAVALESCO” será no estilo de perguntas e respostas sobre o carnaval. Os participantes são: os cantores Serginho do Porto, Lucas Donato, Thiago Brito, Igor Vianna, Rogerinho, Tem-Tem Jr e Daniel Silva. As porta-bandeiras Roberta, Cintya e Giovanna. Vinicius e Raphael representam os mestre-sala. O coreógrafo Patrick Carvalho, o mestre de bateria Leonardo Jorge e o carnavalesco Lucas Milato.

        Potência no som do Tuiuti 2021

        “O vencedor de cada etapa disputará um triangular final para sair o campeão da primeira edição. Temos diversas personalidades nas escolas de samba do Rio e de São Paulo e a nossa ideia é fazer ainda esse ano mais uma ou duas temporadas, incluindo, mais pessoas que produzem o carnaval no jogo. É uma grande diversão para gente, comandada pelo Gustavinho Oliveira, para os participantes, e, claro, para os fãs de carnaval”, disse Alberto João, Editor Executivo do site CARNAVALESCO.

        A etapa da Série A terá três fases: inicial (nesta quinta-feira com confrontos em ida e volta), quartas e semifinal (2 de julho) e a grande final no dia 9 de julho. O campeão levará para casa: uma feijoada completa para duas pessoas (do Elite Buffet, do Rei da Feijoada), uma camisa da D´Samba, um kit especial da Guaracamp, um kit da cervejaria NOI e um totem de álcool em gel da empresa Social & Soluções para ser colocado na quadra da escola do campeã.

        Veja abaixo os confrontos desta quinta-feira:

        Mestre-sala Vinicius x Coreógrafo Patrick Carvalho
        Porta-Bandeira Giovanna x Intérprete Tem-Tem Jr
        Carnavalesco Lucas Milato x Intérprete Thiago Britto
        Mestre Leonardo Jorge x Intérprete Serginho do Porto
        Intérprete Daniel Silva x Porta-bandeira Cintya
        Intérprete Igor Vianna x Mestre-sala Raphael
        Porta-bandeira Roberta x Intérprete Lucas Donato
        Intérprete Rogerinho enfrenta o perdedor que tiver feito mais pontos para decisão da última vaga nas quartas de final.

        O game começa em São Paulo no dia 24 de junho e o Especial do Rio abre no dia 25 de junho.