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Luis Carlos Magalhães: São Cristóvão ou Estácio, qual é o verdadeiro berço do samba carioca?

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    Pesquisador tem que ter sorte, principalmente os pesquisadores informais, como o meu caso.

    Na verdade sempre fiquei “embatucado” desde a primeira vez em que ouvi essa história de que o nome “escola de samba” teve origem no fato de a “Deixa Falar” ter, na época de sua fundação, uma “Escola Normal” ali perto. Assim disseram Ismael, Bicho Novo e todos os pesquisadores.

    Mas que escola era essa, afinal?

    Já ouvi dizer até que a escola era o Instituto de Educação, e que as cores vieram do América F.C..Mas o Instituto era muito distante para ser “ali perto”. Por outro lado o América, que é quase vizinho ao Instituto, também não era “ali perto” e era perto o suficiente para influenciar nas cores. Mais por outro lado ainda, o Instituto foi fundado em 1930, dois anos depois da Deixa Falar, portanto não teve nada a ver com isso, certo?

    lcm coluna

    Aí parti para a pesquisa. A história das escolas normais do Rio de Janeiro começa lá na segunda metade do século XIX. Várias províncias brasileiras já tinham sua escola normal. O nosso então Município Neutro não tinha. Veio então o decreto imperial nº 6379 de 30/11/1876 e criou duas escolas com a finalidade precípua de formar professores para as escolas do município da Corte. Duas escolas: uma para os homens e uma para as mulheres, tá vendo como é que era? E mais, a escola masculina era em regime de externato, já para as meninas o regime era de internato.

    Em dezembro daquele ano, no dia do aniversário do Imperador, foi lançada a Pedra Fundamental do edifício que abrigaria, mas que não abrigou, a primeira escola normal. Era ali na esquina da Rua da Relação com Rua dos Inválidos, bem onde era o DOPS. Isso mesmo, o velho DOPS, de péssima memória. Ali acabou sendo construído o prédio da Polícia Central, é só passar lá e ler a plaqueta.

    No ano seguinte, em 5 de abril, era inaugurada a Escola Normal do Município da Corte, nos salões repletos do Externato Pedro II, na rua Larga de São Joaquim. Estavam matriculadas 88 moças e 87 moços. Do Pedro II de suas primeiras aulas o curso normal foi transferido para a antiga Escola Central (hoje Escola Nacional de Engenharia), no Largo de São Francisco, até que em 1888 a escola encontrou abrigo onde é hoje a Escola Técnica Rivadávia Corrêa, lá permanecendo até 1914.

    Sabe-se que naquele ano os alunos foram transferidos para uma escola chamada Estácio de Sá. Vi isto e fiquei muito animado, animadíssimo. Logo desanimei ao saber que essa escola Estácio de Sá ficava na rua São Cristóvão. Quer dizer, mais distante ainda que o atual Instituto de Educação: Estaca Zero. Pelo menos era isso eu imaginava.

    Vida que segue…

    Peguei o carro num domingo de tarde e fui até o começo da Rua São Cristóvão, lá na Avenida Brasil, junto ao gasômetro. Percebi que ali não era o início da Rua de São Cristóvão, era o final. Então fui ver onde começava a rua. Fui indo, no sentido do decréscimo da numeração, até encontrar o muro da linha férrea Leopoldina, na Rua Francisco Eugênio, onde está o prédio alto da Ipiranga. Achei que a Rua São Cristóvão terminava ali, mais ou menos no. 400. Resolvi subir as escadas da passagem de nível sobre a estrada de ferro.

    Foi o que fiz, naturalmente já sem carro. Subi as escadas, cruzei a linha férrea e ao descer encontrei uma rua chamada Rua Ceará, onde fica hoje a Vila Mimosa e o reduto Punk da cidade. Caminhei por toda a rua até alcançar a ponte sobre a qual passam os trens da Central, já junto ao Quartel dos Bombeiros da Praça da Bandeira.

    Voltei aos documentos iniciais, consultei outros e notei que a tal escola Estácio de Sá era o nº. 18 da Rua São Cristóvão. Ai veio o estalo. A Rua São Cristóvão no passado não terminava ali. Portanto a Rua Ceará não tinha nada que estar fazendo ali. Alguém tinha colocado a Rua Ceará ali. Quem terá sido?

    No tempo em que a tal Escola Estácio de Sá passou a ser a escola normal, em 1914, Ismael já era nascido e já morava no Estácio. Só não havia ainda a Escola de Samba Deixa Falar, nem ela nem nenhuma outra. Aliás, não havia nem samba ainda. Havia isto sim, muito choro, muito maxixe, principalmente na casa das tias da Praça Onze. Pelo telefone nem havia sido gravada.

    Mas pesquisador tem que ter sorte…

    E veio a sorte!

    Um dia, eu estava muito impressionado com o CD sobre a região portuária produzido pelo pessoal do bloco Escravos da Mauá, e fazia uma pesquisa sobre mapas daquela região. Lembrei que no Livro do Jô Soares “O Xangô de Baker Street”, que eu havia acabado de ler, havia um mapa da região de antes da reforma da Pereira Passos. Ao observar o mapa percebi que junto ao Largo do Estácio, onde deveria estar a tal escola a que Ismael Silva se refere, existia a Estação da Cia. de bondes São Cristóvão, antiga Street Railway, fundada em 1870.

    Aí então apelei e me abracei com o Google Maps. Pude perceber que havia uma linha “coerente de continuidade” entre a Rua São Cristóvão , a rua Ceará e a outra rua que nos conduz até o Estácio. Meti o dedinho no teclado, busquei o Plano de Reabilitação da área e vi absolutamente maravilhado que a Rua Ceará é a antiga Rua São Cristóvão. Restava saber onde era o tal número 18. Fucei outros mapas, inclusive o do Jô com lente de aumento, e acertei no milhar.

    Resumo da ópera: A escola normal que procuramos ficava na exata esquina da antiga Rua São Cristóvão com a extinta Rua Machado Coelho. Se ainda existisse hoje ficaria dentro dos jardins da Estação Estácio do Metrô, na exata esquina da Rua Joaquim Palhares com Rua Estácio de Sá.

    A história é assim: Tudo começa com uma sesmaria imensa, que ia do Rio Comprido até Inhaúma, concedida em 1565 por Estácio de Sá (olha ele aí) aos jesuítas. Nela estavam contidos o Engenho Velho, o Engenho Novo, a Fazenda São Cristóvão, a Fazenda do Macaco (Vila Isabel), entre outros sítios, tudo depois retomado em 1759 para a Coroa pelo Marquês de Pombal ao expulsar os jesuítas de todos os territórios portugueses.

    Pois então, na Fazenda de São Cristóvão passava o Caminho de São Cristóvão, que começava no Largo do Mataporcos, atual Largo do Estácio,atravessava aquela parte da cidade (hoje com o nome de Rua Joaquim Palhares), passava pela atual Praça da Bandeira, seguia em direção ao bairro de São Cristóvão por onde hoje é a Rua Ceará, entrava no bairro propriamente dito por onde é hoje a Rua S. Cristóvão até margear a igrejinha local e finalizar lá pelas bandas do Gasômetro, junto ao que era mar e hoje é a Av. Brasil.

    Um dia do ano de 1914, quando já era identificada como Rua São Cristóvão, viu a Escola Estácio de Sá, nela localizada sob o número 18,receber a nobilíssima função de ensinar e formar professores. Permaneceu nesta condição de Escola Normal até 1930 quando suas funções foram transferidas para o então construído Instituto de Educação da Rua Mariz e Barros. A velha escola do no. 18 passou então às funções de Escola Estadual recebendo o nome do educador Uruguaio José Pedro Varela.

    Antes disso, essa mesma escola entraria para a história por ter exercido outra nobilíssima função: servir como referência para que o bloco “Deixa Falar”, pela proximidade, se auto-denominasse “Escola de Professores de Samba”;eram eles Ismael Silva, Nilton Bastos, Bide, Rubem Barcelos, Edgar, Aurélio Gomes, Baiano, Brancura, Marçal entre outros. Ensinaram a todos nós o samba carioca que possibilitaria o desfile processional permitindo aos componentes andar, cantar e dançar, tudo que o samba amaxixado da Praça Onze não permitia.

    Tudo era conversado no Bar Apolo e no Botequim do Compadre, ponto de encontro da malandragem do Estácio.Era o ano de 1928.No ano anterior morria de tuberculose aos 26 anos o lendário Mano Rubem, bamba da festa da Penha e irmão de Bide, deixando órfão o bloco de corda“União Faz A Força” que ele estava organizando. No carnaval seguinte a nova agremiação foi fundada aproveitando as cores e os sambistas daquele bloco. Durou três anos. Depois de Rubem, morreram Nilton Bastos e Edgar, estes no mesmo ano. Perdeu a graça para Ismael, foi embora do Estácio.

    E foi assim que tudo começou “…depois veio a Favela, a Mangueira e a Portela…”

    Ah! Eu ia esquecendo: as cores que a “Deixa Falar” herdou do bloco do Mano Rubem são vermelho e branco. E foram tiradas do América mesmo, que era o time preferido da rapaziada e era, digamos, mais ou menos por ali.

    Fontes:
    · História do Instituto de Educação. Alfredo Baltazar da Silveira, Secretaria de Educação do Distrito Federal, 1954.
    · Pioneiros o samba. Arthur de Oliveira Filho, Editorial, 2002
    · São Ismael do Estácio, o sambista que foi rei. Maria Thereza Mello Soares, Funarte, 1985.
    · Site: http://maps.google.com
    · Site:www.geocities.com/areas
    · Site:www.metro.gov.br

    Sugestões para ouvir:
    · Disco: Estácio e Flamengo – 100 anos de samba e amor.
    Gravadora: SACI
    Música: A primeira escola
    Autores: Pereira Mattos e Joel de Almeida
    Cantores: Cristina Buarque e D. Ivone Lara

    Ótimo exemplo! Mestre Dudu faz doação de cestas básicas na Vila Vintém

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    Em tempos onde o medo domina o mundo e uma pandemia afeta a vida de todos, a solidariedade tem se mostrado uma virtude do sambista. O mestre da bateria Não Existe Mais Quente, Dudu doou 100 cestas básicas para comunidade da Vila Vintém na última semana.

    “Senti a vontade de ajudar, mais uma vez, a comunidade que represento. Foram 100 cestas básicas doadas na Vila Vintém”, disse Dudu.

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    Dudu enfatizou que não é a primeira vez que ajuda a sua comunidade e que faz pois gosta de ajudar.

    “No próximo mês vou fazer as doações novamente, eu gosto de ajudar, sempre ajudei. Tenho uma loja de cesta básica lá dentro mesmo e para mim, esse é o mínimo que posso fazer pela comunidade”, explicou Dudu.

    Julgador identificou problemas de acabamento em alegorias da Portela

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    O jurado Fernando Lima foi o único entre os cinco jurados a despontuar as
    alegorias da Portela. Apesar de ter elogiado as alegorias dos carnavalescos
    Renato e Márcia Lage, Fernando tirou dois décimos apontando problemas de
    acabamento e exposição dos condutores dos veículos.

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    “Alegorias em todo conjunto proposto foi harmônica nas cores e volumetria dos
    elementos cenográficos. Teve ótimo alinhamento com o enredo. Luminotecnica
    foi muito positiva, principalmente na alegoria 01. Infelizmente nas alegorias 02
    e 04, condutores sem nenhuma caracterização prejudicaram visualmente os
    elementos escultóricos, tamanha a exposição no interior das alegorias. Foi
    possível visualizar o assento na alegoria 02. Na alegoria 05 os destaques
    superiores sumiram entres as torres espelhadas. Buracos nas fachadas foram
    observadas, caracterizando ausência das flechas luminosas. Realização – 9.8”.

    ‘Duelo dos desfiles’: Salgueiro 1993 x Salgueiro 2009

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    Dois desfiles inesquecíveis e campeões do Salgueiro: 1993 e 2009. Para muitos salgueirenses, o “Explode Coração” é o com maior comunicação com o público. Para outros, o “Tambor” é apresentação mais completa da vermelho e branco.

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    “Peguei um Ita no Norte”, de 1993, foi desenvolvido pelo carnavalesco Mário Borriello. “O enredo escolhido pelo G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro para o carnaval 1993, “Peguei um Ita no Norte”, tem por objetivo prestar uma homenagem ao valente migrante nortista/nordestino, que veio contribuir, com sua vontade e perseverança para o desenvolvimento e progresso das outras regiões brasileiras. Mostra, através de sua viagem, um mosaico de folclores, tradições e costumes de partes de nosso país, procurando manter sempre vivas as diversas manifestações culturais que fazem a história de um povo”, trecho da sinopse da escola.

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    “Tambor”, de 2009, foi desenvolvido por Renato Lage. Abaixo, você confere trecho da sinopse.

    “Do Carnaval, das escolas, das baterias.
    Repiques, pandeiros e caixas.
    Taróis, tamborins, surdos de marcação.
    De magia. De samba.
    Furioso. Dos Mestres. Do Mestre.
    Da Academia.
    Do Mundo. Da Vida.
    Do Coração.
    Tambor”.

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    Pelo site CARNAVALESCO, Eduardo Fonseca escolheu 1993 e Daniela Lima pegou o ano de 2009. Abaixo, você confere as duas defesas.

    Salgueiro 1993 (Por Eduardo Fonseca): Quem nunca cantou “explode coração”? Este samba é símbolo de um desfile memorável e inesquecível para qualquer sambista que começou a amar e descobrir o samba na década de 1990. O desfile em si não é dos melhores da história do Salgueiro. Mas, um refrão forte na cabeça do samba fez a Sapucaí delirar e cantar de ponta a ponta “explode coração/na maior felicidade/ é lindo meu Salgueiro/contaginando, sacudindo esta cidade”. O que se viu na avenida naquele dia, jamais foi visto novamente. Acho que jamais se repetirá. A Furiosa, comandada pelo saudoso mestre Louro, a comissão de frente, comparada com os dias de hoje foi até simples. Porém de um grande efeito aquela bandeiras vermelhas e brancas. Cabe lembrar, que na década de 1990, as comissões de frente não tinham as alegorias e pirotecnias que vemos hoje. No comando do carro de som, o incomparável Quinho e seus inúmeros cacos. Dois dados que chamam a atenção: número de componentes da academia: 5500 e carros alegóricos? 12. Isso mesmo, 12 alegorias. Com todos estes ingredientes, “Peguei um Ita no Norte” é um dos desfiles mais emblemáticos que tive a oportunidade de ver”.

    Salgueiro 2009 (Por Daniela Lima): O desfile inesquecível do Salgueiro é o de 2009. Depois de 16 anos sem vencer a escola voltou a pisar forte na Avenida, com alegorias luxuosas e imponentes. No melhor estilo Renato Lage, a agremiação apresentou fantasias requintadas e muito bem acabadas, sem falar que a comunidade estava pulsando. Os componentes cantavam forte o samba e brincavam no ritmo do tambor, tema do enredo daquele ano. Outro ponto forte foi o abre-alas. Gigante, super bem acabado, rico em detalhes e bom acabamento. Aqueles tambores com o símbolo da escola e aqueles bailarinos num balé sobre o ar tocando os tambores foi impactante.Pra mim esse desfile tem um componente ainda mais especial, foi a primeira vez que pisei no Sambódromo. Sempre tive um carinho pela Academia, via os desfiles pela TV e curtia muito. Mas, foi naquela segunda-feira que me apaixonei de verdade pela escola, aquele desfile foi mágico. A escola já pisou na Avenida com postura de campeã. Me apaixonei ali e decidi torcer pelo Salgueiro a partir daquele momento”.

    O resultado será divulgado na quarta-feira.

    Salgueiro arrecada alimentos não perecíveis para distribuição

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    O Salgueiro começou uma campanha para arrecadação de alimentos não perecíveis para distribuição para ajudar sua comunidade que, por conta do isolamento social, tem boa parte de seus moradores impossibilitados de trabalhar e, com isso, em situação de fome.

    “Estamos apoiando as medidas do governo, entendemos o quanto é necessária nossa adesão para que não tenhamos perdas significativas em nossas famílias. A prioridade, como bem diz o nosso governador, é preservar vidas e estamos fazendo o possível para ajudar a nossa comunidade a passar por este momento difícil. Já conseguimos a ajuda de alguns parceiros que irão ajudar e contamos com a solidariedade daqueles que possam fazer sua doação de alimentos não perecíveis, artigos de higiene e limpeza para que a gente consiga alcançar o maior número de famílias possíveis”, diz André Vaz, presidente da vermelha e branca.

    arte salgueiro solidário

    As doações podem ser entregues de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h, na quadra da escola ( Rua Silva Teles, 104- Andaraí).

    De volta ao Grupo Especial, Marcinho e Cris falam da chegada à Vila Isabel

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    De casa nova, Marcinho e Cris foram apresentados como novo casal da Vila Isabel. Depois de um pré-carnaval turbulento, com uma saída inesperada e contestada na Mocidade Independente de Padre Miguel, a dupla foi contratada e defendeu o pavilhão do Acadêmicos do Sossego. Desfilando pela Série A, eles conquistaram a nota máxima coroando o trabalho de 2020.

    “Foi um ano turbulento pra mim tanto no profissional, quanto no pessoal, e fica como lição e aprendizado. Defender a Vila nesse próximo ano com o enredo de sua figura mais ilustre é uma honra. Eu estou muito feliz por voltar ao Especial, mais feliz ainda de estar na Vila e sendo abraçada de forma tão carinhosa como tem sido”, disse Cris.

    Unidos de Vila Isabel 2021 Divulgação

    O mestre-sala disse que o ano de 2019 serviu como aprendizado e enfatizou a necessidade de saber dividir a emoção e razão no ambiente profissional.

    “O aprendizado que eu tive nesse ano de 2019 é que, as vezes, se deixar levar pelo coração, pela emoção no ambiente profissional pode ser ruim. As pessoas nem sempre vão ser verdadeiras e corretas com a gente. Então, temos que pensar na gente em primeiro lugar, fazer o que é melhor pra gente sempre. Ter ido para Série A me gerou mais que aprendizado, foi gratidão”, disse o mestre-sala.

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    Cris Caldas diz que para ela desfilar na Série A não difere do Especial e para ela o desfile pela escola do Largo da Batalha foi um dos melhores de sua trajetória.

    “Desfilar na Série A não difere pra mim de desfilar no Especial, eu gosto de dançar e fiquei muito feliz com o convite do Sossego e por eles me colocarem de volta no lugar onde eu queria realmente estar: na Sapucaí, no carnaval. Mas é claro que sempre existe esse âmbito comparativo, para mim a responsabilidade é a mesma, o peso é enorme e dependendo da situação o peso é até maior. Esse ano me ensinou muita coisa, me fez crescer mais como profissional, e confesso que pessoalmente tenho como um dos meus melhores desfiles da vida”, disse a porta-bandeira.

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    Sobre chegar na Vila, Marcinho falou de uma antiga relação que tem com a escola e diz estar realizando um sonho.

    “Voltar ao Especial e pra Vila Isabel tem um peso inimaginável na minha cabeça. Eu tenho história na casa. Foi uma das agremiações onde dei os meus primeiros passos no mundo do samba, pois desfilei no Herdeiros da Vila. Fiz parte da terra de Noel de 2003 a 2010, fazendo inúmeras funções, mas nunca defendi seu pavilhão, até porque só me tornei mestre-sala em 2006. Principalmente, depois desse ano turbulento, essa volta soa como a bonança após a tempestade. Estou muito feliz, estou realizando um sonho”, explica.

    A Vila terá como enredo em 2021 um dos maiores bambas da escola e do carnaval, Martinho da Vila, Cris falou da responsabilidade dupla que o casal tem pela frente e enfatizou a ótima estrutura oferecida pela escola.

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    “A responsabilidade é sempre enorme, agora a responsabilidade já é dobrada (risos). Defender esse pavilhão de peso e defender esse enredo de uma pessoa ilustre da escola, que é o Martinho, respeitado e com tamanha referência no carnaval. Mas por outro lado, apesar da responsabilidade, nós estamos tendo uma estrutura maravilhosa, um carinho maravilhoso de todos, o que facilita muito o desempenho do casal”, enfatizou Cris.

    Marcinho encara a responsabilidade de defender um enredo tão forte com o pavilhão da Vila como uma honra.

    “Olha, acredito que será um ano muito importante pra Vila, associando o enredo e seu significado ao trabalho e estrutura que a escola vem apresentando. Não encaro como um peso na responsabilidade e sim como uma honra. É uma oportunidade de entrar pra história da Vila Isabel. Estou empolgado e ansioso com isso”, disse Marcinho.

    Pensando no trabalho para o próximo carnaval o mestre-sala diz que depois que passar a pandemia será montado o cronograma para trabalhar firme.

    “Nós ainda estamos para definir esse início dos trabalhos. Assim que passar essa pandemia, acredito que possamos montar um cronograma. A vontade é enorme de trabalhar”, encerra Marcinho.

    Vigário Geral acerta como nova porta-bandeira para o Carnaval 2021

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    A Acadêmicos de Vigário Geral promoveu o retorno de uma prata da casa. Natália Pereira será a primeira porta-bandeira da escola da Zona Norte e fará par com Jefferson Gomes, que permanece na agremiação.

    Após iniciar no carnaval conduzindo o pavilhão da Vigário Geral, Natália passou pela Flor da Mina, Tradição, Acadêmicos do Cubango, Vila Isabel, até chegar no Acadêmicos do Salgueiro, onde permanece atualmente como segunda porta-bandeira.

    casal vigario

    “Espero defender o pavilhão da Vigário Geral com muita garra ao lado do meu novo parceiro, trazendo a nota máxima e ajudando a escola com o tão sonhado campeonato”, declarou Natália.

    Na Vigário Geral, Natália Pereira vai dançar com Jefferson Gomes, que fará seu segundo carnaval na escola. Jefferson tem uma longa estrada no Anhembi, e em 2021, além da Vigário, defenderá pelo sexto ano seguido o pavilhão da Mocidade Unida da Mooca.

    O Acadêmicos de Vigário Geral vem renovando seus segmentos visando o Carnaval 2021, quando fará seu segundo desfile seguido na Série A da Lierj, após seu retorno à Marquês de Sapucaí.

    Carlos Bolacha será o coreógrafo da comissão de frente da Lins Imperial em 2021

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    A Lins Imperial que 2021 retornará a desfilar na Marquês de Sapucaí pela Série A anunciou a manutenção da contratação de Carlos Bolacha para coreografar a comissão de frente da escola no Carnaval 2021. Bolacha é dançarino e coreógrafo com 26 anos de carreira profissional. Um dos maiores coreógrafos do Brasil com referência em samba de gafieira.

    Carlos Bolacha participou ainda de telenovelas, como “O Clone”, “Laços de Família”, “Aquarela do Brasil”, entre outras. O profissional também ministra cursos de samba de gafieira no Brasil e no exterior. Foi coreógrafo da Verde e Rosa do Lins em 2014 e retornou na reta final de 2019 faltando poucos dias para o Carnaval.

    Carlos Bolacha 4

    “É com muito prazer que estaremos mais um ano trabalhando na comissão de frente da Lins Imperial, e agora com mais dedicação ainda no reencontro da agremiação com a Sapucaí. Agradeço ao presidente Flavio Mello e toda a diretoria pela confiança e respeito com meu trabalho”, agradece o coreógrafo.

    Neste momento de quarentena, a Lins Imperial trabalha nas contratações e renovações do time para o Carnaval 2021.

    Beija-Flor arrecada doações para famílias de Nilópolis e região em meio à crise do coronavírus

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    Mesmo sem poder dar as mãos, a comunidade da Beija-Flor e os apaixonados pela escola de samba participarão nos próximos dias de uma grande corrente do bem em prol das pessoas afetadas pela crise do novo coronavírus. Com a paralisação de atividades econômicas, a intenção é ajudar o dia a dia de famílias de Nilópolis e região, incluindo outras localidades da Baixada Fluminense. Para isso, a azul e branco lançará uma campanha de arrecadação de donativos em sua quadra.

    De segunda à sexta, entre 9h e 18h, a sede estará aberta para receber alimentos não perecíveis e outros itens que podem ser úteis, como roupas e colchões. O material arrecadado será direcionado para componentes que estejam necessitando e para toda a sociedade. Nos últimos dias, iniciando o esquema de doações, a agremiação entregou mais de quatro mil ovos a moradores de uma área carente de Nilópolis, chamado “Suvaco da Cobra”. O município tem, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), quatro casos caso confirmados da Covid-19 e ainda não registrou nenhum óbito.

    Beija Flor de Nilópolis Divulgação

    Ainda em meio ao cenário de interrupção da circulação de pessoas durante a pandemia do novo coronavírus, a Beija-Flor promoveu nas últimas semanas transmissões ao vivo com seu time de estrelas. Participaram da iniciativa para incentivas os componentes a ficarem em casa o intérprete Neguinho da Beija-Flor, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Claudinho e Selminha, a rainha de bateria Raissa de Oliveira e o mestre Rodney. As atividades aconteceram nas redes sociais da escola.

    Campanha de arrecadação da Beija-Flor

    Entrega de donativos (incluindo alimentos não perecíveis, roupas e colhões) na quadra
    Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025, Centro – Nilópolis
    Segunda a sexta-feira, de 9h às 18h.

    Relembre com a gente: desfile da Portela em 1995

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