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Mocidade Alegre posta texto homenageando Alcione: ‘Que ninguém jamais cale o poder Marrom que só a Marrom tem’

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A Mocidade Alegre postou neste sábado um texto em defesa de Alcione e do seu papel na música popular brasileira. A Marrom foi alvo de crítica pela presidente da Fundação Palmares, Sérgio Machado, que respondeu uma crítica da cantora e disse: “Desprezo suas declarações, assim como sua insuportável ‘música’”.

A sambista tinha se posicionado contra Sérgio Machado que, em um áudio vazado, chamou o movimento negro de “escória maldita”.

A Mocidade Alegre teve Alcione como enredo no Carnaval de 2018. “Que ninguém jamais cale o poder Marrom que só a Marrom tem, que ninguém duvide da força da mulher guerreira maranhense e que ninguém jamais ouse duvidar da capacidade do samba”, diz trecho da escola.

Leia abaixo o post completo:

“Em 2018, o GRCES Mocidade Alegre, por entender e reconhecer o fundamental papel de Alcione na música popular brasileira, prestou-lhe uma homenagem em forma de desfile. É inegável a sua participação na Cultura deste país, é incontestável a sua luta, a sua resistência e a sua identidade com as raízes verdes e amarelas. Portanto, nossa comunidade da Morada do Samba não só se solidariza com essa gigante artista, como também apoia sua voz diante das inúmeras injustiças ao povo negro citadas por ela. Que ninguém jamais cale o poder Marrom que só a Marrom tem, que ninguém duvide da força da mulher guerreira maranhense e que ninguém jamais ouse duvidar da capacidade do samba”.

Gabriel revela fio condutor do enredo e diz que Beija-Flor fará disputa de samba online

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O empresário e conselheiro da Beija-Flor, Gabriel David, é atualmente um dos personagens do carnaval carioca que mais é procurado pelos diversos veículos de comunicação. O jovem está cada vez mais ativo no comando da azul e branco de Nilópolis. Na noite de sexta-feira, ele participou de uma live do site CARNAVALESCO e afirmou que será divulgado, no dia 21 de junho, a sinopse do enredo “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”.

“Vamos divulgar a sinopse no dia 21 de junho. Estamos finalizando um vídeo e vamos gerar a maior quantidade possível de conteúdo sobre o tema. Pensamos em fazer um show, mas achamos que não é o momento para festa. Todo mundo vai gostar do enredo. A ideia é incrível, bem legal. Se vai ter Carnaval em 2021 é secundário, mas vai ter carnaval um dia e essa resposta queria dar como Beija-Flor. Vamos fazer sinopse e começar a disputa de samba, tudo online e respeitando todas as regras sanitárias, como se o carnaval fosse acontecer em fevereiro. No meu entendimento é respeito com quem vive de carnaval”.

Gabriel explicou como chegou a ideia do enredo do próximo carnaval e deu detalhes do que vem por aí na escola de Nilópolis.

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‘Vamos fazer sinopse e começar a disputa de samba, tudo online’, diz Gabriel

“Fazer enredo atual é uma necessidade. Os outros dois textos falavam de problemas sociais, mas com foco geral, parecido com o que fizemos em 2018. O texto do enredo de 2021 faz sentido para nossa escolha. A Beija-Flor, ao longo da sua história, teve vários enredos que falaram de racismo, negritude, igualdade das raças. Esse tem a base africana, que a comunidade pedia muito. Eu não queria contar a história de um lugar, minha ideia era falar de algo que esteja presente hoje na vida as pessoas, isso que eu pedi muito aos carnavalescos. É lógico que o momento que a gente está passando no mundo influencia na escolha. O racismo precisa ser debatido e corrigido no mundo para ontem. O que importa é que a luta pela igualdade tem que acontecer. É delicado falar de enredo de negritude, porque sou branco, sei do meu limite, mas quero que a comunidade abrace a causa e daí utilizarmos a visibilidade da Beija-Flor para que as pessoas negras tenham um mundo mais igual. Vão ter pessoas negras trabalhando nesse enredo o tempo inteiro, desde quem fez o texto. A Beija-Flor, com a maioria da sua comunidade negra, fará tudo que puder diante desse cenário de racismo”, disse o conselheiro da azul e branco.

O empresário frisou que o enredo não terá um tom de lado partidário, mas não escondeu que é político.

“O enredo da Beija-Flor é político. Isso é óbvio. Não tem como não ser. O enredo é a base e depois surgem as outras ideias, como carros alegóricos, samba e fantasias. Quando a primeira ideia se comunica com todo mundo ela já é eficaz. A Beija-Flor não vai entrar em hipótese alguma em viés partidário. É uma crença minha como gestor, porque a escola representa um inúmero absurdo de pessoas e não posso escolher por elas. Entendo, de certa forma, que os movimentos de esquerda dão mais importância e relevância para os debates sociais, mas o nosso enredo não tem lado esquerdista ou de ultra direita. O enredo passa pela intelectualidade negra de forma geral. É o fio condutor. Algumas personalidades negras vão surgir ao longo. Poucas. Não é o enredo baseado nas pessoas, mas no todo. Do ponto de vista de homenagem as pessoas negras da escola essa figura vai ficar representada por uma só pessoa que é o Cabana (compositor e considerado um dos fundadores da escola)”.

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‘Tentar ter luxo e grande, como a Beija-Flor tem que ser, mas não vamos abdicar de termos inovações’, garante Gabriel

Para o próximo carnaval, Gabriel David garante para o torcedor nilpolitano que a Beija-Flor seguirá no projeto de resgatar seu estilo grandioso de fazer desfile, embora, não seja possível fazer uma exibição tão exuberante como aconteceu em 2007 com o enredo “Áfricas”.

“O cenário atual não da para fazer um desfile como Áfricas. O carnaval não tem o poderio financeiro como naquela época. No início do enredo vamos falar da África e o fim será com o mundo atual e com tom no Brasil. Imagino que será um pouco de tudo. Tentar ter luxo e grande, como a Beija-Flor tem que ser, mas não vamos abdicar de termos inovações”.

Perguntado sobre a data do próximo desfile e a transmissão da TV Globo, Gabriel contou novidades e ressaltou que mudanças podem demorar, mas vão acontecer no carnaval.

“A notícia que tenho é que a primeira parcela que todo ano é paga em junho, esse ano não será. Tem um contrato em vigor, mas todo ano é assinado um contrato para o pagamento da primeira parcela e ele não foi assinado ainda. A minha ideia é que se até novembro não puder fazer ensaio vale uma negociação para adiar o carnaval para junho. É minha ideia, mas isso não está sendo conversado na Liga. Sobre os desfiles de 2021, meu pai fala mais com o Jorginho (Jorge Castanheira, presidente da Liesa). Deve acontecer uma reunião com todos os presidentes em breve para decidir o futuro. A Liga está montando várias estratégias e possibilidades para serem votadas por todas escolas. Nos últimos tempos, eu fui uma das pessoas que mais bateu no Jorginho (Jorge Castanheira, presidente da Liesa), mas tenho que dar o braço a torcer para ele, porque tem escutado muito os novos projetos e as opiniões das pessoas. Realmente, eu acho que o carnaval está se preparando para a reestruturação. Entendo esse início ser devagar e todas as preocupações sobre essas mudanças, mas tenho certeza que elas vão acontecer”.

Acompanhe agora: Samir Trindade e os sambas que não foram para Avenida

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    Viradouro: funcionários do barracão fazem teste para Covid-19

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    A direção da Unidos do Viradouro realizou testes com 13 pessoas que trabalham no barracão da escola, na Cidade do Samba.

    “Além de todos os procedimentos de prevenção que a escola já vinha adotando, como máscaras à disposição de todos e vários pontos no barracão para aplicação de álcool em gel, a presidência decidiu fazer a testagem pra dar mais segurança a todos”, afirma Alex Fab, diretor de carnaval, que acompanhou a aplicação dos testes rápidos.

    Viradouro: funcionários do barracão fazem teste para Covid-19
    Escola também vem fornecendo cestas básicas aos componentes que estão enfrentando dificuldades

    A Viradouro vem promovendo ações para ajudar na prevenção do vírus desde 1º de abril, quando deu início à produção de máscaras. Foram distribuídas até agora para componentes da escola, moradores de comunidades do entorno na quadra, para hospitais, abrigos de idosos e ações sociais de igrejas, de Niterói e do Rio de Janeiro, mais de 11 mil máscaras.

    A confecção de máscaras continua. A escola também vem fornecendo cestas básicas aos componentes que estão enfrentando dificuldades, devido à queda de receita por conta da paralisação parcial das atividades no estado.

    Ritmo Solidário fecha primeira etapa com 16 toneladas de alimentos doadas para ritmistas

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      A campanha de ação humanitária do Ritmo Solidário comemora o fechamento da primeira etapa que levou alimentos para mesa dos ritmistas das escolas de samba do Rio de Janeiro. O grupo distribuiu 16 toneladas de cestas para agremiações. Foram 870 famílias beneficiadas pela ação em suas comunidades.

      Desde o mês de abril, cada instituição teve o direito de receber 30 unidades de cestas para seus ritmistas que se encontram em situação de vulnerabilidade mediante ao período da pandemia da Covid-19.

      Neste sábado aconteceu a entrega de mais 90 cestas básicas e kits de higiene para as escolas Acadêmicos do Cubango, Em Cima da Hora e Acadêmicos do Sossego.

      COMUNICAÇÃO RITMO SOLIDÁRIO

      Na segunda-feira, o grupo inicia a segunda etapa e receberá a doação de 1 tonelada de alimentos. Quem puder doar é só ir no setor 10 do Sambódromo da Sapucaí ou no setor 11 pelo sistema de drive-thru, sempre de segunda a sábado, das 10h às 17h.

      Empresa e ONG realizam ações para comunidades de escolas de samba

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      Desde o início da pandemia do novo coronavírus a empresa CRCB (Captação de Recursos para o Carnaval Brasileiro) que trabalha nas escolas de samba com parcerias e empresas em geral nos projetos de carnaval, vem atuando em prol dos setores sociais das escolas e entidades ligadas as agremiações como ONGs, entidades de saúde e associações.

      Em recente parceria com a ONG GR Together, através da empresa GR Discovery, a CRCB garantiu cestas básicas, máscaras faciais protetoras e fraldas para o projeto social Samba Se Aprende Na Escola, da Sociedade Rosas de Ouro, e para o departamento social da Unidos de Vila Maria, além de doações isoladas para Mancha Verde e a ONG Casa Transitória de Apoio ao Paciente Vera Lúcia Felizardo (CTAP), localizada na Vila Guilherme, que atende crianças e suas famílias durante o tratamento contra o câncer.

      Mais de mil cestas, máscaras e fraldas que garantiram a segurança de famílias inteiras atendidas pelo projeto social da Rosas de Ouro.” Estamos ajudando a mudar a realidade das famílias que estão passando por dificuldades nesta pandemia. Através da CRCB realizamos parceria com duas grandes agremiações da zona Norte da capital, uma das regiões mais atingidas pela Covid-19″, explica Bárbara Santos, coordenadora de projetos sociais e eventos.

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      “Neste momento delicado que estamos vivendo muitas empresas querem ajudar as comunidades e, as escolas de samba são os veículos perfeitos para encaminhar e gerenciar essas doações. Nada supera o trabalho”, explica Renato Cândido, fundador da CRCB.

      ‘Fala, Majeté! Sete Chaves de Exu’ é o enredo da Grande Rio para o próximo carnaval

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      A atual vice-campeã do Carnaval carioca, Acadêmicos do Grande Rio, escolheu o dia 13 de junho, quando são celebrados os cultos a Santo Antônio e ao orixá Exu, para anunciar o enredo do seu próximo desfile. Intitulado “Fala, Majeté! Sete chaves de Exu”, o enredo levará para a Marquês de Sapucaí histórias e manifestações culturais ligadas à simbologia dessa entidade tão múltipla e tão presente no universo das escolas de samba. Trata-se do segundo enredo autoral proposto pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora para a tricolor de Duque de Caxias. Segundo a escola, informações sobre a sinopse do enredo serão divulgadas em breve.

      Para Haddad, o enredo é a continuidade de um projeto artístico:

      “Exu apareceu de maneira pontual nos últimos três enredos que eu e Leonardo levamos para a Marquês de Sapucaí, então é algo que está no nosso imaginário artístico. Eu sempre tive o desejo de desenvolver um enredo dedicado a Exu, até mesmo pela ligação com o meu avô materno, que tinha um terreiro. Ao longo do processo de feitura do carnaval do ano passado, começamos a esboçar as ideias que nos levaram a essa nova narrativa, que segue por caminhos muito diferentes, tanto na forma de contar o enredo quanto no visual que já estamos colorindo. Existem, sim, os diálogos internos, o que é parte fundamental do nosso processo criativo. A crítica de arte e curadora Daniela Name definiu esse nosso processo como um bordado, um fluxo contínuo, algo que muito diz do que entendemos por energia de Exu. Nós gostamos da experimentação, dos contrastes, de transformar algo que estava parado, os tecidos mais velhos do almoxarifado, na decoração do carro abre-alas. Eu acho que essa visão inquieta diz muito do dinamismo de Exu, que gosta de jogos, brincadeiras, desafios, não se prende a receitas prontas do que dizem que é bom ou belo. Gosta é de provocar e de gerar debate”, explicou Haddad.

      Bora, que também entende que o enredo sintetiza a forma de pensar e fazer carnaval da dupla, complementa:

      “Quando lançamos o “Igbá Cubango”, dissemos que ele havia sido gestado pelo Bispo do Rosário: uma coisa estava dentro da outra. De certa forma, o “Fala, Majeté!” estava dentro do “Tata Londirá”: lemos, debatemos e aprendemos tanto a respeito de Exu, durante o processo de confecção do último desfile, que não foi uma surpresa quando percebemos que um novo enredo já estava em formação. Reunimos muito material e muitas, muitas histórias. Havia o interesse e a curiosidade, faltava um sinal, um início. A escritora Conceição Evaristo nos visitou, na primeira semana de janeiro, e passamos um bom tempo debatendo a simbologia da capa de Exu produzida pelo Bispo do Rosário. Os apontamentos dela nos mostraram um caminho maior, extremamente rico, e decidimos nos aventurar por ele. O resultado é um enredo que trata de coisas muito próximas da gente, a rua, a feira, o carnaval, o lixo, um enredo que não apresenta uma visão fechada, quadrada. O nosso Exu se desdobra em sete chaves de interpretação, chaves essas que abrem infinitas outras portas. Para nós, carnavalescos, isso é ótimo: a possibilidade de assinar mais um enredo autoral e dar continuidade a uma caminhada artística que extravasa os limites da avenida e se transforma em outras ações. Quem imagina que será uma repetição de Tata Londirá está enganado”, afirmou Bora.

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      Pelo terceiro ano consecutivo, os carnavalescos dividem a pesquisa do enredo com o historiador e antropólogo Vinícius Natal, que destaca a importância dessa proposta para se pensar o contexto contemporâneo:

      “É preciso enfatizar que mais do que o orixá do candomblé e as entidades que já vimos em outros desfiles, e que obviamente vão aparecer no nosso enredo, estamos falando de uma energia, de uma outra forma de pensamento, não ocidental, não colonial, e é isso o que queremos mostrar. Estamos falando de novas epistemologias, que muitos pensadores e artistas contemporâneos têm trabalhado. Não é por acaso que Exu tem aparecido tanto na arte urbana, nos museus, na música, na literatura, nas bandeiras que tanta gente está levantando. É uma resposta aos tempos do hoje e uma proposta também. No último carnaval, inúmeras escolas citaram Exu, inclusive a Grande Rio. O escritor e historiador Luiz Antonio Simas até fez a provocação: por que tantas escolas citam Exu, mas nenhuma faz um enredo todo dedicado a pensar Exu? Havia essa lacuna. Nós decidimos entrar nessa encruzilhada, que fala de ancestralidade e é, ao mesmo tempo, muito contemporânea. A espinha dorsal do enredo, inclusive, nasceu numa encruzilhada, quando comemorávamos o vice-campeonato, tomando cerveja, na rua. Sentimos muita falta disso. Se precisamos pensar em novas formas de vida social, nesse contexto difícil, precisamos nos abrir ao diálogo, permitindo que pessoas como Estamira ou Stela do Patrocínio, que já partiram, continuem falando e sendo ouvidas. Por isso o nosso título traz essa exclamação: queremos que os Exus falem, para que aprendamos com eles. Há uma razão para isso, que não é a razão colonial, branca, eurocêntrica. É a “Pedagogia das Encruzilhadas” de que fala Luiz Rufino, por exemplo. Ocupamos um lugar privilegiado enquanto narradores e precisamos, mais do que nunca, usar esse espaço para combater o racismo epistêmico e o racismo religioso. Nada foi mais demonizado que Exu, por isso vamos raspar o fundo. A gente quer cada vez mais Exu nas escolas e nas escolas de samba”, finalizou Natal.

      Sobre o desenvolvimento do enredo, Haddad e Bora dão algumas pistas:

      “O enredo é dividido em sete momentos e vai celebrar a energia que circula nas feiras e nos mercados, a malandragem das noites, nos bares e cabarés, as ruas, as folias populares e o carnaval dos corpos indóceis, a música, a literatura e as artes visuais que reinterpretam e nos ajudam a pensar Exu no cenário contemporâneo, e a suposta “loucura” capaz de transformar o lixo, reconstruindo o mundo de maneira simbólica e produzindo novas formas de conhecimento. Há uma linha muito forte de Exus ligados ao lixo. É nesse momento que a figura de Estamira ganha destaque, nos levando a um lugar de Caxias que por muito tempo foi invisibilizado, que é o lixão de Gramacho. Estamira conversava com Exu por meio de um telefone. Isso é muito impressionante. As falas dela são contundentes e urgentes, e é de onde tiramos o título, uma expressão misteriosa, repleta de significados”, explicou Haddad.

      “Além disso, nós mostraremos os fundamentos africanos de Exu e olharemos para a relação de Exu com o mito de Zumbi, essa ideia de corpo coletivo, ponto que nos faz dialogar com textos de Conceição Evaristo e Alberto Mussa. É um enredo que exalta as brasilidades festivas e que pede para que ouçamos algumas vozes que historicamente foram impedidas de falar. Nesse contexto incerto, não sabemos como será o próximo carnaval, mas desejamos que ele seja profundamente transformador. É por isso que invocamos essa energia, na esperança de que continuemos a fazer arte, em tempos mais esperançosos. Lançar este enredo, no nosso entendimento, é uma mensagem jogada no infinito. Um grito e um rito”, finalizou Bora.

      Sobre o cartaz do enredo, que foi confeccionado pelo designer Antônio Gonzaga (o mesmo responsável pelas artes dos dois últimos carnavais da dupla), Gabriel Haddad comenta:

      “O cartaz resume a nossa visão. É uma mistura de muro, lambe, papelão e carta de baralho. É uma obra para ser girada, ou seja, que desafia a nossa visão, que convida ao movimento e ao jogo. Também não quisemos apresentar Exu com apenas um gênero. É uma dança de ser e não ser, uma provocação. E há o símbolo do infinito, que também expressa a nossa posição diante do próximo Carnaval”.

      Acompanhe agora: Gabriel David, conselheiro da Beija-Flor

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      Programação de live no fim de semana: Tem Samir Trindade, Martinho e Salgueiro

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      Mais um fim de semana recheado de live para os apaixonados por samba. Terá para todos os gostos. No sábado, às 19h, o compositor Samir Trindade faz a live musical com os sambas vencedores que não foram para Avenida. Ao site CARNAVALESCO, ele contou como será.

      “A ideia surgiu através de dois grupos do nosso samba da Portela. Não é para contar minha história, mas para cantar e tocar sambas vencedores, os mais marcantes, os que perderam e marcaram, e, principalmente, mostrar meu lado de compositor de samba. Quero mostrar que além de compor samba-enredo, sou compositor de samba. Vou mostrar minhas músicas inéditas. Minha nova cara”, explicou Samir Trindade.

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      No domingo, a partir das 13h, o Salgueiro faz a segunda edição da Feijoada em Casa. Nesta edição, a roda de samba comandada por Emerson Dias e Quinho do Salgueiro, terá um repertório especial, além de participações de cantores que são a cara do samba e do carnaval.

      A Feijoada em Casa vai receber como convidados, Xande de Pilares, Delcio Luiz, Wander Pires ( Mocidade), Evandro Malandro ( Grande Rio) e Serginho do Porto ( Estácio de Sá). A apresentação será de Milton Cunha. A dupla de intérpretes salgueirenses revela ainda, que está preparando um repertório especial para o bloco de sambas de enredo.

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      “O Salgueiro sempre foi uma escola com enredos que exaltaram a figura do negro, sua importância para o cenário cultural do país e para a formação da nossa sociedade. Sempre procuramos conscientizar o nosso público em relação ao racismo, ao preconceito de forma geral e, vamos relembrar, através de sambas também das coirmãs, a importância de debater este tema”, comenta Emerson.

      Sábado, 13 de junho

      12h – Live Sunset do Gamei! O melhor do samba retrô na sua casa

      15h – Thiaguinho

      18h – Sambô

      19h – Live musical do Samir Trindade – Sambas vencedores que não foram para Avenida

      Domingo, 14 de junho

      12h – Diogo Nogueira

      13h – Feijoada do Salgueiro em casa

      14h – Sorriso Maroto

      15h – Martinho da Vila

      Não dura apenas quatro dias! Amor de carnaval constrói famílias e exala paixões

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      Hoje o amor está no ar, como cantou a Viradouro em 1998, no desfile “Orfeu, o Negro do Carnaval”. Neste 12 de junho, Dia dos Namorados, o site CARNAVALESCO ouviu dois casais especiais, o empresário e ritmista Duda Araujo e a porta-bandeira Marcella Alves, e, o diretor Junior Escafura e a também porta-bandeira Rafaela Theodoro. Unidos pelo carnaval, eles declararam suas paixões e jogaram para escanteio a expressão que “amor de carnaval só dura os quatro dias de folia”.

      O carnaval vai muito além do desfile. Ele pulsa o tempo inteiro na vida de quem respira suas atividades os 365 dias do ano. A porta-bandeira do Salgueiro, Marcella Alves, ressalta que tudo o que construiu na folia foi fundamental, inclusive, seu relacionamento com Duda Araujo e os objetivos profissionais.

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      Casados desde 2012, Duda e Marcela reafirmaram o amor e aumentaram a família com uma filha

      “O carnaval é um personagem com uma importância diferenciada na minha vida como um todo. Foi através do carnaval que consegui custear a minha graduação e pós graduação. E foi em um samba no Salgueiro, aos 17 anos, que conheci o Duda. Naquele momento, não poderia imaginar que com ele eu formaria uma família e que viveríamos tantas histórias juntos. Dizem que amor de carnaval não vai pra frente. Estamos aí para provar que toda “regra” tem exceção. O carnaval nos uniu e nos deu uma filha linda e uma família abençoada por Deus”, frisa Marcella.

      Duda revelou que a paixão por Marcella Alves começou ainda no seu período de adolescente em 1997, esquentou em 2001, mas só ficou concreta em 2002.

      “Tudo começou em 1997 quando comecei a frequentar a Caprichosos, e ensaiar para 1998, que foi meu primeiro desfile. Tinha 14 anos. Dali já rolou uma paixão de adolescência por minha parte. Depois disso só fomos nos conhecer mesmo em 2001 no Salgueiro, onde eu já estava tocando na bateria, e ela na escola. Saímos uma vez, brigamos e saímos de novo em 2002. Estamos até hoje. São 18 carnavais juntos, e casamos em 2012”, conta Duda.

      Casamento na fábrica de sonhos das escolas de samba

      Junior Escafura e Rafaela Theodoro são outros exemplos de amor que teve seu alicerce formado no carnaval. Aliás, eles casaram na Cidade do Samba.

      “Muito se fala que o carnaval é uma festa profana e que o amor de carnaval só dura quatro dias. Isso não acontece. Ele é fonte de emprego, diversão de famílias e de grupos de amigos. O carnaval é amor. Pela festa, pela agremiação, é paixão à primeira vista. Acredito muito que o nosso amor foi à primeira vista. Em 2009, eu conheci o amor da minha vida. Era segunda porta-bandeira da Vila Isabel, fui convidada para uma apresentação na Portela e aí nasceu o amor de carnaval em nossas vidas e nos levou até o altar. O nosso grande dia, o casamento, foi na Cidade do Samba. Lá, as escolas constroem os sonhos dos seus desfiles e nós construímos o nosso como família. Escolhemos lá para cerimônia e foi um momento lindo e emocionante. Curtimos e nos entregamos de corpo e alma no ambiente que nós amamos”, explica Rafaela.

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      Escafura contou com riqueza de detalhes seu encantamento por Rafaela Theodoro.

      “Primeira vez que vi a Rafaela foi em 2009 e na quadra da Portela. Eu era diretor de carnaval e harmonia e ela foi lá como segunda porta-bandeira da Vila Isabel. Lembro que a Vila levou gente pra caramba e fez uma super festa. Quando acabou a apresentação fui no compositor Leonel (que já faleceu) e perguntei quem era a porta-bandeira. Ele citou que ela dançava bem e falei que também era muito bonita. Ele brincou que ela era muito novinha, mas eu falei que só estava elogiando. Passou o tempo e fiquei sem contato com ela. Na semana do carnaval, eu estava na praça de alimentação da Cidade do Samba e ela estava sentada com a mãe e o Evandro Bocão. Foi quando falei com ela primeira vez. Passei a conhecer e acompanhar pelas redes sociais. Ela foi para Imperatriz, eu sempre frequentei a escola, e trocamos olhares. Até que uma vez chamei na rede social para elogiar o ensaio, começamos a construir a amizade, que virou paquera, namoro e casamento. Estamos juntos até hoje e formamos uma família maravilhosa”.

      Amor e empresário

      Marcella Alves cita um fato curioso. Tanto sua família, quanto a de Duda, não são envolvidas com carnaval.

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      ‘A Marcella é minha vida’, diz Duda Araujo

      “Tenho uma função que é a das mais lindas dentro de uma escola de samba. E sou mãe de uma mini sambista (risos) e esposa de um ritmista. E olha que nossas famílias não são envolvidas com carnaval. Só posso dizer coisas boas do Duda. Além de ser meu grande amor, é meu amigo, companheiro, grande pai e meu “empresário” (risos). Ao lado dos meus pais, é meu maior incentivador. Sempre acredita na minha capacidade e constantemente me estimula a novos desafios”.

      Em poucas palavras, Duda fala de Marcella Alves: “A Marcella é minha vida. O samba mostra que é forte e que forma famílias felizes”, afirma o empresário, que também cuida da carreira da porta-bandeira salgueirense.

      Herdeiro leopoldinense ou portelense?

      Junior Escafura e Rafaela garantem que não levam para dentro de casa informações ou problemas enfrentados em suas escolas de samba. Hoje, ele é integrante da comissão de carnaval da Portela e ela segue como porta-bandeira da Imperatriz.

      “Trabalhamos em agremiações diferentes e cada um respeita o espaço do outro e seguimos cada dia fortalecendo nossos laços e família. Isso é muito importante, deixar os problemas da porta para fora. Evitar ao máximo falar de carnaval no nosso ambiente familiar, e não entrar em discussões ou até polêmicas. Quando o carnaval fica com a rotina mais puxada buscamos estarmos mais presentes nas rotinas do outro. Temos isso na nossa relação. Cada vez mais nos fortalece. Na medida do possível, estamos juntos em ensaios e apresentações. Tenho ele como parceiro e sei que está disposto a me ajudar em qualquer situação, sempre sei que tenho aquele abraço que pode me aquecer”, diz a porta-bandeira.

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      ‘Somos muito amigos, amadurecemos muito nessa relação’, diz o portelense

      “Quando fui para Imperatriz ficou mais fácil termos tempo juntos, mas sempre deixamos bem separado a questão de eu ser diretor e ela porta-bandeira. Ano passado, eu voltei para Portela e voltamos ao início. Temos a brincadeira sadia da competição. Ela queria saber como viria a águia em 2020, mas nunca contei nada. Separamos bem. Somos muito amigos, amadurecemos muito nessa relação, vivemos muito bem e felizes”, completa o diretor portelense.

      Rafaela declarou seu amor para Junior Escafura.

      “Estamos juntos há 8 anos, casados há 7 anos, e, como qualquer outro casal temos dias mais ou menos, dias de amor, porém, a nossa cumplicidade é maior que qualquer obstáculo. Nossa união foi um presente que o carnaval nos deu. Encontro nele não só o amor de marido e mulher. É um verdadeiro amigo. Ele é muito meu companheiro. Uma pessoa incrível. Muito esforçado. Corre atrás dos sonhos e objetivos. Admiro muito. É um grande incentivador na minha vida. Muito do bem e sempre está disposto a ajudar o próximo. Ter um exemplo como o Junior em casa é uma honra enorme”.

      Escafura terminou com uma declaração de amor para Rafaela Theodoro.

      “Qualquer hora terá o herdeiro, muita gente cobra, mas qualquer hora teremos, não sei quando, mas vai chegar. Rafaela é a prova que existe amor verdadeiro no carnaval. Eu te amo. Serei sempre um eterno namorado apaixonado”.