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Escolas de samba prestam homenagens para Luizinho Drumond

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As escolas de samba estão publicando posts em homenagens ao presidente da Imperatriz Leopoldinense, Luizinho Drumond, que faleceu nesta quarta-feira.

Veja abaixo as homenagens (em atualização)

Luto no carnaval! Imperatriz anuncia morte de Luizinho Drumond

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Faleceu na manhã desta quarta-feira o presidente da Imperatriz Leopoldinense, Luiz Pacheco Drumond, o Luizinho Drumond, aos 80 anos de idade, após ser internado na terça-feira, no Hospital Copa Star, com um AVC.

Ele também foi presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). Seu mandato foi de 1998 a 2001.

Leia abaixo a nota da Imperatriz:

“Neste dia 01 de julho de 2020, às 11:05h, a família Drumond, com muito pesar, comunica o falecimento da pessoa mais forte que conhecemos: nosso presidente e patrono, *LUIZ PACHECO DRUMOND*, Luizinho Drumond, como gostava de ser chamado. Hoje a Imperatriz chora, o mundo do samba chora e todo sambista chora. Que Deus receba nosso Patrono de braços abertos e que ele cuide de nós, como sempre fez em vida, onde quer que esteja.

Em breve comunicaremos local e data do sepultamento. A dor é grande, mas o teu legado, Luiz Pacheco Drumond, fica para a eternidade. Para sempre lembraremos deste homem forte e leal. Descanse na eterna paz do Senhor Jesus Cristo”.

Luizinho fez a Imperatriz ser multi campeã do carnaval

Em virtude da morte de um dos seus fundadores a Liga cancelou a reunião plenária que teria nesta quarta-feira para tratar do rumo do próximo carnaval.

imperatriz desfile 2020 172

Em 1993, Luizinho foi condenado pela juíza Denise Frossard pelo seu envolvimento no jogo do bicho e com um habeas-corpus teve direito a liberdade condicional.

Na Imperatriz Leopoldinense, Luizinho assumiu o comando da escola em 1976. Em seu comando, Luizinho Drumond fez a Imperatriz Leopoldinense ser multi campeã do carnaval carioca. Ganhou em 1980, 1981, 1989, 1994 e 1995 (o filho era o presidente), 1999, 2000 e 2001.

Filha de Luizinho Drumond nega morte cerebral e diz que estado do pai é gravíssimo

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Simone Drummond, filha de Luizinho Drumond, presidente da Imperatriz Leopoldinense negou que o pai tenha morte cerebral constatada. Ao site G1, ela disse que o estado dele é gravíssimo. Segundo o Hospital Copa Star, em Copacabana, o dirigente está na Unidade Neuro Intensiva e seu quadro clínico é muito grave.

imperatriz desfile 2020 172

Mais cedo, o site CARNAVALESCO informou o falecimento de Luizinho Drumond, após ele sofrer um aneurisma cerebral em sua casa em Cachoeiras de Macacu, Região Serrana do Rio de Janeiro, inclusive, dando crédito ao telejornal RJTV, da TV Globo, pedimos desculpas pelo erro na informação.

Live de Neguinho da Beija-Flor passa de 100 mil visualizações

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O intérprete Neguinho da Beija-Flor comemorou seu aniversário com uma live especial nesta segunda-feira. O cantor nilopolitano fez um grande show que ultrapassou quatro horas de duração.

O artista teve mais de 100 mil visualizações na sua live e conseguiu arrecada sete toneladas de alimentos, além de doações em dinheiro. Milton Cunha foi o apresentador do encontro.

Veja abaixo a íntegra da live de Neguinho da Beija-Flor:

Mocidade perde mais um integrante vítima da Covid-19

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A Mocidade Independente de Padre Miguel informou na manhã desta terça-feira o falecimento de Sinval, integrante de ala da comunidade.

A verde e branco já tinha perdido por Covid-19 o compositor Tânio Mendonça. A escola de Padre Miguel perdeu também outros três integrantes por Covid-19. O componente Adilson Santos, no dia 25 de abril, Rodrigo Richard faleceu em 24 de abril e Vagner Prata em 12 de abril.

Veja abaixo o post da escola:

“Hoje é um dia muito triste para a Mocidade! Infelizmente nos deixou mais um componente vitimado pela Covid-19. O Sr. Sinval era integrante de ala de comunidade e muito participativo em todos os eventos da escola. Sempre respeitou e tratou cada um dentro da nossa agremiação de forma igualitária! Fica aqui as nossa mais sincera condolência aos amigos e familiares! Estamos de luto! Fiquem em casa!”

Renatinho é reeleito presidente da São Clemente

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A São Clemente oficializou nesta terça-feira a reeleição de Renato Almeida Gomes como presidente para o próximo triênio (2020 – 2023). A decisão ocorreu por aclamação após inscrição de chapa única para as eleições da escola da Zona Sul.

Todos os conselheiros da agremiação fizeram-se de acordo após conferência realizada entre a direção da escola. Ao lado de Renato, Roberto Almeida Gomes segue na vice-presidência administrativa e Thiago Almeida na direção de carnaval, além de acumular a função de vice-presidente financeiro.

“A São Clemente é a minha casa, a minha vida. Vamos para mais uma jornada alcançando sempre passos ainda maiores. É um momento diferente, delicado, mas nunca paramos de trabalhar e caminhar. Aos poucos vamos definindo os próximos passos e os caminhos que seguiremos rumo a um próximo Carnaval”, disse o dirigente.

Renatinho é reeleito presidente da São Clemente
Decisão ocorreu por aclamação após inscrição de chapa única. Foto: Rafael Arantes

Confira o quadro de direção e segmentos da São Clemente após nova eleição:

Presidente: Renato Almeida Gomes
Vice-presidente: Roberto Almeida Gomes
Diretor de Carnaval: Thiago Almeida
Carnavalescos: Tiago Martins e João Victor Araújo
Coreógrafo: Júnior Scapin
Diretor de Harmonia: Marquinho São Clemente
Intérpretes: Maninho e Leozinho Nunes
Mestre de Bateria: Caliquinho
Rainha de Bateria: Raphaela Gomes
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Vinicius e Jack Pessanha

Presidentes do Grupo Especial se reúnem para debaterem o rumo do próximo carnaval

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    Os presidentes das 12 escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro marcaram para a próxima quarta-feira, dia 1 de julho, uma reunião plenária, na sede da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) para debaterem o rumo do próximo carnaval. Será o primeiro encontro após os desfiles de 2020 projetando o que pode vir pela frente após a pandemia do novo Coronavírus.

    Diferente das plenárias regulares não será possível ter mais de um representante por agremiação e haverá distanciamento entre os dirigentes.

    plenaria liesa
    Diferente das plenárias regulares apenas um representante por escola poderá participar. Foto: Henrique Matos

    Ainda não é possível ter uma decisão fechada sobre o Carnaval 2021 ser realizado em fevereiro, já que é necessário a descoberta de uma vacina ou remédio contra a Covid-19, mas entre os presidentes ouvidos pelo site CARNAVALESCO é consenso que a reunião é fundamental para o debate entre todos e a orientação do que deve ser feito e qual prazo para que seja tomada uma decisão definitiva.

    Conselheiro da Beija-Flor, Gabriel David defende que as escolas esperem até novembro para que seja decidido o que será feito com os desfiles das escolas de samba no próximo ano.

    “Se até novembro não puder fazer aglomeração vamos ter que mudar a data ou passar para 2022. É uma discussão muito complexa. Como as escolas vão pagar funcionários, caso a gente não tenha carnaval?”, comentou Gabriel.

    Em entrevista para o jornalista Léo Dias, no site Metrópoles, o vice-presidente da Vila Isabel, Luiz Guimarães, citou agosto ou no máximo setembro como prazo que as escolas vão ter para baterem o martelo.

    “Acho que temos que ter um prazo limite até agosto, no máximo setembro, para saber se vai ter Carnaval ou não, com tudo que está sendo decidido, questão de vacinas. Provavelmente não vai ter Carnaval. Se tiver, vai ser em maio, junho do ano que vem, uma outra data”, disse Luiz Guimarães.

    Muito samba-enredo agora ao vivo no Baú do Bessa

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      A delirante luz de Marília no formoso espetáculo da Mocidade

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      Divina inspiração! Vem dos deuses, sem dúvida, a explicação para tão sublime acontecimento. No carnaval de 2015, a escola de samba Mocidade Alegre homenageou uma resplandecente estrela brasileira: Marília Pêra! E momento mais oportuno não teria, pois, no final do mesmo ano, a atriz deixou de brilhar na Terra para brilhar no céu. O enredo “Nos palcos da vida, uma vida no palco…. Marília” foi uma das últimas apresentações da mesma e, sem dúvida, uma das mais emocionantes. Coube à escola de samba, importante instituição da nossa cultura, a missão de consagrar uma estrela genuinamente brasileira.

      Com um samba de enredo de extrema poesia, afetividade e emoção, que não poupou adjetivos à homenageada, a Mocidade Alegre foi a terceira escola a desfilar no sábado de carnaval. A responsabilidade de defender um tricampeonato e sonhar com o tetra não intimidou a imponente agremiação, que entrou na avenida com a garra de quem domina o palco. A irretocável interpretação musical de Igor Sorriso em conjunto com o “Ritmo Puro” da bateria de Mestre Sombra levantou o público e empolgou a alegre comunidade, transformando o desfile em uma apresentação de máxima qualidade. As bossas que a bateria executou em diversos momentos, eternizaram o verso “Bravo, Marília!” e todos, de fato, a aplaudiram.

      O autor do enredo, Sidnei França, recorreu à mitologia grega para narrar o surgimento da estrela Marília Pêra. Os deuses Dionísio e Apolo, protagonistas desse momento místico, representam polos opostos que necessitam um do outro para existir. O espírito dionisíaco ‒ presente na música e potencializador dos desejos, do delírio e da festa ‒ sempre está em relação com o espírito apolíneo ‒ presente nas artes plásticas e senhor do belo e da harmonia. As manifestações artísticas possuem os dois em suas essências. O que varia é a intensidade com que cada um se apresenta ao exterior. Na narrativa contada pela Mocidade, o destino de Marília foi conduzido por ambos os espíritos.

      Foto. Paulo Pinto LIGASP

      O primeiro ato do desfile iniciava-se com a comissão de frente “Surge uma estrela”, representando o momento em que a brilhante joia Marília, aos 4 anos, fez sua primeira encenação. Em seguida, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Emerson e Karina, bailava graciosamente com luxuosas fantasias douradas monocromáticas. A velha-guarda, na posição de guardiões do casal, complementou a poesia da arte que é passada por gerações. O grupo performático “Asas douradas sob as luzes da ribalta” fez o cortejo que antecedia o gozo artístico que encerrava o ato. Considerada por muitos a mais bela da década, na primeira alegoria do desfile, intitulada “Divina Inspiração” (assim como o primeiro verso do samba), os carnavalescos Sidnei França e Márcio Gonçalves traduziram a potência de Marília carregar em si o equilíbrio dos espíritos contrastantes da arte.

      A atriz possuía a elegância da “flor bailarina” mesmo quando encenava a comédia da embriaguez, como a personagem Darlene do seriado Pé na Cova, retratada na quarta alegoria do desfile.

      O segundo, o terceiro e o quarto ato mostraram ao público alguns dos principais trabalhos da homenageada. Seja nos palcos das peças clássicas do teatro, seja nos irreverentes musicais do teatro de revista. Das telas dos cinemas aos televisores de todo o Brasil. O desfile da Mocidade Alegre mostrou que Marília dominava todos os campos da atuação e que deixou seu legado em importantes trabalhos. Com figurinos muito bem elaborados, com fino acabamento e de eficiente comunicação com o público, os carnavalescos equilibraram o requinte de Apolo e o popular de Dionísio. Toda ala despertava o desejo de conhecer mais sobre cada obra que Marília encenou.

      O ato final, a grande consagração pelo Carnaval de uma estrela brasileira, abusou de uma paleta de cores quentes que evocava o esplendor da realeza de quem já era imortal. Adornos gregos se misturaram a ornamentos geométricos e arlequins carnavalescos. A arte grega clássica e a arte brasileira, carnavalesca e contemporânea, por meio de suas figuras mitológicas sagradas, reverenciaram a dama das nossas artes cênicas em pleno palco do samba.

      O carnaval da Mocidade Alegre foi uma narrativa que eternizou a imagem de Marília Pêra como, de fato, a estrela que era. Aqueles que não tiveram muitas oportunidades de ver a atriz nos palcos ou nas telas, ao assistir o desfile da Morada (ao vivo ou por vídeo) constroem no imaginário a figura de uma artista sem igual, iluminada pelos deuses. A imponência, o luxo e o apelo popular do desfile tornaram-se indissociáveis da imagem de Marília, que agora é uma lenda brasileira!

      Mocidade Alegre e Marília são imortais. Bravo!

      Autor: Cleiton Almeida – Mestrando em Estudos Contemporâneos das Artes/UFF, Graduando em Artes Cênicas – Cenografia/EBA/UFRJ, Coordenador geral e Pesquisador-orientador do OBCAR/UFRJ.
      Instagram: @obcar_ufrj

      Acompanhe agora: Neguinho da Beija-Flor comemora aniversário com live

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