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Incêndio atinge barracão da Viradouro na Cidade do Samba

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    Um incêndio atingiu o barracão da Viradouro, atual campeã do Grupo Especial, na Cidade do Samba, na manhã desta quinta-feira. A fumaça pode ser vista de longe e os Bombeiros foram acionados por volta das 8h15 e conseguiram controlar o fogo por volta das 9h30. Não houve feridos. Em 2011, os barracões da Portela, União da Ilha e Grande Rio sofreram com um grande incêndio.

    “Ainda muito prematuro falar o que aconteceu. O que podemos dizer que é mais importante é que não há vítimas. A escola está praticamente parada, respeitando o isolamento social, tinham dois ou três funcionários chegando para produção das máscaras. Os primeiros que chegaram agiram rapidamente”, disse o diretor de carnaval da Viradouro, Dudu Falcão.

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    Dudu Falcão citou ainda que o sexto carro foi totalmente perdido, além de um tripé. O terceiro andar do barracão, área da administração, também sofreu com o incêndio.

    Por meio de sua assessoria de imprensa, a Viradouro se pronunciou sobre o incêndio. “Alguns poucos funcionários que entravam para organizar as fantasias do carnaval passado e buscar tecidos para a confecção de máscaras que a escola vem doando, por conta da pandemia, desde o início de abril, perceberam que havia fogo em uma das alegorias. Tentaram apagar e acionaram imediatamente o Corpo de Bombeiros, que controlou o incêndio rapidamente. A direção da escola ainda não contabilizou os prejuízos, o que só poderá ser feito após a liberação do local pelos bombeiros”.

    Na semana passada, a Viradouro anunciou seu enredo para o Carnaval 2021. Intitulado “Não há tristeza que possa suportar tanta alegria”, o enredo de Marcus Ferreira e Tarcísio Zanon vai destacar o sentimento dos cariocas que foram às ruas naquele ano para celebrar o fim da pandemia da gripe espanhola.

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    COMO FOI O INCÊNDIO EM 2011

    No dia 7 de fevereiro de 2011, por volta das 7h, três barracões sofreram como um forte incêndio. O fogo atingiu os barracões da Grande Rio, União da Ilha, Portela, além do barracão que era utilizado pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa).

    Na época, apenas um homem ficou ferido por inalar grande quantidade de fumaça. Segundo laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), o incÊndio foi acidental por “ação humana involuntária”.

    A Grande Rio perdeu todas suas alegorias e as escolas sofreram a perda de mais de 8 mil fantasias. As três escolas de samba conseguiram participar dos desfiles naquele ano, mas não foram julgadas.

    Ao Vivo: bate-papo com mestre Juca, do Águia de Ouro

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    Boa para o domingo! Salgueiro prepara live com participação virtual de sambistas

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    Enquanto as atividades na quadra estão paralisadas por conta do distanciamento social, o Salgueiro, que lançou o projeto “#FiqueEmCasaComoSalgueiro” nas redes sociais, prepara mais uma atividade para manter os sambistas e fãs da vermelha e branca conectados na quarentena. Seguindo exemplo de artistas que vêm fazendo lives solidárias, a escola prepara para este domingo, uma edição de sua feijoada de forma virtual.

    “A Feijoada do Salgueiro é um verdadeiro encontro de amigos e, neste período de distanciamento, a gente está se sentindo carente de abraços e de festa. As lives estão preenchendo esse vazio e tivemos a ideia de preparar uma roda de samba com a participação virtual de alguns artistas que já se apresentaram em nossa quadra. É uma maneira de manter esse vínculo com nossos fãs, entreter o público e fortalecer a nossa campanha de arrecadação de alimentos para famílias em situação de fome. Está difícil para todos, mas a união vai nos fazer superar essa crise”, diz André Vaz, presidente da agremiação.

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    Comandada por Emerson Dias, Quinho do Salgueiro e pelos mestres de bateria Guilherme e Gustavo Oliveira, a roda de samba começará às 13h, mesmo horário em que acontece a tradicional feijoada da vermelha e branca. Além da arrecadação de alimentos para a campanha “Salgueiro Solidário”, a escola vai distribuir 2 mil quentinhas da iguaria para a população de rua.

    “Todos os meses a gente prepara 2 mil pratos de feijoada para venda. Na Feijoada virtual, a gente vai distribuir a mesma quantidade de feijoada para moradores de rua. Queremos e precisamos muito também, alcançar a nossa meta de distribuição de cestas básicas para essas famílias que estão sem trabalhar e passando por necessidade. Vai ser uma tarde de muito samba e solidariedade”, comenta Emerson Dias.

    Entre as “atrações” da Feijoada Virtual, Delcio Luiz, Sombrinha, Pedrinho da Flor, Anderson Leonardo e Andrezinho do Molejo , farão a festa dos sambistas que curtirão a tarde de samba no YouTube. Xande de Pilares, salgueirense de carteirinha, também confirmou presença. Na ocasião, a escola também apresentará novidades como o novo programa de sócio torcedor e sorteios para os internautas que estiverem inscritos no canal Salgueiro TV.

    O evento terminará com um os sambas de enredo mais pedidos pelo público e um animado “Parabéns pra Você” em homenagem ao intérprete Quinho do Salgueiro, aniversariante do dia.

    Tijuca 2004 vence Tijuca 2005 no ‘Duelo dos desfiles’

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    Deu DNA! O desfile de 2004, da Unidos da Tijuca, “O sonho da criação e a criação do sonho. A arte da ciência no tempo do impossível”, do inesquecível carro do DNA, venceu a série “Duelo dos Desfiles” e bateu por 54,5% a 45,5% o desfile de 2004 “Entrou por um lado, saiu pelo outro… Quem quiser que invente outro!”.

    Unidos da Tijuca 2004 (Por Winnie Delmar): “O desfile da escola Unidos da Tijuca é inesquecível, porque foi início de uma nova era para o carnaval do Rio de Janeiro. A escola apostou em Paulo Barros, um jovem carnavalesco, com suas ideias criativas e baratas, levou a escola do Borel para um desfile que ficaria marcado na sua história. Impossível sair da minha memória a alegoria chamada “Criação da vida” , que ficou popularmente conhecida como o carro do “DNA”, que jamais será esquecido no carnaval carioca. A escola do Borel cravou o segundo lugar naquele ano, e desde de seu campeonato em 1936, não havia tido uma grande conquista como está. A partir deste desfile de 2004, os anos seguintes a Unidos da Tijuca viveu momentos de glória em seu casamento com Paulo Barros. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rogeirinho e Lucinha, vieo com uma indumentária deslumbrante, um bailado impecável garantindo a nota máxima. O samba rendeu na voz do intérprete Wantuir, junto com os componentes, a escola mostrou força e chão. Nunca sairá da minha cabeça aquele espetáculo apresentado pela Unidos da Tijuca em 2004. É o meu carnaval inesquecível da escola do Borel”.

    Mangueira em doce Tom

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    Mangueira vai deixar saudade
    Quando o carnaval chegar ao fim
    Quero me perder na fantasia
    Que invade os poemas de Jobim
    (Trecho do samba enredo da Mangueira em 1992)

    Domingo de carnaval, terceira a desfilar, a escola de Cartola despontava na esquina da Marquês de Sapucaí com as suas tradicionais cores e apostando em uma “receita”, diria alguns, em um “tiro certo”, diria outros, enquanto para os seus desfilantes e torcedores, se tratava apenas de mais um desfile, mais um ritual, mais uma catarse, mais uma síntese do que uma escola de samba se propõe a estabelecer: festa. Como toda boa festa, precisa ter música e gente alegre, animada e disposta a curtir a gandaia. A trilha sonora era o samba claro, mas com uma boa dose de bossa nova. Tom Jobim e sua discografia com as suas inspirações, poesia e lirismo era o enredo e o caminho que a Mangueira trilhava em 1992. Após os bem sucedidos e vitoriosos desfiles a Braguinha, Caymmi e Carlos Drummond de Andrade, a verde rosa vinha de uma 12ª colocação, e pretendia na homenagem ao maior compositor da Bossa Nova recuperar as boas apresentações.

    A fase pré-carnavalesca foi marcada pelo lançamento de um disco duplo “No Tom da Mangueira”, no começo da década de 1990 era a principal forma de divulgação de músicas, onde Tom Jobim e outros nomes da MPB cantavam clássicos do samba e da Mangueira. Destaque para “Piano na Mangueira”, composição feita em retribuição a escola e em parceria com Chico Buarque, o mesmo que seria homenageado seis anos depois do parceiro, quebrando o jejum do título. No entanto, para muitos, o ponto alto foi um recital com direito a piano em pleno Palácio do Samba reunindo Alcione e Beth Carvalho ao homenageado, além, claro, da bateria, consagrando a sinergia que marcaria o desfile daquele ano.

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    Esta Sinergia foi embalada pela composição do trio imbatível de Mangueira. Hélio Turco, Jurandir e Alvinho, campeões nas disputas de sambas-enredo na verde rosa nos anos de 1988 (Cem anos de Liberdade, Realidade ou Ilusão?), 1990 (Sinhá Olímpia), 1991 (As Três Rendeiras do Universo) e por fim em 1992. Antes da parceria, Hélio Turco havia escrito os hinos de Mangueira por outras 12 vezes. É bem verdade que nos meses anteriores ao desfile não era dos sambas mais tocados e comentados, porém a Estação Primeira contava com o considerado maior intérprete de todos, José Bispo Clementino dos Santos, simplesmente Jamelão. Na voz inigualável, de timbre inconfundível, versos como “É carnaval, É a doce ilusão, É promessa de vida no meu coração”ecoaram e se potencializaram entre os componentes e o público que cantava e sambava, num tempo em que a Sapucaí caía no samba no pé.

    O carnavalesco Ilvamar Magalhães propôs um enredo discográfico, ou seja, buscando a essência e o encantamento presentes na obra de Tom. Dessa forma, se o amor, ou melhor, os amores pela natureza, pelo do Rio de Janeiro, pelos amigos e pelas mulheres marcavam a sua obra, estas seriam a sua alma a ser contada na avenida através da Mangueira. Assim, o desfile começou com os símbolos visuais da Estação Primeira, o surdo, as folhas, a coroa e as estrelas, representando os até então 16 campeonatos. Na sequência, o olhar sobre a paisagem que tanto inspirou o poeta, o sol, o mar e a montanha da cidade que “insiste em ser maravilhosa”.

    Com o encantamento vem a inspiração, e assim a segunda parte do cortejo investiu na sua obra e produção. Primeiro nos inúmeros clássicos e sucessos produzidos na companhia e parceria dos amigos, como o inseparável Vinicíus de Moraes, presente na terceira alegoria, reinando nu sobre o bar em que cada destaque representava uma bebida alcoólica. Tinha o “Uísque”, o “Chope”, o “Aniz”, a “Vodca”, o “Conhaque” e a “Menta”. Todos reunidos ao redor da “Garota de Ipanema”, Helô Pinheiro, a própria. Era a deixa para citar todas as musas de Tom, às Dindís, às Luizas, às Lígias. Da música, passando pelo teatro com a referência a Orfeu da Conceição, mais uma parceria bem sucedida com o amigo diplomata Vinícius ao sucesso internacional, a discografia de Tom ganhava vida agora nos pés e nas vozes dos 4.500 componentes da Mangueira.

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    A natureza, com a sua fauna e flora modelou o encontro do homenageado com o público presente na Sapucaí. No alto do carro alegórico, Jobim e o inseparável piano branco, numa referência a obra composta com Chico Buarque, em retribuição a verde rosa foi o cenário poético emoldurado naquele domingo de carnaval. Para encerrar, o que vem depois do carnaval, senão março com as suas águas, tão declamadas pelo poeta e por tantos outros. Seja fechando o verão, ou o desfile da Mangueira, “As águas de março” foram a deixa para a Estação Primeira declamar o seu verso mais bonito em 1992: “Ah!Tom, se todos fossem iguais a você”. Como a poesia também é feita de lamento, a empolgante e belissíma apresentação da Estação Primeira não foi o suficiente para a participação no Sábado das Campeãs, visto que a 6ª colocação não era premiada na década de 1990.

    Autor: Rafael Guedes, Mestre em Ensino de História/UniRio; membro OBCAR/UFRJ
    Orientador: Max Fabiano Rodrigues de Oliveira, Doutorando em História/UFRRJ,
    Pesquisador OBCAR/UFRJ.
    Instagram: @obcar_ufrj

    Ao vivo: debate sobre o quesito Harmonia

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      Conheça o enredo da Dragões da Real para o Carnaval 2021

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      Com o retorno do carnavalesco Jorge Silveira, a Dragões da Real irá para o Carnaval 2021 com o enredo “O dia em que a terra parou”, inspirado na música do cantor Raul Seixas. Como outras agremiações têm feito devido a pandemia, o anúncio foi feito em uma live nas redes sociais da escola.

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      “É nesses momentos mais complicados que a gente tem a chance de enxergar as coisas boas da vida, enxergar o que há de bom em nossa volta. Essa é a razão de ser da nossa escola, que o maior número possível de pessoas cultivem seus corações. A Dragões em 2021 vai dar uma pausa, mas vai caminhar acelerada na direção do seu coração”, disse o carnavalesco Jorge Silveira.

      “Eu tenho certeza que a nossa escola vai fazer um carnaval gigantesco, vai buscar essa grande lição que o homem está aprendendo. Nós vamos buscar a positividade. A gente vai se abraçar e com certeza vamos valorizar muito mais a vida. Queria parabenizar o nosso diretor de carnaval Marcio Santana por essa ideia genial, e também agradecer o Jorge Silveira por acreditar nesse tema, na nossa escola e na disposição de sempre fazer o melhor”, declarou o presidente Tomate.

      Com Covid-19, Carlinhos de Jesus está internado em hospital no Rio

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        O coreógrafo Carlinhos de Jesus, que desenvolveu a comissão de frente da Portela no Carnaval 2020, foi internado na segunda-feira, no Hospital Copa D’Or, na Zona Sul do Rio. Na semana passada, ele anunciou que seu teste para o Covid-19 deu positivo.

        Ao jornal Extra, a filha de Carlinhos de Jesus fala sobre o estado de saúde do pai.

        “A equipe médica achou mais prudente acompanhá-lo de perto. Ele está bem e não há motivos para preocupação. Ele está sendo acompanhado tanto pela equipe médica quanto pela médica da família”.

        Diretor de Harmonia da Grande Rio morre vítima de Covid-19

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        A Grande Rio informa o falecimento, nesta terça-feira, de Marcos Diniz, um dos diretores de Harmonia da agremiação, vítima de Covid-19.

        Marquinhos DJ, como era conhecido, tinha 50 anos e era morador de Duque de Caxias.

        Confirma abaixo o texto da escola:

        “A Grande Rio, em nome do nosso presidente Milton Perácio e dos Presidentes de Honra Jayder Soares, Leandro Soares e Helinho de Oliveira, lamenta profundamente a perda de um componente tão apaixonado e roga a Deus que conforte o coração de seus familiares”.

        Lins Imperial renova com dupla de carnavalescos para o Carnaval 2021

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        A Lins Imperial renovou com a dupla de carnavalescos Eduardo Minucci e Raí Menezes para o desenvolvimento do enredo que a verde rosa levará para a Marquês de Sapucaí, no retorno da agremiação à Série A.

        Conhecido da agremiação desde 1993 quando entrou na escola como chefe de barracão e ateliê, passando por direção de ala e estreando como carnavalesco da escola em 1996, Eduardo Minnuci retorna à Sapucaí para desenvolver mais um carnaval.

        “Em 2020 tivemos como resultado, o tão sonhado retorno da nossa águia e seu pavilhão pousando novamente no maior palco do carnaval carioca, a Avenida Marquês de Sapucaí. Agora vamos trabalhar para alcançar voos ainda mais altos”,sonha Eduardo Minucci.

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        Responsável pelo ateliê de roupas estratégicas da Lins Imperial há 6 anos, o estilista Raí Menezes assinará pela primeira vez um carnaval na Marquês de Sapucaí. Raí que trabalha há 31 anos no carnaval, estreou na Lins Imperial no último carnaval, já se tornando campeão em seu primeiro ano.

        “A Lins é uma escola que sempre admirei e agora amo. Tenham certeza que faremos um grande carnaval. Estamos trabalhando minuciosamente na escolha de um grande enredo à altura da história da escola e desse momento especial, após nove anos afastada do palco principal”, avisa Raí Menezes.