Elaine Caetano brilhou no ensaio de comunidade da Renascer de Jacarepaguá na última terça-feira, e esbanjou simpatia e samba no pé encantando o público com sua energia à frente dos ritmistas.
A beldade que reina há cinco anos à frente da Bateria Guerreira, comandada pelo mestre Felipe D´Lelis, comentou sobre seu reinado: “Estar há cinco anos à frente dessa bateria é uma honra imensa. A Renascer é minha família, e ver a comunidade vibrando junto me emociona sempre”, declarou após o ensaio.
No próximo ano a escola desfilará o enredo “A Divina Comédia Brasileira”, desenvolvido pelo carnavalesco Rodrigo Pacheco e será a quarta escola a desfilar, pela Série Prata do Rio de Janeiro, no dia 15 de fevereiro.
Quem viu a chegada de Ney Matogrosso à quadra da Imperatriz Leopoldinense, na noite da final de samba-enredo para o Carnaval 2026, percebeu o clima de celebração coletiva. Ovacionado sob aplausos e gritos da comunidade gresilense o artista destacou a emoção de ser acolhido pela escola de Ramos: “Para mim é um prazer chegar aqui. Fui muito bem recebido na hora que entrei”.
Conduzido pelo carnavalesco Leandro Vieira, Ney atravessou a quadra em meio ao público que se apertava para registrar o momento. O encontro entre os dois sintetizava a força do projeto: de um lado, o cantor que transformou a música e a cena brasileira com sua ousadia estética; de outro, o artista que agora traduz essa trajetória em cores, formas e alegorias.
Pela primeira vez em uma final de escola de samba, Ney fez questão de presenciar a escolha do hino que embalará o enredo “Camaleônico”, que o homenageia no Carnaval 2026. Entre abraços e sorrisos, falou sobre o sentimento de expectativa diante da avenida: “Sim, ansioso, mas não diria com o coração apertado. Estou com uma grande expectativa”.
Olhar sobre a criação
Ney comentou que já havia tido acesso aos desenhos das fantasias e aprovou o que viu, sem escolher favoritos: “Gosto de tudo, mas não tenho o que falar, né?”. O artista destacou ainda o impacto que teve ao visitar o barracão: “Eu fico muito impressionado com a velocidade com que essas coisas ficam prontas”.
Em coletiva dada junto com o cantor, Leandro Vieira adiantou que as fantasias já estão em fase de reprodução e que cinco carros alegóricos estão em andamento, com ferragens e estruturas de madeira erguidas.
Convite e a entrega
Ney recordou também o momento em que recebeu o convite para virar enredo. Quando Leandro Vieira lhe perguntou se poderia sonhar com o aceite da homenagem, a resposta veio imediatamente: “Pô, como é que eu vou impedir o camarada de sonhar, não é isso? Aí eu disse: ‘Sim, pode sonhar’”, contou.
Apesar de já ter sido procurado desde os anos 1970 para se tornar tema de escolas de samba, o cantor sempre recusou: “Olha, não era uma meta na minha vida. Não era. Eu recusei muitos anos ser enredo… Desde os anos 70 me convidam, mas eu achava que era um estranho no ninho”, declarou.
Desta vez, no entanto, aceitou o desafio. E fez questão de afirmar que, ao dizer sim, se entregou por inteiro: “A partir do momento que eu disse sim, eu me entreguei para a história. Eu acho que vai ser um carnaval lindo. Vai ser mesmo”.
Em 2026, Imperatriz será a segunda escola a desfilar no domingo, defendendo o enredo “Camaleônico”, desenvolvido por Leandro Vieira.
A campeã do Carnaval de São Paulo em 2025, Rosas de Ouro, abriu seus trabalhos de gravação do álbum oficial da Liga-SP para o Carnaval 2026 com a energia característica da Brasilândia. Em um ambiente de concentração e emoção na Fábrica do Samba, a escola apresentou um time entrosado, com bateria precisa, arranjo sofisticado e uma ala musical inspirada. O diretor de carnaval, Evandro Souza, destacou a preparação intensa do elenco e a confiança no resultado final.
“A nossa bateria está muito bem afinada e ensaiada. A comunidade está com o samba na ponta da língua. O samba está crescendo e acho que hoje gravamos uma grande faixa. Será um bom início de álbum, começamos com o clima lá em cima”, comemorou.
Evandro também ressaltou a evolução do formato de gravação da Liga-SP, que neste ano trouxe um ambiente ainda mais imersivo.
“A Liga tem acertado nos últimos anos. Esse clima de ‘ao vivo’, mais requintado e apurado, só engrandece o carnaval. Estou feliz de participar mais uma vez”;
Sobre o grupo presente na gravação, o dirigente fez questão de enaltecer o envolvimento da comunidade.
diretor de carnaval, Evandro Souza
“Trouxemos o pessoal que está no dia a dia da escola, os que carregam o Rosas o ano inteiro. É o recado da força do nosso povo da Brasilândia”.
Harmonia e ousadia: os detalhes do arranjo
Responsável pelo desenho musical da faixa, o arranjador Chanel Rigolon explicou o cuidado técnico necessário para acompanhar a ousadia da “Bateria com Identidade”, comandada por mestre Rafa.
“No Rosas, você sempre tem que pensar diferente. O mestre Rafa é ousado nas bossas, e tudo precisa estar em harmonia com a música. É preciso estudar, escrever e pensar nas pontas da voz para fazer a melhor harmonia possível”.
Arranjador Chanel Rigolon
Com um instrumental encorpado, três cavaquinhos e dois violões (de seis e sete cordas), o arranjo busca valorizar a riqueza melódica do samba.
“Já fazemos isso há algum tempo. É uma sonoridade que tem a cara do Rosas e dá equilíbrio à batucada”, afirmou Chanel, que ainda destacou o trabalho coletivo:
“O ponto positivo é a batucada. Tentamos desenhar em cima das bossas o melhor caminho possível para servir aos cantores”.
Cadência e emoção: a força da ‘Bateria com Identidade’
Com o andamento ajustado em torno de 142 a 144 BPM (batidas por minuto), mestre Rafa explicou que a escolha pela cadência reforça o balanço da obra.
“Foi ‘cadenciadinho’, bem tranquilo. Continuamos fazendo bastante bossa, mas com menos loucuras, tudo em cima da melodia”.
Mestre Rafa
O mestre revelou bastidores do processo criativo com Chanel: “Os arranjos da bateria com a ala musical foram montados de madrugada, pelo WhatsApp. É muito amor envolvido nisso. A cada ano é uma emoção nova. Enquanto tiver frio na barriga e lágrima nos olhos, estamos aqui”.
Voz e alma: Carlos Jr. e o toque de fé no estúdio
O intérprete Carlos Jr., em seu terceiro carnaval pela Roseira, destacou a leveza e a confiança trazidas pelo título de 2025.
“Você vem muito mais leve. A intimidade com a direção e com a bateria é total. Hoje eu estou em casa, solto, fazendo o que gosto. O samba é criativo, gostoso, fácil de cantar, não é óbvio, e isso me encanta”.
Intérprete Carlos Jr.
Fiel ao improviso, o cantor revelou que prefere deixar o sentimento guiar sua performance. “Sou um improvisador. Cada gravação é um show diferente. Ensaiamos na segunda, mas o que fiz lá não fiz aqui hoje. Saiu outra coisa. A minha opinião é a do povo, o povo falou, eu aceito”.
Sobre sua preparação espiritual, Carlos foi enfático: “Rezei muito. Tenho uma conexão direta com Deus. Peço sempre permissão aos meus guias e protetores espirituais para fazer um bom trabalho”.
O intérprete também contou qual trecho mais o emociona no samba. “A primeira parte: ‘Em cada seu sonho decifrar’. Essa melodia me toca profundamente. É como um sonho mesmo, uma emoção que não sei explicar”.
Uma faixa à altura da campeã
Com uma gravação marcada por emoção genuína e excelência técnica, a Rosas de Ouro inicia sua caminhada rumo ao Carnaval 2026 com a confiança de quem sabe o que representa. Entre bossas pensadas, arranjos refinados e fé traduzida em canto, a campeã do último carnaval mostra que está pronta para defender seu título com a mesma garra que consagrou a escola no Sambódromo do Anhembi.
A Tom Maior viveu um dia de emoção, fé e profissionalismo na gravação do seu samba-enredo para o Carnaval 2026, realizada na Fábrica do Samba, em São Paulo. O coral da escola chamou atenção ao surgir vestido de vermelho e branco, com boinas e óculos, em uma homenagem visual a Chico Xavier, tema do enredo desenvolvido pelo carnavalesco Flávio Campello. O presidente e mestre Carlão destacou o avanço técnico e organizacional da Liga-SP na condução das gravações e celebrou o desempenho exemplar do grupo musical.
“A cada ano, a Liga-SP vem aprimorando seu trabalho. Hoje é possível ver todo o staff envolvido, a decoração, o clima, tudo demonstra um projeto profissional. Cabe a nós fazermos a nossa parte e termos material de qualidade para divulgar o nosso carnaval. Com isso, todas as escolas acabam sendo valorizadas”, destacou o dirigente.
Carlão também ressaltou a importância do preparo da Tom Maior antes de subir ao palco da gravação.
“Tem que ter ensaio, sim. Aqui não apresentamos exatamente o que estamos acostumados a fazer na quadra, já que o tempo é limitado. Fizemos um ensaio especial, e nosso coral está de parabéns. Deram um show de canto. Estou muito feliz”.
O presidente ainda celebrou o retorno do intérprete Bruno Ribas, que viveu uma passagem marcante pela escola.
“O Bruno é um querido. Teve uma passagem de cinco anos conosco, é um grande intérprete e só tenho coisas boas a dizer. Toda a comunidade o adora”.
De volta à Tom Maior, Bruno Ribas mostrou entusiasmo com o novo samba e destacou o equilíbrio entre técnica e emoção que envolve o processo de gravação.
“As duas partes estão envolvidas nesse processo. Se não houver emoção, não é possível transmitir o que o carnaval tem de mais essencial, que é o sentimento. Mas a técnica precisa estar presente para evitar erros, manter a afinação e garantir a qualidade da gravação”.
O intérprete também comentou sobre o contato inicial com a ala musical e a adaptação à obra.
“Ainda não tive muito contato com o grupo. Fiz um ensaio na semana passada, na quadra, e agora vamos seguir buscando equilíbrio total entre todos os músicos. O samba é fantástico, lindo e muito fácil de cantar. Chico Xavier era uma pessoa simples, sem mistérios e os compositores captaram essa essência. O samba traduz essa simplicidade e, ao mesmo tempo, é profundamente tocante”.
Na direção musical, Beah reforçou que o projeto foi planejado com antecedência e que a chegada de Bruno Ribas consolidou o bom momento da ala musical.
“Quando escolhemos o samba, ele já estava todo estruturado. O final do Gilsinho, que Deus o tenha, havia mapeado exatamente como iríamos executá-lo. O Bruno chegou entendendo o que é a Tom Maior e mantivemos a mesma pegada. Quando algo já nasce bem resolvido, é difícil mexer — e conseguimos ainda melhorar o que já estava bom”.
Beah ressaltou a integração natural entre Ribas e o grupo. “Nossa ala é muito coesa. O Bruno veio como a cereja do bolo, trazendo representatividade e talento. Ele já conhece a comunidade, então não teve dificuldade alguma para se integrar. Parece até que já fazia parte do projeto há muito tempo. Com certeza será um grande trabalho”.
O diretor musical também explicou a pequena alteração na letra do samba, feita com foco nos critérios de julgamento.
“Foi uma preocupação da direção em garantir que não houvesse erros. Não que a letra estivesse equivocada, mas ajustamos o que fosse necessário para deixar o samba mais confortável para a escola cantar. A mudança foi válida: inserimos uma palavra que se encaixa melhor e fortalece a cabeça do samba, que é onde tudo precisa estar mais bem estruturado”.
O clima de Carnaval vai tomar conta da Tijuca nesta quinta-feira, a partir das 20h, com o primeiro ensaio de rua do Acadêmicos do Salgueiro. Depois de três animados ensaios realizados na quadra, a Academia do Samba leva sua bateria, componentes e comunidade para a tradicional Rua Maxwell, abrindo oficialmente a temporada de ensaios de rua rumo ao desfile de 2026.
A expectativa é de muita emoção, samba no pé e energia salgueirense dominando o bairro. Segundo o presidente do Salgueiro, André Vaz, o retorno aos ensaios de rua marca uma nova etapa nos preparativos para o próximo carnaval.
“O ensaio de rua é fundamental para avaliarmos o canto, a evolução e o entrosamento da escola. Estamos muito satisfeitos com o que já construímos até aqui. O barracão está a todo vapor, o samba foi muito bem recebido e nossa comunidade está empolgada. O Salgueiro vem forte e com garra para fazer um grande desfile em 2026”.
O Salgueiro levará em 2026 para a avenida o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”, uma homenagem à eterna carnavalesca Rosa Magalhães, a maior campeã da Sapucaí.
Assinado por Jorge Silveira, em parceria com o curador Leonardo Antan, o enredo propõe um cortejo lúdico inspirado no universo criativo de Rosa, com passagens por bibliotecas encantadas, reinos imaginários e personagens dos contos de fadas, da mitologia e do folclore brasileiro.
O Salgueiro encerrará os desfiles do Grupo Especial na terça-feira de Carnaval, dia 17 de fevereiro de 2026, fechando com chave de ouro a última noite de folia na Marquês de Sapucaí.
A Unidos de Vila Isabel dá o pontapé inicial em sua temporada de ensaios de rua nesta quarta-feira, reunindo comunidade, segmentos e torcedores no tradicional Boulevard 28 de Setembro. A concentração acontece na Rua Basílica Nossa Senhora de Lourdes, a partir das 20h, marcando o início da preparação rumo ao Carnaval 2026.
Com os ensaios de rua antecipados neste ano, a azul e branca busca aprimorar ainda mais a evolução e a harmonia, para o desfile. “A Vila tem uma comunidade apaixonada por carnaval. Antecipamos nossos ensaios para fortalecer ainda mais o canto e o entrosamento dos segmentos. A ideia é chegar à Sapucaí com a escola em sintonia total”, destaca Moisés Carvalho, diretor de Carnaval.
Sob o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”, assinado pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinícius Natal, a Vila Isabel vai exaltar a ancestralidade africana, os fundamentos do samba e a trajetória de Heitor dos Prazeres, ícone da cultura popular brasileira.
Os ensaios de rua acontecerão todas as quartas-feiras, até o desfile oficial. A Vila Isabel será a segunda escola a desfilar na terça-feira, 17 de fevereiro de 2026.
SERVIÇO:
Primeiro Ensaio de Rua do G.R.E.S. Unidos de Vila Isabel
Data: Quarta-feira, 12 de novembro de 2025
Local: Rua Basílica Nossa Senhora de Lourdes, Boulevard 28 de Setembro – Vila Isabel
Horário: A partir das 20h
Enredo 2026: “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”
A Unidos de Vila Isabel intensifica os preparativos da comissão de frente para o desfile em homenagem a Heitor dos Prazeres no Carnaval 2026. Em entrevista ao CARNAVALESCO, os coreógrafos Alex Neoral e Marcio Jahú ressaltaram o aprendizado obtido no último carnaval, a parceria com os carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad, e a valorização de bailarinos negros no elenco. Eles também destacaram como o samba-enredo influencia diretamente a criação dos movimentos coreográficos.
Na visão dos coreógrafos, apesar das controvérsias e das grandes expectativas em torno da escola, a comissão de frente teve um desempenho positivo, garantindo os 30 pontos para a Vila.
“Foi um ano muito atribulado, com as questões envolvendo o nosso carnavalesco (o ex-carnavalesco da Vila, Paulo Barros). Isso mexeu com a estrutura da escola. Tudo foi muito controverso. Acho que estávamos esperando o resultado que tivemos, mas a comissão foi positiva. Demos nota máxima para a escola”, declarou Alex Neoral.
Para 2026, com a chegada da dupla Leonardo Bora e Gabriel Haddad, a expectativa é de um novo ciclo artístico e criativo. Neoral e Jahú destacaram a relação de respeito e escuta mútua com os carnavalescos.
“É muito bom quando sentimos que a parceria está se concretizando, assim como já aconteceu com outros carnavalescos com quem trabalhamos”, afirmou Marcio Jahú.
“Eles têm um respeito muito grande pelo nosso trabalho. É uma escuta ampla, estamos trocando muito. Isso é muito positivo”, completou Neoral.
Outro fator que vem gerando grande expectativa é o samba-enredo da Vila Isabel. A obra assinada por André Diniz, Evandro Bocão e Arlindinho, aclamada pela diretoria e pela ala de compositores, será o hino oficial do Povo do Samba em 2026. A escolha já inspira os coreógrafos a desenvolver o projeto coreográfico e pensar na concepção artística do elenco.
“Em muitos desfiles, tiramos a proposta coreográfica do samba e acredito que desta vez não será diferente. Um quesito acaba influenciando o outro. O samba-enredo influencia o enredo, que influencia a comissão de frente, e a escola como um todo”, explicou Neoral.
Jahú também destacou a excelente safra de sambas apresentada pela escola e prometeu uma performance marcada pela força da dança. “Gostamos muito de um trabalho rico em movimento. O samba está nos inspirando a criar o projeto, pensar nos gestos, nas intenções e no elenco”, afirmou.
Elenco definido
Os coreógrafos Alex Neoral e Marcio Jahú já definiram o elenco da comissão de frente da Unidos de Vila Isabel para o Carnaval 2026. A audição, que reuniu cerca de 200 candidatos, resultou na seleção de 20 bailarinos, todos negros, em sintonia com o enredo que celebra Heitor dos Prazeres. Para Neoral, o número expressivo de candidatos reforça a relevância e o prestígio do trabalho desenvolvido pela equipe.
“Isso mostra o interesse pela Vila, pelo carnaval e pelo nosso trabalho. Muitas pessoas sonham em fazer parte de uma comissão de frente, mas nós temos uma responsabilidade muito grande, que é defender o quesito”, concluiu o coreógrafo.
O Maracanã do Samba recebeu, no último domingo, a grande feijoada de comemoração dos 70 anos da Mocidade Independente de Padre Miguel. A celebração contou com apresentações das 11 escolas do Grupo Especial e reuniu torcedores, personalidades do carnaval e membros da família verde e branca em uma verdadeira festa da Estrela Guia. Durante o evento, a advogada e diretora executiva da agremiação, Dra. Valéria Stelet, conversou com o CARNAVALESCO e fez um balanço do trabalho da escola rumo ao próximo carnaval.
Advogada e diretora executiva da Mocidade, Dra. Valéria Stelet. Foto; Carolina Freitas/CARNAVALESCO
“Quando falamos em balanço, jamais falamos em trabalho individual, e sim em equipe. Toda a equipe da Mocidade está trabalhando muito em conjunto para fazermos um grande desfile no ano que vem. Até agora, o que tenho visto é muita dedicação”, afirmou.
Sobre o samba-enredo escolhido para 2026, que homenageia Rita Lee, Valéria destacou a força da comunidade e a sintonia entre direção e torcedores.
“A comunidade não fez um pedido, ela nos deu uma ordem. Ela é quem manda, e, felizmente, todo mundo ficou muito satisfeito com o nosso samba, que foi abraçado e é maravilhoso”, ressaltou, em tom bem-humorado.
Questionada sobre o nível do desfile que a escola prepara para 2026, a diretora foi direta: “A Mocidade tem um dever para com a comunidade e vai cumprir lindamente, com um carnaval maravilhoso, mantendo o alto nível que a escola sempre teve”.
Mesmo mantendo o mistério sobre o trabalho do carnavalesco Renato Lage, Valéria deixou no ar a promessa de um espetáculo inesquecível: “Não posso contar nada ainda sobre as alegorias e fantasias, senão, ele vai me matar aqui mesmo. Mas posso garantir que será algo espetacular e muito bonito”, brincou.
Encerrando a entrevista, a diretora destacou a importância da feijoada dos 70 anos e da união que move a escola.
“Esse evento foi algo pensado por toda a nossa equipe, para oferecer aos nossos torcedores uma tarde inesquecível de celebração do aniversário da nossa Estrela Guia, com essa festa linda, reunindo nossas coirmãs”.
Antônio Gonzaga estreia como carnavalesco solo no Grupo Especial pela Grande Rio com o enredo “A Nação do Mangue”, que mergulha no universo do movimento Manguebeat. Em conversa com o CARNAVALESCO, ele revelou de onde surgiu a ideia de abordar o tema, como foi a criação da sinopse e quais são as expectativas para transformar a Sapucaí em um grande manguezal sonoro e político.
Gonzaga iniciou falando sobre a concepção do enredo, destacando o papel de seu pai, que assina a sinopse ao lado dele e de Jader Moraes, e a simbólica conexão entre Duque de Caxias e Recife, cidades cercadas por manguezais e marcadas por fortes tradições periféricas.
“Era o momento certo para trazer esse enredo. O Manguebeat, além da potência musical, é um discurso vivo e atual, que nos faz refletir sobre o país e sobre nós como povo e nação. Assim como o samba, é um movimento que nasce da margem e promove transformação social e cultural”, afirmou o carnavalesco.
Acompanhado pela equipe da Grande Rio, Gonzaga visitou Recife para realizar uma imersão de pesquisa. Lá, encontrou nomes como Jorge Du Peixe, Fred Zero Quatro e Louise, filha de Chico Science, além de conhecer de perto espaços de maracatu e projetos culturais como o Daruê Malungo.
“Essa viagem foi essencial para entendermos o caldo cultural que deu origem ao Manguebeat. Conversamos com os herdeiros de mestre Salu, vimos de perto o Maracatu Rural, o Maracatu Nação, o Galo da Madrugada. Tudo isso fortaleceu nossa construção de enredo”, explicou.
O carnavalesco também refletiu sobre o viés político do tema, ressaltando que, no Manguebeat, cultura, arte e engajamento social caminham lado a lado, aspecto que estará presente no desfile da tricolor de Caxias.
“Quando falamos de cultura no Brasil, falamos também de ação social e política. O Manguebeat lança o olhar sobre as periferias, e a Grande Rio vai levantar essa bandeira, mostrando que é das margens que nasce a força cultural do país”, destacou.
Ao comentar os período de trabalho nesta nova fase na Grande Rio, Gonzaga ressaltou a receptividade e a confiança da comunidade, após sua passagem anterior como parte da equipe de criação.
“Está sendo muito prazeroso. A escola está feliz com o projeto. Nosso cronograma está tranquilo e a equipe está confiante”, concluiu.
Comemorando 70 anos, a Mocidade Independente de Padre Miguel aproveita a data para resgatar uma importante memória da sua história. A Verde e Branco se junta à Kappa para lançar mais uma icônica camisa. Desta vez, uma homenagem ao Independente Futebol Clube, time que originou a escola de samba.
A peça é uma reprodução fiel ao uniforme usado na época pelo clube que marcou história dentro dos campos cariocas e foi o elo de surgimento do pavilhão. Para estrelar a campanha, um dos maiores personagens dos gramados e dos sambas: Waldyr Trindade, o Vô Macumba. Conhecido por ser craque do time, o Independente também presidiu a Escola e é um dos maiores nomes dos 70 anos da Estrela Guia.
O diretor de marketing da Escola, Bryan Clem, reforça a importância de resgatar personagens tão importantes e valorizar a história da Mocidade.
“O Independente tem muito orgulho da sua história. Futebol e carnaval são paixões que mudam vidas no subúrbio e tínhamos muito desejo de homenagear o Vô Macumba e o IFC. A nossa missão é valorizar para que nunca esqueçam a importância daqueles que lutaram para que pudéssemos estar aqui hoje. Além da parceria com a Kappa, entregaremos uma coleção exclusiva para os 70 anos da Escola”, revela Bryan.
A parceria com a Kappa, que já é sucesso, agora vem com mais produtos exclusivos. Além da camisa de jogo, a fornecedora italiana produziu boné e uma linha casual para comemorar o aniversário da Mocidade. Todos os produtos da linha comemorativa estarão à venda nso site da Boutique oficial da Escola (www.boutiquemocidade.com.br).