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Ousadia salgueirense! Escola cria ação nas redes sociais e lança enredo nesta quarta

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O Salgueiro é sempre diferente. Para lançar seu enredo para o próximo carnaval a vermelho e branco criou uma ação nas redes sociais. Causou um alvoroço entre os sambistas. Caso a marca de 300 mil seguidores no Instagram (tinha 294 mil) e 15 mil inscritos no YouTube (tinha 13.300) fossem alcançadas seria divulgado o enredo. As metas foram batidas e a divulgação será às 20h nesta quarta-feira.

Ao site CARNAVALESCO, Nelson de Andrade, diretor de marketing, falou sobre a ação salgueirense.

“Foi ousada. A gente quebrou muito a cabeça até porque precisava prever várias possibilidades e não podíamos errar o “time” da ação. Ela não podia terminar tão rapidamente porque precisávamos preparar tudo, assim como também não podia se arrastar muito para não ficar chata. Foram duas semanas de reuniões online, quase 12 horas de debate. Temos como premissa escutar a voz do outro e, em um grupo de cinco ou seis pessoas, a heterogeneidade de pensamentos e ideias é grande. Desenhamos a campanha para chegar até o dia 10 de julho e conseguimos bater a meta antes”, disse.

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Joice Hurtado, assessora de imprensa do Salgueiro, uma das pessoas responsáveis pela ação explicou que o engajamento alcançado foi totalmente orgânico, ou seja, sem patrocinar ou comprar seguidores nas redes sociais.

“O Salgueiro, desde o início da gestão do presidente André Vaz, sempre trabalhou organicamente, contando muito com o trabalho da equipe, não só da agência, mas da assessoria de imprensa, do marketing, dos segmentos e, principalmente, dos seus fãs. Eles são o nosso termômetro para o que funciona e o que não vai funcionar. Temos também alguns trunfos como a Viviane, que, em um post, recrutou mais de 1500 seguidores para a nossa página, além da MC Rebecca, Erika Januzza, o Xande de Pilares e vários outros artistas que se engajaram nessa estratégia. Temos uma legião de apaixonados pela escola. Realmente, a ansiedade de alguns fez até com que houvesse uma invasão de robôs colocando em xeque a credibilidade do trabalho. Reportamos ao Instagram prontamente e os que foram detectados foram apagados, tanto que houve uma variação de 299 mil para 297k”, explicou Joice, que citou ainda o que já foi conquistado no ambiente digital na gestão do presidente André Vaz.

“Estamos, há exatos 19 meses, trabalhando com os Acadêmicos do Salgueiro e, uma das primeiras atitudes desta gestão, foi tornar as redes responsivas. Não havia conexão real entre os fãs e a escola. Hoje, não há comentário ou mensagem que fique sem resposta rápida e isto nos aproxima cada vez mais do nosso público. Nossas redes saltaram de 156 mil no Instagram, para 298k, organicamente, o que é motivo de muito orgulho para nós. Procuramos estar antenados com a atualidade, saber a opinião dos nossos seguidores e aproximá-los dos nossos segmentos que também têm suas redes orientadas pela equipe. Reativamos o canal do Youtube com um projeto bastante diferenciado e voltado para a memória da escola que será lançado em breve. Estamos, juntamente com o marketing, desenvolvendo novas ações e produtos que serão lançados em diferentes plataformas ao longo do ano. Também mudamos a “cara” do programa sócio-torcedor ampliando as vantagens e garantindo, de fato, a exclusividade para quem faz parte do projeto, uma ideia totalmente pensada pelo nosso diretor de marketing Nelson de Almeida em conjunto com o presidente André Vaz”.

Nelson de Andrade citou o que pode vir pela frente no planejamento digital do Salgueiro.

“Já havia um planejamento para lançamento de produtos em diferentes plataformas e isto vai acontecer gradativamente. Inovamos no ano passado, abolindo os descartáveis da quadra em uma parceria com o Meu Copo Eco, ou seja, estamos caminhando firmes para ser a primeira escola sustentável do Rio de Janeiro. O diretor de marketing fez todo um estudo da marca e dos nossos seguidores nos quatro cantos do planeta e, muito em breve, teremos um e-commerce ativo, com produtos muito interessantes e diversificados no mercado. Acreditamos que esta seja a tendência, não somente por conta da pandemia, mas porque o mundo digital cresce a cada minuto e precisamos estar antenados com tudo isso. Somos uma equipe que busca sempre a inovação, respeitando os princípios éticos e a tradição da nossa escola”.

Veja como foi a live Resenha dos Sambistas

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    Sinopse do enredo do Sossego para o próximo carnaval

    Enredo: “Visões Xamânicas”

    JUSTIFICATIVA

    A Acadêmicos do Sossego apresenta para o Carnaval 2021 o enredo “Visões Xamânicas”. Uma saga épica imaginada entre o presente e o futuro.

    A humanidade se encontra exatamente onde grandes profecias xamânicas disseram que chegaríamos: no colapso do planeta provocado por um sistema de ambição e consumo. A falta de percepção da relação entre nossas escolhas éticas e a ação do tempo sobre nossas vidas como coletividade nos trouxe a dilemas pelos quais a natureza nos obrigou a enxergar o tempo como dele deve ser.

    Durante todo o processo de evolução, buscamos incontrolavelmente dominar e controlar o tempo, otimizando a produção para alimentar insaciável apetite por uma noção vazia de progresso. Mas quem diz quando o tempo termina? Quem diz que produzimos muito em pouco tempo quando não temos esta dimensão de início, meio e fim? Os avanços construídos sobre conquistas territoriais ambiciosas baseadas em mortes de humanos de culturas diferentes conduziu a história global. E foi precisamente essa a visão dos Pajés.

    Progredir sem se preocupar com nosso papel em cadeia dentro de um organismo vivo e complexo que é a Terra e com os diferentes seres que habitam o planeta é um ato de egoísmo contra as demais peças do sistema do qual fazemos parte. Fomos impelidos a parar os ponteiros deste organismo. Nós somos a grande doença e, conscientes como a natureza nos permitiu ser (no seu próprio ritmo de tempo), devemos nos transformar na cura.

    Ao produzir mais uma vez cultura voltada à preservação dos povos tradicionais e dar voz às suas histórias baseadas em teias de saberes ancestrais de valores atemporais, surgirá um novo carnaval na Acadêmicos do Sossego. Consciente do seu papel cultural e social, a escola do Largo da Batalha fará a cidade cantar melodias de esperança e consciência para seu povo.

    A narrativa é livremente inspirada em relatos de David Kopenawa, o grande xamã Yanomami, nos quais relata suas visões sobre passado, presente e futuro da Terra.

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    Construímos a heroíca jornada de um pajé que, em um grande alinhamento espiritual com os xamãs do mundo inteiro, fará uma pajelança para trazer aos olhos do mundo a cura desta Terra em que vivemos. Por fim, como na canção imortal de Caetano Veloso, “aquilo que se revelará aos povos surpreenderá a todos, não por ser exótico, mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto quando terá sido o óbvio”: preservar a natureza, respeitar a sabedoria ancestral e aprender as lições sagradas de povos tradicionais nos conduzirá à construção de um futuro saudável para nossa Terra adoecida.

    Um novo dia virá. “Virá que eu vi!”

    Este enredo é também uma homenagem aos amigos pesquisadores João Gustavo Melo e Diego Araújo que defendem e divulgam para os que querem ouvir sobre a importância das narrativas dos bumbás de Parintins que ano após ano transformam um pequeno ponto da amazônia em porta-voz para o mundo conhecer as histórias dos povos tradicionais nativos do Brasil com recorrentes mensagens de preservação da vida indigena e da natureza desta terra que vivemos.

    SINOPSE

    Em um clarão de terra entre a imensidão de copas de árvores que cobrem a mata, fumaças se contorcem feito o corpo do pajé. Ecoam os sons da noite que se repetem como cânticos e, entre os cheiros de infusões de ervas, o grande curandeiro viaja a outros planos da consciência atendendo o chamado dos Xapiris, ancestrais que trazem aos seus olhos as sagradas visões xamânicas.

    É tempo de sonhar viajando por planos cósmicos para encontrar suas raízes. As folhas, as madeiras, a terra, o som da água, tudo é difuso e surreal até deparar-se com a revelação da terra corroída, o fim dos tempos em pleno estado de acontecimento.

    Quando Omana criou o primeiro mundo, este era extremamente frágil e foi soterrado com o próprio céu. Dos escombros desse desabamento fantástico, brotaram nas costas do primeiro céu as formas de vida do nosso mundo em uma Terra mais forte, rígida e duradoura. É sobre este cenário que construímos nossas vidas: lares e estradas, ocas e edifícios, tabas e cidades. E é esse novo mundo que estamos destruindo.

    Os olhos cegos de ganância dos homens não-indígenas não conseguem enxergar as fragilidades do nosso planeta e seus habitantes. Seu tempo de sonho é o do consumo, que despreza a sabedoria ancestral e despreza o próprio tempo. O homem, em busca das lascas de antigas estrelas, vive comendo o chão procurando seu brilho. As vigas da eternidade se esburacam e a queda do céu pode acontecer a qualquer momento. A iminência da tragédia espalha o caos por um mundo que adoece, manchado de óleo, revestido de plástico, sufocado pela poluição, manchado pelo sangue dos povos tradicionais. A humanidade criou inventos extraordinários e imaginou futuros fantásticos, mas esqueceu de medir as consequências de suas ambições.

    Os Xapiris revelaram que por muito tempo os grandes sábios que se comunicavam com o mundo ancestral puderam alertar a população mundial para nos salvar desse apocalipse que vivemos levando a mensagem de salvação. Passar adiante suas lições para a sobrevivência do planeta foi a grande missão dos pajés. Agora, em sua jornada épica pelo mundo dos sonhos, nosso Xamã evoca um grande alinhamento espiritual entre xamãs de todo mundo. Unam-se os sacerdotes de cura da África e os peles-vermelhas com olhos de águia! Juntem-se os filhos da grande serpente arco-íris e os homens do gelo que ecoam a ancestralidade nas peles brancas feito nuvem! Venham os caboclos de fala direta! Que se faça a grande pajelança universal para que o céu não desabe sobre nossas cabeças! Renasçam como os guerreiros dourados! A floresta brada o grito de salvação para esta gente que não ouve o saber ancestral.

    E então, “quilo que se revelará aos povos surpreenderá a todos, não por ser exótico, mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto quando terá sido o óbvio” A cura vem da floresta, a dor do mundo cessará quando ouvirem o que eles têm a dizer. A cultura de destruição será suplantada pela harmonia com a natureza e todas as formas de vida. Aos povos tradicionais, seu território. À tecnologia, a energia renovável. O homem devorador de terra renascerá como o grande semeador.

    É assim, ouvindo os Xapiris pela fala do pajé, que abraçamos o sonho do amanhã. Não com o delírio utópico de um novo planeta, mas curando este que é o único que temos. De nosso Largo, vamos à batalha! Arcos e flechas, penas e cocares, corpos e almas se levantam pela preservação da natureza e das culturas de milhares de etnias indígenas do Brasil.

    Se o silêncio é o próprio apocalipse, devemos entoar cantos de esperança. O respeito à sabedoria é a salvação. Não esperaremos o extermínio da última nação indígena. Na apoteose do êxtase xamânico, “m índio descerá de uma estrela colorida e brilhante” Cada um de nós será índio, pois é índio um pedaço de nós. Somos filhos de uma mesma dor e dos mesmos cantos de amor.

    Quem contará as histórias de um mundo que se auto-destrói quando ele não existir mais?

    Um novo dia virá. “irá que eu vi!”

    Autores do Enredo: André Rodrigues e Willian Tadeu

    Unidos de Padre Miguel larga na frente com live com mais de 7 mil visualizações e total segurança sanitária

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    A Unidos de Padre Miguel apresentou no sábado seus sambas concorrentes para o próximo carnaval. O encontro aconteceu na quadra da escola, na Vila Vintém, Zona Oeste do Rio de Janeiro, com apenas os compositores e um pequeno grupo da vermelho e branco. Foi construída a história. Pela primeira vez, uma escola de samba do Rio realiza seu concurso de samba-enredo totalmente no ambiente digital. O resultado foi uma chuva de elogios pela qualidade do som, das imagens e da segurança sanitária.

    Ao site CARNAVALESCO, o diretor de carnaval, Cícero Costa, falou sobre a iniciativa e como foi feita a montagem do cenário.

    “A ideia da cenografia partiu do diretor artístico Sandro Gomes junto com a equipe de ateliê da escola. Eles buscou chegar o mais próximo possível do enredo Iroko. Por isso, tantas folhas, cabaças e adereços que remetem a cultura afro”.

    O diretor de carnaval da UPM também falou sobre a organização da vermelho e branco no processo de higienização do espaço e os cuidados com todos os envolvidos.

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    “Quanto a higiene, a escola disponibilizou álcool e máscaras para os presentes na quadra. Alem disso, definimos horários para a chegada das parcerias a fim de evitar aglomerações na quadra e no entorno. Somente os cantores e apoios tinham acesso ao palco e todos foram devidamente higienizados antes de subir. A escola se preocupou também em higienizar todos os microfones e os cantores levaram seus fones de ouvido”.

    A bateria também teve os instrumentos higienizados e a escola forneceu máscaras para todos os integrantes. Os ritmistas ainda puderem tocar sentados e com distanciamento. Mestre Dinho comentou o sucesso da live da UPM.

    “Gostei muito da ideia. Foi perfeito. Estamos ali para somar. Trabalhei muito para tudo acontecesse da maneira certa. Fizemos tripés para os surdos e tudo ocorrreu da forma programa.

    Império Serrano divulga calendário de sinopse e disputa de samba

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    A direção do Império Serrano divulgou datas da entrega da sinopse e do processo de disputa de samba para o próximo carnaval. A escola informa que mudou o calendário em virtude da pandemia da Covid-19.

    “Teremos condições de fazer uma avaliação com mais propriedade e segurança num cenário futuro e, caso o quadro causado pela pandemia se mostre ainda inapropriado, a disputa de samba-enredo do Império Serrano poderá ocorrer de forma virtual”.

    Confira o texto completo:

    “A Diretoria do Império Serrano definiu o calendário oficial até a escolha do nossa samba-enredo para o Carnaval 2021, buscando aliar os cuidados e precauções com a atual situação causada pela pandemia à importância de contar com a participação de toda a comunidade no processo de escolha do nosso hino para o próximo Carnaval.

    Nossa sinopse será divulgada no dia 07 de setembro, com os sambas sendo apresentados em 24 de outubro e a grande final no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, data de extrema importância para a nossa história, principalmente pelo fato do Complexo da Serrinha se tratar de um território de tradições negras com extrema importância para a cidade e reflexo nos importantes valores da negritude.

    Como dito, a modificação em nosso calendário de disputa de samba-enredo tem a finalidade de promover a participação da nossa comunidade, porém, postergando a data, teremos condições de fazer uma avaliação com mais propriedade e segurança num cenário futuro e, caso o quadro causado pela pandemia se mostre ainda inapropriado, a disputa de samba-enredo do Império Serrano poderá ocorrer de forma virtual”.

    Vote: escolha a sua equipe dos sonhos da Mocidade

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    Chegou a hora dos torcedores votarem e definirem suas escolas dos sonhos. Para escolha do time da história da Mocidade o prazo de votação vai até o dia 13 de julho. O resultado será divulgado no dia 14 de julho.

    Está na lista quem foi indicado pelo público. Só quem já desfilou pela escola poderia ser citado. Abaixo, você pode votar nas categorias.

    É preciso se posicionar! Rute leva temas como racismo e violência contra a mulher para o Game do CARNAVALESCO

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    Como diziam Caetano e Gil na canção “Divino maravilhoso” é preciso estar atento e forte! A porta-bandeira da Viradouro, Rute Alves, leva esse lema a sério. Durante sua participação no Game do CARNAVALESCO, chamou a atenção não só pela desenvoltura nas respostas, mas sim por usar plaquinhas com temas mais que necessários, como racismo e violência contra a mulher. Em conversa com o site CARNAVALESCO, Rute contou como surgiu a ideia e pontuou que os artistas do carnaval precisam se posicionar sobre temas que afligem a sociedade.

    “Meu marido é diretor de conteúdo da Globo. Eles estão fazendo muitas reuniões e ele acaba conversando comigo algumas coisas, eu acabo vendo algumas coisas. Eles estão muito focados na situação do negro, do pobre, na discriminação, no feminicídio, coisas que são tão assustadoras e que infelizmente estão tão presentes no nosso cotidiano, na nossa sociedade. Aí eu vejo os artistas de televisão, cantores, atores, diretores, a própria emissora… eles estão muito imbuídos nisso, e não estou vendo isso da classe artística do carnaval. E, quando a gente quer, a gente tem voz. A gente tem que acreditar nas nossas vozes, a gente tem que acreditar que a gente tem força, que a gente tem o poder da palavra também”, frisou a porta-bandeira que passou para as quartas de final do Game.

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    A ideia de aproveitar a visibilidade da brincadeira para chamar a atenção para assuntos sérios surgiu logo após o convite para o Game. Rute Alves já havia participado da edição piloto do programa, realizado de forma mais reduzida.

    “O outro game teve uma repercussão muito boa de audiência, das pessoas comentando… Se aquela que foi mais restrita, porque era com os amigos do Gustavo, teve aquela repercussão, agora essa que envolve Série A, Especial Rio e São Paulo, com um representante de cada escola, a visibilidade vai ser muito maior, o acesso vai ser muito maior, aí pensei; quem sabe não é a minha vez e posso falar um pouquinho, posso começar a levantar essa bandeira?”.

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    Essa não é a primeira vez que a porta-bandeira traz a público questões sociais. Rute já participou de entregas de quentinhas, de máscaras e recentemente propôs um bate-papo mais produtivo ao participar de uma live com Squel, porta-bandeira da Mangueira.

    “Outro dia fiz uma live eu e Squel e falamos muito disso, vamos sair um pouco de “o ano que você se formou”, “Como você começou”, “qual seu sonho”, “qual seu samba predileto”, vamos fazer além disso, esse tipo de coisa sobre a gente, bem ou mal se acha no Wikipédia, se você pesquisar um pouquinho tem no Google arquivos nossos. Agora, o que a gente pode fazer, de fato, pelo nosso povo? Pela gente? Porque a gente está fazendo pela gente também. A gente exige tanto respeito pela classe do carnaval, vamos também exigir que acabe essa intolerância religiosa, racial, à mulher. Vamos começar a fazer valer a nossa voz em prol da nossa sociedade. Foi partindo disso que eu pensei em levar as placas para o Game. Já estava querendo fazer alguma coisa. Acho que isso foi só um pouquinho, mas é um começo, pretendo ir além”, garante a porta-bandeira.

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    A primeira etapa do Game do CARNAVALESCO foi ao ar no dia 25 de junho. Na ocasião participaram representantes de todas as escolas do Grupo Especial. Oito estão classificadas para a fase de quartas de final, que será realizada no dia 9 de julho.

    O Game do CARNAVALESCO do Grupo Especial do Rio de Janeiro tem apoio da Cervejaria NOI, Elite Buffet, Grife do Samba, Social & Soluções, D´Samba, Guaracamp.

    Sinopse do enredo da Unidos da Ponte sobre Irmã Dulce

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    Enredo: Santa Dulce dos Pobres – O Anjo bom da Bahia

    Teus olhos são faces da doçura do teu nome, que irmana a bondade gratuita e proteção aos pobres, negros em sua maioria, das comunidades de Salvador.

    Cântico inicial

    Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Senhora da paz, peregrina do amor e andarilha da fé, teus filhos do samba caminham em procissão neste dia especial. Versamos neste enredo, relatos de devoção guiados pela tua chama de esperança, bondade, humildade e comunhão.

    Teu manto azul e branco nas cores da nossa Escola é inspiração. O azul da cor do céu lampeja calmaria, o tom azul do mar inspira a grandiosidade de amar sem limites. O azul da nossa bandeira nos une e queremos seguir em cortejo num cântico que irmana tua lição de caridade.

    A Unidos da Ponte em 2021, buscará narrar as tantas pontes que por ti foram construídas entre ricos e esquecidos e poderosos e oprimidos. Pretendemos mostrar a tua ponte do amor pela fé e tua ponte da persistência pela vida na comunhão da solidariedade.

    Como santidade do amor, também construiu pontes entre teus filhos de todas as religiões:

    “Foste a voz daqueles que não tem voz
    Pequena e tão gigante
    Mãe desses Filhos de Gandhy”.
    Trecho musical de “A Bahia canta sua santa”
    Composição: Coletivo em prol das obras sociais de Santa Dulce.

    Nosso altar hoje ecoa um samba-oração por ti, amada mãe dos necessitados.

    “Doce Luz, eu sinto seu cheiro de flor
    Eu sei que você está aqui
    Sua presença é de amor”
    Trecho musical de “Doce luz”
    Composição: Léo Passos e Chico Gomes.

    Dulce Santa. Coração sem medidas, mulher pequena na estatura, mas grande nas ações.

    Senhora da pressa na caminhada com os humildes.

    Rogai por nós.

    SINOPSE

    Primeiro relato de amor: Irmã do silêncio e o oratório dos pedidos

    Amada Dulce, irmã de bondade e doçura, recebi teus chamados todos. Estive contigo em tuas preces de silêncio a ouvir teus clamores por medicações, leites, equipamentos médicos, terrenos para construções das tuas obras e apoio para subsidiar teus projetos sociais.

    No interior do Nordeste, em casas pobres de palafitas, tu levaste posto médico com atendimento básico às comunidades carentes de tudo. Nestes lugarejos de abandono, tu enviaste a cura, mas entregaste também amor aos esquecidos. Trabalhaste a fé com operários plantando esperança no corpo e na alma.

    Querendo mais pelo próximo, finalizaste o curso oficial de farmácia. No convento, tocaste feridos, resgataste enfermos, amparaste desalentados que moravam nas ruas. E quando não podia mais, ainda assim, ajudaste. No murmúrio das inquietações e incertezas, rezaste, mantendo esperança.

    Unidos da Ponte

    Não separaste os excluídos da vivência em sociedade, levaste amparo sanitário à presidiários de um centro de detenção da Bahia. Olhaste por crianças sem referência de família, entregaste esperança para o olhar dos filhos do abandono. Lembraste das pessoas com deficiência e dos idosos esquecidos. Enfrentaste poderes internos e externos e iniciaste um hospital num galinheiro como prova de humildade. Com muito diálogo e olhar de brandura convenceste presidentes e governadores a ampliar o feito assistencial. Ganhaste áreas territoriais para construir teu legado social de amor ao próximo.

    Irmã Dulce, testemunhei teu esforço incansável. Sei que fizeste da tua vida, uma chama viva de oratório. Quando o esgotamento parecia te abater e o silêncio te era a resposta, rezaste a me chamar intercedendo pelos teus.

    A fé te foi companheira, a oração foi tua morada, tua fortaleza e teu renascimento.

    Segundo relato de amor: Tua fé que transcende e toca a santidade

    Tua obra correu as nações sendo espelho para tantos peregrinos de amor. No labor caridoso da tua alma, o mundo se rendeu te indicando ao prêmio Nobel da Paz. Quando teu corpo e olhar bondoso não conseguiam mais habitar os planos terrestres, àquele que também seria santo, te beijou, era João Paulo II soprando a paz do descanso para tua alma. E assim, numa tarde tranquila de brisa leve, tua obra ficou eternizada no coração dos baianos que gritavam “obrigado, Dulce”. Sinos e atabaques ecoaram por toda Salvador.

    Tornaste venerável para a igreja porque tu, irmã Dulce, viveste em grau heroico de comunhão com as virtudes cristãs da fé, esperança e caridade. Teu testemunho de vida foi um conforto para os pobres e um exame de consciência para os ricos.

    Passo próximo, tu te consagraste como beata da igreja. O primeiro milagre operou-se num pós-parto. O desânimo dos homens da terra configurou-se após inúmeras cirurgias que não rompiam um sangramento. Vida e morte se encontravam e no desespero final, na hora do adeus, o pároco intercedeu pela vida da serva clamando por teu nome: “Óh, venerável, não permita que esta mãe deixe seu filho”, prontamente a sangria cessou.

    Tu que te tornaste irmã, venerável, beata, consagrou-se como Santa. O segundo milagre foi para um filho teu que não enxergava mais, mas te sentia. O amor por ti foi tão maior, que no momento de dor na região dos olhos, tateou uma pequena imagem tua e a encostou sobre as vistas num grito de esperança, pedindo tua intercessão de anjo bom. Dormiu anestesiado do teu amparo e ao acordar, as dores cessaram e a escuridão findou. Ele sentiu e viu o mundo com as cores da fé.

    Pequena grande, em santidade tu foste, tu és e sempre serás grande, generosa, a flor amarela do amor, do olhar pleno, bondoso, caridoso e atencioso para com teus devotos.

    A procissão em teu nome pelas ruas da Bahia revela a vitória da tua pobreza, lembrando os humanos do amor que se deve irmanar ao próximo e de prestar solidariedade aos humildes, humilhados e esquecidos pelo poder.

    Terceiro relato de amor: Bahia de todos os santos e de Santa Dulce dos Pobres

    As escadarias de Nosso Senhor do Bonfim recebem, agora, sinos que badalam também por ti, Santa Dulce. Num elo de irmandade entre as religiões que querem o amor no coração de todos, a Bahia é o retrato de todos os santos, de todas as representações e manifestações de esperança por dias melhores.

    Receba os sinos, as velas, as preces, as orações e a mística da fé das baianas que lavam as escadarias de Bonfim com as águas de cheiro para celebrar tua baianidade santa. Tua Bahia é santa e também cultural.

    Tenho lembranças de quando fundaste o cineteatro Roma, em Salvador, fazendo da arte um meio para arrecadar fundos para os teus necessitados. Recebeste artistas consagrados e espalhaste amor com música para os filhos esquecidos. Tocaste sanfona, gritaste gol com teu time baiano e brincava com as crianças o futebol da vida para espantar a solidão. Na partida, só a fé de sorrir era a vencedora.

    Fizeste de Salvador um porto sagrado e quando andarilha corria para o mar – tua paixão – a repousar energias para o ritmo de trabalho como gestora da caridade.

    Hoje, os peregrinos caminham por seu amor santo, levam sonhos nas romarias, cantam e choram por devoção. Tu és a mãe de muitos brasileiros órfãos. Santa Dulce leva tua esperança para encher de vida os olhos dos teus meninos e meninas que carregam desassossego dentro da alma. Leva tua bandeira da paz e da doação sem limites para com o próximo.

    Intercedas por todos os pedidos emocionados – como os teus dirigidos à minha interseção – que no cruzamento da fé, nos encontraremos em comunhão.

    Eis-me aqui, com este sentimento que agora se configura no mesmo plano de espírito e ideais de caridade.

    Olhai por teus filhos pobres.

    Guiai os oprimidos por um caminho de paz e animosidade.

    Caminhai ao lado dos enfermos e necessitados.

    Sigamos juntos pela vigilância dos desvalidos do mundo concedendo a eles cobertor, proteção e misericórdia em nome do pai, do filho, do espírito santo.

    Amém!

    De seu fiel vigilante das horas de nuvens nubladas e dos tempos de clarões de luz,

    Fernando Martins de Bulhões
    Santo Antônio.

    Carnavalescos: Guilherme Diniz e Rodrigo Marques
    Enredista: Tiago Freitas

    Conheça a equipe dos sonhos da Beija-Flor, escolhida por leitores e torcedores

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    Os leitores do site CARNAVALESCO e torcedores da Beija-Flor escolheram a equipe dos sonhos. Foram dois momentos: o primeiro com a indicação e o segundo com a abertura da votação popular. Somente quem já tinha desfilado pela agremiação poderia fazer parte do time da história.

    A escola de Nilópolis tem seus pilares que nem precisaram entrar na etapa de votação. Foram indicados com mais de 90% e formaram diretamente seus postos na equipe dos sonhos. São eles: o casal mestre-sala e porta-bandeira, Claudinho e Selminha Sorriso, e, claro, o intérprete Neguinho da Beija-Flor. Patrimônios da Deusa da Passarela.

    A bateria da Beija-Flor ficou sob comando dos mestres Rodney e Plínio. Eles receberam 61,9% dos votos. Mestre Paulinho com Plínio ficaram com 38,1%.

    Como era esperado, Laíla entrou na equipe dos sonhos como diretor de harmonia e também como diretor de carnaval. No primeiro posto, ele teve 81,3% contra 18,7% de Simone Sant’anna e Válber Frutuoso. No segundo, Laíla recebeu 61,8% contra 38,2% de Dudu Azevedo.

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    Joãosinho Trinta foi eleito o carnavalesco dos sonhos da Beija-Flor. Ele recebeu 58,2% dos votos. Louzada ficou com 35,2% e Cid Carvalho com 6,6%.

    Ghislaine Cavalcanti venceu com 56,5% como coreógrafa da comissão de frente dos sonhos da Deusa da Passarela. Marcelo Missailidis recebeu 43,5%.

    O samba-enredo escolhido para ser a trilha sonora do desfile dos sonhos da Beija-Flor foi o de 2007 com 51,8% dos votos. A obra de 2018 teve 40,4% e a obra de 2013 terminou com 7,8%.

    Conheça a equipe dos sonhos da Grande Rio, escolhida por leitores e torcedores

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    Os leitores do site CARNAVALESCO e torcedores da Grande Rio escolheram a equipe dos sonhos. Foram dois momentos: o primeiro com a indicação e o segundo com a abertura da votação popular. Somente quem já tinha desfilado pela agremiação poderia fazer parte do time da história.

    Apenas a categoria Samba-Enredo não foi para votação. Na etapa da indicação do público, a obra de 2020, assinada por Dere, Robson Moratelli, Rafael Ribeiro e Toni Vietnã, teve mais de 90% das indicações e entrou direto na trilha sonora para a equipe da história.

    O casa de mestre-sala e porta-bandeira ficou formado por Daniel (70,1%) e Verônica (48,4%). Sidclei recebeu 29,9%. Taciana ganhou 33,4% e Squel 18,2%.

    Mestre Odilon foi eleito o comandante da bateria da história da Grande Rio. Ele recebeu 39,2%. Fafá teve 36,9% e Thiago Diogo terminou com 23,9%.

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    Evandro Malandro foi eleito com 55,2% dos votos o intérprete da história da Grande Rio. Emerson Dias recebeu 32,1% e Nêgo ficou com 12,7%.

    A direção de harmonia ficou com Dudu Azevedo com 44,8%. Candimba teve 40% e Guilherme Nóbrega terminou com 15,2%. A direção de carnaval da equipe dos sonhos da Grande Rio está com Thiago Monteiro. Ele recebeu 54,3%, Dudu Azevedo com 40,6% e Ricardo Fernandes com 5,1%.

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    A dupla Gabriel Haddad e Leonardo Bora foi escolhida por 78,4% dos votos para comandar o desfile dos sonhos da Grande Rio. Cahe Rodrigues teve 13,8% e Roberto Szaniecki ficou com 7,8%.

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    A comissão de frente dos sonhos da Grande Rio ficou com Hélio e Beth Bejani. Eles receberam 68,4% dos votos. Priscila Mota e Rodrigo Negri ficaram com 24,6% e Renato Vieira terminou com 7%.