Em vídeo divulgado nas suas redes sociais o cantor Diogo Nogueira revelou que o teste para Covid-19 deu positivo. O artista explicou que está se sentindo bem e fazendo o tratamento.
“Já estou desde o início fazendo o tratamento e estou super bem”, disse.
O cantor prometeu que em breve estará recuperado e fazendo lives.
“Em breve estou de volta para a gente fazer as lives, para sambar bastante, para a gente se divertir com muita alegria e amor”.
COMPOSITORES: Rafael Nininho, Romeu, Thom Lópes e Antônio Conceição
Cheguei trazendo respeito e tradições
trago o canto do negro
No verso de um partideiro a Fé
Embalei tantas gerações
Na imponência de um rei
fui além da ilusão
Nas cores de um pavilhão imperiei
Virei quesito visual
E num sonho tão bonito
Acordei no carnaval
Nasci manifesto sem raça e cor
Na luz de candeia o dom de compor
De Nei e Moreira a Paulinho da Viola
Sou negritude tenho meu valor
Tantas vezes fui discriminado
Desvalorizado em falsas mãos
Sou a verdade de um povo
Sou a resistência raíz desse chão
Na arte desabrocho em poesia
Da ancestralidade a melodia
Da mente de um compositor
Renasce a pura inspiração
Salve zumbi,salve nossos baluartes
o morro da formiga é kizomba
É raça a voz da liberdade
Toca o tambor Ora yê yê ô
alumia candeia meu cândia
Chegou Império da Tijuca quilombola
É a formiga com a sede de vitória
COMPOSITORES: Deivid Domênico, Alexandre Araujo, Guilherme Salgueiro e Rodrigo Alves
Intérprete: Wantuir de Oliveira e Cacá Nascimento
NA DOR O SOFRIMENTO TROUXE ESSA GENTE DE COR VERMELHAS CASCATAS, CHIBATAS, BRANCO OPRESSOR.
A NEGRA LUZ CLAREOU ESSE NOSSO CHÃO
VIVER PRA AMAR É RESISTIR, SONHAR. EU NÃO PEÇO PERDÃO
SAMBAR PRA SER LIVRE O CANTAR
TEM IDENTIDADE ESSE MEU LAMENTO
UM PRETO PRECEITO NO FIRMAMENTO
TORRÃO QUE MARQUEI COM MEU FESTEJAR
NÃO NEGUE AO “NEGO” A AUTONOMIA NO SEU PROCEDER
TODA FOLIA DESSA GENTE VEM DO MEU VIVER
NO CARNAVAL SOU REI
RESPEITE AS CORRENTES QUE EU QUEBREI
QUANDO RUFAR O TAMBOR RECORDA SABER QUEM EU SOU BATUQUE MAREJADO NO TERREIRO
RIMAS PERDIDAS DE UM PARTIDEIRO
RECORDA SABER QUEM EU SOU
QUANDO RUFAR O TAMBOR BATUQUE MAREJADO NO TERREIRO
RIMAS PERDIDAS DE UM PARTIDEIRO
SOU O SAMBA QUILOMBOLA
RISCA FACA, INCENDEIA.
SOU O VERSO ILUMINADO SOB AS LUZES DE CANDEIA NA BRAVURA DE PALMARES, AFOXÉS, MARACATÚS.
“SOUL” DE ALMA LIBERTÁRIA DANÇAM JONGOS E LUNDUS
ORE YÈ YÉ Ô, DEIXA GIRAR.
AXÉ TIJUCA, A FORMIGA VEM SAUDAR.
ORE YÈ YÉ Ô, A ME GUIAR.
SALVE DANDARA, GANGAZUMBA, OXALÁ. VALEU ZUMBI, REI DO IMPÉRIO, SARAVÁ
COMPOSITORES: Eduardo Almeida, Gela Amaral, Franck William e Cláudio Emiliano
Intérprete: Marquinho 10
Ê CANDEIA Ê… Ê CANDEIA
O MORRO DA FORMIGA É QUILOMBO
POESIA E ESSÊNCIA ANCESTRAL
PRETO NA ALMA E NA COR
O MEU PROTESTO É O SAMBA
AXÉ PRA ESQUECER A DOR
A FÉ PRA VENCER DEMANDA
RESGATAR A NOSSA HISTÓRIA
REVIVER A ESPERANÇA
NO PASSADO O ESPELHO
DE UM NOVO OLHAR
À “NOVA ESCOLA” A EXALTAR
TEM JONGO, TEM CAPOEIRA… GINGA IAIÁ
EM NOITE DE LUA CHEIA… CAMARÁ
PARTIDO ALTO, MARACATÚ, AFOXÉ
TEM QUE TER FÉ, TEM QUE TER FÉ
AO POVO EM FORMA DE ARTE
CLAMEI POR LIBERDADE
EM CADA VERSO, INSPIRAÇAO QUE CONDUZ
O SAMBA É A NOSSA LUZ
CHEGA DE NEGAR A RAÇA
CHEGOU O DIA, O “DIA DE GRAÇA”
NÃO “SOUL” MAIS O RITMO ESTRANGEIRO
MEU SOM É DO POVO BRASILEIRO
SOB A PROTEÇÃO DA PADROEIRA
NÃO ESTAMOS SÓS
ORA YÊ YÊ OXUM
OLHAI POR NÓS
MINHA RAÍZ É QUILOMBOLA. RESISTÊNCIA
EU BATUCO NO TERREIRO
MINHA ARTE É CULTURAL
SOU PRIMEIRO IMPÉRIO DO CARNAVAL
COMPOSITORES: Gean Souza, Igor Medeiros e Marcos Falcão
Intérprete: JotaPê
Cheguei na negra poesia partideira
O canto imponente de um rei
Talvez esconda o desbotar de uma bandeira
Falso quesito, não faz mais bonito
Valores vendidos, produto do estado
A verdade do meu povo, jamais irão calar
E assim nasceu o preto manifesto de Candeia
Na viola de Paulinho, nos versos de Nei e Moreira
Irmanados quilombolas, resistência e união
A nova escola, meu velho samba
Felicidade, pés no chão
A negritude rege a arte, amor (do pavilhão)
Nas cores transbordam a paz (em cada coração)
Batuque ancestral ecoa, repousa em liberdade
É preto o sonho vivo de cumplicidade
Tecidos baratos vestem nossos sonhos
Sorrisos estampados são cultura popular
A arte negra nas telas e nos palcos
São como arautos para a paz reinar
Sou do povo de santo, da macumba
Zumbi, Mahin e Ganga Zumba
Salve os heróis da liberdade
Vida com dignidade hoje aflora em nossa cor
Orgulho das origens e heranças
Num canto de esperança
Quilombo é Kizomba, tambor
Sou a luz, sou Candeia
Quilombola na ginga
Axé, Tijuca! ser Formiga é ser paixão
Raiz do verdadeiro samba
Povo abençoado por Conceição
“Irmão, axé!”
“Olha o sol de frente”
Deixa toda sombra para trás
Faz valer a luta de ancestrais
Fala do lugar que te pertence
Sem as “correntes” que vestiram nossa dor
Conta a verdade de um povo
Que desce o morro pra mostrar o seu valor
“DIA DE GRAÇA”, “FESTA DA RAÇA”
ARTE NEGRA, MANIFESTO QUILOMBOLA
DO JONGO AO LUNDU, MARACATU
GIRA BAIANA, PRA SAUDAR A “NOVA ESCOLA”.
Vem aquilombar o pensamento
O movimento é nós por nós
Punhos cerrados, rosto marcado
São pretos os nossos heróis
E esse trem segue acelerado
Deixa um legado, quem aqui semeia
“Poeta Negro” a cultivar seus versos,
À luz de uma “Candeia”
Que arde e não cansa de iluminar a esperança
SAMBA DE QUILOMBO, RESISTÊNCIA E RAIZ
IMPÉRIO DE GENTE FELIZ
SOB AS BÊNÇÃOS DE OXUM, O CANTAR DO PARTIDEIRO
“SE NÃO PODE COM A FORMIGA, NÃO ATIÇA O FORMIGUEIRO”
Compositores: Leandro Lima, Wagner Rosa, Robson Silva, Ewerton Zéo
Intérprete: Zé Paulo Miranda
Sou a voz do canto negro de uma nação
Cheguei com fé, respeito e tradição
Mas será que o samba ainda está em nossas mãos?
“Visual virou quesito”!
Valorizam o mais bonito por ter muito mais dinheiro
Poesia pra escanteio!
“Brancas mãos” de entendedores
Com os seus falsos valores invadiram os terreiros
Mas resiste à “nova escola”
Fundada por “quilombolas” cantando com pés no chão
Hoje a desfilar na passarela
Em respeito à sua história ergo o meu pavilhão
É o girar da baiana, o verso de um partideiro
Samba é arte, é cultura, a paixão do brasileiro
Entre letras, melodias, crias de um compositor
Vai levando alegria a um povo sofredor
Barato tecido, folclore negro colorido
A estampa do sorriso, vou brincar o carnaval
Cortejam Afoxés e Maracatus, bailam jongueiros, Lundus
Samba de Caboclo, na ginga, capoeira
Tamborim, viola a tocar a noite inteira
Nem rock, nem “soul” vão ocupar o seu lugar
Em reverência aos heróis da liberdade
Eu canto aos santos, deuses e orixás
Fiz “apoteose das mãos” e nessa luta não estou sozinho
“Ao povo em forma de arte”, devolvi o estandarte
Das origens negras ao som de Martinho
Ora yê yê ô, Império da Tijuca!
A resistência é sua luta!
O samba de quilombo é uma raiz
Hoje a Formiga vem cantar feliz!
Compositores: Pedro Rosa, William Machado e JR. Gaúcho
Intérprete: JR. Gaúcho
Participação: Thayse Cabral
O SAMBA TEM RAIZ
HERANÇA PRETA QUE A MINHA PELE EVOCA
O PARTIDEIRO CRIA ESCOLA
MAS, QUANDO “INVADEM”, É A HORA
DE COMPOSITORES QUILOMBOLAS
MANTEREM SUA TRADIÇÃO
O ARGUMENTO DA “NOVA ESCOLA” DO QUILOMBO
É RESGATAR:
SAMBA NO PRATO, SAMBA NA CASA, SAMBA NA RUA
A ARTE NEGRA TEM A SUA IDENTIDADE
SAMBA NA PRAÇA, SAMBA NO RÁDIO, SAMBA NA LUA
A ARTE NEGRA… ANCESTRALIDADE (BIS)
CORTEJO DE MARACATU
TEM AFOXÉ E LUNDU
O JONGO SE JOGA
TEM CAPOEIRA E MACUMBA
COM PONTO CANTADO
ATÉ ROMPER AURORA
VALEU, ZUMBI! VALEU, DANDARA!
ESTE ENREDO DO QUILOMBO
É MAIS UM PRA COROAR A RAÇA (BIS)
CANDEIA, FILHO DE ODÉ *
NO IMPÉRIO TÃO QUERIDO DE OXUM
MORRO DA FORMIGA É MEU QUILOMBO
UM POR TODOS E TODOS POR UM (BIS)
Compositores: Alexandre Moreira, Elson Ramires, Tião Pinheiro e Samir Trindade
Intérpretes: Zé Paulo Sierra e Marquinhos Art Samba
Vamos defender nossos ideais
Os tambores dos ancestrais
Resgatar as raízes
O povo não vai sucumbir
O morro tem que vencer
E apagar nossas cicatrizes
Chega de falsa filosofia
Filhos da academia
Deturparam o meu valor
Sambista hoje não é mais artista
Chora no canto da pista o compositor
Gira baiana, mulher guerreira
Sou manifesto ,Candeia
Respeito à velha guarda
Nossos Zumbis e Dandaras
Mestre Sala e Porta bandeira
Preto é muito mais que uma cor
A cultura nagô se une e congraça
Que o dia de graça traga enfim a paz
E se juntem as lágrimas dos orixás
Tem capoeira , tem lundu, jongos e maracatus
Ioiô e iaiá
Sangue retinto desse país sem memória
Abre a roda que a história vai passar
Hoje a formiga mantém acesa a chama
É meu quilombo
Verdadeira ESCOLA DE SAMBA
Agôye Orayeyeo com seu talento o negro vai á luta
Agôye Orayeyeo é fundamento Império da Tijuca
Compositores: Claudio Russo, Lequinho, Léo do Piso e Chico Alves
GANGAZUMBA ACENDEU A CANDEIA
PARA O REI DO TERREIRO PASSAR (ô IAIÁ)
CASA GRANDE AINDA APERREIA
CONTINUA QUERENDO AÇOITAR
LOGO EU SENTINELA DAS CANÇÕES
CRIADOR DAS ILUSÕES
CONTRA O VERBO DESIGUAL
LOGO EU DOS POETAS SEM GRILHÕES
DETENTOR DAS TRADIÇÕES
DO MAIS PURO CARNAVAL
É CAPIONGO
QUE O NEGRO DANÇA JONGO
BATUCA TAMBOR DE CONGO
BOTA O BOIÃO PRA FERVER
ZAMBIAPONGO
COM FOLHA DE JUREMÁ
PÕE MASSEMBA PRA RODAR
NA GINGA DO BENDENGUÊ
Ê BAMBEIA
SOU QUILOMBOLA
DE ANGOLA E DA GUINÉ
Ê BAMBEIA
A MORDAÇA NÃO ME CALA
NEM ARGOLA PRENDE O PÉ
LUNDU! MARACATU!
BATICUM DE IJEXA
SEGURA A SAIA, RABO DE ARRAIA
CAPOEIRA CAMARÁ
GIRA BAIANA! FILHA DE SANTO
QUE O AXÉ VEM DA SENZALA
DE LUIZAS E MARIAS, ANASTÁCIAS E DANDARAS
LIBERDADE! NOVA ESCOLA ANUNCIOU
É JEJE, BANTO E NAGÔ
A COR DA REBELDIA
SALVE O PRETO VELHO QUE ENSINOU
QUE O NEGRO NÃO TEM SENHOR
NEM É REI SÓ POR UM DIA
YÊ YÊ ORA YÊ YÊ Ô… KIZOMBA!
OXUM MÃE DO XIRÊ Ô… MIRONGA
A CANGIRA DOS BATUQUES ONDE O SAMBA SE ABRIGA
É NO IMPÉRIO DA TIJUCA O QUILOMBO DA FORMIGA