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Estácio apresenta Diego e Guto e dupla projeta trabalho grandioso no centenário da escola

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Fotos: Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

A parceria que já deu certo no passado está de volta, agora em um dos momentos mais emblemáticos da história da Estácio de Sá. Durante a tradicional feijoada realizada no último domingo, a vermelho e branco apresentou oficialmente seus intérpretes para o Carnaval 2027, Diego Nicolau e Guto, em uma celebração que reuniu componentes, segmentos e torcedores na quadra da escola. A festa contou com apresentações da própria Estácio e das coirmãs Unidos do Porto da Pedra e Paraíso do Tuiuti. O momento de apresentação dos cantores também teve participações especiais dos intérpretes Evandro Malandro e Igor Sorriso, que dividiram o palco com os novos comandantes do carro de som estaciano.

A dupla, que já havia atuado junta na Unidos de Padre Miguel em 2022, inicia a trajetória no Leão de São Carlos cercada de expectativa e confiança. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Diego Nicolau e Guto destacaram a amizade construída ao longo dos anos, a sintonia desenvolvida dentro e fora dos microfones, a admiração mútua e o compromisso de honrar a tradição musical da Estácio.

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Entre lembranças da parceria anterior e projeções para o futuro, os cantores também falaram sobre a emoção de defender uma das escolas mais importantes da história do carnaval e a responsabilidade de conduzir a voz da agremiação justamente no ano em que a Estácio celebrará seu centenário.

Para Diego Nicolau, a retomada da parceria acontece de forma natural, sustentada pela amizade e pela ausência de vaidades.

“Essa parceria já existiu e já foi muito boa. O Guto é um cara muito talentoso, mas, acima de tudo, é um cara de caráter, um cara de família. A gente tem valores parecidos, e isso faz toda a diferença. Não existe vaidade. Existe parceria de verdade, porque nós queremos o bem da Estácio. É uma grande oportunidade para nós dois em uma escola de muita tradição e com um repertório maravilhoso para explorar. Hoje a gente cantou bastante, mas ainda não foi nem metade do que podemos apresentar. A Estácio é celeiro de grandes sambas, e vamos fazer esse trabalho com muito carinho”, afirmou.

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Guto destacou a felicidade de reencontrar o amigo no microfone principal de uma escola tão tradicional.

“É muito legal voltar a cantar com o Diego, que é um irmão que a vida me deu. Nossa amizade vem de muito tempo, e isso ajuda demais. É um desafio, mas daqueles desafios que te puxam para cima. Estamos muito felizes e empolgados por poder mostrar novamente o nosso trabalho. Coincidentemente, nosso último trabalho juntos também foi na Unidos de Padre Miguel. Voltar a cantar ao lado dele em um momento tão importante para a Estácio é algo muito grandioso. Estar com uma pessoa que canta com você, torce com você e também é sua amiga torna tudo ainda mais especial. Tenho certeza de que vamos fazer um trabalho muito grandioso”, disse.

Ao longo da conversa, os dois ressaltaram que a cumplicidade é um dos principais diferenciais da parceria.

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“Eu cantei a maior parte da minha carreira acompanhado. Já cantei em dupla, quarteto, em diferentes formações. A vantagem de cantar sozinho é ter um pouco mais de autonomia, mas, quando você trabalha com uma dupla realmente entrosada, essa autonomia continua existindo, porque os dois pensam na mesma direção. Além disso, existe a divisão do fardo. Você sabe que, se acontecer qualquer coisa, o parceiro está ali para te cobrir. Trabalhar em dupla é muito bom quando existe sintonia”, explicou Nicolau.

Já Guto reforçou que o sucesso de uma parceria está diretamente ligado à relação construída fora dos microfones.

“O principal é a cumplicidade. A parceria cresce quando existe cumplicidade. Nós torcemos muito um pelo outro, e isso se reflete no trabalho. Minha estreia como intérprete também foi em dupla, ao lado da Juliana Pagung, e depois tive a oportunidade de cantar com o Diego. Eu tive muita sorte de encontrar parceiros que me fizeram crescer como cantor e como músico. É essa cumplicidade que faz o trabalho evoluir”, afirmou.

Diego completou destacando outro aspecto fundamental para o sucesso de uma dupla.

“Existe uma palavra muito importante: admiração. Você precisa admirar o talento do outro. Quando não existe a preocupação em ser maior que o parceiro, quando você conhece seu talento e reconhece o talento do amigo, tudo fica mais fácil. A admiração é fundamental”, declarou.

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A responsabilidade de defender o pavilhão da Estácio justamente no ano do centenário também foi tema do papo. Diego revelou que o caminho até o acerto com a escola foi longo e cercado de expectativas.

“A gente vinha namorando há três anos. Desde que eu saí do Arranco, aconteceram algumas conversas que não avançaram; algumas vezes bateu na trave. Mas este ano veio um convite formal e, quando fechamos o contrato, eu pensei no quanto aquilo era especial. Só tenho a agradecer a Deus e aos Orixás por reservarem esse presente para mim e para o Guto. Vamos trabalhar muito para honrar essa oportunidade. É emocionante cantar no microfone da escola por onde passou o maior ídolo da minha vida, que é o Dominguinhos do Estácio. É uma responsabilidade enorme, mas é uma responsabilidade boa. Agora precisamos fazer bonito na Avenida e ajudar o Leão a voltar ao Grupo Especial”, afirmou.

Para Guto, o convite foi recebido com surpresa, mas sem qualquer hesitação.

“Eu estava há muito tempo fora da Série Ouro e bastante concentrado no meu trabalho na Viradouro, no carro de som e nos shows da escola. Realmente, não esperava esse convite. Quando ele chegou, foi na hora. Não tinha o que pensar, principalmente sabendo que seria para cantar ao lado do Diego. Foi um daqueles convites que mudam a vida da pessoa. Nós temos plena consciência da grandeza desse desafio e estamos muito preparados para fazer algo grandioso”, disse.

Ao final da entrevista, os intérpretes também revelaram os sambas da Estácio que mais marcaram suas trajetórias. Diego Nicolau escolheu “O Mundo da Lua”, enquanto Guto apontou “Círio de Nazaré” como seu favorito.

“Esse samba representa muito na minha vida”, concluiu o cantor.

Lendas do bailado fazem alerta no Conasamba: ‘A dança do casal está se desvirtuando’

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

A manhã de sábado começou bastante agitada na Fábrica do Samba. A primeira edição do Congresso Nacional do Samba (Conasamba) realizada em São Paulo teve discussões passionais no Encontro Nacional de Mestres-Salas, Porta-Bandeiras e Porta-Estandartes, que fazia parte do cronograma do evento. Com nomes importantíssimos para o bailado, a mesa teve opiniões divergentes e reflexões profundas. Sempre presente em tudo que envolve o universo das escolas de samba, o CARNAVALESCO se fez presente no encontro.

Fina flor paulistana

Dois dos maiores mestres-salas do Carnaval paulistano iniciaram as falas. O primeiro foi Ednei Mariano, que defendeu nota entre 1974 e 2013 com passagens por agremiações como Barroca Zona Sul e Rosas de Ouro – e, hoje, é o presidente da Associação de Mestre-Sala, Porta-Bandeira e Estandarte do Estado de São Paulo (AMESPBEESP). O eminente nome buscou um olhar positivo sobre a arte defendida por ele: “Em um momento de tantas mudanças e transformações, mesmo com toda a dificuldade, o que me conforto é que ainda conseguimos manter pelo menos um pouco das tradições ligadas ao bailado do casal de mestre-sala e porta-bandeira”, disse.

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Já Gabriel de Souza Martins, imortalizado como Mestre Gabi, tido como maior mestre-sala da história do Carnaval paulistano e intimamente ligado ao Camisa Verde e Branco, teve falas mais alarmantes: “Minha preocupação é que a nossa dança está se desvirtuando, indo pra outro caminho”, disse. Em outro momento, ao falar de coreografias, foi franco: “Não sou contra coreógrafos, já que eles podem consertar a minha postura. Mas, o meu riscado, não. Quando a gente ouve o batuque, a nossa pulsação muda”, suspirou.

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Um flagrante relembrado por Mestre Gabi também teve destaque: “Hoje, vejo alguns casais que passam dançando e eu falo para riscar, mas ele não pode fazer isso na minha frente porque ele está fazendo uma coreografia – e isso é o que foi passado para os jurados”. Uma lembrança dos antigos desfiles também teve espaço na fala dele: “Eu defendo o meu pavilhão primeiro e, depois, a minha porta-bandeira. “O mestre-sala, quando girava, fazia uma observação – para ver se ninguém iria roubar nosso pavilhão. Hoje, vejo mestres-sala girando tanto quanto portas-bandeira”, lamentou.

Mestre Gabi também pontuou que a avaliação precisa de mudanças: “Não está mais tão interessante quanto era. Antes, víamos danças completamente diferentes. Hoje, nossa dança tem que se adaptar aos jurados: se o jurado não conhece a nossa dança, ele que estude para conhecer. Nossos instrutores de jurados também devem se preparar melhor. Nossa dança não é fácil. Jurados têm que ir às quadras para ver a dança livremente”, comentou.

Outro a falar foi Paulo Guedes, o Paulinho, mestre-sala do Vai-Vai entre 1994 e 1997: “Muitos casais estão deturpando o que é a dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira. A culpa não é só dos casais, é também de dirigentes e jurados. Nossa dança é intuitiva. Hoje, tem mestre-sala que fala que é bailarino. Eu sempre vou ser mestre-sala. Não dá para reinventar a roda, a dança está aí para todo mundo ver”, alertou.

Voz dissonante

Atual mestre-sala do Camisa Verde e Branco, Marquinhos Costa foi um dos poucos a contemporizar sobre uma série de questões, como o quanto o regulamento é um vilão, por exemplo: “Nem tudo é culpa do regulamento. Eu vim hoje, por exemplo, vestido como me ensinaram – e isso não está no regulamento. Tivemos que colocar no regulamento algumas coisas óbvias, como o adereço de mão. Fui um dos principais responsáveis por redigir o atual regulamento, de 2023, e que teve algumas mudanças posteriores, antes, padronizamos muito por baixo”, disparou.

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Ele seguiu: “Falta uma maturidade para entender que o regulamento traz o mínimo que o jurado precisa ver. Se você quiser ousar, você pode ousar. Primeiros casais têm que se garantir, temos que segurar rojões, O problema não é o regulamento, é a forma com a qual o regulamento é passado. Primeiros casais não podem ter medo da nota, isso não tira a sua essência”, comentou.

Na visão, dele, há, porém, uma oportunidade a médio e longo prazo: “É histórico, em São Paulo, tentar mudar critérios de julgamentos e julgadores com base em notas perdidos por casais. O resultado baseia as trocas. Trabalho tem que ser contínuo e de evolução para amadurecer o critério”, disse.

Damas com muito a falar

Duas das maiores porta-bandeiras da história do Carnaval paulistano também marcaram presença no Encontro. Uma delas foi Adriana Gomes, multicampeã na Mocidade Alegre e na Mancha Verde. Para começar, ela teve uma fala ligeiramente diferente da maioria dos participantes: “Ainda acho que a nossa dança é inimitável, ela não tem muita mudança. Ela pode ter evoluções, mas o fundamento não pode ser mudado. “Seria leviano da minha parte enquanto porta-bandeira não passar para os demais tudo que eu aprendi. Nossa dança é de passagem, um passa para o outro, mas as pessoas não querem mais saber disso”, lamentou.

Adriana também aproveitou para elogiar grandes nomes presentes no espaço: “Quando eu entendo que eu não preciso de pessoas como Mestre Gabi, Ednei e Selminha, eu já estou perdendo”, refletiu.

A porta-bandeira também aproveitou para falar do papel das redes sociais em todo o processo citado ao longo da mesa: “A inserção de mídias, que julgam os melhores casais porque eles têm mais likes, é algo que diz muito sobre os tempos de hoje. Meu medo é acontecer com os outros o que aconteceu comigo: se desapaixonar pela dança de mestre-sala e porta-bandeira”, protestou.

Ildely Conrado, porta-bandeira dos quatro títulos dos Gaviões da Fiel no Grupo Especial, começou falando de maneira mais irreverente e terminou introspectiva: “Hoje em dia, o casal dança do começo ao final na faixa amarela. Eu gostava de ir primeiro na arquibancada, porque quem veio me ver pagou uma nota. Os casais, hoje, entram para dançar em quatro locais. Isso ajuda a matar a tradição do bailado de mestre-sala e porta-bandeira. Será que se deixar tudo um pouco mais leve e livre no julgamento não retornamos à tradição?”, ponderou.

Análise do Caça-Níqueis Dragon Hatch

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O jogo tem um formato próprio: em vez dos rolos habituais, há um campo quadrado no qual os símbolos desaparecem, retornam e, gradualmente, ativam todo o sistema de dragões. Pelas capturas de tela, é difícil entender como o jogo se desenrola em ação; por isso, é melhor vê-lo em funcionamento primeiro. Para isso, acesse Dragon Hatch Demo https://dragonhatchdemo.br.com e confira com calma como funcionam as rodadas, o modo bônus e o comportamento dos multiplicadores em uma sessão real.

Design do Jogo Dragon Hatch

O caça-níquel Dragon Hatch foi desenvolvido pelo estúdio PG Soft – um provedor que se concentra em jogos para dispositivos móveis e projeta interfaces especificamente para telas sensíveis ao toque desde o início. Daí vem a característica: orientação vertical e disposição compacta dos elementos. O jogo foi lançado em 2019 e ainda faz parte do catálogo principal do estúdio.

O projeto tem duas versões: a Dragon Hatch Demo com saldo virtual e o jogo a dinheiro real com as mesmas funcionalidades. A mecânica e a parte visual são idênticas nas duas versões – apenas a fonte dos fundos muda.

A tela é uma grade 5×5 que ocupa a parte central. Abaixo dela, há um painel de controle: botão de girar, configurações de aposta e jogo automático. A zona superior é reservada para a barra de progresso dos dragões, e é ela que define o ritmo de toda a sessão. À medida que as combinações aparecem, a barra se preenche e revela novos efeitos. 

A interface é minimalista: quase não há elementos supérfluos na tela, para não distrair da grade e das animações. Essa decisão está ligada à lógica móvel – tudo o que é importante fica visível imediatamente, sem precisar navegar pelos menus.

Dragon Hatch é decorado como uma caverna fantástica com tesouros. A paleta principal é composta por tons escuros profundos com detalhes em dourado e cores intensas dos símbolos. Fundo: azul escuro e roxo, com iluminação suave; os símbolos são brilhantes, com contornos contrastantes. As cores mudam durante o jogo. Quando os dragões são ativados, a tela muda de cor de acordo com o elemento deles.

O jogo foi desenvolvido em estilo 3D. O destaque principal são os pequenos dragões que aparecem diretamente no campo. Eles se movem, reagem às vitórias e acompanham as cascatas. Destaca-se separadamente a rainha dos dragões no fundo – uma figura imponente que quase não se move, mas define a atmosfera de toda a cena.

Mecânica do jogo Dragon Hatch

O Dragon Hatch funciona com base em vitórias em clusters em um campo de 5×5. Aqui não há linhas de pagamento: a combinação é válida quando um grupo de símbolos iguais se reúne na tela, alinhados horizontalmente ou verticalmente. O tamanho mínimo do cluster é de 4 símbolos.

Após cada vitória, os símbolos desaparecem e novos caem imediatamente em seu lugar. Esse processo continua enquanto novas combinações aparecerem no campo. Dentro de uma única rodada, podem ocorrer várias dessas cascatas consecutivas.

O jogador define a aposta e inicia a rodada. A partir daí, tudo ocorre dentro de uma única tela:

  • O campo inicial é formado;
  • O sistema verifica a presença de clusters;
  • Os grupos vencedores desaparecem;
  • Novos símbolos são adicionados por cima.

Cada nova cascata aumenta o multiplicador total. Se a sequência continuar, o multiplicador aumenta e é aplicado ao próximo prêmio nessa mesma rodada. Após o término das cascatas, o multiplicador é zerado.

Existem vários tipos de elementos no campo:

  • Símbolos coloridos comuns (base para os clusters);
  • Ovos dourados com números, que contêm multiplicadores;
  • Pequenos dragões, que surgem dos ovos e fortalecem o campo.

Quando um cluster se forma nas proximidades, os ovos dourados eclodem e se transformam em dragões. Cada dragão adiciona um multiplicador, que é somado aos demais e influencia o valor final do pagamento por cascata.

No jogo, há quatro tipos de dragões, cada um associado a seu próprio elemento. Eles se acumulam na parte superior da tela e amplificam o efeito à medida que a barra é preenchida. A cada nova fase, sua influência aumenta: os multiplicadores crescem, novos dragões são adicionados ao campo e ovos com valores altos aparecem com mais frequência. Se a barra for preenchida completamente, uma rodada bônus é ativada.

O Dragon Hatch é baseado em um gerador de números aleatórios, portanto, é impossível influenciar o resultado da rodada. No entanto, há algumas observações práticas que ajudam a controlar o processo:

  • Cascatas prolongadas ocorrem com mais frequência em apostas médias, quando o saldo permite sustentar uma série de rodadas.
  • Séries bruscas sem ganhos são parte normal da mecânica, especialmente antes da ativação do bônus.
  • O potencial principal do jogo se revela por meio de cadeias e multiplicadores, e não por meio de ganhos isolados.

 

O objetivo da sessão é aguentar até o momento em que as cascatas com coeficientes crescentes começarem a se formar.

Som e Animação do Dragon Hatch

Em Dragon Hatch, o som e o movimento estão ligados à mecânica do jogo. Eles não apenas acompanham as rodadas, mas ajudam a acompanhar o que está acontecendo no campo e em que fase se encontra a sequência de cascatas.

A trilha sonora de fundo é tranquila, com um leve toque de fantasia. Ela não sobrecarrega a percepção e permanece em segundo plano. O destaque recai sobre os sinais sonoros curtos:

  • O aparecimento de um cluster é acompanhado por acentos nítidos.
  • Cada desaparecimento de símbolos soa separadamente.
  • O nascimento dos dragões se destaca com um efeito mais intenso.

Graças a isso, o jogador percebe a estrutura da rodada. Mesmo sem olhar constantemente para a tela, fica claro se a sequência continua ou se a série já terminou. O som intensifica-se à medida que o multiplicador aumenta. Quanto mais longa a cascata, mais intenso se torna o áudio. Isso cria uma sensação de aceleração e destaca os momentos importantes dentro de uma única rodada.

A parte visual é construída em torno de um movimento contínuo. Após uma vitória, o campo não é reiniciado, mas se reorganiza suavemente. Os símbolos desaparecem com um efeito suave, novos elementos caem de cima sem pausas, os dragões aparecem diretamente na grade e permanecem no campo. A sequência torna cada rodada dinâmica. Visualmente, isso parece um único processo, e não um conjunto de ações separadas.

Uma atenção especial é dada aos ovos. Antes de se transformarem em dragões, eles ganham vida, mudam de forma e ficam iluminados. Isso cria uma breve pausa de expectativa, após a qual ocorre o reforço do campo.

As animações e o som desempenham várias funções ao mesmo tempo:

  • Mostram onde a combinação se formou;
  • Indicam se a cascata continua;
  • Destacam os momentos em que o multiplicador aumenta.

O jogador do Brasil não perde tempo procurando informações na interface — os principais eventos são percebidos através do movimento e do som. Como o Dragon Hatch Demo é construído em séries dentro de uma única rodada, para manter o interesse, é importante que cada nova fase seja percebida como um desenvolvimento.

Bônus do Jogo Dragon Hatch

No Dragon Hatch, a parte de bônus está ligada ao sistema de dragões e ao acúmulo de energia durante o jogo principal. Não há um modo clássico separado com rodadas grátis aqui — todo o potencial está concentrado nas rodadas atuais e em suas continuações.

 

O bônus principal é ativado quando a barra dos dragões na parte superior da tela fica totalmente preenchida. Depois disso, o jogo passa para um modo especial com um número fixo de rodadas. No início, são concedidas várias rodadas grátis (geralmente 3). A particularidade delas é a ausência de rodadas sem prêmios: cada rodada garante um ganho.

A mecânica dentro do bônus é diferente:

  • Ocorre imediatamente o aparecimento de ovos dourados com multiplicadores no campo.
  • Após cada combinação, novos ovos são adicionados.
  • Os multiplicadores são somados e aplicados ao pagamento final.

Cada ganho prolonga a série: mais uma rodada é adicionada às rodadas restantes. Enquanto os clusters se formam no campo, a rodada continua.

Os ovos dourados são a base do bônus. Eles contêm valores de multiplicadores que são revelados quando uma combinação é ativada. Quando os ovos se transformam em dragões, seus valores são somados. Em uma única rodada, pode-se acumular um multiplicador total significativo, especialmente se a sequência continuar por várias etapas consecutivas.

É exatamente por isso que se formam grandes pagamentos: não a partir de uma única combinação, mas de uma série com um coeficiente crescente.

Mesmo no jogo principal, é possível observar elementos da lógica do bônus: os ovos com multiplicadores aparecem também fora do bônus, os dragões surgem diretamente no campo base, e a escala leva gradualmente ao início da rodada. Isso cria uma transição suave: o bônus não é percebido como um modo separado, mas parece um desenvolvimento da sessão já iniciada.

Bônus oferecidos pelo cassino online

Vale a pena considerar separadamente as ofertas do próprio cassino. No Brasil, muitas vezes incluem nas condições de várias promoções:

  • Rodadas grátis específicas para este jogo;
  • Bônus de depósito com requisitos de aposta nas slots da PG Soft;
  • Participação em torneios ou promoções temporárias, levando em conta as apostas no jogo.

Nesses casos, é importante verificar as regras. O caça-níquel tem alto potencial devido aos multiplicadores, por isso frequentemente participa do rollover com uma contribuição reduzida (por exemplo, 50–70% da aposta conta para o rollover). Também existem restrições quanto à aposta máxima durante o bônus – vale a pena levá-las em conta para não perder os créditos.

O Dragon Hatch é ideal para cumprir os requisitos de aposta devido às frequentes cascatas: o saldo muda dinamicamente, e o progresso no wagering ocorre mais rapidamente do que em caça-níqueis com pagamentos únicos.

Carnaval brasileiro avança na internacionalização com acordo entre Brasil e França

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Fotos: Pedro Ribeiro/CARNAVALESCO

Por Pedro Ribeiro

O terceiro dia de debates do Congresso Nacional de Escolas de Samba 2026 (CONASAMBA), realizado neste sábado (6), na Fábrica do Samba, em São Paulo (SP), foi marcado pela assinatura e celebração de um acordo de cooperação entre a FENASAMBA (Federação Nacional das Escolas de Samba) e a Federação Francesa do Carnaval Tropical de Paris. O painel internacional do congresso, mediado pelo ex-ministro dos Direitos Humanos Sílvio Almeida, já estava nos acréscimos quando Kaxito Ricardo Campos, presidente da FENASAMBA, subiu ao palco para fazer o anúncio e, em seguida, assinar, em conjunto com Teddy Lacroix, presidente da Federação Francesa do Carnaval Tropical de Paris, a formalização da proposta de acordo.

E o acordo é sobre o quê? O CARNAVALESCO registrou as bases do acordo em detalhes e ouviu as projeções do presidente da federação brasileira a respeito do projeto: “Estamos projetando para o Carnaval de São Paulo, em 2027, a vinda de uma delegação estimada em 650 pessoas oriundas da França, com o objetivo de conhecer a grandeza do carnaval brasileiro, participar das atividades culturais e formativas (…) e, se autorizada pelas instâncias do carnaval de São Paulo e pelas autoridades competentes, abrir simbolicamente os desfiles das escolas de samba de São Paulo”, revelou.

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O reconhecimento internacional do carnaval brasileiro já é conhecido. A diferença é que, nos últimos anos, a FENASAMBA tem trabalhado na direção de estreitar institucionalmente as relações entre diferentes organizações carnavalescas ao redor do mundo. Essa cooperação mútua favorece a compreensão da dimensão cultural que o carnaval brasileiro representa, porque, segundo Kaxito, o carnaval é uma “escola viva, um território de formação e o grande centro de transmissão de saberes”.

Sobre o intercâmbio com a França, a FENASAMBA o considera estrategicamente fundamental: “Esse intercâmbio mostra que o carnaval é também um instrumento de integração internacional. Ele cria pontes entre culturas, aproxima instituições, fortalece o turismo cultural, valoriza a imagem do Brasil no exterior e abre novas possibilidades para artistas, jovens, comunidades e territórios. Quando o samba dialoga com o mundo, o Brasil se apresenta (…) como potência cultural, criativa e educativa”, disse o presidente.

A natureza grandiosa do projeto reforça e consolida o papel das escolas de samba como as principais embaixadoras da cultura brasileira no mundo. Para a FENASAMBA, o acordo supera um mero compromisso formal, porque propõe mostrar ao Brasil e ao mundo que “o carnaval é, sim, um polo de conhecimento, saberes, integração, desenvolvimento e paz”.

Acompanhado dos convidados que compuseram o painel internacional do CONASAMBA 2026, formado por representantes da Colômbia, França, Gana e Uruguai, ele reforçou os agradecimentos à delegação internacional presente no congresso. Nitidamente satisfeito com o resultado do encontro, Kaxito fez questão de enaltecer a importância desse movimento cooperativo: “Eu quero incluir todos vocês (…), estamos dando um passo muito grande para a criação de uma grande rede internacional do carnaval”, finalizou.

Disputa pela sede do Conasamba 2027 mobiliza nove capitais brasileiras

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Foto: Daniel Amorim/Divulgação Conasamba

Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte, Belém, Macapá, Natal, Porto Velho, Brasília e Rio de Janeiro oficializaram suas candidaturas para sediar o CONASAMBA 2027 – Congresso Nacional das Escolas de Samba, principal fórum de discussão, capacitação e desenvolvimento do carnaval brasileiro.

As manifestações de interesse foram apresentadas durante a mesa de encerramento do CONASAMBA 2026, onde ocorreu a plenária nacional das ligas filiadas à FENASAMBA, e evidenciam o fortalecimento do evento como uma das mais importantes plataformas de articulação institucional, econômica e cultural do país. A crescente disputa pela sede reflete o reconhecimento do congresso como um instrumento estratégico para o desenvolvimento do setor carnavalesco e da economia criativa nos estados brasileiros.

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Promovido pela Federação Nacional das Escolas de Samba (FENASAMBA), o CONASAMBA reúne anualmente dirigentes de ligas e escolas de samba, gestores públicos, pesquisadores, profissionais do carnaval, comunicadores e representantes da cadeia produtiva da cultura, consolidando-se como o maior encontro do segmento no Brasil.

Com a apresentação do interesse em sediar a 9ª edição do maior congresso de carnaval do país, os presidentes das ligas filiadas à FENASAMBA irão formalizar as cartas de intenção, e as entidades candidatas iniciam agora uma nova fase do processo seletivo. Cada liga deverá apresentar um projeto técnico detalhado contendo informações sobre infraestrutura, rede hoteleira, mobilidade urbana, equipamentos culturais, capacidade de atendimento aos participantes e propostas de legado para o carnaval local e nacional.

Para a diretora do Departamento de Projetos da FENASAMBA, Alinne Limma, o elevado número de candidaturas demonstra o protagonismo alcançado pelo congresso nos últimos anos.

“Receber o interesse de nove importantes cidades brasileiras confirma a relevância que o CONASAMBA conquistou no cenário cultural nacional. O congresso deixou de ser apenas um espaço de encontros e debates para se tornar uma ferramenta efetiva de desenvolvimento, geração de oportunidades e fortalecimento institucional das escolas de samba em todo o país. A partir de agora, inicia-se uma etapa técnica e estratégica, na qual cada liga deverá apresentar seu projeto de candidatura. Nossa missão será avaliar cuidadosamente cada proposta para identificar aquela que melhor atenda às necessidades do congresso e que apresente condições de ampliar ainda mais o alcance e o legado do CONASAMBA para o carnaval brasileiro.”

A escolha da cidade-sede levará em consideração critérios técnicos, operacionais e institucionais, além da capacidade de realização de um evento que, a cada edição, amplia sua representatividade nacional e seu impacto no setor cultural.

A definição da sede do CONASAMBA 2027 será anunciada pela FENASAMBA após a conclusão do processo de avaliação das propostas apresentadas pelas entidades candidatas.

Mais do que um congresso, o CONASAMBA se consolida como um espaço de construção de políticas, intercâmbio de conhecimento e fortalecimento da maior manifestação cultural popular do Brasil: o carnaval.

Copa do Samba transforma desfiles históricos em disputa decidida pelo público

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Foto: LIAJERJ/Divulgação

A paixão pelo carnaval ganhará novos contornos neste mês de junho. Inspirada no clima das grandes competições esportivas, a Liga Independente dos Acervos e Jurídicos das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIAJERJ), em parceria com torcedores e pesquisadores do samba, promoverá a 1ª Copa do Samba, uma disputa inédita que colocará frente a frente alguns dos mais marcantes desfiles da história das agremiações cariocas.

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A competição será realizada entre os dias 11 e 27 de junho e contará com representantes de 14 tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. Em formato mata-mata, os confrontos serão definidos por sorteio e terão seus vencedores escolhidos por meio de votação popular.

Na Copa do Samba, a Marquês de Sapucaí assume o papel de arena principal. Os grandes desfiles entram em campo para defender as cores de suas escolas em duelos que prometem mobilizar apaixonados pelo carnaval de diferentes gerações. A cada fase, caberá ao público decidir quais apresentações históricas avançam rumo ao título.

Cada escola será representada por seus respectivos Acervos e Jurídicos, responsáveis por selecionar os desfiles que disputarão a competição. O objetivo é promover uma verdadeira viagem pela memória do carnaval, revisitando momentos que marcaram época na Avenida.

A iniciativa nasce do trabalho desenvolvido pela LIAJERJ, entidade formada por páginas, perfis e projetos independentes dedicados à preservação da história e da cultura das escolas de samba nas redes sociais. Embora não represente oficialmente as agremiações participantes, a liga reúne administradores de páginas, pesquisadores, colecionadores e apaixonados pelo carnaval que atuam na valorização dos legados construídos ao longo das décadas.

Mais do que definir um campeão simbólico, a Copa do Samba tem como proposta estimular o debate sobre desfiles históricos, aproximar os torcedores da trajetória de suas escolas e reforçar a importância da preservação da memória carnavalesca.

A competição também destaca o papel dos acervos e jurídicos independentes, que se consolidaram como importantes guardiões da história do samba, preservando fotografias, documentos, registros audiovisuais e informações fundamentais para a construção da memória do carnaval carioca.

O cronograma do torneio já está definido. O sorteio dos confrontos foi realizado no último dia 4 de junho. A primeira fase acontecerá nos dias 11 e 13 de junho. As quartas de final serão disputadas nos dias 17 e 19 de junho, enquanto as semifinais estão marcadas para 23 de junho. A disputa pelo terceiro lugar ocorrerá em 26 de junho, e a grande final será realizada no dia 27, encerrando um mês inteiramente dedicado à celebração da história dos desfiles das escolas de samba.

Os interessados em acompanhar os confrontos, resultados, chaveamento e votações poderão acessar o perfil oficial da LIAJERJ no Instagram, @liajerj.

Ao final da competição, uma escola será consagrada campeã da primeira edição da Copa do Samba. Mais do que levantar um troféu simbólico, a vencedora representará a força da memória carnavalesca e da paixão que une gerações de torcedores. Afinal, no carnaval, a história também entra em campo.

Paraíso do Tuiuti retoma aulas de samba no pé em projeto de passistas

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Foto: Divulgação/Tuiuti

O Paraíso do Tuiuti retoma nesta terça-feira, a partir das 20h, o projeto “Aos passos do Paraíso”, coordenado por Alex Coutinho e Jorge Amarelloh. A iniciativa oferece aulas de samba no pé para crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Os candidatos serão divididos em duas turmas: uma infantil; a outra, para adultos. De acordo com os idealizadores do projeto, não há um limite máximo de idade para os interessados.

Todas as aulas ocorrerão às terças-feiras, sempre a partir das 20h, na quadra do Tuiuti, no bairro de São Cristóvão. Para a inscrição, é preciso levar uma foto 3×4, cópia do RG, CPF (para quem tiver) e comprovante de residência. Para menores de idade, levar uma foto 3×4, cópia do RG ou certidão de nascimento, comprovante de residência, declaração escolar, e cópia do RG e CPF do responsável. A taxa de matrícula será de R$ 80.

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Os organizadores do projeto pedem que os alunos usem roupa de ginástica preta e tênis.

Serviço
Data: Toda terça, a partir do dia 09 de junho
Horário: 20h
Local: quadra do Tuiuti – Campo de São Cristóvão, 33, bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio.

Porto da Pedra 2027: sinopse do enredo

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APRESENTAÇÃO

“Se o povo te impressionar demais
É porque são de lá os teus ancestrais
Pode crer no axé dos teus ancestrais”

“Sou filha da Angola
Sou neta da Bahia
Sou cria da poesia
Que vem das ondas do mar”

“Gente que lutou pra se libertar
Ver no amanhã novo Sol chegar
Ter que trabalhar, reconstruir
Bom futuro há de vir
Eu vi Luanda, Benguela, Lobito e outras mais
Na Catumbela, o samba jorrou, me deu sinais
Que naquela terra cantaram, sambaram meus avós”

Em 12 de maio de 1980, 64 artistas brasileiros deixaram o Rio de Janeiro para cruzar o Atlântico. O destino? Angola, país africano recém-liberto das garras do colonialismo português. Assim como o Brasil, esse povo se empenhou em superar a violência da colonização para estabelecer uma ideologia da cultura nacional angolana. A turnê político-artístico-musical pelas cidades de Luanda, Benguela e Lobito levou na bagagem uma sofisticada diversidade musical em intercâmbio com as expressões locais de saberes, culturas, danças e músicas. Intercâmbio este que existia antes, existiu durante a viagem e sempre vai existir entre as duas nações. Dos cerca de 4,5 milhões de homens, mulheres e crianças pretas escravizadas através dos séculos XVI e XIX, calcula-se que cerca de 3 milhões sejam de origem bantu, da região da atual Angola.

Nessa caravana designada PROJETO KALUNGA estavam netos e bisnetos de escravizados. Eram, portanto, artistas africanos em diáspora que ao adentrar o solo africano criaram obras musicais populares brasileiras e angolanas para além dos limites do território nacional. A expedição foi um novo capítulo nas relações Brasil/África ao realizar a travessia no sentido inverso: se outrora seus antepassados cruzaram o mar acorrentados, agora eles retornaram livres para celebrar a independência de Angola. Foi um encontro entre povos com raízes culturais que se atravessam de uma forma indissociável, incontrolável e encantada.

Esta jornada tornou Martinho da Vila carinhosamente conhecido pela população angolana como embaixador, fez João Nogueira se emocionar como criança ao pisar em Mussulo, causou em Dorival Caymmi suspiros ao chegar àquela ilha e se imaginar na “sua Bahia”, gerou experiências espirituais em Dona Ivone Lara ao admirar o mar angolano, fez Djavan encontrar sua identidade musical e Chico Buarque compor “Morena de Angola” e mais, muito mais. A kalunga grande não matou a ancestralidade, ao contrário, a fez resistir e se reinventar como festa e alegria de ser, viver e pertencer. Hoje, quase 50 anos depois do Projeto, este marco histórico entre Brasil e Angola desembarca em um porto que se enche de orgulho em poder homenagear o feito tão simbólico para as culturas brasileira e angolana: o Porto da Pedra.

Sejam bem-vindos de volta.

Eu sou a Angola que assenta no teu mutuê. O mar assistiu em segredo a sua partida sem despedida, mas o agora não mora nas dores do Atlântiko, habita no retorno. Sou Porto-Terreiro, feito que arde como jindungo. Sou barro e terra onde nossos ancestrais ainda escutam o rugir do Tigre no bailar do vento. Símbolo este que te convida de volta.

Mas não venha como estrangeiro!

Pise como quem nunca partiu: peça licença, pise descalço, bata cabeça. Cante e dance as nossas músicas; reverencie nossos heróis; coma a nossa comida com as mãos, sinta o gosto dos dedos. O tambor te chama pelo nome! Deixe-me ver nossos deuses no teu corpo. Sussurre ao sagrado o segredo dos teus ancestrais.

Bem-vindos de volta.

Mesmo com o corpo tomado em luta nesses últimos anos, me refiz nas feridas e cobri cicatrizes para conhecer o que fez com as sementes que eu te dei. Sei que plantou em morros, cortejos, palcos, ruas, sambas e sembas. A arte popular que de longe me vi estar. Trago comigo novas sementes plantadas em Luanda, Benguela e Lobito, território livre de onde vi brotar a cultura do povo.

Volte e pegue.

Não esqueça de mim, pois nunca te esqueci. Para andar para frente, não deixe de olhar para trás. Resgate a sabedoria e as raízes do meu passado que brotam em seu legado. Vejo meus galhos no folclore alagoano de Djavan; na Morena de Angola de Clara e Chico; na negra-Bahia de Caymmi; no colo materno africano embalado na Madureira de Dona Ivone; na Ilha de Mussulo de João Nogueira “teve gente que chorou”; “Mas se teu povo te impressionar demais,” Martinho, “Pode crer no Axé do Seus Ancestrais” e faz dessa kizomba a constituição dessa nação Brasingola, fruto do embondeiro que perpetua nossos laços.

Texto e Pesquisa
Alex Carvalho, Beatriz Chaves, Caio Cidrini e Thainá Santos

GLOSSÁRIO
Kalunga: “mar”, “oceano”, grandes massas de água em quimbundo
•Luanda, Benguela e Lobito: cidades angolanas
•Mussulo: península de praias de areia branca e águas calmas ao sul de Luanda
•Mutuê: “cabeça” em quimbundo e um termo central nas religiões de matriz africana
•Atlântiko: grafia estilizada de oceano no qual trocamos o “c” pelo “k” de Kalunga
•Jindungo: nome dado em Angola a uma variedade de pimenta malagueta
Kizomba: termo do quimbundo que significa festa e divertimento
•Brasingola: termo que une Brasil e Angola de forma indissociável
•Embondeiro: nome angolano para o baobá, árvore símbolo de resistência,
ancestralidade, força e sabedoria

REFERÊNCIAS

BARRETO, Mariana. O Projeto Kalunga: os significados das produções musicais populares brasileira e angolana para além dos limites do território nacional. In: Congresso Brasileiro de Sociologia, n. 18, p. 26-29. Brasília (DF), 2017.

BARRETO, Mariana. Músicas populares e as fronteiras atlânticas da turnê Projeto Kalunga em Angola. In: O Público e o Privado, n. 46, p. 78–102. Fortaleza, 2024.

CASTRO, Maurício Barros de. Diário do Projeto Kalunga: memórias e narrativas de uma missão de músicos brasileiros na Guerra Civil de Angola. Textos Escolhidos de Cultura e Arte Populares, n. 1, p. 115-126. Rio de Janeiro, 2016.

VILA, Martinho da. Kizombas, Andanças e Festanças. 1. ed. Rio de Janeiro: L. Christiano, 1992.

ENREDO EM HOMENAGEM A Bahia, Bolinho, Café, Caldeira, Chico Batera, Chico Buarque, Clara Nunes, Cristina Buarque, Danilo Caymmi, Djavan, Dona Ivone Lara, Dorival Caymmi, Dulce Tupy, Edu Lobo, Elba Ramalho, Fernando Faro, Fernando Mansur, Filipe Mukenga, Francis Hime, Geraldo Azevedo, Grupo Nosso Samba, Iolanda Huzak, João do Vale, João Nogueira, Lelé, Lessa, Maria do Carmo Buarque de Holanda, Marieta Severo, Martinho da Vila, Miúcha, Novelli, Olívia Hime, Paulinho Sauer, Quinteto Violado, Roberto Ângelo, Rui Mingas, Ruy Faria, Ruy Guerra, Tânia Quaresma, Waldemar Bastos, Wanda Sá, Wellington Lima, Zé Luiz e tantos outros filhos e filhas da diáspora, artistas das travessias. Aos que vieram antes e depois. Aos que se encantaram e aos que persistem. Aos brasileiros e aos angolanos. Aos brasingolanos

A Estrela vai brilhar! Terceiro Milênio aposta em refrão forte e escolhe samba dos Gêmeos para 2027

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Por Pedro Ribeiro e Will Ferreira

O último domingo viveu a primeira final de samba-enredo de São Paulo para o Carnaval 2027. A Estrela do Terceiro Milênio fez a final da eliminatória e consagrou a obra composta por Jorge Diego, Rafa Cria, Ayr Júnior, Rapha Moreira, Willian Tadeu, Mário Presidente, André Ricardo, Rubens Gordinho, Rodolfo Minuetto e Rodrigo Minuetto para o enredo “Incrível, Fantástico, Extraordinário!”, assinado pelo carnavalesco Paulo Barros. Sempre presente em eventos importantes para as escolas de samba paulistanas, o CARNAVALESCO entrevistou uma série de personagens importantes não apenas para a concepção do samba-enredo, mas para o projeto da Estrela do Terceiro Milênio.

Exaltação e churrasco

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Fotos: Pedro Ribeiro e Will Ferreira/CARNAVALESCO

Perguntados sobre como foi o processo criativo para compor o samba, Rodrigo Minuetto fez questão de elogiar o carnavalesco responsável pelo enredo: “Primeiro que o Paulo Barros é um gênio. Ele é fantástico. Ele que é o incrível e o extraordinário. Ele deu uma sinopse que é só pegar e botar a melodia. É fácil. E, aí, você vê o resultado do samba: uma disputa maravilhosa com um nível altíssimo dos sambas concorrentes. Nós nos consagramos campeões, mas foi uma disputa bem sadia, bem acirrada. Está aí o resultado, ou melhor, o início desse projeto. Agora, vamos continuar, e tomara que a comunidade abrace mais e mais o samba”, disse.

A obra, de acordo com ele próprio, foi construída de maneira bastante tradicional: “Reunião, churrasco… teve de tudo! Nós somos do modo tradicional: samba-enredo não dá para fazer por WhatsApp. Claro que a gente respeita as outras parcerias que fazem, mas tem que ter a magia, tem que ter esse tête-à-tête, esse pensamento, um olhar para a cara do outro e falar algo. Surge uma ideia, a gente discute e, no final, a gente sai sempre muito feliz”, comemorou.

Em tom de brincadeira, Jorge Diego, outro dos compositores, complementou: “Foram doze reuniões e dezessete churrascos”, brincou.

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Ayr Junior apelou para a emoção ao falar da obra: “Deu até vontade de chorar com essa parceria. Primeira vez que nós estamos fazendo samba juntos e já chegamos com a vitória. Muito obrigado a todos, de coração. Deu um gás para nós! A gente queria parar de fazer samba e nós estamos aqui, com a rapaziada, firme e forte. Mais uma vez, foi a prova de que o amor vence sempre. Eu amei esses caras desde o primeiro dia. E o amor sempre vai vencer. A música vai vencer. A música vai transformar a gente todos os dias da nossa vida”, suspirou.

Quando a reportagem perguntou qual era a parte favorita de cada um deles, tal qual uma transmissão instantânea de pensamento, todos começaram a cantar o refrão principal da obra: “É incrível voar com você/Só quem é Milênio consegue entender/Fantástico/Extraordinário é sonhar/A nossa Estrela vai brilhar!”, declamaram.

A parceria encabeçada pelos gêmeos Rodrigo e Rodolfo Minuetto ganhou pela segunda vez o concurso da Estrela do Terceiro Milênio, a primeira delas aconteceu em 2025, em que Willian Tadeu também foi vencedor. Outros nomes importantes do grupo, como André Ricardo e Rubens Gordinho, estrearam neste ano na parceria.

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A primeira canção apresentada na final foi justamente o vencedor, na eliminatória, inscrito como Samba 1000, que novamente contou com uma grande torcida e fez valer o explosivo refrão. O segundo a se apresentar, o Samba 99, que buscou mesclar partes fáceis de se cantar (como os versos antes do refrão de cabeça), teve boa adesão de um grupo de chefe de alas, que estavam cantando e evoluindo próximo da torcida contratada. Já o Samba 01, último a se apresentar, era o mais melódico, focando na poesia e na reflexão que o enredo propõe, com boa adesão das baianas, que acompanharam a apresentação e evoluíram bastante durante a execução da canção.

Panorama musical completo

Desde 2019 na Estrela do Terceiro Milênio, mestre Vitor Velloso mostra maturidade ao falar das mudanças pelas quais a escola tem passado. Uma dessas transformações é ver Raquel Tobias, que estava no carro de som da Coruja, assumir um dos microfones principais da agremiação: “A Raquel é uma querida! Já está aqui há muito tempo na escola, a gente já trabalha há um bom tempo. Todo mundo está muito feliz por ela ter chegado até aqui, pela conquista de ser nomeada como intérprete oficial da escola ao lado do Darlan. Como eu falei, o convívio é muito bom já há muito tempo. Não tem muito segredo. Agora, com ela participando de mais reuniões, a gente já tem um convívio bacana e se fala ainda mais Vai dar certo, com toda a certeza”, comemorou.

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O ritmista-mor da escola garantiu que, em tempos de eliminatória de samba-enredo, costuma ficar mais avesso a contatos com os compositores: “O processo de escola de samba é sempre bem complicado. Ainda mais para mim, que também fiz parte do júri. A gente sempre tem que dar uma afastada da rapaziada, evitar ficar conversando muito – porque sempre tem alguma situação. A safra esse ano foi bem bacana, vieram alguns novos compositores que não tinham feito samba aqui ainda na escola e vieram participar nesse ano. Foram oito sambas e o processo é sempre complicadinho para escolher: tinha bastante obra legal que poderia ir. O Rodrigo Shumacker, que é o Diretor Musical da casa, ganhou em 2026 e, nessa final, não foi o samba dele. Os Gêmeos, que ganharam em 2025, ganharam novamente Tomara que a galera volte para fazer sambas em 2028 também”, convidou.

Por fim, mestre Vitor preferiu não dar spoiler sobre como virão os ritmistas na avenida: “Quando sai o enredo e quando a gente fica sabendo qual que é a nossa fantasia, a gente sempre começa a dar uma pesquisada em algumas coisas. A gente já está com alguns pensamentos e a gente, na verdade, estava esperando sair o samba. Agora, que saiu o samba, a gente vai começar a trabalhar em cima disso para poder encaixar nossas ideias dentro da melodia. Vão ter vai ter algumas surpresas aí, sim”, disse.

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Trabalho adiantado

A direção de carnaval da Estrela do Terceiro Milênio, composta por Wilson Costa, popularmente conhecido como Japa, e Vinícius Freitas, destacou o motivo pelo qual a agremiação começou a realizar eventos ainda no sexto mês do ano: “Trabalhar nesse novo projeto com um novo carnavalesco é uma entrega de cem por cento em relação a tudo que esses artistas criam para na nossa escola. Para a gente, é um privilégio enorme trabalhar com mais um artista grandioso como o Paulo Barros. Tenho certeza que a comunidade e a nossa direção estão abraçando da melhor forma possível esse projeto, e, com certeza, no que depender da nossa equipe, esse projeto será um sucesso”, comentou Vinícius.

Alinhado com a dupla, Japa também citou outros quesitos: “A Terceiro Milênio começou um pouco cedo porque a gente teve essa troca de carnavalesco. O Paulo Barros já chegou apresentando um enredo para nós. Em reunião com toda a nossa diretoria, a gente decidiu antecipar tudo. Hoje, em pleno começo de junho, já estamos com o nosso samba para poder começar mais cedo o trabalho com a nossa comunidade de Harmonia e de Evolução. A gente acredita que o trabalho que a gente vem fazendo em todo o processo, desde quando nós iniciamos, vai dar tudo certo e a gente vai colher bons frutos”, prometeu.

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Vinícius, pouco depois, falou sobre o exemplo e sobre a união da comunidade em prol do que está sendo preparado pela escola: “Além desse lado profissional, além do trabalho, a gente costuma falar que começamos cedo. Isso é muito benéfico, é um ponto positivo para o nosso trabalho, de Evolução e de Harmonia. Dessa maneira, a gente fala para a nossa comunidade que a gente não vai aceitar ninguém trabalhando mais que a gente no Carnaval. Lógico, sempre respeitando todas as coirmãs, mas a gente não vai aceitar ninguém trabalhando mais que a gente. Tem outro lado que a gente pensa em relação a uma escola de samba: as pessoas têm que frequentar o ano inteiro a quadra, tem que ser um prazer além de trabalho. Isso está nos ajudando também na escolha do samba mais cedo, para que as pessoas possam usufruir e desfrutar da quadra da escola”, comentou.

O ciclo do Carnaval de 2026 foi utilizado por Japa para falar sobre a antecipação das datas da escola: “Ter o seu samba antecipado é maravilhoso, porque você consegue trabalhar mais a sua comunidade. O carnaval vai ser no começo de fevereiro e, no ano passado, nós escolhemos o samba em setembro. A gente perdeu quase dois ou três meses de ensaios com a nossa comunidade. Lógico que a gente já vem fazendo um trabalho junto com a nossa comunidade antes da escolha do samba – mas, para nós, iniciar esse trabalho com o samba vai ser maravilhoso. A gente vai conseguir fazer com que a comunidade cante e consiga pegar o samba mais rápido e consiga fazer essa evolução com o samba mais rápido. A gente vai conseguir, com certeza, fazer um grande trabalho”, relembrou.

Tradições mantidas

Presidente da agremiação, Gilberto Rodrigues, popularmente conhecido como Giba, contou como são feitas as votações para definir o samba-enredo da Estrela do Terceiro Milênio: “Nos trancamos na salinha e são onze votos. Toda a nossa diretoria executiva tem direito a voto e eu deixo o pau quebrar. Se for necessário, caso tenha um empate, o último voto é o meu. Mas, nos últimos anos, a gente vem em um consenso. Não me lembro de ter tido algum tipo de problema, de ter que desempatar. Sempre a maioria, quando a gente senta, já tem o voto. O processo é esse, é muito simples. A gente já vinha analisando esses três sambas há alguns dias, conversamos bastante e ouvimos o povo, eles deram o Norte para a gente e a gente leva muito em conta a comunidade. Agora, é completar com esse grande projeto de Carnaval que nós temos para 2027”, explicou.

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Paulo Barros é conhecido por não ser muito fã de apresentar as fantasias com antecedência para a comunidade, mas Giba deixou claro que a Milênio seguirá com o evento já tradicional na Coruja: “Nós vamos seguir a nossa tradição de fazer Festa de Protótipos. A nossa comunidade pede isso. Nós vamos fazer uma grande Festa de Pilotos. Estamos só ajustando o nosso calendário. Eu imagino que, no final de julho, no começo de agosto, no máximo na segunda quinzena de agosto, a gente deve estar fazendo essa grande festa. Todo mundo está muito ansioso por esse grande projeto”, anunciou.

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Por fim, o mandatário contou como foi o processo para convidar Raquel Tobias para ser uma das intérpretes principais da agremiação: “Foi muito tranquilo chamar a Raquel para ser intérprete oficial. Ela já está com a gente há sete carnavais, salvo engano, e, pouco depois de quando eu saí da presidência da escola, tive uma conversa informal com ela e disse que a hora dela iria chegar. Ela olhou pra mim e perguntou se eu esperaria. Retornei à presidência da escola e, quando decidimos pela saída da Grazzi, foi o primeiro nome que me veio na minha cabeça, a primeira pessoa que me veio na minha mente. Logo que eu falei o nome, foi unânime. Todo mundo olhou pra mim e falou que era ela. Quando eu fiz o convite, ela lembrou exatamente daquele papo anterior que tivemos. Ela se emocionou e lembrou exatamente das palavras. Chegou a hora dela agora. Já está cantando na noite há muito tempo, já tem uma carneira consolidada, já vem buscando o espaço dela… é muitíssimo merecido e é cria da casa, é da comunidade. Eu prezo muito por isso, por dar oportunidade para quem é da casa. E eu não tenho dúvida nenhuma que ela vai realizar um grande trabalho”, comentou.

Cantores alinhados

Novos parceiros no comando do carro de som da Estrela do Terceiro Milênio, Raquel Tobias e Darlan Alves tiveram discursos bastante próximos ao falar com a reportagem. A cantora não deixou de falar sobre o sentimento por chegar a tal posto: “Para mim é emocionante! Estou na Ala Musical faz sete anos, enquanto a Grazzi Brasil estava na escola. Para mim, é muito importante. Estou nesse mundo e nessa ancestralidade para deixar legado. É muito emocionante a escola ter escolhido outra mulher para representar. Já fiz outros carnavais em Minas Gerais, alguns da UESP como Ala Musical, estou nessa carreira há quinze anos e, para mim, é uma responsabilidade e uma gigante alegria estar aqui. É uma emoção defender o pavilhão, eu sempre defendi como Ala Musical e eu vou defender com unhas, dentes e com a minha alma a Terceiro Milênio”, comentou.

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Darlan elogiou o olhar para a própria comunidade ao nomear Raquel para o posto: “Foi um processo feito pela direção da escola. Depois que a escola tem uma habitual preferência por dois intérpretes, pensamos em quem trazer. Foi ótimo ver essa valorização de alguém da casa, alguém que já estava aqui. A Raquel já está há muito tempo na Terceira Milênio, salvo engano ela tem dez anos aqui como minha parceira de time de canto. A Milênio, o Silvão e o presidente Giba dão muito valor para valorizar as pessoas do Grajaú e da escola. Eles têm muito essa visão de, sempre que possível, buscar alguém daqui do Grajaú. É muito bacana ver isso e é mais uma grande cantora do nosso Carnaval. Tenho certeza que ela vai arrebentar. A gente está bem feliz com essa chegada dela ao microfone, ainda há pouco estava ajustando o grito, como que ia ser, tudo sendo lapidando para o início da sua carreira como intérprete de samba-enredo. Ela já tem uma carreira consolidada fora do Carnaval – e com certeza vai ter sucesso aqui também”, comemorou.

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Raquel relembrou outras intérpretes femininas marcantes do Carnaval paulistano: “Tem mulheres que são intérpretes e que já desceram sozinhas – como a Grazzi Brasil, como a Samantha Santos no Águia de Ouro, Bernardete, Eliana de Lima. Casar junto com uma voz masculina dá aquele molho, também. É bacana essa junção, porque vem essa potência de voz de homens e também de mulheres bem potentes, também. Gosto muito desse casamento de vozes. Eu e o Darlan conversamos muito, é tudo falado, tudo é conversado, tem que ficar um pelo outro: está todo mundo no mesmo nível. As mulheres estão na linha de frente!”, exaltou.

Já Darlan destacou a afinação não apenas nos microfones, mas também no trabalho com a nova parceira de profissão: “A escolha de samba-enredo define muito o trabalho durante o ano. Cantar com intérprete de voz feminina não tem o problema de casar ou se não vai, porque a gente sempre encontra um meio termo para que fique à vontade para os cantores. Geralmente, tecnicamente falando, as cantoras atingem umas extensões vocais muito mais agudas, muito mais altas do que os homens. Mas, geralmente, os sambas-enredos são feitos num tom que, na maioria das vezes, são para vozes masculinas. Isso, muitas vezes, dificulta para as cantoras. A gente ajusta, sobe mais uma nota ou um tom: entramos no meio-termo e está tudo certo”, destacou.