Morre o presidente do Conselho Deliberativo da Imperatriz Leopoldinense
Faleceu nesta quarta-feira, vítima da Covid-19, José Henrique Pinto, o Zezinho, que era presidente do Conselho Deliberativo da Imperatriz Leopoldinense, e, que no ano passado, assumiu o posto de presidente, por alguns dias, quando Luiz Pacheco Drumond renunciou ao cargo.
Zezinho era muito amigo de Luizinho Drumond, torcedor da Imperatriz Leopoldinense e sócio fundador da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa).

Na ocasião, em que o dirigente se afastou da presidência, a escola chegou a marcar uma nova eleição, que não aconteceu.
A comunidade fez manifestação pedindo a volta de Luizinho que retornou ao cargo. No Carnaval 2020, a Imperatriz Leopoldinense foi campeã da Série A e está novamente no Grupo Especial do Rio de Janeiro.
Império Serrano distribui cestas básicas para comunidade
A diretoria do Império Serrano realizou, na manhã desta quarta-feira, a distribuição de cestas básicas que foram arrecadadas durante a Live Botequim do Império Serrano do último dia 31 de maio. Até o momento, 450 famílias de comunidades como Serrinha, Cajueiro, Congonha, Patolinha, Dendezinho, entre outras já foram beneficiadas.
“Ações como esta são de extrema importância, independente da época do ano, mas em especial no momento em que estamos encarando esta pandemia. Agradecemos a todos os que tem colaborado, inclusive ajudas de todos os tipos serão essenciais para que possamos reerguer o Império Serrano”, destacou o presidente Sandro Avelar.

Uma nova edição da live Botequim do Império Serrano será realizada no próximo dia 28 de junho, a partir das 13h.
Vitória da vida! Arlindinho revela que Arlindo Cruz já fala algumas palavras
A notícia é para ser muito comemorada por todos. Na live do Camarote do King, o sambista Arlindinho revelou que Arlindo Cruz, seu pai, já apresenta grande evolução no seu quadro clínico.
O cantor e compositor sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em março de 2017 e há três anos está em tratamento se recuperando gradativamente da condição.
“O corpo está voltando a responder e meu pai já está falando algumas palavras”, disse Arlindinho, durante o bate-papo com Jimmy Ieger, apresentador da live do Camarote do King.

Arlindinho prometeu que em breve será publicado um vídeo nas redes sociais com Arlindo Cruz.
“Vamos postar um vídeo do meu pai em breve. Quem ama e torce pelo meu pai vai ficar muito feliz. A corrente é gigantesca”, afirmou Arlindinho.
Conheça a equipe dos sonhos da São Clemente, escolhida por leitores e torcedores
Os leitores do site CARNAVALESCO e torcedores da São Clemente escolheram a equipe dos sonhos. Foram dois momentos: o primeiro com a indicação e o segundo com a abertura da votação popular. Somente quem já tinha desfilado pela agremiação poderia fazer parte do time da história.

Duas categorias tiveram mais de 90% das indicações na primeira etapa e nem fora para classificação geral. O lendário Marquinho entrou direto como diretor de harmonia e Ricardo Almeida Gomes como diretor de carnaval.

Para o casal de mestre-sala e porta-bandeira da história da São Clemente foram escolhidos: Sidclei (56,1%), que desfilou em 2000, e, Denadir (50,3%), de 2012 a 2017.

Caliquinho recebeu 52,6% dos votos para ser o mestre de bateria da história da São Clemente. O atual presidente Renatinho ficou com 26% e a dupla Caliquinho e Gil terminou com 21,4%.

Igor Sorriso venceu com 67% como intérprete da equipe dos sonhos da São Clemente. Leozinho Nunes recebeu 22% e Leonardo Bessa ficou com 11%.

Por 68,2% dos votos, o coreógrafo Junior Scapin foi eleito para comandar a comissão de frente da história. Sérgio Lobato ganhou 31,8%.

A disputa pelo posto de carnavalesca foi acirrada e a vitória foi da professora Rosa Magalhães. Ela recebeu 39,9%, contra 31,2% para Jorge Silveira e 28,9% para Milton Cunha.
O samba-enredo de 1990 (“E o samba sambou”), que foi reeditado em 2019, foi escolhido como a trilha sonora para o desfile da história da São Clemente. A obra é assinada pelos compositores Helinho 107, Mais Velho, Chocolate e Nino.
Mumuzinho critica políticos: ‘O país não é de uma pessoa só, o país é nosso’
O sambista Mumuzinho participou do programa “Conversa com Bial”, na noite desta terça-feira, na TV Globo, e falou sobre sua vitória contra a Covid-19.
“Entrei no hospital com 50% do pulmão tomado”, que perdeu o produtor Pavão, vítima da doença.
Mumuzinho contou que consumiu ajudar os profissionais que trabalham com ele nos shows e que estão parados devido a quarentena.
“É uma dificuldade pra todo mundo, mas a gente não pode deixá-los. Adiantamos o pagamento”.

O sambista finalizou o papo fazendo uma crítica ao governo brasileiro.
“O país não é de uma pessoa só, o país é nosso. Vamos sentar e fazer uma junção de ideias pra discutir o melhor desse Brasil”.
Anota na agenda! Xande de Pilares faz live na quinta-feira
Após o sucesso da primeira Live oficial que alcançou mais de três milhões e setecentas mil visualizações , Xande de Pilares fará mais um “ao vivo”, no dia 11 de junho, a partir das 16h, no canal do Youtube.
Nesta apresentação, o sambista dará destaque , em um dos sets, a seu lado autoral. Afinal são mais de 1100 composições feitas durante esta trajetória, tendo cerca de 300 gravadas, não só por ele, mas também por vários artistas da MPB. Xande de Pilares resolveu, então, incluir no repertório, além de sucessos como “Tá Escrito”, “ Deixa Acontecer”, “ Clareou”, “Camarote”, “Pão Que Alimenta”, “Mãe”, as duas últimas do novo DVD, sambas conhecidos pelas vozes de Maria Rita, “Bola pra Frente”; Caetano Veloso, “Trilha do Amor”; Alcione, “Tá Maneiro o Samba”; Beth Carvalho, “Samba de Arerê”; Zeca Pagodinho, “Dependente do Amor”; Fundo de Quintal , “Vem Cá , Vem Cá”, entre outros.

Nesta Live, que terá uma média de 3h30, Xande irá reservar um momento para homenagear dois nomes da música, Dominguinhos do Estácio e Gonzaguinha e para reverenciar seus mestres Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Almir Guineto, Jorge Aragão, dentre outros.
O sambista , que está em isolamento social desde março, já compôs neste período cerca de 120 músicas sendo a mais recente a canção “Sobreviver”, em parceria com Zélia Duncan. A música fala sobre o cuidado com a vida neste momento de pandemia e será cantada, pela primeira vez, ao vivo, no evento que seguirá todas as orientações dos órgãos sanitários.
Durante a apresentação, Xande de Pilares vai interagir com os fãs e o público poderá fazer doações que serão distribuídas para as comunidades do Rio de Janeiro.
Lá vai o Chico Buarque da Mangueira
Na noite de 25 de fevereiro de 1998, quarta-feira de cinzas daquele ano, uma multidão em verde e rosa, extasiada com uma vitória que não vinha desde 1987, aclamava o homenageado de seu enredo no Palácio do Samba. No palco da famosa quadra, aos pés do morro, horas após o anúncio do resultado oficial, o grande artista anunciaria para delírio dos presentes: “Daqui pra frente, quando passar pelas ruas, as pessoas vão dizer: “Lá vai o Chico Buarque da Mangueira”.
Nos seus 70 anos, a Estação Primeira desceu o morro e fez na avenida uma ópera ao som de um samba popular. A vida e a obra desse artista genial transformaram-se em versos e melodia, alegorias e fantasias, samba e visual exalando muito sentimento como de praxe na história da agremiação.
Foi um desfile histórico. Fazendo valer a tradição de realizar grandes enredos biográficos sobre artistas brasileiros, a escola fez uma apresentação emocionante. Não pelo luxo da plástica, nem pela grandiosidade; não pela contemplação estética. O que sobrou foi fundamento: samba, graça, harmonia e ritmo. Tudo isso costurado por uma narrativa bem construída sobre um personagem popular. Um desfile de escola de samba do mais alto nível, primando por tudo aquilo que fez dessas agremiações potentes expressões da cultura popular brasileira. A fórmula, em si, é Mangueira na veia! E assim foi: abusando do verde e rosa, a escola fez na avenida uma grande apresentação. A escola derramou no seu cortejo toda a beleza do canto e das cordas, dos contos e romances, versos e prosas de Chico Buarque de Holanda.
Alexandre Louzada, carnavalesco que estrearia na agremiação naquele ano, desde a divulgação da sinopse do enredo deixou clara sua opção de construir a narrativa citando reconstruindo a biografia pública através de obras do homenageado. O texto-mestre, marcado pelo lirismo, tinha a própria Mangueira como a narradora da história e retrata o artista em suas múltiplas atividades e facetas artísticas. No final do texto, defende que o enredo é um reconhecimento da Mangueira aquele que seria, naquele dia de carnaval, seu filho predileto, o seu guri.
O desfile marcou a estreia de Carlinhos de Jesus no comando da Comissão de Frente da escola, parceria das mais férteis e que já começaria com um grande trabalho: os bailarinos representavam a “Ópera dos Malandros” e arrancaram aplausos por toda a avenida, sendo consagrados com a nota máxima na apuração e conquistado o Estandarte de Ouro.
Falando ainda sobre o importante prêmio, atribuído pelo Jornal o Globo, a Mangueira também faturou o de melhor escola e o de melhor intérprete para José Bispo Clementino dos Santos. Cantando um samba que chegou a gerar polêmica no pré-carnaval por ser de um grupo de compositores paulistanos, o inconfundível Jamelão conduziu com maestria a obra. Da primeira a última passada o samba explodiu na avenida. A bateria sob o comando do Mestre Alcir Explosão deu a sustentação necessária e o “samba dos paulistas” conduziu a escola a um desfile vibrante.
Desde o esquenta, momento ritual importante de preparação para o desfile que vem se perdendo ao longo do tempo, percebia-se que havia algo mágico no ar daquela noite. Chico deu o recado ao entoar o primeiro verso de seu samba clássico “Vai passar nesta avenida um samba popular”. Coube a Jamelão incendiar de vez a Marquês de Sapucaí com um dos mais conhecidos sambas de exaltação do nosso carnaval, preparando os componentes da escola e o público presente para o que viria a seguir: um baile em verde e rosa.
O carro Abre-Alas, “Para ver a Banda Passar”, trazia alguns dos principais interpretes e parceiros do homenageado na música e no teatro. Estavam presentes Maria Bethânia, Zizi Possi, João Nogueira, Nana Caymmi, Edu Lobo e Marília Pêra entre tantos talentos das artes. O carro, com o nome da escola em neon, ainda trazia esculturas de 7 artistas que o influenciaram: Pixinguinha, Heitor dos Prazeres, Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Ataulfo Alves, Noel Rosa e o poeta de Mangueira Cartola.
Através de suas músicas e produções teatrais foram apresentadas e exploradas diferentes fases de sua carreira e de sua vida, com destaque para a ditadura, a censura e o exílio retratados no terceiro carro, “Roda Viva”. Seu destacado papel como compositor de canções com eu lírico feminino e as mulheres protagonistas de suas canções apareceram no terceiro carro, “Mulheres de Atenas”. As outras alegorias “Sanatório Geral”, “Drama e Comédia”, “Mágico, místico e criança” e “Ópera dos Malandros” passearam pela diversidade das temáticas de sua produção e sua inserção nas diversas formas do fazer artístico: música, teatro, dramaturgia e literatura.
O último carro, “Setenta anos de Glória”, trazia o homenageado ao lado de Carlos Cachaça, Dona Zica, Dona Neuma, Nelson Sargento, Delegado e outras das mais vultuosas figuras da lendária escola que, naquele ano, prestava homenagem a este guri genial que trajado em verde e rosa se portou com a nobreza de um menestrel do Buraco Quente. O desfile se encerrou com uma ala que montava um retrato em preto e branco que continha a face de Chico na visão frontal e imagens de diversas figuras da escola no verso.
Na quarta-feira de cinzas o resultado foi uma vitória justa, mas dividida com a Beija-Flor de Nilópolis graças a um regulamento polêmico. Nada que apagasse o brilho de um desfile histórico onde um dos maiores artistas do país foi cantado em verso e prosa verde e rosa com a beleza e a força de suas canções. O Chico das artes, poeta, compositor, cantor, literato e gênio da raça foi o guri que coroou a vitória da Mangueira em seus 70 anos. A ofegante epidemia do carnaval de 1998 teve nome, sobrenome e localidade: Chico Buarque da Mangueira.
Autor: Mauro Cordeiro de Oliveira Junior – Doutorando em Antropologia no PPGSA/IFCS/UFRJ e pesquisador-orientador do OBCAR/UFRJ
Instagram: @obcar_ufrj
Mãe da Lexa passa faixa de rainha da Unidos de Bangu para filha mais nova
A empresária Darlin Ferrattry, mãe da cantora Lexa, passou o posto de rainha de bateria da Unidos de Bangu para a filha mais nova, Wenny Isa, de apenas 11 anos.
Em 2020, a empresária herdou o posto de Lexa, que reinou nos Carnavais de 2018 e 2019, e foi para Unidos da Tijuca.

Em 2021, a Unidos de Bangu vai levar para a Marquês de Sapucaí o enredo ‘Deu Castor na Cabeça’, em homenagem a Castor de Andrade, que será desenvolvido pelo Carnavalesco Clécio Régis.

