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George Louzada: ‘Passistas são os artistas do carnaval’

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Em entrevista para coluna ‘Espaço do Sambista’, no jornal MEIA HORA, George Louzada, coordenador da ala de passistas da Mocidade e Unidos de Padre Miguel, valoriza o trabalho nas escolas de samba.

– Quais os desafios para coordenar uma ala de passistas?

George: “É saber ministrar 80 pessoas com personalidades diferentes, pensamentos distintos e vidas completamente diferentes”.

– Existe muito assédio nas meninas? Se sim, como combater isso?

George: “Diariamente. A única forma de combater é fazer o “folião” entender que ser passista é uma arte. Esse ou essa artista estão ali para serem aplaudidos e não assediados”.

George Louzada: 'Passistas são os artistas do carnaval'
Foto: Felipe Araújo/Divulgação

– Para os meninos, existe o tal sambar que nem malandro?

George: “Vem da tradição. Não podemos perder e nem apagar a história de quem lutou para estarmos desfrutando dos holofotes”.

Existe preconceito com os homens passistas e de homens para entrarem na ala?

George: “Existe preconceito, eu mesmo já desempenho há anos um papel importante oralmente para desmistificar isso. Convido para conhecerem o projeto e vão ver o que é realmente ser um passista”.

– Qual é a melhor forma de valorizar uma ala de passistas? Gostaria que fosse quesito?

“A escola tem que da suporte para a ala de passistas, de todas as formas. Não gostaria que fosse quesito, e sim obrigatoriedade. Para garantir o futuro da classe”.

Espaço do Sambista: Voo da Águia Solidária

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A Portela é uma das escolas de samba referência na área social e de marketing. Durante a pandemia da Covid-19, a maior campeã do carnaval carioca, criou o projeto Águia Solidária que já distribuiu mais de 1800 cestas básicas para comunidade, tudo coordenado pelo Departamento de Cidadania.

Os portelenses também foram rápidos e adotaram critérios para os pagamentos dos funcionários que trabalham na quadra e no barracão. Fábio Pavão, vice-presidente, explicou o que foi feito.

“Estabelecemos três critérios. Priorizamos os funcionários de baixa renda e que tinham como única fonte de renda o trabalho na escola. Fizemos o programa do governo com redução da jornada de trabalho e 70% do salário sendo pago pelo federal e 30% pela escola. Usamos os critérios e analisamos caso a caso para não sermos injustos”, disse.

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A escola também ativou fontes de renda. O programa sociosdaportela.com.br está com adesão a partir de R$ 8,90 mensais com várias opções de prêmios no clube de vantagens.

Também foi lançada a camisa do enredo para o próximo carnaval (pode ser comprada em www.lojadaportela.com.br), além de uma caipirinha chamada Portela.

Sempre renascendo, a Águia prova a cada dia que a escola de samba vai muito além do desfile na Marquês de Sapucaí.

  • Texto da coluna Espaço do Sambista publicada toda sexta-feira no jornal MEIA HORA

Show de Neguinho da Beija-Flor e Karinah na 2ª edição do Vozes do Samba

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Portela lamenta morte de Dinho Santiago, músico da Velha Guarda Show

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A diretoria do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela lamenta informar a morte do músico Dinho Santiago, membro da Velha Guarda Show da escola. Ele tinha 39 anos e sofreu uma parada cardíaca nesta quinta-feira, na UPA de Santa Cruz, onde estava internado desde quarta-feira, após sofrer um infarto. O sambista seria transferido nesta sexta-feira para o Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, no Humaitá, onde faria um cateterismo.

Jorge Luiz Santiago de Sá, seu nome de batismo, começou no samba tocando em grupos de pagode da Zona Oeste, na década de 1990. Após participação na banda base de uma rádio na Costa Verde (RJ), passou a integrar a bateria Tabajara do Samba, em 2003. Anos depois, por volta de 2007, começou a se apresentar esporadicamente com a Velha Guarda Show da Portela na percussão. Em 2014, tornou-se membro efetivo do grupo, que está completando 50 anos de carreira, destacando-se em instrumentos como tantã, repique, tamborim e outros. Tinha, ainda, presença cativa em todas as edições da Feijoada da Família Portelense.

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Nos últimos anos, disputou samba-enredo na Portela dentro da parceria conhecida como Samba dos Crias. Formado por talentos portelenses, o coletivo deu, ainda, origem a um grupo de samba, do qual Dinho era um dos fundadores.

Na Sapucaí, desfilava sempre no último carro de sua escola do coração, ao lado dos demais membros da Velha Guarda Show. Muito amigo do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, Dinho convidou o atleta para desfilar em algumas ocasiões.

Fora da música, o sambista desempenhava a função de técnico em manutenção de computadores. A família ainda não informou o horário e o local do sepultamento. O presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, o vice-presidente Fábio Pavão e toda a diretoria se solidarizam com os familiares e amigos de Dinho neste momento de dor.

OBCAR prepara programa de iniciação científica para artistas do Carnaval

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    O Observatório de Carnaval, grupo de pesquisa vinculado ao laboratório de discurso, imagem e som do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, está captando artistas do Carnaval, de qualquer área para participarem de um projeto piloto de iniciação científica em pesquisas carnavalescas.

    O programa de iniciação terá a duração de 01 ano e possibilitará ao artista a vivência em rotinas acadêmicas, debates, leituras de textos científicos, oficinas de produção textual, rodas de conversas e outras atividades mais previstas no calendário do grupo.

    Os interessados devem enviar e-mail para [email protected] com o assunto “iniciação científica OBCAR”. Não há cobrança de taxas e ao final o artista recebe um certificado de participação.

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    A iniciativa partiu dos coordenadores gerais do observatório, Milton Cunha, Tiago Freitas e Cleiton Almeida, que em nota informaram que “esta iniciativa visa aproximar ainda mais a academia do Carnaval e o Carnaval da academia, valorizando os profissionais artistas que estão na ponta da produção carnavalesca e que gostariam de se relacionar de alguma forma com a produção acadêmica”, finalizam.

    Sabrina Sato entra na campanha de ajuda ao projeto Barracão Solidário

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      Sabrina Sato é a madrinha da campanha Barracão Solidário, que arrecada recursos para os trabalhadores dos barracões das escolas de samba do Rio. A modelo e apresentadora é uma amante do Carnaval e, além de brilhar em desfiles, conhece os bastidores dos espetáculos carioca e paulistano. Foi rainha de bateria da Vila Isabel na Marquês de Sapucaí de 2011 a 2019, e desde 2010 desfila à frente dos ritmistas da Gaviões da Fiel, em São Paulo.

      Sabrina sensibilizou-se com a situação difícil que se abateu sobre os profissionais, diante da indefinição de quando as agremiações voltarão à Avenida.

      “Aceitei com muito carinho o convite para ser a madrinha dessa campanha de solidariedade tão importante. Muitos profissionais dos barracões, fundamentais para as escolas de samba, estão passando por dificuldades. Amo o Carnaval Carioca e tenho que ajudar neste momento difícil que todos estão enfrentando. Cada um de nós que puder colaborar, da forma e como puder, será muito importante”, revela a apresentadora.

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      Além de Sabrina, outras celebridades estão se mobilizando pela campanha. Lore Improta, dançarina e apresentadora; Lexa, cantora e rainha de bateria da Unidos da Tijuca; o promoter David Brazil; o comentarista Milton Cunha e Neguinho da Beija-Flor gravaram vídeos para incentivar as doações.

      Quem quiser conhecer detalhes da campanha e as formas de doação, pode seguir @barracaosolidario (Facebook e Instagram). A quantia arrecadada será revertida em cestas básicas, material de higiene, medicamentos e ajuda para o pagamento de contas de consumo essenciais dos trabalhadores dos barracões.

      Mestre-sala Diego Machado denuncia agressão racista em discussão de trânsito

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      O mestre-sala, Diego Machado, com passagem por grandes agremiações do carnaval do Rio de Janeiro, como Império Serrano, Vila Isabel, Cubango e Viradouro, denunciou uma agressão racista quando estava na Estrada dos Bandeirantes, Zona Oeste, nesta quarta-feira, e acabou se envolvendo em uma discussão de trânsito.

      De acordo com o sambista, ao ver a proximidade de um radar de fiscalização eletrônica teve de diminuir a velocidade do seu carro rapidamente, ocasionando em uma “fechada” a outro automóvel que passava seu lado. Ao pedir desculpa, Diego afirma ter recebido um gesto de ofensa por parte do condutor.

      “Eu estava indo levar meu carro ao mecânico, no caminho freei rapidamente e fechei um motorista de uma empresa de entrega. Fiz meu papel de retratação pelo ocorrido e ele revidou, em alto e bom som, gritando: ‘só podia ser coisa de preto’. Fui desmoralizado pela minha cor que tenho muito orgulho”, afirmou o sambista que conseguiu seguir o motorista até encontrar uma viatura da Polícia Militar.

      Ambos foram encaminhados a 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), porém, o caso só foi registrado como injúria moral, pelo fato de não conter testemunha na hora do registro. De acordo com Diego, um motoqueiro que passava pelo local presenciou toda a cena e ele espera pela ajuda dessa testemunha para levar o caso à frente.

      “Passei por diversas situações dessa ao longo da vida e não tolero mais. Não quero nenhum tipo de indenização em dinheiro, só quero que esse caso sirva de exemplo para todos e principalmente para o ofensor. Espero contar com a ajuda dessa pessoa que presenciou a cena e confirmar toda a versão”.

      Mestre-sala Diego Machado denuncia agressão racista em discussão de trânsito
      Diego Machado registrou o caso na delegacia. Foto: Reprodução de internet

      Procurada pela equipe de reportagem do CARNAVALESCO, a empresa Boy Viny Express, se posicionou sobre o fato através de nota: “A empresa e seus sócios não concordam ou aceitam qualquer manifestação racista/preconceituosa. O quadro de funcionários da empresa é totalmente plural, evidenciando a total ausência de preconceito. Por fim, informa ter tomado conhecimento sobre os fatos ocorridos na data de hoje, razão pela apresenta sua solidariedade a todos aqueles que já sofreram qualquer espécie de preconceito”, diz a nota.

      A assessoria de imprensa da Polícia Civil do Rio de Janeiro informa que foi assinado um termo circunstanciado na 42ª DP e o caso encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).

      Império Serrano apresenta sua novo logomarca e identidade visual

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      Noite de reconstrução no Império Serrano. Mesmo sem previsão do desfile em 2021, a verde e branco está forte na renovação de ideias e respirando novos ares na gestão do presidente Sandro Avelar. Na noite desta quarta-feira, em live, foi apresentada a nova logomarca e identidade visual.

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      “Mostramos um novo momento do Império Serrano. Estamos vivos e renovados. Pegamos a escola totalmente desacreditada e que fez seu pior carnaval da sua história em 2020. Quanto tivermos carnaval vamos brigar o título para brilhar novamente”, disse o presidente Sandro Avelar.

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      Com a nova identidade visual, a escola já prepara a reforma de sua quadra de ensaios. O tratamento visual será dado no palco, na fachada e demais setores do espaço do glorioso Império Serrano.

      Veja como foi a live Resenha dos Sambistas com o projeto Bailado Solidário

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        Presidente da escola de samba Mancha Verde é internado com Covid-19

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        O presidente da escola de samba Mancha Verde, Paulo Serdan, foi internado desde a noite de segunda-feira com o novo Coronavírus.

        Presidente da escola de samba Mancha Verde é internado com Covid-19

        “Infelizmente essa maldita doença que matou milhares de brasileiros, inclusive uns amigos, e infectou milhões, me pegou. Já venci muitas batalhas em minha vida e essa será mais uma. Logo estaremos juntos!”, disse.

        Segundo a escola, o quadro de saúde do dirigente é “estável e sem maiores complicações”.