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Império da Tijuca 2021: samba da parceria de Poeta do Rio

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Compositores: Poeta do Rio, Hamilton Vittal e Gê Guimarães

NA FÉ, ABENÇOADO
POR NOSSA SENHORA
SOU NEGRO, SOU REI!
MINHA ALEGRIA
NINGUÉM VAI ESCRAVISAR!
SAMBA É FEITO
PRA SAMBAR!

COM LUTA HERÓIS DA LIBERDADE
GRANDES BAMBAS MANTIVERAM NOSSA VOZ
NA GINGA, CANÇÕES, POESIAS,
NA ARTE DOS NOSSOS ANCESTRAIS

NADA VAI CALAR
NOSSO GRITO
FANTASIA É ILUSÃO
O VERDADEIRO SAMBA
TEM ALMA
TEM CORAÇÃO.

ELE SURGE
NA COMUNIDADE
A FORMIGA É UNIÃO
CANTANDO NO TERREIRO
ESCOLHE O HERDEIRO
POR ELE DAMOS
O MELHOR
NOSSO SANGUE
NOSSO SUOR!

KIZOMBA É AVENIDA
OXALÁ! ALTAR DO AMOR!
A SINFONIA IMPERIAL
SHOW DO CARNAVAL
BATE FORTE SEU TAMBOR
AXÉ ORA YÊ YÊ Ô Ô Ô!

Império da Tijuca 2021: samba da parceria de Douglas

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Compositores: Douglas, Azeitona, Badá e Ivar Sangue bom

Respeita meu samba eu sou o Quilombo
Que o Mestre Candeia inspirou
Reduto de bambas, do bom capoeira, da Preta Princesa guerreira
Das coisas que vó ensinou
A minha arte é minha luta
A resistência
A minha cor, a consciência
A força da gente que nunca se cansa
A sua cultura alcança o mundo inteiro
Partido Alto ao Jongo, Maracatu, Afoxé
É o negro brasileiro

Samba de Preto, “Nego” samba Quilombola
Não nego a raça hoje é dia de graça
Sem preconceitos a Formiga vem aí
Canta Sapucaí

Vamos vestir novamente a simplicidade
Saudar meus heróis e aplaudir sua dignidade
A paz e o amor são as cores do meu Pavilhão
Meu manifesto é o carnaval de pé no chão
Cantar a verdadeira liberdade
Lembrando o poeta e ator
Que saudade !!
Um dia a minha voz vai ecoar de novo
Nessa Kizomba que é do povo
E vai ser mais feliz

Vai subir poeira
A verde e branco não é brincadeira
E vem com fé pisando forte no terreiro
O meu Império traz o samba verdadeiro

Império da Tijuca 2021: samba da parceria de Paulo César Feital

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Compositores: Paulo César Feital, Denilson do Rozario, Cristiano Plácido e Igor Leal

CHEGUEI…
NO LAMENTO NEGRO DE ALÉM-MAR
UM MALEME DE ARUANDA
LÁGRIMAS DE OBATALÁ
EU FUI BATIZADO SAMBA
PELO POVO DE OXALÁ!
E FAÇA O FAVOR DE ME RESPEITAR
SOU O PANTHEON DOS BAMBAS
ONDE AS ROSAS DE ANGENOR
BRILHAM NA LUZ DE CANDEIA, SILAS E SINVAL, SALVE O CARNAVAL!
A FESTA QUE VOCÊ ODEIA
MAS FAZ QUESTÃO DE ENGANAR
E ATÉ DE CANTAR COM QUELÉ, VADEIA!

MEU REINO É O MORRO, NÃO VENDO MINHA FÉ
QUEM NUNCA SUBIU NÃO SABE A LUTA
JAMAIS SABERÁ A HONRA QUE É
SER IMPERADOR DO IMPÉRIO DA TIJUCA!

SE O MEU POVO CIVIL
GENTE DE COMUNIDADE
DEIXAR DE SER TÃO GENTIL
EU TRANSFORMO O BRASIL NUM PAÍS!
LIBERDADE!
E RECUPERO A RAZÃO
MATO A SUA CRUELDADE
SAMBO AO SOM DA PAIXÃO
SOU QUILOMBO, NAÇÃO, VERDADE!

NO IMPÉRIO DA TIJUCA
SOA A VOZ DOS ORIXÁS
SOU NASCIDO ENTRE YORUBÁS
SOBRE O COURO DOS TAMBORES
SANGUE DOS MEUS ANCESTRAIS
NÃO PROVOQUE O DEUS DOS CARNAVAIS!

Império da Tijuca 2021: samba da parceria de Gabriel Machado

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Compositores: Gabriel Machado, Manoel Neto, Juliano Centeno e Leandro Gaúcho

Axé, salve a quilombola caminhada
Venho com fé, de alma lavada
Será que o samba está em nossas mãos?
Meu verso, é sangue de preto e não tá no mercado
Negro partideiro não manda recado
Não se vende a qualquer ilusão
Quero um novo manifesto, um pergaminho
Quilombo que refez nosso caminho
Um sonho com a benção de Candeia
Faz meu Império hoje a sua bandeira

Afoxé ô gira na roda lundu
Ginga jongueiro, maracatu
Pé no chão, onde a herança fez lugar
Capoeira, Capoeira

(Ê baiana) Mãe De Santo, manto, canto e oração
Se fez enredo da canção
A negritude em minha vida
Nas mãos do povo
A “Apoteose”, a “arte”, o ideal
Um samba enredo imortal Cicatrizando a ferida
Quilombo da batucada! Na avenida escravizada
Quilombo vem mostrar o seu lugar
A formiga é igualdade Da raiz um estandarte
Kizomba aos heróis da liberdade

Eu sou Império, agô
Um canto negro ecoou
O ressoar do meu tambor vai te guiar
Orayeye Oxum Docô
Pra mal algum me alcancar
Sou resistência, Sou Quilombo, Saravá

Império da Tijuca 2021: samba da parceria de Claudio Mattos

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Compositores: Claudio Mattos, Thiago Meiners e Marco Moreno

Samba não tem mordaça
É poesia à luz de Candeia (Candeia)
Liberdade em cada nota musical
Quilombo batuque da nossa aldeia
(Fala meu Brasil)
Se cada verso é uma fantasia
Pra enganar a dor de um bamba
O toque do pandeiro é alegoria
O abre-alas do verdadeiro samba
Negra raiz do tambor (ôô)
Que faz o povo cantar

LAIARAIÁ LAIARAIÁ

É semba de Angola que vem de Luanda
Swing que vence demanda
O axé do paticumbum
É sangue de Zambi, Zumbi e Mahin
Que corre em você e em mim
É jêje, nagô e vodum
Samba, meu samba que emana a paz de Martinho
De Luiz Carlos encontrei o meu caminho
Toda candura em Paulinho da Viola
Samba, meu samba é a luz de um dia de graça
Poema do povo, Quilombo da raça
Eu fiz desse amor minha escola

KIZOMBA Ê… FIRMA NO ILÊ
É A BATUCADA DO IMPÉRIO DA TIJUCA
PARTI DO ALTO DO MORRO TRAZENDO O SOM DA COR
QUE NASCE DA ALMA DE UM COMPOSITOR

Dandara Ventapane defende o legado raiz no samba

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Porta-bandeira da União da Ilha, ela é neta de Martinho da Vila e atua em diversas frentes, comprovando que a mulher pode ser o que quiser. Veja abaixo a entrevista para a coluna “Espaço do Sambista”, publicada toda sexta-feira, no jornal MEIA HORA.

Qual é o maior desafio para ser porta-bandeira?

Dandara: “É representar um pavilhão com dedicação, beleza e paixão. Lidar com os contratempos do momento na Avenida (roupa, vento, atraso, ajuste), além de como mulher, ser a representante de tantas outras”.

O que ajudou e o que dificultou em ser neta do Martinho e trabalhar no carnaval?

Dandara: “Tive abertura na Unidos de Vila Isabel para mostrar minha vontade de compor o quadro de casais. Se eu não fosse “de casa”, pois sempre fui presente e desfilante, o caminho seria outro. Pedi para ser a 3ª porta-bandeira, o que não havia na escola. Não tirei o lugar de ninguém. A dificuldade foi exatamente desligar essa conexão: ‘Só está lá porque é neta do Martinho’. Precisou de tempo, e, talvez, que eu saísse da Vila Isabel para mostrar o valor da minha dança e arte”.

Como as escolas de samba podem trabalhar mais com meninas e meninos das comunidades?

Dandara: “É preciso ter ações de trazer o componente com sua família para as escolas mirins e para o convívio cultural do carnaval. Isso vai ser reafirmar, através dos projetos sociais, dentro das escolas de samba, e, assim as crianças vão ter o reflexo cultural em suas vidas. Falando da engrenagem como um todo, é a valorização do artista em diversos níveis dentro da estrutura”.

Você foi recentemente mãe, é porta-bandeira e cantora. Qual é o segredo dessa “super Dandara-Maravilha” para dar conta de tudo?

Dandara: “Está entre ancestralidade e contemporaneidade (risos). Minha mãe, Analimar, é meu espelho de mulher maravilha, ser mãe de três, trabalhar com a música e o que for necessário pra agregar financeiramente em casa. Ter uma rede de apoio é fundamental. Nós, mulheres, queremos ter o poder de decidir o que nos é necessário. Ser “Dandara-Maravilha”, mãe solo, não ser mãe, ter filho e profissão ou só se dedicar a família”.

A Ilha acabou sendo rebaixada e você seguiu. Qual é o tamanho do desafiou em desfilar na Série A?

Dandara: “O tamanho é grande. É uma missão. Colaborar com a escola para se reerguer e voltar ao Grupo Especial. Toda a comunidade e a direção da escola confiou em mim e no meu trabalho, independente da colocação. Isso foi o que me fez continuar na União”.

Beija-Flor abre asas para comunidade

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Dona de 14 títulos no Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Beija-Flor é muito mais que escola de samba. A azul e branco trabalha ativamente em prol da sua comunidade. Através das conquistas, sambas e personalidades, como Neguinho, Pinah e Selminha Sorriso, o município de Nilópolis ficou conhecido por ser a casa de uma das maiores agremiações do carnaval.

Beija-Flor abre asas para comunidade
Doação de 1 mil caixas de ovos em Nilópolis. Foto: Eduardo Hollanda

Durante a pandemia da Covid-19, a Beija-Flor não esqueceu nenhum minuto de sua comunidade. Toda sexta-feira acontece a distribuição de 200 quentinhas, que são feitas pelas baianas e integrantes da velha-guarda. Já foram doadas mais de 1 mil caixas de biscoitos, água e guaraná natural. A comunidade recebeu também uma doação de 1 mil caixas de ovos.

Também foram confeccionadas unidades protetores faciais transparentes, destinadas ao Hospital Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, e, para unidades hospitalares em Nilópolis. Realizada no auge da pandemia, a Live do Samba, que teve participações de seis escolas, arrecadou 60 toneladas de alimentos, 700 litros de água e 3500 máscaras.

Aos profissionais na Cidade do Samba, a escola optou pela redução salarial para alguns. Outros, que ainda não teriam função, já que não existe nenhuma definição sobre a realização dos desfiles, foram dispensados.

“Trabalhamos com ações sociais há mais de 40 anos. Vimos na pandemia o aumento no número de pessoas que precisam de apoio. A Beija-Flor não desamparou nenhum funcionário. Mesmo quem não ficou estamos auxiliando com o que é possível. É hora de todos mudarmos para ajudarmos o próximo que está necessitando”, disse Almir Reis, vice-presidente.

  • Texto publicado na coluna “Espaço do Sambista” toda sexta-feira no jornal MEIA HORA

Energia elétrica do Sambódromo é cortada, mas Prefeitura do Rio diz que pagamentos estão sendo feitos

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O Sambódromo da Marquês de Sapucaí teve sua energia elétrica cortada desde a última quarta-feira. A Light, concessionária responsável, informou que a Prefeitura do Rio possui uma dívida de R$ 144 milhões, e, por isso, houve os cortes em diversas unidades públicas na cidade, incluindo, o palco dos desfiles das escolas de samba.

Procurada pelo site CARNAVALESCO, a Prefeitura do Rio enviou seu posicionamento, frisando que “os pagamentos estão sendo feitos”.

“A Prefeitura do Rio não confirma o valor da dívida mencionado pela concessionária e informa que vinha mantendo tratativas com a Light, devido à pandemia. Esclarece ainda que vem realizando os pagamentos, à medida que os serviços são liquidados pelos órgãos, tendo, inclusive, realizado pagamentos à empresa no dia de ontem (terça-feira)”, diz a nota da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Rainha do carnaval de Belo Horizonte é vítima de racismo: ‘Você é uma macaca, arrogante’

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Lais Aparecida da Silva, Rainha do Carnaval de Belo Horizonte em 2020, denunciou um ato de racismo ao ser convidada para um encontro e negar participação.

“Você é uma macaca, arrogante, idiota. Olha pra você, no máximo o que você serve é pra poder saciar o fetiche de alguém”, foi o texto recebido por Lais.

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A sambista já foi na delegacia. Foi registrado um boletim de ocorrência.

“Fiquei bem chateada, porque a gente passa por diversas situações e essa questão vai muito além do racismo. Foi um racismo contra uma mulher. A gente sofre muito nessa sociedade machista que a gente vive hoje”, disse a rainha para o portal G1.

Vídeo: veja como foi a live de aniversário do site CARNAVALESCO

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