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Salgueiro divulga primeiras informações sobre a disputa de sambas

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A direção do Salgueiro revelou as primeiras orientações para o concurso de samba-enredo para o próximo carnaval. A escola escolher o enredo “Resistência”. A novidade para a disputa deste ano fica por conta da obrigatoriedade das parcerias em mostrar o trabalho que estão realizando em pelo menos um dos encontros. * LEIA AQUI A SINOPSE

A disputa está aberta a quaisquer compositores, oriundos da ala ou não, que queiram participar. As datas disponíveis para os tira-dúvidas com o carnavalesco Alex de Souza são: 30 de julho, 13 de agosto e 27 de agosto, em horários que serão previamente informados pela direção da escola. * LEIA AQUI MAIS NOTÍCIAS DO SALGUEIRO

“Este é um momento muito novo para todos nós, mas não podemos parar o planejamento. Vivemos uma expectativa sobre o futuro mas, continuar trabalhando é também uma forma de acreditar que tudo vai dar certo, por isso, estamos lidando com a questão ‘disputa de sambas’ de uma maneira muito cautelosa”, explica Alexandre Couto, diretor de carnaval da escola.

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No primeiro comunicado , já disponível no site da escola, há informações sobre a quantidade de integrantes em cada parceria e a data e o valor da inscrição dos sambas para a disputa. A diretoria da ala também disponibilizou um número de whatsapp para informações e dúvidas que venham a estabelecer-se até que novo comunicado seja lançado.

“Estão todos muito ansiosos por saber como será o formato e, em reunião com a presidência e a direção da escola, optamos por dar as primeiras orientações para que os nossos compositores possam começar a se organizar. Estamos vivendo um dia de cada vez e seria imprudente, tanto deixar para depois as informações, quanto definir algo que pode vir a ser mudado por conta do calendário”, diz Nilda Salgueiro, diretora da ala dos compositores.

Vídeo: veja na íntegra como foi a live do Ritmo Solidário com os intérpretes

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    Avaliações dos leitores para os sambas apresentados na 1ª semana na Unidos de Padre Miguel

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    A Unidos de Padre Miguel fez no sábado sua live de apresentação dos sambas concorrentes para o próximo carnaval. Todas dez obras puderam participaram e a partir deste sábado começa a disputa. O enredo é “IROKO”, desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira.

    Os leitores do site CARNAVALESCO puderam votar e avaliar como passaram os sambas na primeira apresentação. Na próxima segunda-feira, a votação zera e recomeça com os sambas que foram apresentados neste sábado.

    Veja abaixo como ficou a ordem de preferência após a primeira apresentação:

    1 – Claudio Russo , W Correa, Lequinho, Fadico, Carlinhos Do Mercadinho, Orlando Ambrósio, Toninho Do Trailer, Cabeça Do Ajax – Com 20,2% dos votos – OUÇA AQUI O SAMBA

    2 – Ricardo Simpatia, Franco Cava, Beto Br, Wagner Zanco, Dr Castilho, Bujão, Fabricio Gonçalves. Participação Especial: Juliana D Passos E A Macumbaria – Com 18,1% – OUÇA AQUI O SAMBA

    3 – Arlindo Neto, Igor Leal, Rodrigo Medeiros, Bruno Serrinho, Guto Listo, Fabio Braga – Com 13% – OUÇA AQUI O SAMBA

    4 – Herval Neto, Wilson Júnior, Lucian Kastro, Henrique Fernandes, Declar Sodreé, Luiz Feitosa – Com 10,7% – OUÇA AQUI O SAMBA

    5 – Samir Trindade, Dudu Nobre, Jefinho Rodrigues, Jr Beija Flor, Jonas Marques, Rômulo, Guto Biral e Ribeirinho Marimba – com 10,1%  – OUÇA AQUI O SAMBA

    6 – Marcio André, Domenil, Marcelinho Santos, Mingauzinho Katar, Gigi Da Estiva, Juninho Bacalha, Yago Pontes Martins, Vaguinho Rapha S.P – com 6,1% – OUÇA AQUI O SAMBA

    7 – Gustavo Clarão, Thiago Vaz,Thiago Meiners, Renan Diniz, Claudio Mattos, Thiago Bahiano, Beto Savanna, Celso Do Tamanco – Com 6% – OUÇA AQUI O SAMBA

    8 – Chacal do Sax, Sidney Myngal, Jota IlhaBela, Felipe Mussili, Alexandre Rivero, Júnior Diniz e Gabriel Simões – Com 5,8% – OUÇA AQUI O SAMBA

    9 – Eli Penteado, Gulle, Leonardo Da Vinci, Toni C. Cimazinho, Prof. Sônia Pedro, Rute Labre E Hélio Silveira – Com 4,6% – OUÇA AQUI O SAMBA

    10 – Marfim e Cia – Com 4,4% – OUÇA AQUI O SAMBA

    Beija-Flor reúne artistas negros em equipe de criação para enredo sobre ‘empretecer o pensamento’

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    Com objetivo de empretecer o pensamento, como propõe o enredo para o próximo Carnaval, a Beija-Flor de Nilópolis convidou três artistas para formar uma equipe de criação responsável por contribuir com o desfile da escola. O trio, que tem ampla experiência na criação de fantasias e alegorias para a folia, irá atuar em conjunto com o carnavalesco Alexandre Louzada, que assina o segundo desfile consecutivo após seu retorno à agremiação azul e branco. O tema, divulgado em junho, é uma construção coletiva e foi intitulado “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”. Através dele, o público da Marquês de Sapucaí irá acompanhar — quando a realização do evento for possível, devido à Covid-19 — uma exaltação à intelectualidade negra, tornada invisível em inúmeros momentos da história do Brasil.

    “Fazer parte desse projeto é se orgulhar de ser negro e estar dentro de uma das maiores escolas de samba do país”, classifica Fabynho Santos, de 40 anos, que começou a trabalhar em 1998 pela Beija-Flor:

    “O que mais me encanta no convite, além do enredo, é a liberdade de criação que encontramos no trabalho com o Alexandre. Ele não é taxativo e pensa fora da caixinha, para além das plumas e paetês”.

    Beija-Flor reúne artistas negros em equipe de criação para enredo sobre 'empretecer o pensamento'
    Time será responsável pela elaboração de desfile assinado pelo carnavalesco Alexandre Louzada. Foto: Eduardo Hollanda

    Nos bastidores do barracão da Beija-Flor, na Cidade do Samba, Santos carrega a bagagem de um currículo que inclui trabalhos com o próprio Louzada, Cid Carvalho (carnavalesco da Beija-Flor no Carnaval passado), Joãosinho Trinta, Milton Cunha e Mauro Quintaes. O artista acumulou passagens por São Clemente, Império da Tijuca, Unidos de Padre Miguel e agremiações de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, e do Espírito Santo. Desde 2018, atua na confecção de fantasias para a comunidade nilopolitana, incluindo figurinos de destaques e composições de alegorias.

    Outro integrante do grupo de criação, André Rodrigues, de 29 anos, também soma trabalhos em escolas de samba cariocas e de outra localidade. Figurinista e projetista há 13 anos, ele já atuou na Unidos de Vila Isabel, Grande Rio, Mocidade Independente de Padre Miguel, União da Ilha e Império Serrano, bem como nas paulistas Vai-Vai e Mocidade Alegre. Hoje, além do novo trabalho na Beija-Flor, é responsável pelos desfiles da Acadêmicos do Sossego e da Mocidade Unida da Mooca, essa última na chamada “Terra da Garoa”.

    “Faz um tempo que tenho vontade de trabalhar na Beija-Flor e esse convite foi irrecusável”, conta Rodrigues, que também já esteve em um time comandado por Louzada, completando:

    “Esse enredo tem tudo para ser um grande marco na narrativa preta nos desfiles de escola de samba e do entendimento do nosso papel na construção inteligente dessa sociedade. Nós ,negros, além de representatividade, procuramos igualdade e reparação histórica”.

    Quem completa o trio é Rodrigo Pacheco, de 36 anos, que possui 15 anos de experiência em criações para a Passarela do Samba, começou a carreira na Vila Isabel e, depois, integrou a hoje extinta Comissão de Carnaval da Beija-Flor. Ele também já trabalho com Louzada.

    “Fazer parte do momento em que a escola levará para a Sapucaí um enredo com tamanha relevância é um privilégio para qualquer artista”, completa Pacheco, fazendo coro aos colegas.

    Apresentação virtual

    Com o objetivo de aproximar a equipe de criação da comunidade e dos admiradores da Beija-Flor, a escola promoverá na próxima quinta-feira, 16, uma transmissão ao vivo com os membros, junto com o carnavalesco Alexandre Louzada. O papo, marcado para começar às 14h, acontecerá no barracão da Deusa da Passarela e contará com perguntas feitas por torcedores por meio das redes sociais.

    Os encontros virtuais têm sido a alternativa escolhida pela Beija-Flor para manter seu calendário de atividades. Desde março, quando foram implementadas pelas autoridades as medidas de distanciamento social para o combate ao coronavírus, a agremiação realiza digitalmente uma série de transmissões ao vivo, assim como coletivas de imprensa, e publicações que mantêm o engajamento de seus apaixonados.

    Ainda não há previsão de retomada dos trabalhos presenciais, que aguardam uma definição da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) sobre a data de realização da festa.

    Agora: Live com os intérpretes das escolas de samba

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      Acompanhe agora: Game do CARNAVALESCO Grupo Especial Rio

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        Em prol dos ritmistas, Ritmo Solidário reúne intérpretes em live nesta sexta-feira

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          Nesta sexta-feira, a partir das 19h30, direto do Camarote do King, com transmissão do canal Fita Amarela, e, apoio do site CARNAVALESCO, acontece o “Samba Live Ritmo Solidário”, em prol dos ritmistas das escolas de samba. A apresentação será de Selminha Sorriso e Junior Escafura.

          As doações já podem ser feitas através de uma “vakinha” virtual (veja aqui: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-para-os-ritmistas-das-escolas-de-samba-do-rj) e também vão poder ser feitas duranta a live.

          “Muitos componentes moram em comunidades e estão passando por um momento delicado em suas residências. A intenção é que nós possamos nos unir nessa ação de solidariedade”, explica China, o organizador do projeto Ritmo Solidário”.

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          Estão confirmadas as presenças dos intérpretes Bruno Ribas, Emerson Dias, Gilsinho, Leonardo Bessa, Ito Melodia, Igor Vianna e Tinga. Além dos compositores Cláudio Russo, Diego Nicolau, Fadico, Junior Escafura, Junior Fionda, Lequinho, Márcio André e Wanderley Monteiro.

          Os músicos Vitor Alves e Hugo Bruno acompanham o encontro que terá também as participações dos mestres Átila, Macaco Branco, Ciça, Chuvisco, Demétrius, Lolo, Marcão, Rodney, Gustavo e Guilherme, Caliquinho e Léo Capoeira.

          Confira os enredos divulgados do Grupo de Acesso 1 de São Paulo

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          Das oito agremiações do grupo de Acesso 1 de São Paulo, apenas duas ainda não divulgaram o enredo para o próximo carnaval. O site CARNAVALESCO reuniu os temas para o próximo carnaval.

          A X-9 Paulistana, agremiação que caiu do Grupo Especial, divulgou o enredo durante live na própria sede, na noite do dia 07 de Julho. O enredo é intitulado como “Arapuca Tupi – A Reconquista de Uma Terra Sem Dono”, e carrega um carácter crítico-social em relação ao tratamento com vidas indígenas e exploração do meio-ambiente nacional.

          A Terceiro Milênio também adotou o método das transmissões pela internet e divulgou o enredo “Ô abre-alas que Elas vão passar”. Tema que valoriza a luta e trajetória de várias mulheres na sociedade.

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          Já a Mocidade Unida da Mooca, inovou e utilizou a ferramenta que possibilita que todos os veículos de imprensa de mídia especializada vinculassem a transmissão. O papo entre o presidente Rafael Falanga e o carnavalesco André Rodrigues foi assistido por diversos sambistas, mesmo aqueles que não curtiam a página da agremiação. O enredo, no caso, é “Aruanda – O Eterno Retorno”, que conta a história de Aruanda, um paraíso espiritual através dos conceitos da Ubanda.

          A Camisa Verde e Branco traz o enredo “Rezadeiras. Na fé do trevo, eu te benzo, Na fé do trevo, eu te curo”, uma homenagem as mulheres através das rezas, pela fé das rezadeiras, responsáveis por cura de males individuais.

          Também com uma temática africana, a Leandro de Itaquera traz “No ecoar dos tamborins, e no feitiço da Leandro – de Dahomé as terras de encantaria – O cortejo da rainha Jeje e os segredos de Xelegbtá”, que aborda a história do candomblé Jeje, conhecido mundialmente pelos cultos aos vudus.

          Não julgada no ano passado, a Independente Tricolor intitula seu enredo como: “Brava gente. É hora de acordar”. A escola deixa claro que o tema não tem ideologias políticas, e explica que enredo é um grito de liberdade e que só o povo tem poder para mudanças.

          As escolas de samba Pérola Negra e Morro da Casa Verde, ambas também do Grupo de Acesso 1, ainda não divulgaram os enredos para o próximo carnaval.

          Quitéria Chagas lança filtro do Instagram em homenagem ao carnaval

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          Quitéria Chagas lançou um filtro no Instagram para homenagear as escolas de samba do Rio de Janeiro. Desenvolvido pelo italiano Luiggi Manasse para a sambista, tem o Sambódromo como cenário e o público pode usar e abusar da criatividade, escolhendo a bandeira da sua escola do coração.

          Esse filtro chegou em uma hora onde todas as agremiações promovem suas lives e eventos virtuais ajudando a alegrar e descontrair em um período de pandemia.

          Hoje, ela mora com a família em Milão, na Itália, e utiliza suas redes sociais para mostrar seu dia a dia e abordar temas sobre empoderamento feminino, intolerância social, como racismo, além de sempre enaltecer o Império Serrano e as escolas de samba.

          Quitéria aproveitou para falar sobre a nova gestão do Império Serrano.

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          “O Império Serrano está em um momento de união, e força, nesta nova gestão administrada pelo presidente Sandro Avelar e Rildo Seixas. Como imperiana só tenho que incentivar e ajudar”.

          Sinopse do enredo do Salgueiro para o próximo carnaval

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          Enredo: “RESISTÊNCIA”

          Maior cidade escravista das Américas, o Rio de Janeiro foi o palco da assinatura da Lei Áurea, diploma legal que extinguiu o trabalho cativo no Brasil. Abolir a escravidão, porém,não foi suficiente para promover as mudanças tão desejadas por todos nós. Abandonados pelo Império, continuamos sem condições para uma existência decente. Libertos, tornamo-nos prisioneiros da miséria nos cortiços, nas ruas, nos trabalhos precários e na ausência de direitos humanos e sociais básicos. Discriminados e marginalizados,sem cidadania, sem alternativas para uma vida digna, fomos lançados à nossa própria sorte. Excluídos – no dia seguinte, na década seguinte, no século seguinte –, vivemos, até hoje, sufocados.

          Ser preto no Brasil e no Rio de Janeiro, hoje, éter que lutar diariamente por respeito. Lutar para não ceder nem sucumbir à segregação e ao constrangimento promovidos pela sociedade e pelo Estado. É recusar os abusos e a submissão pela ausência de políticas públicas que poderiam promover melhores condições de vida. É não se deixar enganar pela pseudo “democracia racial”, sempre camuflada por hipocrisia, eufemismos ou subterfúgios mal disfarçados.

          Aqui, ser preto é,acima de tudo, um ato de RESISTÊNCIA.

          E resistir é ter nossa história, antes negada e silenciada, ressignificada e recontada no carnaval, lugar de alegria, mas também de diálogo com o mundo.Ao som dos tambores ancestrais, o Salgueiro foi pioneiro na introdução da temática africana nas escolas de samba. Seguiu na contramão da narrativa “oficial” do país e deu vez e voz aos personagens, heróis e protagonistas pretos. Como um Griot, transmitiu ricas histórias por meio de seus enredos e desfiles, consolidando a participação da escola no processo de resistência cultural e de luta contra o racismo institucional.

          Resistir é plantar um legado nos “chãos” do Rio de Janeiro. Criamos Quilombos, lugares de resistência e insurgência, com estrutura politica, econômica e social africana. Revivemos a história nas marcas deixadas na Pequena África, região que se destaca como lugar de acolhimento e também por personagens como as tias baianas festeiras da Praça XI, cozinheiras e Mães de Santo celebradas até hoje pela fantasia e pelo rodopio que as nossas Alas de Baianas exibem. Foram elas que formaram o espaço sociocultural do samba, entendido como extensão dos terreiros de Candomblé.

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          Resistir é professar nossa fé. Por ela nos unimos nas irmandades religiosas que faziam filantropia por justiça social. Construímos os terreiros de Candomblé, templos que são uma reinvenção do macro universo cultural e religioso trazido do continente africano. Desenvolvemos o Culto Omolokô e criamos a Umbanda, religião afro-brasileira surgida no Rio de Janeiro, que sincretiza elementos do Candomblé, do Espiritismo e do Catolicismo.

          Resistir é expressar nossa cultura para manter a continuidade de valores civilizatórios. Com a benção dos orixás, entramos na cozinha, espaço de saber, para alimentar o corpo e a alma. Para transformar alimentos, hábitos e a própria culinária brasileira. Ao som dos atabaques, “compramos o jogo” nas rodas de capoeira e dançamos jongo ou caxambu. Pisamos nos gramados para expulsar os cabelos esticados e o pó-de-arroz que “disfarçavam” a cor da nossa pele. Colorimos as passarelas e as ruas com as formas, signos, símbolos, texturas e acessórios de nossa moda.

          Resistir é fazer arte. Inquietos por representatividade e pela visibilidade que insistem em nos sonegar, criamos nossas próprias narrativas e espaços nas artes cênicas, como o Teatro Experimental do Negro. Assumimos nosso protagonismo e nos fizemos enxergar também por meio da literatura, da dança, das artes plásticas. Espalhamos para o mundo a vocação artística que reside em nós.

          Resistir é festejar. É revelar nossa maneira de ser por meio das festas, do modo de celebrar a vida, do entusiasmo que propicia o resgate de nossa identidade e afirmação existencial. Desde o chorinho na Festa da Penha, passando pelas escolas de samba, afoxés e blocos afro. Pelo pagode à sombra da tamarineira, pelo funk carioca e pelo charmoso baile sob o viaduto de Madureira.

          Resistir é existir.

          É continuar a reverberar a coragem dos nossos heróis contemporâneos de pele preta.

          É saber que somos frutos de uma mesma raiz de igualdade, fé, esperança, arte e vida.

          É crer que nenhuma luta foi em vão. Que nenhuma luta será em vão.

          É persistir no sonho de igualdade para que ele não seja silenciado.

          É entender que, juntos, em cada passo e em cada pequena mudança, seguiremos adiante.

          E é ter certeza que no dia em que fizermos cair todas as máscaras da discriminação, conseguiremos, enfim, respirar.

          Autoria e curadoria: Dra. Helena Theodoro
          Carnavalesco: Alex de Souza
          Concepção: Eduardo Pinto e Marcelo Pires (Diretoria Cultural)
          Texto: Paulo Barros