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Justiça indefere pedido da Tradição para ser reconhecida na Série A

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Em decisão da 2ª Vara Cível do Rio de Janeiro, o juiz Sergio Wajzenberg indeferiu o requerimento de tutela antecipada da Tradição para ser reconhecida como integrante da Série A para o próximo carnaval. A escola foi a campeã da Livres, que foi criada após o rompimento com a Liesb.

“A Riotur reconhece que a Lierj é a responsável pela organização e realização dos desfiles da Série A. Não se afigura que a Lierj esteja obrigada a acatar o resultado do desfile de carnaval organizado e realizado pela 2ª e 3ª autoras”, informa a decisão judicial.

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Procurada pelo site CARNAVALESCO, a direção da Tradição enviou uma nota sobre o caso. Confira abaixo na íntegra. A Lierj informou que não vai se pronunciar.

“A Liga LIVRES RJ e o GRES TRADIÇÃO vêm à público informar que a decisão proferida na data de hoje, divulgada pela imprensa antes mesmo da sua publicação em Diário Oficial, NÃO DECIDIU O MÉRITO DO PROCESSO que pleiteia o reconhecimento do GRES TRADIÇÃO como escola da Série A, em razão do seu campeonato no Carnaval 2020, no Grupo B da LIVRES.

Como esclarecido na própria decisão, trata-se de análise preliminar (ou inicial) do processo, o qual, no entendimento do Juiz Sergio Wajzenberg, da 2ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, depende da análise de documentos que devem ser juntados pela LIERJ e pela RIOTUR no prazo de 15 dias

A decisão proferida não se manifestou sobre os seguintes importantes argumentos, devidamente comprovados:

(i) a LIVRES é uma Liga oficialmente reconhecida pela Procuradoria Geral do Município do Rio de Janeiro e pela RIOTUR para administrar a disputa dos desfiles carnavalescos das escolas de samba a ela filiadas;

(ii) no Regulamento Específico dos Desfiles da LIVRES, homologado pela RIOTUR, consta em seu art. 40 que a agremiação campeã ascenderá à Série A;

(iii) a RIOTUR assinou Contrato de Apoio Cultural com a Associação da Liga de Blocos e Bandas da Zona Portuária do Rio de Janeiro, que atuou em parceria com a LIVRES no Carnaval 2020, publicado em Diário Oficial, para a realização dos desfiles do Grupo B, onde, expressamente consta que o Regulamento dos Desfiles tratará da ascensão e do descenso de agremiações e que a RIOTUR aprovará a ata de apuração do resultado;

(iv) a RIOTUR participou de todo o processo relacionado ao Carnaval 2020, estando presente no dia dos desfiles e, também, na apuração;

(v) a RIOTUR aprovou e homologou a planilha de notas e o resultado oficial da apuração dos desfiles da LIVRES, reconhecendo o GRES TRADIÇÃO como campeã do Carnaval;

(vi) a legislação (Lei Municipal nº 1.276/88 e alterações da Lei Municipal nº 2.720/98) e o Estatuto Social da LIERJ (arts. 2º; 3º, § 6º; e 19, § 2º) impedem que referida Liga interfira na ascensão de agremiações, pois, do contrário, estará interferindo na disputa, “escolhendo” a agremiação campeã.

O Departamento Jurídico da LIVRES RJ já está adotando as medidas cabíveis para o oferecimento de recursos, visando a reforma da decisão.

Sabemos da dificuldade que é trazer ética e transparência ao Carnaval dos Grupos de Acesso da Cidade do Rio de Janeiro, mas nossa luta por dias melhores está apenas no início. Não desistiremos, pois temos certeza que a verdade prevalecerá e a justiça será feita”.

Mangueira anuncia suspensão dos pagamentos de seus colaboradores

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A direção da Estação Primeira de Mangueira fez reuniões com os funcionários da quadra e do barracão e anunciou a suspensão dos pagamentos de todos os seus colaboradores. O presidente Elias Riche informou para os integrantes que devido à pandemia da Covid-19 e a indefinição sobre a data dos próximo desfile não conseguirá cumprir os compromissos financeiros da Verde e Rosa.

Em nota publicada pela coluna do jornalista Ancelmo Gois, de O Globo, nesta quarta-feira, a decisão de suspensão do pagamento seguirá até que a escola encontre uma possibilidade de receita ou aconteça alguma definição sobre os desfiles para o próximo ano.

A Estação Primeira de Mangueira foi a primeira escola de samba do Grupo Especial que anunciou a total suspensão dos pagamentos dos colaboradores. O site CARNAVALESCO apurou que o número de pessoas envolvidas no corte está entre 40 e 50 funcionários.

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Com a declaração mangueirense, infelizmente, o caminho deve ter tomado por outras escolas de samba. Nos bastidores da Cidade do Samba, a notícia era esperada por quase todas agremiações, inclusive, algumas já não estão pagando contas de consumo de luz e água de seus barracões.

Alguns profissionais ouvidos pelo site CARNAVALESCO, que pediram para não serem citados, revelaram que não receberam nenhum valor desde fevereiro de 2020. Alguns artistas já venderam bens, como automóveis, e pensam em trabalhar em aplicativos de transporte como solução para o abandono financeiro.

Os dirigentes já pensam em uma nova plenária na Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) para que seja debatida a questão financeira. Muitos já são favoráveis que a Liga converse com a TV Globo, detentora dos direitos de transmissão dos desfiles, e pegue a primeira parcela da cota da emissora ou que a Liga faça um empréstimo/doação para suas 12 agremiações do Grupo Especial.

São Clemente escolhe enredo afro para o próximo carnaval

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Em uma live nas redes sociais a São Clemente anunciou seu enredo para o próximo carnaval. O anúncio foi feito com o presidente Renatinho e Tiago Martins, que assinará o desfile com João Vitor Araújo, que também participou do papo. O enredo recebeu o nome de “Ubuntu”.

“A ideia do enredo é a São Clemente que se lança como voluntária da filosofia Ubuntu, que significa humanidade. Mostraremos diversas ações humanitárias no Brasil e mundo. Trazendo conteúdo plástico conectado. Grandes líderes, instituições internacionais, homens e mulheres que marcaram seus feitos. Precisamos esquecer o singular para viver o plural. Vamos aguardar a pandemia acabar para lançar sinopse”, disse Tiago.

Ao falar sobre o enredo, João Vitor falou que não pode trair seu povo.

dupla clemente

“Carnaval é uma festa preta e carente de pessoas pretas na festa. A gente precisa de voz. Quando penso em humanismo e solidariedade eu penso no meu povo negro. O que mais sofre, chora e está carente de representatividade e liderança. Falar de solidariedade, para mim, como representante negro dentro do carnaval, é muito forte”, explicou João Vitor.

Um dos responsáveis pela idealização do enredo, Renato terá os carnavalescos Tiago Martins e João Vitor Araújo no desenvolvimento plástico de “Ubuntu”, além do historiador-enredista Marcos Roza, responsável pela pesquisa de conteúdo do tema. O presidente da São Clemente falou sobre a proposta da escola.

“Esse enredo engloba tudo. É um enredo de amor. Não tenho patrocínio de ninguém. Está incluída minha família e amigos de infância. Teremos escolha de samba-enredo, mas sem vacina não vou fazer carnaval. Vou seguir todas autoridades sanitárias”, afirmou Renatinho.

São Clemente Ubuntu

Sabe aquele amor tão genuíno do “nós”, e que deveria ser aprendido no seio da família? Aquele que, de tão concreto, se estende à coletividade e alcança o próximo? É esse amor que inunda a São Clemente e transforma a agremiação em “escola de vida”, voluntária de uma grande missão social dos ensinamentos da filosofia Ubuntu, com origem nos povos Bantus e que significa humanidade.

Ubuntu é uma ética social africana que tem origem na língua Zulu e é sustentada por pilares como solidariedade, partilha, respeito, acolhimento e generosidade, entre outras ações que realizadas em sintonia com a alma, buscando o bem-estar coletivo à expansão do conceito de humanização.

Resenha dos Sambistas: Junior Escafura recebe Anderson do Molejo

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    Pensar, produzir e dançar comissão de frente no carnaval carioca

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      Nada jamais continua, tudo vai recomeçar!
      Mario Quintana

      Assim como outras linguagens artísticas, a dança integra um conjunto de heranças culturais de um povo, tribo ou comunidade. Dançar constitui um vetor muito poderoso de identidade social, hierárquica, econômico, sexual, étnica, cultural, físico e até econômico. Com isso, falar do quesito comissão de frente no carnaval faz-se quase que obrigatoriamente abordar via dança todos estes diferentes aspectos.

      Destaca-se também, ao falar de comissão de frente, elementos como: história, transformações, funções, número de coreografias, formação dos coreógrafos, componentes do quesito, audição, figurino, maquiagem, adereços/elementos cênicos, tripé, efeitos especiais, andamento do samba, tempo na avenida e tempo de apresentação ao jurado, regulamento específico, justificativas dos jurados, relação com o enredo, função do diretor de harmonia, apoios de comissão de frente, ensaios (gerais, quadra, barracão, avenida e rua), processos de criação, teatralização, movimentação espacial e desenhos, sinopse para o jurado, pré-produção, produção e pós-produção, ética profissional. Ufa!

      Explicar com riqueza e fundamento estes detalhes no quesito comissão de frente é sim um trabalho árduo e complexo, o qual envolve uma fatia da dança e suas vertentes culturais. Quase que um rizoma onde um fio puxa ao outro. É um tema muito amplo, já que pode ser abordado não somente pela força cultural, abrange inclusive seus contorces regionais, quanto à gênese do quesito e suas mudanças históricas, os processos criativos diversos e a produção da obra em diferentes grupos. Afinal, não podemos esquecer que é desproporcional produzir uma comissão de frente no grupo especial do Rio de Janeiro em relação aos outros grupos de acesso (A, B, C, D e E).

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      Muitos alunos, amigos, jornalistas, interessados no assunto me questionam as dificuldades encontradas na elaboração de um projeto de comissão de frente. Os principais obstáculos se constituem em momentos diferentes das fases de criação da comissão de frente e também vão se modificando durante carreira. Atualmente duas me chamam atenção.

      A primeira é aprender a lidar em pouco tempo, dentro de um processo efêmero, com a diversidade de formação dos profissionais envolvidos, no tocante às relações que precisam ser estabelecidas nesta ordem com: gestores, carnavalesco, assistentes, profissionais que produzem o tripé e/ou adereços, figurinistas, maquiadores e principalmente os intérpretes artistas. Um espaço de negociação constante e que todo ano precisamos recomeçar do zero. A segunda com a preocupação na difusão e divulgação do que é feito dentro dos processos de criação. Que são múltiplos com vários formatos e bem fartos.

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      Sabemos que são poucos os materiais encontrados sobre o quesito. Poucos pesquisadores direcionam seu olhar e se debruçam em artigos, mapeamentos, ensaios, publicações, trabalhos de conclusões de curso e pesquisas acadêmicas como dissertações e teses. Por outro lado, poucos artistas estão preocupados em disseminar o resultado de seus processos de construção na íntegra. É o que temos debatido no Encontro Nacional de Pesquisadores, Coreógrafos e Bailarinos de comissão de frente. O encontro surge para amenizar tal inquietação.

      Como dito, o tema é muito vasto e, por se tratar de um campeonato, penetra neste debate também, assuntos recentes como, tendências anuais das comissões de frente. Isto é, como o quesito vem se moldando ano após ano. Como a escola que ganha, ou a comissão com nota máxima dita tendências para novas produções no carnaval seguinte. Entra também na discussão, a forma com que os jurados olham, avaliam e justificam suas retiradas de pontuações nas apresentações das comissões de frente. Nota-se que, a cada ano, alguns jurados reinventam seu modo de julgar. Isso é bom ou ruim?

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      Se entendermos o quesito a partir deste sentido amplo, na perspectiva de atender interesses da cultura popular, produção do espetáculo, inter-relações, econômicos e avaliativos, surgem um turbilhão de dúvidas, dificuldades, campos de tensão e possibilidades de pesquisa, debate, conversas e diálogos. Dessa forma, certifica-se que o ambiente é fértil e vem suplicando atenção, holofotes nos tempos atuais. Principalmente no que tange a políticas trabalhistas para os profissionais que trabalham no quesito.

      O que venho refletindo constantemente é a necessidade de mais pesquisadores artistas, mais artistas pesquisadores, ou que estes pesquisadores possam se aproximar cada vez mais de nós artistas que produzimos comissão de frente. Assim, poderíamos tornar público e fazer serem conhecido todos os processos que envolvem este quesito dentro do desfile de uma escola de samba.

      Vivemos um momento de propagação de informações. É obsoleto nos tempos de hoje se guardar conhecimento. Ainda mais quando se trata de pesquisas acadêmicas. Ressalta-se aqui a importante relevância dos atuais grupos de pesquisas que se debruçam em pesquisar, fundamentar, incentivar, divulgar pesquisas, pensamentos e posicionamentos diversos.

      Muito antes, mas intensamente desde 2007, ao ingressar como aluno do curso de Bacharel em Dança da Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ, direciono meu olhar para o quesito, o que me projetou hoje estar em cena como pesquisador, julgador, coreógrafo e produtor de comissão de frente. Mas sinto e percebo que pouco sei. Todo ano descubro coisas novas nos barracões, ensaiando, e, principalmente nas avenidas. Cada agremiação me ensina mais. Os encontros me fortalecem. Os desencontros me direcionam para novas possibilidades.

      Sigo indagando, pesquisando, investigando, perguntando, interrogando, examinando, divulgando, postando, fazendo, dançando, produzindo, procurando brechas, e é claro proporcionando aberturas e novos ciclos. Parafraseando Mario Quintana, sigo atestando que as fatalidades e fiascos são a oportunidade para recomeçar com mais sabedoria. E que venham novas sementes, dúvidas, certezas, agremiações, novos sambas, assistentes, componentes, profissionais e novas publicações.

      Autor: Jardel Augusto Lemos – Bailarino, julgador e coreógrafo de comissão de frente do carnaval carioca desde 2008. Já coreografou mais 15 comissões de frente (em diversos grupos e regiões), além de trabalhar com casais de mestre-sala e porta-bandeira, alas e carros coreografados no Rio de Janeiro e outros Estados. Doutorando em Educação/UFRJ. Mestre em Educação, Cultura e Comunicação/UERJ. Graduado em Dança/UFRJ e Geografia/UERJ. Docente do Centro Nacional de Ensino Superior, Pesquisa, Extensão, Graduação e Pós-Graduação – Joinville/SC, nos cursos de Especializações em Dança Educacional e Artes Cênicas. Coordenador nesta mesma instituição do curso de especialização Latu Sensu em Gestão e Design em Carnaval. Pesquisador convidado do Observatório de Memória, Educação, Gesto e Artes – OMEGA/UFPEL. Pesquisador-orientador do grupo de pesquisa Observatório de Carnaval – OBCAR/UFRJ, orientando trabalhos na linha de Corpo, Movimento e Dança. Membro da comissão artística do Encontro Nacional de Pesquisadores, coreógrafos e bailarinos de comissão de frente.

      Referências Bibliográfica
      FARIAS, Julio Cesar, 1996. Comissão de Frente: alegria e beleza pedem passagem. Rio de Janeiro. Litterias. Ed. 2009, 208p.
      LEMOS, Jardel Augusto Lemos. SARMENTO, Luiz Thomaz. Dois caminhos de uma mesma rua: Auto do Círio (Pa) e carnaval
      (RJ) – Este Palco é nosso. In; Deixa a rua me levar/Organização: Instituto Festival de dança de Joinville e Thereza Rocha. Joinville:
      Nova Letra, 2015. 237p.

      Ministério Público instaura inquérito para apurar denúncia de vazamento de som dos camarotes

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        O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou inquérito civil para apurar denúncia de suposto vazamento do som interno dos camarotes para as arquibancadas do Sambódromo no desfile das escolas de samba no Carnaval 2019. Na reclamação, recebida pela Ouvidoria do MP, a consumidora, afirma que tal fato teria prejudicado a experiência do público ali acomodado durante o evento.

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        Foi requisitado à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) que, no prazo de 30 dias, se manifeste acerca da representação, informando se procedem as referidas alegações, bem como esclareça qual a medida adotada a fim de sanar o problema objeto do presente, enviando documentos que o comprovem.

        Escolas de samba e sambistas prestam homenagens para David do Pandeiro

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          As escolas do samba e diversos sambistas prestaram homenagens para o intérprete David do Pandeiro, que faleceu na noite desta segunda-feira. Veja abaixo.

          Luto no carnaval! Morre o intérprete David do Pandeiro

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            Faleceu na noite desta segunda-feira, aos 61 anos, o intérprete David do Pandeiro, que foi o responsável por cantar na Marquês de Sapucaí, no ano de 1999, pela Unidos da Tijuca, o samba-enredo histórico “O Dono da Terra”, conhecido como “Pedras preciosas”. Nos últimos meses, o cantor fazia sessões de hemodiálise. Ele chegou a fazer o teste para Covid-19 e o resultado deu negativo.

            Além de ter cantado o samba “O Dono da Terra”, David do Pandeiro carregava a vitória de em 1996 ter substituído o consagrado Dominguinhos do Estácio, na Estácio de Sá, que foi campeão do Grupo Especial em 1992.

            “Uma das maiores vozes melódicas do carnaval. Vivia cantando as músicas de diversos compositores. Recentemente, ele virou avô. Minha geração e muitas gerações só têm uma coisa a dizer: ‘Obrigado por tudo que proporcionou ao mundo do samba’. Você é uma pedra preciosa que sempre vamos admirar”, disse Ricardo Simpatia, diretor de carnaval da Santa Cruz e amigo de David do Pandeiro.

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            Em 1985, o cantor esteve ao lado de Ney Vianna no histórico “Ziriguidum, 2001”, samba da Mocidade Independente de Padre Miguel.

            Nas escolas de samba, David passou pela Santa Cruz, Mocidade, Sossego, Grande Rio, Imperatriz, Flor da Mina do Andaraí, Estácio, São Clemente, Unidos da Tijuca e Viradouro.

            Vídeo de David do Pandeiro na arrancada do samba de 1999 da Unidos da Tijuca

            Vídeo: diversas passagens de David do Pandeiro pela Avenida

            Vídeo: Gritos de guerra de David do Pandeiro

            Em isolamento e com apoio de amigos, Nelson Sargento comemora 96 anos no sábado com homenagens

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            O presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira, Nelson Sargento, completa no sábado, dia 25 de julho, 96 anos de idade. O sambista, em isolamento social no combate ao novo Coronavírus, receberá muitas homenagens virtuais para celebrar a data. Em reportagem do jornal Extra, a informação é que haverá uma live na calçada do prédio em que mora o artista, respeitando todas regras de segurança sanitária.

            Nelson Sargento ainda passa por dificuldades financeiras. Devido à pandemia, o mangueirense teve que cancelar cinco shows. O bolo será nas cores da Mangueira, verde e rosa, e a escola de samba estará presente na homenagem. A vaquinha virtual, criada por Evonete Belizário, esposa de Nelson Sargento, arrecadou mais de R$ 54 mil.

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            Nelson Sargento é compositor, cantor, pesquisador da música popular brasileira, artista plástico, ator e escritor brasileiro. Autor de “Agoniza mas não morre”, ele recebeu o apelido de Sargento, que serviu ao Exército.

            Acompanhe agora: Arraiá do Leozinho Nunes

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