Início Site Página 1464

Morre Lan, portelense apaixonado e enredo da Renascer em 2014

0

O chargista e caricaturista Lan, de 95 anos, faleceu nesta quinta-feira. Ele ele estava internado há dois meses, no Hospital da Beneficência Portuguesa, em Petrópolis.

Sócio benemérito da Portela e apaixonado pela escola, Lan também foi enredo da Renascer de Jacarepaguá no Carnaval de 2014 com o enredo “Olhar Caricato, Simplesmente Lan”, de autoria do carnavalesco Marcus Ferreira, campeão pela Viradouro em 2020, e que escreveu sobre o falecimento de Lan.

“Perdemos a genialidade, a humildade, o talento. Um dos prazeres de ser artista do carnaval: Levar a história de tanta gente boa do nosso país. Seguimos querido Lan, defendendo o que lhe mais deu prazer na vida. Viver ao lado da nossa gente do samba. Prazer lhe conhecer em vida. O levarei comigo. Até breve! Deus te guarde, mestre das artes brasileiras”.

lan

“Mais do que um artista genial, portelense ilustre e sócio benemérito da escola, Lan foi um grande defensor do samba e da cultura brasileira. Nós, portelenses, só temos a agradecer por todo o carinho e respeito que ele sempre teve com a nossa escola. Nosso consolo é que o seu amor pela Portela ficou registrado em livros, capas de discos e charges, e as novas gerações poderão conhecer este trabalho tão espetacular. Obrigado, Lan”, exaltou o presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães.

Nascido na Itália, em 1925, Lanfranco Aldo Ricardo Vaselli Cortellini Rossi Rossini se mudou ainda criança para o Uruguai. De 1945 a 1946, ele começou sua trajetória artística nos jornais Mundo Uruguaio e El País. Em 1952, durante uma visita ao Rio, deslumbrou-se com a geografia carioca, com a alegria do povo, o carnaval e as mulheres brasileiras.

Em seguida, foi convidado por Samuel Wainer a trabalhar no jornal Última Hora, onde começou a ganhar notoriedade. Sua trajetória inclui, ainda, vitoriosas passagens pelo Jornal do Brasil, onde ficou 30 anos, e por O Globo, onde assinava a coluna semanal “Cariocaturas”.

Reconhecido como um dos mestres do seu ofício no Brasil, ganhou fama internacional por retratar as suas grandes paixões nos desenhos (o Rio, as mulheres, a Portela e o Flamengo). Sua obra inspirou nomes como Ziraldo, Paulo Caruso, Chico Caruso, entre outros importantes chargistas brasileiros.

Há 40 anos, Lan e a mulher, Olívia Marinho, ex-passista do Salgueiro, escolheram Petrópolis como refúgio. Só no sítio, que fica no distrito de Pedro do Rio, ele mantinha em seu ateliê mais de 5 mil caricaturas. Ele também era cunhado do escritor, ator e comentarista de carnaval Haroldo Costa.

Em 1972, Lan foi agraciado com o título de Cidadão Honorário da cidade do Rio pela Câmara Municipal. Ainda foi condecorado com a Medalha Pedro Ernesto e o título de Cidadão Honorário de Petrópolis.

A relação de Lan com a Portela começou na década de 60, quando o artista se aproximou de compositores como Monarco e outros bambas da Velha Guarda. Em 1976, fez a capa do primeiro disco de Monarco.

Em 1979, o amor de Lan pelo samba gerou um grande tributo exibido pelo “Fantástico”, da TV Globo. No clipe “Lan, Vou Sair na Sua Escola”, nomes como Monarco, Alvaiade, Cartola, Dona Neuma, Xangô da Mangueira e Dominguinhos do Estácio, entre outros, cantarolavam a canção homônima enquanto charges do artista apareciam para o público.

Na década de 1980, os traços geniais de Lan estamparam o LP “Grandes Sambistas: Velha Guarda da Portela”. Em 2001, ele foi convidado a produzir dezenas de charges para o livro “A Velha Guarda da Portela”, de João Baptista Vargens e Carlos Monte, que contava a história da Velha Guarda Show da agremiação.

Em 2013, recebeu o título de sócio benemérito da Portela, das mãos do então presidente Serginho Procópio e do vice Marcos Falcon. Ao vencer a eleição daquele ano, a chapa Portela Verdade, logo em seus primeiros atos, fez questão de reativar o título de sócio do artista. O mesmo havia sido perdido nos registros de administrações anteriores. Em 2017, a Portela concedeu a Lan a medalha Paulo da Portela, a maior honraria da agremiação. Em 2019, foi tema do enredo da escola mirim da Portela, a Filhos da Águia.

Unidos da Tijuca reabre a quadra no domingo com feijoada e shows de samba

Domingo é a data marcada para o retorno das atividades presenciais na quadra da Unidos da Tijuca. A partir das 13h acontece o primeiro Pagode do Mestre presencial após um longo período de quadra fechada devido à pandemia.

Cumprindo todas as normas exigidas pelos órgãos e pensando no bem-estar e segurança do público, a entrada será restrita em 1/3 da capacidade total da quadra e com mesas cumprindo o distanciamento exigido, dentro dos protocolos de saúde.

feijoada mestre

A atração deste mês é a roda de samba do Grupo Arruda, Wantuir e bateria Pura Cadência. A rainha Lexa é presença confirmada. A entrada custa R$ 20 (com limitação de público). As mesas estão esgotadas. A feijoada poderá ser degustada por apenas R$ 25,00. Informações: (21) 98165-1753 / 21 99441-2080. A quadra da escola fica situada à Avenida Francisco Bicalho n° 47 – Santo Cristo.

Serviço:

Feijoada Nota 10 da Unidos da Tijuca – Pagode do Mestre
Data: 08/11/2020
Atrações: Roda de Samba do Grupo Arruda, Wantuir e Bateria Pura Cadência
Horário: 13h
Endereço: Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo
Classificação: Livre
Pista: R$ 20,00
Mesas: Esgotadas

Morre Elisabete Nunes, ex-presidente do Salgueiro

4

Faleceu na quarta-feira, a ex-presidente do Salgueiro, Elisabete Nunes, aos 73 anos, vítima de uma parada cardíaca, após estar internada para tratar uma inflamação renal. Ela comandou a Academia do Samba de 1986 a 1988.

Confira o texto publicado nas redes sociais do Salgueiro

elisabete

“Família, quiséramos que os nossos fossem imortais mas, infelizmente, é algo que foge da nossa capacidade. Mas, ainda assim, temos o alento de saber que, dentro da nossa história, capítulos importantes são escritos e eternizados por pessoas que colocaram sua alma e seu coração neste solo vermelho e branco que, para nós é sagrado. Com muita dor recebemos a notícia do falecimento da ex-presidente Elisabete Nunes na tarde desta quarta-feira, 04 de novembro. Sim, mais uma vez o luto e a tristeza batem à nossa porta e, neste momento pedimos a todos vocês que são parte desta família, que derramem todo o seu amor à querida Liesbeth e seus familiares”.

Eduardo Paes: ‘Vou tirar o projeto da Cidade do Samba 2 do papel’

0

Paes04O ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) é o terceiro entrevistado da série de entrevistas que o site CARNAVALESCO vem realizando com os candidatos à Prefeitura do Rio. A gestão de Paes (2009-2016) foi apontada como a melhor da história para o carnaval. Paes reformou e ergueu quadras do zero para tradicionais agremiações, subsidiou os desfiles com um subvenção e era nítido que ele foi um prefeito sambista, sempre presente nops desfiles e feijoadas quando era possível. Tudo isso fez com que o ex-prefeito recebesse nesta campanha o apoio institucional das agremiações para o pleito de 15 de novembro.

Eduardo Paes é afilhado político de Cesar Maia, outro prefeito que possui muito cartaz com o sambista (foi Maia quem ergueu a Cidade do Samba). Na primeira gestão do tradicional político, Paes foi sub-prefeito da Zona Oeste, entre 1993 e 1997. Nas eleições de 1996, foi eleito vereador pela primeira vez na capital fluminense. Sua ascenção na política foi meteórica e ele sequer cumpriu uma legislatura completa, pois foi eleito deputado federal em 1998. Permaneceu na câmara por duas legislaturas, até sair em 2007. Com a vitória de Sérgio Cabral para o Governo do Estado em 2006, Pares se tornou secretário de Turismo, Esporte e Lazer. Nas eleições de 2008, apoiado pelo governador, Paes se elegeu prefeito em uma apertada votação no segundo turno contra Fernando Gabeira. Em 2012 foi reeleito no primeiro turno. Deixou a prefeitura em 2016 e não conseguiu fazer o seu sucessor. Em 2018 Paes foi derrotado no pleito para o Governo do Estado pelo ex-juiz Wilson Witzel (PSC).

Confira a entrevista com Eduardo Paes:

Paes03A atual gestão comandou uma cruzada contra o carnaval e as escolas de samba? A sua gestão vai dar apoio institucional e financeiro à festa?

Eduardo Paes: “Sempre apoiei o carnaval não porque amo a Portela, as escolas, o samba. Sempre separei meus gostos pessoais dos meus deveres institucionais como prefeito. O carnaval é uma manifestação cultural fantástica e que tem um impacto econômico importantíssimo na cidade do Rio. Isso tudo tem a ver com a nossa identidade, com o jeito de ser do carioca, uma marca que exportamos para outros lugares do Brasil e do mundo. Quando fui prefeito me dediquei a reformar as quadras das escolas de samba porque o meu objetivo era dar sustentabilidade a elas. Porque essa dependência do poder público, de um patrono não é o ideal e as agremiações são muito maiores do que isso. O caminho ideal é o poder público oferecer condições de sustentabilidade, para que as escolas se tornem independentes. E é isso que vou fazer ao dar o apoio que sempre dei.”

Paes02As escolas da Série A têm cada vez mais dificuldades em construir o seu desfile sem barracões. Qual a sua opinião sobre a Cidade do Samba 2?

Eduardo Paes: “Sou totalmente a favor e quis construir a Cidade do Samba 2, só que o mundo e o Brasil enfrentaram uma grave crise econômica nos meus últimos anos de governo e não consegui fazer. Mas cheguei a comprar um terreno que era do Exército para erguer a Cidade do Samba 2, destinada às escolas do Grupo de Acesso. O local é ao lado do Maracanã, de fácil acesso, próximo ao Morro da Mangueira e do Sambódromo. Infelizmente, o prefeito atual nada fez lá e esse é um projeto que vou tirar do papel.”

Como a prefeitura pode fomentar o carnaval de rua e os blocos, que trazem milhares de turistas para a cidade no período de carnaval?

Eduardo Paes: “Essa resposta temos de pensar em dois cenários. O primeiro, em 2021, sem a vacina para o Covid-19, que poderemos não ter ainda em fevereiro e precisaremos atuar com bom senso. É preciso que iniciativa privada e a Prefeitura do Rio atuem em parceria para evitar aglomerações e seguir os limites sugeridos pela medicina. Em 2022 ou até 2021 com um carnaval fora de época, com todos vacinados, vou continuar a incentivar como sempre fiz. Tanto que foi durante as minhas duas gestões à frente da prefeitura do Rio que o carnaval de rua e os blocos renasceram e atingiram a dimensão que têm hoje. Por isso, terei não só esse compromisso com o apoio institucional, mas também com o financeiro, com a celebração de parcerias público-privada, como já fizemos.”

Paes01O que você considera que deva ser feito com o Sambódromo? Passar ao governo estadual ou manter com a prefeitura?

Eduardo Paes: “Com toda a certeza, permanecer com a prefeitura. Não existe qualquer possibilidade de, em minha gestão, eu abrir mão do Sambódromo.”

Como a sua candidatura enxerga a importância do carnaval para a arrecadação da cidade do Rio de Janeiro?

Eduardo Paes: “Como já disse, o carnaval é uma manifestação cultural fantástica e que tem um impacto econômico importantíssimo na cidade do Rio. Por isso, o prefeito precisa entender e ter a compreensão de que o Carnaval é um importante ativo e que movimenta a economia da cidade. Um Carnaval chega movimentar mais de R$ 2,5 bilhões e gera milhares de empregos. O que precisa é ser gestor, saber administrar e ter compreensão institucional. Infelizmente, o maior problema do prefeito Marcelo Crivella não foi de ter deixado de dar o subsídio, algo que por si só é grave, mas o pior foi a falta de respeito com a importância cultural do carnaval. E ele foi covarde ao falar: ‘vou tirar recursos do carnaval para colocar nas creches’. Isso é uma maneira de tentar colocar a população contra o carnaval. Como se R$ 10 milhões tirados do carnaval fossem recuperar todas as creches. Por exemplo, o orçamento da Educação são R$ 5 bilhões e, neste caso, R$ 10 milhões não iriam fazer tanta diferença. Como prefeito, vou trabalhar para recuperar não só carnaval, mas para que todos os grandes eventos na cidade voltem a ter a importância e a magnitude que merecem e que são tão importantes para a cultura e para a economia da nossa cidade.”

União da Ilha apresenta ‘time dos sonhos’ para lutar pela volta ao Grupo Especial

0

A União da Ilha do Governador apresentou, na noite dessa terça-feira, a equipe que será responsável por desenvolver o próximo carnaval da agremiação. O evento realizado na quadra da escola, o primeiro após liberação do funcionamento deste tipo de espaço pela Prefeitura do Rio, contou com a presença de representantes dos segmentos, de membros da diretoria e de presidentes de alas. Além da apresentação dos novos contratados, houve ainda o lançamento oficial da logomarca da reedição de “Fatumbi – A Ilha de Todos os Santos”. O site CARNAVALESCO esteve presente e conversou com o presidente da tricolor insulana, Djalma Falcão, acerca do time formado pela Ilha.

“É uma equipe que qualquer escola gostaria de ter. Uma equipe que às vezes até eu fico surpreendido em ter conseguido montar em tão pouco tempo. Quando saiu o resultado na quarta-feira de cinzas, na sexta-feira eu já estava jantando com Severo (Luzardo, carnavalesco), na semana seguinte já tinha falado com o Dudu (Azevedo, diretor de carnaval e harmonia) e o Wilsinho (Alves, diretor de carnaval e harmonia), dez dias depois já estava com os coreógrafos… Fizemos um time de alta qualidade, um time de estrelas, um time que tem condições de obter grandes notas na Avenida”, afirmou Djalma.

ilha equipe capa

O presidente insulano ainda falou o que espera do próximo desfile da União da Ilha, que após onze anos consecutivos na elite do carnaval carioca, terá de encarar a Série A. Na visão de Djalma Falcão, apesar das adversidades oriundas do grupo, a escola fará um grande espetáculo em 2021.

“A expectativa é a melhor possível. A gente sabe que a escola que concentra bem, desfila bem. Quando eu digo concentrar, não quer dizer só aquela concentração ali da Sapucaí. Nós hoje estamos começando nossa concentração com a apresentação da equipe. É a partir de hoje que começa o desfile a ir para o papel, com o desenho dos carros, das fantasias, até chegar na concentração presencial, que é ali antes de entrar na Avenida. Acho que nós temos elementos e condições de alcançar grandes resultados, gabaritar em várias quesitos. Vamos enfrentar as dificuldades de sempre e de todos que a parte financeira, que agora com o Coronavírus então, é ainda mais complicada. Posso dizer que o grande desafio da União da Ilha vai ser isso: como fazer um grande carnaval com pouco dinheiro”, declarou.

Noite de apresentações

A noite teve início com uma palestra motivacional ministrada por Cahê Rodrigues, um dos carnavalescos da agremiação. Intitulada de “Eu acreditei. E você?”, a palestra remonta toda a história de superação vivenciada por Cahê e equipe na reconstrução do carnaval de 2011 da Acadêmicos do Grande Rio, escola mais atingida pelo trágico incêndio em três barracões da Cidade do Samba.

ilha equipe1

Logo depois, teve início a apresentação da equipe da União da Ilha para o próximo carnaval, justamente com os carnavalescos. Cahê Rodrigues fez um discurso emocionado acerca da parceria inédita com Severo Luzardo, que após um ano afastado da festa, retorna para folia carioca e para tricolor insulana. Na sequência, Severo subiu ao palco e, em fala breve, prometeu trazer de volta para escola uma estética requintada, ausente no último desfile.

ilha equipe2

“Meu relacionamento com o Severa é de amizade, a gente é muito próximo. É um profissional, um artista, que eu tenho profunda admiração. É um amigo que o samba me deu. Então poder dividir um trabalho com o Severo, na União da Ilha, escola na qual ele fez grandes trabalhos, tem sido de muita alegria. E o carinho e respeito mútuo que temos são ingredientes muito saudáveis e positivos para essa parceria. Posso dizer que, da minha parte, eu estou muito feliz. E tenho certeza que o Severo também está muito feliz com essa parceria”, comemorou Cahê.

Em seguida, foi a vez de Dudu Azevedo e Wilsinho Alves subirem ao palco. Os dois irão trabalhar pela primeira vez juntos no comando da direção de harmonia e carnaval da União da Ilha.

“O grande lance da União da Ilha esse ano é trazer pessoas identificadas com a escola, que sejam profissionais vitoriosos. Tanto eu tenho meus compromissos fora do carnaval, quanto o Dudu tem agora com a Beija-Flor, e a gente conseguiu juntar nossos trabalhos da melhor maneira possível. Nossas ideias de carnaval convergem muito, elas são muito parecidas. Eu bebo muito da fonte, já até falei isso outras vezes, do Laila na Beija-Flor da década de 2000, de outros caras que me ajudaram como o seu Elmo da Mangueira, dos desfiles da própria Estação Primeira no início dos anos 2000. E o Dudu tem uma pegada que agora também vem de Beija-Flor e a gente está casando muito bem. Sempre fomos amigos, sempre admirei o trabalho dele, agora estamos tendo a oportunidade de dividir a harmonia e a direção de carnaval aqui da Ilha e não vai ter problema nenhum não. Quando você gosta de carnaval e vê que a pessoa do teu lado também entende, é tranquilo”, relatou Wilsinho Alves.

ilha equipe3

Ainda em conversa com o site CARNAVALESCO, Wilsinho contou como é a experiência de planejar um carnaval em meio às incertezas que rodam a festa, que vão desde a ausência de uma data para acontecerem os desfiles até quais serão os parâmetros de disputa. Para o diretor, a pandemia do novo Coronavírus, mesmo controlada futuramente, já provocou profundas mudanças na folia carioca.

ilha equipe7

“Nossa percepção de carnaval mudou muito de março, do início da pandemia, para agora. Tanto que a gente também deu uma mudada na questão do enredo, estava tendendo para ser uma outra reedição, mas foi para esta agora. E explicando a questão de ser uma reedição, as pessoas que são de fora da União da Ilha não entendem como é a disputa de samba na Ilha do Governador, que é uma disputa muito bairrista e que gera uma série de celeumas. Esse ano, como a escola teve o descenso, a gente queria unir a todos, sem ter este tipo de celeuma. Por esse motivo, a gente achou que uma reedição seria o melhor caminho neste sentido e todo mundo abraçou”, explicou.

ilha equipe5

Dudu e Wilsinho ainda foram os responsáveis por apresentar os demais reforços da agremiação, como os novos coreógrafos da comissão de frente Rodrigo Negri e Priscila Motta, que irão fazer jornada dupla, conciliando os trabalhos na Ilha com os na Estação Primeira de Mangueira, no Grupo Especial.

Outro reforço oficialmente apresentado foi o mestre-sala Raphael, que terá a missão de dançar pela primeira vez na carreira com a porta-bandeira Dandara Ventapane, que ocupa o posto desde 2017. A dupla conversou com a reportagem do site CARNAVALESCO e comentou como está sendo o começo da parceria entre eles.

ilha equipe4

“Está sendo muito bom esse início de parceria. A gente já começou também nossos encontros em questão de dança, então a gente vê a sintonia surgindo, a afinidade sendo criada. Um vai completar o outro, naquilo que precisava no momento. A gente está bem contente até aqui e projetando mil coisas para esse novo enredo”, pontuou Dandara.

“É aquele ditado: a gente já se encontrou em vidas passadas e está dando continuidade agora. Não posso dizer que este início de parceria foi perfeito, porque nada é perfeito. A gente está sempre em busca do melhor e assim estamos indo. O caminho é longo, porém está sendo feito em conjunto, lado a lado”, complementou Raphael.

ilha equipe6

A noite de apresentações terminou com a divulgação da logomarca oficial do enredo para o próximo carnaval, no caso a reedição de “Fatumbi – A Ilha de Todos os Santos”, que originalmente foi desenvolvido pelo carnavalesco Milton Cunha, em 1998. Houve ainda um show da Baterilha e do intérprete Ito Melodia ao som do samba imortalizado na voz de Rixxah.

Morre esposa do intérprete Marquinho Art Samba

Cinthya Ribeiro, esposa do cantor Marquinho Art Samba, da Estação Primeira de Mangueira, faleceu na noite desta quarta-feira, no Rio de Janeiro. Ela lutava contra um câncer.

Nas redes sociais, o intérprete fez uma publicação sobre a perda da esposa. Por 11 anos, Cinthya Ribeiro foi passista da Unidos da Tijuca.

esposa marquinho

Veja abaixo publicações da Mangueira e da Unidos da Tijuca

Força @marquinhosartsamba
A Nação Verde e Rosa está com você neste momento de dor.
Que seu coração seja confortado e a dor transformada em saudade.
#luto #forçamarquinhos

Publicado por Estação Primeira de Mangueira em Quarta-feira, 4 de novembro de 2020

É com imensa tristeza que a Unidos da Tijuca lamenta a perda da passista Cinthya Ribeiro que dedicou 11 anos de muito…

Publicado por Unidos da Tijuca em Terça-feira, 3 de novembro de 2020

Confira a logo da União da Ilha para a reedição de ‘Fatumbi’

0

Ilha2021

Milton Cunha e os destaques de luxo: Maria Helena Cadar

0

Por Milton Cunha, Victor Raposo, Thiago Acácio, Reinaldo Alves, Tiago Freitas e João Gustavo Melo

MARIA HELENA CADAR02“TRAVA NA BELEZA: Imaginários sobre o destaque de luxo de escola de samba”, que será publicado no Dossiê da Revista Policromias do LABEDIS, Museu Nacional da UFRJ, com Editoria de Tania Clemente.

Para chegar aos núcleos temáticos, fizemos uma série de entrevistas que passamos a publicar no site CARNAVALESCO, duas vezes por semana. Este material acabou não entrando no corpo do texto, por limitação de espaço, e não queríamos deixar de mostrar. É uma homenagem aos esforços destes luxuosos personagens que habitam nossos sonhos de folia! Viva os Destaques de Luxo, mensageiros do glamour.

Maria Helena Cadar – Salgueiro

O que você imagina que a plateia imagina quando te vê passando na avenida durante o desfile?

Maria Helena: O que eu acho que uma pessoa sente ao ver um destaque de luxo, além da admiração , uma vontade de estar naquele lugar , ostentando aquela fantasia.

Gostaria de saber como surgiu o seu interesse em ser destaque de luxo? Quando e como foi o seu primeiro desfile nesse posto? Como e quando foi a sua chegada no Salgueiro? Já desfilou em outras agremiações nesse posto? Se sim, quais?

Maria Helena: O interesse em ser destaque de luxo, eu sempre tive, pois saia como desfilante do Salgueiro há muito tempo e sempre admirando aquelas fantasias maravilhosas. Aconteceu que um dia, no ano de 2004, o Maninho que era muito amigo do meu marido através da criação de cavalos, nos convidou para jantar com ele e sua família e depois assistirmos a um ensaio na quadra do Salgueiro. Lá, ele chamou meu marido ao escritório e perguntou se poderia me convidar para desfilar como destaque. Meu marido concordou e ele então fez o convite. Saí com a fantasia “MONSTRÓLEO” que representava o petróleo no enredo da Cana de Açúcar, produzindo o álcool como combustível. Ao meu lado, a figura de um Sheik, fechando as torneiras do petróleo. Cheguei ao Salgueiro no carnaval de 1990, também a convite do Maninho, juntamente com um grupo de amigos. Como destaque, só desfilei no Salgueiro, mas como participante, saí algumas vezes na Imperatriz Leopoldinense, também a convite da sua diretoria.

Como é o seu planejamento para desfilar? Qual o seu papel na concepção e elaboração da fantasia? E como é a relação do carnavalesco nesse processo?

Maria Helena: Meu planejamento para desfilar, depende muito do momento. Como faço parte da equipe de destaques do Salgueiro, fico aguardando a definição por parte do carnavalesco, de qual personagem vou representar. Na concepção da fantasia, tenho pouca influência, mas na confecção sim. Eu e o estilista que as confecciona, o Belisário Cunha, procuramos entender o que o carnavalesco procurou transmitir com aquele desenho e o transformamos em uma fantasia. Nossa relação com o carnavalesco é a melhor possível. Procuramos levar a ele tudo que imaginamos na confecção e trocamos ideias sobre a viabilidade da execução.

MARIA HELENA CADAR03E em relação ao personagem/papel que você vai interpretar no desfile. Você faz alguma preparação corporal, nos aspectos de gestual e de semblante? Como que você “encarna” aquilo que está vestindo? Como interioriza a personagem que está representando?

Maria Helena: Em relação ao personagem que vou representar, procuro fazer um estudo sobre o mesmo e dentro disso , saberei como me comportar durante o desfile. Cito como exemplo a minha fantasia de Carmen Miranda, que me fez aprender muito sobre o seu comportamento durante a vida artística. Sempre procuro encarnar o personagem que estou representando e durante o desfile sinto-me como se fosse ele.

Você tem apego com as fantasias? Como lida com a ideia de que ela será vista em pouco tempo pelo público?

Maria Helena: Tenho muito apego às minhas fantasias, tanto é, que tenho todas elas guardadas em um museu particular, todas montadas em manequins, da mesma forma como eu desfilei. Cada uma está composta até com os sapatos, colares, anéis, etc. como no dia do desfile. Não me importo se as pessoas vão poder admira-las por alguns minutos, pois isso faz parte do jogo, mas eu e meus amigos poderemos admirá-las por muito tempo.

Pra você, o que faz uma fantasia de destaque se eternizar na mente de quem assiste os desfiles? E o que faz um destaque se distinguir dos demais destaques de luxo do carnaval?

Maria Helena: O que faz uma fantasia de destaque eternizar aos olhos de quem a vê, além da beleza, é o que ela representa. Acho que não há grandes diferenças entre os destaques de luxo do carnaval. Todos são belíssimos. Às vezes um pode aparecer mais do que o outro, mas com certeza são detalhes. Todos são belíssimos.

MARIA HELENA CADAR01Tem alguma fantasia ou fantasias por qual você sempre é lembrado (a) ou que tenha se tornado inesquecível para as pessoas? Se sim, por qual motivo isso aconteceu?

Maria Helena: Tenho dezessete fantasias no meu museu, todas lindíssimas e muitas premiadas, mas tem uma que eu considero especial e com a qual ganhei o prêmio de melhor destaque de luxo daquele ano. Trata-se da “MATRIÁFRICA”, no enredo Senhoras do Ventre do Mundo, uma fantasia toda em tons avermelhados e que deslumbrou o público presente.

Você considera o luxo essencial para a festa? Se sim, por qual motivo?

Maria Helena: Acho que o luxo é essencial no Carnaval. O público gosta e admira as fantasias luxuosas. Sempre foi assim e sempre será. As fantasias temáticas precisarão existir , mas coroadas com o luxo dos destaques.

Antigamente, cada destaque vinha em uma alegoria. Hoje, com a diminuição do número de carros, isso tem sido menos frequente. Como você enxerga essa mudança? É um problema para você dividir a atenção do público?

Maria Helena: Não me importo que eu vá desfilar com outro destaque no meu carro. Evidentemente cada um estará representando um personagem e tem que fazer a sua parte no enredo.

Pra você o que a figura do destaque simboliza para os demais componentes da escola? E como é a relação deles com você?

Maria Helena: O destaque representa para os outros componentes, um ideal a ser alcançado. Todos admiram, têm o maior carinho, e se imaginam naquele lugar. A minha relação com as pessoas que desfilam no mesmo carro que eu, é a melhor possível, mesmo porque, ficamos quase uma hora nos locais onde vamos desfilar e temos oportunidade na concentração de nos conhecermos e bater longos papos, antes do início do desfile.

O carnaval vem passando por uma crise financeira e muito se fala que as escolas precisam voltar às suas raízes. Você acha que a comunidade se sente representada quando vê vocês nos dias de hoje? Sentiu alguma mudança na relação entre você e a comunidade nos últimos anos?

Maria Helena: Não só o carnaval vem passando por uma grave crise financeira , mas todos os setores vêm sofrendo com isso. As Escolas de Samba terão que se reinventar e procurar suas origens, onde se fazia um carnaval com menos dinheiro e mais garra. Não têm outra alternativa. Eu particularmente, me dou muito bem com as pessoas da comunidade que tenho a oportunidade de conviver, principalmente nos ensaios da Escola, onde tenho uma grande quantidade de amigas e amigos que são da comunidade Salgueirense. Nunca senti nenhuma diferença de comportamento comigo, pelo contrário, são sempre muito amáveis com minha pessoa.

Você falou, na resposta ao Milton, que as pessoas devem sonhar estar no lugar de vocês no desfile. Acredita que vocês ocupam, no imaginário das pessoas, um lugar considerado impossível de ser atingido por elas?

Maria Helena: Acredito que passa na cabeça de todos que assistem a um desfile, o desejo de estarem naquele local. Podemos ocupar um lugar especial no imaginário das pessoas, mas não impossível de ser atingido. Vários fatores podem influenciar nessa possibilidade, mas nada é impossível.

Com quanto tempo de antecedência você chega no sambódromo? Em qual tipo de carro você chega? Quantas bolsas você carrega? Como são feitas essas bolsas? Tem pessoas para dar apoio? Na hora que chega e vê as alegorias desmontadas, de tarde, muito antes de qualquer pessoa, o que você sente? O que você pode contar desse processo de montagem e depois de desmontagem da alegoria? Sente tristeza de jogar lá de cima os plumeiros? Como é essa sensação?

Maria Helena: Na verdade, eu chego à concentração com uma hora e meia de antecipação, porque o ateliê que produz minhas roupas, se encarrega de montá-las na armação da escola e desmonta-las na dispersão.

Luiz Lima: ‘A Cidade do Samba 2 é um compromisso firmado em meu plano de governo’

0

LL05O site CARNAVALESCO dá sequência à série de entrevistas com os candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro. O candidato do PSL, Luiz Lima conversou com a nossa reportagem acerca de suas ideias e propostas para o carnaval do município nos próximos quatro anos, caso seja eleito. Luiz Lima é carioca e foi nadador antes de ingressar na política. Suas conquistas mais importantes foram uma medalha de ouro e uma de prata nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg em 1999 e duas de prata no Pan de Mar Del Plata, em 1995.

Luiz Lima ingressou na política em 2016 ao aceitar o cargo de Secretário Nacional de Esportes de Alto Rendimento. Ele foi o primeiro professor de educação física a assumir o cargo. Em 2018 foi eleito Deputado federal pelo PSL no estado do Rio de Janeiro com 115.119 votos, sendo o oitavo mais votado no estado. Ele recebeu votos nos 92 municípios do Rio de Janeiro.

Confira a entrevista com o candidato Luiz Lima (PSL) à Prefeitura do Rio:

LL04– A atual gestão comandou uma cruzada contra o carnaval e as escolas de samba? A sua gestão vai dar apoio institucional e financeiro à festa?

Luiz Lima: “Temos 12 escolas no Grupo Especial, 15 na Série A e outras dezenas nos grupos de acesso da Intendente Magalhães. A maioria tem projetos sociais, culturais e esportivos com suas comunidades, e é muito bacana ver essa contrapartida das escolas. O samba é um grande investimento para o município. Por isso, entendemos que é fundamental que Prefeitura do Rio incentive e subsidie o desfile das escolas, apresentando um cronograma transparente de liberação de recursos. São muitas pessoas empregadas pelas agremiações. E cada real investido, seja da iniciativa privada, seja da prefeitura, vira cinco para o município, através dos gastos em serviços de cariocas e turistas durante a folia. Temos que entender a importância do turista que vem para o Rio no carnaval, pois parte do que ele gasta vai para a saúde, para a educação, para infraestrutura, para segurança. Além de valorizar a cultura, a gente está valorizando o bolso e o bem-estar dos cariocas. Nosso plano de governo também prevê o projeto ‘Samba pelo Rio’, com representantes das escolas em pontos turísticos e representativos da cidade, nos meses de janeiro e fevereiro, anualmente, realizando shows e contando histórias do carnaval, em parceria com a iniciativa privada. Além disso, vamos fazer o Sambódromo funcionar o ano inteiro, assim como a Cidade do Samba, melhorando seu entorno e resgatando o projeto inicial deste equipamento com oficinas e visitação. Tem muita gente que mora no Rio e que nunca foi à Cidade do Samba. Poxa, aquele patrimônio é nosso! Seria um atrativo a mais para o Porto. Uma importante proposta nossa também é o projeto ‘Samba nas escolas municipais’, em que levaríamos a cultura do samba-enredo para nossos alunos, através de oficinas e eventos com as agremiações do entorno de cada escola da rede, conectando Cultura e Educação.”

LL03– As escolas da Série A tem cada vez mais dificuldades em construir o seu desfile sem barracões. Qual a sua opinião sobre a Cidade do Samba 2?

Luiz Lima: “A Cidade do Samba 2 é fundamental para o carnaval. É um compromisso que está em nosso plano de governo. As escolas da Série A precisam de um lugar decente e com infraestrutura para preparar suas alegorias e fantasias. Nossa ideia é construir um espaço ou adaptar alguma área já existente na Avenida Brasil. São escolas tradicionais como Império Serrano, Estácio de Sá, Império da Tijuca, Em Cima da Hora e muitas outras, que precisam de condições dignas, pois há anos estão em locais insalubres, improvisados, sem telhado e sem estrutura. Temos que acabar com aquelas cenas recorrentes de incêndios em barracões ou mesmo de destruição de alegorias por causa de chuvas fortes. O mesmo vale para as escolas que desfilam na Estrada Intendente Magalhães, que estão num galpão improvisado em Oswaldo Cruz. A Prefeitura do Rio também precisa investir e apoiar o carnaval daquelas escolas.”

LL02– Como a prefeitura pode fomentar o carnaval de rua e os blocos, que trazem milhares de turistas para a cidade no período de carnaval?

Luiz Lima: “O carnaval de rua também será incentivado em nosso governo, através de políticas culturais e parcerias com a iniciativa privada. Afinal, os desfiles de blocos, bandas e cordões são um capítulo à parte do nosso carnaval. O carioca ama o carnaval de rua e não vive sem ele. É nossa obrigação incentivar e trabalhar efetivamente, com a Ordem Pública e as secretarias de Saúde e Transporte, para garantir a melhor organização possível destes desfiles. Queremos os blocos tradicionais, como Bola Preta, Cacique de Ramos e a banda de Ipanema, por exemplo, fortes e conectados com a Prefeitura do Rio. Os mais novos e temáticos também farão parte de uma programação especial feita pela Riotur. Precisamos fortalecer também o carnaval de rua na Zona Norte e na Zona Oeste. Outro desafio será resgatar a tradição dos palcos e coretos de bairros. Sempre houve programação nos quatro dias de folia em bairros como Vila Isabel, Méier, Tijuca, Engenho de Dentro, Bangu, Ilha do Governador… Mas isso acabou no governo Crivella.”

LL01– O que você considera que deva ser feito com o Sambódromo? Passar ao governo estadual ou manter com a prefeitura?

Luiz Lima: “O Sambódromo é um patrimônio do carnaval carioca, por isso merece ser cuidado com carinho e atenção do poder público. Defendo que a Prefeitura do Rio continue à frente do Sambódromo, mas quero implementar parcerias público-privadas (PPP’s) voltadas para shows o ano todo, instalação de restaurante temático, área para recepção de turistas, loja de souvenirs e outras melhorias. É vergonhoso ver as vans de turistas que chegam para visitar o Sambódromo paradas ali portão do Setor 3, sem estrutura alguma de estacionamento e alimentação. Não tem nem lugar para comprar água, só com vendedores ambulantes. O único atrativo é tirar fotos das arquibancadas de concreto. Temos que mudar isso! O turista precisa ter uma opção de lugar para conhecer um pouco da história do carnaval. Um caminho pode ser a reabertura do Museu do Carnaval, que fica na Praça da Apoteose, e há anos está subutilizado. Os grandes shows de rock, MPB e outros estilos, na Apoteose, precisam voltar também. Outra meta nossa é incentivar os ensaios técnicos no Sambódromo, como uma atividade de verão, de forma gratuita, aproveitando ao máximo o calendário de verão a partir de dezembro, ocupando todos os sábados e domingos. Mini-desfiles e carnavais fora de época também estão nos nossos planos.”

– Como a sua candidatura enxerga a importância do carnaval para a arrecadação da cidade do Rio de Janeiro?

Luiz Lima: “Já desfilei na Mocidade, na Imperatriz, na Rocinha, na Tradição e em outras escolas, e sei como o carnaval é uma coisa fantástica. A importância cultural é gigantesca e está ligada com a história da cidade. E além de gostar muito de escola de samba e de samba-enredo, eu, com cidadão, reconheço que em cada real gasto pelo turista no carnaval traz outros cinco de retorno para a cidade. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas mostrou que o Carnaval de 2019 movimentou quase R$ 4 bilhões na economia. Mexe com turismo, serviços e diversos outros setores. Cada escola de samba gera 200 empregos, o ano todo. Temos que fazer parcerias com as escolas e ter como contrapartida os projetos sociais e culturais que elas já desempenham nas suas comunidades, como no caso da Mangueira, da Portela, do Salgueiro, da Beija-Flor e outras. Então como é que o prefeito do Rio pode não gostar de carnaval? Veja o caso do Rock in Rio, em 2021, que vai movimentar 700 mil pessoas. Uma das saídas para o Rio no período pós-pandemia é realização de grandes eventos. Quando alguém fala em tirar recurso do carnaval, será que eu tenho que desenhar? Ora bolas, isso traz recurso para a cidade. O dinheiro que o turista gasta na cidade vai ajudar a financiar o salário do servidor, por exemplo, os 850 reais por mês que custa uma criança na escola… A função da Riotur é promover o Rio como destino e caminhar lado a lado com as instituições que atuam nesse setor. No entanto, o comportamento da atual administração em relação ao réveillon e aos três últimos carnavais – o de 2020, por exemplo, não contou com nenhum centavo da prefeitura às escolas de samba – revela uma absoluta incompreensão sobre a diferença entre gasto e investimento.”

Leonardo Bessa faz roda de samba quarta-feira no Beco do Rato

0

A casa de samba mais aconchegante do RJ, recebe pela primeira vez o Sambista Leonardo Bessa com seu Projeto Samba Bessa nessa quarta-feira. Com muito samba de raiz, pagode e no final um grande carnaval. Bessa também cantará músicas do seu primeiro CD e do seu mais novo EP que dá nome ao Projeto. Todos os protocolos sanitários serão observados para a segurança de todos e a lotação da casa será limitada em metade da capacidade.

beco

Samba Bessa no Beco do Rato

Dia 4/11
às 20h
Ingressos antecipados pelo Site Sympla