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Sob a direção artística de Milton Cunha, Maricá apresenta o ‘NatalBrasilidade 2025’

A Prefeitura de Maricá anuncia oficialmente a realização do ‘NatalBrasilidade 2025’, uma das maiores celebrações natalinas do estado do Rio de Janeiro. O evento, que acontece entre 22 de novembro e 6 de janeiro, vai iluminar diversos pontos da cidade com decoração temática, desfiles, experiências imersivas e atrações culturais, que unem o encanto do Natal à riqueza da identidade brasileira.O projeto reafirma o compromisso da Prefeitura de Maricá com a valorização da cultura, do turismo e da economia criativa. A direção geral é de Gustavo Mostof.

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Foto: Divulgação

Sob a coordenação geral de Antônio Grassi, presidente da MARÉ (Maricá, Arte, Roteiro e Experiências), e direção artística e criativa de Milton Cunha, o ‘NatalBrasilidade’ convida o público a viver uma experiência sensorial e estética que traduz o espírito do Natal em cores tropicais, ritmos populares e símbolos da diversidade cultural brasileira. Cada cenário e instalação cênica celebram a alegria, a fé e a união, sentimentos que formam a essência de um Natal com alma brasileira.

“Pensar o Natal como um grande evento é reconhecer nele uma oportunidade de transformação para a cidade. A festa natalina não apenas celebra o espírito de união e alegria, mas também movimenta a economia local, gera empregos e atrai visitantes. Ao promover um Natal vivo, com identidade própria, Maricá se projeta no cenário nacional e, em alguns momentos, até internacional, reafirmando o quanto as atividades culturais e turísticas podem trazer um retorno imensurável para a população e para a imagem da cidade. Mais do que uma data festiva, o Natal celebra o nascimento da fé, da luz e da esperança, valores que transcendem religiões e inspiram novos começos, união e solidariedade entre todos”, afirma Antônio Grassi.

Em Maricá, o‘Natal Brasilidade’vai transformar toda a cidade em um grande cenário natalino, com luzes, cores e símbolos do Natal. Seis grandes polos concentrarão as principais ativações e experiências do evento, cada um com uma proposta temática especial.

O Parque Nanci será o palco do universo Águas Milagrosas, com pista de patinação e áreas interativas de diversão. Na orla de Araçatiba, o destaque será o artesanato e os saberes tradicionais, uma homenagem à criatividade dos artesãos locais e ao legado cultural herdado dos povos indígenas, além de abrigar os desfiles natalinos. Já a Praça do Boqueirão ganha uma cenografia inspirada na flora e na fauna da região. Itaipuaçu receberá a Floresta Encantada, cenário mágico onde estará a Casa do Bom Velhinho. Em Camburi e Flamengo, espaços dedicados ao Natal receberão atrações e atividades para toda a família. Ponta Negra ganha decoração especial com luzes que refletem no mar e espaços instagramáveis. O bairro se transforma em um cenário encantado, perfeito para fotos e encontros em família.

Grande Parada de Natal

Entre os destaques desta edição estão a Grande Parada de Natal, com alegorias, figurinos e performances inspiradas na cultura nacional e o presépio artístico de Araçatiba, concebidos por Milton Cunha.

“O ‘Natal Brasilidade’ nasce para celebrar a beleza do nosso povo, da nossa cultura e das nossas raízes. Maricá é hoje o palco de uma verdadeira revolução estética e afetiva, onde o Natal ganha cores, ritmos e narrativas tipicamente brasileiras. A Parada Iluminada celebra a utopia de uma sociedade justa, igualitária e democrática. Este projeto mostra que é possível inovar sem perder a essência, transformando o Natal em uma experiência sensorial, educativa e emocionante, que valoriza a arte, os talentos locais e o orgulho de ser brasileiro. Mais do que uma decoração, é um convite para o Brasil olhar para Maricá como um novo polo criativo e turístico”, reforça Milton, que assina a direção artística e criativa do evento.

Os desfiles acontecem de 22 de novembro a 28 de dezembro, sempre de quinta-feira a domingo, das 20h às 21h, na Orla de Araçatiba, além de apresentações em diferentes bairros. As atrações e brinquedos funcionam até 6 de janeiro, também de quinta-feira a domingo, das 14h às 20h. Como ação especial de inclusão, todas as quintas-feiras, das 9h às 12h, os brinquedos serão de uso exclusivo das crianças das escolas municipais de Maricá.

Serviço:
Desfiles: de 22/11 a 28/12, das 20h às 21h
Brinquedos e Atrações:de 22/11 a 06/01 (quintas, sextas, sábados e domingos, das 14h às 22h)* – com agendamento via QRCode

*Ação especial brinquedos: todas as quintas-feiras,das 09h às 12h, os brinquedos serão de uso exclusivo para as crianças das escolas municipais de Maricá.

Vila Isabel recebe Dua Lipa em noite de ensaio na quadra

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A Unidos de Vila Isabel viveu uma noite especial nesta quarta-feira. A artista internacional, que está de passagem pelo Brasil com sua turnê, fez questão de sentir de perto a energia do samba carioca. Após se apresentar em São Paulo na última semana e desembarcar no Rio nesta terça-feira, ela marcou presença no tradicional ensaio de quadra da escola, onde foi recebida com entusiasmo pelo público e pelos segmentos da azul e branca.

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Veja fotos (Imagens: Divulgação/Vila ISabel)

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Barroca Zona Sul consolida assinatura musical na gravação do samba-enredo 2026

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A Barroca Zona Sul esteve na Fábrica do Samba, em outubro, para registrar oficialmente seu samba-enredo para o Carnaval 2026. Com presença massiva da comunidade, forte união entre os segmentos e confiança absoluta na qualidade da obra, a Verde e Rosa da Zona Sul reafirmou seu compromisso em apresentar um desfile marcante, especialmente por ocupar a posição de encerramento da noite de sexta-feira. O mestre de bateria e compositor Fernando Negão, responsável direto pela pulsação rítmica da escola, explicou a construção musical que a Barroca levará para o disco e para a avenida.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

“O andamento da bateria do Barroca para a gravação vai ser de 144 BPM (batidas por minuto). Na avenida vão ser três bossas e, na gravação, a gente vai fazer duas e meia. Vamos pegar uma bossa pela metade e duas inteiras. É bastante desafiador comandar a bateria que vai sustentar um samba tão elogiado. Mais uma vez é um samba muito bonito, graças a Deus a gente fez com bastante carinho. Deu tudo certo! Para mim, é o que eu sempre digo, é um pouco mais fácil de trabalhar porque eu sou um dos compositores do samba, e eu já pego o samba desde a construção e já vou pensando em algumas bossas para encaixar na bateria”.

O mestre revelou também sua parte favorita. “A parte que eu mais curto no samba é o refrão da cabeça, acho bem interessante, bem legal e bastante forte”.

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Sobre o horário de desfile, o último da madrugada, Negão vê o momento como mais um desafio a ser superado. “Esse é um horário bastante diferente para o Barroca, é um horário que a escola faz tempo que não desfila – no caso, ser a última escola da noite. É um trabalho bem desafiador, é um trabalho bem árduo. Mas, se Deus quiser, vai dar tudo certo. A gente tem um samba belíssimo, um samba que caiu nas graças da galera e a bateria vai se encaixar bastante com o samba”.

Na parte operacional, o representante da Comissão de Carnaval, João Ricardo Alexandre (Jonny), destacou o esforço coletivo para garantir um grande contingente na gravação.
“Hoje nós viemos com 103 pessoas, para ser bem exato. São 43 da bateria e 60 pessoas do elenco”.

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Representante da Comissão de Carnaval, João Ricardo Alexandre (Jonny)

A logística foi planejada para facilitar a chegada da comunidade à Fábrica do Samba. “O pessoal da escola preferiu vir direto, a comunidade achou que era mais fácil. A gente trouxe dois ônibus lá da quadra, eles saíram de lá duas horas antes de chegar aqui. Nesses ônibus tinham baianas e o pessoal que tem mais dificuldade em relação à mobilidade. Saindo daqui, a gente vai numa apresentação da Independente, nossa coirmã”.

Sobre o desfile, Jonny antecipou a estética que a Barroca pretende levar ao Anhembi. “A gente é a última a desfilar na sexta-feira, já clareando o dia. Podem esperar muito ouro, muitas surpresas. Vai ser um carnaval bem rico e colorido. Muita cor de ouro, mas muito colorido, também, pelo horário. Podem esperar algumas surpresas, também”.

O diretor musical e arranjador Tonn Queiroz comentou a construção sonora do samba, especialmente por se tratar de um enredo com temática afro e forte referência a Oxum. “No tema afro, é importante privilegiar a percussão. A percussividade africana é o primeiro ponto. E o Ijexá, até por ser o ritmo oriundo e mais conhecido, foi o privilegiado. Quando se fala de Oxum, ela tem uma ligação forte com o Ijexá”.

Ele elogiou o desempenho da bateria e a sinergia da dupla de intérpretes. “Gostei muito da bateria e gosto muito da dupla de cantores. Não é porque se tornaram meus amigos pessoais, mas eu gosto muito da forma como um dá espaço para o outro. Acho que isso é bem importante num trabalho coletivo”.

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Diretor musical e arranjador Tonn Queiroz

Tonn também revelou a base instrumental utilizada. “A base é realmente percussiva, tem instrumentos de harmonia, tem o bandolim como instrumento de harmonia e esse é um instrumento que a gente vai trazer, com certeza, no ao vivo. Mas o forte mesmo do tema é a percussão”.

Os intérpretes Dodô Ananias e Rafael Tinguinha ressaltaram a preparação vocal necessária para a gravação e para o desfile em horário avançado. Tinguinha explicou sua rotina de cuidados.

“Para mim foi tudo de boa! É muito importante a gente descansar, dormir bastante e beber bastante água. Esse é o principal. O método para fazer isso vai de cada um: tomar remédio, comer maçã… vai de cada um. Mas o mais importante para um bom canto é descansar bastante e beber bastante água. Isso ajuda muito. E também é importante destacar que a nossa vida tem horários bem distintos da maioria”.

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Dodô destacou que a logística para a gravação exigiu ainda mais atenção. “Voz é descanso, sempre parto desse princípio. Ter no mínimo oito horas de sono, se alimentar bem, beber água. A maçã dá uma colaborada, mas o grosso de tudo é o descanso. A gente também tem que se cuidar: semana de gravação é uma semana diferente e a gente tem que fazer uma preparação adequada. Para mim e para o Tinguinha, a logística também é importante: a gente não mora em São Paulo e estamos na cidade há um dia para passar a noite aqui, para não chegar no dia, correndo. O nosso horário de gravação, no início da tarde, não é o melhor para a voz. Eu, por exemplo, estou acostumado a acordar nesse horário – umas 13h, 14h. Sou cantor e meus horários são diferentes. Por conta do nosso horário de desfile, por exemplo, às 05h ou 06h teremos que ter a voz estralando. É uma preparação totalmente diferente para estarmos no dia da gravação, que foi linda”.

Ao falarem do samba, os dois demonstraram enorme identificação com a obra. Tinguinha destacou o trecho de forte referência religiosa: “Por mais que eu também ache o samba todo lindo, é um dos melhores sambas do carnaval de São Paulo de novo, e estamos trabalhando para ele render bem novamente. Mas eu sou da parte dos macumbeiros: ‘Ê Yalodê Iyá wô rô/Ê Yalodê Iyá’. Também gostaria de parabenizar o Thiago Meiners e toda a parceria por esse lindo samba”.

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Dodô reforçou a confiança no impacto da obra. “Acho esse samba lindo, ano passado eu falei que teríamos um dos três melhores sambas do ano e ganhamos o Estrela do Carnaval. Em 2026, coloco novamente o samba do Barroca Zona Sul novamente entre os três melhores do ano, com todo respeito às coirmãs. Vamos trabalhar muito para que esse samba chegue no ápice no dia do desfile – não só na bolha do carnaval como também fora dela. A parte que mais me toca é o ‘Mamãe semeou a vida/As águas doces vão de encontro à mata’. Acho essa melodia muito doce, com caminhos muito interessantes melodicamente e harmoniosamente. Aqui na Zona Sul a gente não erra a mão nunca no samba!”.

Neguinho celebra sair do posto de intérprete da Beija-Flor com o título de campeão em 2025 e fala sobre chance de ser enredo

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A saída de Neguinho do posto de intérprete da Beija-Flor de Nilópolis abalou as estruturas do samba. Como voz principal da Azul e Branca por 50 anos, ele fez história e se tornou uma lenda do carnaval como um todo e não poderia ter se aposentado de forma melhor do que vendo sua escola do coração ser a grande campeã de 2025.

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Foto: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

“Fechei com chave de ouro! Entrei na escola em 1975, ganhei o carnaval de 1976 e, 50 anos depois, saí vencedor também. Isso é um feito que, para acontecer de novo com alguém, vai levar um tempo”, disse o cantor, com muito orgulho e um enorme sorriso no rosto, em entrevista ao CARNAVALESCO.

Neste ano, a nilopolitana venceu homenageando um de seus maiores carnavalescos, o saudoso Laíla, abrindo margem para especulações sobre quando Neguinho será homenageado como enredo também. Quanto a isso, ele não tem pressa.

“Serei enredo da Beija-Flor só quando Deus quiser, isso aí deixo nas mãos Dele”.

Alex de Oliveira assume a coordenação oficial da Corte do Carnaval carioca para 2026

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Rei Momo com o maior número de títulos no concurso que elege as majestades da folia, Alex de Oliveira segue compartilhando toda a experiência que colecionou em cada um dos 11 títulos, agora em nova função. Será dele a missão de coordenar os compromissos da Corte do Carnaval 2026, formada por Danilo Vieira, eleito Rei Momo pela primeira vez no último fim de semana, Caroline Xavier, escolhida como Rainha do Carnaval, e as princesas Samara Trindade e Luana Fernandes. Completam o time da realeza momesca, Johnn Sorriso e Viviane Carvalho, respectivamente Muso e Musa LGBTQPIA+, além de Wend que representa as pessoas não-binárias.

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Foto: Divulgação

Atualmente, o arquiteto e professor universitário é o presidente da Associação dos Reis Momos do Brasil e uma das personalidades mais respeitadas no segmento. O espírito folião e a paixão pela maior festa popular a céu aberto do planeta, o levaram a escrever um livro sobre a tradicional figura do Rei que está pronto para ser lançado. Condecorado pelos serviços prestados ao Carnaval com a Medalha Pedro Ernesto, maior honraria da cidade do Rio de Janeiro, Alex garante que este novo capítulo será de muita parceria para o novo elenco, que nunca teve a experiência do reinado.

“Recebi o convite com muita emoção porque só quem vive os bastidores e o dia a dia da Corte do Carnaval sabe o quanto o grupo trabalha. Esta gestão da Riotur, que está sob o comando de Bernardo Fellows, Luiz Monsores e Flávio Teixeira como Diretor de Operações, entende o papel importante que o grupo têm e que vai muito além de ir às quadras das principais escolas de samba. A Corte do Carnaval representa uma das mais importantes manifestações culturais do país e, consequentemente, está ali para servir à cultura e ao turismo, com participações em eventos. Não podemos esquecer que o Carnaval não acontece somente na Sapucaí, ele está nas praças, nos blocos, nos coretos e na Intendente de Magalhães, reconhecido e nomeado como o Carnaval do Povo. E nós iremos aonde o povo estiver”, diz Alex.

Exaltando Conceição Evaristo, Império Serrano revela fantasia inspirada nos ‘Cadernos Negros’

O Império Serrano apresentou nesta quarta-feira a fantasia da Ala 12, intitulada “Cadernos Negros”, que integra o enredo “Ponciá Evaristo Flor do Mulungu”, desenvolvido pelo carnavalesco Renato Esteves para a Série Ouro 2026. A criação se inspira no momento em que a protagonista da história, após sobreviver ao dilúvio que atravessa a narrativa, transforma a escrita em um ato de insubordinação, memória e reinvenção.

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Foto: Fabiano Vieira/Divulgação Império Serrano

Segundo a sinopse, “após o dilúvio, escrever adquiriu um sentido de insubordinação. Ponciá-Evaristo-Flor-do-Mulungu tornou-se professora. Entre poemas e romances, registrou as memórias da tragédia do aguaceiro e as guardou em Cadernos Negros”. É esse gesto de resistência por meio da palavra que inspira a estética e a simbologia da fantasia apresentada.

A referência direta aos Cadernos Negros resgata também a trajetória do coletivo Quilombhoje, responsável por uma das mais importantes séries literárias dedicadas à escrita negra no Brasil. Entre os textos publicados, destaca-se o poema “Vozes-Mulheres”, de Conceição Evaristo, originalmente presente no volume 13 da coletânea, em 1990, e posteriormente republicado em “Poemas da recordação” e outros movimentos. No poema, a autora costura gerações de mulheres negras cujas vivências, dores e afetos ecoam através da literatura.

A fantasia da Ala 12 materializa essa herança de palavras insurgentes, transformando as páginas dos Cadernos Negros em movimento, cor e narrativa na Sapucaí. A escrita, que na obra de Evaristo é memória coletiva e denúncia, ganha forma no desfile como afirmação de vida e continuidade.

Em sua reflexão sobre o processo criativo, o carnavalesco Renato Esteves destaca a potência simbólica dessa referência.

“Os ‘Cadernos Negros’ são mais que um marco literário. São um arquivo de sobrevivências. Ao levar essa imagem para a Avenida, buscamos mostrar que a palavra escrita por mãos negras não só resiste, mas funda novas possibilidades de existir. Cada fantasia desta ala é uma página viva desse legado”, afirma.

A fantasia é comercial e compõe a Ala das Feras. Os interessados podem adquiri-la através do Whatsapp (21) 99471-5432, com a presente de ala Meri.

Imersão, batuque e protagonismo: Portela apresenta nova identidade artística

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Entusiasmado com os excelentes trabalhos que vem apresentando na Portela desde a noite dos enredos, o diretor afirma que toda a sua criação tem como foco fazer os olhos do torcedor da escola brilharem a cada apresentação. Jan Oliveira, que já está na azul e branco de Owaldo Cruz e Madureira há alguns anos atuando em outras funções, chega ao cargo de diretor artístico carregando vasta experiência e profundo conhecimento da escola.

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Foto: Guibsom Romão/CARNAVALESCO

“A criação do show da final foi construída em cima de muita expectativa de surpreender o portelense e de promover uma imersão, levando o portelense até a terra dos pampas de uma maneira na qual ele se sinta no Sul e o Sul se sinta Portela. Para que a gente faça essa conexão e o portelense consiga levar o recado para a Sapucaí dentro do nosso desfile”. contou o diretor, que também ressaltou a importância do show da final.

“A importância do show de hoje marca o primeiro show de uma final da nova gestão. Então, ele vai ficar muito marcante para toda essa nova era que a Portela está vivendo”. salientou Jan.

A apresentação da Portela na noite dos enredos trouxe elementos do enredo da escola para 2026, “O Mistério do Príncipe do Bará — A oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, que contou com características do Batuque, religião afro-brasileira originada no Sul, além de sambas e elementos da própria escola, criando uma interessante mistura performática. Esses aspectos também foram vistos no show da final.

“A apresentação da noite dos enredos compartilha com a apresentação de hoje o xirê do Batuque, os orixás, o Príncipe Custódio, o Bará, o Negrinho, porque são as nossas vertentes, os nossos protagonistas, então eles vão estar de volta hoje. Mas também teremos novidades, coisas mais jovens, mais contemporâneas, uma Portela mais, digamos, batuqueira”. disse Jan.

X-9 Paulistana valoriza técnica, emoção e identidade indígena em gravação do samba-enredo para o Carnaval 2026

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A Fábrica do Samba recebeu, em outubro, a gravação oficial do samba-enredo da X-9 Paulistana para o Carnaval 2026. Com forte presença de comunidade, coral robusto e um clima de grande responsabilidade, os segmentos da escola destacaram a busca por equilíbrio entre técnica, emoção e respeito ao enredo de temática indígena. O trabalho envolveu harmonia, bateria, intérpretes e direção musical, que fizeram ajustes específicos para o tempo de faixa da Liga-SP e para a ambientação do estúdio. O arranjador Bruno Carvalho explicou que a proposta musical partiu das convenções criadas pela bateria, valorizando os instrumentos tradicionais do carnaval paulistano.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

“Nessa gravação, a X-9 Paulistana vai aproveitar os arranjos em cima do que a bateria cria. Para essa gravação, não há nenhum elemento indígena específico ou aquela flauta de bambu. A gente pode até pensar numa adaptação dessa para o desfile, mas tudo foi pensado com os instrumentos que a gente tem no carnaval mesmo, aproveitando as convenções que a bateria fez em cima do tema para a gravação. Já temos a gravação da escola, que teve o Cicinho, um arranjador muito experiente e que participou da gravação de outras coirmãs, como responsável. A gente só readaptou o arranjo para o tempo de faixa que a Liga-SP disponibiliza e acertamos em relação à dinâmica da gravação no estúdio. Ficou um trabalho bem legal, bem encaixado e bem satisfatório pra quem vai curtir a faixa”.

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Arranjador Bruno Carvalho

Bruno destacou também que, apesar da ausência de instrumentos específicos, nuances sonoras que remetem ao enredo foram preservadas. “A introdução é bem legal, e durante o samba nós trazemos também alguns elementos indígenas – mesmo sem a presença de instrumentos especiais. A gente faz esse acompanhamento junto com a bateria, sem tirar o chão, porque a gente está dando sustentação para a escola cantar. Isso vai ficar perceptível no trabalho”.

Na harmonia, o diretor Fabiano Maciel (Didi) reforçou o compromisso da X-9 com o retorno ao Grupo de Acesso I.

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Na harmonia, o diretor Fabiano Maciel (Didi)

“A X-9 está se preparando para fazer um grande desfile porque precisamos voltar para o Grupo de Acesso I. Sabemos das dificuldades do nosso grupo, são muitas escolas que estão lutando pelo mesmo acesso, mas eu acredito que a X-9 está preparada e vai fazer um grande desfile”.

Didi descreveu a gravação como um momento leve, mas importante. “Na gravação é uma coisa mais leve. Não de brincadeira, mas uma coisa de juntar os amigos para a gente gravar. O samba é muito bom, o samba ficou maravilhoso, e a gente fez uma grande gravação”.

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Ele também revelou seu trecho favorito da obra: “Eu gosto muito do refrão do meio: ‘Anauê! A terra sem mal: Yvy Marã Ei’, mas o samba inteiro foi bem confeccionado”.

Sobre a mobilização da escola, destacou o grande contingente levado à Fábrica do Samba. “Viemos em um total de 114 pessoas entre o coro e a bateria”.

E lembrou as dificuldades logísticas enfrentadas pela equipe. “Eu vou falar por mim: eu sou de Jundiaí, então eu tive que acordar 06h para estar aqui agora. Mas a maioria da escola é daqui de perto. Marcamos aqui na Fábrica do Samba às 09h30 e está todo mundo já aqui. O nosso horário é ingrato, mas é o que sobra para a gente. O pessoal lá de cima vai escolhendo primeiro e o que vai sobrando a gente vai pegando”.

O comando da bateria ficou por conta do mestre Keel Silva, que explicou o andamento adotado na gravação.

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“O bpm da gravação a gente geralmente joga um pouco mais para trás: 142 BPM (batidas por minuto), mais ou menos. Para a pista, a gente joga um pouco mais para a frente, para impulsionar um pouco mais a escola. Mas, para a gravação, 142 a gente acha que está bom, porque é um andamento confortável para o coral cantar, para todo mundo entender o samba e para não ficar muito corrido a dicção das palavras. A gente geralmente desce um pouco o andamento no estúdio e, por isso, vai ser 142”.

O mestre detalhou ainda as bossas que serão usadas na avenida. “Na avenida vão ser quatro bossas e, para a gravação vão ser duas. Tem, também, um mini apagão no refrão – que é um pedaço da terceira bossa, que a gente não vai fazer hoje”.

Keel elogiou a qualidade do samba e destacou o impacto dos intérpretes na obra. “É muito diferente quando a gente tem um samba reconhecidamente bom, ainda mais porque a gente ouviu o samba quando ele estava na fase da concorrência. Quando eu ouvi a primeira versão, eu falei que esse samba na voz do Daniel Collete e do Royce do Cavaco vai derrubar o Anhembi pela qualidade técnica de ambos, não tenho o que falar dos dois. É um samba que a comunidade já está aprendendo, é fácil de aprender, é chiclete, e tem uma melodia bonita. Tem tudo para dar certo na avenida e, se Deus quiser, vai dar tudo certo. Na verdade, já deu tudo certo”.

Os intérpretes Daniel Collete e Royce do Cavaco destacaram o equilíbrio necessário entre técnica e emoção na gravação.

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Intérpretes Daniel Collete e Royce do Cavaco

Royce explicou a abordagem vocal da dupla. “Para mim, é uma junção: a gente procura ser técnico para mostrar o samba. Como é uma fase pré-carnavalesca, a gravação é importante para passar a mensagem para o público que vai ouvir o samba. Ao mesmo tempo, é preciso puxar a empolgação da galera, a galera precisa sentir, o pessoal da escola precisa sentir o samba, colocar isso no coração, dar voz e ficar confortável para todos. É preciso explorar os tons do samba, as partes fortes do samba, e a gente precisa seguir, também, para dar uma base para todo mundo”.

Daniel reforçou a busca por harmonia entre as vozes. “É preciso ficar tudo equilibrado. O Royce dispensa comentários, e eu sempre aprendi vendo-o cantar na X-9, lá atrás. Aprendemos um com o outro. A gente tem que ter equilíbrio. Não adianta: a escola é dotada de homens e mulheres. Vozes graves e vozes agudas, médias. A gente tem que fazer uma coisa ponderada para não ficar bom para o Royce, bom para o Daniel e não ficar bom para o povo. A gente tenta fazer – e, graças a Deus, a gente conseguiu. Com muita conversa, em comum acordo e numa tonalidade que todo mundo consegue cantar”.

Sobre os cuidados vocais, Daniel destacou sua rotina. “Maçã é muito legal, tem aqueles gargarejos com gengibre, que é cicatrizador. Tem aquele melzinho que a gente toma muito (sempre com cuidado e ficando de olho na taxa de glicose no sangue), e a gente tenta ter uma noite de sono bem dormida, descansar a voz, falar numa tonalidade natural. Uso todas as técnicas vocais que a gente aprende na música e coloco cada uma delas da melhor forma possível, além de hidratar bastante a garganta. Eu também conto com a graça divina para sempre fazer um bom trabalho”.

Royce reforçou a importância dos cuidados após enfrentar cirurgia. “O Daniel sabe disso e absorveu toda essa minha trajetória. No Carnaval que vem, eu vou completar 44 anos de desfile. De três anos para cá, enfrentei lesão nas cordas vocais, fiz a cirurgia dos pólipos e, sob orientação de uma fonoaudióloga e do próprio cirurgião, além de tudo que o Daniel falou (exercícios vocais; dormir bem; maçã, porque ela é feita de fibras e ajuda bastante; e dormir bem), além dos exercícios vocais que eu tenho que fazer para evitar novas lesões, reaprender a respiração e tudo mais. Mesmo com as cordas vocais zeradas novamente, eu tenho que tomar certos cuidados e fazer esse tratamento todo”.

Ao escolherem seus trechos preferidos do samba, os intérpretes mostraram sintonia com a poesia do enredo. Daniel destacou a abertura: “A cabeça do samba é muito bonita: ‘Preciso te ouvir/Nação guarani/Veja o olhar de Guirapoty’. Essa primeira parte é bonita demais. É muita poesia. O samba não tem muitas linhas, mas as que ele possui são bem significantes”.

Royce escolheu outro trecho marcante: “Eu curto o samba inteiro, mas ‘Fogo devorando a clareira/Divina centelha/Precede as águas’. Eu acho muito bonita essa parte”.

Primeira da Cidade Líder vive clima de emoção e afirmação na gravação oficial do samba-enredo para o Carnaval 2026

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A Fábrica do Samba recebeu, em outubro, a gravação da faixa oficial da Primeira da Cidade Líder para o Carnaval 2026. Em um ambiente marcado pela vibração dos componentes, pela entrega musical e pela responsabilidade de representar o enredo em homenagem ao carnavalesco Paulo Barros, intérprete, bateria, direção e presidência celebraram o momento como histórico para a escola do Acesso 2 paulistano. O intérprete Thiago Melodiah, responsável por conduzir o canto da agremiação na pista, destacou sua preparação intensa para chegar ao estúdio com a voz no auge.

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Fotos: Naomi Prado/CARNAVALESCO

“Tomo muito líquido, muita água, faço inalação, que acho que é o primordial, além de exercícios vocais e, enfim, outros cuidados”.

Segundo ele, gravar um CD exige técnica e precisão, mas a paixão pelo carnaval sempre fala mais alto. “Para gravar faixa de CD, precisa muito de técnica, pois é um CD que vai para o Brasil inteiro. Mas eu confesso que nunca consigo ser técnico, porque sou um cara doente por carnaval, acordo, durmo, vivo o carnaval. Então, eu sempre deixo a emoção levar também”.

Melodiah ainda ressaltou seu trecho favorito da obra: “Eu gosto do último refrão, que é: ‘O grande carnavalesco deixa um legado de inspiração. Enfim, chegou o dia da consagração.’ E chegará o dia da consagração pra Primeira da Cidade Líder”.

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Na parte rítmica, o mestre Alexandre falou sobre o andamento escolhido para a gravação e a identidade que a bateria pretende levar ao Anhembi.

“Honestamente, hoje o andamento veio da emoção. Não quisemos medir. Quando o samba é bom, quando o samba é legal e a melodia é bastante cadenciada, não colocamos a bateria e o canto muito pra frente, então deixamos um pouco mais cadenciado. Mas hoje foi pela emoção. Ainda estamos acertando, estamos há um mês com esse samba. A bateria tá legal, o canto tá evoluindo, e a escola tem que passar bem este ano pra gente conseguir subir”.

O mestre garantiu que os arranjos apresentados refletem fielmente o que o público verá na avenida. “Referente às bossas e aos arranjos que a gente apresentou hoje aqui, é o que vai pra avenida. O que a gente pode fazer é acrescentar uma bossa aqui ou outra ali, que eu também acho que ainda cabe. Eu sou exagerado, mas vou exagerar mesmo, porque quando chegar lá no desfile teremos muito a oferecer para o jurado. Hoje é o que o julgamento pede: que você tenha bastante bossas e bastante compassos”.

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Mestre Alexandre

Para ele, a oportunidade de gravar a faixa oficial simboliza um avanço importante para a comunidade. “O sentimento é de eterna felicidade, porque o Acesso 2, até o ano passado, não gravava. Este ano, a gente teve essa oportunidade que a Liga proporcionou e estamos abraçando. É diferente, é uma gravação legal, tem o calor humano, tem o sentimento… Acho que a gente precisava disso”.

A direção da escola também celebrou o momento. O diretor Rodolfo Minuetto comentou sobre a formação utilizada na gravação: “Uma média de umas 60 pessoas no coral, é o que a Liga pediu. A bateria com 40 componentes, e é isso aí. Tentamos fazer o clima de avenida, e foi o que fez a diferença. Não é pela quantidade de pessoas”.

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Ontérprete Thiago Melodiah

O presidente Mário Alves descreveu o dia como emocionante para toda a comunidade da Cidade Líder. “Foi fenomenal, foi lindo, maravilhoso, foi ótimo, só alegria! O povo todo feliz, clima de Carnaval… foi fantástico. Muito, muito, muito bom mesmo”.

Fechando as opiniões, o carnavalesco da escola, Anderson Rodrigues, reforçou a admiração pelo enredo e pelo homenageado. “Eu gosto do samba todo. A parte especial é o homenageado, o Paulo Barros. É isso aí, tem que respeitar o Paulo Barros”.

Unidos da Ponte inicia ensaios rumo ao Carnaval 2026

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Na próxima quinta-feira, 20 de novembro, às 20h, a Unidos da Ponte inicia os ensaios de canto em sua quadra, localizada na Rua Floriano, 32 – Coelho da Rocha, São João de Meriti – RJ. Com o intuito de resgatar a comunidade da Baixada Fluminense e fortalecer a identidade da escola, a direção antecipa o calendário e inicia seus ensaios para novembro, buscando massificar o canto e o chão da escola para chegar ainda mais forte ao desfile.

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ensaio ponte
Foto: Magaiver Fernandes/Divulgação Ponte

“Estamos iniciando os ensaios mais cedo pois queremos trazer nossa comunidade de volta para dentro da Ponte. A Baixada sempre foi a nossa força, e é com ela que vamos construir um desfile inesquecível em 2026. Queremos a quadra cheia, o canto forte e o nosso chão vibrando como nunca!”, afirma o administrador Gustavo Barros.

Vale lembrar que a Unidos da Ponte será a última agremiação a desfilar pela Série Ouro no sábado de Carnaval, 14 de fevereiro de 2026, apresentando o enredo “TAMBORZÃO – O RIO É BAILE! O PODER É BLACK!”, com a proposta de exaltar as raízes negras e periféricas do Rio de Janeiro, prometendo transformar a avenida em um grande baile de resistência, identidade e celebração, desenvolvido pelo carnavalesco Nícolas Gonçalves e pelo enredista Cleiton Almeida.