Presidente da escola de samba Mancha Verde é internado com Covid-19
O presidente da escola de samba Mancha Verde, Paulo Serdan, foi internado desde a noite de segunda-feira com o novo Coronavírus.

“Infelizmente essa maldita doença que matou milhares de brasileiros, inclusive uns amigos, e infectou milhões, me pegou. Já venci muitas batalhas em minha vida e essa será mais uma. Logo estaremos juntos!”, disse.
Segundo a escola, o quadro de saúde do dirigente é “estável e sem maiores complicações”.
Devido à pandemia da Covid-19, Viradouro anuncia demissões de alguns funcionários e redução de 50% dos salários
A atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Viradouro, divulgou um comunicado, assinado por Marcelo Calil e Marcelinho Calil, na tarde desta segunda-feira, informando medidas administrativas. Segundo a vermelho e branco, “devido às incertezas inerentes à pandemia que assolou o Brasil e o mundo – e que podem determinar o adiamento da realização dos desfiles no Carnaval de fevereiro de 2021 foram tomadas algumas resoluções”.
– “Serão mantidos os empregos dos funcionários do barracão da Cidade do Samba que forem imprescindíveis para a recuperação do prédio da Escola, atingido pelo incêndio no fim de abril deste ano, até que sejam concluídas as obras. Os demais funcionários terão suas demissões oficializadas por razões de ausência de função, sendo que as verbas rescisórias e o auxílio-desemprego os manterão até a retomada das atividades para o Carnaval de 2022 ou antes deste período, em caso de antecipação de retorno em virtude de adiamento por menor prazo”.

– “Os profissionais já renovados para a próxima temporada, ainda que haja cancelamento ou adiamento do desfile, terão 50% do valor de seus contratos mantidos até o próximo Carnaval. Caso exista alguma verba adicional de patrocínio (além das usuais), será rediscutida a remuneração do contrato”.
– “Os funcionários da quadra imprescindíveis à manutenção da mesma terão seus empregos mantidos. Os demais terão suas demissões oficializadas pelos motivos previamente relacionados (item 1), com readmissão prevista quando da retomada das atividades”.
A escola frisa que “sente em profunda tristeza por ter de tomar tais atitudes, algo que jamais ocorreria caso essa avalanche de incertezas e prejuízos não tivesse surgido juntamente à pandemia. De todo modo, a presidência se compromete a estudar, caso a caso, possibilitando ajuda especial a membros que se apresentarem em maiores dificuldades, amenizando desta forma a dor das perdas econômicas”.
Vamos votar! Leandro Vieira concorre em um dos mais importantes prêmios de arte contemporânea do país
Nos últimos cinco carnavais no Grupo Especial, Leandro Vieira foi campeão em duas oportunidades (2016 e 2019). O trabalho do carnavalesco virou referência para todos e atinge um espaço nunca antes alcançado. Ele foi indicado ao prêmio Pipa, um dos principais prêmios de arte contemporânea do Brasil.
Pela primeira em 11 edições, um artista ligado ao carnaval está entre os finalistas. O trabalho do carnavalesco da Mangueira e do Império Serrano foi selecionado pelo Comitê de Indicação do Pipa, formado entre 20 e 40 profissionais nacionais ou estrangeiros que atuam com arte contemporânea.
Agora, a hora é de votar. Basta seguir os passos: Entre no endereço www.premiopipa.com/leandro-vieira – Clicar no botão “votar” na página do artista escolhido. Então, o visitante deverá informar seu email, para onde será enviado um código de verificação – Após copiar e colar o código no campo da janela de votação no site, será necessário confirmar um captcha (uma simples pergunta de segurança) e então seu voto é registrado no sistema.

“Me alegro por mim e pelo meu trabalho, mas também pelo reconhecimento do meio onde realizo minha obra. Espécie de trincheira artística tão menosprezada pela elite intelectual brasileira; diminuída em função da incompreensão de sua explícita face popular e vitimada pelo preconceito latente com as coisas que são a extensão de corpos subalternizados. A obra de um artista do carnaval indicada ao prêmio é também o reconhecimento do carnaval como fonte produtora de arte contemporânea; de artes visuais; um sinal de que o júri está conectado com a pluralidade das fontes produtoras de imagem”, disse Leandro Vieira.
A indicação de Leandro ao prêmio é celebrada também pela curadora e crítica de arte, Daniela Name.
“Leandro Vieira é formado em pintura e trata seus desfiles também como um pintor. É impressionante o trabalho cromático que ele realiza, sempre aliado às questões conceituais propostas por cada enredo. Outro ponto a destacar, em termos plásticos, é a desenvoltura com que Leandro cita artistas e movimentos da História da Arte, de Rubem Valentim ao Barroco; de Brecheret ao grafite. Seu trabalho comprova que não existe fronteira plausível entre o chamado circuito de arte, com museus e galerias, e a avenida. Mais do que isso, seu reconhecimento em um prêmio como o Pipa evidencia o carnaval como a mais democrática e plural fonte produtora de artes visuais no Brasil”.
Doze casais e uma só bandeira! Zé Paulo cria samba para o projeto Bailado Solidário
A solidariedade tomou conta dos casais de mestre-sala e porta-bandeira do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Em prol de todos os grupos que estão em situação de vulnerabilidade, devido a pandemia da Covid-19, foi criado o projeto Bailado Solidário e o intérprete e compositor Zé Paulo Sierra fez um samba especial.

A obra foi abraçada com muito carinho por todos os casais. No sábado, na Cidade do Samba, todos de máscara e respeitando às normas sanitárias, eles gravaram um clipe que será exibido nesta terça-feira, durante a live Resenha dos Sambistas, que começa às 20h. Durante o encontro será feito também um leilão virtual da bandeira do projeto. * CONHEÇA AQUI O PROJETO
“Fui pego de surpresa. A Rute me falou do projeto e da intenção em ajudar o máximo de pessoas possível. Ela me explicou sobre a bandeira do projeto e os 12 casais reunidos. Fiz em menos de 40 minutos com muito prazer em ajudar”, disse Zé Paulo Sierra.
O compositor e intérprete da Viradouro explicou a ideia do samba.
“O samba fala de uma só bandeira e os 12 casais unidos. O refrão resume a gratidão que é o que precisamos ter um pelo outro. Vi o vídeo dos casais cantando na Cidade do Samba e fiquei arrepiado. Não esperava essa repercussão toda”, afirmou.
Confira o áudio e a letra do samba (cantado pelos casais na Cidade do Samba)
Autor e cantor: Zé Paulo Sierra
Chegou a hora de fazer o bem
Sem olhar a quem, vamos ajudar
12 casais uma só bandeira
Tanta sutileza é de arrepiar
Nessa avenida te fazer sorrir
Com muita dança vamos conseguir
Tem gratidão nesse imenso relicário
Pra um mundo bem melhor
Tem bailado solidário
Tom Maior define seus três sambas finalistas
Três parcerias estão classificadas para final de samba-enredo da Tom Maior para o próximo carnaval. A escola ainda não anunciou a data da decisão.
O enredo para o próximo carnaval é “O Pequeno Príncipe no Sertão”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Flávio Campello.
Ouça abaixo os três sambas finalistas:
Conheça o samba-enredo da Vila Maria para o carnaval
Os compositores Dudu Nobre, Zé Paulo Sierra e Diego Nicolau são os autores do samba-enredo da Vila Maria para o próximo carnaval.
O enredo é “O Mundo precisa de cada um de nós. A Vila é porta-voz”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Cristiano Bara.
Ouça o samba-enredo e confira a letra:
Senhor me diz o que fazer nesse momento
Nos dê a paz, a luz do livramento
Não quero sucumbir a escuridão
Senhor…
Nos dê um rumo, um prumo
A fé me guia
Axé, amém, shalom, salve rainha
Que a mão de Deus vai nos abençoar.
Agô por tanta ingratidão
Perdão pro mundo se salvar
Agô meu velho atotô
Óh meu São Lázaro, nos perdoai.
De um mundo doente, descrente de tudo.
Sofre decadente, por falta de amor.
Crianças, pretos, brancos, favelados
Patrões, idosos e desempregados
Caminham juntos sob a ganância
“Desgovernados” pela ignorância
Óh Mãe Gentil
Boa vontade e consciência
Por gratidão peço clemência
Ao povo do Brasil
É hora de unir somos irmãos
Lavando a alma, a mente e as nossas mãos
O mundo precisa de cada um de nós
O samba é porta-voz (A Vila é porta-voz)
Haroldo Costa defende que desfiles das escolas de samba passem para julho de 2021
Em artigo na coluna do jornalista Ancelmo Gois, de O Globo, o sambista Haroldo Costa, de 90 anos, defendeu que seja decidido com urgência o adiamento do carnaval de 2021 para o mês de julho.
“As escolas de samba, responsáveis pelo melhor momento da festa, não sabem o que vão fazer. É uma maldade. O bom senso indica que o ideal seria transferir o desfile para julho, mas os barracões têm que ser ativados logo que termine o isolamento social”, disse Haroldo Costa.
Evelyn Bastos é a rainha que carrega o DNA da comunidade e do samba
Evelyn Bastos é exemplo de sambista que vive e exalta o dia a dia do Morro da Mangueira. A rainha de bateria da Verde e Rosa conversou com a coluna “Espaço do Sambista”, nesta sexta-feira, no jornal MEIA HORA. Veja abaixo o bate-papo na íntegra.

– O que significa vir da comunidade no carnaval?
Evelyn: “Vejo a necessidade das pessoas darem oportunidades. Foi isso que fizeram comigo na Mangueira. Olhar o início de crianças e adolescentes e colocar nelas a confiança. A palavra oportunidade é forte e necessária para as pessoas que moram em favela”.
– Quais os valores que você acha fundamentais passar para crianças e jovens de comunidade?
Evelyn: “O nosso povo é tão menosprezado pelo sistema e precisamos criar a autoconfiança nas crianças e jovens. Se conseguir isso já me sinto muito satisfeita e com o dever cumprido. Valorizar quem somos é a parte que mais tem fundamento para mim. Não perder a raiz”.

– Por que o sambista ainda sofre ataques de alguns setores da sociedade?
Evelyn: “Não é fácil derrubar o portão do preconceito e do racismo. Isso é fruto da estrutura de preconceito racial e social. O samba ultrapassou tudo isso. Fazemos a festa da nossa maneira, descendo as favelas e periferias para fazer o encontro mais popular do mundo”.

– O que a escola de samba te ensinou?
Evelyn: “Tudo que fiz até agora, realizando todos meus sonhos de menina, aprendi dentro de quadra de escola de samba. Quando me dei conta por gente já tinha carnaval na minha vida. Vi o quanto o coletivo faz diferença. Tive a oportunidade e privilégio da convivência com outras pessoas que dão valor a cada passo que dei dentro da Mangueira”.

