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Deputado explica andamento da criação de feriado excepcional em julho para o Carnaval

A cada dia que passa o mundo contabiliza novas pessoas vacinadas contra a Covid-19. Embora o Brasil ainda não tenha uma definição oficial de início da vacinação, a previsão é que seja entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro, em Brasília, o deputado federal Dr. Luizinho (Progressistas-RJ), segue com o Projeto de Lei 5129/2020 para criar um feriado de carnaval em julho de 2021. Assim, cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife fariam suas festas fora de época, obviamente, com a vacinação sendo feita em todo o país.

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o deputado federal falou sobre o andamento do projeto na Câmara para um carnaval fora de época no mês de julho. Ele não cancela o período do carnaval tradicional, que é uma data religiosa. Aliás, o governo federal já definiu que a data em fevereiro para o carnaval não será feriado e sim ponto facultativo.

“O Projeto de Lei passa o carnaval para 12 e 13 de julho, segunda e terça-feira. Seria da mesma maneira que organizamos todos os anos. Cada cidade poderia fazer seu carnaval, definindo o ponto facultativo para sexta e quarta-feira. A certeza da vacinação é fundamental para colocarmos em pauta a votação. Ainda não tem data para ser votado no plenário da Câmara, mas acredito que aconteça na volta do recesso entre fevereiro e março”, afirmou.

Segundo Luizinho, o apoio dos colegas na Câmara é maciço e ajudará na recuperação da economia brasileira.

doutor luizinho

“Não temos dificuldade com os deputados para votarmos o projeto. Temos 100% de aprovação. A barreira é a certeza da vacinação. Nossa expectativa é que até essa data de julho a gente tenha entre 60 e 90 milhões de pessoas vacinadas. Vai ajudar muito a indústria do carnaval, turística e de cultura do país. Já alinhamos com Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife essa data. Mesmo para cidades que não tem essas festas carnavalescas, o feriado leva migração de turistas que vão ocupar hotéis e pousadas. Movimenta o país como um todo. Vai ajudar e muito a recuperar a atividade social e econômica do Brasil”.

O deputado federal acredita que a confirmação do feriado em julho de 2021 para o carnaval também ajudaria agora no período crítico da Covid-19.

“Vivemos um momento de retomada de Covid, mas ali na frente temos uma data e uma porta de saída. Tem também a questão psicologia, a gente precisa de boas notícias. Talvez, essa esperança faça com que as pessoas tenham um comportamento mais reservado porque depois com a vacina vão poder sair de suas casas”.

O autor do Projeto de Lei explicou que os governos estaduais e municipais possuem autonomia para organizarem suas datas após a decisão da Câmara para todo o Brasil.

“A proposta não muda a data do feriado do carnaval. Ela cria mais um feriado para o ano de 2021 somente. O impacto é de bilhões de reais na nossa economia, para indústria do turismo, o setor cultural, e toda cadeia produtiva. Os governos estaduais e municipais vão adaptar para o benefício de suas cidades”.

Passarela do Samba: ‘O Último Carnaval’

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Quando a Escola de Samba campeã entra na Avenida para comemorar o titulo e encerrar o Desfile das Campeãs, a sensação é angustiante. Logo depois de sua passagem, começamos a vagar no deserto, buscando forças para atravessar um longo período de escassez. Não existem enredos, sambas, fantasias coloridas, nada. Tudo fica por conta de um passado recente, e de um presente ainda não definido. A primeira impressão, no entanto, é de que o futuro se esconde atrás de um interminável deserto, sem sombras, sem um oásis para amenizar a sede de alegria. Afinal, o próximo Carnaval só acontecerá dali a quase um ano!

Para o folião que não tem estrutura, a crise existencial começa no próximo passo. A vida se resume a uma poça de areia movediça.

Era mais ou menos assim que nos sentíamos, caminhando, cabisbaixos, em sentido contrário à Estácio de Sá, que festejava a conquista do titulo Carnaval de 1992, o seu primeiro e único no Grupo Especial. O baixo astral não era por culpa da Escola, que fazia um desfile animado, agradável, embora menos empolgante que a Paulicéia Desvairada de dias antes, no desfile para valer. Mas já nos sentíamos órfãos da folia e tentávamos encarar o “deserto”, a caminho do estacionamento.

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Senna cai no samba da Estácio – foto histórica de Evandro Teixeira

CONFUSÃO NA PISTA – Foi quando aconteceu um corre-corre. Pensamos logo em briga ou acidente. Os fotógrafos correram na direção da bateria, e nós fomos atrás, bloquinho na mão. Sim, ainda havia Carnaval.

Quando chegamos, a confusão já estava formada. No meio dela, havia um desajeitado Ayrton Senna do Brasil, todo de branco, sambando ora com Monique Evans, rainha da bateria de Mestre Ciça, ora com uma morena não menos bela e sensual. Senna esqueceu a timidez no Camarote N° 1, onde, momentos antes, dera um autógrafo ousado, numa senhorita de blusinha decotada e molhada de suor, rubricando quase sobre a pele da jovem. Acredita?

O piloto esqueceu a pose de tricampeão mundial de Fórmula Um no camarote, pulou para a calçada, trepou na grade e invadiu a pista. Assim que foi reconhecido ganhou uma faixa de campeão e um chapéu da bateria. Sambou com Monique, mas escolheu a outra morena, lixando-se para o Brasil e o mundo, mordendo os lábios e dizendo algumas coisas no ouvido da moça. Ela não dizia nada, apenas sorria. E balançava a cabeça, dizendo que sim. Uau!

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Os dois não chegaram à dispersão, do segundo recuo foram direto para o estacionamento, atrás do Setor 11, onde um amigo o aguardava. Partiram até o heliporto, e de lá para Angra dos Reis. Senna e a morena – ela ainda fantasiada.

Pode ser um exagero achar que o final do Desfile das Campeãs pareça o último dos carnavais. Mas para Senna foi, infelizmente. Dois anos depois aconteceria a tragédia de Ímola. Mas ele foi de bem com a vida.

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Brasil Festas e Folias

Ao vivo: Baú do Bessa com o melhor do samba-enredo

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Festa no samba! Em novo espaço, Baródromo reabre suas portas na quarta-feira

O Baródromo voltou! Abertura é na quarta-feira. Calma, pessoal. Não terá festa ou inauguração especial. O momento é de cuidado com a pandemia da Covid-19. Por isso, o espaço ainda não terá eventos e começará com capacidade reduzida. O “novo lar” dos sambistas está em outro endereço. Saiu da Lapa e foi para região do Maracanã, na Grande Tijuca, está localizado em frente a Praça Niterói, na rua Dona Zulmira, 41.

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“Vamos abrir de vagar. Com metade da capacidade. Sem eventos por enquanto. Funcionaremos apenas como bar. Nosso horário será de terça a sexta das 17h às 0h, sábado das 12h às 0h e domingo das 12h às 21h”, disse Felipe Trotta, proprietário do Baródromo.

Ao site CARNAVALESCO, ele disse que foram tomadas todas medidas sanitárias para abertura do Baródromo em um novo espaço.

“Estamos animados e receosos por conta do aumento de casos no final do ano. Quando começamos as obras os casos estavam diminuindo e esperávamos ter um cenário melhor neste momento. Mas tomaremos medidas recomendadas pela prefeitura para não ter aglomeração”.

Desfiles da Década: O exuberante ‘Rio no Cinema’ do Salgueiro no Carnaval de 2011

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O site CARNAVALESCO inicia hoje a série de matérias intitulada de “Desfiles da Década”, na qual apresentações marcantes que passaram pela Marquês de Sapucaí, entre os anos de 2011 e 2020, serão relembradas (veja aqui a lista dos desfiles). Na estreia, um desfile emblemático, que apesar de ter conquistado “apenas” um quinto lugar e de ter tido um triste final, entrou para história do carnaval carioca. No ano de 2011, a dupla de carnavalescos Renato e Márcia Lage surpreendeu público e crítica, mais uma vez, ao realizar um dos melhores e mais belos trabalhos de suas carreiras, com o enredo “Salgueiro apresenta: o Rio no Cinema”. A grandiosidade dos carros, o bom uso das cores e as fantasias mais leves, que permitiam ao componente brincar, deram a identidade visual alegre que casou perfeitamente a proposta do enredo e arrebatou as arquibancadas.

Desfiles da Década: O exuberante 'Rio no Cinema' do Salgueiro no Carnaval de 2011

Porém, o gigantismo das alegorias também foi o grande calcanhar de Aquiles salgueirense, sendo responsável por causar diversos problemas que afetaram diretamente quesitos importantes, como harmonia, e, principalmente, evolução. Ao todo, três carros tiveram dificuldades para entrarem na Avenida devido ao tamanho. Houve ainda um quarto carro que sofreu com um princípio de incêndio. Fatalidades estas que fizeram um campeonato que parecia quase que certo, até cerca de 50 minutos de desfile, escorrer pelos dedos das mãos. No fim, a apresentação da Vermelha e Branca da Tijuca terminou com 92 minutos de duração, dez a mais do que o tempo máximo previsto pelo regulamento da época. Um final melancólico, mas que todavia não apagou o brilho de uma apresentação histórica.

CONTEXTO DO ANO

Aliás, a superação já era algo que se fazia presente desde o pré-carnaval daquele ano. Há 27 dias dos desfiles, exatamente em 7 de fevereiro de 2011, uma incêndio de grandes proporções atingiu os barracões da Acadêmicos do Grande Rio, da Portela e da União da Ilha do Governador, além de um galpão que na época era usado pela Liesa, na Cidade do Samba, Zona Portuária do Rio. Ao todo, mais de 120 bombeiros e 20 veículos antichamas atuaram no combate ao fogo e demoraram cerca de quatro horas para conseguir conter as chamas. Ninguém ficou ferido no incêndio, mas as três escolas atingidas tiveram um prejuízo milionário, sem falar do trabalho de um ano inteiro comprometido. Por conta disso, uma plenária da Liesa, realizada no mesmo dia 7 de fevereiro, definiu que não haveria rebaixamento em 2011 e que as três escolas afetadas pelo incêndio não seriam julgadas. Com isso, a disputa ficaria apenas entre as demais nove agremiações que formavam o Grupo Especial na ocasião: Unidos da Tijuca, Beija-Flor, Vila Isabel, Salgueiro, Mangueira, Mocidade, Imperatriz, Porto da Pedra e São Clemente.

“Quando cheguei na concentração e vi o Salgueiro gigantesco, lindo, nunca senti algo parecido. Minhas pernas tremiam e as pessoas nas arquibancadas gritavam é campeão”, sidclei

Em relação a Vermelha e Branca da Tijuca, o carnaval de 2011 marcava o reencontro do casal Renato e Márcia Lage após dois anos separados. Em 2008, os dois haviam feito jornada dupla no próprio Salgueiro, pelo Grupo Especial, e no Império Serrano, que na ocasião desfilava pelo então Grupo de Acesso A. Após obterem o título da segunda divisão da folia carioca, no ano seguinte, a dupla se dividiu: Renato seguiu no Salgueiro, enquanto Márcia teria a missão de manter o tradicional Império na elite. Acabou que, neste primeiro ano, cada um ficou em uma ponta da classificação final. Renato Lage conquistou o quarto título no Especial da carreira, o nono da história salgueirense, com o enredo “Tambor”. Já Márcia Lage, que na época ainda utilizava o nome artístico de Márcia Lávia, viu a reedição de “A Lenda das Sereias, Rainhas do Mar” de 1976 naufragar, ao ficar na décima segunda e última colocação, sendo o Reizinho de Madureira rebaixado (o segundo rebaixamento em três anos). Para 2010, a parceria entre Salgueiro e Renato foi renovada, ao mesmo tempo que Márcia recebeu uma proposta para desenvolver o carnaval da Estação Primeira de Mangueira. No entanto, o casamento entre a carnavalesca e a Verde e Rosa terminou antes mesmo de chegar até a Avenida, sendo ela dispensada ainda em setembro de 2009.

“Foi uma apresentação de gala da escola com um carnaval alegre e cheio de energia que transformou a Avenida em um set de filmagem”, Hélio bejani

A retomada da parceria em 2011 deu um novo gás ao casal e ao Salgueiro. Após um carnaval com carros menores em altura e largura no ano de 2010, a Academia do Samba apresentava um dos mais grandiosos conjuntos alegóricos de sua história, não apenas em tamanho, como também no quesito luxo. As alegorias juntavam o melhor da característica de cada um, mesclando o estilo hi tech de Renato, com o estilo barroco de Márcia. Por conta da pegada a bem-humorada do enredo, a proposta era ser de fato um desfile leve, tirando o volume das fantasias e colocando ele nos carros, deixando assim o desfilante mais solto.

Tal proposta já se fazia presente desde a comissão de frente, coreografada por Hélio Bejani, que ia para o quarto ano consecutivo como o responsável pelo quesito no Salgueiro. Nomeada de “Em Busca da Fama”, a comissão trazia componentes vestidos de baleiros, que realizavam diversas coreografias usando como base para os movimentos o tabuleiro das balas, que se transformava em um palco para sapateado. O auge da apresentação acontecia quando os baleiros formavam uma escadaria até o alto do elemento cenográfico, que acompanhava a comissão, e uma bailarina subia os degraus. Já no topo, ela ficava em pé, em cima de um duto de ar, recriando a clássica cena do vestido esvoaçante de Marilyn Monroe no filme “O Pecado Mora ao Lado”, de 1954.

“Para o trabalho da comissão de frente foi um ano especial, pois o enredo, Rio no Cinema, nos proporcionou a possibilidade de levarmos para a Avenida uma ideia que já pensávamos há muito tempo, o sapateado como fio condutor de toda movimentação dos antigos e divertidos baleiros do cinema. Já o desfile, como um todo, nos foi um tanto quanto frustrante, pelo fato do Salgueiro ter perdido o campeonato devido ao estouro do tempo permitido. Mas, falhas a parte, foi uma apresentação de gala da escola com um carnaval alegre e cheio de energia que transformou a Avenida em um set de filmagem, contagiando o público que deslizou de suas próprias realidades para vivenciar aquele momento como as verdadeiras estrelas do maior espetáculo da terra”, relembrou Hélio Bejani ao site CARNAVALESCO.

Logo depois da comissão, foi a vez do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, formado por Sidclei e Gleice Simpatia, se apresentarem. Com uma fantasia luxuosa e nas cores da escola, o vermelho e o branco, a dupla esbanjava carisma e demonstrava sintonia, mesmo se tratando do primeiro ano deles juntos. Na ocasião, Gleice estava no seu quinto carnaval conduzindo o pavilhão principal do Salgueiro; enquanto Sidclei retornava para a Academia do Samba depois de 11 anos afastado.

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“O carnaval de 2011, para mim, tem uma importância muito grande, uma emoção… Eu estava voltando para minha casa, era o Salgueiro me abraçando, me trazendo de volta. E eu estava dançando com a Gleice, uma porta-bandeira excelente, um ser humano incrível… Aquilo já me emocionava desde quando eu retornei a quadra, na apresentação. Então, quando cheguei na concentração e vi o Salgueiro gigantesco, lindo, nunca senti algo parecido. Minhas pernas tremiam e as pessoas nas arquibancadas gritavam ‘É campeão’. Era tudo muito bonito, as fantasias, os carros maravilhosos. O Salgueiro estava impecável”, relatou Sidclei em entrevista ao site CARNAVALESCO.

Repleto de luzes e com muito neon, marca registrada do carnavalesco Renato Lage, o abre-alas salgueirense encerrava o primeiro setor. O carro em questão retratava os antigos cinemas da Cinelândia, como o Cine Odeon. Na frente da alegoria, que era toda nas cores da agremiação, o interior de uma sala de cinema era retratado, com direito a público e um grande telão. Telão este que intercalava cenas clássicas de filmes que falaram ou tiveram o Rio como cenário; com imagens do público na Sapucaí, feitas na hora por um cinegrafista contratado pela escola. Uma aposta certeira, que não só garantiu interação, como também animou quem assistia a apresentação do Salgueiro ao vivo.

Mas a beleza e os acertos não ficavam restritos aos carros alegóricos. Com um conjunto de fantasias que também era de se encher os olhos, seja pelo luxo ou pelo acabamento impecável, o belíssimo figurino da ala de baianas do Salgueiro era digno de destaque no segundo setor. Vestidas de Carlota Joaquina, as senhoras vinham com uma roupa volumusa, com direito a plumas, que tinha um degradê na saia e um vermelho forte na parte de cima. Apesar do tamanho, a fantasia aparentava certa leveza, devido ao bailado solto e os giros constantes das baianas. Havia ainda um leque como acessório, que dava um charme a mais para a ala.

No entanto, nem tudo era perfeito. Desde o início do desfile, o Salgueiro já apresentava problemas para colocar os carros na Avenida, justamente por conta do tamanho gigantesco deles. Um dos primeiros a ter dificuldades para fazer a curva de entrada foi o segundo carro, intitulado “O Tesouro Perdido de Atlântida”. Após conseguir entrar na pista, a alegoria ainda apresentou dificuldades de locomoção, chegando a abrir clarões com a ala de baianas que vinha na frente.

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Apesar do problema, a apresentação salgueirense seguiu e cada vez mais conquistou o público. A partir do terceiro setor, a característica satírica e bem humorada do enredo ganhou destaque, com a presença mais predominante de alas com representações e fantasias irreverentes. O ápice disso aconteceu durante a passagem da ala denominada “Malandragem”, que trazia os típicos malandros da Lapa, com direito a terno branco e chapéu panamá, tendo à frente o passista Carlinhos do Salgueiro interpretando Madame Satã, figura lendária da região boêmia do Rio. O momento da coreografia em que os malandros levantavam Madame Satã para o alto arrancava aplausos e gritos das arquibancadas. Tanto Carlinhos, como a ala como um todo, arrebataram ainda a crítica, que concedeu a performance diversos prêmios.

Outro momento que causou frenesi foi a passagem da quarta alegoria, chamada de “Yes, nós temos Bananas… Pandeiros e Balangandãs”. O carro tinha uma enorme escadaria, em que 40 bailarinos faziam diversas coreografias com sapateado. O barulho dos sapatos era captado por microfones espalhados pelo carro e transmitidos para o público através de caixas de som. Tratava-se de mais uma proposta que buscava aproximar o espectador das frisas e das arquibancadas do que se passava na pista. Novamente, algo acertado.

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Conforme o desfile avançava e o tempo de apresentação transcorria, novos problemas surgiam. Depois do drama com o segundo carro, outra alegoria também apresentou muitas dificuldades para entrar na Sapucaí. No caso, a sétima alegoria, intitulada de “Hollywood é Aqui”. O carro era um dos mais aguardados de todo o desfile, justamente por trazer o “King-Kong” pendurado no relógio da Central do Brasil, algo tão comentado no pré-carnaval daquele ano. A expectativa era tanta que, ao conseguir fazer a curva e entrar na Avenida, o setor um começou a comemorar enlouquecidamente o feito. Porém, aquela altura, a escola já havia aberto um enorme buraco até a ala seguinte. Para piorar a situação salgueirense, logo em seguida, a oitava e última alegoria, denominada de “O Prêmio da Academia”, teve problemas no acoplamento de quatro esculturas, demorando para entrar na Avenida e abrindo mais um grande buraco na escola.

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“Cheguei na dispersão e Salgueiro é campeão. Todos me falavam isso. E eu fui trocar de roupa ali embaixo do túnel, aquele que vai para Rua do Riachuelo, e naquela época a gente costumava ligar para casa para ver como é que foi o desfile. Eu muito feliz naquele momento, as pessoas me parabenizando, dizendo que o Salgueiro já era campeão, e em fração de segundos, terminei de tirar a roupa, liguei para casa e me falaram que um carro quebrou. O carro do King Kong não tava entrando. Aquilo dali já me deu uma frustração. Daí fiquei ali na dispersão, via que a escola não andava, até que de repente começou a chegar os carros e ficar um em cima do outro, tinha virado um filme de terror aquilo dali. Eu, junto com a minha porta da bandeira e com alguns diretores, fomos tentar ajudar. O Salgueiro era tão grandioso que propriamente a ala da força não dava vazão para dispersar os carros. A situação ia ficando cada vez mais complicada, todo mundo chorando e eu, como salgueirense, empurrando carro”, recordou Sidclei.

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Enquanto o drama para colocar a sétima e a oitava alegoria acontecia, o Salgueiro estava completamente parado na pista. A demora para resolver a situação foi transformando a empolgação do componente em tensão. Após a entrada dos carros, a escola teria de correr para evitar estourar o tempo máximo regulamentar. Mas, infelizmente, não foi possível. Aos 80 minutos, faltando dois para atingir o limite, o oitavo carro ainda nem tinha cruzado a faixa de meio de desfile da Marquês de Sapucaí. Pouco antes, para poupar tempo, a bateria Furiosa do Salgueiro passou direto pelo segundo recuo.

“Foi o ano da fatalidade. Um samba acontecendo na Avenida, uma escola pulsando, com pinta de campeã e a imagem que eu tenho é o carro de som parado pouco depois de onde ficavam os jurados do Estandarte de Ouro. Na pista, você não sabia o que estava acontecendo, você estava ali envolvido com outras coisas, e o tempo passando… Depois, a gente passa direto pelo box da bateria… São essas as imagens que eu tenho do desfile de 2011. Um samba absolutamente na medida certa do ponto da sátira do enredo, um samba cantado pela escola, mas um desfile que tem aquele gostinho de que perdemos para nós mesmos”, afirmou Dudu Botelho, um dos autores do samba do Salgueiro de 2011.

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E mesmo com as adversidades, a parte musical do Salgueiro foi fundamental para não deixar o desfile morrer. O samba da escola, que não era um dos mais celebrados no pré-carnaval, não só funcionou de forma excelente, como conseguiu sintetizar bem o clima alegre proposto pelo enredo. A obra composta por Anderson Benson, Dudu Botelho, Luiz Pião e Miudinho foi entoada a plenos pulmões pelos componentes do início, principalmente, até o fim. Um dos fatores que possibilitam isso foi a boa performance do carro de som, que na ocasião contava pela primeira vez com um trio de intérpretes no comando: Quinho, Serginho do Porto e Leonardo Bessa.

Outra peça fundamental para o rendimento do samba foi a bateria Furiosa do Salgueiro. Com uma fantasia chamada de “Furiosa Tropa de Elite”, os ritmistas vieram vestidos como agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio, o Bope. Tendo comando de Mestre Marcão, que nesse ano contava com o auxílio luxuoso de Mestre Paulinho, a bateria deu um verdadeiro show com direito a coreografias, muitas bossas e paradinhas. A rainha Viviane Araújo, que na época realizava seu quarto desfile no posto, já demonstrava completo entrosamento, além de muito carisma e samba no pé.

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Ao final dos desfiles, mesmo com todos os problemas, o Salgueiro despontava na opinião de crítica e público como uma das melhores apresentações do ano. Entre os prêmios obtidos, a escola faturou duas categorias do Estrela do Carnaval: melhor ala de baianas e melhor conjunto de alegorias. Porém, mesmo com este reconhecimento, o estouro de dez minutos do tempo máximo e a provável perda de pontos no quesito evolução tornavam a briga por título distante. Na quarta-feira de cinzas, isso se confirmou e a escola terminou a apuração em quinto lugar. Um fator curioso no mapa de notas da agremiação é que um dos quesitos mais despontuados foi alegorias e adereços, que também foi o único a não receber nenhum dez. De cinco jurados, foram duas notas 9,9 e três notas 9,8. Para efeito de comparação, até mesmo o quesito evolução teve uma nota dez, na segunda cabine de julgamento.

A classificação final do carnaval 2011 do Grupo Especial terminou com a Beija-Flor de Nilópolis em primeiro lugar, com 299,7 pontos. Já o vice-campeonato ficou com a Unidos da Tijuca, que terminou a apuração com 1,3 ponto a menos que a campeã, totalizando 298,4 pontos. Encerrando o pódio, a terceira colocada foi a Estação Primeira de Mangueira, que ficou com 297,2 pontos, 1,2 ponto abaixo da Tijuca e com uma diferença de 2,5 pontos para Beija-Flor. O quarto lugar na tabela ficou com a Unidos de Vila Isabel, que foi seguida pela Acadêmicos do Salgueiro e Imperatriz Leopoldinense, que completavam as seis escolas do desfile das campeãs. Mocidade Independente de Padre Miguel, Unidos do Porto da Pedra e São Clemente terminaram nas últimas posições, mas sem correr riscos de rebaixamento.

Beija-Flor marca retomada da disputa de samba para quinta-feira

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A Beija-Flor anunciou que permanecerá com sua disputa de samba interrompida na quinta-feira. Na ocasião, serão retomadas as apresentações e eliminações das obras que concorrem para representar o enredo escolhido pela escola para o Carnaval de 2021: “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”.

Iniciado no fim de novembro, o concurso de sambas-enredo teve 30 canções inscritas e, após três eliminatórias, 13 delas seguem na disputa. As composições são de poetas que integram a comunidade da azul e branco. Eles são os únicos autorizados, além da diretoria da instituição, a acompanhar os eventos da disputa de samba na quadra em Nilópolis.

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Devido à pandemia da Covid-19, a presença do público não é permitida e os compositores só podem assistir, isolados em camarotes, às apresentações das obras que criaram.

Ex-jogador Pedrinho faz post relacionando comissão de frente com Cristo, o diabo e o adiamento dos desfiles em 2021

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A turma da fake news segue espalhando suas maldades contra o carnaval nas redes sociais. Novamente, a imagem da comissão de frente dos Gaviões da Fiel de 2019, que traz as imagens da luta entre Jesus e o diabo viralizou na internet. Dessa vez, quem caiu foi o ex-jogador de futebol e atual comentarista do Grupo Globo, Pedrinho, que fez um post com a imagem maldosa contra os desfiles das escolas de samba.

“Respeitem o rei dos reis!!!”, postou Pedrinho. O comentarista errou. Primeiro, a imagem que ele cita como de 2020 é de 2019. Segundo, a encenação de Jesus e o diabo não tem vínculo nenhum com o adiamento dos desfiles em 2021. Terceiro, a primeira imagem postada por Pedrinho é do Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, a outra é da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.

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A comissão de frente da escola – que encenou um duelo entre o bem e o mal, com um componente fantasiado de Lúcifer e outro como Jesus Cristo – foi alvo de dois processos e um inquérito policial, além de ofícios de repúdio e pedidos de esclarecimentos de órgãos públicos.

A juíza Camila Rodrigues Borges de Azevedo, da 19ª Vara Cível do Foro Central Cível de São Paulo, julgou improcedente a Ação Civil Pública movida pela Liga Cristã Mundial (LCM) contra a Gaviões da Fiel, que pedia R$ 5 milhões de indenização por danos morais, por “blasfêmia”. Ainda cabe recurso de apelação pela parte contrária.

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A encenação da comissão de frente dos Gaviões da Fiel em 2019. Foto: Magaiver Fernandes/CARNAVALESCO

Em sua decisão, a magistrada ressaltou que o Brasil é uma república laica. ”O Carnaval e suas representações são, de fato, uma expressão artística e cultural, independentemente das valorações positivas ou negativas que cada um faça de acordo com suas individualidades”.

Ela também citou o caso do escritor José Saramago, ganhador do Nobel de Literatura e do Prêmio Camões de Língua Portuguesa, que era considerado autor de obras ‘anticatólicas’ e chegou a ser excomungado. “Do episódio, percebe-se claramente que nem sempre a arte e seus gênios estão a serviço do que se convencionou como certo, possível, aceito e admissível”, ponderou.

Em outro trecho, a juíza afirmou que “a proteção à religiosidade deve se dar de maneira objetiva quando se trata de garantir a liberdade de culto ou de banir discursos de ódio. Não é o caso dos autos, em que a autora pretende a tutela da blasfêmia. Se é uma encenação do bem contra o mal; se Jesus ao final efetivamente é derrotado ou não; se é uma crítica social ou se é uma provocação ao pensamento reflexivo: tudo isso transborda os limites da análise jurídica”, registrou.

Passarela do Samba, por Cláudio Vieira: ‘Lembrando da alegria’

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A Passarela do Samba foi uma coluna semanal que começou a ser publicada nas páginas de O DIA em janeiro de 1994. Durante mais de dez anos foi considerada o “Diário Oficial “ do Samba Carioca – algumas informações foram publicadas ali antes mesmo que os próprios personagens envolvidos soubessem.

Lembro de um episódio sobre a demissão de um cantor de uma agremiação do Grupo Especial. Ele ainda não sabia. Ligou para a redação e me espinafrou, afirmando que eu pretendia detonar a carreira dele. Mais tarde, telefonou novamente, pedindo desculpas. A informação estava correta.

Além de notícias em primeira mão, a Passarela trazia uma coleção de causos acontecidos no mundo do samba. Em pouco tempo passou a ser a seção predileta dos leitores. Muitos telefonavam ou enviavam cartas para contar novos causos. Guardei todos, como preciosidades que são.

Para batizar a seção, pedi ajuda a um inspirado companheiro que sentava na mesa ao lado da minha. Assim como eu, era um apaixonado pelas Escolas de Samba e, de vez em quando, nos encontrávamos em algum ensaio – geralmente na Mangueira, sua Escola de coração. Também trabalhamos juntos na Produção de Carnaval da TV Globo.

Ao ouvir meu pedido, ele parou de escrever, ficou pensando, pensando, olhou na minha direção e sorriu. Estalou os dedos, já com a palavra nos lábios:

– Baticumbum!

E, quase sempre, era o próprio Tim Lopes o primeiro a ler os causos do Baticumbum, antes que fossem para as páginas.

Tim era um cara alegre, brincalhão, gozador. É pensando nele que escolhi um causinho para celebrar o nosso reencontro com a alegria do Carnaval.

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Joãosinho Trinta contava que numa das várias turnês da Beija-Flor à Europa no final dos anos 70, o mestre-sala Luís estreou em viagens de avião. Substituía Élson PV, que não pode viajar.

Ao ver a aeromoça servindo campari com gelo, Luís ficou com água na boca. Chamou a jovem, inocentemente:

Garçonete?

A aeromoça virou-se, não muito simpática:

– Falou comigo?

tim

Luís ainda não havia percebido a mancada. E pediu:

– Por gentileza, você poderia me trazer um refresco de groselha? – apontou para o copo de um senhor sentado numa poltrona próxima.

A aeromoça respondeu com um sorriso amarelo. Explicou que não era refresco, mas serviu assim mesmo. Pôs bastante gelo e um canudinho de vidro, para misturar a bebida.

Logo em seguida, o mestre-sala chamou a aeromoça novamente:

Garçonete?

Sim?

Luís foi mais inocente do que nunca:

Traga um canudinho de plástico mesmo. Este aqui tá entupido. Estou chupando e não vem nada.

Leitores apontam mais três desfiles e fecham lista dos melhores da década no Sambódromo da Sapucaí

São 25 desfiles selecionados como os melhores da década (2011-2020). A equipe do site CARNAVALESCO apontou 22 espetáculos. Após votação popular, três apresentações entraram na lista e fecharam os 25 escolhidos.

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O público decidiu que Portela 2014, Beija-Flor 2018 e Imperatriz 2020 teriam que fazer parte dos melhores desfiles da década no Sambódromo da Sapucaí.

Veja abaixo a lista final:

2011 – Salgueiro e Unidos da Tijuca
2012 – Vila Isabel, Império Serrano e Salgueiro
2013 – Império da Tijuca e Vila Isabel
2014 – União da Ilha, Unidos de Padre Miguel e Portela (escolhida pelos leitores)
2015 – Beija-Flor e São Clemente
2016 – Portela, Salgueiro e Mangueira
2017 – Mocidade e Portela
2018 – Paraíso do Tuiuti, Unidos de Padre Miguel e Beija-Flor (escolhida pelos leitores)
2019 – Mangueira e Cubango
2020 – Viradouro, Grande Rio e Imperatriz (escolhida pelos leitores)

Nos próximos três meses, vamos contar detalhes de cada um desses desfiles e ouvindo personagens que participam dos espetáculos.

O critério não levou em consideração títulos, ou seja, desfiles citados podem até ter ficado fora do sábado das campeãs, como foi o caso da São Clemente em 2015, mas que terminou como um dos mais premiados do nosso Estrela do Carnaval. A lista recebeu muitas citações de apresentações realizadas na Série A.

CARNAVALESCO lança projeto de conteúdo em séries de texto, áudio e vídeos para os meses de janeiro, fevereiro e março

O início de 2021 reflete a nossa esperança de dias melhores. Após a pancada devastadora da Covid-19, que ainda vamos sentir por um bom tempo, carregamos a chama da ciência e da solidariedade em busca da vacinação e do auxílio ao nosso próximo. Ciente do cenário de incerteza sobre os desfiles de 2021, que podem ou não acontecer em julho, dependendo de autorização das autoridades sanitárias e do poder público, o site CARNAVALESCO optou por abrir um novo projeto com três meses de duração para a primeira temporada: janeiro, fevereiro e março.

Não deixaremos de lado o factual da cobertura jornalística das escolas de samba, mas queremos ter algo mais denso e de reflexão sobre diversos pontos da nossa sociedade, dos próprios desfiles e das funções sociais/culturais das agremiações do Rio de Janeiro. Após reuniões com nossa equipe, no mês de dezembro, surgiu o momento de colocarmos em prática ideias que em outros anos não seriam possíveis, devido nossa correria diária na cobertura do carnaval competição, analisando quesito a quesito.

A partir desta segunda-feira, dia 4 de janeiro, teremos conteúdo de todos os tipos no site CARNAVALESCO. Em diversos formatos. Os textões, áudios, vídeos-análises, lives e muita interação estão no cardápio.

Começamos com novidades em nossa turma de colunistas. O pesquisador Leonardo Antan segue responsável pela produção de textos analisando os enredos para quando for possível termos os desfiles na Marquês de Sapucaí. O jornalista Cláudio Vieira chega com o resgate da coluna “Passarela do Samba”. Mais uma novidade é a entrada de Mauro Cordeiro, que assinará uma coluna quinzenal.

Sucesso nas lives do CARNAVALESCO, o Baú do Bessa é certeza de continuidade. Agora, Leonardo Bessa comandará quinzenalmente (sempre segunda-feira) sua live com os clássicos dos sambas-enredo. Junior Escafura segue no comando da apresentação da live Resenha dos Sambistas, sempre com um convidado especial, toda quinta-feira.

temporada carnavalesco 21 parte1

Lugar de fala” – Produzida e comandada totalmente por repórteres negros da nossa equipe. Vinicius Vasconcelos e integrantes do site vão entrevistar personalidades negras das escolas de samba. Elas vão contar histórias e saberes. Os dias de luta e de glória. A produção será semanal.

Carnaval é educação e cultura” – Criada por Fiel Matola. A proposta é mostrar, através de vídeo, áudio ou texto, como o trabalho das escolas de samba, por meio de enredos, sambas e desfiles é de importância fundamental para cultura e educação do nosso povo. Será semanal.

Eu estava lá” – Lucas Santos apresentará histórias de personagens do carnaval que vão contar em áudio e texto momentos inesquecíveis que viveram no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Será semanal.

Live “Carnaval em debate” – Quinzenalmente, vamos discutir em uma live temas relacionados ao carnaval e escolas de samba. Sempre recebendo convidados e com a participação dos leitores do CARNAVALESCO.

Harmonia em jogo” – Rennan Laurente traz semanalmente um bate-papo, em texto e áudio, com diretores de harmonia e suas equipes sobre os trabalhos nas quadras e na Avenida.

Live “A sirene tocou” – Philipe Rabelo receberá semanalmente grandes personalidades do carnaval para um papo descontraído. O tom do encontro será para ouvirmos histórias saborosas, divertidas e de bastidores nunca antes contadas para ninguém.

Live “Debate CARNAVALESCO” – Semanalmente, a equipe do site estará reunida em live para debater os assuntos da semana no carnaval. Teremos convidados e também a participação dos leitores.

Navegando nas histórias dos carnavais” – Renato Palhano pegará um samba, um desfile ou um enredo e vai destrinchar sua parte histórica. Sempre ouvindo quem participou do momento. Será quinzenal.

Superação” – Allan Duffes contará semanalmente em reportagens como as escolas se comportaram e como foi e está o planejamento em tempos de pandemia.

O carnaval mudou minha vida” – Comanda por Lucas Santos e com participação de toda equipe do site, semanalmente, a série vai ouvir de personagens das escolas de samba como o carnaval foi fundamental e transformou suas vidas.

Bastidores carnavalescos” – Semanalmente, Thaise Lima e Danilo Freitas vão contar em reportagens como funcionam os bastidores do carnaval. São histórias de mestres de bateria, ritmistas, ferreiros, aderecistas, costureiras, escultores, enfim, a cadeia produtiva das escolas de samba.

Apaixonados por carnaval” – Reportagens semanais histórias de pessoas apaixonados por suas escolas de samba. As loucuras e os momentos de devoção e amor. Será semanal.

Bailado Carnavalesco” – Semanalmente, Winnie Delmar, Eduardo Frois e a equipe do CARNAVALESCO vão conversar com os casais de mestre-sala e porta-bandeira do Grupo Especial e Série Ouro do Rio de Janeiro. Não será avaliação, mas papos sobre a carreira, dificuldades, vitórias e os principais aspectos da dança de um casal.

Imprensa carnavalesca” – Quinzenalmente, Thaise Lima e Danilo Freitas vão apresentar histórias de jornalistas e veículos que vivem o mundo das escolas de sambas. Será o momento de ouvirmos e homenagearmos grandes figuras que fazem ou fizeram parte do carnaval do Rio de Janeiro.

Carnaval de todos” – O carnaval não é o espaço mais democrático da sociedade. Vamos ouvir pessoas e suas histórias contra o preconceito e pela representatividade. Será quinzenal.

Futuro do Carnaval” – A hora de exercemos nossa imaginação. Semanalmente, personalidades vão indicar soluções e novas ideias para o carnaval.

Desfiles da Década” – Após a lista dos melhores desfiles de 2011 até 2020, segundo nossa equipe, vamos contar como aconteceram, contexto histórico e ouvir relatos de personagens que participaram das apresentações.