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Carnavalescos da Grande Rio expõem obras no Museu do Samba

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A dupla de carnavalescos do Acadêmicos do Grande Rio, Gabriel Haddad e Leonardo Bora, precisou de organização redobrada, nos últimos meses do ano passado. Além de coordenarem a feitura do móbile “Gamboa III”, de Beatriz Milhazes, que está exposto no Masp, assinaram o projeto expográfico da mostra “SEMBA/SAMBA: corpos e atravessamentos”, simbolicamente inaugurada no dia 2 de dezembro de 2020, Dia Nacional do Samba, no Museu do Samba, mas aberta para o público somente agora. Idealizada por um coletivo de pesquisadores e jornalistas formado por Aloy Jupiara, Felipe Ferreira, Nilcemar Nogueira e Rachel Valença, a exposição conta com a curadoria textual de Nei Lopes e Luiz Antonio Simas. Bora e Haddad, curadores convidados, precisaram traduzir os conceitos de Simas e Lopes em salas temáticas, dialogando com artistas que debatem as matrizes do samba carioca e o carnaval das escolas de samba.

Para a dupla de carnavalescos, trata-se de uma ocupação importante: “O contexto pandêmico exigiu flexibilidade. A exposição foi montada aos poucos, porque vários artistas produziram obras especialmente para a mostra, o que enriqueceu a nossa ideia inicial. E foi uma forma de empregar, ainda que por pouco tempo, alguns trabalhadores da folia, como o escultor em espuma Orlando Sérgio, que confeccionou as raízes do abre-alas da Grande Rio de 2020 e adaptou parte da sua obra ao espaço do Museu do Samba. Agora, na semana do carnaval, as visitas guiadas, com grupos reduzidos, poderão acontecer com maior frequência e segurança. De início, o Museu recebeu apenas visitas institucionais e gravou depoimentos por vídeo”, explicou Haddad.

A exposição apresenta obras de artistas que entendem o dia a dia dos barracões das escolas de samba, como a escultora Marina Vergara, as carnavalescas Rosa Magalhães, Lícia Lacerda, Maria Augusta e Annik Salmon, os carnavalescos Milton Cunha, João Vitor Araújo, Alexandre Louzada e Jorge Silveira, os chefes de ateliês Bruno César, Ana Bora e Alessandra Reis. Também estão expostos figurinos de Samile Cunha e Rafael BQueer, que são destaques performáticos, e reproduções de quatro pranchas desenhadas por Fernando Pinto para o desfile de 1972 do Império Serrano, em homenagem a Carmen Miranda. Além das obras desses artistas que ajudam a produzir o “Maior Espetáculo da Terra”, há fotografias de Ayrson Heráclito, Daniel Taveira, Lucas Bártolo, Almir Júnior, Wigder Frota e Talita Teixeira. Há, ainda, pinturas e colagens de nomes que dialogam com os espaços e os corpos carnavalescos, como Tia Lúcia, Guilherme Kid, Mulambö, André Vargas, Osmar Igbode, Cibelle Arcanjo e Júlia Tavares. Peças do acervo do Museu foram incorporadas à narrativa, como a tela “Vedetes, baianas e passistas”, de Nelson Sargento.

Um dos artistas com mais obras expostas é Antônio Gonzaga, compositor de sambas de enredo e membro da equipe de criação de Bora e Haddad. É dele a série “Porta de entrada”, exposta ao público pela primeira vez. “É uma série de pinturas que eu fiz sobre portas que peguei em caçambas, em diferentes bairros da cidade do Rio de Janeiro. Falam do abandono de partes das nossas casas e do abandono dos corpos pretos. Quando eu utilizo esses suportes rejeitados para pintar corpos sereianos coroados, uma realeza marinha, eu estou fazendo da pintura um discurso de resistência. Falo de diáspora e de renascimento”, contou o artista.

Para Gonzaga, que também é autor do projeto visual da exposição, não mais há espaço para fronteiras entre práticas artísticas. “Mais do que nunca, eu acredito na arte, sem rótulos. Esse diálogo de linguagens é muito estimulante. É preciso que a gente continue ocupando esses espaços, debatendo arte, falando sobre o samba e sobre os saberes que circulam nas quadras, nos barracões e nos ateliês das escolas de samba” – declarou o jovem artista e sambista, de apenas 26 anos.

Leonardo Bora destaca o fato de que a exposição não deixa de expressar, também, a permanência do desfile de 2020 da Grande Rio, vice-campeão do carnaval carioca com o enredo “Tata Londirá: o canto do caboclo no Quilombo de Caxias”, em homenagem a Joãozinho da Gomeia, pai de santo que desfilava como destaque de luxo. “Algumas tramas e esculturas que ajudaram a compor os carros alegóricos do último desfile da Grande Rio estão expostas. Além de três esculturas de orixás, há quatro esculturas de máscaras Yaka. Essas peças foram esculpidas por Marina Vergara e equipe, reproduzidas em fibra por Renato Castro e equipe, pintadas por Gilmar Moreira, Rafael Vieira e equipe e adereçadas por Simone Márcia e equipe. Muitas pessoas, portanto, trabalharam na confecção de esculturas que adquirem outros significados quando deslocadas dos carros alegóricos e expostas num museu. É fundamental que o público conheça as tantas etapas dessa cadeia produtiva e leia os nomes dos outros artistas envolvidos no processo, que muitas vezes acabam invisibilizados. E é muito importante conversar com outras manifestações carnavalescas que ressignificam o universo do samba, caso do Carnaval de Maquete, representado por uma obra de Nícolas Gonçalves”, apontou Bora.

Para adentrar mais no universo da exposição, Leonardo Bora e Gabriel Haddad, juntamente com o curador e mestre em artes Leonardo Antan, do portal Carnavalize, e representantes do portal Mais Carnaval, irão conduzir uma roda de conversa virtual com alguns dos artistas que possuem obras expostas no Museu do Samba e que trabalham diretamente nos ateliês e nos barracões. Segundo os carnavalescos, a ideia é produzir uma série de conversas públicas, ao longo do ano, para dar voz aos artistas participantes da mostra. A primeira dessas conversas reunirá Marina Vergara, escultora da Grande Rio, Alessandra Reis, chefe de ateliê da Viradouro e da Vila Isabel, Nícolas Gonçalves, cenógrafo formado pela Escola de Belas Artes e carnavalesco virtual, e Antônio Gonzaga, compositor de sambas de enredo e designer da Grande Rio. A live será realizada no dia 18 de fevereiro, quinta-feira, às 20:30 horas, no canal do youtube do Mais Carnaval (youtube.com/maiscarnavaltv).

A exposição “SEMBA/SAMBA: corpos e atravessamentos” está em cartaz no Museu do Samba até dezembro de 2021.

Acadêmicos do Sossego terá rei na bateria em 2022

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A bateria Swing da Batalha, como são conhecidos os ritmistas do Acadêmicos do Sossego, terá pela primeira vez em sua história um rei. A azul e branca anuncia a chegada de Juarez Souza para o posto.

Assim como diz o trecho do seu samba de 2020, Juarez chega na Sossego “pra fazer história”. Natural de Fortaleza, Ceará, o jovem de 35 anos é maquiador com especialidade em noivas e campanhas publicitárias e promete muita dedicação e samba no pé.

“Estou muito feliz e emocionado com esse convite. Definitivamente é uma das maiores oportunidades da minha vida e eu só posso agradecer por esse momento. Conheci pessoas maravilhosas que estão me apoiando, já me sinto em casa no largo da batalha”, contou.

Cearense com alma carioca, ou melhor cearoca – sangue cearense e alma carioca, como se define, Juarez que tem 35 anos conta que seu amor pelo samba veio de família.

“Meu amor pelo carnaval vem desde criança. Cresci assistindo os desfiles pela televisão com minha família. Escuto samba-enredo todos os dias e nos meus momentos de lazer, lá estou maratonando desfiles antigos. Meu amor pelo carnaval é algo inexplicável e poder representar um pavilhão no maior espetáculo da Terra é um sonho sendo realizado”, disse emocionado.

Estreante no posto de rei, o novo rei do sossego que também divide seu tempo com a faculdade de medicina já tem uma longa trajetória no carnaval carioca.

“Meu primeiro desfile na Sapucaí foi em 2009, quando me aventurei sozinho e desfilei em uma ala na Grande Rio. De lá para cá não parei mais. Passei por Mangueira, Tuiuti, Beija-flor, Mocidade, Império Serrano, União da Ilha, Renascer de Jacarepaguá, Salgueiro, entre outras”.

Além de alas e composições, Souza também foi muso e destaque de carro.

“Sou um verdadeiro fanático por carnaval e aos poucos estou construindo minha história no mundo do samba. Em 2019 consegui realizar o sonho de ser muso, deu tão certo que em e 2020 além de muso na Unidos da Ponte, também fui convidado para ser destaque de carro na Unidos de Padre Miguel”.

A data de coração do rei Juarez será definida em breve pela agremiação.

‘Carnaval é educação e cultura’: adaptação do mito grego Orfeu para o carnaval da Viradouro em 1998

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Primeiro episódio do reality show Carnaval Wall apresenta candidatos e suas intenções

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O episódio durou menos de 30 minutos e mostrou entrevistas com os participantes. A sequência foi aleatória, e cada integrante teve cerca de 40 segundos pra se apresentar e responder algumas perguntas

Na notie de terça-feira foi ao ar o primeiro episódio do reality show Carnaval Wall, o primeiro de samba no Brasil. Estrategicamente foi postado no dia do carnaval e dá início a sequência des 16 episódios prometidos pela organização.

A estreia dura pouco menos de 30 minutos e se resume em entrevistas com os participantes. A abertura contou uma rápida conversa entre os idealizadores do projeto, Kito e Diego, e a Diretora artística, Mayara Santos. Segundo eles, o reality pretende apresentar as personalidades do samba, além da pista do Sambódromo, apoiar os sambistas parados com a situação atual e, claro, proporcionar conteúdo num momento de ausência de desfiles.

A responsável por conduzir os programas é a apresentadora Mari Rodrigues, que apareceu em diferentes cantos da casa pra chamar o vídeo de apresentação dos participantes.

A sequência foi aleatória, e cada integrante teve cerca de 40 segundos pra se apresentar e responder algumas perguntas. Conteúdo introdutório pra intenção do projeto.

A entrevista ajudou a entender o propósito de cada um. Com isso, já existem elementos de personalidade que pode atrair torcedores.

O próximo episódio mostrará a entrada de cada participante e uma pequena interação entre eles.

Veja abaixo como foi o programa de estreia:

#CARNAVALEMCASA​: VEJA COMO FOI O PROGRAMA DE TERÇA-FEIRA

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Cláudio Vieira: ‘Uma noite das Arábias!’

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O Carnaval de 2015 é para a Em Cima da Hora riscar do mapa. Tudo o que podia dar errado naquela noite de 13 de fevereiro foi ainda pior. Para homenagear os 450 anos da Cidade do Rio de Janeiro, a Escola de Cavalcanti pretendia levar para a Avenida o enredo “No coração da cidade: uma história das mil e uma noites – o Rio das Arábias”. No entanto, algumas alegorias e adereços não chegaram na Avenida, nem as fantasias de, ao menos 18 alas comerciais. Os componentes desfilaram com a roupa que estavam usando: camisetas, bermudas, shorts, sungas, cuecas, calcinhas e sutiãs.

Na concentração, confortado pelos amigos, o presidente Ivanir Ramos não parava de chorar, ao ver a sua Escola esfacelada. As notícias ruins não paravam de chegar:

– Caiu a armação da saia da porta-bandeira…

– O sapato do mestre-sala não veio… – e vai por aí.

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Tentando aliviar o prejuízo, um diretor foi para o carro-de-som, pegou o microfone e conclamou:

– Bom, minha gente, não será por isso que vamos deixar de desfilar. Pelo menos temos quase uma hora ainda para brincar e aproveitar o Carnaval. Vamos lá, Em Cima da Hora!

E a Escola foi.

Carnaval Wall, primeiro reality show do samba: conheça o participante Jhonata Henrique

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Jhonata Henrique é um dos 14 escolhidos para brilhar no primeiro reality show de samba, o Carnaval Wall. Se depender do passista, o público pode esperar muito samba 24 horas por dia dentro da casa. Jhonata foi descoberto fazendo performance no farol e convidado pra ir pro mundo do samba. O site CARNAVALESCO conversou com o sambista que se sair vencedor pretende pagar a faculdade e alugar uma casa com o prêmio.

O que representa participar do primeiro reality show do carnaval?

“Pra mim é uma honra, pois estou participando do primeiro reality do samba”.

O que o público pode esperar da sua participação no programa?

“Acho que a maioria do povo sambista me conhece e sabe da minha personalidade, então eles podem esperar muitas palhaçadas, danças e muito entretenimento”.

Sem desfile em fevereiro e os ensaios o programa pode amenizar essa saudade dos sambistas?

“Claro, pois este programa que só tem sambista, o que mais vai ter é samba 24 horas se depender de mim, pois não aguento mais. Este programa veio na hora certa pois estava precisando de algo relacionado ao mundo que eu amo, que é o carnaval”.

Conte sua história com o carnaval? Seu primeiro desfile e o que já fez.

“Comecei no carnaval com nove anos, na Mocidade Amazonense, escola próxima de onde eu morava. Quando a Nenê de Vila Matilde perdeu a quadra – ela era madrinha da Mocidade amazonense -, avisaram que a Nenê iria ensaiar lá e eu comecei a participar dos ensaios dela, tocando na bateria. Um dia precisaram de uma criança pra apresentar a fantasminha de ratinho, da ala das crianças e eu fui. Na minha vez de passar pela passarela, vim sambando, nem eu sabia que tinha esse dom. Ali ganhei padrinhos, patrocínios. Em 2015 tive minha primeira faixa de ouro e ganhei a Primeira faixa de Malandro de Ouro, da Nenê de Vila Matilde. Em 2017 participei de um concurso Passista de Ouro Juvenil, o qual eu ganhei. Em seguida recebi a faixa de Embaixador dos Passistas Mirins. Fiz uma participação especial na Tatuapé, como o gari da alegria, representando o Renato Sorriso. Desfilei na Tatuapé no ano dos “Bravos guerreiros”. Em seguida participei do concurso Mister UESP, onde ganhei como Passista de Ouro 2019. Hoje atuo somente na Nenê. Onde mês descobriram? Trabalhava no farol fazendo malabares, no final da minha apresentação sempre dava uma sambadinha. Um harmonia da Nenê, chamado Bernardo me viu e disse que eu tinha que ir para a escola de samba. Precisava ficar na casa de um, na casa de outro pra poder ficar mais perto da Nenê porque não tinha condições de ir pros ensaios. Foi nessa época que algumas famílias me receberam de braços abertos. Morei dez anos com uma família da Nenê, nenhum deles conhece meus familiares, depois fui morar com outra família, por último agora morei com a Jussara e agora já moro com outra família. Essa é minha história de vida”.

O que pretende fazer com o prêmio de 5 mil caso vença o reality?

“Se ganhar esse concurso vou alugar uma casa pra mim, adiantar meus móveis e estudar. Com R$ 5 mil vou pagar minha faculdade, comprar móveis pra minha casa, pois sou independente. Tem muitas coisas que preciso fazer, mas estou estudando, que é mais essencial pra mim, já que sou sozinho, então preciso estudar”.

Carnaval Wall, primeiro reality show do samba: conheça a participante Isadora Salles

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Isadora Salles sempre sonhou em ser passista, a jovem conseguiu realizar o sonho, foi além, hoje é princesa de bateria e está prestes a alcançar mais um desejo, participar de um reality show. Isadora é uma das sortudas que vão integrar o Carnaval Wall. O site CARNAVALESCO conversou com a beldade sobre saudades dos desfiles e o que ela pretende fazer com o dinheiro caso seja a grande vencedora.

O que representa participar do primeiro reality show do carnaval?

“É muito gratificante, ainda mais por eu ser muito nova. Acredito que dentro do carnaval eu já tenha muitas realizações pessoais e participar desse programa será mais uma. Estou muito feliz, espero que todos acompanhem e que gostem bastante. Será uma surpresa pra todo mundo”.

O que o público pode esperar da sua participação no programa?

“Acho que vai ficar nítido pra todo mundo é que não consigo esconder nada, se estou feliz é nítido, se estou brava é nítido, se não gosto de alguém também fica nítido. Sou uma pessoa que não gosta de forçar situações, forçar jeito, gostar ou não gostar, não sei. Sou muito sincera com tudo isso e sou extremamente palhaça, se tiver uma oportunidade pra dar uma risada, eu tô lá. Além disso, sou muito determinada, nas provas pretendo dar tudo de mim. Não prometo ganhar todas, afinal de contas temos outros competidores e não subestimo os parceiros da casa, tenho certeza que eles estão indo com a mesma gana que eu”.

Sem desfile em fevereiro e os ensaios o programa pode amenizar essa saudade dos sambistas?

“Acho que é relativa a questão de amenizar a saudade. Creio que as pessoas da minha escola que acompanharem vão ficar felizes em poder me ver, matar essa saudade. Dependendo das dinâmicas que forem realizadas dentro da casa, vai remeter bastante ao carnaval, então vai dar pra gente ter um gostinho, porém, na minha cabeça é uma coisa muito clara, não tem como suprir a falta que o carnaval faz pra quem trabalha com isso. Trabalho diretamente com o carnaval e sei a falta que me faz, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Não ter o contato com as pessoas da minha comunidade, não ter aquele calor, aquela troca de energia. Pra mim isso é muito importante, é um combustível pra mim. Estou morrendo de saudade de todo mundo, dos meus amigos do carnaval, de todas as pessoas da minha comunidade. Mas creio que o programa será muito satisfatório pra todo mundo, acho que todos vão gostar, mas a saudade ainda vai apertar, só vai acabar quando as coisas estiverem normalizadas e a gente puder celebrar nossa festa que a gente tanto ama”.

Conte sua história com o carnaval? Seu primeiro desfile e o que já fez.

“Minha história no carnaval começa com o extinto concurso de Musa do programa Caldeirão do Hulck. Acompanhava pela televisão e meu sonho era me vestir igual aquelas mulheres maravilhosas, era bem fascinada por isso. Meu primeiro desfile foi em 2009, na Estrela do Terceiro Milênio. Desfilei na ala das crianças e minha mãe na ala de passistas. Vendo minha mãe se arrumar pros ensaios, vendo-a dançar fiquei fascinada. Meu sonho era desfilar sambando, mas era muito pequena, tinha oito anos e tive que esperar um pouco. Durante essa espera fiz curso de mestre-sala e porta-bandeira, fui baianinha, depois fui pra bateria. Antes de virar passista desfilei como ritmista em umas coirmãs (Estrela do Terceiro Milênio, Vai-Vai, Peruche, Tom Maior). Em 2014 foi meu primeiro desfile como passista na Dragões da Real, que digo que foi onde me realizei como sambista. Mesmo como passista, segui desfilando como ritmista em outras agremiações porque ser ritmista é outra paixão que tenho. Em 2017 participei do concurso que elege a corte mirim, juvenil e infantil do carnaval de São Paulo e ganhei representando a Dragões como Rainha juvenil do Carnaval de SP. Em 2019 recebi o convite pra ser princesa de bateria da minha escola, com certeza foi um dos momentos mais mágicos que eu poderia viver no carnaval”.

O que pretende fazer com o prêmio de R$ 5 mil caso vença o reality?

“Não pretendo fazer nada de extraordinário. Como já falei, o carnaval também é uma fonte de renda pra mim. Trabalhava diretamente com o carnaval e essa pandemia abalou todo mundo. Esse dinheiro com certeza vai servir como um fundo, uma garantia pra se as coisas apertarem eu não esteja desamparada porque trabalhar por conta própria é muito complicado. Quando você tem uma agenda é muito bom porque não tem teto, piso salarial, você ganha o que você produz, gosto dessa liberdade, porém, quando chegamos em situações como essa pandemia você se vê sem ter pra onde correr. Você precisa se reinventar, se adaptar pra sobreviver, então, com certeza, esse dinheiro será meu pé de meia”.

Carnaval Wall, primeiro reality show do samba: conheça o participante Ruhanan Lucas

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O mestre-sala Ruhanan Lucas, que faz sucesso no Anhembi e nos vídeos postados nas redes sociais, é mais um sortudo que estará no Carnaval Wall. O sambista desfila desde os sete anos de idade, por isso acha que o programa vai preencher um pouco da tristeza de não ter carnaval em 2021, mas aponta que nada é igual a estar numa quadra de escola de samba ou ouvir uma bateria. Na telinha ele promete muita diversão e alegria. O site CARNAVALESCO conversou com o mestre-sala.

O que representa participar do primeiro reality show do carnaval?

“Nem pensei muito ainda o que representa participar do primeiro reality show do carnaval, estou vivendo um dia de cada vez porque ainda é muito novo tanto pra quem está organizando quanto pra gente. Acho que vai ser motivo de orgulho. Imagina se esse programa pega mesmo, ganha outras edições, lá no futuro vou poder dizer ‘olha, fui pioneiro’ (risos). Quando nem sabiam direito como fazer eu participei. A gente vai ficar marcado na história se der certo e se não der. Quem nunca conversando com um amigo já falou; imagina se tivesse um reality só com gente do samba? Se tivesse um BBB do samba, uma A Fazenda do samba”.

O que o público pode esperar da sua participação no programa?

“O público pode esperar muita alegria, descontração, engajamento, entretenimento. Muita dança, fuleragem… Acho que é isso, não esperem muita intelectualidade porque não sei se vai rolar isso. Vou ser assim, do jeito que sou e é isso”.

Sem desfile em fevereiro e os ensaios o programa pode amenizar essa saudade dos sambistas?

“Vou ser bem sincero, acho que vai entreter, mas amenizar a saudade, acho que não. Eu, particularmente, acho que não tem nada que consiga suprir a falta enorme de estar num ensaio técnico, num desfile, de abraçar meu povo, de estar numa quadra de escola de samba, de ouvir uma bateria, abraçar o pessoal da minha escola. Pode ser que amenize, mas acho que nada supre o que a gente realmente gosta de fazer, ama fazer”.

Conte sua história com o carnaval? Seu primeiro desfile e o que já fez.

“Sou filho de sambista, minha mãe foi rainha de bateria do Mocidade Alegre na década de 1970 e desde muito pequeno gosto de carnaval, desde quatro anos de idade já tenho lembranças de assistir aos desfiles em casa. Quando fiz sete anos comecei a pedir pra desfilar, então minha mãe me levou na comunidade Sapopemba, que é a escola de samba do meu bairro, onde sou nascido e criado. Na época era difícil pra ela me levar na Mocidade porque era muito longe. Desfilei o primeiro ano na ala das crianças no ano seguinte já comecei a ir sozinho. Desfilo na comunidade Sapopemba até hoje. O presidente de lá, hoje presidente de honra, Bel Calado, levou o curso de mestre-sala e porta-bandeira pra lá, fiz o curso quando tinha uns 12 anos, e virei mestre-sala mirim. Depois virei terceiro, segundo até chegar a ser o primeiro mestre-sala e estou lá até hoje como mestre-sala oficial. Paralelo a isso, desfilei em algumas escolas de samba de São Paulo como o Peruche, X-9, até chegar ao Colorado do Brás, onde estou até hoje. Trabalho com carnaval o ano inteiro. Faço shows, trabalho com o mestre Adamastor fazendo dinâmicas pelo Brasil e pelo mundo. Já viajei para o exterior levando o show brasileiro pra Nigéria, Rússia”.

O que pretende fazer com o prêmio de R$ 5 mil caso vença o reality?

“Vou pegar R$ 2 mil e deixar quatro aluguéis pagos, da minha parte, lá em casa. Quero fazer uma festa também pros meus amigos mais chegados, porque se eu ganhar tem que ter uma comemoraçãozinha e o que sobrar vou guardar, vou investir porque estamos tentando ter casa própria. É pouco mas vou investir porque de grão em grão a galinha enche o papo”.

Lista! Ecad divulga 50 músicas mais tocadas no carnaval entre 2010 e 2020

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Em época de carnaval não tem para ninguém: as marchinhas são as músicas mais ouvidas pelos brasileiros durante a folia. É o que aponta uma lista divulgada pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), com as músicas mais ouvidas na última década, durante esse período de festas.

A lista leva em consideração as mais ouvidas em bailes, casas de diversão, eventos de rua, shows e trios elétricos entre 2010 e 2020.

De acordo com o levantamento, a canção mais foi ouvida foi Mamãe eu Quero, marchinha de autoria de Jararaca e Vicente Paiva, eternizada na voz de Carmen Miranda ainda nos anos 1930. Figuram nas primeiras colocações da lista as também tradicionais Cabeleira do Zezé, Me Dá um Dinheiro aí, A Jardineira e Marcha do Remador.

“A primeira música que não é marchinha a figurar no ranking nacional ficou na 20ª posição, e foi Peguei um Ita no Norte, samba-enredo composto por Demá Chagas, Arizão, Bala, Guaracy e Celso Trindade para a escola de samba Salgueiro, do Rio de Janeiro, e também conhecida como Explode Coração pelo refrão marcante”, informou o Ecad.

Para não deixar o carnaval de 2021 passar em branco, em meio às medidas de isolamento e de prevenção ao covid-19, conheça e curta a lista divulgada pelo Ecad.

1ª Mamãe eu quero Jararaca/Vicente Paiva

2ª Cabeleira do Zezé João Roberto Kelly/Roberto Faissal

3ª Me Dá um Dinheiro aí Ivan Ferreira/Glauco Ferreira / Homero Ferreira

4ª A Jardineira Humberto Carlos Porto/Benedito Lacerda

5ª Marcha do Remador Antonio Almeida/Castelo

6ª O teu Cabelo não Nega Raul do Rego Valença/Lamartine Babo/João Valença

7ª Cidade Maravilhosa André Filho

8ª Allah-la-ô Antônio Nássara/Haroldo Lobo

9ª Ta-hi Joubert de Carvalho

10ª Maria Sapatão Carlos/Chacrinha/João Roberto Kelly/Leleco

11ª Cachaça Marinósio Filho/Heber Lobato/Lucio de Castro/Mirabeau

12ª Vassourinhas Batista Ramos/Mathias da Rocha

13ª Saca-Rolha Zé da Zilda/Zilda do Zé/Waldir Machado

14ª Mulata yê yê yê João Roberto Kelly

15ª Índio quer apito Haroldo Lobo/Milton de Oliveira

16ª Quem Sabe, Sabe Jota Sandoval/Carvalinho

17ª Marcha da Cueca Celso Teixeira/Carlos Mendes/Livardo Alves da Costa

18ª Sassaricando Mario Gusmão Antunes/ Luiz Antonio / Castelo/Candeias Jota Jr.

19ª Aurora Roberto Roberti/Mario Lago

20ª Peguei um Ita no Norte Arizão/ Bala/Guaracy/Demá Chagas/Celso Trindade

21ª Ilariê Dito/Cid Guerreiro/Marlene Mattos

22ª É Hoje Didi /Mestrinho

23ª Vai com Jeito Braguinha

24ª Turma do Funil U. de Castro/Milton de Oliveira/Mirabeau

25ª Nós, os Carecas Roberto Roberti/A.Marques Jr.

26ª Tesouro de Pirata Ziriguidum do Marcelão / Fuzuê

27ª Não quero Dinheiro Tim Maia

28ª Caiu na Rede Waldemar Camargo / Vicente Longo

29ª Sorte Grande Lourenço

30ª Vou festejar Jorge Aragão/Neoci/Dida

31ª Pó de Mico Nilo Vianna/Dora Lopes/Renato Araujo/Arildo de Souza

32ª Arerê Gilson Babilônia/Alaim Tavares

33ª Daqui não Saio Paquito/Romeu Gentil

34ª Transplante de Corinthiano Gentil Jr./Manoel Ferreira/Ruth Amaral

35ª País Tropical Jorge Ben Jor

36ª Balancê Braguinha/Alberto Ribeiro

37ª Superfantástico Edgard Pocas/J Badia/Difelisatti

38ª Na Base do Beijo Rita Mendes/Alaim Tavares

39ª Tindolelê Dito/Cid Guerreiro

40ª Zé Pereira Agostinho Silva/Zé Pipa

41ª Lepo Lepo Filipe Escandurra/Magno Santanna

42ª Touradas em Madrid Braguinha/Alberto Ribeiro

43ª Praieiro Manno Góes

44ª Dança da Mãozinha Ziriguidum do Marcelão

45ª Rebolation Nenel/Leo Santana

46ª Colombina yê yê yê João Roberto Kelly/David Nasser

47ª Dança do Vampiro Durval Lelys

48ª O Amanhã João Sergio

49ª De Bar em Bar, Didi, um poeta Franco

50ª Bota a Camisinha Chacrinha/João Roberto Kelly/Leleco