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Novo casal do Tuiuti borda nomes na bandeira da escola

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Recém-contratados no Paraíso do Tuiuti, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Raphael e Dandara, fez sua primeira apresentação na live comemorativa de aniversário da escola, na tarde deste sábado, e, apresentou uma novidade para o evento especial: os nomes foram bordados no pavilhão.

raphael dandara

“É uma honra estar defendendo essa pavilhão. Agradeço toda diretoria e ao presidente Renato Thor por essa oportunidade. É um privilégio vestir essas cores e passar na Avenida defendendo essa bandeira tão histórica do Tuiuti”, disse o mestre-sala.

“É uma honra estar chegando no Tuiuti. Para gente é o início de uma jornada. Uma parceria nova, que estamos apostando, e o presidente Thor apostou nessa parceria, nesse sucesso, para que a gente possa coloborar ainda mais com o carnaval do Tuiuti”, completou a porta-bandeira.

Luiz Antonio Simas: ‘O carnaval sobreviveu, apesar de tudo’

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O que as festas dizem sobre os grupos sociais que festejam? Qual é o sentido de se festejar? Há quem veja as festas como celebrações que alienam as comunidades das durezas cotidianas, representando ritos de esquecimento sem maiores profundidades. Há quem ache que festas são meros eventos desprovidos de sentidos mais amplos que o da celebração ligeira de datas estabelecidas pelo calendário. Ouso discordar dessas perspectivas.

Um dos primeiros pensadores a debruçar-se sobre o estudo das festas, o sociólogo Emile Durkheim percebia a relevância das festas como celebrações de efervescência coletiva que proporcionavam a superação da distância entre os indivíduos. As festas, neste sentido, representam espaços de reavivamento de laços sociais contrários ao da diluição comunitária. É na festa que o indivíduo se dissolve na coletividade, fortalecendo pertencimentos, estimulando sociabilidades e criando redes de proteção social dentro do grupo.

Duvignaud, outro que se dedicou a pensar as celebrações, viu na festa o poder negador, subversivo, anárquico. Uma liberação de si mesmo. A festa luta contra o individualismo e a decadência da vida em grupo.

No caso do Rio de Janeiro, é instigante recorrer a uma frase do poeta e compositor popular Laudenir Casemiro, o Beto Sem Braço. Instado a responder um dia por quê gostava tanto de festejar, o sambista respondeu: porque o que espanta a miséria é festa

E a grande festa da cidade é o Carnaval.

Mais do que a miséria econômica — e há evidentemente uma economia criativa que envolve as celebrações e precisa ser estimulada — a festa espanta misérias existenciais. Numa cidade marcada a ferro e fogo por séculos de escravidão, em que a exclusão social e espacial parece ter sido um projeto consistente dos homens do poder, as celebrações são frestas de incessantes reinvenções da vida, construção de identidades e renovação de pertencimentos ao território

Neste sentido, a gestão do prefeito Marcelo Crivella, absolutamente refratária ao Carnaval, demonstrou não apenas descaso com a cidade, mas intenção em destruir laços de pertencimento e ritos de celebração coletiva que escapassem às expectativas do grupo religioso/político ao qual o prefeito pertence.

Religiões criam laços de pertencimento, redes de sociabilidade, comunidades de afetos, senso de coletividade, sensação de proteção social, sentido de mundo etc. Cabe ponderar, todavia, que não são apenas igrejas, terreiros, mesquitas e sinagogas que criam isso: escolas de samba e blocos de carnaval, além de inúmeras outras formas associativas, também criam laços de pertencimento, senso de coletividade e afetos compartilhados a partir de elementos comuns.

Na disputa pelo poder político misturado ao mercado da fé, e na construção de solidariedade e pertencimento entre seus membros, a gestão Marcelo Crivella, adotou como uma de suas estratégias exatamente a destruição de outros laços de pertencimento, a partir de uma visão binária entre o bem e o mal, tentando fortalecer seu nicho de apoiadores pela desqualificação de outras formas de sociabilidade e saberes.

carnaval simas

A tentativa de intervenção do poder público nas culturas de rua não é invenção recente. No Rio de Janeiro, notadamente, as manifestações de rua são marcadamente caracterizadas pela enzima africana que catalisou de formas diversas as práticas culturais na cidade. O projeto civilizatório mais permanente das elites brasileiras — inscrito no tempo e no espaço — é o da incessante criação de estratégias de controle e domesticação dos corpos. O fim da escravidão exigiu redefinições nestas estratégias de controle e coincidiu com os projetos modernizadores que buscaram estabelecer, a partir da segunda metade do século XIX, caminhos de inserção do Brasil entre os povos ditos civilizados.

O controle dos corpos se articulou permanentemente ao projeto de desqualificação das camadas historicamente subalternizadas como agentes de invenção de modos de vida. Produtoras de cultura, enfim. Este projeto de desqualificação da cultura atuou em algumas frentes, especialmente na repressão aos elementos lúdicos e sagrados do cotidiano dos pobres – notadamente os afrodescendentes — e de tudo aquilo, enfim, que resiste ao confinamento dos corpos, criando potência de vida. A rua é o espaço por excelência destas práticas

Ao longo da história, a sobrevivência potente da rua como espaço de produção incessante de cultura deparou-se com pelo menos três instâncias que tentaram normatizá-la, cada uma a seu modo e com mais ou menos ênfase em cada conjuntura: a repressiva, a moral e a econômica.

A repressiva é representada pelo poder público e seu aparelho de segurança pública. A moral é representada pelo imaginário de festa de depravação dos costumes, segundo os conservadores, e de festa alienante e despolitizada, segundo setores progressistas. A econômica é representada por empresas, mídias, indústria do turismo etc. que veem a rua como um espaço propício à circulação de capitais, difusão de padrões de consumo, propaganda de marcas e similares

A maneira como a prefeitura do Rio de Janeiro lidou com as culturas da rua, e especialmente com o Carnaval, flertou ao mesmo tempo — e aí talvez esteja a novidade — com as três instâncias citadas acima, a saber:

1 – A ordenação em uma dimensão repressiva é amparada na ideia de manutenção da ordem urbana; um argumento justificável em maior ou menor escala, já que o funcionamento da vida cotidiana na cidade pressupõe o cumprimento de normas estabelecidas. O poder público pode jogar com este argumento para legitimar suas ações e a tendência é que parte da população apoie as ações assim justificadas.

2 – A moral responde, sobretudo, a um público específico do espectro político do prefeito evangélico. Transcende, todavia, este universo e tende a ter o apoio de setores conservadores em um arco mais amplo que o religioso. A rua (o terreiro) como o mal e a casa (a igreja) como o bem fundamentam a dicotomia tão cara ao discurso destes setores.

3 – A econômica responde pelo menos a dois interesses: ao de grupos empresariais interessados em capitalizar eventos de rua e ao de grupos de empresários do entretenimento em espaços fechados que acham que perdem público quando a rua se transforma em espaço prioritário para a realização, por exemplo, de rodas de samba e similares.

Entender estas três dimensões que se entrelaçam — a repressiva, a moral e a econômica — é a chave para entender uma gestão que encarou a rua a partir do trinômio “ordem, moral e dinheiro”.

Espremido entre o moralismo conservador, a satanização de certo pentecostalismo e o interesse de empresários do entretenimento, o Carnaval viveu anos difíceis, mas sobreviveu. Não por causa da gestão de Marcelo Crivella, mas apesar dela.

* Por Luiz Antonio Simas – Texto publicado no Relatório da Comissão Especial do Carnaval da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.

Sambista de corpo e alma nilopolitana! Simone Sant’ana carrega o amor pela Beija-Flor: ‘Minha vida é construída dentro dela’

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No ano de 1995, Simone Sant’ana, tinha 19 anos, era apenas uma estudante da antiga escola Anacleto de Queiroz, localizada à rua Pracinha Wallace Paes Leme, onde no mesmo endereço está localizada a quadra da Beija-Flor de Nilópolis. Sem contato nenhum com a agremiação azul e branca da Baixada Fluminense do Rio, ela foi convidada por suas amigas do período colegial para visitar um ensaio de quadra. Ali, a jovem encontrou o amor verdadeiro. O site CARNAVALESCO conversou com ela e descobriu uma sambista de corpo alma, tendo a sua vida profissional, pessoal, afetiva e social moldada na agremiação nilopolitana.

Simone foi aluna de Laíla, aprendeu tudo do quesito Harmonia, e hoje comanda o grupo ao lado de Válber Frutuoso, sob a direção de carnaval de Dudu Azevedo, esbanjando simpatia e com uma voz cheia de gratidão ao falar da escola que tem como referência sua comunidade. Ela se diz completa em pertencer à família Beija-Flor e nunca ter sofrido algum tipo de resistência ou boicote por parte dos homens em relação ao cargo que ocupa atualmente.

INÍCIO NA ESCOLA

“Eu tinha 19 anos e as minhas amigas da escola me chamaram para ir assistir um ensaio, fiquei impactada com tudo o que eu vi e fiz minha inscrição para a ala da comunidade. Dois anos depois o Laila me chamou para ser líder de comunidade (hoje chefe de ala), e três anos depois ele me convidou para trabalhar com ele. Fui responsável por fazer a montagem da escola na avenida, banco de dados de toda a comunidade, entrega de todas as fantasias, medidas e volantes nas ações de harmonia. Tudo isso até a saída dele após o título de 2018”.

DIREÇÃO GERAL DE HARMONIA

“Após o desfile de 2019, fui convidada pela direção da escola para assumir a harmonia junto com Válber. Eu tinha bastante bagagem para a função, decorrente todos os esse anos de trabalho na escola, a Beija-Flor presa por profissionais feitos dentro da comunidade, e, eu como muitos somos exemplos disso”.

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Simone Sant’anna desfilando pela Beija-Flor na Marquês de Sapucaí. Foto: Eduardo Hollanda

PRECONCEITO QUANTO AO CARGO NA ESCOLA

“Quando eu assumi, foi um desafio muito grande. Todos me abraçaram, não fizeram barreiras para a minha integração. Os homens que se encontravam na harmonia me abraçaram de uma forma nunca vista, fazemos todos os trabalhos juntos. Nunca sofri nenhum tipo de preconceito”.

NOVA BEIJA-FLOR

“As escolas possuem sempre o desafio de inovar. O carnaval passa por um momento de inovação, não dá para fazer carnaval como antigamente. Em 2017 começamos a tentar modernizar, foram alguns desfiles e entendemos que os torcedores e a comunidade queriam aquela Beija-Flor de luxo. Resolvemos voltar com característica nossa, junto ao moderno e acertamos. No último carnaval voltamos às cabeças e o campeonato em 2018”.

MARCAS QUE A ESCOLA DEIXOU

“Tenho muitas coisas boas marcadas na minha vida e todas elas foram a Beija-Flor quem me fez, minha vida é construída dentro dela. Viajei para diversos estados e países que nunca imaginaria como a África. Mas a maior marca que a escola fez foi a minha família, construí ela com a minha vivência nas atividades da Beija-Flor”.

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Simone Sant’anna com Dudu Azevedo e Válber Frutuoso no ensaio de rua da Beija-Flor. Foto: Eduardo Hollanda

SITUAÇÃO INUSITADA NA ESCOLA

“No ano do desfile de Iracema, em 2017, a proposta foi a comunidade ser a harmonia do desfile, todos nós quase, oitenta 80diretores, viemos fantasiados dentro das alas como componentes. Eu vim na primeira e foi uma apreensão do início ao fim. Estou acostumada a vir na lateral fazendo a escola evoluir e ali eu tinha que ir evoluindo como todos e era um nervosismo só”.

GABRIEL DAVID

“A gestão dele foi muito positiva à frente da escola e vai continuar fazendo esse trabalho ainda. Ele é novo e tem ótimas ideias para o carnaval em geral. Hoje, ele com toda essa experiência está fazendo parte da Liga e com certeza será um bem para todas as escolas”.

LAÍLA

“É uma pessoa que eu respeito muito, admiro muito como pessoa e profissional. Tudo o que eu sei e aonde eu cheguei dentro do carnaval, tenho gratidão… ele me ensinou tudo”.

ANÍSIO

“Ele é uma referência para todos da escola. Tem um papel muito forte na vida de muitas pessoas da comunidade, ele sempre teve um olhar de dar acesso e oportunidade para todos, desde estudo até trabalhos, eu sou uma prova disso. Ele tem essa filosofia que todos os presidentes e patronos deveriam ter e o Gabriel comprou essa ideia e não parou de exercer a verdadeira função da Beija-Flor, formar profissionais dentro da escola”.

SER BEIJA-FLOR

“É uma família muito grande e que zela pelo futuro do país, as crianças. Desenvolvemos diversas atividades sociais e educacionais para que elas sejam os futuros profissionais, como hoje eu e meus colegas somos. A Beija-Flor é essa união entre profissionais e comunidade”.

Cláudio Vieira: ‘O cavalo do Guerreiro’

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Sempre que o presidente Marquinhos dos Aneis passava um tempo afastado – geralmente, quando o Império estava no Grupo de Acesso – parecia um outro homem no retorno ao convívio dos representantes das Escolas do Grupo Especial. Voltava a ser afável e bonachão.

Um dos mais chegados ao presidente imperiano era Jorge Pedro, da Mocidade, um gozador profissional. Abraçou o companheiro, deu-lhe as boas-vindas e comentou sobre os indefectíveis aneis: – Estão maiores ou é impressão minha? Marquinhos abriu um sorriso. Eram as brincadeiras de sempre. Estava de volta, finalmente.

– Cresceram sim. – respondeu, exibindo as duas pirâmides invertidas. Jorge Pedro, curioso: – Botou mais ouro neles?! – Botei. – respondeu Marquinhos, vaidoso.

Jorge ficou examinando os dois aneis detalhadamente. O da mão direita trazia a Coroa Imperial sobre fundo negro; o da esquerda, a imagem do padroeiro do Império, o Santo Guerreiro.

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Aconselhou ao amigo: – Quando você colocar mais ouro nesse anel aqui, vai ter que botar no cavalo também. – Ué! Por que? – indagou Dos Aneis, intrigado. Pedro explicou: – Senão vai parecer que São Jorge está montado num pônei, ora.

Município do Rio chega a um milhão de pessoas vacinadas com a primeira dose contra a Covid-19

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A Prefeitura alcançou nesta quinta-feira a marca de um milhão de pessoas vacinadas com a primeira dose contra a Covid-19, o que representa 14,9% da população carioca. Se for levado em conta apenas quem tem 60 anos ou mais, esse índice sobe para 68,1% dos moradores do Rio de Janeiro nesta faixa etária.

Nesta quinta, foi a vez dos homens de 65 anos e dos profissionais de saúde de 56 serem imunizados. A Prefeitura espera chegar ao final de abril com todas as pessoas de 60 anos ou mais vacinadas.

Também nesta quinta, a Secretaria Municipal de Saúde inaugurou mais um ponto de vacinação extra, dessa vez na quadra do Cacique de Ramos, na Zona Norte da cidade. O movimento foi grande na sede do bloco carnavalesco, um dos mais tradicionais da cidade.

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Um novo ponto de vacinação foi inaugurado na quadra do Cacique de Ramos – Marcos de Paula/Prefeitura do Rio

A vacinação contra a Covid-19 a cada dia é destinada aos grupos prioritários indicados nos calendários oficiais divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde e que podem ser consultados no site coronavirus.rio. Nesta sexta-feira será a vez das mulheres com 64 anos receberem a primeira dose da vacina, além dos profissionais de saúde de 55 anos.

Harmonia em Jogo: a força da talentosa equipe da Grande Rio

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A série Harmonia em Jogo chegou na Acadêmicos do Grande Rio. O time é comandado por uma comissão composta por Andrezinho, Cacá, Clayton, Helinho e Jeferson e coordenado por Thiago Monteiro, diretor de carnaval, juntamente com intérprete Evandro Malandro, que atua também como diretor musical. Os trabalhos começam bem antes de todo o espetáculo na Avenida. Para o cantor, o trabalho é em dobro.

“Devido minha formação musical e experiência nesse trabalho a responsabilidade do cargo de diretor musical fica comigo. Dividido com meu violonista 7 Cordas (Davi Costa) e após a escolha do samba, nós analisamos e começamos a ver questões de arranjos, tonalidade e harmonia. Levo aos meus músicos: Andrezinho, Davi Costa, Bráulio e Xandão, para que possamos montar a partitura do samba com todas as divisões, métricas, andamento proposto pelo Fafá (mestre de bateria). A partir daí, começamos a elaborar um arranjo propriamente dito”, disse Evandro.

Quantos aos ensaios, que são o caminho para o título de um agremiação, o diretor de Carnaval afirma que são essenciais.

“Tanto os ensaios de rua como os de quadra são essenciais, mas embora o objetivo seja o mesmo (treinar a escola para fazer um bom desfile) são momentos e situações totalmente diferentes. Nos ensaios de quadra, estamos em um ambiente “controlado” no qual se é possível avaliar e corrigir e avaliar com mais precisão se a resposta dos segmentos ao samba, andamento, proposta de trabalho está acontecendo de forma efetiva. Percebemos se o entrosamento na execução do samba está bom entre bateria, músicos, cantores e demais atores que compõe o departamento musical. Já no ensaio de rua é aplicado de forma efetiva tudo que foi testado e acordado no ensaio de quadra. Na rua, tem a visão global de tudo que está sendo preparado para o desfile. Se na quadra tem a sintonia fina, na rua temos o que se aproxima mais da realidade de desfile. Conversa entre componente e público, execução da evolução e espontaneidade por parte do componentes, comportamento de segmentos”, contou Thiago Monteiro.

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A realização de ensaios separados com alas e setores é muito importante para a escola de Caxias. “Costumamos dizer que cada parte do corpo de desfile precisa entender aquilo que estará representando. Quanto mais específica e direta for a transmissão da informação, melhor o entendimento”, completou Thiago Monteiro.

Para Evandro Malandro, na Avenida, qualquer som que venha de fora atrapalha o bom andamento do trabalho. “Na verdade, qualquer som que venha de fora da avenida (drone, helicóptero e outros) atrapalham se estiver muito próximo da bateria ou carro de som, pois, os microfones de captação de bateria e dos cantores propagam esse som pela avenida inteira”, declarou o diretor musical.

hamonia grio2Thiago Monteiro se diz favorável para divisão do quesito Harmonia, no Grupo Especial, como já acontece na Série Ouro (antiga Série A), com a efetivação como subquesito o julgamento do carro de som de cada agremiação.

“Sou extremamente favorável, inclusive, quando tive a oportunidade de ser diretor de carnaval da Lierj, fui um dos responsáveis na criação da divisão do quesito Harmonia. Acho importante, pois, na prática, já se julga duas coisas em um quesito. Basta analisar com um olhar mais apurado para a “jurisprudência” do corpo julgador pela análise das justificativas em anos anteriores. Outro fator que acho favorável para essa divisão é se valorizar ainda mais o time de canto e cordas de uma escola. Os intérpretes oficiais, profissionais altamente qualificados, são avaliados dentro de um quesito que traz certa confusão para o grande público”.

‘Vou surfar nessa onda pela primeira vez’, diz Paulo Barros sobre novo enredo que promete ter o DNA do Tuiuti

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O Paraíso do Tuiuti apresenta no sábado, durante live comemorativa do seu aniversário de 65 anos, o novo enredo para o próximo desfile. O carnavalesco Paulo Barros não fará mais o “Soltando os bichos” e lançará um enredo com temática que nunca desenvolveu na Avenida Marquês de Sapucaí.

“O carnaval de 2021 ficou pronto, mas só no papel. Comecei a fazer novas pesquisas de trabalho e apresentei ao presidente (Renato Thor). Percebi que tanto eu quanto ele somos muito inquietos, estamos sempre buscando novidades, e foi aí que surgiu uma nova ideia de enredo. A única coisa que posso dizer é que vou “surfar” nessa onda pela primeira vez”, afirmou Paulo.

Ainda durante a live, o Paraíso do Tuiuti vai apresentar o novo primeiro casal da escola, Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane, e coroar a nova rainha de bateria, Thay Magalhães. Os principais sambas do Tuiuti serão cantados pelos intérpretes oficiais, Celsinho Mody e Carlos Júnior, com show do cantor Moacyr Luz. Haverá apresentação dos principais segmentos, como passistas e baianas.

Cláudio Vieira: ‘Entre dois amores’

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Quem me contou essa foi o lendário e saudoso mestre-sala da Portela, Benício, primo e companheiro de Wilma Nascimento, em tantas glórias. Dizia ele que o azar do Bibiu, ex-presidente de ala, foi ter-se apaixonado por uma fã do Roberto Carlos. Bibiu era um mulato alto, cabelo black power; e ela, filha de alemães, uma loura de olhos verdes, que vagavam
romanticamente pelo infinito quando ouvia as canções do Rei.

Um dia, para desespero do Bibiu, a loura bateu pé e saiu para assistir a um show do Roberto. O mulato teve uma crise de ciúmes e resolveu apelar. Misturou colorau, erva doce, orégano, alpiste, água e sal, virou o copo e, maquiavelicamente, espalhou a solução macabra na penteadeira. Parecia formicida, estricnina, uma receita do diabo.

Foi o que a loura imaginou quando chegou em casa, horas depois. E teve certeza imediata do “suicídio” quando viu Bibiu estirado na cama, fingindo-se de morto.

Entrou em parafuso, chorou e se disse arrependida por aquele vacilo momentâneo. Trocaria tudo no mundo, inclusive o Roberto, para ter o seu Bibiu de volta.

Emocionado, o sambista abriu os olhos, deu um largo sorriso e disse: – Você me ama!

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Bar do Zeca Pagodinho reabre com novidade no cardápio

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Após alguns dias fechado respeitando o decreto Municipal, o Bar do Zeca Pagodinho reabre ao público a partir deste final de semana, mas somente aos sábados e domingos, de 12h às 21h.

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A casa segue sem as habituais apresentações de música ao vivo e sua pista de dança está temporariamente fechada, funcionando apenas com música ambiente, e seguindo com todas as orientações e normas de saúde estabelecidas, a fim de proteger clientes e funcionários com total segurança.

Neste retorno, o chef Toninho Momo, apresenta uma novidade aos frequentadores do Bar. Ele incluiu no cardápio, um prato que promete ser um dos destaques da casa, o saboroso, o “Arroz com Rabada”, elaborado com arroz regado ao caldo da rabada, rabada desfiada, coentro e cebola frita (R$ 44,90 – individual). Além dele, não poderia faltar a tradicional “Feijoada do Zeca Pagodinho”, que vêm acompanhada de arroz branco, torresmo, couve, linguiça, farofa da casa e rodelas de laranja (R$ 44,90 – individual e R$86,90 – duas pessoas), entre outras opções sugeridas no menu.

Para entrar na casa, que tem um amplo espaço externo e trabalha, atualmente, com sua capacidade reduzida, é necessário o uso de máscaras. O Bar também coloca, à disposição dos clientes, álcool em gel na recepção, nas mesas e nos toilettes.

Vale lembrar, que os pedidos continuarão sendo feitos nas mesas, através do cardápio digital diretamente da tela do smartphone por ‘QR CODE’.

SERVIÇO:

Endereço: Av. das Américas, 8585 – Shopping Vogue Square – B. da Tijuca
Telefone: (21) 3030-9097
Horário de entrada: Sábado e Domingo: 12h às 21h.
Horário de funcionamento: Sábado e Domingo: 12h às 22h.
Capacidade: 50% do público
Faixa etária: 18 anos
Aceita todos os cartões de débito e crédito
Obs:
*Não fazemos reservas de mesas
*Entrada somente com máscaras
*Devido à pandemia não cobramos couvert artístico