Banzo ê Banzo ê vai embora
Ê saudade grande feito monte santo
Santifica o filho mais um rei do Congo
Meu retinto peito bate em ritmo de bombo
Tenho a força do axé ginga de Catupé
Agbê, gonguê rufam caixas de lembrança
Em São Paulo da esperança
Cor da pele fez lição
Nego véio ensinou
A talhar a… vida
Na coragem e na luta
Dessa gente perseguida
Sonho meu!
De Erê Ganga, Zumbí
Tantas páginas e livros
E miragens pela frente
Sonho meu
Desde cedo aprendi
Que o verbo resistir
Se conjuga no presente
Vencer as feridas (açoite cultural)
Arenas da vida (senzala social)
E ser bem amado (a luta ao fim servil)
Persistir no Brasil
É sangue de Palmares<
Nas veias emoção, nos palcos meus altares
Orixá da nação
Espelho a cintilar a arte
Um santo, a cruz da liberdade
A Santa Cruz é liberdade
Preto rei! Preto é rei
Nesse rio de Oxossi fiz o meu gongá
Preto rei! Preto é rei
Saravá Milton Gonçalves na coroa de Oxalá
Lendária porta-bandeira do carnaval carioca que inspirou várias gerações de mulheres sambistas, Maria Helena Rodrigues, 76 anos, é a homenageada de 2021 do projeto “Mães do Samba”, que o Museu do Samba realiza desde 2014, sempre no mês de maio. O troféu “Mães do Samba” será entregue à sambista no próximo sábado, 22 de maio, em transmissão realizada pelo canal Fita Amarela, no Youtube. A oitava edição do evento faz parte da programação da 19ª Semana Nacional de Museus, que o Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) está realizando entre 17 e 23 deste mês.
“Maria Helena é dona de um legado fundamental para a preservação do tradicional bailado dos casais de porta-bandeiras e mestres-salas; ela foi exemplo de garra e talento na Passarela do Samba e continua a influenciar porta-bandeiras de diferentes idades”, afirma Nilcemar Nogueira, fundadora do Museu do Samba.
A homenageada recebeu a notícia com emoção e bom humor. “Estou achando muito chique essa homenagem; para mim é importante que os sambistas sejam lembrados enquanto ainda estão vivos. Eu só tenho a agradecer ao Museu do Samba”, declarou a porta-bandeira, que estreou no carnaval do Rio de Janeiro há cinquenta anos.
Maria Helena foi seis vezes campeã do Carnaval pela Imperatriz Leopoldinense. Entre 1983 e 2005, ela dançou com seu filho Chiquinho na Imperatriz, formando um casal que transformou-se em referência dos desfiles na Marquês de Sapucaí. A dupla também deu aulas do bailado de mestre-sala e porta-bandeira para crianças da Vila Cruzeiro, comunidade do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, e da Vila Olímpica de Ramos.
Maria Helena nasceu em 1945, em São João Nepomuceno, Minas Gerais, e mudou-se para o Rio de Janeiro em 1960. Em 1971 estreou como porta-bandeira, aos 26 anos de idade, defendendo a Unidos da Ponte. Além da Imperatriz e Ponte, a sambista teve passagens pelas agremiações cariocas Unidos da Tijuca, Império da Tijuca, União da Ilha e Alegria da Zona Sul e pela Unidos da Vila Mamona, no Mato Grosso do Sul.
Sobre o Troféu Mães do Samba – Desde 2014, o troféu “Mães do Samba” é entregue pelo Museu do Samba a mulheres que são consideradas referências para a preservação e difusão da identidade do samba carioca, por meio de sua liderança em movimentos culturais e sociais e de sua luta pela valorização dos sambistas. A celebração acontece uma vez por ano, sempre em maio, mês em que se comemora o Dia das Mães.
Nas sete edições anteriores foram homenageadas sambistas como Tia Surica, Selminha Sorriso, Vilma Nascimento, Dorina, Tia Nilda, Tia Glorinha do Salgueiro, Ângela Nogueira, Dorina, Geisa Kety, Selma Candeia e Tia Gessi, entre outras.
Internado desde a semana passada para uma cirurgia de emergência após ter uma hemorragia cerebral o intérprete Dominguinhos do Estácio segue em sua recuperação.
“O paciente Domingos Ferreira tem progredido de forma regular. O mesmo mantém agora o quadro com sedação necessária, tendo uma mudança levemente delicada do último boletim”, informou o hospital.
Em fevereiro de 2020, Dominguinhos teve um infarto, e foi internado no Prontocor na Tijuca. Ainda no hospital, ele parabenizou a Viradouro pelo título de campeã do Grupo Especial de 2020. Durante a pandemia, o cantor fez uma live em agosto do ano passado para celebrar seus 79 anos.
O diretor de marketing da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, participou da última série de lives “Pensando a crise no samba”, na noite de segunda-feira, com Milton Cunha e mestre Casagrande. No papo, ele contou que a Liga quer ouvir os sambistas em plenárias na Liga.
“Lançamos uma pesquisa com objetivo de entender e ouvir as pessoas. Vamos marcar algumas plenárias na Liga para conversarmos com quem faz o carnaval, como casais, mestres de bateria, cantores, diretores de carnaval, carnavalescos e toda galera que faz o carnaval como um todo. Tem muita informação que é importante para gente entender o que pode ser melhorado. Trocar ideias e definirmos ordem de prioridades para o que podemos atender. Não vamos conseguir mudar tudo de uma hora para outra. Ainda não tivemos plenária depois da eleição na Liga. A primeira será com os presidentes e depois vamos definir datas para esses encontros”.
“Acho que o mundo ideal, sem dúvida, é que as escolas conseguissem arcar com os custos gerais sem depender de terceiros. Seria o mundo ideal. Mas até aqui todo mundo do carnaval não era bem estruturado como um todo. A crise do carnaval já existia antes da pandemia. Esse momento que estamos passando acredito que chegaria mais cedo ou mais tarde. A pandemia só acelerou esse processo. É ver como extraímos disso algo melhor para o futuro e que as próximas adversidades não sejam tão graves como essa agora”.
Confira mais sobre o papo.
Receita para o carnaval
“Em julho, na primeira quinzena, é quando entra o primeiro dinheiro do carnaval. Gostaria muito que fosse antes, mas acho improvável diante do cenário que estamos vendo pela frente. Acho que a gente talvez consiga alguns empréstimos antes disso para que a gente consiga trabalhar quando a Cidade do Samba abrir, que deve acontecer dentro dos próximos 15 ou 20 dias no máximo”.
Mudanças na estrutura do carnaval
“Algumas coisas básicas precisavam passar por uma mudança, como estão passando agora, para que a gente deixasse de depender única e exclusivamente de verba pública ou de um parceiro. Foi o que sofremos na transição do Eduardo (Paes) para o Crivella. A estrutura financeira do carnaval tem três pilares fundamentais hoje em dia: somos altamente dependentes da venda de ingressos, que é um super problema para o próximo carnaval, porque se a gente chegar lá na frente e não pudermos vender a mesma quantidade vendida até aqui a receita será afetada e já estamos preocupados para que caso aconteça, tenhamos o problema resolvido antes que atinja todas pessoas. Temos a verba da TV Globo que é fundamental. Se de um dia para noite a TV Globo para de cobrir carnaval, o carnaval está financeiramente ferrado. Não é chegar em outra emissora e conseguir a mesma verba. E o terceiro ponto é a verba pública. Quando tem o impacto em um desses três pilares você sofre como um todo”.
Carnaval como receita para Estado e Prefeitura
“O carnaval ficou em uma zona desconfortável e não mostrou para população e poder público o que entrega durante o ano. A gente não entrega só cultura, entregamos dinheiro durante o ano. Isso era um mito e deixou de existir. A pandemia mostrou para o poder público que se não tiver carnaval você sofre nas contas, deixa de ganhar dinheiro. Em nenhum momento do ano você, estado ou prefeitura, ganha tanto dinheiro como nos dias de carnaval. A gente vê a necessidade dos governantes que tenha carnaval no próximo ano”.
Contrato da Liesa com a prefeitura
“Conversamos sobre datas e queríamos antecipar o máximo possível esse pagamento. A gente precisa movimentar a engrenagem e a economia do carnaval, porque estão completamente estagnadas. Durante a reunião com o prefeito, chegamos a acertar alguns detalhes, inclusive, sobre a subvenção do próximo carnaval, não temos ainda o valor exato, mas entrará dentro do contrato que será assinado. Sabemos que teremos a verba e a entrada do dinheiro na primeira quinzena de julho. O contrato de cessão do Sambódromo vai englobar mais pontos do que normalmente englobaria entre Liga e Riotur, com todas regras”.
Reabertura dos barracões
“Eles tem que ser reabertos, precisamos voltar a trabalhar. Existem protocolos para reabrimos com total segurança para os trabalhadores. Não adianta liberar a Cidade do Samba sem dinheiro para trabalhar, porque muitas escolas possuem dívidas na rua e a gente da Liga está muito preocupada com isso. Queremos entregar o pacote completo: ambiente de trabalho, segurança e dinheiro”.
Liberação das quadras
“Acredito que será possível usar as quadras. Óbvio que não para fazer shows neste primeiro momento, mas algumas atividades não imagino que tenha problema, seguindo os protocolos e os decretos (sanitários) da prefeitura. Não vejo problema ter bares e restaurantes abertos e não podermos fazer workshop de dança e percussão. Não é permitido ensaio ou aglomeração em massa”.
Apoio do Estado
“O governador tem ajudado. Estamos no meio da negociação com o governo. É diferente da negociação com a prefeitura, que vem de verba direta. O Estado é sempre por um parceiro, como aconteceu com a Light e Refit. Nossa ideia é mantermos uma mesma linha, mas seria a entrega da Liga para esse parceiro apresentado pelo governo do estado. Temos uma reunião com um potencial parceiro marcada para o dia 31 deste mês para apresentarmos o projeto. O governador é muito próximo da Liga e a gente conversa quase que semanalmente com representantes do governo do estado”.
Marca do carnaval
“Todo mundo entende a grandiosidade de um desfile de escolas de samba, mas aonde a marca aparece, como e o que ela ganha em troca. Isso é um grande problema. Uma das prioridades dentro dessas mudanças iniciais que estamos fazendo é a reformulação do poder comercial do carnaval. Nos últimos desfiles, a gente não conseguiu ver aplicação de marca. Estou começando uma interlocução mais positiva com o mercado. Essa mudança comercial provavelmente vai melhorar e ampliar a experiência como um todo do consumidor no carnaval. As chancelas precisam ter um valor financeiro maior do que possuem hoje. Temos que criar ativações, como nos corredores do Sambódromo, que são mortos, quando chove fica cheio de água, é feio, fede e temos que melhorar isso como um todo. É um fato, se você quer trazer as pessoas para perto, tem que fazer que se sintam bem quando chegarem na Sapucaí”.
Outros gêneros musicais nos camarotes
“Há cinco carnavais você chegava perto do carnaval e sobravam carnaval. Nos últimos anos, nós não tivemos isso, sem mudança muito significativa do poderio de vendas ou de comunicação. Os super camarotes conseguiram crescer enquanto mercado e compram os camarotes que estavam faltando. Gera dinheiro direto nas mãos das escolas. Concordo que a gente tem que atrair mais atenção para o desfile, mas não é tirar tudo que está ali atrás. Funk, sertanejo e pagode você escuta todos os dias e os desfiles só acontecem naquela hora. Como você gera mais interesse para que vejam o que está acontecendo ali? Vamos entrar em outros critérios, como a falta de comunicação. Falta mostrar o que fazemos de melhor, com mais detalhes, de forma minuciosa. O desfile criou uma distância muito grande com quem não é sambista raiz. Desde o momento um, quando o enredo é lançado, temos que trabalhar a comunicação para o engajamento das pessoas. Não podemos nos fechar só no que vivemos e presenciamos. A gente sabe como é incrível, mas precisamos mostrar para que todas pessoas vejam isso. Quanto mais experiências você puder gerar ali maior será mais o espetáculo. A Sapucaí é mal planejada e precisamos reorganizar como um todo para esse tipo de problema (vazamento do som dos camarotes para pista” não aparecer”.
Desde às 4h era possível ver uma enorme fila no entorno da quadra da Unidos de Vila Maria, na Zona Norte de São Paulo. O local foi cedido para receber o velório do MC Kevin, morto no último domingo após cair do 5º andar da varanda do hotel em que estava hospedado, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. O corpo do cantor foi recebido com muitas palmas e fogos. A cerimônia foi aberta ao público até às 8h, após esse horário somente familiares puderam seguir no interior da quadra.
MC Kevin é natural de São Paulo, nasceu no bairro da Vila Ede, que fica próximo à quadra da Vila Maria. A relação do cantor com a agremiação era antiga, aos 12 anos participou da escolinha de futebol, projeto Social Vila Maria Um Caso de Amor, que funciona até hoje e já atendeu mais de 200 mil pessoas do bairro e do em torno. No domingo a agremiação já havia publicado em suas redes sociais uma nota de pesar e a noite desta segunda-feira, emitiu uma nota oficial falando sobre o velório do funkeiro e sua relação com a Vila Maria.
“O último adeus ao menino que encantou a quebrada.
Kevin Nascimento Bueno, mais conhecido como MC Kevin é cria do bairro da Vila Ede, próximo a nossa agremiação, e isso fez com que aos 12 anos de idade ele participasse da nossa escolinha de futebol, projeto Social Vila Maria Um Caso de Amor o qual até hoje já atendeu mais de 200 mil pessoas do bairro e região.
Kevin, sempre que tinha espaço na agenda de shows, fazia-se presente em nossos eventos sociais, como Dia das Crianças, Festa de Natal, e claro, em nossos ensaios de carnaval.
Hoje, em forma de despedida, iremos prestar essa homenagem por meio do último adeus, de forma que os fãs e admiradores do seu trabalho possam passar pela nossa quadra, com o respeito exigido e esperado de acordo com o momento difícil pelo qual a família do artista passa.
O portão será aberto ao público:
Das 5h às 8h. Em respeito às normas estabelecidas para o controle da pandemia, os fãs poderão entrar na quadra, prestar sua homenagem e sair em seguida, NÃO SENDO PERMITIDA A PERMANÊNCIA DENTRO DA QUADRA.
Entrada portão central localizado à Rua Cabo João Monteiro da Rocha, 448 e saída portão lateral.
Uso obrigatório de máscara.
A todos os fãs e amigos, pedimos a colaboração e compreensão para que nossa homenagem seja feita de forma organizada e respeitosa como a família merece. Não é um evento comemorativo, mas sim um momento de reflexão, fé e empatia. O recolhimento e os momentos de oração nos fazem pedir a colaboração para que não haja o uso de som alto ao redor da quadra novamente em respeito aos familiares e vizinhos.
Elevemos todos nossas orações ao “menino da quebrada” que emocionou tantos em sua breve e marcante passagem pela história do funk.
A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, publica, na próxima terça-feira (18/05), o edital “Cultura do carnaval carioca”, que disponibilizará R$ 3 milhões para grupos representativos da cultura do carnaval carioca. As inscrições começam no mesmo dia, às 9h, e poderão ser realizadas até 1º de julho, no site rio.rj.gov.br/web/smc.
“Na elaboração do edital, fizemos consulta pública, dialogamos com o Conselho Municipal de Cultura, especialistas e associações. Esse incentivo cumpre um papel tanto de fomento aos representantes da cultura carnavalesca, como uma forma de reparo pelo impacto da pandemia que atingiu os grupos responsáveis pela consolidação do carnaval de rua carioca”, destaca o secretário de Cultura, Marcus Faustini.
O incentivo destinará o recurso para 125 grupos que representam a cultura do carnaval de rua do Rio de Janeiro. Podem participar do edital blocos, bandas, bailes, turmas, fanfarras, cordões, cortejos e outros grupos e manifestações que se enquadrem nas exigências estabelecidas. A inscrição pode ser feita por pessoa física (representante do grupo, desde que se comprometa a repassar para os demais integrantes o valor), pessoas jurídicas com e sem fins lucrativos e MEIs.
O edital também tem como objetivo estimular a criação de produtos e conteúdos inéditos pelos grupos carnavalescos.
“O carnaval está no DNA de nossa identidade cultural, além de ser um forte ativo da economia da cidade. Esse edital é de reconhecimento e apoio num momento tão difícil”, ressalta Faustini.
As inscrições e o processo seletivo correrão de acordo com três linhas: Origens, Som e Estética.
Origens: Um vídeo com perfil de mini-documentário sobre a história do grupo ou um projeto de registro de memória. Serão contemplados 50 grupos com o valor de R$ 30 mil, cada.
Som: Uma composição ou arranjo inédito. Serão premiados 40 grupos com o valor de R$ 20 mil, cada.
Estética: Os grupos deverão confeccionar uma fantasia ou adereço original. Serão premiados 35 grupos com o valor de R$ 20 mil, cada.
Territorialização e desconcentração de recursos
Os projetos serão selecionados garantindo a descentralização do investimento para todas as áreas da cidade. Na seleção, serão valorizadas as propostas que se comprometerem em repartir o recurso entre o maior número de pessoas.
A Comissão de Avaliação será composta por representantes da sociedade civil e profissionais que atuam no âmbito do carnaval, da cultura popular, dos direitos humanos, da democracia e da diversidade cultural.
Após criar um clube de futebol, o Império Serrano vai entrar no ambiente virtual, com o Império Serrano E-Sports. O objetivo de mais um projeto, é revelar novos talentos no mundo dos games, num trabalho de inclusão social e digital.
“Desde que assumi a escola, estou buscando modernizar o Império Serrano. Foi assim com o time de futebol, que já nasceu grande, e agora com a equipe de esportes eletrônicos, que vem ganhando ainda mais espaço nos últimos anos. Em breve, vamos anunciar uma peneira digital aberta ao público. Os melhores serão selecionados e passarão a integrar a equipe do Império E-Sports”, conta o presidente Sandro Avelar.
No início do projeto, o Império estará em quatro lineups: PES, Fifa, Lol e Freefire. Os jogos são os mais populares, com competições que reúnem fãs de todos os cantos do planeta. Durante a pandemia, enquanto a economia mundial sofreu grandes perdas, a indústria de jogos eletrônicos cresceu em 30%. Outro dado importante é que, segundo a Pesquisa Game Brasil, 73,4% dos brasileiros jogam games.
Nas próximas semanas, o Império Serrano irá divulgar as próximas etapas do processo seletivo e da formação da equipe de E-Sports.
O sambista apaixonado pelas escolas de samba e pelos sambas-enredo ganhou um presentão para este período de quadras fechadas e muita saudade da nossa batucada. O intérprete, compositor e produtor, Leonardo Bessa, preparou o especial “A volta dos que não foram… lá na Sapucaí”. O início é nesta segunda-feira, a partir das 20h, e será exibido em formato de web série no canal da Leme Filmes, no YouTube, e como podcast no site CARNAVALESCO.
“Eu tinha essa ideia há algum tempo. Inicialmente, com os sambas do Salgueiro, mas com o tempo o leque foi se abrindo e vi a possibilidade de abranger para outras escolas também. Afinal, todas tem boas histórias de disputas de samba-enredo pra contar”.
Leonardo Bessa explicou como será a primeira temporada do programa.
“Inicialmente, nessa primeira temporada, teremos 5 episódios e 10 sambas serão relembrados. Teremos os depoimentos dos compositores envolvidos dando a sua visão daquela disputa. Mas, quando lançamos a ideia, surgiram tantas mensagens que prevejo mais algumas temporadas no futuro, porém precisaremos de apoio para essa empreitada. Quero agradecer a todos que embarcaram nesse projeto, em especial ao Ator Ailton Graça, que aceitou o meu convite para fazer a locução do texto de abertura e as vinhetas”.
Apaixonado por samba-enredo e um dos maiores conhecedores da área, Bessa afirmou que o projeto é apresentar a arte do compositor que milita no carnaval das escolas de samba
“O grande barato desse projeto é mostrar o quanto de arte se produz todos os anos em todas as escolas pelo Brasil afora e isso não pode morrer. Temos que enaltecer a importância das disputas de samba enredo nas escolas e valorizar cada vez mais os compositores que são os grandes responsáveis pela trilha sonora desta grande festa”.
Participam do projeto “A volta dos que não foram… lá na Sapucaí”, os músicos Raphael Gravino (violão) e Nilson Silva (cavaco). A apresentação é de Júlia Alan, a locução de Ailton Graça e a logomarca de Ney Júnior. A produção é do próprio Leonardo Bessa com a Leme Filmes. O apoio do site CARNAVALESCO, Estúdio do Cezinha e de Chico Frota.
Morreu neste domingo o prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), em decorrência de um câncer no sistema digestivo que avançou para metástase nos ossos e no fígado. Covas estava internado no Hospital Sírio Libanês, na capital paulistana, desde o dia 02 de maio. Aos 41 anos, divorciado, deixa um filho. Até o momento não há informações sobre o velório.
Bruno Covas ganhou visibilidade, entre outras coisas, por lutar pelo carnaval. Em julho do ano passado, diante o cenário de incertezas causado pela pandemia da Covid-19 se reuniu com a LIGA-SP e com os presidentes das escolas de samba para traçarem estratégias para o ano seguinte. Pouco tempo depois ficou decidido que a folia de 2021 seria cancelada, mesmo assim, a prefeitura manteve o repasse de R$ 33 milhões para as escolas de samba e blocos de São Paulo. Depois, o Ministério Público cancelou.
Em novembro do ano passado, a SPTuris e a Secretaria Municipal do Turismo assinaram um acordo prevendo apoio às 46 escolas de samba da cidade. “A Prefeitura de São Paulo esclarece que o Carnaval de São Paulo teve seu cancelamento anunciado nesta sexta-feira, 12 de fevereiro. O contrato firmado com a SPturis, ainda em 2020, é de R$ 33 milhões e neste momento estão sendo estudadas alternativas para aplicação nos desfiles de 2022”, dizia a nota oficial divulgada na ocasião.
Isenção de impostos para escolas de samba
Apaixonado pela festa e consciente da importância econômica e cultural para a cidade, sempre participou ativamente do espetáculo. Durante seu mandato, em 2019, sancionou a lei que isenta de impostos as escolas de samba e demais entidades que organizam o desfile no Sambódromo do Anhembi. No texto da lei, estão isentos de impostos barracões, sedes e quadras com finalidade carnavalesca, mesmo aqueles alugados. O projeto é dos vereadores Celso Jatene e Milton Leite, que é presidente de honra da Estrela do Terceiro Milênio.
Ainda em 2019, já lutando contra o câncer, participou da festa de lançamento do CD do Carnaval 2020, quando reassumiu seu compromisso com os sambistas e trabalhadores do carnaval.
“Reafirmo o meu compromisso com o carnaval de São Paulo. Enquanto a gente vê uma série de governos perseguindo a área da cultura, retirando dinheiro e querendo controlar, eu reafirmo meu compromisso com a cultura livre, que provoca, questiona e que gera emprego e renda. É por isso que a prefeitura aposta no carnaval de São Paulo”, disse o prefeito Bruno Covas à época.
Trajetória política
Formado em Direito pela Universidade de São Paulo USP e em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), começou na política ainda muito jovem. Em 1997 filiou-se ao PSDB e já em 2003 assumiu a presidência estadual da juventude da legenda. No ano seguinte foi candidato a vice-prefeito de Santos. Em 2006 foi eleito deputado estadual, no mesmo ano foi reconhecido pelo Movimento Voto Consciente como o parlamentar mais atuante naquela legislatura. Em 2010 foi reeleito alcançando a maior votação do estado de São Paulo. Em 2014 foi eleito deputado federal. Dois anos depois deixou a Câmara Federal para se dedicar à cidade de São Paulo, após ser eleito como vice-prefeito. O ano de 2018 foi emblemático, tornou-se finalmente prefeito de São Paulo e ganhou grande visibilidade nacional. Em 2020 destacou-se também pela atuação no combate à Covid-19 e permanecendo com notoriedade ao longo de 2021.
Luto no samba
Após a notícia da morte do prefeito Bruno Covas personalidades do samba lamentaram a perda de alguém que lutava pelo carnaval.