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Unidos de Padre Miguel inova com o concurso ‘Passista Plus e Trans’

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A Unidos de Padre Miguel abriu as inscrições para o concurso que irá escolher as novas passistas da escola. Com o objetivo de promover a inclusão social, o Boi Vermelho de Padre Miguel inovou com o concurso Passista Plus e Trans da UPM. Por conta da pandemia do coronavírus, as primeiras etapas do concurso serão totalmente online.

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Foto: Divulgação

Podem se inscrever mulheres Plus Size e mulheres Trans, maiores de 18 anos e que gostem de sambar. As inscrições devem ser feitas através do e-mail [email protected] e as candidatas precisam enviar nome completo, nome artístico, idade, peso, uma foto de corpo inteiro e um vídeo de 1 minuto sambando.

Ritmo Solidário atravessa a Ponte e contempla escolas de Niterói

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Na manhã de domingo o projeto Ritmo Solidário rompeu os limites do município do Rio, pela primeira vez, e realizou sua ação solidária no município de Niterói. Ao todo, 80 cestas básicas foram distribuídas para nove escolas da UESBCN (União das escolas de samba e blocos carnavalescos de Niterói), em evento realizado no teatro popular Oscar Niemeyer, localizado no Centro da cidade.

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Foto: Divulgação

O idealizador e presidente do projeto, China do Estácio, ressaltou que este é apenas o pontapé inicial da parceria com a Cidade Sorriso.

“Nossa intenção é contemplar também as escolas do grupo de acesso da cidade. Queremos e com a ajuda de todos vamos conseguir uma vez por mês realizar uma ação como esta em Niterói”.

A distribuição contou além dos ritimistas das escolas, com autoridades da cidade, que reafirmaram o compromisso de ajudar ao projeto. O Ritmo Solidário segue recebendo as doações de toda a sociedade civil em sua sede, no setor 10 do sambódromo da marquês de Sapucaí, na Rua Salvador de Sá. Empresas e pessoas que quiserem mais informações sobre o projeto, basta entrar em contato pelo direct do Instagram no @ritimosolidario

Com avanço da vacinação, Perlingeiro descarta reduzir desfilantes e público no Carnaval 2022

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Em entrevista ao jornal O Dia, na edição desta segunda-feira, o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Perlingeiro, falou sobre os desfiles do Grupo Especial no Carnaval de 2022.

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“Vamos fazer um carnaval inteiro. Não podemos começar a pensar que teremos somente metade do Sambódromo. Já temos os enredos escolhidos e a ordem definida. Os sambas estão prontos só esperando as lives das disputas. Será o maior carnaval de todos os tempos. São 70 mil pessoas na Sapucaí. Não tem como conferir se cada uma foi vacinada”.

Ainda na matéria do jornal O Dia, a presidente da Riotur, Daniela Maia, falou sobre os desfiles do ano que vem.

“Queremos fazer o maior carnaval de todos os tempos dando atenção a todos os detalhes para proporcionar uma festa sensacional. Conversei, e continuo conversando, com todas as pessoas que fazem essa festa ser incrível; e em breve – ainda em julho – anunciaremos o Caderno de Encargos dos blocos de rua de 2022. Posso adiantar também que estamos com um olhar atento para o carnaval da Estrada Intendente Magalhães, que será especialmente valorizado”, afirma Daniela Maia, presidente da Riotur.

Não deu! Império Serrano conhece primeira derrota na Série C do Carioca

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Muita emoção no primeiro clássico entre o Império Serrano Esporte Clube e o Belford Roxo, na tarde deste domingo, pela Série C do Carioca, que terminou com a vitória por 2 a 1 para o time da Baixada Fluminense. Allan e Hudson fizeram para o time apoiado pela Inocentes de Belford Roxo e Richardson diminuiu para a equipe imperiana. Com o resultado, o Império perde a invencibilidade na competição.

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Fotos: Magaiver Fernandes

O primeiro tempo foi muito truncado. Os dois times disputaram bem o comando do meio-campo. O time imperiano com muita posse de bola, dentro do campo do adversário, porém, o gol de Belford Roxo desestabilizou o Império.

O placar foi aberto aos 22 minutos do primeiro tempo. Após jogada pelo lado esquerdo do campo, o jogador de Belford Roxo foi derrubado dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, o Império Serrano levou seu primeiro gol da competição.

No fim do primeiro tempo, a equipe imperiana igualou o volume de jogo, mas não teve calma na hora de finalizar.

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No segundo tempo, o time imperiano buscou o empate, mas acabou sofrendo o segundo gol de Belford Roxo. Aos 35 minutos, Mamute entregou a bola para o adversário, no contra-ataque puxado por Hudson, o artilheiro bateu na saída do goleiro Léo Flores.

O Império Serrano descontou aos 46 do segundo tempo. Richardson marcou em cobrança de pênalti, mas foi tarde e o time não conseguiu manter a invencibilidade no Carioca. Presidente da Inocentes de Belford Roxo, Reginaldo Gomes, celebrou o resultado. “As duas equipes são novas. Sandro é meu amigo e fico feliz por esse jogo. É a primeira derrota deles. Se Deus quiser daqui a pouco volta o samba e o carnaval”.

O goleiro Léo Flores, do Império Serrano, falou sobre o resultado.

“Nunca é bom sair atrás. Lutamos, tentamos e tomamos o segundo gol em uma bola boba. Não pode entrar na pilha do jogo. O time era difícil. Perdemos um jogo, mas é botar cabeça no lugar, consertar os erros e daqui a pouco já tem outro jogo. Não tem muito tempo para reclamar. Ainda temos a guerra, classificar, jogar semifinal e depois subir”, afirmou o goleiro do Império Serrano Esporte Clube.

Ao site CARNAVALESCO, o técnico Marino analisou o jogo e derrota do Império. “Temos o nosso padrão de jogo. Não vamos alterar nada por causa de uma derrota. O time deles é bom e qualquer resultado poderia acontecer. Temos que ter mais paciência com a posse de bola. Temos que ter capacidade de matarmos o jogo quando tivermos oportunidades. Eles foram menos vezes e conseguiram fazer os gols”.

Depoimento de sambista: Thiago Acácio e sua história de superação

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Ao longo dos anos, na minha vida do samba, desde os meus 15 anos, quando estreei como intérprete na Estrelinha da Mocidade, eu sempre tive o prazer de ter um imenso carinho das pessoas que me acompanhavam e sempre me incentivaram e torceram pelo meu crescimento no carnaval. E, em meio a tanto carinho, por diversas vezes muitas pessoas que se mostravam preocupadas, vinham conversar comigo a respeito da minha saúde, pois a minha obesidade sempre foi visível a todos os olhos. Eu sempre recebi com muito carinho toda preocupação. Mas, eu ainda era muito jovem pra lidar com as responsabilidades que o processo de uma cirurgia bariátrica impõe.

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Foto: Arquivo pessoal

Nessa minha caminhada, tive a oportunidade de viver momentos incríveis no carnaval. Tive a oportunidade de integrar o carro de som da Mocidade Independente de Padre Miguel, em 2014, cantando com Dudu Nobre e Bruno Ribas, fui intérprete oficial do Engenho da Rainha, Unidos de Vila Kennedy, Unidos de Lucas e Feitiço do Rio. Tive diversas passagens pela minha querida Unidos de Bangu e também desfrutei da oportunidade de, por 2 anos, cantar ao lado do ídolo Neguinho da Beija-Flor, na Deusa da Passarela. Hoje, aos 27 anos sou intérprete oficial da Guerreiros Tricolores e integro o time de canto da Faculdade do Samba Barroca Zona Sul, em São Paulo.

Nota-se que o carinho das pessoas pelo meu trabalho falou mais alto que os olhares de julgamento e, pude galgar oportunidades muito importantes pra minha trajetória. Então, até aqui, só tenho a agradecer a todas e todos!

Mas, hoje, aos 27 anos, depois de um longo processo de acompanhamento psicológico e de amadurecimento em todos os âmbitos, me senti pronto para dar o passo que considero o mais importante da minha vida. No dia 19 de junho, realizei minha tão sonhada e esperada cirurgia Bariátrica. Uma decisão focada na minha saúde, no meu bem estar e na realização dos meus sonhos. Foi necessário viver esse processo no meu tempo, no meu ritmo e a hora chegou.

Então, aproveito esse espaço para agradecer a todos que me acompanharam até aqui, todos que se preocuparam, que torceram e principalmente a todos aqueles que nunca deixaram de acreditar no meu trabalho. Nasce um novo Thiago, um Thiago que se ama, se cuida e que está pronto para seguir sua trajetória em busca das oportunidades e da realização dos seus sonhos!

E que os anjos digam amém!
O show está só começando!
Avante!

Testagem da vacina no Rio conquista moradores de Paquetá

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A Prefeitura do Rio fez neste domingo a vacinação contra Covid-19 de toda a população em idade elegível da Ilha de Paquetá (a partir de 18 anos), incluindo gestantes. O projeto “PaqueTá Vacinada”, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), visa avaliar os efeitos da vacinação em larga escala na população e é aprovado nos Comitês de Ética em Pesquisa do município e do Ministério da Saúde.

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Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, agradeceu, em seu discurso, a adesão dos moradores da ilha ao projeto que envolveu, entre quinta-feira e sábado, a testagem de 2.759 moradores, incluindo 421 crianças, das quais 21% apresentaram exposição ao coronavírus.

“É um momento muito triste; são 500 mil mortes no Brasil, e todos lamentamos muito por isso. É um momento de profunda tristeza, de luto, mas é também o momento de a gente ter esperança e tentar reconstruir um novo futuro. E aqui em Paquetá a gente espera que esse futuro chegue antes. Nossa expectativa é que essa região seja um símbolo para todo o País e que mostre o efeito da vacina em massa na vida das pessoas. A gente espera que a vacina continue salvando vidas, que seja a esperança para colocar não somente a Ilha de Paquetá, mas o Rio de Janeiro e todo o Brasil, em um futuro melhor. A gente estava esperando que entre 20 e 30% das pessoas daqui aderissem à coleta de sangue, mas 70% aderiram à pesquisa. Meu agradecimento profundo a todos os que se voluntariaram”, disse Soranz.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, considerou a imunização em Paquetá uma “pesquisa fundamental”:

“Uma pesquisa fundamental para avaliarmos o impacto da vacina, que com muito compromisso, com muita responsabilidade, a Fiocruz entrega ao nosso Sistema Único de Saúde. A Fiocruz se sente muito honrada por participar de uma iniciativa construída em conjunto com a Prefeitura do Rio de Janeiro, com a Secretaria Municipal de Saúde e o com o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde”.

A população da ilha abraçou o projeto, que é realizado pela SMS com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nos três dias, quase 70% dos moradores compareceram aos postos de testagem, na Unidade Integrada de Saúde Manoel Arthur Villaboim e no Paquetá Iate Clube, onde responderam também ao inquérito epidemiológico. Por dia, cerca de 200 profissionais de saúde e voluntários auxiliaram no atendimento à população insulana.

Crianças e adolescentes passaram por testes rápidos e os maiores de idade fizeram coleta de sangue para exame sorológico. As amostras de sangue foram levadas de helicóptero para a Fiocruz, onde serão analisadas em laboratório. Ao longo de 12 meses, os moradores serão monitorados e uma parte deverá ser chamada para repetir os exames para acompanhamento e verificação dos anticorpos adquiridos após a vacinação com a primeira e com a segunda doses.

O acompanhamento da população da ilha terá por objetivo avaliar a segurança do imunizante e como a vacinação em massa atua na proteção também de pessoas que não foram vacinadas, como é o caso das crianças e adolescentes. Além de observar se a primeira dose da vacina será capaz de evitar a transmissão dos casos na região ou se isso só acontece efetivamente após a segunda dose, que será aplicada a partir de oito semanas.

Paquetá tem uma população de 4.180 moradores cadastrados na Estratégia Saúde da Família, dos quais 3.530 são maiores de 18 anos. Até sábado (19), já haviam sido aplicadas na ilha, pelo calendário para todo o município, 1.971 primeiras doses (D1) e 1.344 segundas doses (D2). Neste domingo, todo o restante da população elegível está sendo imunizado com a AstraZeneca. As 17 gestantes da ilha tomam a dose da CoronaVac, seguindo recomendação do Ministério da Saúde para este público.

Homenagem! Eduardo Paes revela ao CARNAVALESCO que a Cidade do Samba 2 vai receber o nome de Laíla

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Após pedidos de sambistas, inclusive, do site CARNAVALESCO de colocar o nome de Laíla no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, revelou na noite deste sábado que pretende dar o nome do sambista para a Cidade do Samba 2, que abrigará os barracões das escolas do Grupo de Acesso, a Série Ouro, comandada pela LIGA-RJ. O palco oficial dos desfiles seguirá, por merecimento também, com o nome do professor Darcy Ribeiro.

Homenagem! Paes revela ao CARNAVALESCO que Cidade do Samba 2 vai ser chamada de Laíla
Paes revelou ao CARNAVALESCO a primeira imagem do projeto da Cidade do Samba 2

“Sambódromo vai continuar homenageando o grande brasileiro Darcy Ribeiro. Quero muito ter recursos para fazer a Cidade do Samba 2 para as Escolas do grupo de acesso. Já estamos detalhando o orçamento. Essa vai se chamar Laíla”, disse Paes.

Mais cedo, o prefeito tinha informado que a Cidade do Samba 2 ficaria em um terreno que a Prefeitura do Rio comprou do Exército, no seu último governo, entre a Quinta da Boa Vista e o Maracanã, na Zona Norte da cidade. Porém, depois Paes explicou que o terreno foi cedido ao Museu Nacional. “O terreno pelo que vi foi cedido ao Museu Nacional. A ideia de construir permanece. Vamos estudar alternativas viáveis. O Laíla certamente será homenageado”.

O presidente da LIGA-RJ, Wallace Palhares, comemorou a informação que a Prefeitura do Rio já trabalha na execução orçamentária para a construção da Cidade do Samba 2.

“É uma grande honra ter o nome do Laíla na Cidade do Samba 2. O Laíla sempre preservou a memória do samba, um grande mestre do samba e que sempre teve os pés no chão. O prefeito está com o sambista e não nos decepciona ao dar esse espaço tão fundamental para gente. É honra e dignidade para todas escolas de samba. É o marco na história do carnaval do Grupo de Acesso”, afirmou Wallace Palhares.

Cidade do Samba 2 é o sonho do Acesso

A construção da Cidade do Samba para o Grupo de Acesso é um sonho de todas escolas de samba. Atualmente, eles vivem abandonadas na Zona Portuária do Rio de Janeiro e sem nenhuma estrutura. O Grupo de Acesso, chamado de Série Ouro, comandado pela LIGA-RJ, é formado por 15 escolas de samba, que desfilam na sexta-feira e sábado de carnaval no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

Arraiá da Mangueira no Youtube terá participação do público de casa

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Ainda respeitando o distanciamento coletivo, mas pensando em oferecer um pouco de diversão para toda nação mangueirense, a Estação Primeira realizará, após o grande sucesso em 2020, o segundo Arraiá da Mangueira através do seu canal no Youtube. A festa virtual acontecerá neste domingo, dia 20 de junho, a partir das 14h.

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Vai ter muito samba-enredo, com o intérprete oficial da agremiação, Marquinho Art Samba, bateria da Mangueira, comandada pelo Mestre Wesley Assumpção e, claro, forró com o Trio Os Nordestinos e quadrilha.

Mas quem pensa que a distância será um problema, pode tirar o cavalinho da chuva. A interatividade será um dos pontos altos da festa para quem participar através de suas casas. O correio do amor estará liberado e brincadeiras como a caracterização mais divertida, corrida na colher e pescaria, poderão render muitos brindes.

O evento acontecerá no Imperator – Centro Cultural João Nogueira, e conta com o apoio institucional do Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

Será uma grande festa para animar seu almoço na tarde de domingo. A decoração está lindíssima e o clima junino garantido. Acesse o canal do Youtube da Mangueira – https://www.youtube.com/estacaoprimeirademangueira – e participe!

É da Vila e não tem jeito! Integrantes da Vila Isabel homenageiam mestre Mug

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Os apaixonados pela Vila Isabel desceram o Morro dos Macacos na manhã deste sábado para homenagearem Amadeu Amaral, o lendário mestre Mug, no velório e enterro no cemitério do Catumbi, na Zona Norte do Rio. Ele comandou a bateria da escola do bairro de Noel por mais de 30 anos e faleceu na sexta-feira.

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Fotos: Diogo Sampaio

Do lado de fora do cemitério, integrantes da Vila Isabel estenderam um bandeirão da escola, enquanto mais de 30 ritmistas tocando em homenagem ao eterno mestre Mug.

Intérprete oficial da Vila Isabel, Tinga, conversou com o site CARNAVALESCO e agradeceu o ensinamento que recebeu de Mug.

“O Mug representa o início de tudo. Aprendizado muito grande. Deixou um legado muito grande para nós sambistas. Comecei muito cedo na Herdeiros da Vila (escola mirim) e o Mug já era o mestre da Vila. Ele sabia direitinho o andamento do samba que eu gostava. Fica a saudade”, disse Tinga.

Um dos maiores mestres de bateria do carnaval, Odilon, esteve no velório de Mug e falou do amigo. “O jeito que ele comandava deixa inspiração para muita gente. Ele me ensinou muita coisa. Ele achava a afinação com o dedinho no ouvido. Fica o vácuo para gente. Sua trajetória no carnaval foi fantástica. Partiu um amigo e que deixou muito legado”.

Mestre Rodney, da Beija-Flor, esteve presente e confessou que foi ritmista de Mug na Vila Isabel. “Fui ritmista do Mug. Minha formação musical de ritmista foi na Vila Isabel, com o Mug. Ele era uma pessoa bem, íntegro, vai fazer muita falta”.

‘O mundo do samba perde uma das grandes estrelas do carnaval’, diz Macaco Branco sobre Mug

Herdeiro de Mug no comando da bateria da Vila Isabel, mestre Macaco Branco enalteceu a importância de Mug para o carnaval.

“Mestre é um dos maiores mestres da história do carnaval. Sempre foi minha referência. Ele que me descobriu. Ficava 24 horas com ele na quadra. O Cassiano, filho dele e que inventou meu apelido, é um grande amigo e está com a gente como auxiliar de bateria. Mug é um dos caras que mais formou ritmista no carnaval. São mais de 600 ritmistas que saíram da Vila Isabel e do Morro dos Macacos. A galera da bateria é muito presente na escola. É uma honra estar aqui e prestar homenagem para o meu mestre. O mundo do samba perde um dos seus grandes baluartes e uma das grandes estrelas do carnaval’.

‘Ele me tirou do tráfico e me colocou no samba’, diz Cassiano, filho de Mug

Cassiano Lima, filho de Mug, comandou a bateria no velório. Ao site CARNAVALESCO, ele falou sobre o pai.

“Meu pai foi tudo pra mim. Me ensinou. Ele me tirou do tráfico e me colocou no samba. Em comunidade, a gente tem um caminho: jogador de futebol, bandido ou músico. Preferi a música. Tenho orgulho em ser filho dele. Me ensinou muito a disciplina. Tenho carinho muito grande pelo mestre Macaco Branco. Quero honrar a bandeira dele. Agora, vou levantar a bandeira. Não posso vacilar. Meu objetivo é ser respeitado pelo mundo do samba e o samba respeitar o legado que meu pai deixou”.

Agradecimento ao mestre Laíla! Sambistas de diversas escolas participam da despedida

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A despedida de Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, que faleceu na sexta-feira, na manhã deste sábado no cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio de Janeiro, teve a participação de sambistas de diversas escolas de samba. A maior prova do reconhecimento do legado deixado por Laíla para todo o mundo do carnaval foi falada pelo diretor de carnaval da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Elmo José dos Santos. Em virtude de ter testado positivo para Covid-19, o velório foi realizado em ar livre e no momento do sepultamento apenas a família pode ficar mais próxima do caixão.

Agradecimento ao mestre Laíla! Sambistas de diversas escolas participam da despedida
Fotos: Diogo Sampaio/Site CARNAVALESCO

“Como diretor de carnaval era ímpar, um mestre e craque. Se o carnaval deu esse salto de qualidade nós temos que agradecer ao Laíla. Ele nos ensinou muito. Era um cara dedicado, não só na Beija-Flor, que teve mais títulos, mas a bandeira do samba. Perde o carnaval, os amigos e perdemos nosso grande professor. Devemos respeitar os velhos mestres do passado. O Laíla foi o livro que nos ensinou tudo”, disse Elmo, em entrevista ao site CARNAVALESCO.

Elmo citou que Laíla era fundador da Liesa. “O Laíla, além de fazer a produção dos sambas-enredo para o disco, era fundador da Liesa. Um dos poucos fundadores vivos. Como diretor de carnaval, eu tenho o máximo respeito por esse mestre. Trouxe a bandeira da Liga, ele era nosso benemérito. Na primeira plenária, com certeza, faremos uma grande homenagem. Ele será sempre lembrado e homenageado. O samba precisa desse momento, porque estamos perdendo nossas referências”.

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Claudinho e Selminha: gratidão para Laíla

O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Beija-Flor, Claudinho e Selminha, que foram levados para escola por Laíla demonstraram muito carinho ao diretor na despedida neste sábado.

“Foram quase 30 anos com o Laíla. A gratidão por ele é eterna. Ele vislumbrou na gente como um grande casal para Beija-Flor. Confesso que no começo me assustei. A gente estava indo para uma escola competitiva, organizada e que nos dava chance para crescermos. Ele nos ensinou a superar o medo, não desistir dos sonhos e o que pensamento tem que ser coletivo”, disse Selminha.

“É uma perda imensa. Trabalhei com ele durante 25 anos. A maioria das pessoas agradece a ele pelo aprendizado. Falo também em questão de vida, profissionalismo e conhecimento de carnaval. Laíla tinha uma qualidade incrível. Vasto conhecimento musical. Era muito técnico. O sentimento é de filho que perdeu um pai. Tinha o jeitão dele, mas sempre competidor. Tudo que falava era para o bem, o certo, a vitória. Só queria ganhar, ganhar e ganhar”.

‘Ele estava triste por não estar no carnaval’, diz o coreógrafo Patrick Carvalho

O coreógrafo Patrick Carvalho, do Salgueiro, esteve presente no velório e falou da importância de Laíla para o carnaval. “A gente se falava muito. Todo dia eu ia na casa dele. Laíla era uma criança apaixonada por carnaval. Ele vem do morro, com o samba dentro dele. A diferença de idade era muito grande, mas o Laíla me ensinava tudo. Ele estava muito triste. Não podia fazer a coisa que mais gostava, que era trabalhar e falar de carnaval. Eu fiquei do lado dele. Perco meu maior professor, meu amigo”.

‘Perdemos um professor’, diz mestre Paulinho

Baianas, carnavalesco, diretores de carnaval e harmonia, e, demais segmentos das escolas de samba prestaram homenagens para Laíla. Campeão na Beija-Flor com o sambista, mestre Paulinho, que hoje não participa de nenhuma agremiação, elogiou o amigo.

“É uma perda irreparável. Melhor presente foi a gratidão dele ter me convidado para Beija-Flor. Devo muito ao Laíla. Sempre amei ele. O samba aprendeu e copiou o trabalho do Laíla. Ele me ensinou para muita gente o que é o carnaval. Perdemos um professor”, disse.

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‘Ele ressaltava todas comunidades’, diz Fran-Sérgio

Parceiro de trabalho e amigo pessoal de Laíla, o carnavalesco Fran-Sérgio citou a relação de quase pai e filho que tinha com o diretor de carnaval.

“Minha relação com ele era como de um pai. Conheci ele quando comecei a trabalhar na Beija-Flor, como desenhista, em 1994. Ele sempre me incentivou, me projetou. Falava que eu tinha muito talento, que era da comunidade e tinha que crescer. É uma pessoa que merece todas homenagens. A gente se falava praticamente todos os dias”, disse.

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‘Laíla era uma pessoa fantástica’, diz diretor de carnaval do Salgueiro

Diretor de carnaval do Salgueiro, Alexandre Couto, explicou o sentimento da perda de Laíla para o carnaval. “É muito triste. Ele era salgueirense. Começou lá no Salgueiro. Expandiu toda sua sabedoria para o carnaval. Foi um grande colaborador do samba. Uma perda dessa maneira, com essa doença maldita (Covid-19), é difícil de superar. O sofrimento é difícil. Ele passava ensinamento para todo mundo. É um momento difícil para o Salgueiro e todas escolas de samba. Tenho marcada a palavra dele: fantástica. Tenho maior orgulho de falar isso que ele dizia sempre”.

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‘Fui uma criação dele’, diz mestre Rodney

Mestre Rodney, comandante da bateria da Beija-Flor falou sobre o legado de Laíla.

“O melhor legado possível. De acreditar nas pessoas. Ele fez isso com muita gente. Fui uma criação dele. Ele tinha esse dom, de acreditar. Para o carnaval, a palavra que resume o Laíla é gênio. Eu só posso agradecer”.

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‘A história dele é muito grande’, diz Dudu Azevedo

Diretor de carnaval da Beija-Flor, Dudu Azevedo, falou com o site CARNAVALESCO sobre Laíla. “Era um sambista nato. Como direção de carnaval, ele era perfeccionista. Tirava o melhor das pessoas. É o grande legado. Nunca entrou na Avenida sem ter certeza do que estava fazendo. Ele me disse várias que carnaval era coisa séria. A seriedade dele de colocar o carnaval na Avenida é o legado que temos que levar para sempre. Hoje, eu não posso pensar no peso de estar no lugar do Laíla, porque a história dele é muito grande. Tenho certeza que vou ficar na Beija-Flor por muito tempo e deixar no patamar que ele deixou, que é uma escola vitoriosa”.

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‘Laíla lançou muita gente no carnaval’

O maestro Jorge Cardoso enalteceu o trabalho com Laíla na gravação dos sambas-enredo. “Comecei com um chamado dele para estar na direção de coro e depois fiz os arranjos. O Laíla foi pioneiro. Ele criou a gravação do disco de samba-enredo, com o seu Zacarias, que também já faleceu. A cada ano ele trazia uma novidade. Sempre buscava melhorar. Laíla lançou muita gente no carnaval. Ele revolucionou. Sempre estava preocupado em melhorar o samba. Sempre me deu liberdade para criar”.

‘Ele sempre reconheceu o sambista’, diz compositor Junior Trindade

O compositor Junior Trindade, vencedor de sambas-enredo na Beija-Flor, falou sobre a relação com Laíla.

“Ele foi inspiração de todo compositor, de todo sambista. Foi um cara que sempre prezou pela obra. Para ele, o importante era a qualidade do samba. Dava bronca, mas também afagava. Uma das últimas vezes que falei com ele, nós conversamos sobre o samba não perder suas características. Foi o último mestre do samba. Ele sempre reconheceu o sambista”.

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Samir Trindade, irmão de Junior e também compositor falou do legado de Laíla para o samba-enredo e o carnaval. “Foi o cara mais apaixonado pelo samba-enredo que conheci. Todas vezes que apresentei meu samba para ele, sempre escutei que ele queria escutar o samba bom, sem se preocupar sobre horário de desfile. Um cara extraordinário, muito honesto, um líder nato. É o maior mentor da história da Beija-Flor. O legado de sambas com melodias e cadência de samba-enredo vou sempre levar comigo. Vim de uma periferia para disputar samba na Beija-Flor e ele acreditou na nossa obra. Um grande amigo. Vou lembrar também das broncas do Laíla e da relação que a gente tinha de amizade. Fica muita saudade”.