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Cidade do Rio de Janeiro imunizou 92% dos idosos e 20% de toda a população

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A cidade do Rio de Janeiro já vacinou mais de 1,35 milhão de cariocas com a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Isso representa 20% de toda a população, neste grupo estão incluídos os idosos (grupo prioritário acima de 59 anos), que já estão 92,6% vacinados. O ritmo de vacinação na capital fluminense é um dos mais acelerados entre as capitais do país.

vacinados

“É uma grande conquista. Hoje, a gente encerra a vacinação dos idosos com mais de 60 anos. E amanhã tem a repescagem. São os grupos que mais internam e têm mais chances de evoluir a óbito. A principal estratégia de vacinação é reduzir o número de internações, casos graves e óbitos”, disse o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, durante a divulgação do 16º Boletim Epidemiológico da Covid-19, no Centro de Operações Rio (COR).

Embora o número de idosos vacinados até agora seja muito bom, Soranz lembra que essa é apenas a primeira dose. É muito importante que todos voltem aos mesmos postos em que receberam a primeira dose no prazo determinado para tomar a segunda. O secretário de Saúde disse que a meta é não deixar ninguém com 60 anos ou mais sem vacinar.

“A Prefeitura começa agora uma cruzada para identificar idosos que ainda não se vacinaram. Vamos cruzar os bancos de dados. Agentes comunitários, médicos e profissionais de equipes da saúde da família vão intensificar a busca ativa de todos os idosos acamados e qualquer outro idoso na cidade que não se vacinaram”, informou Soranz, ressaltando que a partir de agora os idosos que ainda não receberam a primeira dose podem procurar qualquer posto para se vacinar.

Sem auxílio e previsão de apoio, sambistas criam hamburgueria ‘Apoteose Burger’ inspirada nas escolas de samba

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Os sambistas, desamparados pelo poder público, estão correndo em busca de novos caminhos para sobreviverem na pandemia da Covid-19, que não tem previsão de término, ainda mais em um país que a vacinação caminha com passos de tartaruga. Um dos exemplos de reinvenção é a hamburgueria “Apoteose Burger” (conheça a página no Instagram), que funciona no iFood, pelo telefone (21) 3129-2467 ou pelo WhatsApp (21) 97359-2283. A entrega é feita na região da grande Tijuca, Grajaú, Andaraí, Maracanã, Vila Isabel, Usina, Engenho Novo e Aldeia Campista.

“Hoje estamos com hambúrgueres de sete escolas no cardápio: Mocidade, Salgueiro, Império Serrano, Mangueira, Beija-Flor, Portela e o Pedra Preta (Grande Rio). Também já estamos com a receita do Vila Isabel e do Viradouro, em breve serão lançados no nosso cardápio. A ideia é completar o total de 13 hambúrgueres inspirados em mais agremiações, que serão divididos nas linhas de hambúrgueres tradicionais (já existentes), hambúrgueres de picanha e hambúrgueres artesanais. Além dos sanduíches, temos as bebidas e nossas “Batatas Apoteóticas”, que levam bacon, cheddar cremoso e linguiça na composição. E, junto às novas linhas de hambúrgueres, lançaremos também o cardápio de combos para mais de uma pessoa, carinhosamente batizados de: Combo Arquibancada, Combo Frisa, Combo Camarote e Combo Credenciados, junto com sobremesas, contendo: milk-shake, sorvetes, mousses, petit gâteau, doces, tortas e afins”, disse Felipe Rangel, que trabalha com a mãe Sandra Moura.

O responsável pela “Apoteose Burger” contou como surgiu a ideia da hamburgueria.

“Com o avanço da pandemia, e consequentemente da quarentena, ficamos sem a previsão do próximo carnaval e precisávamos nos reinventar profissionalmente, como muitas pessoas também fizeram. Já havíamos trabalhado com a hamburgueria antes, mas foi algo passageiro, e neste ano de 2021 decidimos voltar com o delivery inspirado nas escolas de samba. Ao mesmo tempo que é uma fonte de renda, acaba se tornando um meio de manter o samba e o carnaval pulsando entre a gente”.

Mãe e filho atuam na produção de croquis para algumas escolas locais e de fora do Rio, além de trabalhar em barracão com alguns carnavalescos como desenhista e assistente.

“Temos um atelier de figurinos, onde confeccionamos fantasias e adereços para musas, musos, rainhas de bateria, destaques e porta-bandeiras. Durante o ano, o foco são os projetos e elaboração de croquis das fantasias e alegorias no barracão. E em paralelo, no ateliê, a produção de figurinos e peças para os eventos de quadra, eliminatórias e finais de samba, shows avulsos, apresentações, ensaios semanais, etc. Quando o mês de novembro se aproxima, começam os preparativos para os ensaios técnicos e os desfiles, com a confecção das fantasias, e um mês após o carnaval tudo iniciava-se novamente. Logo, havia trabalho de maneira recorrente o ano inteiro”.

O impacto da Covid-19 das escolas de samba é devastador. O empreendedor Felipe Rangel revelou a ausência do trabalho no carnaval fez migrar para outras áreas.

“O carnaval é nossa fonte de renda. Uma vez que ele se encontra estagnado, sem qualquer tipo de previsão, nós acabamos perdidos por um tempo, sem uma direção a tomar. Moramos de aluguel, temos outras despesas fixas e a ausência do trabalho no carnaval nos fez migrar para outras áreas profissionais, e a principal delas foi a de empreendimentos. Para ajudar a suprir a falta de trabalho no carnaval, minha mãe começou a fabricar máscaras e outras peças de artesanato, e conseguimos vender alguns cosméticos pela internet. Sem qualquer previsão ou posição sobre o auxílio para os profissionais autônomos do carnaval (que não são filiados a escolas de samba), nós seguimos prestando alguns serviços avulsos em nossas áreas de formação acadêmica e otimizando a hamburgueria”.

Veja imagens de alguns dos hambúrgueres da Apoteose Burger e faça seu pedido:

mangueira burger

beijaflor burger

salgueiro burger

imperio burger

 

 

Internado desde março, mestre Mug precisa de doação de sangue

Mestre Mug, que por mais de 30 anos comandou a bateria da Vila Isabel, está internado desde o dia 12 de março, no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo sua esposa Leila, ele necessita de doação de sangue. Para doar é só comparecer no hospital, no bairro de Vila Isabel, de segunda a sexta-feira, no horário de 8h às 15h (exceto feriado). O banco de doares fica na Avenida Boulevard 28 de setembro, 109, no 6º andar. Ao chegar no local, a pessoa deve informar que a doação é para Amadeu Amaral, nome de mestre Mug.

O sambista, presidente de honra da bateria da Vila Isabel, foi internado para tratar uma hérnia de disco na cervical e na lombar. Durante a internação, ele contraiu uma bactéria no pulmão. Agora, Mug segue o tratamento e somente depois que poderá fazer a cirurgia na coluna.

Requisitos Básicos para Doação de Sangue:

Estar em boas condições de saúde;
Ter entre 16e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos;
Pesar no mínimo 50kg;
Estar descansado;
Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa até 4 horas antes da doação);
Apresentar documento original com foto, emitido por órgão oficial.

O Banco de Sangue Herbert de Souza, Serviço de Hemoterapia do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) foi inaugurado em 1950 e faz parte da hemorrede estadual. Com uma média de 7200 doações/ano, o serviço de hemoterapia realiza 9600 procedimentos transfusionais/ano, estando sempre em busca de expansão e qualidade de seus serviços.

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Foto: Eduardo Hollanda

Suas atividades compreendem desde a captação de doadores até a distribuição de hemocomponentes utilizados no HUPE e demais serviços credenciados.

A doação voluntária é indispensável e faz com que o Serviço de Hemoterapia desempenhe um papel fundamental no HUPE e na sua missão de prestar assistência integrada, humanizada e de excelência à saúde.

Recuperado da Covid-19

Em setembro do ano passado, mestre Mug conseguiu se recuperar da Covid-19. “Eu venci a Covid1-19! Que felicidade poder ir para casa. Agradeço a minha família, a todos os meus fiéis amigos que samba me deu, vocês nunca me abandonam. Obrigado por todas as orações, pensamentos positivos, inúmeras mensagens e ligações. O mestre voltou, obrigado meu Deus!”, disse na época.

Escolas de samba organizam Carnaval Solidário SP

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No Brasil, mais da metade da população não se alimenta em quantidade e qualidade ideais. O dado que revela a insegurança alimentar de 59,3% dos brasileiros é da pesquisa feita pelo Grupo de Pesquisa Alimento para Justiça. A fome é um dos efeitos provocados pela pandemia de covid-19, que afeta diretamente a economia, já que a medida mais eficaz de contar a disseminação do coronavírus é a quarentena. Diante deste cenário, as escolas de samba se unem para mobilizar a maior campanha de arrecadação e distribuição de alimentos entre agremiações. O Carnaval Solidário SP é um projeto social da Liga-SP e suas 34 entidades, e da União das Escolas de Samba Paulistanas e suas agremiações. Serão 4 fins de semana de doações nas quadras e uma carreata solidária no sambódromo do Anhembi, no dia 15 de maio, sábado.

Como funciona

Nos próximos fins de semana, as escolas de samba da Liga-SP vão transformar suas quadras em pontos de arrecadação, seguindo os protocolos de higiene e distanciamento social recomendados pela Organização Mundial da Saúde, a OMS. Cada agremiação informará, em suas redes sociais, o horário para o recebimento das doações.

Carreata no sambódromo do Anhembi

Já no dia 15 de maio, sábado, o esquema para arrecadações é diferente. Entre 11h e 16h do sábado, o sambódromo do Anhembi abre os portões para uma carreata da solidariedade. Todos que quiserem contribuir com doações percorrerão a pista do sambódromo de carro, como um drive-thru. Esta iniciativa conta com a parceria das escolas da Liga-SP e das escolas da UESP. Se quiser acompanhar o grupo de sua agremiação, fique atento ao horário e local de concentração divulgados por cada entidade.

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O que pode ser doado?

O objetivo é arrecadar alimentos não perecíveis e cestas básicas, sem quantidade mínima. Não há, portanto, a possibilidade de fazer doações em dinheiro.

A quem o Carnaval Solidário SP vai beneficiar?

As cestas básicas arrecadadas serão divididas igualmente pelas agremiações e distribuídas para famílias previamente cadastradas, em suas comunidades. Cada uma das escolas de samba da Liga-SP também vai preparar marmitex para doar a pessoas em situação de rua. Com ao menos uma entrega por dia, o Carnaval paulistano vai promover um mês inteiro de solidariedade nas ruas da cidade.

Carreata do Carnaval Solidário SP no Sambódromo do Anhembi
Quando: 15 de maio, sábado, das 11h às 16h
Onde: avenida Olavo Fontoura, nº 1209 – Santana
Quanto: carreata aberta ao público com entrada gratuita. Para participar, é preciso doar alimentos não perecíveis ou cestas básicas

Mais um 23 de abril em casa! Sambistas se apegam no santo guerreiro com a esperança de dias melhores

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Hoje, na Igreja Matriz, em Quintino, Zona Norte do Rio, como na Igreja de São Gonçalo Garcia e São Jorge, na Praça da República, no Centro da cidade, ainda antes do amanhecer teríamos, louvor, adoração ao santíssimo, teatro retratando a história do guerreiro e às 5h da manhã uma belíssima alvorada. Mais tarde, missas de hora em hora com uma multidão indo ao encontro da imagem dentro das igrejas.

Seria comum vermos sambistas devotos nas proximidades das igrejas. Agradecendo, pedindo por saúde, prosperidade e etc. A identificação do apaixonado por samba com São Jorge se dá por ele ser o santo responsável por proteger bares, clubes de futebol, prostíbulos, bancas de jogo do bicho, e, é claro, quadras de escola de samba.

Outro fator importante, é a semelhança do santo com o Orixá Ogum. Não é novidade que as quadras de escola de samba tem em sua raiz a cultura africana e que as religiões que seguem a linha, como Umbanda e Candomblé, estão presentes em todos os ambientes do carnaval. Apesar de não existir um fator único de Jorge ser o padroeiro de várias agremiações, algumas histórias se entrelaçam permeadas pelas coincidências.

Atrás de personagens do carnaval devotos do santo, a equipe do CARNAVALESCO conversou com Serginho do Porto, intérprete da Estácio de Sá. Devoto desde criança, o cantor afirma emocionado que confia na lança do guerreiro.

“Sou devoto de São Jorge desde meus 8 anos de idade. Havia um campo de futebol onde eu brincava quando era moleque, e lá achei uma imagem dele, junto da oração. Levei pra dentro de casa e minha mãe me explicou toda a história. De que ele vivia na lua, protegendo a todos, pois era um bravo general. Como todo menino da comunidade, que tem o sonho de vencer, eu também tinha a vontade de ir para as forças armadas, como isso me abracei a São Jorge. Minha devoção vem desde essa época. Ele é minha fé, meu caminho, minha proteção. Me emociono ao falar dele. Nós, do carnaval, estamos há 1 ano e 2 meses sem trabalhar, precisamos nos reinventar e procurar outros caminhos para levar sustento para dentro de casa. Minha devoção me deixou firme com muita determinação”.

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Serginho acrescenta que em 2020, ainda no início da pandemia, a Estácio conseguiu manter sua festa de São Jorge na quadra, sem aglomeração, com distribuição de quentinhas. Porém, esse ano as coisas estão mais difíceis e não irão acontecer.

“Já se vão duas festas de Jorge sem a gente poder estar com nossos amigos reunidos para comemorar. Para nós que somos sambistas essa confraternização é muito importante. Ano passado fizemos uma live pequena, com missa, para levar um pouco de acolhimento às pessoas em situação de rua. Hoje sentimos muito por não poder atender e fazer novamente”, afirmou.

Em 2007, o Império da Tijuca levou a vida de São Jorge para a avenida. Num desfile emocionante e bem explicativo principalmente para os não devotos. Sandro Gomes, carnavalesco da escola na época, confessa ter se tornado devoto a partir daquele ano.

“Foi uma grande surpresa quando o Tê (presidente) me apresentou o tema. Começamos a fazer uma pesquisa minuciosa sobre São Jorge, e depois de muito estudo acabei me tornando devoto, porque a história é muito linda. A partir dali entendi porque a comunidade do samba se identifica tanto com ele. Somos vencedores de batalhas diárias, o povo que sofre muito sabe o que é preciso fazer para conquistar os objetivos, por isso nos vemos muito em São Jorge”, comentou Sandro.

O carnavalesco também afirma que a fé tem o sustentado nesses dias difíceis, mas sempre crendo em boas notícias no que se refere a pandemia.

“Eu tô pedindo a São Jorge e a todos os Orixás que nos livrem dessa doença e que a vacina seja distribuída para as demais idades o mais rápido possível. Perdemos muitos amigos do carnaval e de outros convívios. Essa quantidade de mortes pelo mundo inteiro assusta bastante. Mas com certeza São Jorge nos livrará desse dragão que nos assusta”, finalizou.

Atravessando a Dutra e indo para São Paulo, onde vários sambistas também carregam a devoção, conversamos com Toninho Decastro, integrante da comissão de carnaval do Tatuapé.

“A minha devoção vem da minha mãe, que era mãe de santo. Tínhamos muitas imagens em casa e quando ela parou de atender, deixou apenas a de São Jorge. Eu era ainda muito jovem e ela me explicou toda história, e me levava para ver a lua cheia, contando onde ele morava, deixando claro que seríamos protegidos sempre”, explicou Toninho.

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Em 2014 o Tatuapé homenageou diretamente o santo. Desde então, ele o adotou como padroeiro da escola.

“Nós estávamos numa reunião e o Erivelto Coelho (diretor da escola) pediu para começarmos a pensar no enredo do próximo ano. Eu estava com uma camiseta de São Jorge e falei pra todos que o enredo estava ali. Expliquei a história e viemos embora. Seis da manhã do dia seguinte o Erivelto me ligou falando que havia passado a noite pesquisando e que já tinha 60 páginas. A partir daí fiz uma promessa a São Jorge de que se ele fosse enredo da minha escola eu faria uma tatuagem em homenagem. Dito e feito, hoje tenho ele marcado na minha pele. Foi um desfile emocionante, digno de um dos maiores carnavais de nossa escola e desde aquele ano São Jorge tem seu espaço reservado no Tatuapé.

Tradicionalmente a azul e branco lançaria seu enredo do próximo ano em sua festa homenageando o santo. Apesar da festa não acontecer, a agremiação irá preparar 2 mil quentinhas para distribuir de forma gratuita.

“Ficamos tristes pela situação mas batalhamos mais uma vez para que a gente pudesse servir 2 mil feijoadas. Doaremos 1500 em formato drive-thru e 500 para pessoas em situação de rua. Isso conforta um pouco nosso coração, principalmente por sermos devotos. Ficamos aliviados e pedimos para que isso tudo passe logo”, finalizou.

Thobias da Vai-Vai vence a Covid-19 e deixa o hospital

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Thobias da Vai-Vai está de volta! Foram 35 dias internado, lutando contra a Covid-19, mas nesta quinta-feira, o sambista deixou o hospital, com um recado importante: “Vacinação para todos. É a única solução, gente!”

Aos 63 anos, Thobias foi diagnosticado com covid-19 e precisou ser internado. Passou 35 dias em tratamento no hospital São Camilo, em Santana, nove deles intubado na UTI. A recuperação, já se sabe, é mais lenta em casos de internação longa, como a de Thobias. No entanto, o presidente de honra da Vai-Vai já não está mais com o vírus.

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No momento da alta, Thobias vestia uma camiseta feita por amigos, com a frase “a vida venceu”. Seja bem-vindo de volta, Thobias!

Acadêmicos do Tatuapé faz feijoada drive-thru e live nesta sexta

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Nesta sexta-feira, a Acadêmicos do Tatuapé vai comemorar o Dia de São Jorge com feijoada drive-thru e live no canal da agremiação no YouTube, a partir das 21h. O tradicional evento foi adaptado para evitar aglomerações.

A feijoada vai ser distribuída por ordem de chegada para as primeiras 1500 pessoas. Para isso, a escola prepara um esquema drive-thru na quadra, que vai funcionar entre 18h e 20h. Outras 500 feijoadas serão doadas para pessoas em situação de rua, no bairro do Tatuapé.

Para acompanhar a comida boa, às 21h tem “Tatuapé Samba Show”, uma transmissão ao vivo pelo canal da escola no YouTube para relembrar grandes carnavais. Além da ala musical e da bateria, também marcam presença na live as passistas, baianas, velha-guarda e casal de mestre-sala e porta-bandeira.

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A Acadêmicos do Tatuapé fica na rua Melo Peixoto, nº 1513, no Tatuapé.

‘A mulher negra tem voz, sabedoria, inteligência e propósito’, diz porta-bandeira Adriana Gomes, da Mancha Verde

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“O negro é amor, o negro é capaz, o negro é lindo evoluindo sempre mais”. Os versos do samba–enredo da Nenê Vila Matilde, de 1997, se encaixam na história de vida de Adriana Gomes, 40 anos, porta-bandeira da Mancha Verde. Com mais de 20 anos de carnaval, a sambista inspira beleza, amor e paixão no Sambódromo do Anhembi. Ela é a personagem do “Lugar de Fala” desta semana e recebeu o site CARNAVALESCO para um bate-papo. Os primeiros passos da paulista foram conduzidos por dona Maria Gilsa e Raimundo Pereira, pais exemplares no estilo de vida, ensino e nota dez no quesito família.

“São as minhas maiores referências de conduta, de posicionamento, de tratamento com as pessoas, do que é o Carnaval, o samba e a sua essência, e entender a história de cada lugar onde eu pertenço e poder dar seguimento”

Ao levar em consideração o apoio dos pais, a criação dentro das escolas de samba e o contato direto com as baianas e as mulheres da velha-guarda, desfilar foi um desejo que surgiu na casa que respira carnaval o ano inteiro, além da convivência com outras pessoas que participavam da comunidade e semeavam as raízes da cultura na trajetória de vida da sambista que hoje colhe os frutos com felicidade.

“Não tive como não me apaixonar. Crescendo dentro de quadra a paixão se tornou mais forte. Quando me torno porta-bandeira, defendendo um símbolo nas minhas mãos, isso fica mais forte, evidente, latente, doído também porque quando você está apaixonado por aquilo, você quer defender aquilo com unhas, dentes, garras, e sangue no olho. Assim é a minha paixão”

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Com passagens na Só vou se você for (1998-1999), Tom Maior (2000), Mocidade Alegre (2001-2012) e Mancha Verde, escola que entrou em 2014 e permanece até hoje, Dri, como é conhecida por amigos, é comprometida com o desenvolvimento e as funções da comunidade. O momento certo para alcançar um objetivo exige paciência e dedicação, elementos básicos para que cada componente apresente a própria competência e o interesse em aperfeiçoar o quesito na qual é responsável.

“Quando você escolhe uma escola de samba para defender, torcer, participar, você precisa entender a história, porque ela foi criada, de quem ela foi criada, porque aquele nome e símbolo da escola. Você precisa conhecer, além de respeitar o pavilhão e as pessoas da escola”

O papel do samba reflete no espaço social ao representar as diferenças entre os povos. Isso porque o modelo é instrumentalizado para abrir os ouvidos da população e abordar diversos temas como o racismo, preconceito, natureza, política de forma mais clara e permitida. O samba é o lugar onde o negro tem a sua vez, sendo essas histórias apresentadas na voz e alegorias dos componentes ao representar características da religião de matriz africana ou de diferentes regiões do Brasil por meio de símbolos e gestos nos desfiles.

“O samba foi criado para ter o poder de falar, falamos através das letras, da nossa cultura, do jeito que a gente dança. Expõe as mazelas, os problemas e através deles as pessoas mostram SUAS verdadeS”

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Questionada sobre o poder da fala e os impactos na sociedade, Adriana defende o discurso bilateral. Outra que também apoia essa linha de raciocínio é a filósofa Djamila Ribeiro, onde em uma das suas frases, ela explica que a fala precisa de escuta para ser um diálogo. Durante anos, mulheres foram impedidas de votar e exercer outros direitos garantidos por lei, mas liderados por pessoas aos poucos essa bolha perdeu a força e a liberdade ganhou espaço, cor, forma, voz.

“Eu vou me sentir no lugar de falar em todos os momentos, porque eu tenho o poder, o dever e o direito de falar. Principalmente, quando a gente se sente ofendida, acuada para defender a nossa história, a nossa gente, para defender os nossos direitos. Em todos os lugares eu tenho esse lugar de fala, eu não me nego a me expor”

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O posicionamento como mulher, negra e sambista sustenta a porta-bandeira que sabe a responsabilidade de conduzir o pavilhão, ser um símbolo de representatividade para outras pessoas e o quanto é observada em cada ação. Movimento elegante, meigo e com muita simpatia são destaques na vida de Adriana que aprendeu com os pais a importância se mostrar forte e respeitada, além de construir bons relacionamentos na trajetória.

“Hoje eu acredito que seja uma das grandes mulheres do Carnaval, muito respeitada, justamente pela minha postura e caráter em não ultrapassar a faixa de ninguém, a bandeira de ninguém, fazer o meu de maneira muito honesta, justa, sem que eu tenha que prejudicar alguém para chegar aonde eu estou”

Ser porta-bandeira exige disciplina e apesar do desfile durar uma noite os trabalhos ocorrem o ano todo. Adriana está envolvida em outros tipos de atividades que por questões de segurança não estão liberadas, apesar do andamento progressivo da vacinação em São Paulo, muitos sambistas enfrentam as dificuldades da pandemia sem perspectiva de quando será resolvido. Pensar em projetos a longo prazo para a população pode ser difícil, mas é o sonho das pessoas que trabalham com eventos e a cultura.

“A minha vida profissional sempre permeou o carnaval, antes realizando shows e apresentações, pois fui trabalhar com o Turismo. Hoje trabalho com a captação de recursos para viabilizar os carnavais de escola de samba. Eu sempre estou dentro do carnaval, seja dançando ou trabalhando”

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Cultivar a energia e inspirar são as essências que impulsionam a resistência do samba, independente da cor, raça, credo, ou de qualquer outra proposta de vida. Alcançar a pontuação máxima ao defender o maior espetáculo da terra a céu aberto é uma das recompensas do trabalho duro realizado pela comunidade durante o ano inteiro, as mulheres nessa linha de frente tiram de letra no capricho e delicadeza.

“A mulher negra tem voz, sabedoria, inteligência, propósito e pode mostrar para fora do âmbito do carnaval. Nós temos o valor, o direito e o poder de ser quem a gente quiser e podemos lutar pois somos capazes”

Ser apaixonada pela arte, dança e pavilhão é o que move Adriana diariamente. Ela demonstra disposição, faz planos e acredita que tempos melhores estão por vir. Novos projetos na carreira artística podem surgir de acordo com a liberação dos órgão de saúde e a porta-bandeira está esperançosa com os projetos pessoais e otimista quanto à vacinação.

“Eu tenho mais 60 anos para viver, pois eu pretendo chegar até os 100 sem nenhum problema de saúde. Eu posso dizer que sou uma mulher muito feliz daquilo que eu trilhei, das coisas que eu conquistei. Sou muito realizada, feliz, claro que eu quero sempre mais, a minha batalha sempre vai ser para mais conquistas, independente se elas sejam vencedoras ou não”, conclui Adriana Gomes.

Mestres das baterias de São Paulo lançam projeto social ‘Bateria Solidária’

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Desde o início da pandemia, as escolas de samba de São Paulo tem apoiado suas comunidades e componentes através dos seus projetos sociais. Ações como entregas de cestas básicas, álcool gel, máscaras, fraldas, kits de higiene, leite, água, marmitas foram doados durante esse ano para quem está sofrendo com as consequências da crise econômica e sanitária.

Pensando nos ritmistas, músicos que compõe as baterias das escolas de samba, os 34 mestres das escolas dos grupos Especial, Acesso 1 e Acesso 2 de São Paulo se uniram para ajudar os integrantes do “coração da escola” (como são carinhosamente chamadas as baterias das agremiações).

“A ideia é criar um movimento de apoio aos músicos das nossas baterias através da arrecadação de mantimentos, alimentos, produtos de higiene e cestas básicas para que possamos ajudá-los”, explica o mestre Marcos Rezende da bateria Ritmo Puro da Mocidade Alegre.

Muitas pessoas perderam o emprego ou tiveram redução de salários e, preocupados com essa situação, os mestres lançaram o projeto Bateria Solidária.

“Vamos usar nossa força e realizar uma grande ação social para esses sambistas que tanto se dedicam para o sucesso do quesito bateria nas agremiações”, declara o mestre Higor Silva da bateria Qualidade Especial da escola de samba Acadêmicos do Tatuapé.

Com mais de um ano em quarentena, o sentimento de amor e compaixão pelo próximo tem salvado famílias da fome. “Esse é o grande ensinamento que essa pandemia nos trouxe: que só sobreviveremos com união e solidariedade”, afirma Vitor Velloso, mestre da Pegada da Coruja, da Estrela do Terceiro Milênio, localizada no bairro do Grajaú, extremo sul da cidade, um dos mais atingidos pelo coronavírus.

Além das distribuições de alimentos, o grupo conta com a psicóloga Maria Emília, do departamento social da Unidos de Vila Maria, que fará, uma vez por mês, uma live sobre o impacto psicológico que a pandemia tem causado nas pessoas. Entre os assuntos: depressão, medo, ansiedade, solidão.

“As pessoas podem mandar perguntas no direct do instagram da Bateria Solidária que vou responder e orientar em alguns casos nas lives”, explica Emília. As pessoas também encontrarão informações sobre as doenças e transtornos nos conteúdos das mídias sociais da Bateria Solidária.

O grupo se organizou e criou perfis da ação no Facebook e Instragram para divulgar a ação e conseguir as arrecadações e também criaram um link com três opções de cestas para doação: http://www.realcestas.com.br/entidade/bateria-solidaria/, sendo:

1 cesta – R$65

5 cestas- R$ 325

10 cestas – R$650

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Os interessados em doar uma quantidade maior pode entrar em contato direto com a empresa Real Cestas pelo telefone: 4394-8950/ 4394-8974 | Ramal: 233 ou pelo email:[email protected]. Ainda é possível deixar as doações na Fábrica do Samba, no barracão da Tom Maior, das 10h às 17h.

Acadêmicos do Sossego realiza live com show de seus segmentos no sábado

Através da Lei Aldir Blanc, a escola de samba Acadêmicos do Sossego faz sua live, no sábado, a partir das 16h, com shows dos principais segmentos e muitas atrações para o público de casa.

A Azul e Branco do Largo da Batalha promete uma programação atrativa e com participação de seu intérprete Nino do Milênio, bateria Swing da Batalha do mestre Laion, casais de mestre-sala e porta-bandeira, além de outros segmentos e escolas convidadas.

“Esta live será um encontro marcante para nossa escola, que tem sofrido com esta pandemia, assim como as demais coirmãs, pois não conseguimos nos encontrar e realizar nossos eventos. Graças à iniciativa do Governo Federal, Governo do Rio, através da Lei Aldir Blanc, faremos uma programação especial para nossa comunidade e todo o mundo do samba”, contou o Presidente Hugo Júnior.

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No próximo Carnaval o Acadêmicos do Sossego levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Visões Xamânicas”, desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues.