A Imperatriz Leopoldinense anunciou o lançamento do novo programa do YouTube da escola: o Boteco da Coroa. O programa buscará levar o entretenimento para a casa das pessoas nesse momento de tanta dificuldade pela qual todos estão passando.
Comandado pelos três intérpretes oficiais da escola Arthur Franco, Bruno Ribas e Preto Jóia e com mediação de André Bonatte e Pedro Henrique Leite, o programa, que já era conhecido e apreciado pelos sambistas décadas atrás, inicialmente retorna em formato de live. A estreia está marcada para este sábado, 1º de maio, a partir das 17h.
Nessa primeira edição os convidados serão Leandro Vieira, carnavalesco da Mangueira e do Império Serrano e Edson Pereira, carnavalesco da Vila Isabel e Unidos de Padre Miguel no Rio de Janeiro e Mocidade Alegre em São Paulo.
Em modelo informal e divertido, o programa trará grandes sambas da escola e de co-irmãs e também histórias dos participantes em suas trajetórias no mundo do samba, além de, nesta primeira temporada, um concurso de Samba Exaltação.
As escolas de samba mais tradicionais possuem personalidade e identidade, quase como os seres-humanos. Há aquelas que são mais sérias, outras mais politizadas e algumas levam a alegria como filosofia de vida. Se a União da Ilha do Governador fosse uma pessoa ela teria esta última característica. Sempre que a escola levou para a avenida temáticas alinhadas com a sua identidade histórica, o resultado foram grandes desfiles.
Na série ‘Desfiles da Década’, que o site CARNAVALESCO está apresentando sobre os grandes desfiles que vão de 2011 a 2020, é hora de reviver o enredo ‘É Brinquedo, é brincadeira, a Ilha vai levantar poeira’, que deu à tricolor insulana o 4º lugar no Carnaval 2014, o que reconduziu a Ilha ao Desfile das Campeãs depois de 20 anos. Vamos viajar na memória com esse inesquecível desfile.
Antecedentes
Sete anos se passaram entre o último desfile da Ilha das Campeãs com o enredo ‘Abrakadabra, o despertar dos mágicos’, do carnavalesco Chico Spinoza e o rebaixamento da União em 2001, o primeiro da história da escola desde que alcançou a elite do carnaval em 1975. Após perigosas colocações entre 1995 e 2000, a queda acabou chegando com o enredo ‘A União faz a força, com muita energia!’ de Wany Araújo. Nem o intérprete Wander Pires foi capaz de evitar a queda.
Quando grandes escolas caem a tendência é que, com mais estrutura e escopo de escola estruturada, passem pelo acesso sem maiores dificuldades. Mas não foi o que aconteceu com a União da Ilha. A escola amargou oito desfiles no então Grupo A, hoje denominado Série Ouro e desfilava aos sábados de carnaval. Em que pese alguns julgamentos polêmicos e injustos da escola no período, apenas em 2009 com o enredo ‘Viajar é preciso – Viagens extraordinárias através de mundos conhecidos e desconhecidos’, de Jack Vasconcelos, a escola conseguiu regressar à elite.
Essa história começou a mudar ainda no ano de 2008, quando o grupo político liderado por Ney Filardi venceu as eleições na escola. Ney pode ser apontado como o maior presidente da história da escola. Seus primeiros atos no governo insulano demonstravam o tamanho de sua ambição. Ao ascender ao Grupo Especial logo no primeiro ano de gestão trouxe ninguém menos que Rosa Magalhães, que estava de saída da Imperatriz após 18 anos ininterruptos. Com o enredo ‘Dom Quixote de La Mancha, o cavaleiro dos sonhos impossíveis’ a União quebrou um tabu de cinco anos. Evitou o rebaixamento oriunda do acesso no ano anterior. A última a conseguir o intento havia sido a Vila Isabel no Carnaval 2005.
Após o 11º lugar obtido em 2010, Rosa Magalhães foi contratada pela Vila Isabel e a Ilha foi buscar o talentoso Alex de Souza, que havia trabalhado justamente na Vila entre 2008 e 2010. No primeiro desfile sob sua coordenação artística a Ilha não foi julgada, em virtude do incêndio na Cidade do Samba. Mas a apresentação da escola rendeu vários prêmios. Nos anos seguintes, em 2012 e 2013, a escola fez apresentações regulares, deixando a impressão de que ficaria um longo período no Grupo Especial.
O Desfile
A União da Ilha apresentaria em 2014 um enredo com o seu DNA. ‘É Brinquedo, é brincadeira, a Ilha vai levantar poeira’. Quando do lançamento da temática, o presidente Ney Filardi avisou a todos que a escola iria voltar a apresentar carnaval, após as más colocações de 2012 e 2013. Para isso, a escola fez mexidas na equipe. Sérgio Lobato daria lugar a Jaime Arôxa na comissão de frente, o mestre-sala Marcinho Siqueira substituiria Ubirajara Claudino, o Bira, como parceiro de Cristiane Caldas. Em substituição ao mestre Riquinho, o promissor Thiago Diogo faria sua estreia no Grupo Especial à frente da Baterilha. Os demais membros do time foram mantidos, casos do intérprete Ito Melodia, do carnavalesco Alex de Souza e do diretor de carnaval Márcio André, que estava no posto desde 2008. No sorteio da ordem de desfiles uma boa notícia: a União da Ilha desfilaria como a segunda escola de segunda-feira de carnaval, posição historicamente nobre.
Segunda escola a desfilar na noite de segunda-feira de carnaval do Grupo Especial de 2014, a Ilha já iniciou sua apresentação impactando a avenida com uma comissão de frente que ficou gravada na memória dos sambistas, emocionando a plateia e os jurados. O coreógrafo Jaime Arôxa criou uma linha do tempo entre a infância e a maturidade, trazendo para a avenida um casal de crianças e um casal de velhinhos, que lado a lado brincavam. As crianças com seus brinquedos e os velhinhos valorizando suas memórias. Eles vinham acompanhados de seres mágicos, que faziam o papel de anfitriões da brincadeira. Esses seres praticavam na avenida brincadeiras conhecidas e universais, brincadeiras de meninas e meninos. A escola levou um elemento cenográfico que mergulhava na memória e no mundo da ilusão. Uma materialização do sonho e a memória do velhinho que resumiram com perfeição a ideia central do enredo.
O casal da União da Ilha em 2014, Marcinho e Cris Caldas, dançavam juntos pela primeira vez e construíram uma sólida parceria que dura até hoje. A fantasia da dupla era ‘Brinquedos Rituais – Rig Veda – Jogo de Dados’. A fantasia do casal trazia a representação do objeto ritualístico que virou peças para jogo e brincadeira, num traje de divindades hindus.
Após a abertura impactante e emocionante, Alex de Souza começou a mostrar seus traços e bom gosto em alegorias e fantasias com a sua assinatura. A primeira alegoria era uma fábrica de brinquedos, fabricados em terras longínquas, feitas por seres mágicos, comandados por um bom velhinho e dados apenas às crianças comportadas. A alegoria trazia as influências estrangeiras, que permeiam nossas mentes já bombardeadas por grandes corporações do entretenimento. O segundo carro era uma incrível loja de brinquedos, sonho de consumo de 10 entre 10 crianças ao redor do mundo. O terceiro carro, intitulado ‘Em Construção’, trazia um admirável mundo novo se apresentando, brincando e aprendendo, criando cenários variados, estimulando a percepção e a paciência. Em seguida a quarta alegoria, ‘Vivendo e aprendendo a jogar’ trazia uma infinidade de brincadeiras com bola, desde aquela em que se joga sozinho até as que são jogos de competição entre equipes. Claro que o futebol dominou o cenário, por ser o esporte mais popular do Brasil. ‘Brincando com a tecnologia’ foi o quinto carro do desfile insulano e ‘E eles criaram a vida’ a sexta alegoria. O primeiro trazia brinquedos tecnológicos que chegavam às telas do cinema e o segundo os brinquedos oriundos das fábulas e literatura. ‘No quintal do Brasil’ encerrou o desfile da União da Ilha com um importante recado sobre a infância ideal em nosso país.
Após um desfile que encantou a todos, a União da Ilha foi aclamada pela crítica especializada. Venceu o Estandarte de Ouro como melhor enredo e o prêmio de revelação foi para o mestre-sala Marcinho. O enredo venceu ainda as premiações do Estrela do Carnaval e S@mbanet. Na premiação ofertada pelo site CARNAVALESCO, a escola levou ainda como melhor conjunto de alegorias e Ito Melodia alcançou o prêmio de melhor intérprete pelo S@mbanet. Com tantas premiações e elogios a expectativa para a apuração era grande. Voltar nas Campeãs era uma realidade palpável.
A União da Ilha iniciou a apuração com os quesitos mais fortes da escola, que eram os de visual plástico. Confirmando o que ocorreu na avenida, a escola gabaritou Enredo e Fantasias e chegou a liderar a apuração junto com a Imperatriz. As notas de alegorias (9,9; 9,8; 9,8 e 10) jogaram a escola para o quarto lugar, onde permaneceu e não saiu até o fim da apuração. A escola conseguiu gabaritar também o quesito Evolução. Ao fim da apuração, a escola celebrou a volta às Campeãs depois de 20 anos.
Os Personagens
Thiago Diogo, mestre de bateria: ‘Fui o primeiro mestre da história da Ilha que veio de fora’
O mestre Thiago Diogo daria um passo enorme em sua carreira depois do desfile de 2013. Um dos mais promissores da sua geração, era pule de dez que receberia uma oportunidade no Grupo Especial. Ela chegou através da União da Ilha. Ao site CARNAVALESCO, Thiago relembra sua chegada e rápida passagem pela escola.
“Toda nossa preparação do dia que cheguei até o desfile foi especial. A Ilha é uma escola gigante. A comunidade tem um amor que você não encontra em outro lugar. Foi um 4º lugar com gosto de campeonato. Foi um dos desfiles mais legais que a Sapucaí já viu. O Alex foi muito feliz. Te confesso que saí da Ilha pelo desafio de trabalhar em uma bateria que há muito tempo não ganhava nota e tinha uma característica parecida com a minha. Substituir Riquinho e Odilon na Ilha é impossível. Tentei implantar o meu trabalho. Tenho muito respeito por todos os mestres. Colocar uma bateria na pista é um desafio enorme. Fui o primeiro mestre da história da Ilha que veio de fora”, recorda.
O mestre lembra das muitas parcerias de sua carreira com o maestro Jorge Cardoso. Thiago enaltece a figura do presidente Ney Filardi e do diretor de carnaval da época Márcio André.
“Já era um namoro antigo. O Márcio André já conversava comigo. O Ney foi um paizão, um baita gestor. Os mestres Odilon e Riquinho já tinham se desligado. Me senti à vontade por isso. Trabalhar com o showman do Ito foi especial. A disputa de samba foi muito equilibrada. Fomos aliando nossas loucuras com a parte musical. Tenho grande parceria com o Jorge Cardoso. Essa da Ilha foi uma das mais especiais”, finaliza.
Alex de Souza, carnavalesco: ‘Esse enredo estava na gaveta da escola desde 2011’
‘É Brinquedo, é brincadeira! A Ilha vai levantar poeira’ poderia ter sido o enredo da União da Ilha no Carnaval 2011, quando a escola não foi julgada em virtude de um incêndio que atingiu seu barracão na Cidade do Samba. A temática foi apresentada à direção da escola quando Alex de Souza foi contratado, após o desfile de 2010. Quem conta o bastidor é o próprio Alex em entrevista ao site CARNAVALESCO.
“A intenção era antiga. Mas quando me reuni pela primeira vez com o presidente Nei Filardi, o vice Djalma Falcão e o diretor de carnaval Marcio André, eu propus três enredos, esse era um deles. O escolhido foi o enredo do Darwin, sendo assim, a “brincadeira” só saiu da gaveta, três anos depois”, recorda Alex.
O carnavalesco lembra que dentro da própria escola havia setores que desconfiavam da capacidade daquele desfile ser competitivo e setores da imprensa especializada também desacreditaram da União no pré-carnaval.
“Ao longo do processo, acreditei que chegaria ao Sábado das Campeãs, conforme ia tomando forma no barracão. Mas a mídia especializada não apostava nisso não. Um conhecido colunista, por exemplo, de um grande jornal impresso, publicou antes da apuração, que a Ilha levaria anos pra entrar no seleto grupo das seis primeiras colocadas. Até pessoas da própria escola não botavam fé. Então desanimei, já não esperava muita coisa. O quarto lugar anunciado, veio como se fosse um campeonato para mim e para muitos insulanos. A verdade é que muita gente só deu mérito ao desfile, depois do resultado e dos prêmios que recebeu, como o Estandarte de Ouro de melhor Enredo”, complementa Alex.
Alex de Souza considera o desfile da União da Ilha de 2014 como uma de suas maiores criações na avenida.
“Foi uma das minhas principais realizações, senão a maior. Um belo carnaval, ainda que não tenha sido a melhor colocação da minha trajetória, nem mesmo da escola, mas marcou
demais. Foi uma experiência única, em relação à criação e desenvolvimento, sobretudo de fantasias. O enredo tinha uma ternura, que tocou o coração de muita gente, afinal, todos fomos crianças um dia”.
O Samba
Compositores: Paulinho Poeta, Régis, Gabriel Fraga, Carlinhos Fuzil, Canindé e Flávio Pires
Intérprete: Ito Melodia
Levanta a poeira,
Vem nessa brincadeira que eu quero ver
Nesse baú da memória,
São tantas histórias… É só escolher
Desperta, encanta sua alma de infância
Sem forma nem cor fabrica esperança
Na vitrine vejo o meu olhar no seu olhar
Perder ou ganhar, ganhar ou perder
Se conectar, jogar e aprender
Um super-herói pode ser você
Vem no reino da ilusão, me dê a sua mão
E pegue na estante, um livro fascinante
Personagens da imaginação (é tão bom, é tão bom)
Brinque com o que a vida lhe dá
O barro vira ouro no chão
Vem reciclar a saudade, de ioiô nas mãos de iaiá
Nas travessuras ao léu, por esse imenso país
Vai colorindo o céu em um bailado feliz
Meu carnaval é o quintal do amanhã
Tá na hora, vamos simbora
Amar é dar proteção ao maior tesouro da nação!
Hoje a ilha vem brincar.. Amor!
Vem sorrindo cirandar que eu vou
Dar meia volta, volta e meia no seu coração
Ser criança não é brinquedo não!
Em quase cinco meses no comando da recém criada Secretaria Especial da Juventude Carioca (JUVRio), o jovem secretário Salvino Oliveira coordena a campanha Rio Contra a Fome, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Secretaria Especial de Ação Comunitária (SEAC), recebendo as doações, organizando a logística e atuando como facilitadora com os coletivos e organizações da sociedade civil parceiras, que ficam responsáveis pela distribuição dos alimentos para quem passa por dificuldade neste momento tão crítico da pandemia no Rio de Janeiro. Ao site CARNAVALESCO, o secretário Salvino Oliveira revelou que pretende trabalhar projetos com jovens das escolas de samba do Rio de Janeiro. Ele afirma que o carnaval é o primeiro ponto de contato do jovem com a cultura e arte na cidade.
“Temos um olhar muito carinhoso para o carnaval e as escolas de samba. Muitos dos jovens tem o primeiro contato com a cultura carioca e a arte através do samba. Estamos sempre pensando nos nossos projetos o recorte para economia criativa e setores que tenham relação com o carnaval. Vamos tentar muito conseguir encaixar o eixo do samba no Pacto pela Juventude, que é o grande projeto da secretaria, voltado para formação de novas lideranças a partir das suas expertises. Podemos aproveitar o jovem que já sabe tocar um instrumento, que está dentro de uma escola de samba, tem formação cidadã, para conseguir ser um multiplicador e mobilizar social. Os editais que vamos lançar tem alguns recortes que se encaixam perfeitamente em setores envolvidos com o carnaval e as escolas de samba”.
A campanha Rio Contra a Fome já recebeu mais de 20 toneladas de alimentos. O projeto Ritmo Solidário, que atende os ritmistas das escolas de samba, já foi beneficiado com produtos para elaboração de cestas básicas. Salvino Oliveira disse que a secretaria da Juventude Carioca enfrenta o desafio da pandemia e trabalha projetando também o segundo semestre de 2021.
“A pandemia é um entrave muito grande, em especial para juventude, que tem energia, quer movimento e ocupar as ruas. Isso não tem desmotivado nosso trabalho na secretaria. Colocamos nossos projetos e modelos semipresenciais. A partir do 2º os projetos vão começar a rodar, porque utilizamos o primeiro semestre para fazer licitação, chamamento público e organização orçamentária da casa. Mesmo assim, nós já fizemos muitas coisas. A secretaria de Juventude coordenou uma conversa entre os coletivos de favela/periferia com o prefeito para ouvir quem estava na ponta no auge da segunda onda do Coronavírus. Uma das demandas foi a necessidade de se fazer uma campanha maior para arrecadação de alimentos. Alguns artistas também conversaram com o prefeito. Imediatamente, a campanha Rio Contra a Fome foi para rua e hoje ela atua em parceria com mais de 60 instituições, nos 2050 pontos de vacinação. Qualquer pessoa que quiser ajudar e no momento que for se vacinar pode levar 1kg de alimento não perecível, kit de higiene pessoal ou ambos. A gente pede que todos compartilhei nas redes sociais e avisem amigos e colegas sobre a campanha Rio Contra a Fome”.
Salvino Oliveira fez um balanço do trabalho na secretaria de Juventude e citou o maior desafio que ainda tem que enfrentar na pasta.
“Em quase cinco meses de gestão meu balanço é que tem sido um sucesso. Já lançamos dois grandes programas: o Geração Transformadora e o Emprega Juventude. O segundo, em especial, tem sido um sucesso tão grande, que já virou estudo de caso da pós em projetos da FGV. Isso se tornou uma política pública de referência, empregabilidade e geração de renda para juventude. Conseguimos lançar um edital de empreendedorismo para jovens da favela. Estamos coordenando a maior campanha da história de solidariedade do município do Rio de Janeiro. Ainda temos muitos desafios. O maior é a redução da violência contra a juventude, mas o futuro é muito animador. Estamos dando passos sólidos. São os cinco primeiros de existência da secretaria de Juventude, que antes do governo Eduardo Paes não existia, ela foi criada nesse governo”, comentou.
O intérprete da Estação Primeira de Mangueira, Marquinho Art Samba, tomou hoje a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Ao site CARNAVALESCO, o cantor contou o que sentiu no momento.
“Além de muita emoção, estou me sentindo metade aliviado por ser a primeira dose. Ainda tenho que seguir com todas restrições possíveis. Viva o SUS”.
O intérprete foi vacinado em Mesquita, na Baixada Fluminense, por pertencer ao grupo de comorbidade.
“Sou hipertenso e o médico achou melhor que eu tomasse logo a vacina. Como tenho residência no Rio e em Mesquita foi vacinado hoje”, explicou Art Samba.
De acordo com o painel Rio Covid-19, a Prefeitura já vacinou 1.405.235 pessoas (atualizado às 10h15 desta terça) com a primeira dose, o que representa 20,8% da população carioca. Se levar em conta apenas quem tem 60 anos ou mais, este percentual sobe para 94,7% dos idosos.
Outras informações sobre calendário de vacinação, grupos prioritários, comorbidades incluídas na lista do PNI, documentação exigida e locais de vacinação estão disponíveis aqui.
A edição do programa “Zé Paulo NÃO canta Viradouro” desta terça-feira, 27, às 18h, dará destaque à Imperatriz Leopoldinense. A atração, que estreou em fevereiro e é exibida ao vivo nas redes sociais da atual campeã do Carnaval carioca, é comandada por Marcelinho Cali, presidente da Viradouro, tendo ao lado Zé Paulo Sierra, dono da voz oficial da escola de Niterói.
O programa desta noite terá, no estúdio, o intérprete Preto Jóia, que vai recordar sambas históricos da verde a branco, e a presidente Cátia Drumond, que vão lembrar fatos importantes da agremiação e falar sobre os projetos da escola.
A carnavalesca Rosa Magalhães, mestre Lolo, comandante dos ritmistas, e Rafaela Theodoro, primeira porta-bandeira, também participarão da live, por chamadas de vídeo.
O projeto “Zé Paulo NÃO canta Viradouro” já recebeu Neguinho da Beija-Flor, Quinho e Emerson Dias, do Salgueiro, Wander Pires, da Mocidade, Tinga, da Vila Isabel, Marquinho Art’ Samba, da Mangueira, e Evandro Malandro, da Grande Rio. A mistura de sambas-enredo memoráveis com bate-papos descontraídos têm garantido a boa audiência do programa.
A atração vai ao ar pelo canal da Viradouro no Youtube e pela página da escola no Facebook.
Na primeira live da série “Pensando a crise no samba”, criada por mestre Casagrande e apresentada por Milton Cunha, os mestres de bateria conversaram sobre o momento terrível em que vivem os profissionais do carnaval. Participaram da live realizada no canal do CARNAVALESCO no YouTube os mestres Lolo (Imperatriz), Chuvisco (Estácio de Sá) e Macaco Branco (Vila Isabel). Um dos principais pontos levantados é a criação por parte da Prefeitura do Rio e do Governo do Estado para que seja criado um emergencial projeto de apoio.
“Cada escola tem o seu cadastro oficial e faz o auxílio sambista. Dar R$ 500 para os cadastrados seria uma grande ajuda. São 400 dias que a cidade não batuca. Os tambores vão continuar silenciados por muito tempo. A solidariedade veio com os projetos sociais, mas agora é difícil sustentar. As perspectivas são bem ruins e o que fazer para reinventar essa situação? A Liesa pode liderar o destrave da burocracia para o dinheiro chegar na ponta final. Faço a proposta de uma carta assinada pelos 50 mestres e que a gente faça chegar nas mãos do prefeito, governador e secretários de cultura do estado e município. Vocês representam mais de 100 mil famílias. Uma carta assinada por vocês tem um peso muito grande em representação”, disse Milton Cunha.
Mestre Casagrande completou e pediu para que o poder público ouça os sambistas. “Até agora o setor do carnaval não foi convidado para ser ouvido. Paramos em março de 2020 e até agora não voltamos. Não temos caminho e nem luz no fim do túnel. Ninguém do poder público nos chamou para conversar. Dar uma cesta básica, um auxílio emergencial, mas nada foi oferecido para gente. Esse dinheiro não chega para ajudar a classe dos artistas. O que fazer? Como vai ser? O nosso prefeito é totalmente focado e gosta muito do carnaval. A gente pede encarecidamente que ele olhe por nós. Cada escola tem um quadro de funcionários (de 15 a 20 entre barracão e quadra – Isso na Tijuca), mas de seis meses para cá não conseguiu mais pagar. Quando chegar essa grana, ela tem que pagar água, luz e esses funcionários. Esse dinheiro que vem (R$ 150 mil para cada escola do Especial pelo edital do Carnaval) não da para quitar toda essa dívida. As escolas ajudaram até onde puderam, mas agora não tem de onde tirar o dinheiro. O que pedimos é que nesse momento os dois poderes (estadual e municipal) nos ajudem. O povo está com fome. A prefeitura criou o auxílio carioca, aplaudo de pé o prefeito e quem organizou com ele o projeto, altamente legal, beneficiaram os ambulantes com R$ 500 e teve auxílio moradia para mães de família e R$ 115 para estudantes da rede municipal. Mas, a nossa classe também tinha que entrar neste auxílio”.
Os mestres ressaltaram a importância do projeto Ritmo Solidário que atua há um ano na doação de cestas básicas para os ritmistas. Porém, eles citaram que a força de todos os projetos está acabando e já passou da hora do poder público ajudar.
“Olhamos para um lado e para o outro e não sabemos o que fazer. Tentamos viabilizar meios para ajudarmos algumas pessoas. Ainda temos o Ritmo Solidário que pode ajudar um pouco todas baterias, quem dera que fosse possível ajudar 100%. Não é só isso que estamos precisamos. Precisamos até de um auxílio psicológico. A bateria é uma terapia, o ritmista vai para distrair a cabeça. Como viabilizar isso? Tem vacina? Toda hora ouvimos uma coisa diferente e ficamos de mãos atadas. Como líder fico sem dormir pensando como dar um suporte para os ritmistas. A Vila está honrando com os nossos salários, mesmo que seja 50%, a gente está conseguindo se manter. Como músico, eu vou complementando minha renda. Eu queria poder ajudar meus ritmistas, temos meus diretores e coordenadores de bateria. Envolve 300 famílias. As contas não param de chegar. Não é só dar cesta básica para o ritmista é ter um auxílio para ele pagar a conta de luz e água. É hora dos líderes, grandes empresários, autoridades e ouvirem os líderes dos segmentos do carnaval e saberem o que estão precisando. É hora de dar voz para gente. Não é esperar certidões, muitas são caras demais. Muitos cartórios estão fechados. Se quero doar tenho que facilitar para viabilizar”, afirmou mestre Macaco Branco.
Em sua fala, mestre Chuvisco citou que a classe do samba é a mais prejudicada. “As outras classes estão indo e voltando, mas a nossa não abriu de jeito nenhum para podermos voltar ao trabalho. Meus alunos de percussão de mobilizaram para fazer 50 cestas básicas e que são divididas entre ritmistas, baianas e velha-guarda. É pouco o que estamos conseguindo fazer. Realmente, está muito difícil. Não estamos vendo perspectiva. A coisa está ficando cada vez pior. Não sabemos até quando vamos conseguir aguentar. O governo podia ter uma atenção maior para o nosso lado. Fazemos um espetáculo tão grandioso e importante para cidade. Tem que partir do governo essa atenção para cultura. Não aguentamos mais esse esquecimento”.
Mestre Lolo afirmou que muitos passam por dificuldade e que quando é possível ajuda os amigos.
“O negócio está difícil. Muita gente em dificuldade. Quando é possível a gente ajuda os amigos. Temos que correr atrás. A escola não mede esforços. Em junho e julho, a bateria terá cestas básicas. É muita gente necessitada. Graças a Deus minha escola está pagando um salário pandemia, comecei a rodar no Uber para completar minha renda. O samba passa por uma dificuldade tremenda. Peço ajuda para quem tem fome”.
A alvorada no Morro da Mangueira irá anunciar no próximo dia 28, mais um ano de vida da Estação Primeira de Mangueira. Este celeiro de bambas, que despontou e inspirou lindas obras decantadas em todo o mundo, completa 93 anos e, apesar de não poder reunir sua imensa torcida no Palácio do Samba, já tem um encontro marcado online com os mangueirenses.
O “Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc apresentam”, no canal do YouTube da Verde e Rosa, uma grande live com o show “MATRIZES”, premiado com o troféu Yedda Maria Texeira, de melhor espetáculo de 2019, oferecido pela Associação dos Embaixadores de Turismo do Rio de Janeiro.
Produzido para ocupar o interior de seu barracão de alegorias na Cidade do Samba em sua primeira temporada, Matrizes emocionou o público num amplo repertório com vertentes para o jongo, o caxambu, o choro e outros ritmos embrionários, bem como, clássicos do cancioneiro brasileiro e do repertório de célebres compositores da Estação Primeira. Com preciosidades como “Samba Agoniza Mas Não Morre”, de autoria do presidente de honra da Mangueira, Nelson Sargento, no repertório entram clássicos como: “Noites Cariocas”, “Delicado”, “Viva o Samba”, “Olha o Samba Sinhá”, “Escurinha”, “Sala de recepção”, “Canto de Ossanha”, além de vários sambas-enredo da Estação Primeira de Mangueira de grande sucesso, como: Cem Anos de Liberdade, Realidade ou Ilusão – Mangueira 1988 – de Hélio Turco, Jurandir e Alvinho.
A live acontecerá no dia 28 de abril, às 17h, no canal do Youtube da Mangueira, https://www.youtube.com/watch?v=dTdckU0FXiw e contará com uma grande roda de samba na abertura, com sambas históricos da Estação Primeira.
A ONG CORE (Esforço de Ajuda Organizado pela Comunidade, na sigla em inglês), fundada pelo ator Sean Penn, fez uma parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Coordenadoria-Geral de Relações Internacionais e Cooperação, da Secretaria de Governo e Integridade Pública (SEGOVI), para investimento em cinco macropolos de vacinação contra Covid-19, entre eles, as quadras da Portela (já é um posto e terá sua estrutura ampliada) e da Mocidade Independente de Padre Miguel.
A ONG doará R$ 5 milhões no combate ao novo coronavírus no Rio, com reforço e montagem de postos de vacinação e testagem e contratação de profissionais. Outros R$ 5 milhões estão em negociação para a compra de medicamentos para intubação, podendo chegar a um investimento total de R$ 10 milhões.
A ideia é que Rio seja a porta de entrada e sirva de modelo para que a ONG ajude outras cidades brasileiras, em apoio ao SUS. Além disso, todos os equipamentos comprados por meio da iniciativa serão doados para a rede municipal de saúde após o término da parceria.
“Precisamos preparar a cidade para as próximas etapas da vacinação contra a Covid-19, à medida que vamos atingir faixas mais jovens. Quando recebermos as doses do Ministério da Saúde, é fundamental que tenhamos mais logística para vacinar a população e ampliar a testagem. Nesse sentido, a parceria com uma ONG experiente no assunto, disposta a investir no Rio de Janeiro, fortalecendo o SUS, é uma grande conquista”, destaca o secretário Marcelo Calero.
A previsão é de serem criados e fortalecidos cinco macropolos de vacinação com os recursos da ONG, além da contratação de equipes para trabalharem nesses postos (incluindo profissionais de saúde). Os locais inicialmente escolhidos pela Secretaria Municipal de Saúde foram a UPA de Manguinhos, as quadras das Escolas de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel e Portela (onde já funciona um posto, mas será ampliado e mantido com os recursos da CORE), a Vila Olímpica do Complexo do Alemão e o Parque Olímpico (que atualmente está aberto, mas será mantido a partir de agora pela ONG). Nos próximos dias, a CEO Ann Lee deverá visitar esses locais para verificar como será a atuação da CORE. Em uma outra etapa, haverá também centros de testagem, para ampliar a detecção de pacientes contaminados e auxiliar no combate à doença.
O intérprete Neguinho da Beija-Flor, um dos principais ícones do carnaval, tomou nesta segunda-feira a segunda dose da vacina contra a Covid-19. O sambista recebeu a primeira dose em março.
Com mais de 50 anos de serviços prestados ao carnaval, ele conversou com o site CARNAVALESCO, quando recebeu a primeira dose, e demonstrou apreensão e desespero com a atual situação dos profissionais que trabalham na cadeia produtiva da folia.
“A minha expectativa era que ficaríamos parados por uns três meses, e com o prolongamento do isolamento começou a bater a preocupação e a ansiedade pelo fim da pandemia. Mesmo com as economias adquiridas com o carnaval, muitos profissionais da música não tiveram renda suficiente e logo começaram as lives para dar um suporte a todos”.
O cantor também respondeu sobre a relação das escolas de samba com seus profissionais.
“Quem nunca passou fome, não sabe o que é não ter nem para comprar um pão com leite, muitos dão a vida pelas suas agremiações. É a paixão do verdadeiro sambista. Realmente, eu vejo que falta mais humanidade das direções das agremiações em reconhecerem os seus profissionais”.