O episódio 02 do podcast “A volta dos que não foram… lá na Sapucaí”, comandado por Leonardo Bessa, aborda os samba do carnavais da Grande Rio em 1998 e 2006. Ouça no player acima. Enredo de 1998 : ‘Prestes, o cavaleiro da esperança’. Carnavalesco: Max Lopes. Ficou em 8ªlugar no Grupo Especial com 258 pontos. Enredo de 2006: ‘Amazonas, o eldorado é aqui’. Carnavalesco: Roberto Szaniecki. Foi 2ª colocada no Grupo Especial com 397 pontos.
João Vítor Araújo é o novo carnavalesco do Cubango
O Acadêmicos do Cubango tem novo carnavalesco. A escola de samba acertou a contratação de João Vítor Araújo para desenvolver o desfile do próximo Carnaval. O artista é um dos mais talentosos carnavalescos da nova geração, com passagens por agremiações como Unidos de Padre Miguel, Paraíso do Tuiuti, Viradouro, e Rocinha. João também trabalhou como assistente de Paulo Barros na Portela, em 2016.
“A comunidade do Cubango pode ter certeza de que iremos pra Avenida com um carnaval lindo e muito competitivo. Agradeço a toda a diretoria da escola, em especial nossa presidente Patrícia Cunha, por essa oportunidade”, afirmou João.
Prefeitura do Rio libera realização de rodas de samba e feijoadas nas quadras
Em novo decreto com restrições sanitárias na cidade do Rio de Janeiro, publicado na edição desta sexta-feira no Diário Oficial, foram autorizadas pelo prefeito Eduardo Paes a realização de rodas de samba e de feijoadas na quadras das escolas de samba.
Pelo 21º boletim epidemiológico da Prefeitura do Rio de Janeiro o município teve queda no número de óbitos e de atendimentos de emergência pela síndrome respiratória aguda grave. A média móvel de casos confirmados está estável há quatro semanas.
Morre o Rômulo Ramos, diretor de harmonia, vítima da Covid-19
Faleceu nesta quinta-feira, vítima de Covid-19, Rômulo Ramos, que passou pela Mocidade, Portela, entre outras escolas de samba. De 1966 até 1995, Ramos integrou as forças armadas brasileiras.
“Não adianta colocar uma camisa, um apito no pescoço e ir para a quadra ”bebericar” e olhar a mulher dos outros. Pra ocupar essa função tem que estudar, tem que buscar o conhecimento condizente com o comando de uma agremiação. Preciso falar com todos: ritmista, baiana, até o presidente da escola. É preciso saber se dirigir a cada uma dessas pessoas”, disse Rômulo sobre seu trabalho, que deu entrevista em 2015 para a TV Mocidade.

Unidos da Tijuca oficializa pedido de tombamento da quadra
A Unidos da Tijuca oficializou na quarta-feira, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, o pedido de tombamento da quadra da escola. A comitiva da azul e amarelo foi recebida pelo vereador Rafael Aloísio Freitas. A solicitação tem como fundamento o valor artístico, cultural, turístico e social do espaço.
Desde 1993, ocupando o terreno situado à Avenida Francisco Bicalho, na zona portuária, espaço que pertencia à União, administrado pelas Docas, a Unidos da Tijuca ao longo desses anos, realizou benfeitorias no local onde funciona a sua quadra de ensaios e de eventos. A principal restauração foi realizada em 2008, sem nenhuma verba pública, para ampliar as instalações, aumentando a capacidade para receber 8 mil pessoas e a criação de novos espaços internos para dar conforto e segurança ao público, formado por sambistas, turistas e outros frequentadores.
Palco dos concorridos ensaios da agremiação, a quadra da Unidos da Tijuca na Leopoldina se tornou um importante espaço para o entretenimento na cidade do Rio de Janeiro. A quadra oferece um ambiente agradável e familiar, com samba de qualidade, sendo frequentada por pessoas de todas as classes, raças e sexualidades, que procuram diversão com conforto, respeito e segurança. Nos ensaios que ocorrem aos sábados, além de receber cariocas de todas as idades, tem atraído turistas ávidos pela cultura brasileira do samba.

A votação está prevista para ocorrer entre o final de agosto e início de setembro na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro.
INCA explica causa do falecimento de Nelson Sargento
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) informou a causa do falecimento do presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira, Nelson Sargento, aos 96 anos. Ele estava internado desde a última sexta-feira. Desde 2005, o sambista era era paciente do INCA quando foi diagnosticado e tratado câncer de próstata. Veja abaixo a nota completa do INCA:
“O Instituto Nacional de Câncer (INCA) informa que o paciente Nelson Mattos, 96 anos, faleceu na manhã desta quinta-feira (27).
Nelson Mattos deu entrada no hospital, no último dia 20, com quadro de desidratação, anorexia e significativa queda do estado geral. Ao chegar na unidade, foi realizado o teste de covid-19, que apontou positivo. O paciente estava aos cuidados do INCA na Unidade de Terapia Intensiva desde o último sábado (22).

Apesar de todos os esforços terapêuticos utilizados, o óbito ocorreu às 10h45, dessa sexta-feira (27).
Nelson Mattos era paciente do INCA desde 2005 quando foi diagnosticado e tratado câncer de próstata”.
Chiquinho fala sobre morte de Nelson Sargento: ‘Compartilhávamos três grandes paixões a Mangueira, o Vasco e a Democracia’
Ex-presidente da Mangueira, o deputado estadual Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, falou sobre o falecimento de Nelson Sargento, aos 96 anos, mais uma vítima da Covid-19. Nelson era presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira. Veja abaixo o texto publicado pelo deputado.
“É com imenso pesar que comunico o falecimento do compositor, cantor, pintor, Baluarte e Presidente de Honra da Estação Primeira de Mangueira Nelson Sargento. Nelson antes de tudo era um grande amigo, compartilhávamos três grandes paixões a Mangueira, o Vasco e a Democracia.
Nelson chegou na Mangueira aos 12 anos de idade, tornando-se compositor de diversos sambas na agremiação, o primeiro em 1949, “Apologia ao Mestre”, e em 1950 compôs o samba para o enredo “Plano SALTE”, conquistando os dois campeonatos para a escola.

Tive a honra de elevar Nelson ao cargo de presidente de honra, agora irá honrar o nosso nome em outro plano, ao lado de outros mestres Mangueirenses que nos deixaram.
Nelson tinha 96 anos, era paciente oncológico, não resistiu as complicações da covid-19, apesar de ter recebido as duas doses da vacina.
Meus sentimentos aos seus familiares, amigos e a toda Nação Mangueirense. Continuaremos mantendo o seu legado, cantando seus sambas, mantendo viva entre nós seu amor pela Mangueira, pela arte e pela cultura”.
Escolas de samba e sambistas prestam homenagens para Nelson Sargento
Escolas de samba e sambistas prestaram homenagens para o presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira, Nelson Sargento, que faleceu na manhã desta quinta-feira, aos 96 anos, após ter contraído o vírus da Covid-19.
Luto! Portela lamenta a morte de Nelson Sargento
O samba hoje está de luto. Infelizmente, perdemos nosso querido Nelson Sargento, no auge de seus 96 anos, para a Covid-19. O sambista foi diagnosticado com coronavírus na sexta-feira, 21, quando foi internado. pic.twitter.com/FK4U8zEt3t
— Portela (@PortelaNoAr) May 27, 2021
O mundo do samba perdeu na manhã desta quinta-feira (27/05) um dos maiores compositores do gênero musical, Nelson Sargento. O Tuiuti presta solidariedade e condolências aos familiares e amigos do baluarte, integrante e apaixonado pela nossa madrinha Mangueira. Descanse em paz! pic.twitter.com/sckqax3zlL
— G.R.E.S. Paraíso do Tuiuti (@Tuiutioficial) May 27, 2021
que ele descanse em luz… na certeza do tanto que nos deu e ensinou…
meu abraço forte à família e amigos e a todos nós…
✨✨✨ pic.twitter.com/h0SPVXl7sl
— Maria Rita (@MariaRita) May 27, 2021
Salgueiro presta homenagem para Nelson Sargento e lembra do encontro com Djalma Sabiá
O Salgueiro prestou homenagem para Nelson Sargento, presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira, que faleceu na manhã desta quinta-feira. A escola lembrou do último encontro com Djalma Sabiá, presidente de honra da Academia do Samba.
“Sabiá, receba o querido Nelson Sargento e diga a ele que tudo ficará bem… Cuidem de nós, da nossa gente que daqui, seguiremos lutando para que o samba não morra jamais. Aos familiares, amigos e à nossa madrinha @mangueira_oficial, nosso carinho”.

LUTO NO SAMBA! MORRE NELSON SARGENTO, PRESIDENTE DE HONRA DA MANGUEIRA
Nelson Sargento, de 96 anos, presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira, faleceu na manhã quinta-feira, no INCA, Zona Norte do Rio de Janeiro, após ser internado na última sexta-feira, com Covid-19. O sambista já tinha tomado duas doses da vacina, mas era do grupo de comorbidade, por ter tido um câncer na próstata. * VEJA AQUI: Escolas de samba e sambistas prestam homenagens para Nelson Sargento
Nelson Mattos nasceu no Rio de Janeiro em 25 de junho de 1924. A alcunha “Sargento” foi acrescentada ao seu nome artístico em virtude de ter servido ao exército brasileiro. O sambista era sargento. Em 2012, quando morreu o mestre-sala Delegado, Nelson Sargento se tornou presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira. Esteve presente em quase todos os desfiles da verde e rosa e sempre fez questão de exercer sua cidadania enquanto baluarte nas eleições da agremiação. * LEIA AQUI: INCA explica causa do falecimento de Nelson Sargento
O grande sucesso da carreira de Nelson foi o samba ‘Agoniza mas não morre’. Gravado pela madrinha do samba Beth Carvalho no álbum ‘De pé no chão’ em 1979 já fazia um alerta para as mudanças estéticas que descaracterizavam o samba enquanto gênero musical. A melodia dolente na voz de Beth alçou Nelson ao estrelato.

Na Mangueira o compositor é autor de um dos mais marcantes sambas-enredo da história da verde e rosa. Composto para o Carnaval 1955, ‘As quatro estações do ano’, já foi regravado por diversos intérpretes do samba e da MPB.
Fora do carnaval, Nelson participou de um dos mais importantes movimentos da música popular brasileira. Ele integrou o conjunto A Voz do Morro, ao lado de Paulinho da Viola, Zé Kéti, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, José da Cruz e Anescarzinho. O grupo se apresentava no teatro Opinião no auge da repressão da ditadura militar. Foi o principal elo de ligação entre a música do morro e a elite carioca, responsável pela popularização do gênero.
Entre seus parceiros de composição musical, estão Cartola, Carlos Cachaça, Darcy da Mangueira, João de Aquino, Pedro Amorim, Daniel Gonzaga e Rô Fonseca. Além de um legado imensurável para a cultura popular brasileira, Nelson Sargento deixa órfãos uma legião de fãs.

