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Série ‘Barracões’: No primeiro enredo afro de Paulo Barros, Paraíso do Tuiuti terá muitas surpresas na avenida

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No carnaval de 2018, com desfile arrebatador, o Paraíso do Tuiuti conquistou o melhor resultado de sua história, um vice-campeonato, a um décimo da campeã, Beija-Flor de Nilópolis. Para o carnaval de 2022, a escola de São Cristóvão apostou no renomado carnavalesco Paulo Barros, que irá desenvolver com “Ka ríba tí ÿe – Que nossos caminhos se abram” o primeiro enredo afro da carreira. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o diretor de carnaval da escola, André Gonçalves, falou sobre a escolha do enredo da escola.

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“A ideia do enredo partiu do presidente, Renato Thor, junto ao carnavalesco, Paulo Barros, que nunca tinha feito um enredo afro e o Tuiuti já tinha, em 2018, feito o enredo da escravidão, com o qual passou super bem, e acabamos, por um décimo, perdendo aquele carnaval, mas fomos sim a campeã do povo, isso ficou muito marcado, até hoje. Na cabeça do presidente, ele sempre falava disso, que queria voltar, na oportunidade que tivesse, ele ia correr atrás de voltar a fazer um afro e aconteceu. A gente teve a oportunidade de sentar com o Paulo Barros e lançar a ideia, que ele, na mesma hora, aceitou e partiu daí”.

Carnaval com a cara de Paulo Barros

Ame ou odeie, é impossível ser indiferente ao estilo de carnaval do carnavalesco Paulo Barros, um dos grandes nomes da história da avenida Marquês de Sapucaí. Para o carnaval de 2022, muito se espera de como Paulo casará seu estilo com a temática africana do enredo do Tuiuti. O diretor de carnaval da escola, André Gonçalves, promete um desfile com a cara do carnavalesco.

“Vai ser um desfile, sim, com as características do Paulo Barros. Do primeiro ao último setor, teremos várias representações, em todos os carros e em todas as alas. Teremos surpresas da ala 2 até a ala 18, todos os nossos carros são com componentes. Na avenida, estaremos levando um abre-alas que terá 266 homens negros, representando os caminhos Orumilá, atravessando de um lado para o outro. Nossa comissão de frente vem representando a criação do homem, nosso segundo carro, que é a jangada, com 50 pessoas fazendo uma jangada, como se estivessem atravessando o mar. Nosso terceiro carro é o Pantera Negra, que será uma grande surpresa na avenida, uma coisa muito esperada. Nós teremos o nosso quarto carro, que são os três cientistas negros que foram a
lua e tiveram uma grande história. E, por fim, o nosso último carro é a representação dos orixás”.

Diferença de Paulo Barros

Desde 2016 na Tuiuti, ano em que a escola subiu para o Grupo Especial, André Gonçalves já trabalhou com alguns carnavalescos, como João Vitor Araújo e Jack Vasconcelos, que fez história na agremiação. Agora, o diretor considera como uma oportunidade trabalhar com Paulo Barros, com quem afirma ter se surpreendido.

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“Eu já tive a oportunidade de trabalhar com Jack, com o João Vitor, que são super maravilhosos, mas com o Paulo é uma coisa diferente, muito conhecimento. Até porque, eu não tive a oportunidade de trabalhar com ele como eu estou hoje, a frente da direção de carnaval sozinho. Antes, eu fazia parte de uma comissão, com quatro. Eu tinha essa frente com todos os carnavalescos, lógico, mas não diretamente. Hoje, eu estou conhecendo uma pessoa que todo mundo sempre falou muito dele, sobre o modo dele, o jeito dele, mas ele me surpreendeu”, afirmou.

Além disso, ao falar sobre o trabalho do carnavalesco, André também destacou seu ritmo do trabalho. Muito acelerado, Paulo Barros, segundo o diretor, gosta de acompanhar cada passo do projeto e “colocar a mão na massa”. “O trabalho com ele é acelerado, meu telefone acabou de tocar, era ele me chamando. Ele é um cara altamente dinâmico, com uma dinâmica muito grande, bota a mão em tudo, gosta de ver tudo, acompanhar todas as fantasias, carros, ele sobe em carro, vai embaixo de carro para tirar medida. Então, é um cara incrível de se trabalhar.”, comentou.

Preocupação com a estrutura

Quem acompanha os desfiles da escola de samba sabe o quanto é difícil ocorrer problemas de estrutura nas alegorias desenvolvidas por Paulo Barros. Ao CARNAVALESCO, o diretor de carnaval da Tuiuti falou sobre a preocupação especial do artista com os mínimos detalhes da parte estrutural de seus carros alegóricos. “Ele passa todos os dias da semana querendo saber, acompanha a manutenção, se foi feita ou não, se o pneu esvaziou um pouquinho, ele quer saber, olha absolutamente tudo”, revelou.

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A mensagem do enredo

“Nosso enredo é uma homenagem a todos os negros que fizeram história. A mensagem que nós vamos passar e apresentar a todos é uma coisa extraordinária, principalmente os que estão sendo homenageados ali, naquela posição”, disse André Gonçalves.

A força do ‘povo preto do Tuiuti’

Um dos trunfos da escola de São Cristóvão, além da aposta no trabalho de seu carnavalesco, é a força de sua comunidade, o “povo preto do Tuiuti”, como diz a letra do samba, que é muito identificado com a temática afro. Citando o desempenho da comunidade no ensaio técnico da escola, o diretor André agradece ao povo do Tuiuti e reafirma buscar a nota perdida em 2018.

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“Nós estamos vindo na expectativa de recuperar aquele décimo perdido. O trabalho tem sido feito, nós estamos apresentando, com a graça de Deus, um trabalho belíssimo, ensaios maravilhosos, quero agradecer a todos da comunidade, todos os componentes que participaram do nosso ensaio técnico e todo mundo acompanhou, viu que foi embaixo de chuva, mas foi uma coisa muito calorosa, todo mundo gostou muito e continuamos em São Cristóvão fazendo os ensaios, às segundas-feiras e nós estamos atrás do nosso objetivo”.

Fique de olho

Tão aguardadas ano após ano, as surpresas de Paulo Barros também estarão presentes no desfile de 2022 da Paraíso do Tuiuti. Quando questionado sobre o que prestar atenção no desfile da escola, o diretor André Gonçalves destacou a comissão de frente, os carros alegóricos e, sobretudo, as alas da escola, nas quais acontecerão algumas surpresas.

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“A nossa comissão de frente, porque as comissões do Paulo Barros são sempre muito aguardadas e tem algumas surpresas muito grandes na nossa comissão de frente. Todos os carros, como a gente sabe e comenta, que o Paulo Barros leva carros com componentes, ele gosta de carros com muitos componentes em cima e isso vai se manter, ele não mudou e, como eu falei, da nossa segunda ala até a última ala, o pessoal precisa prestar bastante atenção porque, dali vão sair muitas homenagens, muitas coisas criadas na avenida para homenagear os negros, os que fizeram história”, disse.

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Entenda o desfile

Comissão de frente: Criação do homem
Primeiro setor: Caminhos de Orumilá
Segundo setor: “Dragão do mar, Xangô
Terceiro setor: Pantera Negra
Quarto setor: Negros que fizeram história
Quinto setor: Representação dos orixás

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Ficha Técnica:
Diretores de barracão: Renan Marins e Júlio Cesar
Escultor: Max
Fibra: Nino
Movimentação: Marlon, de parintins
Bancadas: Fernanda, Flávia, Jeferson, Felipete, Dudu, Alex, Evelin e Flávio
Responsável quarto andar: Jose
Ateliê: Luiz Henrique
Primeiro andar: Junior Barata
Alegorias: Fernando, Luis Felipe, Bona e Luizinho

Passaporte vacinal será exigido nos desfiles na Sapucaí e Intendente

Os foliões que quiserem prestigiar os principais desfiles de carnaval no Rio de Janeiro terão de apresentar o passaporte vacinal. O comprovante será exigido tanto na Marquês de Sapucaí quanto na Avenida Intendente Magalhães e no Terreirão do Samba. A medida foi anunciada nesta quinta-feira pelo presidente da Empresa de Turismo do Município do Rio (Riotur), André Duarte.

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“A prefeitura do Rio teve todo cuidado em relação a esta questão da pandemia. Podem ficar tranquilos, porque tanto na Intendente Magalhães, quando no Terreirão do Samba e na Sapucaí, nós vamos exigir o certificado de vacinação para que as pessoas possa ter acesso aos eventos”, disse Duarte.

O presidente da Riotur disse que o índice de ocupação da rede hoteleira da cidade para o carnaval fora de época deverá chegar a 85%, segundo dados creditados à Associação Brasileira da Indústria de Hotéis Rio de Janeiro (Abih-RJ). Também os turistas, de acordo com Duarte, deverão apresentar passaporte vacinal para se hospedarem nos hotéis da cidade.

Os desfiles oficiais na Marquês de Sapucaí começam na quarta-feira (20) e quinta-feira (21), com a Série Ouro, antigo Grupo de Acesso, prosseguem sexta-feira (22) e sábado (23), com as escolas do Grupo Especial, fechando no domingo (24), com o desfile das crianças. O desfile das campeãs será no outro sábado (30).

Já os desfiles na Avenida Intendente Magalhães começam na quarta-feira (20), com a Federação dos Blocos, prosseguem na quinta-feira (21), com o Grupo de Avaliação, e com a Série Bronze na sexta-feira (22). Na semana seguinte, será a vez da Série Prata, na sexta-feira (29) e sábado (30). No domingo, dia 1º de maio, será a vez dos Grupos B e C. Os desfiles da Intendente Magalhães são gratuitos.

Samba Comentado: Imperatriz 2022

Samba Comentado: Portela 2022

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Documentário ‘Chegou o Carnaval’ mostra expectativa das escolas de samba para a retomada da folia

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A maior festa popular do país está de volta. Após dois anos sem desfiles, a ansiedade toma conta dos integrantes das escolas de samba do Rio de Janeiro que enfrentaram inúmeros desafios para fazer o Carnaval acontecer em 2022. Faltando uma semana para a emoção invadir a avenida, a GloboNews exibe o documentário original ‘Chegou o Carnaval’ neste domingo, dia 17, às 23h, com relatos de pessoas envolvidas na construção do espetáculo diante das incertezas que cercavam a sua realização. A produção mostra como as escolas e seus componentes enfrentaram a pandemia de Covid-19 e, mesmo sem seu principal meio de sustento, buscaram superar esse momento para retomar a sua maior paixão – o Carnaval.

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Foto: Divulgação/TV Globo

Profissionais que trabalham o ano inteiro para dar vida ao ‘maior espetáculo da Terra’ relembram as dificuldades que passaram com o cancelamento da festa. “Eu tive amigos diretores de bateria e até ritmistas próximos a mim que não tinham nada. Me ligavam pedindo socorro porque não tinham dinheiro para comprar um botijão de gás. Eu tirava do meu bolso para dar a eles”, conta Casagrande, mestre de bateria da Unidos da Tijuca.

“O povo do samba entendeu que era momento de se recolher, que tínhamos que esperar pela chegada da vacina, que não era a única esperança só para o mundo do samba, mas para toda a humanidade. Foram momentos muito difíceis, de olhar pela janela e perguntar: o que vai acontecer amanhã?”, diz Selminha Sorriso, porta-bandeira da Beija-Flor de Nilópolis.

Durante a pandemia, as escolas de samba criaram uma série de alternativas para auxiliar os trabalhadores que têm a folia como a sua principal fonte de renda, como as costureiras das agremiações, que passaram a produzir máscaras de proteção para serem distribuídas em troca de cestas básicas. O documentário também mostra que, com a chegada dos imunizantes contra a Covid-19, as quadras das agremiações se tornaram postos de vacinação. “Com isso, a escola de samba mostra a sua importância de estar no meio da comunidade, porque ela tem essa relação com os outros atores sociais que estão no seu entorno” ressalta o jornalista Leonardo Bruno, comentarista dos desfiles das escolas de samba da Série Ouro do Rio de Janeiro na TV Globo.

De acordo com o economista ouvido pelo documentário, Cláudio Considera, a não realização do Carnaval no ano passado representou uma perda de R$ 5,5 bilhões para a cidade do Rio de Janeiro, o que representa 1,5% do PIB carioca. “O setor de serviços é a principal atividade econômica do Rio de Janeiro. É uma perda que não tem volta”.

Também no documentário, o prefeito Eduardo Paes reforça que o ISS, principal arrecadação municipal, despencou em fevereiro do ano passado, mês em que geralmente é realizado o Carnaval. “Os dados são muito importantes porque não só nos ajudam a identificar, monitorar e divulgar a importância dessa celebração, mas também para termos clareza de quais segmentos da nossa sociedade foram impactados e, assim, produzirmos políticas públicas para ajudar essas pessoas”.

A expectativa é que a realização dos desfiles em abril consolide a retomada da folia e resulte em aumento de arrecadação. Para o mundo do samba, esse Carnaval tem tudo para ser o maior da história. “Para mim vai ser um momento de grande emoção. A expectativa está muito grande. Imagina a emoção que irei sentir quando eu der o grito de guerra”, ressalta o intérprete Neguinho da Beija-Flor.

“Acho que vai ser uma festa muito bonita, vai parecer que nem teve pandemia. Esse ano não precisa ter medo se o povo estará frio na avenida. Não vai estar. Está todo mundo doido para ver uma escola de samba. Talvez seja o Carnaval mais privilegiado de todos”, afirma a carnavalesca Rosa Magalhães.

O documentário tem direção conjunta de Daniel Botelho, João Mariano, Pedro Umberto e Sandro Arieta. A direção de fotografia é de Rafael Quintão e Luiz Paulo Mesquita.

O documentário ‘Chegou o Carnaval’ vai ao ar no próximo domingo, dia 17, às 23h, na GloboNews.

Beija-Flor perdeu 12 décimos em enredo e apenas um em bateria, casal e harmonia nos últimos cinco carnavais

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Maior campeã da Era Sambódromo, a Beija-Flor virou o bicho papão da avenida a partir dos anos 2000. Os sambistas eram unânimes, para ganhar o carnaval, era preciso superar a Deusa da Passarela. Mas nos últimos anos isso mudou um pouco. Apesar de campeã duas vezes na última década, segundo o levantamento da série “De olho nos quesitos”, a escola não gabaritou nenhum quesito nos últimos cinco anos.

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Acostumada a comemorar notas 10 na apuração, a azul e branca nilopolitana tem na sua bateria o quesito de maior sucesso, com apenas um décimo perdido desde 2016. Enredo vem sendo o calcanhar de aquiles da escola, com 1,2 ponto perdido no período. Foi um total de 47 penalizações, a maioria no catastrófico desfile de 2019.

Confira o desempenho quesito a quesito da Beija-Flor:

Alegorias e Adereços

Reconhecida por sua opulência volumétrica, a Beija-Flor perdeu sua pujança de alegorias nos últimos desfiles, até mesmo naquele em que foi campeão. A última nota 30 em alegorias foi no ano de 2017, quando a escola impressionou com um conjunto alegórico belíssimo. Em 2018 e 2020 dois décimos ficaram pelo caminho e em 2019 foram três, totalizando sete em cinco carnavais.

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Bateria

Acostumada a impulsionar o canto e a dança nilopolitana, a bateria da Beija-Flor é um dos quesitos mais fortes da escola no levantamento feito pela reportagem do site CARNAVALESCO. Apenas um décimo perdido em 2016 e mesmo assim houve muita polêmica à época com as notas aplicadas para os ritmistas de mestre Rodney. Desde 2017 a escola alcançou a pontuação máxima em bateria.

Comissão de Frente

Não fosse a catastrófica comissão de frente no desfile de 2019, que perdeu impressionantes seis décimos nos módulos de julgamento, o quesito também seria um dos melhores da Beija-Flor nos últimos carnavais. Porém a equivocada concepção daquela apresentação vitimou este quesito, que só não perdeu mais décimos que alegorias, fantasias e enredo.

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Enredo

Muito criticada por concepções de enredo equivocadas nos últimos anos, a Beija-Flor sente nas notas as falhas apresentadas neste quesito na avenida. No título de 2018 a escola perdeu um décimo e em 2020 mais um. Nos polêmicos desfiles de 2016, 2017 e 2019 os jurados puniram bastante a escola com um total de 1 ponto de desconto, fazendo com que enredo seja o pior quesito da Beija-Flor desde 2016.

Evolução

Acostumada a dar aula de evolução na avenida, já fazem dois carnavais em que a Beija-Flor não consegue sair da apuração com a excelência no quesito. Mais uma vez o desfile de 2019 contamina a média geral, uma vez que foi meio ponto perdido de uma vez, que viram seis décimos se somados com o décimo perdido em 2020.

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Fantasias

Com propostas estéticas diferentes em cada ano, a Beija-Flor não agradou os jurados com seus figurinos nos últimos desfiles. A estética indígena de 2017 respondeu pela perda de 40% dos décimos do levantamento dos últimos cinco anos. Foram mais três décimos em 2017, um em 2018 e dois em 2019. Apenas enredo teve desempenho inferior no período estudado. Em 2020 a escola conseguiu os 30 pontos, totalizando 1 ponto perdido desde 2016.

Harmonia

Assim como bateria, harmonia também beirou a excelência nos últimos desfiles da Beija-Flor. Não chega a ser novidade, já que o canto nilopolitano é reconhecido como um dos mais fortes da avenida. Apenas em 2019 a escola saiu da apuração sem os 30 pontos, quando perdeu um décimo.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Beija-Flor

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Claudinho e Selminha Sorriso são um dos maiores casais da história do carnaval e refletem isso em notas alcançadas. Desde 2016, perderam apenas um décimo desde 2016, também no acidentado desfile de 2019. Ao lado de bateria e harmonia o melhor desempenho da escola.

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Desempenho irregular da Deusa da Passarela em um dos quesitos tradicionais historicamente. Até mesmo o samba de 2017, muito premiado, não obteve os 30 pontos, perdendo um décimo. Com os dois décimos perdidos em 2019, totalizam três de penalização total nos últimos cinco anos.

Prefeitura do Rio apresenta planejamento para o Carnaval 2022 com ponto facultativo na quarta e sexta-feira

A Prefeitura do Rio apresentou na tarde desta quinta-feira o planejamento para o Carnaval das escolas de samba. Os desfiles acontecerão no Sambódromo da Marquês de Sapucaí e na Intendente Magalhães. Haverá também shows no Terreirão do Samba. A operação com o deslocamento dos carros alegóricos começará às 23h, de segunda-feira, dia 18 de abril. o Centro de Operaçõs estará ligado ao monitoramento feito pela Liesa, com câmeras ligadas na Sala de Controle. A Prefeitura do Rio e o Estado decretaram ponto facultativo na quarta-feira, dia 20 de abril, e na sexta-feira, dia 22 de abril. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), o nível de ocupação da rede hoteleira será de 85%. A Prefeitura do Rio informou que haverá cobrança do passaporte vacinal na Sapucaí, Intendente e Terreirão do Samba.

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“Vamos ter uma posição com o Centro de Operações utilizando diversas ferramentas para fazer a integração com outros agentes. Haverá também a transmissão das câmeras internas que a Liesa coloca no Sambódromo. Os operadores do Centro de Operações vão ter acesso. Teremos câmeras no entorno do Sambódromo para fazer monitoramento dos carros alegóricos”, disse Alexandre Cardeman, Chefe do Centro de Operações.

A secretaria municipal de Saúde montou a operação com sete postos hospitalares no Sambódromo, sendo 32 leitos, com oito de suporte avançado. A localização será na concentração, na apoteose e nos setores 2, 7, 8, 10 e 11. Serão 71 profissionais trabalhando por dia com 26 médicos, 18 enfermeitos, 27 técnicos de enfermagem. A Intendente Magalhães terá 1 posto médico e quatro ambulâncias.

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“Vamos fiscalizar a cobrança do passaporte vacional. A Liesa fez isso nos ensaios técnicos e funcionou muito bem. Serão 65 servidores que farão a fiscalização nas dependências do Sambódromo, no Terreirão e nas áreas públicas no entorno”, disse Rodrigo Prado, secretário de Saúde.

A Comlurb colocará quase 4400 funcionários. Serão 33 veículos, 14 mini varredeiras, 16 sopradores, e, pela primeira vez, haverá varredeiras na Intendente. A limpeza interna do Sambódromo será feita por 496 garis, com 25 veículos por dia. A externa terá 138 garis com 9 veículos por dia. Na Intendente vão ser 115 garis.

A Guarda Municipal vai atuar mais de 3 mil funcionários, sendo 512 por dia. Para o ordenamento do trânsito serão 1800, 300 por dia. Vão ser colocadas duas bases operacionais para suporte ao coletiva. Na Intendente, o efetivo será de 264, sendo 44 por dia, com 60 guardas municipais para atuação exclusiva no trânsito.

Todas linhas de ônibus das Zonas Norte e Oeste para o Centro e Zona Sul farão o desvio pelo Rio Comprido. As linhas provenientes da Zona Sul vão circular pela pista lateral da Avenida Presidente Vargas, sentido Praça da Bandeira.

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Série Barracões São Paulo: Gaviões da Fiel convoca público para iniciar uma ‘revolução’ na avenida

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Os Gaviões da Fiel receberam a equipe do site CARNAVALESCO em seu barracão para falar dos preparativos para o Carnaval 2022. Segunda escola a desfilar no sábado, dia 23, a Torcida que Samba escolheu externar a indignação com todas as formas de preconceito e a hipocrisia da sociedade na forma do enredo intitulado “Basta!”, que teve como gatilho para seu desenvolvimento o assassinato do afroamericano George Floyd em maio de 2020.

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O tema começou a ser desenvolvido por Paulo Barros, que se desligou da escola em setembro do mesmo ano. Assumiram em seguida a equipe comandada pelo carnavalesco Zilkson Reis, que assinou diversos carnavais recentes dos Gaviões. Os preparativos finais estão sendo conduzidos pelo enredista Júlio Poloni, outro profissional já conhecido da folia paulistana, que explicou como o enredo será abordado no Sambódromo do Anhembi.

“O ‘Basta!’ da Gaviões da Fiel é um grito contra diversas injustiças que nos aflige hoje em dia. É um desfile que vai apontar diversos desses problemas que o brasileiro enfrenta hoje, e vamos dar um grande ‘basta’ contra todos eles. A gente começa abordando a questão do racismo. Evidencia como a questão do racismo é um problema estrutural no Brasil de hoje. A gente fala também de pobreza, de miserabilidade, de desvalorização do trabalhador, e acabamos chegando na questão da desigualdade, que é um problema que a gente não suporta mais viver com ele. Precisamos da superação das nossas desigualdades sociais, que no Brasil são extremamente profundas, evidentes e machucam a todos nós”, disse.

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A partir do segundo setor a escola apresentará, de forma explícita, alguns dos grandes crimes contra a humanidade que estão sendo cometidos diariamente e que precisam ser vistos como inaceitáveis por todos. Da bonança dos ricos contrastada com a miséria dos pobres à questão ambiental, que ganhou muita evidência nos últimos anos.

“Também vamos fazer um grito contra a devastação ambiental, a desvalorização das vidas indígenas, que também é um problema que tem se acentuado ultimamente, e vamos colocar um ‘basta’ contra a ascensão de governos fascistas que temos observado. Aí também entra a questão da intolerância religiosa, da censura de imprensa. Esses são os principais gritos que vamos trazer, os principais ‘bastas’ que vamos trazer para a avenida”.

A comunidade alvinegra pretende iniciar uma revolução na avenida com um desfile muito diferente do que costumamos ver em São Paulo, mas que tem eclodido em outros carnavais já a algum tempo. Seu setor final é dedicado exatamente para a promoção desse movimento, onde através de nomes marcados na história projeta ser a voz na luta por um futuro de paz.

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“Por fim, faremos uma revolução em plena pista, um ‘levante’ à moda brasileira, utilizando do carnaval para fazer uma revolução. E no nosso desfile nos inspiramos em figuras históricas internacionais como Ghandi, Mandela, Frida Kahlo, e em personalidades brasileiras como Raoni, Irmã Dulce, Paulo Freire, Sócrates, Marielle, para fazer a nossa revolução. Por uma sociedade em que a natureza é preservada, tenhamos saúde e educação para todos, democracia e igualdade a gente atinja. Esse é o nosso objetivo no nosso carnaval”.

Um enredo que se atualiza como o jornal do dia

Foi usando essa definição que Júlio detalhou as mudanças que a temática abordada sofreu desde quando Zilkson e sua equipe assumiram o projeto. À época a pandemia da covid-19 estava apenas começando, e ela foi responsável por dar holofotes a inúmeros acontecimentos que causaram indignação no Brasil e no mundo. Para que o desfile não fosse marcado por pautas frias, que já não são mais debatidas pelas pessoas, elementos do enredo idealizado para 2021 precisaram ser revisados.

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“Fizemos diversas modificações por diferentes motivos. O primeiro deles é porque foi um enredo pensado em 2020, e como é um enredo muito atual tivemos que atualizar algumas coisas em relação a assuntos que deveríamos abordar ou não. Como por exemplo, naquela época tinham menções ao Trump, que resolvemos nesse momento retirar porque seria uma coisa fria para o desfile. Alterações desse tipo tiveram que ser feitas. Além disso, adicionamos novos ‘temperos’ em relação ao que estava previsto inicialmente, justamente porque hoje temos pontos que estão mais em alta do que na época, como por exemplo a questão indígena, e demos uma readequada em toda a linguagem para ficar mais com a cara da Gaviões da Fiel, com o nosso momento vivido hoje”.

Questionado se o público verá alguma herança dos tempos de Paulo Barros, que foi um dos responsáveis pelo desfile anterior, o enredista foi bem claro a respeito, mas garantiu que não é por isso que a escola deixará de apresentar novidades.

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“Já preparando o público, nós não teremos um desfile ‘paulobarriano’. Teremos um desfile esteticamente mais tradicional. No entanto nós viremos com outros elementos, principalmente de impacto, de leitura visual, que acreditamos que dará um impacto no público tão grande ou muito maior do que essas inovações que são conhecidas dele”.

Um desfile que quer gerar indignação

Desde quando o enredo foi anunciado, já era possível deduzir que o desfile planejado pelos Gaviões da Fiel não seria comum. A intenção de fazer um carnaval carregado de absurdos que sabemos que existem não é escondida por ninguém, e promete ser um marco na história do carnaval se for bem executado. Júlio quer que esses sentimentos sejam externados por todos, e todo o projeto está sendo voltado para de fato fazer o público soltar esse grito entalado na garganta ao reproduzir artisticamente cenas chocantes.

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“Todas aquelas pessoas que vão assistir ao desfile, e que estão com esse grito de ‘basta’ preso na garganta, irão se emocionar. Vão sentir raiva, mas é uma raiva que não gera violência, e sim uma raiva que gera cultura, assim como faremos na avenida. Mas precisamos ter raiva contra essas coisas que mostraremos na pista. Será um desfile muito emocional. O público vai entender claramente a mensagem, e certamente as pessoas que estiverem com esse grito engasgado vão se emocionar certamente. Esse é o ponto que eu destaco. Todas as nossas alegorias são muito fortes, com mensagens muito fortes”.

Indagado se em algum momento da apresentação o público pode se manifestar de alguma forma diferente do que se costuma ver em desfiles de escolas de samba, o artista acredita que sim.

“Muito difícil prever a manifestação do público, mas acho que é um desfile que engaja, que chama o público para gritar junto. Então acredito que sim, é uma possibilidade”.

Um trabalho dividido com todos

Em meio aos preparativos finais da concepção do carnaval, a escola precisou lidar com um incidente interno lamentável. O carnavalesco Zilkson Reis foi brutalmente agredido dentro da quadra após um dos ensaios promovidos, e até o momento permanece internado na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Júlio Poloni precisou assumir as funções de Zilkson e tem trabalhado com bravura para colocar os Gaviões da Fiel na avenida. Falou sobre esse desafio inesperado e aproveitou para mandar seus votos ao líder da equipe de barracão.

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“A ausência do Zilkson tem nos demandado muito. Não só de mim, mas de toda a equipe. Todos nós tomamos a frente de alguma parte que seria dele. Estamos com unhas e dentes para fazer o nosso melhor, e estamos todos nós na torcida para que Zilkson tenha sua saúde totalmente restabelecida o quanto antes”.

Um resumo do que passará na avenida

“O nosso desfile não é setorizado, mas tem uma sequência lógica. Começamos colocando a questão do racismo, então vamos resgatar desde o início, lá antigamente, desde quando as populações africanas eram reis e rainhas em suas terras até serem escravizados e chegarem ao Brasil nessa condição. A partir daí abordamos o consequente racismo estrutural. Falamos da pobreza, da miséria, da desvalorização do trabalhador. Colocamos a questão da vida nas comunidades, da falta da infraestrutura, da falta de condições e oportunidades de vida. Desembocamos na desigualdade social. Na sequência falamos de governos fascistas, depois apresentamos a luta indígena e encerramos com a gente adentrando a nossa revolução”.

Ficha Técnica
Enredo: “Basta!”
Alegorias: 4 + 1 tripé
Alas: 10
Componentes: 2000

Sabrina Sato lança reality #CarnavaldaSabrina no GNT

Prepare o fôlego: vem aí uma nova temporada do #CarnavaldaSabrina. O reality vem cheio de novidades e promete mostrar ainda mais a intimidade e os desafios de uma das maiores celebridades do país, Sabrina Sato, durante o carnaval. E este ano faz sua estreia na programação do GNT.

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O #CarnavaldaSabrina será dividido em quatro episódios, trazendo a correria, os melhores momentos, os bastidores da Rainha de bateria de duas grandes escolas de samba: Vila Isabel, no Rio de Janeiro, e Gaviões da Fiel, em São Paulo; e musa dos Camarotes N1 (RJ) e Bar Brahma (SP). Além dos ensaios, provas de roupa, e todas os compromissos de Carnaval, o público acompanhará sua agenda (sem cortes) com as gravações dos programas ‘Desapegue se for Capaz’ e ‘Saia Justa’. Os episódios ainda contarão com entrevistas, depoimentos e quadros, de Sabrina com sua equipe e muitos personagens que cruzam sua rotina nesta época do ano.

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Os teasers do primeiro episódio já revelam toda essa adrenalina. Em paralelo, todas as mudanças na vida pessoal e profissional que impactaram a vida de Sabrina nos últimos meses, com destaque ao relacionamento com o marido Duda Nagle e a sua chegada à Rede Globo, serão mostrados também no episódio número um.

“A nova temporada do #CarnavaldaSabrina está uma loucura. Acho que nunca esperamos tanto por um Carnaval, e o Reality traduz toda essa nossa correria. Ansiedade e emoção nesses dias frenéticos que antecedem os desfiles. Entre toda maratona do carnaval, vocês também vão acompanhar, sem filtro, todas as mudanças na minha vida pessoal e profissional que impactaram meus últimos dias. E pra ficar ainda mais maravilhoso, este ano faremos nossa estreia na programação do GNT. Não poderia estar mais feliz e realizada”.

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Achou que acabou? Calma, tem mais. Em um dos últimos episódios mostrará a preparação para o consagrado Baile da Vogue, que fecha seu Carnaval com chave de outro.

O reality criado por Sabrina Sato será lançado nessa terça-feira (12), às 23h30, na grade do GNT e no seu Canal da Sabrina, no YouTube. A atração contará ainda com uma maratona de exibição dos quatro episódios no GNT, no sábado, dia 7 de maio, das 17h às 18h30.

Fábio Ricardo destrincha desfile da Mocidade na série ‘Barracões Grupo Especial Rio’: ‘Escola precisava de um enredo afro’

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A espera foi longa, mas a Mocidade Independente de Padre Miguel, enfim, levará um enredo afro para a Marquês de Sapucaí. Com o ‘Batuque ao Caçador’, a escola vai homenagear o orixá Oxóssi, além de fazer uma reverência à bateria ‘Não Existe Mais Quente’ e aos grandes mestres que a comandaram. À reportagem, o carnavalesco Fábio Ricardo revelou que a temática afro já era um desejo antigo da comunidade e explicou como a ideia do enredo chegou até ele.

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“Quando eu fui contratado pelo presidente Flávio, já havia a ideia de fazer esse enredo. A escola já queria fazer um enredo afro que há muitos anos não fazia. E aí se uniu essa ideia a fazer uma homenagem ao padroeiro da escola e da bateria. Rolou até aquele boato que ia ser Azeite, mas é papo que surge por aí. A partir daí eu entro, e começo a me reunir com as pessoas da escola para pensar o enredo. Por sempre respeitar onde estou pisando, fui entender o que a escola estava precisando”, disse Fábio, que emendou:

“Um, ela precisava de um enredo afro, com toda uma plástica afro; dois, ela quer fazer essa homenagem ao padroeiro; e três, que é homenagear a bateria. Essas três vontades se uniram e surgiu esse enredo. O presidente me deu toda liberdade para desenvolver o enredo e eu fui montando. Poderia se chamar ‘Oxóssi’, ‘Odé’, ‘Caçador’, mas dentro dessa atmosfera de estudo, a gente optou pelo ‘Batuque ao Caçador’, pela forma como a gente iria montar o enredo”, completou.

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O último enredo afro da Mocidade havia sido em 1976, com ‘Mãe menininha do Gantois’, do gênio Arlindo Rodrigues. Candomblecista, Fábio Ricardo explicou que a construção do Carnaval passou por várias pessoas, desde o historiador André Luis Júnior, ao jornalista Fábio Fabato, que escreveu a sinopse do enredo, até o diretor Marino, que trouxe a essência da escola ao tema. O carnavalesco, que demonstrou preocupação em não transformar 2022 em um ‘Vira, Virou’ (enredo campeão em 1990), falou sobre o que lhe chamou mais atenção durante a pesquisa para o desfile.

“O que mais me chamou atenção nessa pesquisa foi conhecer mais sobre a Mocidade. Porque antes, eu só via os grandes carnavais que a escola já tinha feito. Então, eu tive a grande e grata surpresa de logo no meu primeiro ano de escola fazer um enredo que aprendi a história da escola a fundo. Isso que para mim foi o mais legal. É muito bom fazer esse serviço para a Mocidade e ao mesmo tempo aprender sobre ela, porque todo ano o carnavalesco tem uma grande aula de história”, contou Fábio, antes de completar:

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“Eu trabalho tudo dentro do barracão, faço meus horários aqui, crio, desenho, pesquiso na Cidade do Samba. E eu, nessa pandemia, tive a felicidade de fazer isso tudo em um momento único meu. Eu acho que também estava com a essência do orixá vibrando em mim. Foi muito marcante para mim essa montagem de enredo, de um orixá muito respeitado, que tem importância gigante na escola e na vida de qualquer pessoa, além de ser o orixá que eu sou feito”, revelou o artista.

Aos 47 anos, Fábio Ricardo faz seu primeiro ano na Mocidade. Antes, o carnavalesco já havia somado trabalhos por outras grandes escolas, como: Grande Rio, São Clemente, Império Serrano, Rocinha e Unidos de Padre Miguel. Presente no mini desfile na Cidade do Samba, o artista afirmou ter ficado impressionado com a força da comunidade e rasgou elogios ao samba, comissão de frente, e ao casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Ao CARNAVALESCO, Fábio afirmou que o grande trunfo da Mocidade será a retomada da grandiosidade da escola, e os componentes se sentirem parte do enredo.

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“A palavra campeonato é consequência do que vai acontecer lá na hora, na Sapucaí. Não estou sendo pessimista, pelo contrário, estou muito otimista. Vou tentar fazer o meu melhor com todos os recursos que eu tenho à disposição. Agora, sobre o desfile, independente das fantasias, carros alegóricos, quero respeitar a escola e trazer de volta a imagem de grandeza que é característica da Mocidade, sem desmerecer que passou por aqui. O grande diferencial acho que vai ser a própria escola enxergar o que ela queria e precisava ver na Avenida. A força dos componentes vai levar à Mocidade a um grande desfile”, comentou Fábio.

Em 2020, em um enredo sobre Elza Soares, rodeado de expectativas, a Mocidade não fez grande desfile na questão plástica. No quesito fantasia, a Estrela Guia perdeu três décimos, que lhe renderia o título caso gabaritasse o quesito. A agremiação ainda levou um 9,8 em Alegorias e Adereços, mas a nota foi descartada. Por conta disso, a escola optou por uma troca de carnavalescos e trouxe Fábio Ricardo, que conseguiu nota máxima nos quesitos citados no desfile pela Unidos de Padre Miguel há dois anos.

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“A escola me contratou exatamente por conta disso, das fantasias e alegorias. Eu desenhei todas as fantasias e fiz todos os pilotos, agora elas estão sendo reproduzidas. As alegorias, a mesma coisa. O meu melhor eu estou dando para conseguir sempre as notas 10, como tem acontecido nos últimos anos. Eu gosto de ser elegante nos meus carros, de ser limpo e de fácil entendimento. Não adianta fazer luxo pelo luxo, ou coreografia por coreografia. Eu faço tudo com base e conhecimento, dentro do que foi proposto, não fazer por fazer”, explicou o carnavalesco.

No desfile, a Mocidade trará Oxóssi com uma anunciação em um primeiro momento, passando por suas origens e orixás relacionados. Na sequência, a Estrela Guia contará histórias e lendas de Oxóssi, seguida da chegada do orixá ao Brasil. Por fim, a escola fará uma grande homenagem à bateria ‘Não Existe Mais Quente’ e seus mestres citados no samba, com a tradicional batida do agueré para o orixá. O último setor terá fantasias de baterias de desfiles históricos da Mocidade. Fábio Ricardo encerrou com uma explicação do desfile setor a setor.

Entenda o desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel

1° SETOR
“Nosso primeiro setor vai ser uma grande anunciação a esse grande orixá, um tributo a Oxóssi. Nesse setor já vamos abordar a ancestralidade desse grande batuque que surgiu há milhares de anos, com o toque do agueré. Nós vamos pedir permissão a Orum, para que Orunmilá determine o caminho certo que a Mocidade vai tomar para contar essa história. Então, já teremos no início esse toque do agueré com os tambores africanos, com uma grande falange de olodés, que é um conjunto de caçadores”.

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2° SETOR
“No segundo momento, a escola vem falando sobre a origem desse orixá, onde nasceu, quem está envolvido e qual a família dele, representado pelos idilés. E entre as alas vem toda família dele, Exú, Ogum, Iemanjá. Neste setor, a gente explica porque Oxóssi é o senhor da prosperidade, da caça. Então tudo sobre a forma dele entra nesta parte. Falamos da importância de Ogum, irmão que deu a ferramenta e ensinou ele a caçar. Vamos abordar também Ossain, que é o orixá do plantio, onde Oxóssi aprendeu o poder da cura e feitiços através da planta”.

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3° SETOR
“No terceiro momento, vamos mostrar os itans, que são as lendas de passagens de Oxóssi por alguns outros orixás, como: Iansã, por qual Oxóssi foi extremamente apaixonado; Otim, que foi uma amiga caçadora inseparável dele; Oxumaré, que foi a cobra que ele não podia matar, como tem na letra do samba; e Oxalá, o deus maior que deu muitas missões para Oxóssi. Então são esses itans, que são contados em casas de candomblé e em rodas de xirê, e a gente transmite isso para a Sapucaí”.

4° SETOR
“O quarto setor é a passagem dessa essência e energia do orixá e chegada dele ao Brasil. E aí, por aqui, já chega de uma forma discriminada, onde entra o sincretismo religioso, no qual Oxóssi é representado por São Sebastião. E nesse setor, os negros chegam ao Brasil como escravos e tem contato com os indígenas que já estavam aqui. E aliados os dois povos, também nasce a Umbanda. E a gente fecha esse quarto momento da escola com uma grande reverência a todas as casas de candomblé por todo o Brasil que tocam esse agueré. E esses tambores, que saem da ancestralidade, passam pela família, dos itans, de guerra e chegam às casas de candomblé, que são os atabaques. E é justamente em uma dessas casa, a da Tia Chica, que nasce e é levado o agueré para dentro da bateria da Mocidade”.

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5° SETOR
“O último setor vai ser uma grande bateria, homenageando todos esses grandes mestres que fizeram história na Mocidade. E a gente termina o desfile justamente com a ancestralidade, só que dessa vez dos grandes mestres que marcaram a bateria com o toque do agueré aqui dentro. Nessa constelação de estrelas dentro da estrela maior, que é a Mocidade, a gente tem o conjunto de pessoas que são parte da história da escola. A gente retorna, então, à essa ancestralidade não só de Oxóssi, como a da bateria da escola”.

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Ficha técnica:
Número de alegorias: 5
Número de tripés: 1
Número de alas: 31
Número de componentes: 3500
Carnavalesco: Fábio Ricardo
Diretores de barracão: Wagner Félix e Alex Furtado
Aderecistas de carros alegóricos: Luciano Furtado e Junior Fontoura (Mineiro)
Projetistas de alegorias: Fernanda Teixeira e Renato Esteves