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Eduardo Paes visita barracões do Grupo Especial e confirma entrega das chaves ao rei momo na quarta-feira

016A060F B7B7 4DD7 9E69 13FAEB21039EO prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, visitou na manhã deste sábado os 12 barracões das escolas de samba do Grupo Especial na Cidade do Samba. Paes estava acompanhado do presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro, do diretor de marketing da entidade, Gabriel David e do diretor de carnaval Elmo José dos Santos. O prefeito iniciou as visitas na atual campeã, Unidos do Viradouro.

Ainda localizado na Cidade do Samba, o barracão da União da Ilha foi o segundo a ser visitado pelo mandatário municipal. Em seguida ele entrou nas dependências do Paraíso do Tuiuti e na sequência Grande Rio. A Liesa colocou um carro de som durante a visita que sempre executava os hinos oficiais das agremiações onde Eduardo Paes estava visitando no momento. Na tricolor de Caxias, o prefeito foi recepcionado por alguns ritmistas e pelo casal de mestre-sala e porta-bandeira Daniel Werneck e Taciana Couto. O intérprete Evandro Mallandro cantou ao vivo a obra de 2022. Os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora fizeram uma breve explanação do enredo para o prefeito. A escola buscou impressionar Paes acendendo todas as alegorias.

Após a Grande Rio, Paes visitou a Unidos de Vila Isabel onde foi recebido pelo presidente Fernando Fernandes. Na sequência foi a vez da Portela, escola de coração do prefeito, recebido por Luís Carlos Magalhães, presidente da escola. A visita ainda contou com entradas no Salgueiro, São Clemente, Mocidade, Beija-Flor, Unidos da Tijuca, Mangueira e Imperatriz.

’A partir de quarta-feira qualquer reclamação é com aquele gordinho’, brinca o prefeito 

Ao término das visitas, Eduardo Paes conversou com os jornalistas. O prefeito elogiou o trabalho das escolas e convocou os brasileiros de todas as regiões a visitarem o Rio no carnaval.

“Tudo pronto. Muito bom poder estar visitando a Cidade do Samba. As pessoas do carnaval sofreram muito. A festa será linda. Meu conselho para os brasileiros: o carnaval do Rio está imperdível. O nosso povo é alegre e sem preconceitos. Temos vários enredos falando de religiões de matriz africana”, disse o prefeito.

Eduardo Paes confirmou que na quarta-feira entrega as chaves da cidade ao rei momo, recuperando uma tradição perdida durante a gestão do ex-prefeito Marcelo Crivella.

“Quarta-feira declaro aberto carnaval carioca. Quem não estiver satisfeito tem de reclamar com aquele sujeito gordinho e sua corte. Independente de sua religião o prefeito do Rio tem obrigação de valorizar o carnaval. Após um período estranho em nossa cidade estamos voltando a colocar a festa em destaque”.

O prefeito também citou as intervenções realizadas no Sambódromo. Paes disse que o templo sagrado do samba brasileiro está pronto para receber as escolas de samba e o público.

“O Sambódromo está pronto e lindo. Adaptamos todas as exigências dos bombeiros. Camarote lindos, tem arquibancadas disponíveis. A rede hoteleira está praticamente esgotada mas tem sempre uma vaguinha extra para quem quiser chegar. Venham pro carnaval carioca”, convidou.

Perguntado sobre os blocos, Eduardo Paes afirmou que eles ficam para 2023. Destacou que não vai colocar a guarda municipal para caçar foliões pelas ruas mas pediu bom senso da população.

“Os blocos dão muito trabalho. É uma operação muito mais complexa que a Sapucaí. É preciso organizar direito. Todos sabem que adoro blocos também. Ano que vem as coisas vão acontecer normalmente. Não vou ficar atrás de folião e espero a compreensão das pessoas. A cidade está lotada, o Rio está celebrando”, destacou.

O prefeito finalizou dizendo que ainda não descarta a construção de uma segunda Cidade do Samba para as escolas da Série Ouro. Mas não iludiu os sambistas com promessas.

“É possível. O desafio é o local. Estamos analisando. Não abandonei a ideia não. Vamos ver”, concluiu.

Arte entra em cena na Sapucaí! Camarote Lapa contará com o talento de Mestre Jambeiro em seu espaço

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Samba, cultura e diversão combinam com arte, bom gosto e talento? Para Christian Vieira e os demais jovens empresários responsáveis pelo Camarote Lapa, combinam e muito. O camarote, que estreia na Sapucaí este ano, terá no cenário do seu espaço as obras esculpidas pelo talento do Mestre Jambeiro. * COMPRE AQUI SEU INGRESSO

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Marcos Alexandre Jambeiro é pintor e autodidata. Ele começou como vitrinista e programador visual de lojas e, aos poucos, foi galgando o seu espaço graças ao seu talento. Com grandes fases na carreira, Jambeiro também tem passagem pela Record TV. Por lá, ele atuou por cinco anos como pintor de arte, construindo cenários de novelas. De grande potencial artístico, Jambeiro sempre se destacou pela sua versatilidade. Das premiações em concursos de pinturas, a primeira colocação no concurso de aniversário dos 107 anos do Bondinho de Santa Teresa, em 2003, e o reconhecimento pelo painel exposto no muro da Casa de saúde São José são grandes resultados que se destacam.

No camarote Lapa o pintor irá expor a sua arte em duas grandes paredes que se transformarão em telas artística. O público terá livre acesso para apreciar. A ideia consiste em homenagear o os Arcos de Lapa, importante ponto turístico da cidade e símbolo protagonista do bairro e do camarote.

A ideia de explorar os arcos de forma artística, através do mestre Jambeiro, casa com a proposta do camarote que é levar para a Sapucaí o espírito do bairro mais boêmio da cidade para dentro do espetáculo. O Camarote Lapa possui 600 metros quadrados com open bar, open food, espaços vip e de beleza. Nos dias de folia as atrações serão: Maria Rita e Arlindinho (22/04), Rodriguinho e Firmamento (23/04), Grupo 100% e Renato da Rocinha (30/04). No intervalo dos desfiles e das apresentações, DJ’s comandarão a festa ao som dos hits mais tocados do momento. O estreante Camarote Lapa está situado no setor 8 da Marquês de Sapucaí e conta com a filha de Adriana Bombom, Olívia Nobre (Lily Nobre), como musa.

Com entrada franca e escolas tradicionais, carnaval de São Paulo inicia neste sábado com o Acesso II

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Neste sábado acontecem os desfiles do Grupo de Acesso II de São Paulo, e serão 12 escolas de samba na pista do Sambódromo do Anhembi. Início será às 20h e a última escola entrará às 5h10, ou seja, a noite promete.

A disputa é pesada, apenas uma escola de samba sobe para o Grupo de Acesso I, enquanto a última colocada vai para o Grupo Especial de Bairros, uma espécie de quarta divisão, esta que é administrada pela UESP e os desfiles não são no Anhembi.

Daremos um giro nas doze escolas, história, o enredo que trarão em 2022 no Anhembi, e o melhor resultado foi escolhido a partir do grupo de maior escalão que estiveram em sua história.

Brinco da Marquesa – 20h

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Começando pela escola que venceu o Grupo Especial de Bairros em 2020, a escola da Vila Brasilina volta ao Acesso II depois de quatro anos, esteve por lá em 2018, mas acabou rebaixada. Bateu na trave no acesso em 2019, foi vice-campeã, e em 2020 com o enredo ‘Oxalá criou o mundo e deu ao mundo civilizações…’ venceu o grupo da UESP, voltará ao Anhembi. Com o carnavalesco Carlos Marques, a escola cantará ‘Estação Japão-Liberdade. Do Afro ao Oriental’.

Fundação: 1988
Escola madrinha: Acadêmicos do Turucuvi
Melhor resultado: 12º lugar no Acesso II em 2018

Camisa 12 – 20h50

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Escola ligada à torcida organizada Camisa 12, do Corinthians, está no Acesso II desde 2018 e melhorando resultado. Bateu na trave em 2020 com o vice-campeonato no tema ‘O Pão nosso de cada dia, nós daí hoje’, foi por apenas 0,1 ficando atrás do Morro de Casa Verde. Em 2022 com o carnavalesco Delmo Moraes, vai cantar, ‘Um conto para mil e uma noites. A viagem da pantera pra lá de Bagdá’.

Fundação: 1996
Escola madrinha: Gaviões da Fiel
Melhor resultado: 2º lugar no Acesso II em 2020

Uirapuru da Mooca – 21h40

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Escola bem tradicional do bairro da Mooca, a Uirapuru vai para o décimo ano seguido disputando o Acesso II e sonhando com a volta ao Acesso onde esteve em 2010 e 2011. Bateu na trave no retorno em 2013, quando foi vice-campeão. Em 2020 ficou no 5º lugar do Acesso II. Para 2022 com o carnavalesco Antônio Carlos Ghiraldini, cantará: ‘O Uirapuru canta os encantos da noite’.

Fundação: 1976
Escola madrinha: Unidos de Vila Maria
Melhor resultado: 6º lugar no Acesso I em 2010

Primeira Cidade Líder – 22h30

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Em 2019 chegou no sonho de desfilar no Anhembi após vencer a UESP. Desde então está no Acesso II, e em 2020 ficou na 7ª colocação. Fica no bairro Cidade Líder, na zona leste de São Paulo, e busca seu melhor resultado na história do carnaval. Para esse ano com a dupla Ewerton Visotto e Rodolfo trará o enredo: ‘Tradições Nordestinas’.

Fundação: 1993
Escola madrinha: Leandro de Itaquera
Melhor resultado: 4º lugar no Acesso II em 2019

Unidos de Santa Bárbara – 23h20

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A escola do Itaim Paulista, zona leste de São Paulo, vai para sua oitava participação no Acesso II, sendo que em 2013 disputou o Grupo de Acesso, por ter sido campeã deste Grupo que está atualmente. Com o carnavalesco Anderson Paulino, cantará o “O Sol Nascerá” e com o sonho de voltar ao Grupo de Acesso do carnaval.

Fundação: 1993
Escola madrinha: Leandro de Itaquera
Melhor resultado: 8º lugar no Grupo de Acesso I em 2013

Torcida Jovem – 0h10

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Torcida Jovem, surgiu a partir da torcida organizada Torcida Jovem do Santos, e é uma das tradicionais escolas-torcidas, começou como bloco carnavalesco em 1979 e assim ficou no ‘Blocos Especiais’ até 2002. Desde então disputou, e cresceu, chegando ao Grupo de Acesso em 2011. No Grupo de Acesso II chegou somente ao vice-campeonato, foi assim que subiu em 2010. Para 2022 com uma comissão de carnaval, trará o enredo: ‘Bela Vista. Berço cultural desse país’.

Fundação: 1969
Escola madrinha: Vai-Vai
Melhor resultado: 8º lugar no Grupo de Acesso I em 2011

Nenê de Vila Matilde – 1h

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A segunda maior campeã do carnaval paulistano, com 11 títulos, foi rebaixada do Grupo de Acesso I para o Acesso II, seu pior momento na história, após três anos no Grupo de Acesso, acabou caindo em 2020. A escola contará com Fábio Gouveia e cantará ‘Narciso Negro’, recontará enredo de 1997 da escola, visando o retorno para o segundo escalão do carnaval de São Paulo.

Fundação: 1949
Escola madrinha: Portela
Melhor resultado: 11 vezes campeão do Grupo de Especial (último em 2001)

Unidos do Peruche 1h50

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Outra escola de muita tradição e que vai para o segundo ano no Grupo Acesso II, a Peruche conquistou cinco títulos, sendo a sexta maior campeã do carnaval de São Paulo. Pois esteve no Especial em 2018, caiu, em 2019 no Acesso I também caiu e desde então está no Acesso II. Para 2022 cantará ‘Água… Divinas Benções’, com Mauro Xuxa assinando. É o sonho da escola que ficou apenas no 6º lugar em 2020, voltar ao segundo pelotão de São Paulo.

Fundação: 1956
Escola madrinha: Lavapés
Melhor resultado: 5 vezes campeã do Grupo de Especial (última em 1967)

Imperador do Ipiranga – 2h40

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A escola muito tradicional de São Paulo está no seu segundo ano no Acesso II, e antes só vivia entre Acesso e Especial, portanto é uma novidade. Foram 19 vezes na elite do carnaval de São Paulo, a última em 2010. Venceu quatro vezes o Acesso I, sendo a última em 2006. Para 2022 terá Ivan Pereira e um enredo ‘Imperador e Nações Unidas: Semeando amor para colher felicidade’.

Fundação: 1968
Escola madrinha: Gaviões da Fiel
Melhor resultado: 5º lugar do Grupo Especial em 1973

Amizade Zona Leste – 3h30

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Em sua nona participação seguida no Acesso II, a escola ainda busca o sonho de chegar no Grupo de Acesso. Bateu na trave no primeiro ano em 2014, ficou no 3º lugar. Mas depois o máximo que conseguiu foi o sexto em 2017. Para 2022 terá Fernanda Ringue no comando do carnaval e cantará ‘Dandara’, uma guerreira negra no período colonial do Brasil.

Fundação: 1995
Escola madrinha: Unidos de São Lucas
Melhor resultado: 3º lugar do Grupo de Acesso II em 2014

Tradição Albertinense – 4h20

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A escola mais jovem do Grupo de Acesso II, vem da Vila Albertina no Tremembé e está no sexto ano no Acesso II, onde logo chegou em 2018. Em 2020 teve um resultado preocupante, vice-lanterna, só ficou à frente de Flor de Vila Dalila, escapando da queda. Para 2022 trará ‘Passarela é de vocês! 30 anos de Anhembi, é tradição, podem aplaudir’, com Fábio Flisch e Guilherme Estevão no comando da homenagem ao palco do samba paulista.

Fundação: 2002
Escola madrinha: Tradição
Melhor resultado: 5º lugar do Grupo de Acesso II

Dom Bosco de Itaquera 5h10

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Fechando o dia, outra escola da zona leste, e que ficou junto com a Camisa 12 por 0,1 não subiu ao Grupo Acesso I. Em 2019 também ficou na terceira posição. Está na divisão desde 2010 e vem de ótimos resultados desde 2015 alternando terceiro e quarto lugar do Acesso II. Para 2022 conta com Danilo Dantas e cantará: ‘O alimento da alma é o Dom do conhecimento’.

Fundação: 2000
Escola madrinha: Nenê de Vila Matilde
Melhor resultado: 3º lugar do Grupo de Acesso II (cinco vezes, última 2020)

Público aprova iluminação cênica na Sapucaí, mas pondera: ‘Durante o desfile pode interferir’

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O último domingo marcou a lavagem da Sapucaí para os desfiles da próxima semana, além dos testes de luz e som no ensaio técnico da Viradouro. A novidade deste ano no Sambódromo é a iluminação cênica, instalada pela Prefeitura do Rio, através da Riotur. No final de semana, ela se fez presente e foi elogiada pelo público, que também ponderou o uso da tecnologia durante a passagem das escolas pela Avenida.

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“Você olha assim, de primeira, é visualmente muito bonito. Mas durante o desfile, existe um jogo de luz que os carnavalescos preparam, então essa iluminação nova da Sapucaí pode dar algum tipo de interferência. Porém, pra quem está assistindo, é muito legal, porque traz essa essência da cor da escola do coração”, disse a professora Viviane Veloso, de 46 anos.

“Eu acho que essa iluminação deve ser usada sim, mas durante os intervalos, mas na hora dos desfiles, acho que não dá pra utilizar, porque cada desfile tem um jogo de luz próprio, cada carro, fantasia, o que cada coisa vai passar para a arquibancada e para os jurados”, completou a mangueirense.

A iluminação cênica foi testada apenas em um espaço da Sapucaí, entre os setores 6 e 9. Até o dia do desfile serão instaladas 144 moving lights, 144 projetores led RGB, 288 projetores led, duas mesas de controle DMX, uma rede de controle, 24 quilômetros de fibra ótica e 14 câmeras de visualização para sala de controle. A novidade não ficará apenas para os desfiles de 2022 e chegará em definitivo no Sambódromo.

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“Eu nunca tinha vindo aqui na Sapucaí, mas de primeira assim eu estou achando muito boa essa iluminação. Muito legal esse jogo de cores. Minha mãe está desfilando aqui na Viradouro, vim torcer, acho que a escola vai levar o bicampeonato esse ano”, disse a estudante Fernanda Tolini, de 21 anos.

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“Já vim aqui outras vezes, mas achei muito bacana essa nova iluminação. É uma novidade muito interessante. Sou mangueirense, mas esse enredo da Viradouro é muito legal”, comentou Kelly Mota, de 40 anos. A tecnologia será vista em todos os pontos das arquibancadas do Sambódromo a partir da próxima quarta-feira, quando se inicia o desfile das escolas de samba na Sapucaí.

Vila Isabel realiza último ensaio antes do desfile e apresenta a força dos seus quesitos na briga pelo título

Por José Luiz Moreira e Marina Perdigão

Há pouco mais de uma semana para o seu desfile oficial, a Vila Isabel realizou na noite de quinta-feirao seu último ensaio de quadra na preparação para o carnaval de 2022. Com muita expectativa na briga pelo quarto campeonato da escola, comunidade e segmentos se reuniram em mais uma noite especial para cantar Martinho da Vila, enredo celebrado por todos. O site CARNAVALESCO esteve presente e ressalta que a interpretação certeira de Tinga, embalada pela “Swingueira de Noel”, comandada por mestre Macaco Branco, e o bailado de Marcinho Siqueira e Cristiane Caldas foram os destaques da noite.

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“A escola está pronta, cantando e evoluindo muito. A bateria está bem, assim como o casal e comissão de frente. Estamos prontos para ser campeões. É um misto de emoção. Tenho certeza de que no dia do desfile não vou conter o choro, afinal, é um carnaval e um enredo que todos esperavam. A Vila fechando o carnaval também é um ponto positivo. Em geral, são vários cenários que fazem a escola vir para brigar pelo título”, disse Moisés Carvalho, diretor de carnaval.

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Além do tradicional treino, a escola recebeu várias personalidades do mundo do samba em uma noite especial. A velha guarda musical da Vila Isabel abriu os trabalhos da festa, que contou também com sucessos da música nacional e internacional para receber os convidados e componentes. Sabrina Sato, rainha de bateria, esteve presente e esbanjou graça e muita simpatia ao longo da noite. A beldade fará jornada dupla no carnaval, afinal, desfilará também no mesmo posto pela Gaviões da Fiel com poucas horas de antecedência.

Estiveram presentes também o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba, Jorge Perlingeiro e Gabriel David, diretor de marketing. Marcelinho Calil, presidente da Viradouro, também participou da festa. Outro destaque foi a presença das musas da escola e de outras agremiações que se apresentaram no palco principal, como Gabi Martins, Quitéria Chagas e Mayara Lima.

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Antes do ensaio com o samba do ano começar, Tinga e seu carro de som interpretaram sambas clássicos da escola com a apresentação das alas de passistas, baianas, velha guarda, comissão de frente e os casais de mestre-sala e porta-bandeira. Outra presença importante na noite foi de Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, que declarou sua felicidade em relação ao enredo que a Vila levará para a Sapucaí na próxima semana.

Harmonia e samba enredo

Mais uma vez, a comunidade do Morro dos Macacos deu um show no quesito que exalta o canto. Aguerridos, os componentes bradaram a obra de Dudu Nobre e seus compositores. Como o ensaio foi realizado dentro da quadra, não havia como identificar qual ala se sobressaiu, afinal, todos se mostraram em perfeita harmonia ao longo da apresentação da escola. Sustentando o canto da comunidade, o carro de som comandado por Tinga fez bonito e elevou a obra. “Canta forte minha Vila que a vida vai melhorar” é, além de um dos versos mais bonitos para o próximo carnaval, o ponto alto da canção e que explode no coração de componentes e torcedores. Destaque especial para a ala de passistas e das baianas, que com toda a sua ancestralidade, cantaram e evoluíram de forma graciosa. Moisés Carvalho, diretor de carnaval da escola, conversou com nossa reportagem e falou sobre desempenho e expectativas para o desfile oficial.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Casamento perfeito, Marcinho Siqueira e Cristiane Caldas riscaram o chão da quadra da azul e branco de Noel. Donos de um bailado forte, vigoroso e muito elegante, os dois executaram seus passos de maneira sublime na busca pelas cinco notas máximas após a apresentação da manhã do próximo domingo, 24 de abril. A sintonia do casal é uma das mais harmônicas do Grupo Especial.

“A gente está super ansioso, daqui até o carnaval faltam nove dias, preciso nove dias e, assim, a ansiedade está à flor da pele. A gente adora sentir esse carinho, esse calor da galera da comunidade. Estamos aguardando o desfile”, comentou a porta-bandeira.

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““Vai ser maravilhoso! A gente acha que tudo vai dar certo. Óbvio que o carnaval é só na Sapucaí, mas está tudo caminhando para ser maravilhoso, a fantasia está maravilhosa, a escola está maravilhosa. A gente só espera que seja campeão. A gente olhar para dentro da própria história da escola. Martinho é um cara que é reconhecido mundialmente pelo samba. Ele leva o nome do samba, o nome da Vila Isabel para fora, então, a Vila Isabel homenageá-lo é muito importante para nós todos que fazemos parte da escola”, completou o mestre-sala.

Bateria

Sob o comando de 276 ritmistas, mestre Macaco Branco esteve mais uma vez à frente da “Swingueira de Noel” no último ensaio de quadra da escola. Sustentando o andamento ao longo da apresentação. Ao todo, a bateria executa uma paradinha e mais algumas bossas que enriquecem a qualidade da obra apresentada para 2022. Destaque para a potência imprimida pelos ritmistas no retorno da bossa que exalta o nome do homenageado, Martinho da Vila.

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“Hoje foi um ensaio diferenciado, com a presença de pessoas ilustres, baluarte da nossa escola, tivemos o Capitão Guimarães, um cara que, não só a Vila Isabel, mas ele ajudou a evoluir muito o Carnaval com a criação da Liesa lá atrás. Tivemos a presença ilustre de presidentes várias escolas. Hoje a bateria estava feliz, fizemos um ensaio mais motivacional para a galera curtir, por isso que o ensaio foi dentro da quadra. A presença do público foi maciça, um ensaio maravilhoso, a bateria da Vila Isabel está muito feliz com esse enredo do Martinho. A gente vai cantar e tocar muito na Avenida. Se Deus quiser, tentar trazer o título aí para o nosso grande negro rei Martinho”, afirmou mestre Macaco Branco.

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Nove anos após conquistar o seu último campeonato, a Vila Isabel mostra confiança para esse ano. Com o enredo “Canta, Canta, Minha Gente” A Vila é de Martinho”, a escola será a sexta a desfilar no segundo dia do Grupo Especial. Se depender de Zé Ferreira, o homenageado, a terça-feira da apuração terá um final apoteótico na Boulevard 28 de setembro.

Unidos da Tijuca reforça o canto em último ensaio antes do desfile

Por Eduardo Fróis e Isabelly Luz

Por conta das fortes chuvas que caíram no Rio de Janeira na noite de quinta-feira, o último ensaio da Unidos da Tijuca, que seria na rua, precisou acontecer dentro da quadra. A escola começou o treino por volta das 22h e aproveitou para focar o seu ensaio no canto. Um pouco antes da bateria começar a tocar, o porta voz da escola reforçou a pronúncia dos termos indígenas que estão presentes na letra do samba. Foi feita ainda a diferenciação dos trechos “E nasce Kahu’ê, o Curumim/ De olhos alegres sempre assim”, e depois “Renasce Kahu’ê, o Curumim / Seus olhos alegres não tem fim”, para que ninguém se confunda no dia do desfile.

“Se não fosse pela chuva, estaria lotado. Mas os poucos que vieram se divertiram bastante, cantaram muito e foram muito bem. O samba é 60% do desfile, e normalmente ter um bom enredo resulta num bom samba, e por isso temos os dois esse ano. A expectativa é a maior e melhor possível! Apesar do que andam falando por aí da Tijuca, aguardem nosso desfile”, disse Fernando Costa, diretor de carnaval

O samba da Tijuca é uma das grandes apostas da escola. Seu refrão principal, além de ser fácil de cantar, possui uma melodia contagiante que fica na cabeça: “Erê, essa mata é sua/ Erê, vem provar doce mel”. A dupla de intérpretes Wantuir e Wic Tavares está muito entrosada com o carrom de som e a bateria. A obra é uma composição de Eduardo Medrado, Kléber Rodrigues e Anderson Benson.

“Hoje foi dia de se divertir, já ensaiamos bastante. A chuva de hoje tirou a responsabilidade que fica de ensaiar na rua e nos trouxe um ensaio mais descontraído, mais de canto. O nosso samba incentiva muito os componentes a cantarem e se divertirem. Não adianta só técnica se falta alegria, e graças a Deus nós temos os dois. O nosso enredo é muito bem fechado e elaborado, vai ser bem descrito na avenida. Um bom samba com um bom enredo da casamento”, garantiu Wantuir.

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A bateria “Pura Cadência”, de mestre Casagrande, fez uma ótima e segura exibição, mesmo sem o seu contingente total de ritmistas. As três bossas planejadas pelo mestre e seus diretores foram executadas com perfeição por diversas vezes ao longo do treino. Destaque para a convenção que é feita no final do samba, antes do refrão, no trecho “Deixa a força Mawé ressurgir/ E surgir quando o sol reluzir/ Nesse dia eles vão tremer / E o amor vai vencer…”.

“Hoje foi mais pra descontrair mesmo, pra galera ficar mais à vontade. Ensaio caseiro, que a gente fala… Hoje foi aquela, sem (muita) responsabilidade, mas o ensaio foi ontem (no setor 11 da Sapucaí), ontem eu fui dormir tranquilo, sabendo que a gente vai fazer um grande desfile, que a bateria tá pronta pra fazer um grande show. A expectativa é grande. Eu tenho falado nesses últimos 30 dias, eu tenho batido muito nessa tecla que a escola está muito bem preparada, que a escola tá muito bonita. Os carros tão legais, é uma proposta de enredo totalmente diferente. Eu tô muito esperançoso que a escola faça um grande desfile, muito mesmo. Estou na escola há muito tempo e com propriedade eu posso falar isso. Fantasias bacanas pra caramba, presidente incansável. O trabalho que ele fez esse ano de recuperação da escola do último carnaval pra esse e estamos ensaiando até demais, estamos ensaiando além da conta, então a gente está muito esperançoso em fazer um grande desfile”, comentou mestre Casagrande.

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O segundo casal da Unidos da Tijuca conduziu o pavilhão amarelo ouro e azul pavão durante o ensaio. Matheus André e Lohane Lemos executaram na quadra um bailado alegre e elegante. Mais à frente do palco estavam os passistas tijucanos, mostrando no pé uma bela sincronia com as paradinhas e desenhos rítmicos da bateria.

A quadra não chegou a encher, mas as pessoas que lá estavam seguraram em coro o samba da Tijuca até o fim do ensaio. Apesar de um ou outro integrante ainda acompanhar a letra do samba no papel, a imensa maioria dos tijucanos mostrou saber de cor a obra deste carnaval.

quadra tijuca3“Ensaio com bastante energia. Devido à chuva, não conseguimos realizar nosso ensaio de rua. Mas hoje serviu para rever o canto, que com chuva ou sem chuva é muito importante já que estamos na reta final. Para a galera que conseguiu chegar aqui hoje, conseguimos passar as dúvidas que a comunidade estava errando e agora eles vão fazer esse dever de casa em busca da vitória. O samba é muito emocionante, tem uma letra muito bonita, é um samba que toca. Me sinto privilegiada, acredito que faremos um belíssimo desfile. Acredito também que tenhamos uma das melhores obras do carnaval”, afirmou Wic Tavares.

A Unidos da Tijuca leva para a avenida Marquês de Sapucaí o enredo “Waranã, a reexistência vermelha”, desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos. A agremiação sera a quarta a desfilar no segundo dia do Grupo Especial, sábado, dia 23 de abril.

Último ensaio de quadra da Portela mostra força na harmonia e na bateria

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Por Ingrid Marins e Walter Farias

Na noite da última quarta-feira, a Portela realizou o último ensaio de quadra que antecede o desfile para o carnaval de 2022. O canto da comunidade, Gilsinho e o carro de som, juntamente com a bateria “Tabajara do Samba”, comandada por mestre Nilo Sérgio foram os destaques deste ensaio. A quadra ficou lotada pelos componentes apaixonados. A Majestade do Samba vem falando sobre “Igi Osè Baobá”, enredo afro que é desenvolvido pelos carnavalescos Márcia e Renato Lage.

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“A avaliação da temporada é a melhor possível. A escola está cantando muito, o carro de som está com um entrosamento perfeito com a bateria. Meses de trabalho, com o adiamento tivemos mais dois meses para aperfeiçoamento e vamos chegar como nunca chegamos antes num desfile. Harmonia impecável e o que a gente espera é uma grande apresentação, não apenas no trabalho de harmonia e evolução da escola, mas também a parte plástica que está sendo feita lá no barracão. Quando esses elementos se encontrarem, parte plástica e harmonia da escola, vai dar muito certo e a Portela vai
brigar forte pelo campeonato. O portelense e todo mundo, sofreu muito nos últimos dois anos, também perdeu muita gente, mas o samba renasce, a Portela está viva, estamos prontos para fazer um ótimo carnaval e brigar pelo campeonato, porque é o que a Portela sempre deve fazer”, afirmou Fábio Pavão, vice-presidente da Portela.

fabio pavao

O questionado samba-enredo da azul e branca cresceu nesses dois meses de adiamento do carnaval e agora é cantado do começo ao fim pela comunidade, o canto é forte e o refrão chega aos ouvidos como uma explosão de alegria. A comunidade entrou de cabeça nesse carnaval. Com o samba na ponta da língua, o canto é algo que o portelense não deixa de lado em nenhuma hipótese. Os trechos mais cantados foram: “De crioula é meu tambor”, “Portela é baobá” e “Obatalá, colofé… Pra minha gente de fé, ayeraye”.

Ainda sobre o samba-enredo, o trabalho de entrosamento apresentado pela Tabajara e o carro de som liderado pelo intérprete Gilsinho são um outro trunfo da escola. A Tabajara do Samba arrepia qualquer um. Nesse ensaio não foi diferente. Com suas bossas e coreografias muito bem reproduzidas, empolgou ainda mais todo o público presente.  A rainha de bateria, Bianca Monteiro, também demonstrou entrosamento com sua bateria e comunidade, cantou forte a obra do começo ao fim durante todo o ensaio, apresentou belo samba no pé e foi uma presença forte e carismática.

bianca monteiro

“A temporada foi maravilhosa. Acredito que a Portela vai fazer um grande desfile. Nesse tempo não paramos de ensaiar, ajustar o que tem pra ajustar. Bateria está afinada. No dia do ensaio do setor 11 achei que teria algum problema por conta da nova bossa, mas não teve nenhum. Está ajustável, bateria pegou, o andamento está ok e agora é se preparar para o carnaval. A expectativa para o desfile é a melhor que tem. O barracão da Portela está bonito, entregando fantasia, o conjunto da Portela é um dos melhores. Eu particularmente sou muito crítico, mas deixo claro que a Portela vem sim para brigar pelo título”, garantiu mestre Nilo Sérgio.

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Entram na lista de destaques da Portela, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon Lamar e Lucinha Nobre. Com roupas nas marcantes cores azul e branco da escola, o casal esbanjou elegância no seu último ensaio de quadra. A coreografia traz movimentos limpos, a dupla troca olhares com frequência, o sorriso é sempre alegre e largo, os passos estão sincronizados e o pavilhão sempre bem defendido.

“Foi muito difícil chegar até aqui, passamos por muitos percalços e o que fez a gente chegar aqui foi a coragem e a vontade de chegar aqui inteiro, com a consciência tranquila de que fizemos o nosso melhor. Hoje é o último ensaio, fizemos questão de estar aqui. A gente vai sair daqui e vai para avenida ensaiar com a comissão de frente, mas a gente achava importante ter esse contato com a comunidade, porque depois que adiaram o carnaval nós perdemos esse contato e fomos acabar ensaiando em São Paulo. Hoje é o dia que finalmente a gente vai conseguir dormir um pouco mais e é isso”, disse Lucinha Nobre.

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“Sem sombra de dúvida é o trabalho mais difícil que a gente já fez. Complicado com o adiamento para abril e eu que estudo, o carnaval caiu no meio do ano letivo, aí a Lucinha se desdobrou em três ou quatro para a gente montar um novo cronograma para darmos continuidade ao trabalho. Com certeza o carnaval mais difícil da minha vida, mas eu tenho certeza de que o resultado vai ser muito positivo, a gente trabalhou muito e continua trabalhando para a gente colher o melhor que seja para Portela e para nós também. Estamos muito confiantes”, completou o mestre-sala Marlon Lamar.

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O último ensaio de quadra da Portela mostrou que houve evolução e o trabalho foi bem feito durante o pré-carnaval. O portelense está compromissado com o desfile de 2022. O carnaval está cada vez mais disputado e tamanha disciplina pode ser fundamental para execução de um desfile que briga pelo retorno das campeãs, que não aconteceu em 2020. A verdade é que a Portela chega forte para o desfile oficial.

Série ‘Barracões do Rio’: Paulo Gustavo presente na São Clemente em um desfile preparado para emocionar o público

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Do “O Conto do Vigário” em 2020 para “Minha Vida é uma Peça” em 2022, a São Clemente vem com tudo para este carnaval. Homenageando o grande humorista, Paulo Gustavo, a escola da Zona Sul do Rio, que ficou em 10ª lugar no último carnaval, irá levar para avenida um enredo muito alegre e especial que promete emocionar todo o público. A agremiação deu a missão para o carnavalesco Tiago Martins de conduzir o enredo sobre Paulo Gustavo. Para ele, desenvolver o tema sobre a vida do humorista é um desafio muito importante, pois se identifica com o artista.

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“Você pega Paulo, lembra da potência que ele é. E ao mesmo tempo uma pessoa que por meio do humor e com muito amor levantava a bandeira. Ia pra rua, olhava as pessoas e conseguia transformar aquilo nos seus personagens”, disse ao site CARNAVALESCO.

Quem pensa que Tiago chegou na São Clemente do nada está enganado. O carnavalesco possui uma história de 12 anos com a agremiação. Chegou sendo assistente, depois fez parte do núcleo criativo, foi diretor artístico e agora carnavalesco da escola.

“Costumo falar que a São Clemente é uma escola de família, porque você entra e não consegue mais sair. Eles te abraçam de uma tal forma que vão te dando liberdade para criar, até o ponto de te dar oportunidade. Por esses 12 anos que estou na escola tenho que fazer um carnaval grandioso e fazer com que a São Clemente chegue entre as seis, que é o maior sonho de toda a família clementiana”, conta Tiago.

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O enredo em homenagem ao humorista foi uma ideia de Milton Cunha. “Em uma live o Milton Cunha deu a ideia que a São Clemente podia mudar. Já que o Paulo já tinha desfilado na agremiação e tinha uma identificação com a escola. Aí a gente carnavaliza isso tudo, porque o Paulo carnavalizava seus personagens. Foi fácil na questão de criação, mas difícil para transformar esse enredo nessa potência que é Paulo Gustavo”, explica Tiago.

Paulo Gustavo era fascinante e mesmo nos seus momentos de lazer, ele nunca deixou de fazer pelos seus. Em entrevista para o site CARNAVALESCO, Tiago Martins revelou o que mais de interessante durante a pesquisa do enredo sobre Paulo: “Na pandemia mesmo, ele vem a falecer e a gente descobre milhões de doações que ele fez para a paróquia da Irmã Dulce. Além de ter ajudado todos os profissionais envolvidos da cultura, como: câmeras, maquiadores e entre outros. Ele fez toda uma listagem. O que aconteceu foi que ele ajudou essas pessoas no momento em que elas precisavam, mas sem ninguém saber. Quando ele faleceu, as pessoas que foram ajudadas começaram a falar da forma que ele ajudou. O mais interessante pra mim foi a grandiosidade de Paulo”, afirma o carnavalesco.

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Grandiosidade! É isso que define o que era Paulo Gustavo, e, é o que a São Clemente pretende levar para a avenida. Com a plástica do desfile irreverente, colorida, alegre, crítica, nada pesado. O carnavalesco pretende fazer com que o público se identifique com tudo que a escola irá levar para a Marquês de Sapucaí. Para ele o grande trunfo desse desfile será o carro da Dona Hermínia e a comissão de frente.

“Eu gosto do carro da Dona Hermínia, quando falam de Paulo Gustavo ou da mãe dele, logo vem a Hermínia na cabeça. Então acho que as pessoas estão esperando isso e pela comissão de frente também. As pessoas ficaram com uma pulga atrás da orelha depois do ensaio técnico”, conta.

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Foto: Rafael Arantes/Divulgação São Clemente

A família de Paulo Gustavo foi muito participativa e tranquila durante todo o processo de desenvolvimento de concepção do enredo. O carnavalesco relata como foi a relação dele com a família de Paulo nesse período: “A família dele foi muito tranquila, quase não se meteu. Só trocamos ideias, por ser um enredo de história oral, precisei muito conversar com a família, amigos e foi super de boa. Não teve exigências, nada específico assim não”.

Recentemente, Dona Déia (mãe do humorista) e a família visitaram o barracão da São Clemente. Emoção foi o que marcou essa visita. “Ela chorou muito, a família chorou. Foi emocionante, todos se emocionaram ao mesmo tempo. Ela foi muito bem recebida, a gente também foi muito bem recebido por ela. Foi algo mágico”, diz Tiago.

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Por causa dessa emoção, o carnavalesco fala que já está sentindo o que será o desfile. “Já sentimos um pouco no ensaio técnico, vimos a emoção de algumas pessoas mesmo sem ter nada. Sem ter carro, roupa, fantasia, só com o samba e a força dos clementianos. No desfile vai ter a família, esse conjunto. Acredito que o que a gente sentiu aqui, não só eu, como todo mundo que estava ao redor, o pessoal que estará no desfile irá sentir essa mesma emoção”, revela.

Para realizar o carnaval, Tiago precisou de muita ajuda de toda a sua equipe. O carnavalesco agradece a todos da sua equipe, deixando claro que eles são a base de tudo. “A equipe é a base de tudo. Eu era o que eles são e virei carnavalesco. Falo muito isso para as pessoas: “Se você tem um sonho, vá em frente, não pense porque você é um aderecista, porque faz um carro, faz um projeto, que não vai conseguir alcançar seu sonho. Na minha sala eu crio, eu desenho, faço qualquer coisa, mas estou sempre pedindo opinião e às vezes quando minha cabeça está confusa de várias coisas que idealizei. Cada um dá a sua opinião, junto tudo e sai algo grandioso”.

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Foto: Rafael Arantes/Divulgação São Clemente

Entenda o desfile

Com toda a certeza os clementianos e o Brasil todo vão se emocionar com o desfile da escola, pois vão ver Paulo Gustavo mais uma vez. É o que a São Clemente pretende passar esse carnaval e depois terminar agradecendo ao humorista por tudo que ele fez. O carnavalesco da escola pegou todas as deixas possíveis, até de quando Dona Déia contou do entregador de quentinhas e carnavalizou isso. E as alegorias vão falar muito sobre o que era o Paulo Gustavo

Primeiro Setor: “A gente começa com o céu de Paulo Gustavo, só que não é nada triste. É um céu alegre, batucado, onde a gente vai trazer os humoristas esperando Paulo Gustavo nesse céu. E quando ele chega, ele se depara com o batuque, com os anjos dando gargalhadas, anjos de drag queens e lembra quando ele passou pela Sapucaí em 2013. Paulo desce desse céu, coloca a peruca e vai pro desfile”.

Segundo setor: “A gente fala sobre um pouco da trajetória de Paulo até o seu grande sucesso que é a “Hermínia do Amaral”, recorde de bilheteria em todo o Brasil”.

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Foto: Rafael Arantes/Divulgação São Clemente

Terceiro setor: “No meio de tanta gargalhada veio o amor. Que é com o Thales e as crianças. Vamos contar um pouco do amor entre os dois, eles como cena de filme, o cupido me flechou. Até chegar os filhos que é a coisa mais linda”.

Quarto setor: “Depois a gente fala do bonde das amigas, que falamos de peças, participações e amigos do Paulo. Vamos ter o carro 220 Volts, nesse carro a gente faz uma brincadeira com “Minha vida em Marte", porque é uma história de dois amigos”.

Quinto setor: “A gente vem trazendo a força das mulheres da família dele, agradecendo Paulo por tudo. A irmã como fiel escudeira que sempre estava junto com ele. E o clementiano agradece ao Paulo por tudo, o Brasil agradece por toda essa comédia, essa alegria e como ele levava para as casas dos cidadãos brasileiros o conforto, a palavra como Dona Hermínia do Amaral.”

Ficha técnica:
Número de alegorias: Seis alegorias e dois tripés
Número de alas: 25
Carnavalesco: Tiago Martins
Assistente: Sérgio Borges
Coordenador de protótipo: Rogério Pacheco
Responsável do barracão: Kaká
Chefes de equipe de decoração: Eliseu, Lili, Vinícius, Douglas e William
Projetista: João

Apesar de alguns dias de chuva, vice-presidente da Liesa comemora temporada e transmissão dos ensaios técnicos

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O vice-presidente da Liesa, Hélio Mota, em entrevista ao site CARNAVALESCO, comemorou o sucesso dos ensaios técnicos no Sambódromo. Com a vacinação alta na cidade, além da queda da pandemia, ele acredita que tudo correu bem na Avenida, exceto, a chuva em alguns dias.

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Foto: Divulgação/Liesa

“Finalizamos a temporada com muito sucesso, casa cheia. A gente está tentando ao máximo aprimorar. Em termos de organização, melhorou muito. Só faltou chover menos”, comentou Hélio Mota.

O vice-presidente da Liga celebrou também a transmissão ao vivo dos ensaios pela internet. “A gente conseguiu trazer a transmissão para uma população de mais de 100 mil pessoas por dia. O pessoal de fora do Brasil pode acompanhar. Foi um sucesso. A gente pretende aprimorar muito pro ano que vem”, disse.

Exigência do comprovante de vacinação e modelo de acesso inédito são aprovados nos ensaios técnicos

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A temporada dos ensaios técnicos terminou no último domingo com o teste de som e luz da Marquês de Sapucaí e o balanço operacional foi aprovado pela direção da Liesa. Ao site CARNAVALESCO, Luis Gustavo Mostof celebrou o trabalho feito no Sambódromo, principalmente, com a exigência do comprovante de vacinação e um novo modelo de acesso do público.

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Foto: Rafael Catarcione/Divulgação Riotur

“A preocupação maior era no aspecto operacional, existia a necessidade de verificar a comprovação vacinal do público. Cumprimos a risca e preparamos um modelo inédito de acesso. Centralizamos na Rua Benedito Hipólito. Trouxemos a experiência de grandes eventos. Colocamos uma primeira barreira de revista, em função da legislação de armas, e a segunda barreira voltada para comprovação vacinal”, ressalta o diretor.

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De acordo com Mostof, o novo formato recebeu elogios e continuará em desenvolvimento. “Os visitantes elogiaram essa forma organizada que a gente conseguiu manter e os eventos precisam evoluir. A obrigatoriedade em relação à comprovação vacinal, fez a gente pensar um pouco fora da caixinha, para que as pessoas entrem no espaço tranquilas e verificadas”, afirma.

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A equipe operacional da Liesa alinhou dois pontos importantes para os ensaios técnicos: cumprir a demanda da legislação e atender ao público. “Sem dúvida é uma alegria estar nesse evento maravilhoso, que é para o povo, como são os ensaios técnicos. Cuidamos com muito carinho da preparação e conseguimos espalhar o público para assistir um verdadeiro show”, finaliza Luis Gustavo Mostof.