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Entrevistão com Fernando Horta: ‘estou altamente tranquilo, sabendo que levo um carnaval para disputar’

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Presente na vida da Unidos da Tijuca desde os anos 80, José Fernando Horta de Sousa Vieira, o presidente Fernando Horta, tirou a escola de uma fila de mais de 70 anos. A escola só havia sido campeã uma vez antes do dirigente, em 1936. Português de nascimento, mas carioca de coração, Fernando Horta deu a primeira chance ao carnavalesco Paulo Barros no Grupo Especial em 2004, sendo vice-campeão neste ano e no ano seguinte revolucionando o carnaval. Essa parceria que teve muitas idas e vindas levou a escola aos títulos em 2010, 2012 e 2014, mudando o patamar da Amarela e Azul do morro do Borel. Próximo dos 70 anos, o presidente da Tijuca vai completar 21 anos seguidos no cargo, e teve ainda outras duas passagens que somadas completam 30 anos só como presidente, fora a marcante presença em outros mandatos de 1987 para cá.

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Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o empresário português do ramo da vidraçaria, natural de Felgueiras, comentou o tão esperado tombamento da quadra da escola, explicou sua relação com o carnavalesco Paulo Barros, expôs seu pensamento sobre a sucessão a frente da Unidos da Tijuca, revelou os bastidores da decisão de colocar Wic Tavares como microfone principal da agremiação ao lado do pai Wantuir, e por fim, se disse totalmente confiante em um grande desfile da Unidos da Tijuca no Carnaval 2022.

Após tanto sufoco o que representou para você e para a Tijuca o tombamento da quadra?

“Representou muito, isso nós estamos lutando desde 1992. Agora a escola ficou com uma situação mais tranquila, temos que resolver o resto, mas acho que foi bom para mim, até porque eu queria quando acabar o meu ciclo na Unidos da Tijuca deixar a escola mais bem estruturada. Foi importante para mim pessoalmente e mais para a escola. Acho que foi uma coisa justa até porque aquilo ali praticamente é terra de ninguém. A Tijuca está implantada ali desde 1992. A Tijuca não invadiu, pagava um aluguel anos e anos, era do Clube dos portuários, depois passou para administração das docas, depois venderam para o Porto Novo, e depois venderam para o fundo da Caixa, uma confusão danada, e a Tijuca tinha um contrato feito com a União, com as Docas, e a Tijuca estava se propondo a adquirir aquele espaço que ocupava, 2800 metros quadrados, com um contrato separado, com todas as instalações separadas. E nós tentamos fazer um acordo que foi aquilo que eu sempre lutei, e agradeço pela votação na Câmara de Vereadores, praticamente unânime, e agora a luta continua porque agora a gente tem muito mais segurança para fazer uma adaptação melhor, de reforma, de melhores instalações. A Tijuca gastou ali uma fortuna, mas sempre fazendo puxadinho, nada em condições daquilo que eu sonho em deixar para a Unidos da Tijuca”.

Qual é seu desfile inesquecível na Tijuca? E por qual motivo?

“É o mesmo carinho sempre, quando eu começo a fazer um carnaval, para mim o carinho é sempre igual. Até porque a hora que eu perder esse ânimo, eu estou fora. Agora logicamente tem uns que acontecem mais do que os outros, isso é natural. Agora o meu carinho é sempre igual para cada desfile”.

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Era possível imaginar que um português se tornaria um dos maiores dirigentes de uma escola de samba do Rio de Janeiro?

“Não, primeiro que eu assumi a escola sem querer. Não tinha pretensões nenhuma. Não tenho agora. A escola faz eleições. Dessa época que eu milito na escola já teve três ou quatro presidentes. Claro, eu sempre junto. Eu mesmo não sei explicar. Eu era jovem, me empolguei. Logicamente que a Tijuca era uma escola de médio porte e eu sempre na vida, tudo aquilo meu, de pequeno se tornou grande, então a Tijuca hoje é uma escola grande. Grande que eu digo, não quer dizer financeiramente, a gente luta todo ano para fazer carnaval. Agora, eu sonhar que eu queria ser grande, eu não queria não. Eu entrei por acaso, entrei porque estava envolvido, a escola teve um fracasso, me achei um pouco responsável, houve um pedido muito grande da comunidade para eu assumir a escola, e a gente está aí. E eu me considero tão carioca quanto você ou qualquer um. Eu vim para cá jovem, tinha 11 anos, eu amo esse povo e essa cidade. Muitas pessoas que estão aqui no Brasil estão por que tem que estar, eu teria outras opções de vida graças a Deus, talvez mais confortável e com mais tranquilidade, e continuo aqui. Eu sempre andei envolvido na arte do carnaval e foi acontecendo”.

Vamos voltar lá atrás em 2004. Em algum momento, você ficou preocupado com o que seria o desfile quando olhava o trabalho do Paulo Barros no barracão? Aliás, você fala sempre do carinho pelo Paulo Barros e ele, por você. É o maior artista da história da escola?

“Não, a Unidos da Tijuca tem e teve grandes artistas. Eu acho que a única que não passou por aqui ainda foi a Rosa. Já passou o Renato, passou o Paulo Barros, acho que eu tenho mais carinho pelo Paulo Barros do que ele tem por mim, mas tudo bem. Mas eu tive um grande artista aqui que foi uma pena ele ter falecido, que foi o Oswaldo Jardim, que começou a modificar a cara da Unidos da Tijuca. Foi o maior carnavalesco que a Tijuca teve, na minha concepção. Agora, o Paulo Barros foi muito importante na vida da Unidos da Tijuca, até porque foi uma aposta minha. Paulo Barros só tinha feito um ano ou dois de escola do Grupo de Acesso. Foi uma aposta que na minha cabeça eu pensava que o carnaval estava muito igual. Era cada um apresentando mais luxo do que o outro. E eu via a dificuldade de competir pelo financeiro. Então apostei em fazer alguma coisa diferente. Ninguém apostava e achava que a escola ia para o buraco em 2004 quando viram aquele carro do DNA, mas antes em 2000 a escola fez um grande carnaval que tirou o quinto lugar, ela vinha fazendo grandes carnavais. Para mim, o carnaval de 2004 , 2005, 2006 a escola merecia ter ganhado o campeonato. Foi uma coisa nova que o julgador que era mais conservador não entenderam muito bem o recado da Tijuca”.

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Uma vez na premiação do Estandarte de Ouro, no antigo Canecão, você desabafou e disse que não deixariam um vidraceiro português ser campeão do carnaval. E você foi campeão. Foi complicado colocar a Tijuca nesse patamar em que esteve de 2004 até 2016?

“Foi uma grande luta porque quando a partir dos anos 2000 que as condições financeiras começaram a ser melhores para as escolas, logicamente que a Tijuca deu o pulo do gato. Tivemos alguns anos de sufoco tremendo, então a Tijuca foi campeã em 2010, 2012 e 2014, mas já merecia ter sido campeã antes. Nos anos 2000, a Tijuca fez grandes carnavais, e não ganhou por questão de décimos. Eu perdi dois campeonatos por muito pouco. Acontece. Mas de 2000 para cá a Tijuca sempre faz carnaval para disputar. A nossa mentalidade é essa”.

O desfile de 2020 não foi o esperado. O que houve?

“Embora seja um grande artista, eu não vou culpar A, B, ou C, houve algumas falhas de alguns quesitos e também da concepção do enredo no geral. Mas, a culpa é sempre minha e aconteceu o que tinha que acontecer”.

Muita gente questiona o resultado de 2019 na Tijuca. Você ficou chateado com a colocação? Merecia voltar nas campeãs?

“Não merecia tirar a colocação que tirou. Em 2019 por exemplo, como era um enredo religioso, eles entenderam de outra maneira, jamais eu poderia perder ponto em alegorias ou perder em samba-enredo, mas faz parte”.

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O que você sentiu quando houve o acidente em 2017? Foi seu momento mais difícil na escola?

“Aquilo foi uma das grandes decepções porque a Tijuca vinha com um carnaval para ganhar títulos. A Tijuca brigaria ali na ponta. E eu afirmo, depois de estudos feitos, sem ser de cabeça quente, nós fomos sabotados ali. Alguém sabotou o carnaval da Unidos da Tijuca. Lógico que foi internamente, mas profissionais externos. Alguém fez alguma coisa porque não tinha como acontecer aquele acidente e realmente atrapalhou a disputa do carnaval. A Tijuca vinha bem, a Tijuca vinha forte. Mas, em outras escolas já aconteceram acidentes e perderam carnaval assim dessa maneira. Acontece. Ninguém pode dizer hoje que vai ganhar, porque o carnaval é disputado dentro da pista. Ninguém está livre de um acidente”.

Tivemos vários anos que a Tijuca era apontada como rival da Beija-Flor no canto da comunidade. Hoje, as pessoas dizem que a escola precisa resgatar isso. Concorda?

“Eu acho que as escolas têm resgatado isso. Até porque a primeira escola que começou com isso não foi a Beija-Flor, foi a Unidos da Tijuca. A Unidos da Tijuca começou lá atrás com as alas de comunidade financiando 100 por cento. E depois a Beija-Flor veio muito bem, logo em seguida, fez um trabalho muito legal. E hoje, todas as escolas estão fazendo esse tipo de trabalho. Até porque quando eu entrei no carnaval, as escolas tinham compromisso de fazer baianas, passistas, velha guarda, alguns segmentos, o resto era tudo ala comercial. Embora tenha ainda algumas escolas com alas comerciais, elas começaram a investir muito nas de comunidade. Quando eu falo em comunidade, não falo só do Borel, são comunidades, pessoas, o cara pode até morar na Vieira Souto, mas ele participa da ala de comunidade. Tem muitos casos desses, as pessoas que se dedicam a vir aos ensaios, a fazer treinamento. Quando o cara compra uma fantasia, sabe que o cara fica sem compromisso nenhum. E tinha muito estrangeiro também. Eu acho até que a Liga deveria deixar participar, de repente com uma ala no fim da escola sem ser avaliada”.

A Wic, filha do Wantuir, é cotada como uma das maiores revelações do carnaval. Quando surgiu na sua cabeça que ela assumiria o microfone principal ao lado do pai?

“A Wic já havia saído no ano passado na escola, ela também saía na São Clemente, e esse ano, eu já vinha prestando atenção nela. Logicamente que é muito difícil você colocar uma mulher como voz principal. Desde que eu estou no samba só aconteceu uma vez e mesmo assim não deu muito certo. Ela foi contratada pelo samba vencedor, e eu conversando com o pai dela eu falei ‘que tal colocar a tua filha junto com você? ’. Porque geralmente nenhum cantor quer. Geralmente o cantor pensa ‘eu sou o número um e acabou’. Outras escolas que tentaram fazer, saiu faísca. Como foi até um pedido dele também, ficou numa boa. No fundo ele abriu uma janela para mim também. E foi por méritos dela, ela não está lá por favor nenhum. A escola não faz isso, todo mundo que está é por méritos. E a Wic está lá porque ela tem capacidade para estar. Agora dizer que ela vai ser a voz 100 por cento da Unidos da Tijuca é uma coisa a se pensar, se ver, porque as experiências que foram feitas lá atrás não deram muito certo. E o pai dela também já está com idade, eu gosto muito dele, é um bom profissional, ele estava aqui com uma carreira muito boa, cismou de ter saído, depois queria logo voltar mas ficou de castigo. Agora está aí, é um cara fácil de lidar, dedicado, mas todo mundo tem um fim. É que Jamelão só teve um, cantou até o final. E o Neguinho que está aí, e ele ainda está longe dessa idade. E na vida existe renovação. E vai ter comigo. Fernando Horta só tem um. Amanhã e depois eu vou assistir o desfile lá na frisa ou arquibancada”.

Você tem um dos melhores mestres de bateria do carnaval. É fácil manter o Casão na escola ou o assédio de outras agremiações é complicado?

“Casão não vai. Já não é novinho, mas é cria minha. O Casão não pensava nem em ser diretor de bateria. Ele vivia na bateria, sempre foi lá da comunidade, embora já não mora mais lá há muito tempo, mas ele além de tudo era meu funcionário, era vidraceiro. É um mestre de bateria que tem méritos para isso. A maioria da rapaziada que está na bateria são meus amigos, conheço a maioria desde criança. O Casagrande teve uma vez que lá atrás, uns 4 anos ou 5, ele foi assediado por uma escola, ele veio falar comigo e eu falei ‘oh, meu filho, tu é que sabes ‘. Mas ele mesmo recuou, falou que não é dele, o Casagrande vai se aposentar na Unidos da Tijuca. Igual a mim. Logicamente também deve ter passado necessidade porque pegou essa situação toda, pouco show, pouco trabalho, mas com ele eu fico absolutamente tranquilo. É muito mais fácil, eu largar a escola do que ele sair. Se ele chegou ao que é, é justamente por ser um cara muito trabalhador. Ele tem a bateria totalmente controlada, ele briga demais pela bateria. Além de ser meu diretor de bateria ele é meu amigo”.

O que o Horta pensa dos rumos/futuro dos desfiles das escolas de samba, após quatro anos de Crivella e dois anos de pandemia?

“O carnaval vinha muito bem, eu me recuso falar esse nome (Crivella). Foram três anos praticamente, porque o outro ainda estava sendo administrado pela administração passada. Sufoco, uma má vontade, um cara que era completamente contrário ao carnaval. Além de não ajudar, ele incentivava para ninguém ajudar. Foram uns anos muito difíceis. A mim, ele não enganou. Tanto que alguns presidentes de escolas de samba optaram em apoiar ele, eu não. Chamei ele de mentiroso em uma reunião que ele marcou 7h da manhã que ele achou que a gente era vagabundo e não ia comparecer. Ele falou que não ia mexer em nada no modelo de carnaval e que se não pudesse fazer melhor ele ia igualar pelo menos o que estava. Nesta reunião, ele perguntou ‘Horta, você não fala nada?’. E eu falei ‘ não vou falar nada porque você é mentiroso’. É para esquecer. E depois logicamente que a pandemia veio derrubando muito mais. Não foi a questão de a gente não fazer carnaval, ficar um ano sem ter carnaval, não tem recurso, mas também não faz o desfile, mas no caso da Unidos da Tijuca e outras, nesta pandemia ela deixou de trabalhar, ela deixou de fazer apresentações, ela deixou de fazer situações que ela faz na quadra, empresas que alugam. Porque o dinheiro que vem para o carnaval, eu aplico no carnaval, para fazer carnaval, mas a escola para sobreviver ela vive destes eventos que ajudam muito. Nós estávamos esperançosos com esse carnaval, infelizmente teve que ser adiado, quando se colocou os produtos à venda houve uma alavancada, e depois do adiamento houve um recuo muito grande. A gente não sabe se pode contar com a receita que nós estávamos contando para fazer um carnaval melhor e você pagar o staff. Você gasta um dinheiro grande com a logística, leva mais de 150 profissionais para a Avenida. Você não gasta menos de 300, 400 mil reais para fazer essa brincadeira”.

E sobre seu sucessor. Pensa em formar alguém e como ficará a Tijuca no dia que você não estiver mais presente?

“Eu não sou muito de ‘vamos criar fulano’. Até porque eu já participei de outra diretoria em clube de futebol. Você tem um grupo de pessoas que ajudam, que apoiam, não estou nem falando financeiramente, que ajudam dentro da elaboração do carnaval. Mas, a liderança, ela nasce. Dentro daquele grupo que existe, tem que surgir. Aqui não é uma escola que o sucessor vai ser preparado, um parente meu, não. Ele tem que surgir dentro do nosso grupo, eu penso dessa maneira. Não se prepara, cada um nasce com liderança, capacidade administrativa. Tem uma turma que está aqui na escola há muito tempo e na hora certa a gente vai avaliar qual o que eu sinto que tem mais capacidade para eu indicar. E indicar, porque aqui é uma escola democrática, tem eleições. A Tijuca não é falada em época de eleições, ninguém sabe, até eu mesmo às vezes me esqueço, mas a gente abre de três em três anos, bota edital, coloca lá na comunidade, e infelizmente nunca apareceu nenhum candidato. Só apareceu uma vez, aí a votação começou 9h, quando era 10h ele quis desistir. O cara ficou com vergonha e eu falei ‘agora você vai ficar até o final’. E eu já fiquei três ou quatro mandatos sem ser presidente. E para ser presidente o cara tem que querer também, tem gente que se arrepia todo se você perguntar, tem medo de assumir, são bons, mas tem medo da responsabilidade “.

O que falta para a Unidos da Tijuca voltar ao sábado das campeãs?

“Falta boa vontade de alguns e é assim mesmo, você tem que saber que você está em uma disputa que tem 12 escolas, e 12 escolas muito fortes. Tem que ser realista, vem ali 8 ou 10 que querem ganhar. Então aquilo é um jogo só. Você perde um décimo, perde dois décimos, ganha ou perde com essa diferença. O carnaval é muito equilibrado. Até os anos 2000 era feito com aquelas escolas que tinham um poder financeiro muito maior, depois que começou a equilibrar as verbas, aí começou a ter mais escolas fortes. Aquilo que a Tijuca quer, todas querem. Aquele negócio de o cara achar que vai ganhar todo ano, já era. Pode até ganhar, mas é uma coisa difícil. A grande maioria corre atrás do mesmo objetivo. Não tem campeão antecipado, carnaval é lá na Avenida”.

Por fim, o que esperar do desfile de 2022 da Tijuca? O que você responde quando colocam a escola brigando para ficar no Grupo Especial?

“Algumas pessoas que não entraram no barracão ficam falando besteira. Mas eu sei aquilo que a escola tem e o que vai fazer. E a concepção do carnaval que eram 10 quesitos, eu brigo para voltar esse último que tiraram, que é o conjunto. Eu acho que o conjunto é necessário. Mas uma escola para se ganhar o carnaval tem que defender nove quesitos, então quem faz esse tipo de análise, tem que começar a analisar quesito por quesito. Alegoria é importante, empolga, mas é um quesito. Eu estou altamente tranquilo, sabendo que levo um carnaval respeitando as coirmãs, mas para disputar. E pode ter certeza que a Tijuca vai fazer um carnaval diferenciado e para agradar”.

Atenção, Sapucaí! Vanderlei Borges afirma: ‘Não sei se será o melhor carnaval, mas um dos melhores de todos os tempos com certeza’

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Após dois anos sem carnaval em razão da pandemia ocasionada pelo Covid-19, as Escolas de Samba se reuniram nesse último domingo (10) para celebrarem a tão famosa e esperada lavagem da Sapucaí. Acompanhada do teste de luz e som e do encerramento dos ensaios técnicos com a atual campeã Unidos do Viradouro, a lavagem contou com a presença de todo o povo do samba que tanto esperava a volta desse evento.

Atenção, Sapucaí! Vanderlei Borges afirma: ‘Não sei se será o melhor carnaval, mas um dos melhores de todos os tempos com certeza’
Foto: Arquivo pessoal

Diante dessas ilustres presenças, a voz oficial do carnaval não poderia ficar de fora. Com 16 anos de Sapucaí, Vanderlei Borges, locutor do Carnaval e dono do bordão favorito dos sambistas, não escondeu sua emoção e gratidão por estar de volta depois de tanto tempo.

“É uma emoção muito grande estar de volta, mas ainda é um momento de incerteza, já que nem tudo passou. Mas acreditamos que depois dessa nuvem negra que durante dois anos nos afetou, a gente vai fazer um carnaval do sentimento, da alegria, do crédito que Deus está acima de tudo e que nós estaremos aqui por mais algum tempo de Deus quiser”.

Com o isolamento devido a pandemia, e consequentemente com a suspensão de diversos eventos, Vanderlei em entrevista ao CARNAVALESCO, nos contou sobre as dificuldades dos profissionais da área nesse período e o quanto percebeu sobre a significância do carnaval na sua vida.

“O carnaval tem toda importância para mim. São 60 anos de carnaval, criei meus filhos fazendo carnaval, vivo do carnaval. Na Sapucaí já são 16 anos e pretendo se Deus quiser caminhar por bastante tempo ainda. Na realidade não teve quase nada nesses dois anos. A gente que vive de eventos, nesse tempo foi evidente que a gente não fez nada ou quase nada. Algumas vezes tinham algumas gravações e coisas além, mas esse tempo serviu muito para a gente fazer uma reflexão. Muita gente não acredita, mas nós todos somos menos do que aquilo que achávamos que seríamos. Muitas pessoas se foram e não tiveram a chance de ao menos se despedir”, lamentou o locutor.

Sendo a voz oficial do carnaval, é de extrema importância uma série de cuidados para as cordas vocais. “Minha voz está sempre legal, é a mesma”, brincou Vanderlei. Apesar de acreditar na segurança de sua voz, o locutor afirmou já estar cuidando da mesma e se preparando para os dias mais “pesados” que estão por vir.

Quanto à sua rotina no dia dos desfiles, respondeu: “Eu faço a locução, então chego aqui as 20:00 horas e fico até as 5:00 e depois tento dormir um pouco para acordar e recomeçar”.

Visivelmente emocionado durante toda a entrevista, Vanderlei fez questão de ressaltar o tempo todo o tamanho de sua gratidão juntamente com felicidade e emoção de estar mais um ano vivenciando a passarela do samba. Foram tempos difíceis para os sambistas, o clima predominante é de total sensibilidade e comoção. Veterano de Sapucaí, Vanderlei declarou estar mais emocionado do que o de costume.

“Hoje a emoção é maior sem dúvidas. Eu vi na minha frente a possibilidade de não estar mais aqui, portanto estou muito mais feliz e emocionado esse ano”.

Quando questionado sobre a saudade, não escondeu suas altas expectativas para os desfiles desse ano. Torcedor declarado da Unidos do Viradouro, aproveitou para comparar o sentimento que a falta dos desfiles causou nos sambistas, com o lirismo necessário para uma vida feliz, como diz o samba enredo da escola.

“Estou com as melhores expectativas possíveis! As pessoas estão necessitadas de carnaval, de diversão. Nós já vivemos uma vida tão difícil, acredito que esse seja o caminho que a gente tem de chegar ao viver do lirismo, como diz o samba da Viradouro”.

Presente em diversos desfiles históricos, fica difícil escolher um favorito. Apesar disso, Vanderlei defende a ideia de que depois de toda essa tensão e espera, o carnaval de 2022 tem tudo para ser surpreendente e emocionar todos que estiverem ali presentes, seja componente, imprensa, julgador ou até mesmo o telespectador ao vivo e o de casa.

“Não sei se será o melhor, mas um dos melhores de todos os tempos com certeza será”.

Segmentos da Unidos de Padre Miguel recebem atendimento especial antes do desfile oficial

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Com o objetivo de conquistar as notas máximas, segmentos da Unidos de Padre Miguel estão sendo acompanhados e avaliados por profissionais de diversas áreas. É o caso da Comissão de Frente da escola que, além da assistência oferecida pelo coreógrafo,  os 15 integrantes da comissão de frente também estão recebendo atendimento da nutricionista Erika Carvalho.

Segmentos da Unidos de Padre Miguel recebem atendimento especial antes do desfile oficial
Foto: Divulgação

“Queremos entregar um trabalho de excelência na Sapucaí e este ano estamos nos preocupando com todos os detalhes, inclusive com a alimentação dos bailarinos. Temos a Erika, uma excelente profissional que vem acompanhando o cardápio dos meninos e no dia do desfile estará com a gente durante toda a concentração” disse o coreógrafo, David Lima.

Segundo a nutricionista, um cardápio foi elaborado de acordo com a necessidade do elenco da comissão.

“É importante ressalvar que uma alimentação saudável e equilibrada é importante para que o organismo possa funcionar e trazer respostas positivas no bom desempenho, nos ensaios e apresentações. O bailarino em si precisa de força, energia, disposição e recuperação muscular e através dos alimentos que irá suprir essas necessidades.  Elaborei uma dieta rica em carboidratos que são fonte de energia, cereais como arroz, quinoa, milho, aveia além de muitas frutas, compõem o cardápio dos rapazes. As proteínas que fortalecem e agem na recuperação muscular também fazem parte do cardápio,” explica a médica.

Além da alimentação, a escola fechou parceria com um profissional de massoterapia que está realizando massagens desportivas nos bailarinos.

“Estamos fazendo um trabalho de liberação muscular, para dar mais mobilidade, mais amplitude no movimento, soltar a musculatura e a envergadura deles aumenta. É uma massagem diferente da relaxante, ela é um pouco mais ritmada, para poder deixar a musculatura mais aquecida. Ela não substitui o alongamento e o aquecimento, porém ela leva uma nutrição maior ao musculo, evitando cãibras e qualquer desgaste prematuro,” explica o Massoterapeuta, Glauco Campos.

Segmentos da Unidos de Padre Miguel recebem atendimento especial antes do desfile oficial
Foto: Divulgação

Outro segmento que ganhou uma atenção especial foi o casal de Mestre-sala e Porta-bandeira da agremiação. o 1º Casal formado por Vinicius Antunes e Jéssica Ferreira e o 2º por Emerson Faustino e Joana Falcão, as duplas recebem atenção especial da psicóloga, Isabel Monteiro.

“A Dra. Isabel veio com esse projeto e aceitamos na hora. É uma pressão muito grande, uma responsabilidade muito grande de um quesito para apenas duas pessoas, ela está nos ajudando muito e estamos conseguindo levar toda essa pressão com pouco mais de leveza”, disse Jéssica Ferreira.

“Pensamos muito no emocional como uma prioridade. E essa leveza vem muito do equilíbrio emocional, através do projeto mente saudável, e entendo que a psicologia está para tudo e para todos.”

A Unidos de Padre Miguel será a quinta escola a se apresentar, na quinta-feira, dia 21 de abril e levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “IROKO – é tempo de Xirê”, que contará a história da Árvore-Orixá, de autoria do carnavalesco Edson Pereira.

Alberto João: ‘O que espero do desfile da Unidos da Tijuca em 2022?’

Alberto João: ‘O que espero do desfile da Beija-Flor em 2022?’

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O carnaval voltou! Após dois anos de espera, escolas da Série Ouro abrem os desfiles de 2022 na Sapucaí

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Era 29 de fevereiro de 2020, ano bissexto. Os sambistas estavam encharcados de alegria e água mesmo em virtude de uma torrencial chuva na Sapucaí. A Viradouro encerrava o seu desfile campeão. Foi a última vez que se viu um desfile no solo sagrado das escolas de samba. Ninguém imaginava que o mundo sofreria um abalo do tamanho de uma pandemia como a de Covid-19, que só no Brasil matou mais de 600 mil pessoas, muitas delas sambistas. Mais de dois anos de agonia depois os apaixonados pelo carnaval se reencontram com as escolas de samba na noite desta quarta-feira na Marquês de Sapucaí. Sete agremiações da Série Ouro abrem a primeira noite de apresentações após inúmeros adiamentos em virtude da pandemia de Covid-19. Em Cima da Hora; Cubango; Unidos da Ponte; Porto da Pedra; União da Ilha, Unidos de Bangu e Acadêmicos do Sossego iniciam a disputa pela cobiçada vaga no Grupo Especial no Carnaval 2023. Os desfiles têm previsão de início para às 21h.

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Para acompanhar cada desfile e seguir o que mudou no regulamento para os desfiles de 2022, a reportagem do CARNAVALESCO preparou um guia com os principais pontos do texto que rege as regras dos desfiles desta quarta e quinta da Série Ouro.

* Tempo de desfile: Mínimo de 45 e máximo de 55 minutos. Caso alguma escola ultrapasse o tempo de 55 minutos, haverá a perda de 0,1 décimo por minuto excedido. Em contrapartida, caso alguma escola encerre seu desfile com tempo inferior a 45 minutos, terá a perda de 0,2 décimos por cada minuto faltante;
* Obrigatoriedades: Pode acarretar a perda de 0,1 décimo por descumprimento;
* Número mínimo de componentes: 900;
* Baianas: mínimo de 35. Não sendo permitida a presença de componentes do sexo masculino. Exceto diretores;
* Comissão de frente: Mínimo de 10 e máximo de 15 componentes aparentes;
* As comissões de frente podem usar elemento cenográfico. Porém, não pode ultrapassar 36 metros quadrados;
* Ritmistas: Mínimo de 130 componentes;
* Não pode ter na bateria instrumento com a marca de outra agremiação;
* Alegorias: Mínimo de duas e no máximo de três alegorias. Sendo permitido um tripé ou quadripé. Punição de 0,1 décimo pelo descumprimento;
* Tripé/ Quadripé: Não pode passar de 6 metros de largura e somente pode ter no máximo 02 pessoas;
* Não pode ter alegoria acoplada;
* As alegorias tem que ter uma escultura artística. Não pode ter apenas elementos vivos.

EM CIMA DA HORA

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De volta para Sapucaí, após sete anos fora, a Em Cima da Hora, será a primeira escola a abrir a temporada de desfiles do carnaval do Rio de Janeiro em 2022. Estando atualmente na Série Ouro, a azul e branco de Cavalcante irá reeditar na avenida o enredo “33 – Destino Dom Pedro II”, desenvolvido pelo carnavalesco Marco Antônio Falleiro. Enredo clássico da escola de 1984, a temática fala sobre o trem 33 que saía de Japeri (baixada fluminense) com destino a Central do Brasil. Leve, o samba está na ponta da língua dos componentes da escola. Pedido pela própria comunidade, quando a agremiação subiu para a Série Ouro, o carnavalesco Marco Antônio juntamente com a diretoria atendeu o solicitado. Durante a pesquisa para desenvolver o enredo, ou melhor, fazer uma releitura do próprio. O carnavalesco da escola acabou percebendo que apesar do samba ser de 1984, ele ao mesmo tempo é atual. * SAIBA AQUI COMO SERÁ O DESFILE

CUBANGO

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Após o quinto lugar no carnaval de 2020 com o enredo “A voz da Liberdade”, a Acadêmicos do Cubango está apostando tudo no novo enredo para 2022, “O amor preto cura: Chica Xavier, a mãe baiana”. Apesar do luxo nos carros elaborados pelos carnavalescos Raphael Torres e Alexandre Rangel, a escola pecou em problemas técnicos em algumas alegorias. Com o objetivo de corrigir esses erros, a agremiação investe pela primeira vez no talentoso João Vitor Araújo. * SAIBA AQUI COMO SERÁ O DESFILE

UNIDOS DA PONTE

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Diretamente de São João de Meriti, Baixada Fluminense, para a Marquês de Sapucaí. A Unidos da Ponte vem de um carnaval muito criticado e considerado frio em 2020. Com o enredo sobre “Elos da Eternidade”, desenvolvido pelo carnavalesco Lucas Milato, a escola ficou na 12ª colocação da Série Ouro. Para o carnaval de 2022, a diretoria optou por trazer os carnavalescos Guilherme Diniz e Rodrigo Marques que já tiveram uma passagem pela escola. Com o enredo “Santa Dulce dos Pobres – O Anjo Bom da Bahia”, a escola vai levar para a avenida uma homenagem e a história da Santa Dulce, ou melhor, Irmã Dulce. * SAIBA AQUI COMO SERÁ O DESFILE

PORTO DA PEDRA

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A Unidos do Porto da Pedra é uma escola acostumada com o Grupo Especial, após 10 anos desfilando na Série Ouro, o sentimento de todos é um só: voltar para o lugar que de fato te pertence. A agremiação tem apresentado bons desfiles, ficando na terceira colocação em suas últimas três apresentações na Sapucaí. Para esse ano, o tigre quer voltar a rugir e sonhar com um lugar no Grupo Especial, para isso, conta mais uma vez com a carnavalesca Annik Salmon no desenvolvimento do seu carnaval, única mulher a comandar um escola no grupo. Com o enredo “O Caçador que traz alegrias”, a escola segue a linha de levar temáticas culturais para a avenida, a agremiação de São Gonçalo aposta na história de Mãe Stella de Oxóssi para emocionar a Sapucaí, escritora e yalorixá, ela lutou pelo respeito ao candomblé e marcou seu nome na história. * SAIBA AQUI COMO SERÁ O DESFILE

UNIÃO DA ILHA

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A União da Ilha teve no seu último carnaval, muitos problemas técnicos graves, e acabou rebaixada no Grupo Especial. De 2020 para cá, muitas movimentações aconteceram internamente, inclusive, uma nova votação para presidência por conta do falecimento do ex-presidente Djalma Falcão. Com a chegada do presidente Ney Filardi, a tricolor insulana iniciou um processo de resgate da alegria característica da Ilha. Pensando em não repetir os mesmos erros de 2020, a equipe de direção de carnaval em conjunto com os carnavalescos Cahê Rodrigues e o falecido, Severo Luzardo, chegaram na definição do enredo ‘O Vendedor de Orações’, sobre a padroeira do Brasil Nossa Senhora Aparecida. * SAIBA AQUI COMO SERÁ O DESFILE

UNIDOS DE BANGU

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Desde 2018 desfilando na Marquês de Sapucaí pela Série Ouro, a Unidos de Bangu é uma agremiação de respeito da Zona Oeste do município do Rio de Janeiro. A escola foi criada por conta de um bloco que teve a fundação feita por operários da extinta fábrica de tecidos de Bangu, que eram apaixonados por samba. No carnaval de 2020, a escola veio falando de “Memórias de um Griô: a Diáspora Africana Numa Idade Nada Moderna e Muito Menos Contemporânea”, no desfile tiveram erros que resultaram na 10ª colocação. Mas para este ano tudo será diferente, ainda mais falando em amantes do samba, é o que ela pretende levar para avenida neste carnaval. Nada de “bonecões gigantes” no desfile da Unidos de Bangu em 2022. Pelo menos é isso que o carnavalesco Marcus Paulo garantiu. Desenvolvendo o enredo “Deu Castor na cabeça”, que vai homenagear o mecena e contraventor Castor de Andrade, também vai contar a história do bicheiro com o bairro de Bangu. Quando Marcus chegou na agremiação, a diretoria logo disse que o enredo da Bangu para 2022 seria sobre Castor. * SAIBA AQUI COMO SERÁ O DESFILE

ACADÊMICOS DO SOSSEGO

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A Acadêmicos do Sossego pretende melhorar sua colocação e apresentação de desfile em 2022. Em 2020, a escola ocupou a oitava colocação da Série Ouro, com o enredo “Os Tambores de Olokun”, que teve o desenvolvimento dos carnavalescos Guilherme Diniz e Rodrigo Marques, que assumiram o trabalho faltando apenas 15 dias do desfile oficial. Agora, a escola do Largo da Batalha, em Niterói, optou pela contratação do carnavalesco André Rodrigues. Desenvolvendo o enredo “Visões Xamânicas”, o artista pretende levar para a avenida uma história atrelada ao presente e ao futuro. A ideia de falar sobre essa temática surgiu durante a quarentena, quando ele leu algumas reportagens falando sobre o processo de reestruturação de alguns lugares naturais com o afastamento da ação humana. Com as reportagens, André começou a ler o livro do líder Yanomami, Davi Kopenawa, e baseado na leitura ele começou a desenvolver o enredo. * SAIBA AQUI COMO SERÁ O DESFILE

Equipe do site CARNAVALESCO diz o que espera do 1º dia dos desfiles da Série Ouro

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Tempo real: saída das alegorias da Série Ouro

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Camarote Kasa Carioca comemora primeiro ano na Sapucaí com vendas além das expectativas e presença de vips

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O requinte e o glamour dos antigos carnavais são os ingredientes principais do Camarote Kasa Carioca, que estreia na Sapucaí em 2022 preservando a atmosfera que envolve o maior espetáculo da Terra: o samba. Projetado para receber 400 pessoas por noite de desfiles, o empreendimento é a aposta de Patrícia Hodara e Victor Araújo em um investimento ousado que reúne a expertise dos sócios no ramo de eventos , com a visibilidade e marketing de uma das escolas de samba mais badaladas do carnaval carioca, os Acadêmicos do Salgueiro, que se apresentará em todas as noites de evento.

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Foto: Anderson Borde/Divulgação

Com ambientes diferenciados e localizado em área disputadíssima, o SETOR 4 da Sapucaí, o Kasa Carioca conta com toda a comodidade e conforto oferecidos pelos principais camarotes, além da frisa all inclusive e das atrações, todas elas de samba, conforme explica Patrícia Hodara . “ A Sapucaí é o templo sagrado do samba e, ultimamente, os camarotes foram se diversificando. Nossa proposta é justamente manter a atmosfera do que acontece na pista de desfiles , com nomes que o sambista preza como Maria Rita, Xande de Pilares, Fred Camacho, Pretinho da Serrinha e muito mais”, comenta

O camarote também destaca-se pelos serviços como open bar &food durante toda a noite, além de transfer exclusivo e gratuito para o local. A preocupação em manter o bem-estar e a comodidade dos clientes é também ponto importante para Victor Araújo. “ O Kasa é um camarote onde todos os tipos de público encontrarãontretenimento e conforto, seja na frisa ou no andar superior, onde acontecerão as apresentações. Pensamos todo o tempo em projetar ambientes que satisfizessem o folião em todos os momentos”, diz.

Parceria com o Salgueiro

Dentro do projeto, a parceria com os Acadêmicos do Salgueiro é o que chama atenção. A bateria Furiosa e o elenco da escola se apresentarão todos os dias brindando os convidados com uma amostra dos shows que acontecem semanalmente na quadra da vermelha e branca. Segundo os sócios, a ideia é que o Kasa Carioca homenageie o carnaval como um todo. “ O Salgueiro é a nossa escola de coração e a escolha desta parceria também tem muito a ver com esta proposta de retratar o Rio Antigo e os carnavais maravilhosos e inesquecíveis desde a época da Rio Branco. O que queremos é que o nosso cliente sinta que faz parte da festa, mesmo sem estar desfilando. Esta é a experience que a gente quer que eles tenham “ explicam os sócios.

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Vips na estreia do empreendimento

Já em seu primeiro ano de realização, o camarote Kasa Carioca tem confirmados nomes como a atriz Dandara Mariana, o ator Charles Paraventi e a cantora Sandra de Sá. Para o domingo, dia destinado às crianças, o “reizinho” do camarote é o ator mirim Pedro Guilherme, quem recentemente fez sucesso na novela Amor de Mãe e na série Aruanas.

Os ingressos estão sendo vendidos no site do camarote www.kasacarioca.com.br e custam a partir de R$990 reais.

Serviço: Camarote Kasa Carioca
Localização: Setor 04 Marquês de Sapucaí
Valores: a partir de R$ 990
Link para venda: www.kasacarioca.com.br
Atrações : Arlindinho ( 20 de abril) , Sandra de Sá ( 21 de abril), Maria Rita (22 de abril) , Xande de Pilares ( 23 de abril). A bateria do Salgueiro se apresentará todos os dias.

Ao site CARNAVALESCO, Maju Coutinho fala da estreia no carnaval do Rio: ‘tem a ver com a minha ancestralidade, com negritude, com a sabedoria do povo negro’

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A jornalista Maju Coutinho estreia na apresentação do carnaval “Globeleza”, da TV Globo, com Alex Escobar, âncorando os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Ela conversou com o site CARNAVALESCO e abaixo você confere o bate-papo.

O que você sentiu quando recebeu o convite para entrar na transmissão dos desfiles?

“Eu fiquei muito feliz e honrada em substituir a Fátima Bernardes na transmissão do carnaval do Rio de Janeiro. Recebi essa missão com muito carinho, tem a ver com a minha ancestralidade, com negritude, com a sabedoria do povo negro, que é o carnaval, na maior expressão da nossa cultura. Meu coração está aqui como um bumbo. Eu estou muito animada para essa estreia, esse encontro com o Carnaval do Rio de Janeiro, uma festa poderosa e que mexe com os meus instintos mais profundos porque essa festa, o Carnaval, a negritude, o samba, estão na minha veia”.

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Fotos: João Cotta/Divulgação TV Globo

Tem noção que muitas meninas e meninos vão se sentir representados por você na transmissão? Qual é o tamanho da responsabilidade?

“Para mim já vale a jornada nesse planeta quando a pessoa diz que se espelha no meu trabalho, que eu represento muito. Espero retribuir comunicando bem”.

Você visitou barracões e quadras, o que sentiu das escolas de samba que não sabia que existia?

“O Carnaval é um universo que nos presenteia com muitos personagens inspiradores. Eu fico muito encantada com o casal de mestre sala e porta bandeira que carrega com orgulho e respeito o pavilhão da escola. É ato sagrado e lindo de ver”.

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Tem algum desfile inesquecível que você viu?

“Eu costumo lembrar dos sambas que me marcaram e acho que esse marcou muita gente: ‘Peguei um Ita no Norte’, de 1993. Um carnaval que eu não lembro de ter assistido, mas que está na memória também por conta da sonoridade é ‘Bum Bum Praticumbum Prugurundum’ e os carnavais de São Paulo, porque eu sou paulistana”.

O que você considera que não pode faltar na transmissão?

“Não pode faltar alegria na transmissão do carnaval! Diversão e energia também precisam estar presentes”.

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Qual será o estilo da Maju na transmissão: jornalístico, técnico, pura emoção ou alegria?

“Pergunta difícil: eu acho que a Maju da transmissão vai ser um misto de tudo isso. Pretendo levar pitadas de informação, muita emoção e alegria pra reverenciar o povo do samba”.