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Freddy Ferreira: ‘Nota 9,7 para a bateria do Paraíso do Tuiuti: a justificativa não explicou o excesso de rigor’

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A intenção dessa análise é tentar decodificar os argumentos dos julgadores, além de compreender seus respectivos descontos. O intuito, portanto, é buscar absorver os apontamentos dos jurados em críticas construtivas para as baterias. Se tanto o julgamento, quanto as justificativas apresentarem coerência e compatibilidade com os ritmos apresentados, também será mencionado.

freddy ferreira
Freddy Ferreira é colunista de bateria do site CARNAVALESCO

Julgadores do quesito bateria no Carnaval 2022:
1ª cabine (dupla):
Mila Schiavo (módulo 1)
Philipe Galdino (módulo 2)
2ª cabine:
Rafael Barros Castro (módulo 3)
3ª cabine (dupla):
Leandro Luis de Oliveira (módulo 4)
Ary Jaime Cohen (módulo 5)

Estação Primeira de Mangueira

9,9 (Philipe Galdino): “Imprecisão rítmica no breque em uníssono no refrão de baixo. Convenções com pausa geral de instrumentos são muito arriscadas“. Foi evidenciado pelo julgador uma imprecisão na execução da paradinha da Mangueira, mais precisamente no refrão de baixo, onde a bateria efetua um tapa uníssono dentro do “vazio rítmico”: “Só sei que Mangueira (Bum!)”.

Minha opinião: Os julgadores da primeira cabine ficam do lado esquerdo da pista e este colunista que vos escreve veio acompanhando todas as baterias pelo lado direito, não tendo notado nenhuma imprecisão do tipo. É importante ressaltar que durante a apresentação da bateria da Mangueira na primeira cabine, o som da Avenida ficou ligado durante toda a passagem, dificultando que esses choques rítmicos fossem notados de dentro da Avenida, ao lado do ritmo.

desfile mangueira 2022 069
Fotos: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

9,9 (Rafael Barros Castro): “Durante a convenção realizada no segundo ”BIS” ocorreu uma precipitação no ritmo executado pelos surdos resultando em imprecisão na retomada da cabeça do samba“.

Minha opinião: O julgador apontou para a execução da paradinha mangueirense em relação a sua respectiva retomada na cabeça do samba, evidenciando uma precipitação de surdos, que resultou em imprecisão rítmica a ser despontuada. De dentro da Avenida, acompanhando a bateria da Mangueira pela lateral da pista, a inconstância musical identificada não foi possível de ser detectada.

9,9 (Leandro Luis de Oliveira): “Durante a passagem pelo módulo 4, a GRES Estação Primeira de Mangueira foi penalizada em -0,1, por julgar que o arranjo rítmico proposto na “paradinha” (e suas bossas e convenções decorrentes da mesma), não favoreceu o encaixe perfeito e fluído com a melodia e divisão do canto do samba“.

Minha opinião: Mais um julgador que apontou para a paradinha mangueirense em sua avaliação e julgamento. Dessa vez, o problema notado não foi relativo à sua execução, sim relacionado a criação conceitual do arranjo das bossas. Segundo o julgador, o arranjo rítmico proposto musicalmente pela bateria da Mangueira não encaixou perfeitamente com o samba, dificultando a fluência com a melodia e divisão do canto do samba. Dos julgadores que despontuaram a bateria da Mangueira essa foi a justificativa mais subjetiva, pois tentar julgar a criação musical de uma escola além de complexidade, envolve uma pretensão musical que deixa de lado a análise dos contextos que envolvem o ritmo de cada bateria. A bateria da Mangueira, com suas peculiaridades e características (com o surdo mor propagando balanço diante da ausência do surdo de segunda efetuando a resposta), precisa ter sua criação musical devidamente respeitada e valorizada. Por mais que o julgador aponte qualquer inconstância que interfira na melodia e harmonia do samba, se faz estritamente necessário que ele pontue exatamente os trechos melódicos do samba que provocam esse desacordo sonoro evidenciado por ele, caso contrário, o julgamento pode acabar sendo influenciado cada vez mais pela subjetividade musical, não se amparando assim numa análise rítmica de base técnica.

9,9 (Ary Jaime Cohen): “Em determinado momento a intercessão de algumas caixas e repiques soaram um pouco ”embolada” tirando a limpesa (sic) final do som dos naipes“.

Minha opinião: Infelizmente a justificativa do julgador destoa das demais argumentações, devido a uma análise extremamente superficial e objetiva, sem entrar na profundidade necessária para evidenciar os erros técnicos encontrados por ele. Não foi destacado em qual trecho do samba o jurado evidenciou a falta de “limpesa” final do som dos naipes. As caixas rufadas da bateria da Mangueira, junto com seus repiques produziram uma boa sonoridade dentro da pista e em momento algum desajustes sonoros do tipo foram percebidos ao lado da bateria.

Acadêmicos do Salgueiro

9,9 (Ary Jaime Cohen): “A acentuação rítmica de algumas caixas, teve a sua exibição comprometida em alguns momentos, com alguns toques sobressaindo mais que outros“.

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Minha opinião: Mais uma vez uma justificativa rasa e superficial, que pouco explica ritmicamente a razão concreta do desconto, menos ainda deixa claro em qual momento do samba específico o erro evidenciado por ele ocorreu. Pior ainda é se o julgador, por desconhecimento das características do ritmo salgueirense, confundiu as levadas de caixas com a dos taróis do Salgueiro, que embora toquem em conjunto possuem batidas distintas.

São Clemente

9,9 (Mila Schiavo): “Faltou precisão rítmica na levada do naipe de tamborim na passagem da bateria pelo módulo 1“.

Minha opinião: A julgadora evidenciou falta de precisão rítmica na levada do naipe de tamborim durante a passagem de bateria por seu módulo. É uma análise meramente técnica e um desconto pontual analisado de forma bem objetiva. Faltou somente um direcionamento mais específico sobre em qual trecho do samba foi notado essa imprecisão, pois isso é vital para que as baterias absorvam de forma crítica e construtiva esses descontos, buscando uma evolução rítmica e desenvolvimento musical visando o ano posterior.

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9,9 (Philipe Galdino): “Ligeira defasagem rítmica entre a ”cabeça” e o restante da bateria no deslocamento de chegada ao módulo“.

Minha opinião: O julgador alegou uma ligeira defasagem entre o ritmo tocado pela parte da frente da bateria, em relação ao que era tocado na parte de trás do ritmo. Esses desencontros podem ter ocorrido em virtude do chapéu da Fiel Bateria da São Clemente tapar os ouvidos de ritmistas, impedindo a percepção sonora em sua plenitude.

9,8 (Leandro Luis de Oliveira): “Durante a passagem pelo módulo 4, a GRES São Clemente foi penalizada em -0,2, devido ao fato da bateria não ter tido tempo suficiente para uma plena apresentação no módulo em questão. A escola precisou apertar o passo para não ultrapassar o tempo regulamentar, e só conseguiu estabilizar metros à frente, já no campo de visão de outro módulo. Nessa posição o delay atrapalha muito o julgamento a essa distância, causando desequilíbrio e batimento entre as peças agudas principalmente“.

Minha opinião: O julgador do módulo 4 foi o primeiro da última cabine dupla. Ele despontuou a bateria da São Clemente por não ter conseguido realizar uma apresentação plena no módulo, mesmo não sendo a bateria obrigada a parar para se apresentar. Cabe ressaltar que o julgador não pode realizar o julgamento de uma bateria já distante do seu campo de visão, o que acabou ocorrendo nesse caso, quando o jurado destacou que ouvindo a bateria distante foi prejudicado pelo delay, notando desequilíbrio, além de uma espécie de conflito rítmico principalmente entre as peças mais agudas.

Unidos do Viradouro

9,9 (MIla Schiavo): “No módulo 1 houve oscilação de andamento. A percepção é que o grupo de vocalistas estava acelerado e houve desencontro entre o andamento da bateria e o ‘naipe vocal’“.

Minha opinião: A jurada da primeira cabine dupla despontuou a bateria da Unidos do Viradouro alegando oscilação de andamento. Pela primeira vez os julgadores de bateria tiveram a sua diposição um metrônomo, para conferir variações de andamento durante as passagens das baterias pelos módulos. Ela ainda dissertou sobre sua opinião pessoal de que o “naipe vocal” da escola estava mais acelerado que a bateria, o que pode ter ocasionado esse desencontro de andamentos.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

9,9 (Rafael Barros Castro): “A acentuação rítmica das caixas com os seus acentos característicos que configuram o ”swing” peculiar da bateria ficaram sem o referido destaque“.

Minha opinião: O julgador do módulo 3 despontuou a bateria Furacão Vermelho e Branco apontando para a falta de acentuação rítmica das caixas, que segundo ele, sem seus acentos característicos responsável pelo “swing” da batida ficaram sem o referido destaque. Da pista de desfile, mesmo com o andamento mais acelerado característico da bateria foi plenamente possível conferir uma batida limpa e acrescentando um notável volume a bateria da Unidos do Viradouro, não havendo portanto motivos claros evidentes para descontos com essa linha argumentativa.

Paraíso do Tuiuti

9,9 (Rafael Barros Castro): “A agremiação apresentou-se em frente ao módulo com a afinação dos surdos aproximada gerando impacto na compreensão do surdo de resposta“.

Minha opinião: O julgador apresentou uma justificativa que definitivamente não foi condizente com o que foi apresentado pela bateria do Paraíso do Tuiuti em frente ao seu módulo de julgamento. A afinação de surdos da bateria do Tuiuti esteve simplesmente sublime, sendo inclusive, um dos pontos fortes do ritmo da escola de São Cristóvão. Uma nota inconsistente, aliada a uma justificativa incoerente.

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9,7 (Leandro Luis de Oliveira): “Durante a passagem pelo módulo 4, o GRES Paraíso do Tuiuti foi penalizada em -0,3, por conta da bateria ter passado muito rápido pelo módulo, por isso ela não conseguiu se apresentar bem, só passou rapidamente para tentar fechar a escola no tempo regulamentar. Isso gerou consequências: não conseguiu ser precisa e nem criativa, pois não houve nem tempo de demonstrarem as ideias montadas para apresentação“.

Minha opinião: O julgador descontou 0,3 décimos da bateria do Paraíso do Tuiuti alegando que a mesma não se apresentou no módulo, pois estava apressada para terminar o desfile dentro do tempo regulamentar. Como consequência evidenciada por ele, a bateria não conseguiu ser precisa e nem criativa, já que o tempo de apresentação da bateria foi impactado pela evolução deficiente da escola. A bateria não é obrigada a parar para se apresentar em módulo, entretanto, mesmo andando foi possível notar a execução de bossas por parte da bateria Super Som, o que instantaneamente desqualifica o argumento de “nem criativa”. É possível contestar, inclusive, o apontamento sobre a precisão rítmica. Mesmo tocando andando de forma apressada, não foi possível perceber imprecisões rítmicas nesse momento. Pela nota dada pelo julgador em questão, a bateria do Tuiuti em sua opinião foi a pior de todo o Grupo Especial, ficando evidenciado portanto uma mão pesada com a bateria da escola de São Cristóvão, numa avaliação que deixa expresso o seu excesso de rigor.

9,9 (Ary Jaime Cohen): “A bateria chegou ao módulo com uma evolução física desordenada, prejudicando o resultado sonoro final dos seus naipes de instrumentos“.

Minha opinião: O julgador despontuou a bateria do Paraíso do Tuiuti levando em conta o passo acelerado dos ritmistas para terminar o desfile da escola. Segundo o mesmo foi evidenciado uma “evolução física desordenada” e que essa aceleração no caminhar dos ritmistas alterou o resultado sonoro final das peças que tocavam em conjunto. Sua análise, mesmo objetiva, pode ser considerada coerente, diante do fato de que a bateria do Tuiuti passou pelo módulo em questão evidentemente apressada e desajustes sonoros pontuais puderam ser notados pelo jurado.

Mocidade Independente de Padre Miguel

9,9 (Rafael Barros Castro): “O naipe de cuícas apresentou-se com pouca presença sonora, o que resultou em desequilíbrio dentro do espectro de timbres da agremiação“.

Minha opinião: Dentre todos os argumentos rítmicos para eventuais descontos esse além de ser o mais frágil, é o único que acaba depondo contra a falta de critério do próprio júri. Só uma análise básica e superficial da justificativa em questão já evidencia o quão criterioso e rigoroso está sendo o julgador do módulo 3, em relação a bateria da Mocidade Independente. Uma bateria com característica identitária de afinações invertidas de surdos por si só apresenta um timbre diferenciado (e mais grave) em relação às outras. Despontuar um naipe de cuícas por pouca presença sonora, portanto, acaba sendo procurar “pêlo em ovo”. Pois envolve, sobretudo, a subjetividade musical do Mestre de Bateria, como destacado nas observações de forma exímia e muito bem colocada pela julgadora Mila Schiavo.

Observações Finais dos Jurados:

Mila Schiavo (módulo 1):
1- Antes do primeiro item, a julgadora parabenizou Mestres e ritmistas de forma geral pelos desempenhos. Como primeiro item de observação, a jurada evidenciou que as caixas de som ficaram ligadas durante a apresentação da bateria da Mangueira, dificultando a percepção sonora desejada para uma avaliação plena.
2- Segundo a errata da São Clemente estavam listados violinos, que mesmo não sendo de percussão, por estarem incluídos na ficha técnica gerou expectativa na julgadora.
3- Jurada afirmou que não foi possível escutar a sonoridade envolvendo as 20 cuícas na bateria do Salgueiro, que estavam listadas na ficha técnica e vieram tocando.
4- Na ficha técnica do Paraíso do Tuiuti não estava listado o uso de Timbal na bateria.
5- Na ficha técnica da Portela não estava listado naipe de Congas.
6- Problema similar relatado no item 1, agora em relação a Portela. O som da Avenida só foi desligado quando a bateria estava saindo do módulo, atrapalhando a avaliação.
7- A julgadora alega ter sentido falta do agudo das cuícas da Mocidade Independente de Padre, numa bateria em que evidenciou excesso de timbre médio e grave. “A bateria não foi penalizada por entender que foi uma escolha do Mestre”.

Philipe Galdino (módulo 2):
1- Jurado alega que a bateria da Viradouro não se apresentou em seu módulo, sabendo que não existe obrigação, mas deixando sua vontade expressa de ter tido a chance de uma melhor apreciação.
2- Parabenizou especialmente Mestres Rodney e Plínio (Beija Flor) e Mestre Lolo (Imperatriz Leopoldinense). “Muita criatividade e musicalidade nos arranjos e bossas.”.
3- Julgador criticou a “concepção infeliz” do chapéu da Fiel Bateria da São Clemente, que inclusive tapou ouvido de ritmistas, colocando em risco a performance musical.
4- “Muitos vazamentos de som dos camarotes pra dentro da Avenida (em frente aos módulos 1 e 2) durante as passagens das escolas. Uma falta de respeito para com o espetáculo e podendo inclusive atrapalhar os jurados da parte musical”.
5- Parabenizou Mestres e Ritmistas de forma geral pelo grande retorno, “com as baterias beirando a perfeição”.

Rafael Barros Castro (módulo 3):
1- Parabenizou e saudou de forma geral Mestres e diretores, pelo empenho na manutenção da excelência das performances, assim como pela busca da construção de novos paradigmas e constantes pesquisas. O julgador aproveitou a oportunidade para destacar o excelente trabalho de Mestre Lolo na bateria da Imperatriz Leopoldinense. “Foram utilizados com muita musicalidade recursos de gradação de dinâmica (intensidade – fraco, mezzo, forte, forte) para ressaltar pontos marcantes do samba-enredo, além da criação de convenções que dialogam em consonância com o samba e sua estrutura melódico-harmônico tendo como resultado um arranjo musical impecável”.

Considerações Finais:
O julgamento do quesito bateria foi realizado pautado pelo respeito aos mestres e diretores, bem como ritmistas que tanto se dedicam para esse momento único que a passagem de uma bateria pela Avenida representa. Às vezes podem ter sido identificados excesso de rigor ou mesmo alguma incoerência dentro do que foi apresentado musicalmente nos módulos, mas de maneira geral o saldo foi mais positivo do que negativo. Uma honra e orgulho inenarrável em conferir a primeira estreia feminina de uma julgadora, que com muita coerência e ponderações pertinentes merece felicitação pelo espaço conquistado num ambiente onde ainda muito se luta por equidade sexual.

O julgamento foi realizado aliando segurança, conhecimento e coerência. Tanto em notas, quanto nas ponderações das observações finais. Parabéns, jurada Mila Schiavo! O trabalho baseado em uma virtude musical pautada por análises consistentes e coerentes teve uma contribuição também de destaque por parte do julgador Philipe Galdino, fechando o julgamento da primeira cabine dupla de modo consistente. O julgador em questão, inclusive, fez um belo e providencial texto sobre como o som dos camarotes impactaram negativamente as avaliações musicais na primeira cabine.

De fato, o próprio som da pista parecia mais cambaleante no início da Avenida do que nas demais localidades com cabines de julgamento. O julgador ainda parabenizou em especial os mestre da Beija Flor e Imperatriz pela musicalidade apresentada, garantindo um válido reconhecimento para mestres que obtiveram pontuação máxima e ainda assim receberam um feedback positivo merecido de sua parte.

Cabe ressaltar que o julgador do terceiro módulo, Rafael Barros Castro, também deixou uma parabenização especial pelo trabalho de mestre Lolo na Imperatriz, destacando o trecho de musicalidade que mais lhe encantou. Esse tipo de comentário elogioso é fundamental para que os mestres sigam com o trabalho que motivou aplausos e reconhecimento, visando os anos posteriores.

Os julgadores, por vezes, são diretamente responsáveis pela evolução musical anual das baterias das escolas de samba. Exercer esse papel de mediador de doutrina musical, portanto, ampara mestres, diretores e ritmistas em prol de buscar cada vez mais um desenvolvimento rítmico próximo ao nível de excelência, baseado nas argumentações de quem julga e avalia os ritmos.

Carnaval da Beija-Flor será assinado por Alexandre Louzada e André Rodrigues em 2023

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Veterano da Marquês de Sapucaí, o carnavalesco Alexandre Louzada assinará o Carnaval da Beija-Flor, em 2023, com André Rodrigues, artista com quem já dividiu a preparação para o desfile vice-campeão deste ano. Selada oficialmente nesta sexta-feira, por decisão do presidente Almir Reis em acordo com a dupla, a nova parceria engrandecerá o espetáculo proporcionado pela azul e branca ao aliar os talentos de um profissional multicampeão e de um dos nomes mais promissores da nova geração da folia.

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Com isso, a Beija-Flor passa a ter, por enquanto, o único barracão, entre os 12 do Grupo Especial do Rio, comandado por um carnavalesco negro. O movimento acontece na esteira do enredo “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”, que Rodrigues ajudou a desenvolver, e reforça a representatividade que a escola manteve enquanto os preparativos de suas fantasias e alegorias permaneceram sob a liderança de Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla (morto há quase um ano pela Covid-19).

Louzada, que dispensa apresentações, já conquistou seis títulos na elite do Carnaval carioca e outros dois no de São Paulo. É o único a comandar um barracão na Cidade do Samba depois de já ter tido passagens repletas de êxito pelas agremiações mais tradicionais da festa: Portela, Mangueira, Mocidade e a própria Beija-Flor, onde tem trabalhado ininterruptamente desde 2020.

Rodrigues, por sua vez, arrebatou o Carnaval carioca antes dos 30 anos de idade: por 13 temporadas, atuou como figurinista e projetista na Unidos de Vila Isabel, Grande Rio, Mocidade, União da Ilha e Império Serrano, bem como nas paulistas Vai-Vai e Mocidade Alegre. Em 2022, além da Beija-Flor, também assinou os desfiles da Acadêmicos do Sossego (Série Ouro do Rio) e da Mocidade Unida da Mooca (Grupo de Acesso 1 em SP): saiu ovacionado dos dois Sambódromos, o paulista e o carioca, pronto para alçar voos maiores.

Viradouro anuncia renovação com Zé Paulo e mestre Ciça

A Viradouro anunciou nesta quinta-feira as renovações com o intéprete Zé Paulo Sierra e mestre Ciça para o Carnaval 2023.

“Prepare o seu coração!🎤🇲🇨✨ Nosso interprete Zé Paulo Sierra segue conosco em 2023. Vamos com tudo para mais um Carnaval”

“Nosso querido mestre de bateria segue no comandando da Furacão Vermelho e Branco. 🌪💀🥁”

Perlingeiro festeja a realização de um carnaval memorável, diz que título foi incontestável e já projeta desfiles de 2023

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A 10 meses do Carnaval de 2023 – que acontecerá nos dias 19 (Domingo) e 20 (Segunda-Feira) de fevereiro – o presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro já está pensando na possibilidade de fazer o sorteio para a definição da ordem de desfiles no mês de julho, provavelmente. As escolas de samba do Grupo Especial começaram a renovar seus elencos para organizarem o próximo desfile. Todas sabem que será um ano atípico, que fará o tempo passar “voando”: em setembro, acontecerá o Rock In Rio; em outubro, será realizado o primeiro turno das eleições; em novembro, o segundo turno, e terá início a fase classificatória da Copa do Mundo, no Catar.

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Foto: Divulgação/Liesa

“Acho que o maior êxito de nossa gestão foi ter conseguido assinar um contrato de quatro anos com a Prefeitura do Rio, o que garante o fluxo de receitas das Agremiações ao longo desse período. Não fosse isso, quando sentaríamos com o Poder Público para discutir o assunto? Em janeiro? Não, não haveria mais tempo”, comenta Perlingeiro, ainda radiante com o sucesso do Rio Carnaval 2022.

O presidente não para de fazer agradecimentos. “Primeiro a Deus; depois às escolas de samba, que foram extraordinárias; aos nossos diretores, pelo trabalho incansável,e parceiros, que confiaram na seriedade do trabalho, apesar de todas as dificuldades que precisamos enfrentar. O Carnaval foi adiado quatro vezes. E houve uma época, principalmente depois do réveillon de 2021, que nem podíamos divulgar os desfiles, pois ainda dependíamos dos resultados que os Comitês Científicos poderiam obter no controle da campanha de vacinação contra a Covid-19”, lembra o presidente.

Foram muitos os obstáculos enfrentados pela Prefeitura, a Riotur, a Liesa, suas filiadas e parceiros comerciais, dentro de um clima de indefinição, que dependia do êxito da campanha de vacinação. Quando os ensaios técnicos começaram, já havia terminado o verão e o período de férias, o que acabou dificultando a venda de ingressos.

“Foi o Carnaval da Superação, mas graças ao bom Deus, vencemos! Não choveu, as obras na pista funcionaram muito bem, o novo sistema de iluminação cenográfica deu um novo colorido ao espetáculo e o trabalho das Escolas foi magnífico, muito além da expectativa. Agora, podemos afirmar: apesar dos pesares foi um dos melhores desfiles de todos os tempos, como desejava o prefeito Eduardo Paes!”, comemora o presidente, destacando os elogios recebidos do próprio Prefeito e de Boninho, diretor responsável pelas transmissões da TV Globo, entre jornalistas especializados, formadores de opinião, empresários e espectadores.

Resultado incontestável

O resultado dos desfiles foi outro gol de placa. A vitória da Grande Rio, a primeira da história da tricolor de Duque de Caxias, foi incontestável. “Em 30 anos de Apuração, foi a primeira vez em que vi as oponentes aplaudirem a vencedora de pé. Foi lindo! Podem haver discordâncias de uma ou outra posição, mas não sobre a vencedora. Nossos julgadores, coordenados por Júlio César Guimarães, trabalharam muito bem, com segurança e isenção”, afirma Perlingeiro.

Revitalização da Cidade do Samba

Sempre exaltando o trabalho incansável de sua diretoria, Perlingeiro comenta que os próximos dias serão para prestação de contas, pagamentos a fornecedores e prestadores de serviços. Tem certeza de que, agora sem pesadelos, o Carnaval de 2023 tem tudo para ser ainda melhor que o de 2022. O Sambódromo está funcionando perfeitamente bem, o sistema de iluminação cenográfica estará trabalhando em sua plenitude e as Escolas começaram a se adiantar no cronograma de produção.

“Torcemos para o retorno dos parceiros comerciais que se afastaram, por causa da pandemia, para o engrandecimento da festa. Poderemos dar início à venda de ingressos bem mais cedo e trabalhar em cada detalhe, para fazer dos desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial um espetáculo cada vez maior e melhor, atraindo turistas do mundo inteiro e de todas as partes do País”.

O presidente pretende dedicar atenção especial à Cidade do Samba, que, segundo promessa do governador Cláudio Castro, ganhará um posto definitivo dos bombeiros – hoje, eles ocupam uma unidade provisória. A Liesa pretende investir num projeto de revitalização que poderá alavancar até a transferência da sede da entidade da Praça Mauá para a Gamboa.

Bruno Ribas é o novo intérprete da Unidos de Padre Miguel

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Dando início ao seu planejamento para o próximo desfile, a Unidos de Padre Miguel começou a montar sua equipe para o carnaval de 2023. A direção do Boi Vermelho da Vila Vintém acertou a contratação do intérprete Bruno Ribas.

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Foto: Divulgação/UPM

Bruno já passou por escolas como Grande Rio, Portela, Mocidade Independente de Padre Miguel, Unidos da Tijuca, São Clemente e recentemente Imperatriz Leopoldinense, será a voz principal da UPM no próximo ano. O cantor chega à Unidos com a missão de manter o nível e a qualidade no canto da escola.

“Enfim chegou o momento de abraçar minha família e ser muito feliz. Obrigado Zona Oeste, obrigado UPM por ter a paciência de me aguardar para fazer parte deste momento. Que possamos juntos, alçar o voo tão esperado para o grupo especial“, afirmou o novo intérprete.

Em breve, a Unidos de Padre Miguel irá apresentar toda sua equipe para o Carnaval de 2023.

Samba da Portela: Julgadora cita utilização de termos de etnias e nações africanas como ‘prejudicial à compreensão’

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O samba-enredo da Portela não estava entre os mais festejados quando da escolha em setembro de 2021. Com um bom trabalho do carro de som comandado por Gilsinho, e muito ensaio nas quadras, a obra foi uma das que mais cresceu até o desfile. A letra, pouco criticada neste período, acabou sendo a maior responsável pela música perder décimos na avaliação dos jurados. O samba embalou o enredo que apresentava os Baobás, árvores testemunhas dos tempos imemoriais, sendo apresentado com um viés de celebrar a ancestralidade destes elementos da natureza bastante cultuados na África e nas religiões de sua matriz. Mas para a jurada Alice Serrano, a utilização de palavras e termos das etnias referentes ao continente prejudicou a compreensão da obra.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

“A utilização de palavras e termos de etnias e nações africanas prejudicou a compreensão de alguns versos, como no refrão do meio, em que as palavras ‘Ayeraye’, ‘mão de Ofá’, ‘aluá’, ‘coité’, ‘dandá’ ficaram sem coesão, pois com a função narrativa prejudicada, comprometendo inclusive o canto. Quanto ao refrão, o principal tem quatro rimas em ‘a/á/ar’ com mais quatro iguais no refrão do meio, sendo que as outras rimas ‘o/or’, ou ‘é’ e a utilização dos termos afro, também não trouxeram enriquecimento à letra”, justificou, ao dar 9,8 para a Azul e Branco de Madureira.

Alessandro Ventura do terceiro módulo de julgamento retirou um décimo também da letra, justificando que o “Azul e Banto” do refrão principal prejudicou a produtividade da poesia na letra.

“O rendimento poético do refrão principal é prejudicado por discrepância semântica dos termos “Azul e Banto”, que num esforço de produção de trocadilho, foram postos numa posição de equidade gramatical e de sentido. A beleza poética do verso e de todo o refrão foi obliterada pelo uso deste expediente. Isto posto, está respaldada a despontuação de (0,1) (letra)”, justificou Alessandro.

Os jurados Clayton Fábio Oliveira, Felipe Trotta e Alfredo Del-Penho julgaram o samba da Portela com a nota máxima.

Junior Scapin é o novo coreógrafo da comissão de frente do Império Serrano

Após anunciar Alex de Souza como carnavalesco, o Império Serrano tem agora um novo coreógrafo para a sua comissão de frente. Após a saída de Patrick Carvalho, Junior Scapin assume a responsabilidade de comandar o segmento. Ele, inclusive, já defendeu o Reizinho de Madureira e foi campeão da Série A (atual Série Ouro) em 2017.

Animado, o coreógrafo chega ao Império Serrano com belos trabalhos na bagagem e um título no Grupo Especial, em 2016, na Estação Primeira de Mangueira. Scapin promete muito empenho para que a escola tenha sucesso no próximo ano.

“É uma honra poder estar retornando para essa escola, onde pude desenvolver as comissões de frente de 2017 e 2018. Estou muito feliz com o convite feito pelo presidente Sandro Avelar porque é um momento especial voltar para Madureira. Quero que os torcedores esperem um trabalho muito bacana, com dedicação e amor. Juntamente com o Alex de Souza, tenho certeza que faremos um belo carnaval e vamos honrar o pavilhão do Império Serrano”, garante.

Até o momento, além das contratações de Alex e Junior Scapin, o Império Serrano também renovou com o mestre de bateria Vitinho, que segue à frente da Sinfônica do Samba. Em breve, a escola vai anunciar os seus novos contratados e integrantes que seguem para 2023.

Enredo da Vila é penalizado por posição de alegoria e realização do tripé ‘Pegando o bonde para passar no Boulevard’

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Um dos enredos mais festejados no pré-carnaval, a homenagem ao Martinho da Vila, presidente de honra e maior baluarte vivo da Vila Isabel, teve um décimo descontado por julgadores devido a motivos diferentes. Para o jurado Arthur Nunes, o problema estava na concepção do desfile em relação a posição da alegoria número 02 . Segundo o jurado, o carro alegórico “Meu Laiaraiá: a simplicidade da genialidade” estaria mal roteirizado na apresentação da agremiação por apresentar aspectos do enredo mais compatíveis com algumas alas que vieram a frente no primeiro setor da Vila.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

“Desconta-se 0,1 (um décimo) pela falta de coesão na roteirização do desfile, ao posicionar a alegoria 02 (Meu Laiaraiá: a simplicidade da genialidade) no 2º setor, que trata das obras de Martinho da Vila ‘gravadas para a eternidade’. O argumento de que elementos da criação simples do homenageado foram fundamentais para sua inspiração já havia sido apresentado no início (1º setor), nas alas 02 (Raízes na roça) e 03 ( a benção das matriarcas) que precederam quatro alas (04,05,06 e 07) que passaram a tratar de referências pessoais e artísticas do ‘gênio popular’ depois de já radicado no Rio de Janeiro (e em Vila Isabel)”, justificou Arthur Nunes retirando um décimo no quesito.

Já para o julgador Johnny Soares, a penalização de um décimo foi justificada por ter encontrado problemas na realização do tripé “Pegando o bonde para passar no Boulevard” que tinha como objetivo de trazer uma viagem através dos tempos, com as glórias, a beleza e o espírito carnavalesco dos Carnavais de Ilusões que sempre movimentaram as ruas de Vila Isabel, segundo o livro abre-alas. Johnny viu problemas inclusive na materialização de manequins brancos presentes no elemento alegórico.

“Tira-se um décimo devido à dificuldade de entendimento do tripé ‘Pegando o bonde para passar no Boulevard’, que apresentou manequins de loja brancos (num enredo 100% negro), sem conseguir materializar sua ideia original na Avenida”, alegou o jurado.

Os julgadores Carolina Vieira Thomaz, Marcelo Rodrigues Figueira e Nilton Santos da Silva deram nota máxima para a Vila no quesito.

Procura-se artistas para o último espetáculo da trilogia do samba: Marrom, o musical

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A Fato Produções abre audições para compor o elenco do último espetáculo da Trilogia do Samba, idealizada por Jô Santana, que já homenageou Cartola e Dona Ivone Lara, em musicais com sucesso de público e crítica. O terceiro espetáculo é MARROM, O MUSICAL, em homenagem à grande artista maranhense Alcione, com texto e direção de Miguel Falabella. Estão abertas, a partir de 06 de Maio, as inscri&cc edil;ões para artistas da cena profissionais interessados/as, que passarão por uma pré-seleção, a partir do material enviado.

Etapas anteriores do projeto MARROM, O MUSICAL têm sido realizadas desde o ano passado. O elenco já tem duas atrizes e dois atores confirmados, que foram selecionados em um Curso de Teatro Musical realizado em São Luís do Maranhão, no começo deste ano, e em 2021 foi firmada uma parceria com a Cooperativa Cuxá, também no Maranhão, para colaboração das cooperadas (mulheres em privação de liberdade) na confecção de detalhes do figurino e da cenografia.

As audições acontecerão entre 07 e 10 de Junho, em São Paulo. Atrizes e atores profissionais, com experiência em canto e dança, com idade entre 20 e 50 anos, deverão enviar e-mail para [email protected], com foto atual, currículo e vídeo de até 1 minuto cantando, para que possamos realizar uma pré-seleção, a partir de 06 de Maio. O prazo máximo para inscrição/envio de material &ea cute; 27 de Maio. Os ensaios começarão ainda em junho, em São Paulo.

MARROM, O MUSICAL, com texto e direção de Miguel Falabella, estreará no dia 25 de Agosto, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, onde cumprirá temporada até o começo de Novembro. Depois disso, seguirá para o Rio de Janeiro e em 2023 seguirá em turnê por várias capitais do Brasil. O espetáculo narrará a vida e a obra de um dos maiores nomes da MPB: Alcione. Terá como base dramatúrgica a estrutura do boi maranhense, que re sgata uma história típica das relações sociais e econômicas da região durante o período colonial, mesclando as culturas europeia, africana e indígena. Essas culturas mesclam o sotaque de matraca, de zabumba, de orquestra, da baixada e de costa de mão. Assim, usando ritmos e toadas nossas, vamos nos apropriar de estruturas clássicas do teatro musical e trazer para os palcos um boi jamais visto antes. Para Miguel, “MARROM, O MUSICAL, não reverencia apenas esse tesouro nacional que é Alcione, mas ao contar sua história através de uma antiga tradição que remonta à idade média, homenageia nossa cultura, mantendo acesa a chama que tantos tentam apagar. Que abram-se as cortinas. O boi vai passar!”

O projeto MARROM, O MUSICAL, é apresentado pela Lei de Incentivo à Cultura e Rede S.A., com patrocínio da Equatorial Energia do Maranhão e Magazine Luiza e co- patrocínio da Ernst & Young Auditores Independentes, apoio de Itaú Cultural, Instituto Humanitas360 e Cooperativa Cuxá, produção da Fato Produções Artísticas e realização da Secretaria Especial da Cultura – Ministério do Turismo.

Serviço

Audições para Marrom, o Musical
Perfis: Atrizes e atores, de 20 a 50 anos, com experiência em canto e dança
Datas: 07 a 10 de Junho de 2022 (07 e 08 – Voz; 09 – Dança; 10 – Interpretação)
Cidade: São Paulo
Enviar material para [email protected]

Temporada São Paulo de Marrom, o Musical
Estreia: 25 de Agosto de 2022
Dias em cartaz: Sexta a domingo, até 13 de Novembro
Local: Teatro Sérgio Cardoso (São Paulo)

Ficha Técnica

Texto e Direção: Miguel Falabella
Idealização: Jô Santana
Direção Musical: Guilherme Terra
Coreografia: Bárbara Guerra e Rafael Machado
Cenografia: Zezinho e Turíbio Santos
Figurino: Ligia Rocha
Iluminação: Walmyr Ferreira
Designer de Som: Bruno Pinho / Áudio S/A
Visagismo: Beto Carramanhos
Assessoria de Imprensa: Mauricio Aires e Rogerio Alves / Amigos Assessoria de Comunicação
Direção de Produção: Renato Araújo
Produção: Fato Produções Artísticas

Portela renova com coreógrafos da comissão de frente

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A Portela anunciou que dupla Léo Senna e Kelly Siqueira permanece no comando da comissão de frente. O vice-presidente Fábio Pavão comenta sobre a renovação dos coreógrafos, que estão em sua segunda passagem pela escola.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“O Léo e a Kelly já salvaram a gente duas vezes, concluindo projetos de outros coreógrafos. Eles têm uma visão moderna sobre o quesito, fazendo por merecer a oportunidade de realizar um trabalho deles, planejado desde o início”, analisa o vice-presidente.

Leo Senna avalia de forma positiva o trabalho apresentado este ano e já comemora por fazer parte do time que defenderá a Portela na Avenida, em 2023.

“Foi com muita honra que recebi a notícia da renovação, em um ano importantíssimo pra Portela. Estou feliz pela confiança dos carnavalescos, da presidência e da diretoria. Tanto em 2017 quanto agora trouxemos 10 pra Portela. Esse ano nosso compromisso é melhorar ainda mais o trabalho e gabaritar”, promete.

Kelly, que em parceria com Léo, soma duas passagens vitoriosas pela Majestade do Samba, comemora o fato de agora poder ter tempo de desenvolver um trabalho ainda melhor. A coreógrafa aponta que dar continuidade ao trabalho é crucial para atingir o objetivo.

“Pela segunda vez tivemos a felicidade de conduzir a comissão de frente da Portela, o que muito nos honrou. Em 2017, como agora em 2022, entramos com o projeto já em andamento, e nos dois casos não poupamos esforços para entender a proposta o mais rápido possível e concluir o trabalho. Mas todos sabem que um projeto de comissão de frente vitoriosa, demanda entre muitas coisas, tempo. E agradeço demais toda a diretoria, e aos carnavalescos pela confiança, e por agora, nos dar esse tempo. E pegar o projeto desde o início, em um ano tão importante, como o centenário, me enche de motivação e energia para 2023”, enfatiza.

O carnavalesco Renato Lage endossa a escolha da Portela em continuar com a dupla de coreógrafos. Ele pontua que Léo e Kelly fizeram dois bons trabalhos, e que merecem a oportunidade de apresentar um projeto cem por cento pensado por eles.

“Todo mundo merece uma chance de poder mostrar seu trabalho. Eles dois conseguiram dar continuidade em dois projetos idealizados por outras pessoas e fizeram muito bem. Acho que agora, nada mais justo do que dar oportunidade ao Léo e a Kelly de desenvolveram o projeto deles, com a concepção e assinatura deles. A dupla é super talentosa e tem total condições de fazer um excelente trabalho”, conclui Renato que assinará o carnaval de 2023 ao lado de Márcia Lage.