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Vila Maria 2022: galeria de fotos do desfile

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Tom Maior 2022: galeria de fotos do desfile

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Claudinho e Selminha Sorriso celebram 30 anos de parceria e desfilam “carecas”, fantasia representa o “Esplendor de Kemet”

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Beija01b 1Inspirados nas referências dos adornos da arte kemética, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Beija-Flor de Nilópolis, Claudinho e Selminha Sorriso, completam neste carnaval, 30 anos de parceria, sendo 26 dedicados a defender o pavilhão da azul e branca da baixada. Com o enredo “Empretecer o Pensamento é Ouvir a Voz da Beija-Flor”, o casal desfila no segundo setor, que busca trazer de volta toda a cultura e intelectualidade que a história escondeu, a fantasia deles, mostra que o esplendor de uma civilização não está apenas em suas conquistas territoriais, mas sim na importância de construir heranças que irão inspirar seus descendentes a construir uma sociedade mais justa para seus irmãos.

Em entrevista, Selminha explicou a estética da fantasia, predominantemente preta, com detalhes em azul, a indumentária é de um primor inigualável, a porta-bandeira, que ostenta um cabelão, desfila dessa vez “careca”, assim como Claudinho, na concentração, quem passava ficava curioso com o visual dos dois. Selminha ainda destacou a importância desse enredo que desde que foi anunciado emocionou a todos.

“A fantasia representa a força da mulher egípcia, que constrói com amor, a construção da vida só é sólida quando é construída com amor, quando existe respeito, educação, quando existe a família, eu represento essa força da mulher preta egípcia, porque construir destruindo é para os homens de mau coração, infelizmente estamos no século XXI ainda vivendo isso”, conta Selminha.

Beija01a 1Sobre o enredo, a porta-bandeira conta que ele fez com pudesse se enxergar de outra forma, segundo ela, o enredo foi um presente e ao mesmo tempo uma missão muito grande.

“Esse enredo pra mim caiu como grande presente, simultaneamente com uma missão, presente porque eu me descobri enquanto mulher preta, eu descobri o que os livros didáticos não me contaram, eu descobri que tantas vezes fomos influenciados pelo pensamento europeu. Durante muitos anos eu tinha vergonha da minha origem, ao longo dos anos eu fui perdendo essa vergonha e fui me encontrando, mas com esse enredo eu me encontrei com tanta alegria, eu nunca mais quero ser aquela Selma de 50 anos atrás, porque com 51 eu descobri o Empretecer o Pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”

Ao longo de três décadas de apresentações memoráveis, Claudinho e Selminha acumularam prêmios e sempre defenderam a dança do mestre-sala e porta-bandeira como um bailado em puro estado de arte.

A pandemia de covid-19 foi um momento duro para toda sociedade, para o mundo do samba não foi diferente, o cancelamento do carnaval em 2021 foi difícil, para o casal, poder pisar na avenida dentro desse contexto é ainda mais especial.

“É mágico, ainda mais depois de um momento que ficamos parados por dois anos, tentamos nós reinventar, foi um ano que a gente não tava acostumado, foram muitas perdas de pessoas que foram vítimas, vidas foram perdidas, eu mesmo perdi a minha mãe e outros amigos, parentes, então eu acho que o dia de hoje é a celebração da vida, vamos entrar nessa Marquês de Sapucaí e dar o máximo em respeito a todos que já se foram”, pontua Claudinho.

Ao longo desses dois anos de preparativos para este desfile, Selminha incorporou as bases do enredo da escola e atuou na linha de frente da escola pela luta antirracista. A porta-bandeira lutou pelo cumprimento da Lei 11.645, que trata o ensino da arte, cultura e histórias afro-brasileiras nas escolas da rede pública.

“A reparação tem que se fazer presente no dia a dia do brasileiro, que a lei 11.645 tem que ser posta em prática, porque um povo esclarecido é um povo evoluído, é um povo que aprende a respeitar o seu semelhante, tantas atrocidades que acontecem no nosso dia a dia é por desinformação, até mesmo entre nós pretos acontece o erro, muito por conta da falta de informação, é estrutural, no passado o preto não podia estudar, então essa reparação com a lei de cotas é fundamental que nós consigamos alcançar o que lá atrás foi tirado de nós, que é o direito a oportunidades iguais”, destaca Selminha.

Selminha fala sobre esses projetos e sobre a importância da escolinha de mestre-sala e porta-bandeira, iniciativa que já está na quarta geração de crianças aprendendo sobre o samba, segundo ela, isso garante a perpetuação da arte do Samba na Beija-Flor.

“Eu tô fazendo um trabalho com as crianças do instituto Beija-Flor, um trabalho que eu não tive a oportunidade de vivenciar, a escolinha não ensina somente a dançar, mas ensina noções de valores, de cidadania, de ética. É a Beija-Flor sendo mantida viva, hoje nós estamos, amanhã eles estarão, então temos um amor muito grande por essas crianças, já estamos na quarta geração, O importante é que eles entendam a importância de se assumir, de ter orgulho da sua cor, da sua raça, entender o quanto é importante respeitar o seu semelhante, independente da sua cor entender que eles tem que reivindicar os seus direitos.

“A reparação tem que se fazer presente no dia a dia do brasileiro, que a lei 11.645 tem que ser posta em prática, porque um povo esclarecido é um povo evoluído, é um povo que aprende a respeitar o seu semelhante, tantas atrocidades que acontecem no nosso dia a dia é por desinformação, até mesmo entre nós pretos acontece o erro, muito por conta da falta de informação, é estrutural, no passado o preto não podia estudar, então essa reparação com a lei de cotas é fundamental que nós consigamos alcançar o que lá atrás foi tirado de nós, que é o direito a oportunidades iguais”, finaliza a porta-bandeira.

Viradouro impacta avenida com ala toda preta e lembra título de 1997

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Viradouro03aCom o enredo “Não há tristeza que pode suportar tanta alegria”, a primeira ala da Unidos do Viradouro trouxe figurinos de cor preta, visando fazer referência ao período das Trevas durante a pandemia de Gripe Espanhola em 1919.

A estética das roupas chamou atenção por ser muito similar e lembrar o carnaval da escola em 1997, o tão memorável “Big Bang” de Joãosinho Trinta. Campeã com o enredo falando sobre os primeiros instantes da criação do mundo e abrindo teorias quanto ao Big-Bang, a Viradouro fez história com “Trevas!Luz! A explosão do Universo”, e está apostando tudo na repetição do sucesso, dessa vez rumo ao bicampeonato da agremiação.

Viradouro03bEm entrevista ao CARNAVALESCO, componentes da ala contaram o que suas respectivas fantasias representam e a suas avaliações quanto as mesmas.

“A nossa ala é o começo de tudo, o baile das trevas. Estamos representando a sociedade quando começa tudo da Gripe Espanhola. Somos um grupo de cinco figurinos, onde cada um representa um personagem. Temos farmacêuticos, perfumistas, damas, prostitutas. O desespero começa com a gente, para depois vir os tempos de luz”, relatou Célia Regina, de 45 anos.

Após a pandemia, profissionais de saúde celebram a vida no desfile da Viradouro

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Viradouro02bCom o enredo “Não há Tristeza que possa suportar tanta alegria”, que aborda o carnaval de 1919, a atual campeã Unidos do Viradouro foi a quinta escola a pisar na Marquês de Sapucaí. Em seu desfile, a Vermelha e Branca de Niterói, na sua quinta alegoria, “Liberty Club: A Ribalta da Vida”, homenageou todos os profissionais de saúde que atuaram na linha de frente da pandemia.

A alegoria, toda revestida em tons de branco e preto com cruzes vermelhas remetendo à saúde, retratava o clube em que, no carnaval pós-gripe espanhola, aconteceu um dos maiores bailes à fantasia. Para compor o carro, a Viradouro convidou profissionais que atuaram na linha de frente do combate à pandemia.

Viradouro02cEm entrevista ao Site CARNAVALESCO, alguns desses profissionais falaram sobre o sentimento de ser homenageado pela escola e relataram a oportunidade de celebrar a vida, após a pandemia. Um deles, o médico Heitor Ribeiro, se disse emocionado ao pisar novamente na Sapucaí após dois anos.

“É uma grande emoção. Nós somos um grupo de médicos, 15 médicos que atuaram na linha de frente desde a época do Covid. É muita felicidade estar aqui porque quando eu comecei a trabalhar, pensava que nunca mais aquilo ia ter fim e hoje, celebrar a vida em um desfile, poder festejar, é de grande emoção, grande valia. Valeu a pena cada esforço”, destacou.

Viradouro02aA nutricionista Meire Cristina, que também contribuiu na linha de frente da pandemia, falou sobre a importância de, após tanto sofrimento, realizar a festa do carnaval. Ela, que pisou pela primeira vez na avenida, ressaltou a importância de celebrar a vida.

“É muito gratificante, depois de todo esse período que nós passamos. Foi uma passagem muito triste, vimos muita coisa acontecendo, muita gente morrendo, tivemos que abandonar nossas famílias para poder estar participando do enfrentamento no dia a dia. Hoje, recebendo essa homenagem aqui, não tem como agradecer a Viradouro. Só quem viveu de perto, pode dizer o que foi. A gente escuta muita coisa aí, muitas pessoas dizendo que era mentira. Mas, quem estava ali no dia a dia pode perceber que foi sério. E hoje, apesar de algumas pessoas serem contra o carnaval, a gente tem que agradecer a vida. Temos que agradecer a todo momento e celebrar a vida”, disse.

Bastante animada no desfile da Viradouro, a enfermeira Natália Guimarães, também estreante na avenida, elogiou a fantasia desenvolvida pelos carnavalescos Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira. “É um sonho realizado estar aqui, depois de todo esse período da pandemia. A fantasia é maravilhosa, tudo de bom.”

É o bonde do Caveira! Fantasia da bateria homenageia mestre Ciça no desfile da Viradouro

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Viradouro01A fantasia da bandeira da Viradouro, no décimo quarto ano de Ciça no comando, não poderia ser melhor para o consagrado mestre. No desfile da escola, que aborda o carnaval de 1919, a Furacão Vermelho e Branco retratou o fundador do Bola Preta, Caveirinha, com clara associação, feita pelos carnavalescos Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira, ao apelido de mestre Ciça entre seus ritmistas, “Caveira”.

Fundador do bloco Bola Preta, um dos maiores do Rio de Janeiro, Caveirinha, retratado pela fantasia, recebeu o apelido por sua aparência, muito magra, graças à gripe espanhola de 1918. Já pelas bandas de Niterói, em referência ao seu comandante, os ritmistas da Viradouro se apelidam de “Bonde do Caveira”.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, Ciça comentou sobre a homenagem feita pela escola. Ao site, o mestre agradeceu o reconhecimento da escola, na qual conquistou o campeonato do carnaval de 2020.

“É sempre bom uma homenagem, isso faz bem pra gente, o reconhecimento da escola comigo não tem preço. É sempre uma satisfação ser lembrado. Eles botaram o nome da fantasia como ‘A Tropa do Caveira’”, disse.

Além disso, ao comentar sobre a fantasia da bateria, o mestre elogiou o figurino montado pelos carnavalescos Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira. Confiante, Ciça também disse acreditar no bicampeonato da escola de Niterói.

“A fantasia é muito boa, ótima para tocar, o chapéu é pequeno. Se não tocar, eu tenho que dar uma coça neles. Respeitando todas as coirmãs, a Viradouro vem forte pelo título, vem pra ser campeã.”, concluiu.

Fotos: desfile do Salgueiro no Carnaval 2022

Paulo Gustavo para sempre! Com casais da vida real, São Clemente prega que toda maneira de amor vale a pena

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SC04cQuarta agremiação a desfilar no primeiro dia de desfiles do grupo especial, a São Clemente teve como enredo uma das figuras mais carismática do entretenimento do brasileiro, o ator e comediante Paulo Gustavo. Além dos sucessos no cinema e na tv, a vida pessoal do ator também esteve presente na narrativa da escola. Passagens como o casamento no Parque Lage com o dermatologista Thalles Bretas e a chegada dos filhos Romeu e Gael estiveram presentes no final do segundo setor e início do terceiro setor.
De fato mais do que apenas ilustrar estas passagens e se posicionar ao lado da aceitação e do amor, a São Clemente resolveu trazer casais da vida real para integrar a alegoria de número 3 “Thalles e as crianças”, além do próprio Thalles que desfilou no topo do carro. A alegoria fazia uma brincadeira com a heteronormatividade que geralmente os contos de fada estão imbuídos, uma vez que nestas histórias sempre se parte da premissa que um príncipe exclusivamente se apaixonará por uma princesa. Na contramão desta ideia, a São Clemente trouxe inúmeros casais de príncipes e princesas na fantasia.

SC04aOs futuros papais, Roberto Toledo, (36) e Jeferson Abreu, (42) participaram da composição da alegoria vestidos de príncipes e revelaram que assim como Paulo Gustavo e Thalles realizaram o desejo de experienciar a paternidade, eles pretendem fazer o mesmo: “Estamos há 13 anos juntos e já estamos habilitados no cadastro nacional de adoção. Significa muito estar aqui representando o amor do Thalles e do Paulo .Para nós é uma oportunidade de estar mostrando para todo mundo que vai nos assistir que somos pessoais normais que querem um relacionamento sério e constituir família e que independente da orientação sexual o que vale é o amor. É motivo de orgulho e resistência representar a nossa vivência no atual momento político que a gente vive no país, contou o gaúcho.

SC04bO clima de satisfação em bradar o amor em meio as ondas conservadoras e preconceituosas que claramente se tornaram tão evidentes nos últimos tempos era visível nos componentes da alegoria. A servidora pública Mariana Maia contou a felicidade em casar no cartório com a atual mulher, Lorena Maia: “Casamento no papel no cartório, minha mãe fez uma chuva de arroz no meio do cartório”, relembrou Mariana. A esposa Luciana acredita que Paulo Gustavo concedeu visibilidade a causa LGBTQIA+ e ajudou que muitas famílias tivessem mais tolerância e complacência seus respectivos parentes gays “Ele foi um exemplo para todo mundo, ele criou uma família linda. Muita gente começou a admirar o Gustavo como artista e viu um cara homossexual com dois filhos. E muita gente que tinha preconceito viu aquilo e detectou um casal como outro qualquer. As pessoas imaginam que existe muita promiscuidade nesse mundo gay e não é isso. Nós somos um casal como qualquer casal, frisou a fonoaudióloga.

Mancha Verde capricha no conjunto plástico, mas problema no abre-alas pode comprometer as ambições da escola

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Terceira agremiação a passar pela avenida, a Mancha Verde apresentou o enredo “Planeta Água”. A harmonia e o conjunto plástico da escola se destacaram. Porém, a agremiação demorou sete minutos para entrar na avenida, por conta de um problema no abre-alas. Uma parte da escultura de Oxum, quebrou. Os integrantes estavam tentando arrumar e, com isso, o atraso foi inevitável. Entretanto, a escola alviverde não deixou de fazer um ótimo desfile. Apresentou uma ótima plástica, harmonia e levantou o público dentro dos apagões e bossas realizadas pela bateria ‘Puro Balanço’, regida por mestre Guma. A Mancha Verde fechou seu desfile com 1h04m. * VEJA FOTOS DO DESFILE

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Comissão de frente

A ala da Mancha Verde, coordenada pelos coreógrafos Wender Lustosa e Marcos dos Santos, representou “As águas de Oxalá”. Além de muita dança, veio bastante encenada. Dentro disso, aparecem as entidades Oxalá, Exú e Xangô. O orixá Oxalá, andava curvado com um cajado e era cultuado pelas lavadeiras, onde em determinado momento, saía uma espécie de pano ou toalha de dentro de um vaso, passava por cima de Oxalá e fazia uma espécie de culto ao orixá.

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Enquanto isso, Xangô se movimentava e dançava por todo o perímetro em que a ala se apresentava e, na hora da consagração à Oxalá, ele rodeava as lavadeiras e apontava seus martelos como uma espécie de poder sobre o culto. Já a entidade Exú, também se movimentava por toda a encenação e interagia com o público fazendo caras e bocas.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Marcelo Silva e Adriana Gomes, representavam Nossa Senhora de Aparecida e o pescador. A dupla optou por fazer uma apresentação técnica. Durante o percurso, o casal preferiu manter a coreografia dentro do samba para os jurados avaliarem. Apenas em alguns segundos, Marcelo e Adriana fizeram a dança do giro no sentido horário e anti-horário. A coreografia foi muito bem executada e eles estavam em uma sintonia total. O jogo de mãos, o sorriso e o bailado mais lentos também foram notórios. Ao todo, a apresentação foi satisfatória.

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Harmonia

O samba escolhido caiu como uma luva para a escola e, isso culminou perfeitamente para o andamento do canto da escola. A expectativa que se tinha sobre a harmonia da escola, se concretizou no desfile. Os ensaios perante ao hino foram de extrema relevância e, dentro do desfile, a Mancha Verde conseguiu obter o mesmo sucesso. Sob liderança de Freddy Viana (que completa dez anos de casa e já é extremamente identificado com a comunidade), o carro de som vingou novamente. É impressionante como o cantor intercala e chama a comunidade para o canto. As partes mais cantadas dos sambas são os refrões, onde a melodia jogada para cima e, as rimas com o verbo ‘ar’ predominam. Outra parte muito entoada é a última estrofe, que simboliza o refrão. ‘à terra, deixando o clamor à humanidade, a nobre missão de preservar, nosso futuro, nosso lar’. O apagão da bateria, que aconteceu no refrão principal, foi o ponto alto do desfile. Arrancou muitos aplausos e gritos das arquibancadas.

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Enredo

O nome do enredo, “Planeta Água”, já diz por si só o que representa. A importância das águas e tudo o que ela representa. Desde as melhores coisas, até as partes místicas e maus tratos para com ela. Não é um enredo linear. Entretanto, o conceito no começo do desfile, é mostrar o perdão à Oxalá através de um banho de água. Após, ainda dentro da religiosidade, a escola mostrou a religiosidade de Nossa Senhora Aparecida e o pescador, onde a santa foi descoberta no Rio Paraíba do Sul.

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Depois, mostra-se as águas dentro da cultura dos índios. Também é citado as lendas que se envolve dentro do imaginário, como a história da sereia Iara. Dentro do desfile, na ala número 6, ainda é pontuado a questão do petróleo derramado nas águas e a poluição e, também, fala de chuva, festança e plantação. O fechamento aborda a chegada das águas ao mar de Netuno, que é o Deus das águas.

Evolução

Foi o quesito negativo da escola. Pelo atraso de 7 minutos no cronômetro devido ao problema do abre-alas, a escola teve que acelerar o passo em alguns momentos do desfile. Houve uma indecisão. Ora aceleravam, ora paravam, achando que dava para passar tranquilo. Porém, após a saída da bateria de dentro do recuo, as alas começaram a acelerar bastante. Nesse quesito, a Mancha deve perder décimos.

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Vale destacar a entrada da bateria no recuo. Estrategicamente, a batucada veio atrás do abre-alas e, assim, na hora que entrou no recuo, a alegoria preencheu o espaço técnico. Apesar dos problemas, há de ressaltar esse fato.

Samba-enredo

O samba que foi escolhido ainda em 2020, caiu nas graças da comunidade. Diferente do último carnaval, a escola optou por uma obra de total facilidade de adaptação. Juntamente à bateria Puro Balanço, comandada pelo mestre Guma, o carro de som conseguiu colocar o hino para frente. Sua melodia foi otimamente sustentada. Como dito anteriormente, o intérprete Freddy Viana levantou o astral da comunidade e conseguiu embalar a agremiação alviverde.

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Destaque para a ala 4, que tinha quatro fantasias diferentes: “Cacique Igobi, “Tarobá”, “Guerreiros Caigangues” e “O Cauim”

Fantasias

A escola abusou do luxo nas vestimentas. Desde a comissão de frente até as últimas alas. Sem mais. É um mérito que a Mancha Verde de conservar todos os seus materiais, que estavam prontos ainda em meados de 2020, por Jorge Freitas, que é um carnavalesco que gosta muito desse estilo de apresentação. Pelos setores perfeitamente especificados, pode ser que o público tenha conseguido pegar a proposta do desfile dentro dessas vestimentas.

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Alegorias

A escola alviverde levou quatro alegorias para o desfile. A primeira, simbolizava “Fontes de Oxum, a senhora das águas”. A alegoria teve várias esculturas de Oxum. Nela, também teve leds e chafariz com água real. Porém, uma escultura de Oxum, localizada no lado esquerdo do carro, teve o braço quebrado. Isso atrasou a entrada da Mancha Verde na avenida em 7 minutos. Pode ser algo penalizado que vai prejudicar a escola no dia da apuração.

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O segundo carro alegórico, trouxe os “Filhos de Tupã: Guaraci, o Deus Sol e a Serpente M’Boi. Neste carro, vimos as alas das crianças vestidas de curumins. Junto disso, teve muito verde e vários elementos da mata. À frente, uma gigante escultura de uma cobra, que mexia a cabeça de um lado para o outro.

A terceira alegoria, teve como contexto, “A Sereia dos rios encontra a rainha do mar”, onde o contexto se baseou em mostrar o curso dos rios e o fluxo indo para o mar. Iara, a sereia dos rios, encontrava as ondas do mar, que é o lar de Iemanjá, protetora de todos os marinheiros. Na frente, uma escultura colorida simbolizando Iara, junto de botos e, ao topo, uma escultura de Iemanjá. Em volta, detalhes em led com imagens de peixes e criaturas do mar.

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Por fim, a última simbolizou “Moinhos da Vida e o Deus dos mares”, e que chega ao mar de Netuno, o Deus mitológico dos mares. À frente da alegoria, havia uma escultura de um cavalo-marinho. Os detalhes de toda o carro, tinha muito brilho. Deu um grande contraste na pista.

Outros destaques

A bateria Puro Balanço, regida pelo mestre Guma, teve um grande desempenho. Principalmente se tratando dos apagões. A paradinha no refrão principal, foi realizada quatro ou cinco vezes e, sempre, arrancou aplausos e reações enérgicas do público.

Time de atores e comediantes presta homenagem a Paulo Gustavo na São Clemente

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SC03A São Clemente já tinha enredo definido no pré-carnaval, mas no meio do caminho resolveu apostar na emoção, na alegria e na irreverência do ator Paulo Gustavo. Na avenida, o sucesso nacional “Minha Mãe é uma peça”, os programas de tv e as bilheterias estrondosas foram lembradas juntamente com as hilárias personagens.

As risadas provocadas pelos personagens dividiram espaço com a emoção e dor da partida precoce do artista. Visivelmente emocionados os familiares declararam “Eu não consigo falar nada agora. Acho que ele diria: arrasem! Se cuidem! Se amem! Cura! Cura para todos!”, declarou visivelmente emocionada a irmã do ator Juliana Amaral.

Estrela da comissão de frente, a grande inspiração da icônica Dona Hermínia, Dona Déa também se ateve a pouca e emocionadas palavras e aproveitou para vestir a carapuça da irreverente e intempestiva personagem criada pelo ator: “Eu tô muito feliz de estar recebendo essa homenagem da São Clemente e do povo! A escola tá falando de amor! Dona Hermínia está dando uma ordem: Paulo Gustavo para sempre!”, brincou com a letra do samba a matriarca.

Quem também foi um dos responsáveis pelo sucesso “Minha Mãe era uma peça” foi o premiado diretor de teatro João Fonseca, responsável pela direção artística do espetáculo. Ele também esteve presente no desfile e relembrou a abordagem de Paulo a ele, quando fez o convite para assumir o cargo de diretor do espetáculo: “Além de um ator extraordinário ele era muito inteligente e sabia muito bem o que queria. Quando a gente começou a ensaiar (o Minha mãe é uma peça) ele falou que eu compraria um apartamento com essa peça. E fizemos 15 anos o espetáculo. Uma coisa inacreditável. O Paulo era um gênio. Era a pessoa mais divertida que eu já conheci na vida” – recordou o diretor do humorístico “Vai que cola”.

No time dos amigos de longa data dos tempos de estudante de teatro, o ator Louis Lobianco ressaltou a alegria como característica principal do ator “ Só de ver o rosto do Paulo nos carros eu já me emociono. Se ele estivesse aqui ele estaria curtindo e aproveitando 200%! Tem que ser um momento muito alegre”, pontuou o comediante.

Estiveram presentes ainda no desfile da São Clemente, outros nomes como Patrícia Travassos, Ingrid Guimarães, Mariana Xavier, Rodrigo Pandolfo.