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Entrevista especial ‘Eleição na Portela’: Richard Rodrigues apresenta propostas para gestão portelense

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A Portela realiza neste domingo sua eleição presidencial. A oposição concorre com a chapa “Respeita Portela”. Richard Rodrigues é o candidato para presidente. Abaixo, você pode conferir uma entrevista com ele.

richard rodrigues

Por que você quer ser presidente da Portela?

Richard Rodrigues: “Porque acredito que posso contribuir para a melhoria da instituição. Tenho enfatizado que escola de samba não pode se resumir a um desfile anual, mas a um conjunto de ações que precisa estar intimamente associado às comunidades de seu entorno. O alicerce de uma agremiação é a Velha Guarda, que preserva os elementos de sua constituição, bem como a comunidade que a ergueu e as suas torcidas. Portanto, precisamos dar vez e voz a essas pessoas. Eu não tenho interesse em fazer uma gestão centralizadora. Não funciona mais. É um modelo anacrônico, ultrapassado, de administração. Precisamos da participação efetiva daqueles que, dos bastidores, constroem o espetáculo direta ou indiretamente. Ou a gente avança neste terreno ou, no caso da Portela, permaneceremos neste lugar, sem efetivamente disputar títulos. Escola de samba é conjunto e tem de entrar na avenida para brigar pelo campeonato. E na Portela há um certo comodismo. Não é normal uma escola não vencer individualmente há 52 anos. Desde 1970, com “Lendas e mistérios da Amazônia” que a escola não ganha de verdade. Os títulos de 1980, 1984 e 2017 foram divididos com outras agremiações. Sozinha, a Portela não vence há mais de cinco décadas”.

Qual é a principal mudança que a Portela precisa e será feita na sua gestão?

Richard Rodrigues: “A principal mudança se concentrará no modelo de gestão administrativa. Há um certo anacronismo atualmente na Portela. O lema da diretoria vigente é “administração com transparência”. Mas onde está a transparência? É o que temos questionado. Os sócios portelenses conhecem as finanças da escola? A eles são permitidos os acessos devidos ao que se debate e decide nas reuniões do Conselho? Durante o Carnaval, os sócios usufruem ou têm algum acesso ao camarote da Portela, negociado com uma empresa que “aluga” a marca? Os ingressos dos setores populares são distribuídos para a comunidade, as torcidas e os segmentos? Então, pergunto: onde está a transparência? Conheço a situação da Portela. Sabemos que a escola deve muito. Não temos esse valor com precisão. Falam em R$ 10 milhões, R$ 15 milhões e até R$ 20 milhões. Há um obscurantismo administrativo terrível, hoje, na escola. Precisamos levantar o passivo real da instituição. A partir disso, começaremos as negociações para pagar todo mundo. A nossa ideia é contratar uma auditoria externa que nos ajude neste diagnóstico. É preciso esclarecer que não vamos adotar um processo expulsório ou condenatório, o vulgo “caça às bruxas”. A gente não quer briga. Desejamos organizar a Portela, pagar funcionários e empresas credoras. Se conseguirmos fazer isso, já começaremos a nossa administração no lucro. Há uma outra questão em particular que nos sensibiliza e se relaciona à assistência médica para os baluartes da Velha Guarda. Vamos buscar possíveis parcerias com planos de saúde a fim de que esses verdadeiros patrimônios da escola possam receber a assistência que merecem quando preciso for. Sabemos o quão caro é um plano de saúde para idosos. Temos tudo para conseguir. É chegado o momento de os portelenses refletirem se a atual administração deve prosseguir ou se a “Respeita Portela”, que propõe uma reformulação no modelo administrativo, merece a oportunidade de mostrar a que veio. Ninguém aqui é aventureiro ou inexperiente. Entendemos de escola de samba e da dinâmica dos barracões. Da forma como a Portela se encontra hoje não está bom. Todos sabemos. Estamos na era do compliance, da transparência. Não cabe mais na atual conjuntura sociopolítica do país omitir informações da sociedade civil. Queremos que todos tenham acesso ao nosso estatuto, que a listagem de sócios esteja publicada no site, bem como a prestação de contas. Essa transparência é importante porque incentivará as próprias instâncias de governo e as empresas privadas a investirem na escola. Desejamos fazer um balanço financeiro e social ao término de cada ano. Temos urgência em modernizar administrativamente a Portela. Dirão que somos “sonhadores”, que “Carnaval é assim mesmo”. Isso é uma inverdade. Há escolas que sempre nos deram ótimos exemplos de gestão A marca Portela é uma potência. É tão poderosa quanto a de um time de futebol renomado da primeira divisão. Não conseguimos compreender o porquê de em quase uma década de administração, a atual gestão não ter feito nada disso. Fato é que a “Portela Verdade” com o Falcon e o Serginho Procópio era uma. Depois do Falcon e do Serginho no comando, a administração se perdeu, embora tentem ainda se associar à imagem dele. São nove anos de “Portela Verdade”. Por quanto tempo mais desejarão permanecer no poder? Alternância de gestão é importante e faz parte do processo democrático. Hoje, a Portela parece viver um estado de exceção. Até a chapa 2, a nossa, ser efetivamente inscrita, vivemos um martírio. O estatuto precisa ser modificado. Não é justo que a lista de sócios e a convocação de eleições nos sejam informadas a apenas dez dias antes do pleito. O estatuto favorece sempre a chapa da situação. Como uma chapa oponente pode fazer campanha de forma equânime em 10 dias, sem ter os contatos dos sócios? Só nos cedem os nomes. Não temos endereço, e-mail ou telefone. Isso é um absurdo e desigual. Nós faremos uma reforma estatutária, porque não temos a pretensão de nos perpetuamos no poder”.

A Portela produz muitos eventos sociais durante o ano. O que sua gestão faria nesta área de shows e atividades sociais?

Richard Rodrigues: “Nós pretendemos explorar a quadra de forma plural, alinhando entretenimento e pautas sociais. Há projetos desenvolvidos pela atual gestão que merecem reconhecimento. A Fliportela é um exemplo incrível. A gente não pode ser leviano. Não vamos desqualificar ou desmerecer o que de bom foi criado. Não temos a intenção de chegar na escola para destruir conquistas e desagregar os segmentos. Queremos dar voz e vez à comunidade e às torcidas para agregar valores, pacificar, unir a Portela. A Feijoada da Família Portelense faz parte do calendário oficial da escola. Precisamos ouvir os segmentos a fim de compreender em que podemos melhorá-la. Mas o que necessitamos, de fato, é criar uma programação efetiva que atenda às demandas sociais da comunidade e às necessidades administrativas da escola. A gente tem de fechar essa equação. Ou seja, precisaremos pensar sobre como ofertar uma programação gratuita para crianças, adolescentes e jovens do entorno, bem como explorar a quadra comercialmente em busca da autossustentabilidade da instituição. É um tremendo desafio. Mas já temos algumas definições. Parte das salas da Portela poderão ser reformuladas para dar vez a pequenos escritórios de coworking, nos quais os jovens da Grande Madureira poderão trabalhar usando computadores e Wi-Fi gratuitamente. Óbvio, que esses ambientes terão de passar por reformas e serão refrigerados. Algumas outras salas abrigarão o LABPortela, um laboratório de experimentação com estrutura física e suporte técnico a fim de que os participantes ponham em prática os seus projetos. O objetivo é criar um ambiente que fomente a produção colaborativa e a criação de redes. Desejamos montar um estúdio para a ala de compositores e a bateria da escola. Isso facilitará a gravação dos sambas-enredos que serão inscritos na disputa. Os compositores têm um custo alto com estúdio e produção de CDs. Também buscaremos desenvolver rodas de leitura, de rima, batalha de passinhos. Dirão que o viaduto de Madureira já cumpre esse papel. Mas por que não podemos fazer um intercâmbio na própria região? A gente quer atrair os jovens para a Portela. A nossa missão será sensibilizá-los a fim de que se apropriem do espaço. Esse é um primeiro desenho do que intentamos no campo social. Também poderemos oferecer assistência médica, jurídica e psicológica a partir de convênios com a universidade federal e estadual do Rio de Janeiro. Quanto ao entretenimento, a Portela trará de volta os grandes shows de nomes da música brasileira. A proposta é recebermos um show a cada bimestre, num formato patrocinado, a fim de que os ingressos sejam comercializados a preço popular. E em janeiro faremos sempre um espetáculo, reunindo artistas portelenses num encontro por meio do qual iremos angariar fundos para o desfile da escola, como a Mangueira realiza no Vivo Rio o seu “Show de verão”. É um projeto bem sucedido. Por que motivos não podemos reproduzi-lo na Portela? Até porque já houve “A noite veste azul”, que reuniu Marisa Monte, Paulinho da Viola e a Velha Guarda da Portela. Um espetáculo, aliás, lindíssimo”.

Na área social o que você pensa em trabalhar na escola?

Richard Rodrigues: “Como expus na resposta anterior, a nossa meta é trazer para a Portela experiências bem sucedidas no campo social, que vêm sendo adotadas nas três instâncias de governo e também por empresas privadas. A gente não quer transformar a Portela num centro de assistencialismo infundado. Por isso, queremos firmar parcerias com instituições públicas renomadas que nos auxiliem na área médica e assistencial. Sou um homem propositivo. Tenho certeza que dará certo. Os escritórios de coworking e o LABPortela poderão ser incubadoras de talentos. Por que os integrantes da bateria, os casais de mestre-sala e porta-bandeira, os intérpretes, as baianas não podem ministrar oficinas, formando junto às novas gerações futuros talentos? A alas das baianas é um patrimônio de qualquer escola de samba. Há muito pouca procura de mulheres jovens da comunidade para sair na ala das baianas. É uma arte incrível. A Jane Carla, presidente da ala, pode realizar um trabalho lindo com a juventude e ser remunerada por isso. Da mesma forma, os casais de mestre-sala e porta-bandeira. A Lucinha é oriunda da Estrelinha da Mocidade. Gilsinho, intérprete fabuloso, pode formar novos nomes. Nas últimas décadas, quantos intérpretes novos sugiram? Como há concursos de sambas de quadra, por que não podemos fazer uma disputa de intérpretes de sambas-enredo entre os jovens, homens e mulheres, da comunidade? Tudo isso cabe no LABPortela, essa incubadora de talentos, da qual poderão emergir também novos aderecistas, escultores, sapateiros, chapeleiros, serralheiros, pintores de arte, carpinteiros. O Sebrae pode nos auxiliar neste processo. Nós temos a escola mirim Filhos da Águia, presidida pelo Celsinho Andrade, que precisa de atenção. Temos de oferecer condições para que ele possa desenvolver um trabalho digno. Há um time da pesada na escola. Podemos citar a Nilce Fran, presidente da ala das passistas, o Jerônimo, antológico mestre-sala, Neide Santana, filho de Chico Santana, que neste 2022 completaria 100 anos, Áurea Maria, herdeira de dona Neném e Manacéa. A Portela não é brincadeira. É, de fato, um celeiro de bambas. A gente quer dar voz a essas pessoas, valorizá-las, acolhê-las. Muitos estão na chapa da situação. Compreendemos. Que mal há? Vamos hostilizá-las porque se encontravam na chapa da situação? Não, não faremos isso. Se vencermos, todos serão tratados com a devida deferência. A Portela é uma só. Não pode haver mais divisão como atualmente. Eu acredito nos projetos sociais como uma forma de nos unirmos e restabelecermos os laços com a comunidade. Tudo é uma questão de vontade. E a “Respeita Portela” está com sede e muita energia para por em prática um trabalho pleno e respeitoso com os segmentos, as torcidas e as comunidades da Grande Madureira. Por outro lado, há uma questão que nos incomoda muitíssimo e sobre a qual nos debruçamos nos últimos dias. Por que motivos a atual gestão tirou a Surica da feitura da feijoada mensal? Foi essa administração que a afastou e veio contratando empresas para a produção do prato que dá nome ao evento mais importante da escola. A Feijoada da Família Portelense é um projeto idealizado pelo Marquinhos de Oswaldo Cruz, que, recentemente, também se afastou da Portela por divergências relacionadas à disputa de sambas-enredo. Foi essa administração que provocou o afastamento de outros expoentes da escola. As pessoas se sentem hostilizadas. A Portela é uma escola elegante por natureza. Lembremos de Paulo da Portela, o seu fundador. Logo, resgatar os elos perdidos com a comunidade, as torcidas, os segmentos e os frequentadores da antiga será uma de nossas premissas. Na verdade, a gente deve distinguir escola de samba de desfiles. As escolas precisam ser pensadas como instrumentos de transformação das comunidades em que estão inseridas. Elas talvez sejam o elo cultural e o palco de representatividade mais efetivo existente no território em que se localizam. Já os desfiles são um espetáculo e têm de ser tratados de forma empresarial, porque ao longo das décadas as escolas foram cedendo às pressões da indústria do entretenimento. Candeia lutou contra isso. Mas chegamos até aqui. Está estabelecido. O que precisamos fazer é resguardar, proteger, amparar os nossos profissionais que se dedicam por inteiro ao processo de construção dos desfiles. A gente não pode fazer um espetáculo lindo na avenida, com pessoas em situação de vulnerabilidade nos bastidores. Na Portela, podem ter a certeza de que esse quadro se modificará. Eu não compactuo com o que vem acontecendo. A gente quer reintegrar a Portelinha à nossa administração, dando autonomia, claro, aos seus gestores para reinseri-la no circuito cultural da cidade. Foi a primeira sede da escola. É preciso valorizá-la. Pretendemos criar um centro de documentação e pesquisa na Portela a fim de preservar a memória da instituição, atendendo a professores, a alunos e a pesquisadores em geral de nossa história. Buscaremos ainda, em parceria com o poder público, criar o centro de convivência Paulo da Portela, que incentivará a prática esportiva junto aos jovens da região. O intento é formar atletas para competições em nível regional, nacional e internacional. E vamos manter os projetos atuais que funcionam. Não há motivos para desconstruirmos o que a comunidade abraçou. Não temos essa filosofia”.

Eleito, você mantém toda equipe que fez o desfile de 2020 ou pensa em alguma mudança e qual?

Richard Rodrigues: “Manteremos os que desejarem permanecer. Alguns já tiveram o contrato renovado pela atual gestão. Seria, portanto, desrespeitoso dispensar os profissionais sem ouvi-los. Mas cremos ser importante a abertura de uma rodada de diálogos para compreender a atual situação de cada integrante da equipe. A gente não pode exigir que as pessoas entreguem um trabalho incrível sem que tenham condições para executá-lo. Digo condição estrutural e financeira. Todos precisam ser devidamente remunerados. E de forma regular. Temos conhecimento de que há atrasos salariais. Buscaremos acertar os pagamentos imediatamente. Será uma prioridade. Sabemos que será uma missão nada fácil. Estamos querendo arrumar a casa administrativamente. A partir daí reorganizaremos o artístico-cultural da escola. Já disse e repito: para fazermos um espetáculo incrível na avenida, precisamos ordenar as questões internas, solucionando tête-à-tête, com cada segmento, os problemas que se apresentam. Não serei irresponsável em sair demitindo todo mundo após uma pandemia, porque tiveram o contrato renovado pela atual gestão. Eu sou um democrata, não um capitão do mato”.

O enredo de 2023 é o centenário. O que não pode faltar nesse enredo?

Richard Rodrigues: “Há um consenso de que o enredo para 2023 seja, de fato, o centenário pelos motivos óbvios. Agora, como esse enredo será desenvolvido é o que discutiremos com os carnavalescos. Se formos analisar bem, o enredo de 2022 já foi uma celebração aos 100 anos de Portela, na medida em que, por analogia ao Baobá, Márcia e Renato (Lage) resgataram todos aqueles que alicerçaram a agremiação. Relembraram Paulo da Portela, Antônio Rufino e Antônio Caetano, reverenciando os seus sucessores. Monarco era a figura central do último carro alegórico do desfile deste ano. Mas pergunto: onde estava a família Diniz no desfile? Há o Mauro e o Marquinhos Diniz, que são filhos, a Olinda, a viúva; a Juliana, a neta. Monarco tem uma família linda. A direção da Portela não poderia ter pecado em algo tão elementar. Não convidaram a família Diniz para o desfile, embora o Mauro tenha feito um show no camarote da escola. Está tudo errado. Onde estava a Selma Candeia, filha do Candeia, e a Geisa Ketti, filha do Zé Ketti? E as filhas de Mauro Duarte e de Casquinha? Onde estava a rapaziada dos Crias, que simboliza a nova geração deste imenso baobá portelense, que foi para a avenida neste Carnaval? Tem alguma coisa errada na atual administração da Portela, que não trata com o devido respeito essas pessoas. Não dá mais para continuar assim. Os portelenses terão de decidir, no domingo, se querem continuar desta forma ou enfrentar um novo desafio, em que todos serão acolhidos afetuosamente, respeitosamente. O verbo RESPEITAR está nome da chapa, conjugado no imperativo afirmativo. “Respeita tu” a Portela. É um chamamento, uma convocação, um “grito de alerta”. O que não pode faltar no desfile centenário da Portela é portelense nato na Sapucaí, é a comunidade cantando o hino que será escolhido, é a gente em estado de congraçamento e felicidade. Não pensamos afastar pessoas da chapa da situação caso vençamos. Queremos eles juntos, festejando no Sambódromo, brigando pelo 23° título ao nosso lado. A gente precisa resgatar o conceito de escola de samba como um palco de celebração da vida. Perdemos isso na Portela. Já batemos o martelo de que Paulinho da Viola será enredo em um dos carnavais do triênio 2022/2025. O Zeca será celebrado na Grande Rio, bem como a Wilma Nascimento, uma das maiores porta-bandeiras de todos os tempos. A homenagem é linda, merecida. E quebra o tabu de que um ícone de outra agremiação não pode ser celebrado pela escola concorrente. Por que não pode? Carnaval é comunhão, é o maior espetáculo da terra. Parabéns à escola de Caxias por um feito histórico. Não sei o que a Márcia e o Renato estão pensando para 2023. Precisaremos ouvi-los. É assim que se faz quando ganhamos um cargo dentro de uma instituição, na qual já se encontram profissionais tão incríveis. Poderão surgir divergências e isso faz parte. Mas tem de haver respeito. É um dever de todos nós. Se vencermos as eleições nos dedicaremos a realizar um dos mais emblemáticos desfiles da Portela em seus 100 anos de glória. A escola não ganha um título individual há mais de cinco décadas. É uma questão de honra vencer. Vocês irão ver a águia mais imponente e triunfal já exibida na avenida. É melhor respeitar, porque se a chapa 2 vencer ninguém vai nos segurar mais”.

Vinícius Rangel fará dupla com Bad Boy na direção de carnaval da Caprichosos de Pilares

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Vinícius Rangel, mais conhecido como Vinny, chega na Caprichosos de Pilares fazendo dupla com Bad Boy. Cria do Engenho da Rainha e portelense de coração, ele já esteve na direção de carnaval do Acadêmicos do Engenho da Rainha.

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“Para mim é uma honra muito grande estar na Caprichosos. Uma escola que é um grande celeiro de bambas e que muitas alegrias nos deu ao longo de sua história. Junto com o amigo Bad Boy vou somar na direção de carnaval, e com todos os demais segmentos. Agradeço ao presidente Carlos e a vice-presidente Juliana por me deixarem fazer parte desse time. Vamos arregaçar as mangas e levar a Caprichosos de volta para a Sapucaí”, comentou Vinny.

Com muitas ideias em mente e a certeza que terão muito trabalho pela frente, pois o tempo para o próximo carnaval é mais curto, a nova direção de carnaval da Caprichosos de Pilares já começou o planejamento das atividades, e parte com para mostrar o potencial dessa comunidade rumo ao desfile de 2023 na Série Prata.

Como jogar Roleta: um guia para iniciantes

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Se você sempre quis experimentar o melhor jogo de azar e ver se consegue uma vitória no cassino, mas não sabe por onde começar, então você veio ao lugar certo. Se você optar por jogar cassino online ou em um estabelecimento físico, sentar-se em frente a uma roda de roleta brilhante pode ser assustador. Mas não tenha medo, porque neste artigo vamos dar uma olhada em tudo o que você precisa saber sobre como jogar Roleta pela primeira vez. Continue a ler para saber mais!

Escolher a mesa

Ao escolher qual jogo de Roleta jogar, há algumas coisas que você deve considerar. Primeiro, você precisará decidir se deseja jogar a versão americana ou europeia do jogo. A roleta americana possui duas casas verdes, uma com um zero duplo e outra com um zero simples. A roda europeia tem apenas uma única casa verde contendo um zero, diminuindo a vantagem da casa quase pela metade. Devido a isso, a roda europeia é frequentemente preferida pelos jogadores, principalmente iniciantes.

Depois de encontrar a variação que você gostaria de jogar, agora é hora de verificar o mínimo e o máximo da mesa. O mínimo da mesa é a aposta mínima que você poderá fazer por um giro da roleta. Claro, quanto mais você aposta, mais você pode ganhar, mas funciona nos dois sentidos, e você pode facilmente perder mais também. O máximo da mesa indica as apostas mais altas que podem ser feitas nesse jogo específico. Ao começar, recomendamos encontrar um jogo com um limite de apostas de mesa mais baixo.

Fazer suas apostas

É importante ter em mente que ao jogar Roleta, o valor que outros jogadores apostam é irrelevante e não afetará seu jogo. Há uma variedade de apostas diferentes que você pode fazer ao jogar Roleta, as mais populares geralmente são as apostas externas, pois podem fornecer a você uma chance de pouco menos de 50% de ganhar. As apostas externas incluem fazer uma aposta nos números vencedores, sejam pares ou ímpares, vermelhos ou pretos, ou altos ou baixos.

Depois de fazer sua aposta, o dealer girará a roleta e colocará uma bola girando na direção oposta. Quando a roda para, o segmento numerado em que a bola cai é a caçapa vencedora. Se isso se correlacionar com as apostas que você fez, você receberá um prêmio de acordo. Se você fez uma aposta externa e ela ganhou, você receberá um pagamento de 1:1.

Quando você se familiarizar com a jogabilidade, pode arriscar mais e fazer uma aposta interna. Isso pode incluir uma aposta direta, por exemplo – apostar em um único número e pagar 35:1.

Jogando a Roleta

Ao girar a roleta pela primeira vez, recomendamos jogar roleta online, pois muitos sites oferecem modos de demonstração para que você possa girar gratuitamente sem riscos. Depois de pegar o jeito do jogo, você pode progredir no seu próprio ritmo sem qualquer pressão de outros jogadores e jogos ao vivo. Embora você possa achar que há mais emoção ao jogar um jogo de roleta mais sociável, é sempre recomendável aumentar sua confiança e conhecimento jogando primeiro um jogo digital.

Fim de uma era! Beija-Flor anuncia saída de Raissa como rainha de bateria

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Após 20 anos à frente da bateria da Beija-Flor, Raissa de Oliveira saiu do posto. O comunicado foi feito pela azul e branco nesta sexta-feira. A escola informou que fará um novo concurso para definir a rainha.

“Somos muito gratos por toda a sua dedicação, amor e trabalho. Esse foi o último ano de Raissa como rainha de bateria da Beija-Flor, fechando com chave de ouro a sua trajetória, completando 20 anos carregando a coroa.

Em breve, abriremos em nossa quadra as inscrições para o concurso para a nova rainha de bateria, tendo como uma das juradas, ela, a nossa eterna rainha da comunidade, Raissa de Oliveira.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

Muito obrigado por todos esses anos encantando e brilhando na nossa Escola. A família Beija-Flor te ama e será eternamente grata”.

Salgueiro anuncia novo diretor de carnaval

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Novidade na Academia do Samba! Nesta sexta-feira o Salgueiro anunciou que Julinho Fonseca, que estava na Imperatriz Leopoldinense, é o novo diretor de carnaval da vermelho e branco para o Carnaval de 2023.

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“Mais uma novidade no time Salgueirense. Quem se junta à família para o carnaval de 2023, é Julinho Fonseca e, para quem não sabe, é cria do Salgueiro, onde foi ritmista por 11 anos. Agora, o profissional chega para assumir a Direção de Carnaval de nossa escola e vai trabalhar para que, mais uma vez, o Salgueiro entre na Avenida, na disputa pelo título”, informou o comunicado do Salgueiro.

Julinho Fonseca também fez uma publicação nas redes sociais sobre o acerto com o Salgueiro. “EI PSIUUUUUU!!!!!!! Eu também sou Salgueirense kkkkk Só quero agradecer a o meu Presidente Andre Vaz ao meu vice Joaquim pela confiança. Todo meu respeito a academia do samba ,chego pra ser mais um soldado nessa legião vermelha e branca
com todo meu comprometimento com toda minha força e minha humildade. Vamos com tudo 2023 e logo ali”.

Leandro Azevedo é o novo coreógrafo da comissão de frente da Em Cima da Hora

A Em Cima da Hora anunciou que Leandro Azevedo vai comandar a comissão de frente no Carnaval de 2023. Além de ser campeão em diversos concursos de dança e coreógrafo da Rede Globo, sendo tricampeão do quadro “Dança dos Famosos”, ele tem passagens marcantes no carnaval em escolas como Boi da Ilha, União da Ilha e Alegria da Zona Sul. Leandro comentou sobre sua chegada à escola e como será sua preparação para o desfile.

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Foto: Divulgação

“Fiquei muito lisonjeado com o convite e aceitei de cara. A Em Cima da Hora é uma escola muito tradicional e tem o perfil que combina muito com o meu, que é de muita garra, de escola que não desiste dos seus objetivos. Quero agradecer o voto de confiança no meu trabalho ao carnavalesco e meu amigo, Marco Antonio Falleiros e ao Flavio Azevedo, diretor de carnaval. Como já trabalhamos juntos, nos entendemos bem e isso ajuda muito. Também não posso deixar de agradecer ao presidente de honra, Heitor Fernandes. Vamos trabalhar juntos para realizar um belíssimo trabalho”.

Leandro será apresentado à comunidade, juntamente com a equipe do próximo carnaval, em data a ser marcada. Em 2023, a azul-pavão e branco de Cavalcanti desfilará novamente pela Série Ouro, da Liga-RJ

Voltou! Thiago Brito é o novo intérpete da Inocentes de Belford Roxo

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A voz da Cidade do Amor! Na tarde desta sexta-feira, a Inocentes de Belford Roxo anunciou a volta do intérprete Thiago Brito para o Carnaval de 2023. O cantor conquistou o título com a escola em 2012 e fez sua estréia no Grupo Especial em 2013.

“Já era um namoro antigo essa minha volta a essa escola maravilhosa. Onde conquistei o título do carnaval 2012 e o passaporte para o Grupo Especial no carnaval de 2013. Conquistei premiações, amigos, já sou da família. Tive propostas do Rio e São Paulo, a cabeça fica a mil, mas somos profissionais e temos que ter calma pra resolver. Posso garantir a toda comunidade,que volto pra brigar por esse título mais uma vez, sede de vitória, com essa escola maravilhosa”, afirmou o cantor.

Entrevista especial ‘Eleição na Portela’: Fábio Pavão apresenta propostas para gestão portelense

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A Portela realiza no próximo domingo sua eleição presidencial. A atual administração concorre com a chapa “Portela Verdade”. Fábio Pavão é o candidato para presidente e Junior Escafura para vice. Abaixo, você pode conferir uma entrevista com Pavão, que hoje ocupa o posto de vice. O site CARNAVALESCO aguarda também as respostas da chapa “Respeita Portela”, que é de oposição no pleito.

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Por que você quer ser presidente da Portela?

Fábio Pavão: “Eu cheguei a Portela em 1995, como componente da ala Mocotó. Tinha 19 anos quando comprei minha primeira fantasia para desfilar. Especificamente nos últimos nove anos, eu fui, na sequencia, vice-presidente do Conselho Deliberativo, Presidente do Conselho Deliberativo e Vice-Presidente executivo. Em todos esses anos, eu trabalhei diretamente com a direção de carnaval, ou fiz parte efetivamente dela. Acho que possuo plena condição de exercer esse cargo, pois entendo da parte administrativa e da produção do desfile. Nosso grupo político não se limita a uma só pessoa. Somos um grupo que se uniu para tornar a Portela cada vez mais forte. A morte do Falcon foi um baque muito grande, mas nós nos reorganizamos e mantivemos a Portela como uma escola forte e competitiva. Se eu for eleito, serei o quarto presidente da Portela Verdade. Somos muitas cabeças pensando, muitas vozes, mas uma só paixão. Este ano, a minha proposta e a do Junior é unir a escola, até por causa do centenário. Queremos trazer de volta quem estava afastado, gente boa que fez parte de outras gestões, pessoas que podem e querem voltar a contribuir com a Portela. Quero ser presidente para seguir com o trabalho sério que vem sendo feito nestes últimos nove anos. As pessoas que tentam assumir a escola já ocuparam postos de comando e nada fizeram. Cobram transparência da gestão mais transparente que a Portela já teve, mas, quando tiveram a oportunidade, mesmo ocupando cargos da área financeira ou jurídica, a Portela sequer fazia prestação de contas de dinheiro público. Sim, até hoje nós temos que brigar na justiça para defender a Portela da não prestação de contas de verbas públicas referentes ao carnaval de 2006, repassadas pelo Ministério do Turismo. O Departamento jurídico da Portela conseguiu vencer o processo pela não prestação de contas no carnaval de 2007, junto ao Ministério do Esporte, mas a do carnaval de 2006 ainda permanece no TCU. Recentemente, teve uma atualização de valores que elevou a dívida da Portela, saltando de 500 mil para 2 milhões. Isso interfere diretamente com os nossos projetos atuais de captação de recursos. É um assunto que precisa ser tratado com o máximo de seriedade, mas o portelense sabe quem é quem. Conhece as nossas trajetórias dentro da Portela”.

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Foto: Divulgação

Qual é a principal mudança que a Portela precisa e será feita na sua gestão?

Fábio Pavão: “Mudanças fazem parte da vida. Uma chapa de situação precisa manter o que está certo e mudar aquilo que não está funcionando. Isso é normal. O que não está funcionando? Em função da pandemia, o faturamento de nossa quadra de ensaios caiu de 1.501 mil, entre maio de 2019 e maio de 2020, para apenas 13 mil, entre maio de 2020 e maio de 2021. Inevitavelmente isso compromete a manutenção da quadra, que é nosso maior bem. Passada a correria para a realização deste carnaval, que durou dois meses a mais, temos que fazer algumas intervenções. Queremos melhorar a comunicação com os sócios e frequentadores da quadra, criando um serviço de ouvidoria. Na verdade, isso era um compromisso assumido em 2019, mas, na maior parte destes últimos três anos, a quadra ficou vazia e outras prioridades emergenciais apareceram. Agora é o momento de implantar este projeto. Consideramos isso fundamental para a melhoria dos serviços que nós oferecemos. Precisamos realizar uma Reforma Estatutária. É necessário preparar a escola para o futuro, ratificando a necessidade de uma gestão democrática, o que é para nós um princípio inegociável. Desde 2013, mais que dobramos a quantidade de sócios da escola com poder de voto, mas nós queremos avançar ainda mais. Vamos abrir o quadro social e oferecer vantagens para os sócios estatutários. O pagamento das mensalidades é uma receita mensal importante para a Portela. Temos um equipamento importante, que é a nossa Capela de São Sebastião e Nossa Senhora da Conceição, uma homenagem a Dona Dodô que foi construída em 2015, durante a gestão Serginho Procópio/Marcos Falcon. Acho que ela pode ser mais bem aproveitada, com um calendário constante de atividades. Queremos permitir aos sócios que realizem missas particulares, por exemplo. Pode parecer que não, mas, para quem é da Portela, toda mudança precisa preservar nossos valores tradicionais, como a devoção aos nossos Santos e Orixás. Só assim, vamos voar para os próximos 100 anos e continuar sendo aquilo que nós somos. Nossos valores precisam ser preservados”.

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A Portela produz muitos eventos sociais durante o ano. O que sua gestão faria nesta área de shows e atividades sociais?

Fábio Pavão: “A Portela é uma escola que tem atividades durante todo o ano. Além da feijoada mensal, que é nosso carro-chefe, queremos realizar eventos voltados para o público jovem. Também queremos realizar eventos em outras partes da cidade, como a Zona Sul. Temos a tradição de ter realizado eventos no Mourisco. Os tempos são outros, é verdade, mas podemos fazer parcerias para que nos façamos presentes em outros lugares. Temos a bem sucedida experiência do “camarote Portela”, fruto de uma parceria com um grupo de investidores. Esse é um modelo que podemos adotar em outros lugares, já que temos credibilidade e uma marca forte, que vem sendo trabalhada desde 2018, quando fizemos nosso projeto de branding. Temos também os projetos cultuais na quadra, como a “Fliportela”. Nossa feira literária é prova da relevância cultural da Portela, que vai muito além dos desfiles carnavalescos. Este ano, tivemos uma parceria muito legal com a Secretaria Municipal de Educação. Especificamente para 2023, temos o nosso centenário. Nosso projeto está sendo elaborado pela SRCOM e será apresentado logo após as eleições. Ainda não posso adiantar muita coisa, mas vai ser um ano muito agitado, isso eu posso garantir”.

pavao portela

Na área social o que você pensa em trabalhar na escola?

Fábio Pavão: “Nós temos um Departamento de Cidadania que é bastante atuante. Ele tem esse nome porque, como princípio, entendemos que uma escola de samba não pode ser apenas lazer e entretimento. Como parte da Sociedade Civil, cabem as escolas de samba expandir a cidadania para a comunidade que está ao seu redor. Durante a pandemia, este Departamento assumiu o protagonismo da escola, desenvolvendo o projeto` “Águia solidária”, que buscou minimizar os impactos não só da pandemia, mas também da crise econômica, sobre nossos componentes e a comunidade ao nosso redor. Nossa quadra foi transformada em posto de vacinação, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, fazendo a Portela assumir seu papel como centro comunitário neste momento tão difícil. Agora, no pós-pandemia, as atividades deste Departamento retornaram em sua plenitude. Temos um pré-vestibular social de enorme sucesso, que já colocou muitos de nossos alunos em universidades públicas, ou como bolsistas de instituições particulares. Este é um projeto fundamental de inclusão social. Criamos uma sala de leitura que está sendo ampliada, virando uma biblioteca. O último projeto que nós implantamos foi o acompanhamento da saúde dos maiores de 55 anos, especialmente velhas guardas, baianas e Departamento feminino. Para o próximo triênio eu assumo o compromisso de continuar tendo a expansão da cidadania e a inclusão social como uma das prioridades da nossa escola, que, como eu já disse, é muito mais que lazer e entretenimento”.

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Eleito, você mantém toda equipe que fez o desfile de 2020 ou pensa em alguma mudança e qual?

Fábio Pavão: “Essa pergunta parece simples, mas permite um debate interessante. Quem entende de carnaval sabe que, logo após o desfiles das campeãs, e as vezes até antes, o mercado do carnaval se agita e os bons profissionais são contratados. Portanto, a escola que “perder o time”, vamos dizer assim, fica enfraquecida para o próximo carnaval. As eleições da Portela, normalmente, acontecem três meses depois do desfile. Se as contratações e as renovaççoes ficarem para depois da eleição, nós vamos ter, de três em três anos, uma equipe pouco competitiva. Este ano, quando o mercado de contratações se agitou, mesmo faltando apenas um mês para as eleições, não havia sequer chapas formadas. O que fazer? Deixar a Portela se enfraquecer no carnaval? Deixar a eleição afetar o desfile e enfraquecer a escola, exatamente no ano do centenário? Nós temos uma equipe de carnaval forte e competitiva. Fizemos um desfile que, não fosse uma falha humana, que comprometeu nosso quesito alegoria, teríamos ficado em segundo ou terceiro lugar. Teríamos deixado nossos profissionais serem contratados por outras escolas e ficar de braços cruzados? Por este motivo nós renovamos com a nossa equipe, e, claro, vamos mantê-la após a eleição”.

O enredo de 2023 é o centenário. O que não pode faltar nesse enredo?

Fábio Pavão: “Um enredo sobre o centenário da Portela é consenso dentro da escola. Precisa ser um enredo com conteúdo, que apresente a história da Portela, ao mesmo tempo em que ofereça boas soluções plásticas. Enredo não é só um texto no papel, muita gente esquece isso. O que não pode faltar? Não pode faltar Paulo da Portela, Natal, Candeia, o título de 1935, o supercampeonato de 1953, o heptacampeonato de 1941 a 47….Muita coisa não pode faltar, mas nós temos que sintetizar tudo isso em cinco alegorias, como a grande maioria das escolas estão desfilando. Não é das tarefas mais fáceis, mas, passada a eleição, nós vamos nos sentar com os carnavalescos e definir o desenvolvimento. Já estamos trocando algumas ideias, e, devido ao tempo mais curto que nos separa do desfile de 2023, isso tem que ser resolvido já nas próximas semanas. A Portela não pode parar”.

Primeira e única! Tânia Bisteka é a nova diretora de barracão da Mangueira

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A Estação Primeira de Mangueira anunciou na noite de quinta-feira que Tânia Bisteka é a nova diretora de barracão da escola. Ela começou a desfilar na escola ainda criança, aos 8 anos de idade. Na adolescência entrou pra ala de passistas da escola e em 1999 chegou ao cargo de rainha e retornou em 2001. Tânia assumiu a direção de shows e se tornou professora de samba. Desde 2015 era responsável pelo almoxarifado do barracão.

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Foto: Divulgação

“É uma honra atender mais esta convocação da Mangueira. A Estação Primeira é minha casa, meu lugar no mundo. Agora, a convite da presidente Guanayra Firmino, tenho o privilégio de ser a primeira diretora de barracão do Grupo Especial. Vou me dedicar a esta nova missão com a mesma dedicação e paixão de quando fui rainha de bateria, vice-presidente de eventos, coordenadora de passista, coordenadora de musas e chefe do almoxarifado. Vamos em frente com a Mangueira. Obrigada, presidente Guanayra Firmino pela oportunidade”, disse Tânia Bisteka.

No texto publicado nas redes sociais, a Mangueira citou que “é a representatividade dentro do carnaval. Mais uma vez a Estação Primeira na Vanguarda trazendo uma mulher para um cargo de importância dentro da escola e da folia carioca. Bisteka, seja bem-vinda e que seja um ciclo vitorioso! É mais um reforço da gestão da presidente eleita, Guanayra Firmino, primeira mulher eleita diretamente à presidência da Estação Primeira”.

Bezerra da Silva é o enredo do Tucuruvi para o Carnaval 2023

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O Tucuruvi anunciou na noite de quinta-feira que o sambista Bezerra da Silva é o seu enredo para o Carnaval de 2023. A escola desfila no Grupo Especial de São Paulo. O enredo recebeu o nome de “Da Silva, Bezerra. A voz do povo!”

Confira o comunicado do Tucuruvi sobre o enredo de 2023. O desfile será conduzido pelos carnavalescos Dione Leite e Yago Duarte.

“O Tucuruvi reafirmando e reconhecendo seu papel de quilombo e resistência cultural e como porta-voz da sua comunidade e de milhares de DA SILVA pelo Brasil, vem em nome de todos que carregam o seu legado exaltar a voz do povo que é a nossa maior riqueza.

Do povo, exaltamos a voz daquele que sempre foi o REI DA MALANDRAGEM. Sambista partideiro que em sua vida enxergou e vivenciou a sua verdade e dela construiu sua história deixando um legado imortal que perpetua através do tempo.

logo enredo tucuruvi2023

Hoje somos JOSÉS, BEZERRAS, da família DA SILVA, em homenagem à voz que ressoa entre seu povo e na vida de milhões que se enxergam nele. Com deboche e irreverência, tornou-se o porta-voz dos menos favorecidos, aqueles que vivem até hoje às margens da sociedade, nos becos, vielas e nas favelas, de onde ele fez sua morada e criou suas raízes, num país onde a pluralidade não conversa com a igualdade.

Em todo DA SILVA tem um pouco de José Bezerra. DA SILVA é o povo. Bezerra é o porta-voz do povo”.