A Caprichosos de Pilares anunciou a contratação do intérprete Tem Tem Jr para o Carnaval 2023. Com passagens por várias escolas cariocas como Inocentes, Renascer, Em Cima da Hora, entre outras, nos grupos de acesso e também no grupo especial, e atual intérprete do Acadêmicos de Vigário Geral na Série Ouro,Tem Tem chega na agremiação com a missão de ajudar o time de Pilares ao seu retorno para a Marquês de Sapucaí.
“Estou muito feliz com a contratação. A Caprichosos é uma escola gigante. Vou me dedicar ao máximo e me entregar de coração para trazer esse caneco tão sonhado para o povo de Pilares.” disse ele , a nova voz oficial da escola.
A Arena do Sesc Copacabana recebe a partir do dia 9 de junho o espetáculo “Joãosinho & Laíla: Ratos e Urubus, larguem minha fantasia”. A temporada vai até 3 de julho, com sessões de quinta a domingo, às 19h. A ideia surgiu de uma conversa de Édio Nunes, diretor da peça, que participou do histórico desfile, com o coreógrafo de comissão de frente Patrick Carvalho.
Foto: Claudia Ribeiro/Divulgação
“Jamais esqueci a cena em que nós, os mendigos, arrancávamos o plástico preto (desfile das campeãs) que cobria a réplica da estátua do Cristo Redentor, um Cristo mendigo, que havia sido censurado pela Igreja e execrado pela mídia. Durante o desfile, a gente foi arrancando aquele plástico, desvelando aquele Cristo, provocando uma comoção. Essa memória me veio conversando com meu amigo Patrick, sobre Laíla e Beija-Flor. Fui percebendo que havia ali um espetáculo. Resolvi, então, levar para o palco aquela memória tão viva dentro de nós, aquele desfile que foi um divisor de águas. Levar para o palco atores e músicos com o candomblé na veia, levar o luxo e o lixo, arrancando o plástico da censura e pedindo para que o Cristo Oxalá – assim o chamo – continue olhando por nós, pelos que sofrem injúria racial e com o racismo estrutural, pelas mães negras que perdem seus filhos, pelas crianças negras que morrem diariamente; por todos nós, negros, macumbeiros, gays, indígenas, todos os diminuídos pela sociedade brasileira. Que olhe por nossa cultura, por nossos artistas. E que esse espetáculo abençoe todos nós”, exalta Édio.
O texto é assinado por Márcia Santos. Ela observou que, este ano, uma escola de samba vencera o carnaval carioca levando para a avenida os diversos aspectos de Exu, arquétipo e entidade da religiosidade africana, confirmando a importância do carnaval na desconstrução de preconceitos, na formação de conhecimento e na divulgação de valores históricos.
“Joãosinho e Laíla são, com certeza, dois dos responsáveis pela construção do espaço de transgressão e de irreverência que tem a arte, essa poderosa ferramenta social e política”, explica Márcia, cujo texto vai mostrar traços da personalidade de Joãosinho e Laíla, assim como os bastidores do desenvolvimento de um desfile, figuras e elementos do universo carnavalesco. “Minha sensação é de que, em sincronia com o tempo, nossa montagem chega na hora certa e crava, no seio da zona sul carioca, um pouco da história do carnaval e da comunidade de Nilópolis”, conclui a autora.
Em cena, Wanderley Gomes e Cridemar Aquino dão vida a Joãosinho e Laíla, respectivamente; enquanto Ana Paula Black e Milton Filho desdobram-se em diversos papéis. Junto com os três músicos em cena – Fábio D’Lélis (percussão), Leo Antunes (cavaquinho) e Marlon Jr (violão) – o elenco conta a história daquele desfile e seus personagens e leva ao público um pouco da dinâmica dos bastidores do carnaval, a rotina dos barracões, os sambas de enredo e as figuras que compõem esse universo.
A montagem propõe render sua homenagem ao samba e a essas relevantes figuras do carnaval carioca, cujas vidas fazem parte da história da cidade do Rio de Janeiro e, em extensão, da história do país, dada a importância deste patrimônio cultural popular e histórico que é o carnaval do Rio de Janeiro, além de percorrer por acontecimentos de grande comoção midiática entre os anos de 1989 e 1990. Oito sambas enredo costuram a cronologia do espetáculo.
Serviço
Joãosinho & Laíla: Ratos e Urubus, larguem minha fantasia
De 9 de junho a 3 de julho de 2022
De quinta a domingo – Horário: 19h
Local: Arena do Sesc Copacabana
Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia-entrada), R$ 30 (inteira)
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ
Informações: (21) 2547-0156
Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h; e sábados, domingos e feriados, das 13h às 20h
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 75 minutos
O carnaval de 2022 foi atípico em muitos sentidos. Passada, finalmente, a folia é tempo de reavaliar e apontar tudo que deu certo ou errado no nosso esperado retorno à Sapucaí. Em tempo de maturação maior entre as folia de 2020 e 2022, tivemos uma discussão mais aprofundada dos enredos que seriam apresentados pelas agremiações do Especial carioca.
Antes do último abril, escrevi aqui para o CARNAVALESCO que o que conduzia, para mim, a maioria das narrativas era uma sensação de orgulho e valorização das próprias agremiações. Apesar da notável presença de muitas narrativas entendidas como “afro”, em uma denominação pra lá de genérica, havia um fio que costurava uma auto-exaltação das próprias escolas em seus desenvolvimentos. Um recurso belo e necessário, se não soar gratuito.
Fotos de Allan Duffes/Site CARNAVALESCO
Muito se comentou que havia uma boa safra de enredos, porém é bem verdade que muitos desenvolvimentos deixaram a desejar durante sua passagem na Avenida. Por isso, é válido esperar o cortejo oficial para manter o martelo sobre o que de fato concerne o “enredo” de uma agremiação. Pois por mais que tenhamos noção da ideia a ser desenvolvida, é apenas na pista que tudo se realiza completamente. Um desfile de escola de samba só acontece ali, no conjunto e na força das energias de alas e alegorias em conjunto. Muitas ideias que tinham ótimas premissas podem ser mal desenvolvidas, ou vice-versa.
Partindo da leitura atenta do livro Abre-alas de cada agremiação, temos um vislumbre detalhado dos desenvolvimentos dos temas, a partir de sua setorização, sinopse, justificativa e setorização. Usando ainda como régua o julgamento do quesito, tivemos no geral uma boa avaliação de “Enredos”, mesmo com notas que possam ser questionadas relativamente. Parando para ler as justificativas, a maioria dos membros do júri, nesse quesito, tiveram avaliações coerentes e bem amarradas. A exceção foi o jurado da última cabine, que apenas distribuiu notas dez para onze agremiações, penalizando com apenas um 9,7 a São Clemente.
Justamente, a escola que mais perdeu em enredo, somou apenas 29,8 pontos no quesito, fora os descartes. De fato, a preto e amarelo possuía a narrativa mais frágil do Grupo Especial em 2022. Noves fora a pertinência e a importância da homenagem a Paulo Gustavo, a forma como o enredo foi desenvolvido deixou bastante a desejar. No geral, o júri apontou a falta de coerência e de criatividade no desenrolar da narrativa, assim como problemas na amarração dos setores. A repetição da personagem Dona Hermínia em diversos momentos da apresentação (comissão, segunda alegoria e bateria) foi outro ponto bem percebido e despontuado. Além disso, mais de um julgador criticou o uso de legendas e de siglas mal explicadas nas alegorias e fantasias.
O segundo enredo que mais perdeu décimos foi o do Paraíso do Tuiuti. A proposta do carnavalesco Paulo Barros de exaltar a cultura negra acabou se tornando uma “lista de chamada” de personalidades negras, relacionando-os com os orixás. Com isso, pecando bastante assim na originalidade e coesão do enredo. No desfile, houve ainda um excesso no desenvolvimento plástico: cada ala possuía a presença de um componente representando literalmente a figura homenageada e um adereço que trazia uma foto do mesmo, sem contar ainda com a própria fantasia da ala. O exagero dessa necessidade de “legenda” foi corretamente descontado algumas vezes pelos jurados. Outro “erro” que também valeu preciosos décimos foi a presença de uma ala em homenagem a uma enxadrista num setor que era dedicado às ciências. Por fim, a coesão do último setor e seus elementos também marcaram um desenvolvimento bem além do esperado.
Foto: Site CARNAVALESCO
Outro enredo muito penalizado foi a homenagem tripla da Mangueira aos seus grandes artistas. Apesar de ser um dos principais narradores da festa recentemente, a proposta de Leandro Vieira não agradou o júri e recebeu quatro notas 9,8. Três dos cinco avaliadores sentiram falta de uma conclusão ou desfecho na narrativa, após um setor para cada homenageado. Para outros, faltou também um aprofundamento no desenvolvimento e houve pesos diferentes na condução da forma que as biografias foram abordadas. Por exemplo, uma das justificativas apontou o fato da infância de Jamelão ter sido lembrada, enquanto não houve o mesmo com Cartola e Delegado. Um desacerto veio de um dos julgadores pontuou que faltou registar o legado dos artistas homenageados, como foi proposto no enredo, mas que estava claro em alguns momentos da narrativa.
Logo após, tanto Salgueiro e Tijuca acumularam a mesma soma de pontos: 29,7 (com os descartes). No caso da Academia, a agremiação realmente tinha uma boa premissa de enredo, mas que deixou a desejar em alguns aspectos de sua condução. Para uma das avaliadoras, faltou a maior presença do fio condutor que era a ideia de territorialidade, presente, segundo ela, em apenas dois momentos da setorização. A proximidade visual entre as alas “Capoeira” e “Bloco Afro” também foi observada por mais de um jurado. No geral, a falta de criatividade e “carnavalização” foram outros motivos de descontos de décimos.
Terminando com a mesma pontuação, a Tijuca foi julgada com um rigor acima da média, mas com um enredo bem mais redondo que o da Academia. Com uma apresentação bastante criativa e ousada, a escola acabou não agradando o júri. As justificativas para tantos decréscimos passaram por um problema conceitual até bem observado no uso cromático do azul, mas uma justificativa menos pertinente que apontou o último setor, em referências às religiões afro-brasileiras, como um problema na amarração do enredo.
A Mocidade foi descontada em dois décimos, nos dois casos foi apontado uma questão cronológica na narrativa, pois as alas que faziam referência a Umbanda estavam posicionadas antes das que traziam o Candomblé. A Imperatriz deixou pelo caminho apenas um décimo, mas foi desapontada duas vezes, tendo uma das notas descartadas. Uma das justificativas apontam uma incoerência no terceiro setor do desfile e outra despontou pela falta de criatividade e a última alegoria. Quem também perdeu apenas um décimo, mas, nesse caso, acabou sendo beneficiada foi a Vila Isabel. O desenvolvimento da homenagem a Martinho da Vila apresentava diversas incoerências narrativas que não foram observadas, como a falta de coesão e algumas quebras no desenvolvimento entre os setores. Para dar um exemplo, uma ala que marcava chegada do música ao bairro de Vila Isabel já adulto, estava a frente da segunda alegoria, lembrando a sua infância na cidade de Duas Barras. Um revés na narrativa cronológica proposta.
Por fim, quatro escolas fecharam a conta com três notas máximas: Viradouro, Portela, Grande Rio e Beija-Flor. De fato, trata-se de algumas das narrativas mais fundamentadas do ano em diferentes aspectos. No caso da vermelho e branco, uma pesquisa histórica muito bem defendida e apresentada no Abre-alas. Vigor de texto e aprofundamento também presente nas escolas da Baixada. A Beija-Flor fez um importante passeio sobre a cultura negra, a partir de teóricos negros e revelou nomes fundamentais da nossa cultura. Já a campeã, mergulhou intensamente numa narrativa cíclica e densa sobre Exu, abrindo chaves interpretativas diversas.
Nos três casos, a figura de pesquisador e enredista para dar corpo e densidade aos temas e na feitura do livro Abre-Alas foi fundamental. É um personagem cada vez mais central na construção de um bom enredo, ainda mais quando trazem pertinência ao tema desenvolvido. Talvez tenha sido uma falta sentida na quarta agremiação a fechar as notas máximas, a Portela. O enredo sobre a diáspora africana, centrado na figura do Baobá, se mostrou na Avenida pouco inspirado e genérico. Apesar de bem defendindo, que pode justificar a falta de perda de pontos, algumas alas desfilavam apenas representações de orixás sem maior amarração. Em meio a tantos enredos que repensaram o termo “afro”, a azul e branco seguiu um caminho mais tradicional e pecou na falta de ousadia, com representações já saturadas sobre o tema.
Fechando a conta, felizmente, os enredos e os discursos apresentados na Avenida voltaram a ser centrais. Nada de temas patrocinados poucos pertinentes, isso ficou para trás. Para vencer a folia carioca hoje, é necessário força em seu discurso. A vitória da Grande Rio, em sua ousadia, reafirma esse novo frescor. Visualmente e narrativamente, vimos uma escola conectada a seu tempo, que apostou na força da linguagem carnavalesca e toda sua potência.
Mudança na bateria da União da Ilha. Mestre Marcelo seguirá no comando, mas sem a presença de Keko. Eles dividiam o cargo até o desfile de 2022. Nas redes sociais, Marcelo falou da novidade.
Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO
“Hoje Venho anunciar a todos que sigo como mestre de Bateria da União da Ilha agora em carreira solo. Todo ciclo tem início, meio e fim e hj informo que meu ciclos de parceria com o mestre Keko Araújo chegou ao fim, agradeço nossa trajetória , foram quatro anos juntos de muita aprendizagem , conhecimentos, para ambas as partes, mais agora é seguir em frente em novos projetos e desafios! Agradeço ao Dr.Ney Fillardys pela confiança e pela oportunidade de eu como prata da casa continuar o trabalho a frente dos meus ritmistas e junto com meus diretores. Seguirei fazendo um trabalho sério e dedicado, nossa Baterilha seguirá raiz como sempre foi, porque daí, vem seu brilho. O sucesso será a recompensa de um trabalho árduo que será desenvolvido com humildade e de maneira correta. Seguirei trabalhando para que consigamos os sonhados 40 pontos e dessa forma ajudar a União da Ilha a conquistar seu objetivo maior que é o retorno ao grupo especial. Em breve começará tudo outra vez, conto com o apoio de todos, vamos juntos, Um abraço, Mestre Marcelo Santos, mestre de bateria da União da Ilha do Governador”.
A expectativa em cima do desfile da Unidos de Vila Isabel era enorme, afinal, a escola iria homenagear o seu ilustre baluarte, Martinho da Vila, após o desfile, a sensação foi de dever cumprido com maestria, a escola passou pela avenida muito bem e recebeu elogios de crítica e público, muitos apostaram em uma briga acirrada com a Grande Rio, que acabou sendo a grande campeã. Porém, com a leitura das notas, a agremiação do bairro de Noel ficou em quarto lugar, uma colocação melhor que a conquistada no último carnaval, mas ainda assim abaixo da expectativa geral.
Em entrevista ao site CARNAVALESCO, alguns repercutiram o resultado, na visão deles, o título da Grande Rio é incontestável, porém, eles esperavam uma colocação melhor.
O bailarino Reinaldo Lima contou que seu último desfile pela Vila foi o de 2002, e que retornou esse ano por conta da homenagem ao Martinho, para ele, foi uma emoção única poder participar desse momento especial, sobre o resultado, ele acredita que foi justo e espera que nos próximos anos a escola consiga posições ainda melhores.
“Acho que a gente sempre espera mais, se tivesse tirado em décimo, queríamos o nono e assim por diante, acredito que no já foi um salto gigantesco desde o último desfile, ficamos em oitavo e agora conseguimos ficar entre as quatro primeiras, acho isso ótimo. Martinho da Vila é sem comentários, ele merecia essa homenagem, foi lindo. Confesso que demorei a entender o samba, mas depois que eu me conectei, pude sentir uma plenitude muito grande, o refrão era ótimo, mas o conjunto todo era bom, a escola veio linda, não vi nenhum comentarista relatar um problema, então isso gerou muita confiança para a apuração. No próximo ano eu desejo que a Vila venha ainda mais forte, como diz o samba, a Vila vai melhorar, sempre esperamos o melhor”, pontua Reinaldo.
A funcionária pública Aulecir Moura, de 60 anos, se mostrou muito feliz com o resultado da escola, ela contou que sempre desfilou pela Vila, mas que estava afastada há alguns anos, poder retornar no ano de homenagem a Martinho foi um momento muito especial.
“Eu adorei ter voltado no sábado das campeãs, eu sempre desfilei há muitos anos aqui, a Vila é a minha escola do coração, essa homenagem ao Martinho foi muito bonita e veio na hora certa, fiquei muito feliz porque realizamos um desfile a altura dele, lógico que esperava o título, a gente sempre espera o melhor, e como eu disse, o desfile foi muito bonito, não vi ninguém apontando defeitos, acho que a Grande Rio mereceu muito ganhar, mas esperava um pouco mais pra Vila. Para o próximo ano eu confio que iremos conseguir esse caneco”, contou a funcionária pública.
Lucas de Castro participou do seu terceiro desfile pela Vila Isabel e o que ele mais destacou foi a leveza das fantasias em relação aos últimos anos, para ele, as fantasias contribuíram para que os componentes pudessem desfilar com mais empolgação. Para o próximo carnaval, o programador prefere aguardar a divulgação do enredo, mas deseja o melhor para sua escola do coração.
“Eu acho que o quarto lugar ficou de bom tamanho, todo mundo ficou satisfeito com o desfile, acho que a Grande Rio merecia o título, era incontestável, mas eu fiquei feliz por ter voltado nas campeãs. No desfile, o que eu mais gostei foi a leveza das fantasias,comparado com os dois últimos anos as fantasias estavam bem mais leves, conversando com o pessoal aqui na concentração tava todo mundo relatando isso. Para o próximo ano eu ainda não sei o que esperar, vou esperar o lançamento da sinopse para poder analisar direitinho”, contou o programador.
A dona de casa Maria de Fátima, de 63 anos, contou que esperava um resultado melhor, mas que a volta nas campeãs é um bom resultado, para o próximo ano, ela confia no trabalho do carnavalesco Paulo Barros e projeta um ano de vitórias.
“Eu esperava que fôssemos campeões, o desfile estava lindo, sem erros, uma justa homenagem ao Martinho, mas não deu e tá tudo certo. O que eu mais gostei foi o samba e o meu Martinho da Vila lindo, maravilhoso, sem dúvidas foi um momento muito emocionante e bonito, tenho certeza que até quem não torce pra Vila ficou feliz por vê-lo ali. Para o próximo ano eu espero que ela venha maravilhosa, gosto muito do Paulo Barros e tenho certeza que fará um lindo trabalho”, contou a dona de casa.
Após total êxito na Expo Dubai, evento no qual foi consagrado por não ter concorrente que realizasse projeto semelhante há tanto tempo, e com tamanha excelência, o espetáculo “Ginga Tropical” apresentado em seu país de origem, depois de um hiato de dois anos em virtude da pandemia.
Fotos: Divulgação
O show gira como um gigante mágico, através de artistas que, com figurinos que destacam cores fortes, refletindo brasilidade, originalidade, encanto e diversidade, trazendo referências da nossa história cultural e musical. Um passeio pelo imaginário e por um Brasil real, que atinge em cheio sua identidade.
Entre 2013 e 2019, o “Ginga Tropical” ficou em cartaz na cidade do Rio de Janeiro e ao longo deste período, esteve em grandes palcos, como o Festival Internacional de Folclore em Chengdu, na China.
No elenco, entre grandes talentos, estão Luana Bandeira, musa da Unidos do Viradouro, Thai Rodrigues, atual Rainha do Carnaval do RJ e Luara Lino, 1ª Princesa do Carnaval do RJ.
Sonho de uma ex-aeromoça
O espetáculo nasceu a partir de um grande desejo de Rose Oliveira, diretora artística, ex-comissária de bordo da extinta companhia de aviação, Varig. Criado, produzido e dirigido por ela, o show objetiva aflorar o orgulho pela cultura nacional e que cada pessoa que o assista tenha a curiosidade de conhecer de perto as regiões do Brasil ali representadas.
Fotos: Divulgação
“Tratamos de história, de folclore e de cultura. Manter esta história viva é conservar as raízes do brasileiro e conduzir ao alcance das novas gerações. É simplesmente deixar que todos conheçam nossas origens, pois um povo precisa saber sobre sua história e o estrangeiro que nos visita deve ser contagiado pela nossa alegria e energia de viver”, enfatiza Rose Oliveira.
Serviço:
Ginga Tropical
Sábado, 28 de maio, às 21h
Teatro Fashion Mall (Estrada da Gávea, 899 – loja 213, Rio de Janeiro)
Ingresso: a partir de R$ 110
Classificação etária: Livre
Com o quarto lugar em 2022 no Grupo Especial de São Paulo, a Tom Maior repetiu o feito de 2018 ao obter o melhor resultado de sua história. O site CARNAVALESCO conversou com o intérprete Gilsinho e perguntou como foi estrear na Vermelho e Amarelo com resultado tão expressivo, onde já projetou o próximo ano da agremiação.
“A gente marcou um quarto lugar, mas que tem sabor de primeiro, já que foi a mesma pontuação. Então podemos nos considerar campeões também. Foi um carnaval muito difícil. Muito tempo ensaiando e parando, e voltando e parando. Mas agora se tornou gratificante. Está aí o resultado, com a Tom Maior fazendo um grande carnaval. Estaremos em condições melhores, na data certa e faremos mais uma vez um grande carnaval”, declarou.
Sobre a possibilidade de obter um resultado melhor neste ano, o cantor reforçou que foi apenas por um detalhe. “Eu acho que foi algum critério de desempate que a gente poderia ter desempatado ou não a história. Mas carnaval é isso, só pode ganhar um. Graças a Deus ficamos bem, em quarto lugar, que tem um gostinho de primeiro”.
Fotos: Vinicius Vasconcelos/Site CARNAVALESCO
Um detalhe após a primeira resposta de Gilsinho não passou despercebido, e questionado sobre a sua permanência para o carnaval do cinquentenário da Tom Maior, o intérprete foi direto ao ponto. “Claro, com certeza. Contrato já está renovado”, concluiu.
Orgulho define sentimento da presidente
A presidente da Tom Maior, Luciana Silva, também ficou satisfeita com mais um grande resultado de sua comunidade e dedicou a eles o mérito pela conquista. “Sensação de paz, sem dúvida. Essa que vem com o dever cumprido. Nós tínhamos certeza do trabalho que tínhamos feito, mas ficamos à mercê de tudo. Sujeito a quebras, erros. Estou muito feliz com a nossa comunidade. Eles foram os grandes guerreiros disso tudo, e eles merecem muito”, declarou.
Para Luciana, o ciclo de trabalho deve continuar focado na superação de falhas para subir os poucos degraus que separam a Tom Maior do título tão sonhado. “Não é que faltou. É continuar com o trabalho. O trabalho tem que ser executado com excelência porque hoje em dia o carnaval é muito disputado. Se não for com excelência realmente não vai acontecer. Mas é uma sensação de vitória, sem dúvidas”, finalizou.
Além da União da Ilha, na Série Ouro, a dupla de mestre-sala e porta-bandeira, Thiaguinho e Amanda, vai dançar junta como segundo casal da Viradouro no Grupo Especial. Veja abaixo o comunicado da escola de Niterói.
Foto: Divulgação
“A Família Viradouro acaba de ganhar um novo integrante. Thiaguinho Mendonça veio reforçar nosso time, no dueto com Amanda Poblete, formando o segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira. A dupla fez parceria pela primeira vez em 2011, como primeiro casal, na Mocidade Unida de Jacarepaguá, e, em 2014, na Renascer de Jacarepaguá, formou o principal casal da escola até 2016, desfilando na Série A. No ano seguinte, Thiaguinho dançou na Imperatriz Leopoldinense, de onde se despediu após o desfile deste ano. Amanda vai para o quarto desfile consecutivo na nossa escola. Os dois darão expediente duplo na Sapucaí em 2023, pois além da Viradouro, eles formarão o primeiro casal da União da Ilha do Governador, pela Série Ouro. Vamos dar as boas-vindas a Thiaguinho Mendonça”.
Com a queda nos termômetros no Rio de Janeiro, a Imperatriz Leopoldinense antecipou a campanha “Aquecendo Corações”. Para levar um pouco de calor e carinho aos que mais precisam, voluntários da escola distribuíram, na noite de segunda-feira, quentinhas, agasalhos e cobertores a pessoas em situação de rua nos bairros de Ramos e Bonsucesso, Zona Norte da cidade.
Foto: Divulgação
“Nós seguimos atentos e com olhar cuidadoso para nossa comunidade e, em especial, aos mais vulneráveis. A Imperatriz é uma escola de samba cercada por três grandes complexos de favela [Alemão, Penha e Maré] e, por isso, pedimos a contribuição daqueles que possam ajudar. Nosso objetivo é formar uma corrente de solidariedade cada vez maior”, afirma João Felipe Drumond, diretor executivo da Imperatriz.
O ponto de coleta das doações é a quadra da agremiação, que fica na Rua Professor Lacê, 235, em Ramos, próximo à estação de trem. Para ajudar, basta levar a doação de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, no local.
“Toda ação social é, na essência, emocionante. É um ato de cidadania. Esse também é um papel de uma escola de samba. Cumpriremos nossa missão social com diversas atividades na quadra e nas redondezas ao longo do ano”, diz Gabriel Mello, coordenador de Carnaval da escola.
A ação faz parte do programa Imperatriz Social, que recentemente distribuiu flores no dia das mães, ovos de chocolate para a criançada da região na Páscoa, entre outras atividades.
A União da Ilha segue reformulando sua equipe para o desfile de 2023. Após a saída do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon e Danielle, para o Império Serrano, a tricolor insulana anunciou a contratação da dupla Thiaguinho e Amanda Poblete. A dupla já dançou junta na Renascer de Jacarepaguá. Veja abaixo o comunicado da escola.
“E eles chegaram à União da Ilha do Governador! É com muito orgulho e carinho que anunciamos o nosso primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira @thiaguinhomendonca e @amandapoblete, para o carnaval 2023! 🔵🔴⚪ Sejam muito bem-vindos a nossa agremiação! Brilhem, brilhem e brilhem! Talento vocês tem de sobra”.