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Mangueira profissionalizada e com identidade preservada! Em entrevista exclusiva, Guanayra Firmino projeta escola gigante na Sapucaí

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Após a reconstrução administrativa e trabalhando no fortalecimento artístico, a presidente da Mangueira, Guanayra Firmino, conversou com o CARNAVALESCO e fez um balanço de sua gestão, detalha os avanços financeiros da escola, comenta as escolhas para o Carnaval 2026 e projeta o futuro da Verde e Rosa rumo ao centenário, reforçando o compromisso com a comunidade, a identidade mangueirense e a busca pelo título na Sapucaí.

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Foto: Divulgação/Mangueira

Como você avalia sua “nova” gestão até aqui e quais foram os fatos mais marcantes desse período?

“Avalio como um período de reconstrução e coragem. O fato mais marcante é ver a Mangueira profissionalizada sem perder a sua essência. Ver a quadra reformada, nossa marca reposicionada e a escola quitando carnavais antes mesmo de entrar na Avenida são marcos de uma gestão que respeita o componente e o fornecedor”.

As mudanças que você implementou para o Carnaval 2026 estão dando o resultado esperado? Acha que acertou nas suas escolhas?

“Essas mudanças são frutos de amadurecimentos necessários. A chegada do Dowglas e as mudanças na Comissão de Harmonia trouxeram o rigor técnico que o carnaval moderno exige. Os resultados também estão no barracão e na coesão da equipe. Acredito que acertei ao apostar novamente nas “pratas da casa”, os crias, e ao manter o Sidney França, que entendeu perfeitamente o DNA mangueirense. Minha estratégia foi unir o sangue novo à experiência”.

Você assumiu a presidência após uma gestão que enfrentou a pandemia. Como estão as contas da escola hoje?

“Hoje a Mangueira respira. Temos contas em dia, salários pagos rigorosamente e, pela primeira vez em muito tempo, conseguimos o Certificado de Equivalência Internacional (NGO Source), que nos permite captar recursos até fora do Brasil. Isso é transparência real, não apenas discurso”.

Ainda existem dívidas herdadas? Qual é o planejamento para encerrar pendências que se arrastam por diversas gestões?

“Trabalhamos incansavelmente na quitação de dívidas trabalhistas, na diminuição dos processos e na regularização fiscal. Conseguimos terminar na minha gestão com o maior passivo da história da escola, uma dívida de mais R$ 8,5milhões, da época que a escola de samba respondia pelas obrigações da Vila Olímpica, que poderia ter quebrado a Mangueira. O planejamento agora é o “triênio do centenário”: usar a força da nossa marca para atrair patrocínios via leis de incentivo e parcerias comerciais, como as muitas que já estamos fazendo, para zerar o passivo histórico e chegar em 2028 com saúde financeira total”.

Como está o barracão da Mangueira hoje e o que a comunidade pode esperar de alegorias e fantasias?

“O barracão está pulsando e muito avançado. Como prometi, não faltaram recursos para o projeto de carnaval deste ano. O mangueirense verá uma escola luxuosa e imponente. Investimos pesado em materiais e logística para que o Sidney França possa entregar o projeto de mostrar ao Brasil a história de mestre Sacaca em sua totalidade. As fantasias estão ricas em simbologia da Amazônia Negra; garanto que nossa comunidade virá trajada à altura da sua história”.

Como você avalia o trabalho do carnavalesco Sidnei França até aqui?

“O Sidney foi a melhor coisa que me aconteceu recentemente. Ele é um carnavalesco multicampeão que mergulhou na trajetória do mestre Sacaca com profundo respeito. Ele traz a grandiosidade visual que a Mangueira precisa para disputar o título”.

Sobre o intercâmbio cultural com o Amapá: você acredita que essa parceria deixou a escola ainda mais competitiva?

“Sem dúvida. Esse intercâmbio trouxe frescor ao enredo e uma energia nova. A disputa de samba no Amapá mostrou que a Mangueira é do Brasil. Temos um hino potente que nasceu dessa sinergia e que vai empurrar a escola na Sapucaí”.

Você é conhecida por realizar mais do que por falar. Como lida com as críticas e o quanto elas afetam o seu trabalho?

“Ser mulher, preta e cria do morro no comando da maior instituição cultural do país atrai holofotes e, consequentemente, haters. Mas nunca tive medo de desafios e de trabalho. É preciso separar as críticas de quem quer o bem da Mangueira das de quem só quer atacar, aparecer ou reclamar. No primeiro caso, vale escutar. No segundo, muitas vezes as pessoas se escondem atrás de perfis falsos ou fake news. Para essas, a minha resposta será mais trabalho e, eventualmente, a Justiça ou a polícia, se necessário. Meu foco é o resultado: a Mangueira linda na avenida, manutenção constante da quadra, contas pagas, salários em dia e comunidade amparada”.

A questão social sempre esteve no centro da sua gestão. Por que manter dessa forma?

“Porque a Mangueira é, antes de tudo, sua gente, sua comunidade. O carnaval acaba na quarta-feira, mas a vida do mangueirense continua, e a escola precisa ser o suporte o ano inteiro. Sempre estive envolvida em movimentos populares, e a comunidade mantém uma conexão muito forte comigo. Não teria como ser diferente”.

Explique, para quem é de fora, quem é o “cria” e quem é o “criado” na Mangueira.

“O cria é aquele que nasceu e cresceu respirando o morro, que tem o DNA da Mangueira no umbigo, como nossos diretores de bateria e musical vindos da Mangueira do Amanhã. O criado é aquele que escolheu a Mangueira, chegou, respeitou o pavilhão, fincou raízes e hoje faz parte da família. Na minha gestão, ambos têm voz, mas o protagonismo do cria é uma estratégia de valorização da nossa identidade”.

O que é o projeto do “triênio do centenário” e o que já pode ser revelado sobre 2028?

“É o nosso plano estratégico para chegar aos 100 anos como a maior e mais organizada escola do planeta. Inclui a reestruturação da quadra e a consolidação de um modelo de gestão que não dependa de humores políticos, mas de projetos sólidos. 2028 será o ápice de um trabalho que começou agora”.

Para encerrar, qual é a sua mensagem para a nação mangueirense?

“Estejam prontos. Estamos unidos, com as contas em dia e o coração transbordando ancestralidade. O enredo sobre o mestre Sacaca é sobre nós: resistência e sabedoria. Vista o seu verde e rosa, porque a Estação Primeira vem com a força da floresta e a garra do morro para lutar pelo título. A Mangueira vem gigante”.

Regulamento do Carnaval 2026: as regras e obrigatoriedades do Grupo Especial do Rio

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As escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro terão uma série de obrigações rigorosas a cumprir no Carnaval 2026, conforme estabelece o Artigo 26 do Regulamento dos Desfiles, divulgado pela Liesa. As normas tratam de composição mínima de alas, limites técnicos do desfile, proibições estéticas e comerciais e penalidades que podem impactar diretamente a pontuação ou até gerar multas milionárias. Entre os pontos centrais estão exigências tradicionais do espetáculo, como o número mínimo de ritmistas e baianas, além de regras detalhadas sobre alegorias, comissão de frente e uso de camisetas no desfile.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

Quantitativos obrigatórios e regras tradicionais

Cada escola deverá desfilar com no mínimo 200 ritmistas, todos agrupados na bateria, e 60 baianas, também obrigatoriamente agrupadas. O regulamento reforça ainda a proibição da presença de homens na Ala das Baianas, com exceção apenas para diretores que não estejam trajando a fantasia da ala.

Outra regra mantida é a proibição do uso de animais vivos, de qualquer espécie, inclusive para tração de carros alegóricos. Também fica vetada a apresentação de componentes com genitália à mostra, seja decorada ou pintada.

No quesito musical, a bateria segue restrita aos instrumentos tradicionais do samba: instrumentos de sopro ou efeitos sonoros similares estão proibidos, com exceção apenas dos apitos utilizados pelos diretores de bateria.

Alegorias, tripés e limites técnicos

O regulamento de 2026 determina que as escolas do Grupo Especial devem desfilar com no mínimo quatro e no máximo seis alegorias. É permitida a acoplagem de carros apenas em uma alegoria. Caso haja falha que provoque a separação e faça a escola ultrapassar o limite máximo, haverá penalização.

Além disso, cada agremiação poderá apresentar, de forma facultativa, até três elementos cenográficos (tripés), motorizados ou empurrados, com no máximo dois componentes sobre cada um, sem contar os elementos usados na comissão de frente.

Comissão de Frente e camisetas no desfile

A Comissão de Frente deverá ter entre 10 e 15 componentes, todos visíveis durante as apresentações em frente aos módulos de julgadores.

Já em relação ao uso de camisetas, o regulamento impõe limites claros: até 30 componentes, à frente do desfile, com camisetas da escola ou trajes da diretoria; até 100 componentes, apenas na parte final do desfile, com camisetas de apoio, amigos da escola ou similares.

O descumprimento dessa regra pode resultar em uma multa de R$ 250 mil.

Proibição de merchandising e uso de microfones

Um dos pontos mais sensíveis do regulamento segue sendo a proibição total de merchandising, implícito ou explícito, em enredos, alegorias, fantasias, alas, destaques ou no samba-enredo. As únicas exceções são: marcas nas vestimentas dos empurradores de alegorias; prospectos com letras do samba; marcas dos fabricantes nos instrumentos da bateria.

Também está rigorosamente proibido o uso de microfones para citações promocionais de patrocinadores ou falas com teor depreciativo ou que comprometam a seriedade do espetáculo durante o desfile.

Penalizações podem pesar no resultado

O regulamento prevê penalizações severas em caso de descumprimento. Infrações como número insuficiente de ritmistas, baianas, irregularidades na comissão de frente ou uso indevido de instrumentos podem gerar perda de 0,5 ponto por item infringido.

No caso das alegorias e tripés, as punições variam conforme a irregularidade, também com descontos de 0,5 ponto. Já o descumprimento das regras de merchandising pode resultar em perda de até 2,0 pontos, uma punição considerada gravíssima no sistema de julgamento.

O uso indevido de microfones pode acarretar desconto de 1,0 ponto, enquanto o excesso de camisetas resulta diretamente em penalidade financeira.

Desfiles do Grupo Especial do Rio terão início às 21h45 nos três dias do Carnaval 2026

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A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) divulgou o regulamento oficial dos desfiles do Grupo Especial para o Carnaval 2026, trazendo a confirmação dos horários de início, a divisão das escolas por dia e detalhes operacionais importantes para a logística das agremiações na Marquês de Sapucaí.

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Foto: Reprodução de TV

De acordo com a entidade, os desfiles do Grupo Especial terão início sempre às 21h45, no domingo (15), segunda-feira (16) e terça-feira (17) de fevereiro de 2026. Ao todo, 12 escolas de samba disputarão o título, divididas igualmente em três noites, com quatro agremiações por dia.

Ordem dos desfiles

Domingo – 15 de fevereiro de 2026

21h45 – Acadêmicos de Niterói
Entre 23h20 e 23h30 – Imperatriz Leopoldinense
Entre 0h55 e 1h15 – Portela
Entre 2h30 e 3h – Estação Primeira de Mangueira

Segunda-feira – 16 de fevereiro de 2026

21h45 – Mocidade Independente de Padre Miguel
Entre 23h20 e 23h30 – Beija-Flor de Nilópolis
Entre 0h55 e 1h15 – Unidos do Viradouro
Entre 2h30 e 3h – Unidos da Tijuca

Terça-feira – 17 de fevereiro de 2026

21h45 – Paraíso do Tuiuti
Entre 23h20 e 23h30 – Unidos de Vila Isabel
Entre 0h55 e 1h15 – Acadêmicos do Grande Rio
Entre 2h30 e 3h – Acadêmicos do Salgueiro

Os horários intermediários são estimados e podem variar de acordo com a evolução dos desfiles ao longo da noite.

Regras de concentração

O regulamento também detalha os pontos de concentração das escolas, organizados de acordo com a posição de desfile:

Escolas em posições pares deverão se concentrar pela lateral do Setor 01, no sentido do edifício Balança Mas Não Cai.

Escolas em posições ímpares farão a concentração a partir do prédio do Juizado de Menores, no sentido dos prédios da CEDAE e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

A primeira escola de cada dia poderá se concentrar diretamente na Área de Armação, localizada antes do portão de início do desfile.

Tempo de desfile

Cada escola terá um tempo mínimo de 70 minutos e máximo de 80 minutos para cruzar a Avenida, mantendo o padrão adotado nos últimos carnavais e exigindo precisão no andamento dos desfiles.

Com a divulgação do regulamento, as escolas entram definitivamente na reta final de preparação para o Carnaval 2026, ajustando logística, evolução e estratégia para brilhar na Sapucaí a partir das 21h45, horário que promete marcar novamente o início das noites mais aguardadas do espetáculo carioca.

‘Ritmo Feroz’ comanda reencontro emocionante da Porto da Pedra nas ruas de São Gonçalo

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Por Rhyan de Meira e Alícia Oliveira

Com o enredo “Das Mais Antigas da Vida, o Doce e Amargo Beijo da Noite”, assinado pelo carnavalesco Mauro Quintaes em parceria com o enredista Diego Araújo, a Porto da Pedra promoveu, na noite do último domingo, um forte reencontro com sua comunidade em São Gonçalo. O ensaio de rua aconteceu na Rua Dr. Feliciano Sodré, em frente à antiga Prefeitura, reunindo componentes, segmentos da escola e moradores da cidade a partir das 19h30. Disputando a Série Ouro, o Tigre mostrou organização, canto e envolvimento popular, dando os primeiros contornos do desfile que pretende levar à Marquês de Sapucaí um tema ousado, sensível e socialmente potente, reafirmando a tradição da escola em abordar narrativas que dão voz a personagens historicamente marginalizadas.

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Fotos: Rhyan de Meira e Alícia Oliveira/CARNAVALESCO

Para o Carnaval 2026, a Porto da Pedra mergulha em uma narrativa que transita entre o sagrado e o profano, o luxo e a exclusão, a noite e a resistência feminina. O enredo propõe uma reflexão profunda sobre as vivências das mulheres que atuam no que popularmente se chama de “vida”, revelando o doce e o amargo de suas trajetórias, suas representações na arte, na literatura e na música, além da luta por dignidade, direitos e respeito.

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente apresentou uma coreografia bem sincronizada e alinhada, demonstrando entrosamento entre os componentes e clareza nas ações coreográficas. Mesmo sem a utilização de elementos cênicos complexos, o grupo conseguiu marcar bem o espaço na pista, com movimentos executados de forma conjunta e leitura musical compatível com o samba, criando impacto visual e contribuindo para a condução do ensaio.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Rodrigo França e Joyce Santos, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Porto da Pedra, mostraram boa sintonia logo neste primeiro ensaio de rua. Rodrigo conduziu a dança com atenção constante à porta-bandeira, enquanto Joyce apresentou giros seguros e boa condução do pavilhão, mantendo diálogo corporal durante toda a apresentação.

“Vou falar igual a jurado: o quesito Porto da Pedra é nota 10! Eu e o Rodrigo conseguimos encontrar um consenso muito bonito. Ele é tradicional, tem 20 anos de Porto da Pedra. Eu tenho 24 anos de escola, mas este é o meu primeiro ano como porta-bandeira e também minha estreia na avenida”, disse Joyce.

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Rodrigo reforçou a intensidade do trabalho e a responsabilidade de conduzir a estreia da parceira. “Os ensaios estão sendo bem intensos, graças a Deus. E eu agradeço por isso, porque mostra que o trabalho está sendo feito com muito detalhe. É a estreia da minha porta-bandeira, e isso também traz uma responsabilidade especial”.

HARMONIA

O canto da comunidade foi um dos pontos positivos do ensaio. O samba foi bem entoado ao longo do percurso, com rendimento mais forte nos refrões e nas estrofes mais conhecidas, quando o volume cresceu de forma perceptível. A participação do intérprete Wantuir, junto ao carro de som, ajudou a manter a escola conectada ao andamento do samba. O próprio intérprete destacou a força da obra e da comunidade gonçalense.

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“O samba é maravilhoso. A escola, todo mundo já sabe, a força da comunidade, o samba sensacional. É um novo enredo, um baita enredo e um dos melhores do grupo de acesso”, destacou Wantuir.

EVOLUÇÃO

A evolução aconteceu de forma organizada, com a escola caminhando de maneira fluida ao longo do percurso. As alas desfilaram com conforto, sem registros de buracos relevantes, e muitos componentes sambaram soltos, valorizando o conjunto. A leitura de espaço foi clara, contribuindo para um ensaio controlado e bem distribuído.

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SAMBA

O samba apresentou bom rendimento neste primeiro ensaio de rua. A obra respondeu de forma positiva ao canto da comunidade, principalmente nos momentos de maior identificação coletiva. O carro de som manteve o andamento estável, permitindo que a escola sustentasse o canto sem oscilações perceptíveis ao longo do trajeto.

OUTROS DESTAQUES

A bateria “Ritmo Feroz”, comandada pelo mestre Pablo, foi um dos grandes destaques da noite. As bossas apareceram de forma clara e bem encaixadas ao samba, mostrando um trabalho consistente já neste início de temporada. Confiante, o mestre de bateria projetou um Carnaval competitivo para a escola.

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“A gente está ensaiando bastante e, quando você tem bastante ensaio, tem bastante garra, e isso é uma característica da nossa comunidade de São Gonçalo”.

A comunidade, apaixonada pelo samba, a rainha Andrea Andrade, a bateria e todo o ensaio deixaram a impressão de uma Porto da Pedra motivada, com trabalho em evolução e uma equipe presente, dando os primeiros passos com confiança rumo ao Carnaval 2026.

“A bateria está afinadíssima, com bastante bossas bacanas, bem elaboradas. Pode esperar um show, não apenas uma simples apresentação de bateria. Eu faço questão de entregar um espetáculo para quem está assistindo”, disse o mestre.

Beija-Flor transforma o Baródromo em um mar azul e branco e prova que o samba de 2026 já caiu na boca do povo

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A Beija-Flor levou no último domingo sua força e seu samba para a roda que aconteceu no Baródromo, tradicional reduto do carnaval no Maracanã, e transformou não só o bar, mas toda a rua ao redor em um verdadeiro ensaio a céu aberto. O espaço ficou pequeno diante da multidão que lotou a via, que ficou abarrotada de gente ansiosa para cantar, dançar e vibrar com a azul e branca de Nilópolis. A escola marcou presença com seus intérpretes oficiais, Nino e Jéssica, a bateria “Soberana”, comandada por mestre Rodney, e o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Selminha Sorriso e Claudinho. O resultado foi um coro impressionante, com o samba-enredo de 2026 sendo cantado do início ao fim pelo público, confirmando que a obra já ultrapassou os limites da quadra e do streaming e ganhou as ruas.

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Fotos: Carolina Freitas/CARNAVALESCO

Questionado sobre o fato de o samba já estar na boca do povo, mestre Rodney fez questão de ressaltar a confiança construída desde o início do processo. “Eu não quero ser presunçoso nem pretensioso, mas a gente sempre soube do potencial do samba. A verdade é que tivemos uma safra muito boa, graças a Deus, mais uma. Sabíamos do potencial do samba e tivemos a felicidade de fazer uma junção perfeita. Temos um grande samba e sabíamos que ele iria brigar no topo, como aconteceu. Agora é esperar a hora certa, com Deus nos abençoando, de brigar por mais um carnaval”.

Para a intérprete Jéssica, a recepção calorosa tem relação direta com a força do enredo. “A gente está muito feliz. Sabemos que o enredo do Bembé é um enredo muito bom, que fala de ancestralidade, da cultura brasileira. Isso é maravilhoso. Estar trazendo isso da Bahia para o Rio de Janeiro está sendo o máximo, brilhante. Graças a Deus, a galera está abraçando com muito carinho, com muito amor, com muita fé e muito axé. Eu estou muito feliz mesmo”.

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O intérprete Nino reforçou a sintonia com a parceira de microfone e o peso do samba no trabalho da escola. “Posso usar as palavras da Jéssica como minhas, porque a gente sabe que, no decorrer de todo o trabalho do carnavalesco, o samba conta muito no início. E, graças a Deus, em 2026 eu e ela estamos bem protegidos com esse sambão que todo mundo já abraçou”.

Um dos autores do samba e primeiro mestre-sala da Beija-Flor, Claudinho, falou com emoção redobrada ao ver a reação do público. “Para a gente é gratidão. Eu sou um dos autores do samba, por isso é uma emoção a mais. Como primeiro mestre da escola, isso mostra que a escola acertou no samba-enredo. O samba-enredo é 50% do carnaval, é 50% da escola. Ter acertado esse samba-enredo é maravilhoso. A gente vem do campeonato do samba do Laíla, que marcou a história e nos sagrou campeões. E, neste ano, buscando o bicampeonato, a gente se depara com esse samba maravilhoso. A escola fez uma ótima escolha”.

Ele ainda destacou o impacto popular da obra. “Hoje é o resultado disso tudo: o samba bateu um milhão de visualizações no streaming e, onde você chega, todo mundo canta o samba da Beija-Flor. Aqui no Baródromo, um lugar maravilhoso, cheio de sambistas, ver todo mundo cantando o samba da Beija-Flor de 2026 é uma emoção que não tem tamanho. Agora é esperar o dia do desfile e o ensaio técnico, que eu acho que vai ser outro sacode”.

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Selminha Sorriso, um dos maiores símbolos da escola, fez uma reflexão profunda sobre o enredo e sua conexão com o público. “Quando é um enredo bem desenvolvido, quando ele toca o coração do corpo do samba, é muito gratificante. Sambas que falam da nossa gente, da nossa história, da nossa sociabilidade, seja cultura, culinária, personagens, fatos… exaltam a resistência do nosso povo. A gente se identifica e abraça”.

Ela apontou ainda o caráter histórico do samba. “É histórico. Todo samba que mexe com a gente é sempre aclamado desde o começo, desde que é escolhido até o dia do desfile”.

A porta-bandeira também falou sobre a importância de apresentar o Bembé do Mercado ao Brasil e ao mundo. “Agora, muitos países, e até o próprio Brasil, vão conhecer o que é o Bembé do Mercado, que é o modo carinhoso de chamar o candomblé. O candomblé é uma religião de matriz africana que ainda é perseguida e discriminada, mesmo no século XXI. Vamos mostrar que o Estado é laico, que as religiões têm que ser respeitadas e que o amor e a fé têm que mover esse mundo”.

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Um dos grandes destaques da festa foi a bateria “Soberana”, que deu um verdadeiro show e levantou a galera. Responsável pelo espetáculo, mestre Rodney também fez um balanço do desempenho da bateria neste início de temporada. “Eu estou contando todos os ensaios. Existe, sim, uma ansiedade para o primeiro ensaio na Sapucaí. A gente está com um trabalho em uma crescente muito boa, é gradativo. Conseguimos uma unidade muito forte, e isso é importante”, avaliou.

O mestre destacou ainda que o momento agora é de ajustes finos, pensando no julgamento e na excelência que a escola busca ano após ano. “Agora é esperar o ensaio técnico para ajustar o pé, para chegar no dia do desfile e fazer um grande desfile, alcançar mais uma vez a gabaritação máxima e, se Deus quiser, ganhar o carnaval”, completou.

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Sobre a pressão pelo bicampeonato, Rodney foi direto. “Nós somos brasileiros, não fugimos nunca da luta. Estamos acostumados a lidar com pressão e vai dar tudo certo. Com Deus nos abençoando, vai vir mais uma estrela para o nosso pavilhão, se Deus quiser”.

Jéssica reforçou o clima de união. “Estamos trabalhando arduamente, correndo atrás do melhor para a Beija-Flor, obviamente querendo alcançar o bicampeonato. Seja tudo o que Deus quiser. Eu e o Nino somos muito parceiros, temos uma parceria incrível, junto com o nosso diretor Betinho do Cavaco, o diretor Marino, o nosso presidente Almir Reis e toda essa comunidade maravilhosa”.

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Nino celebrou o alcance do samba. “O samba está na boca do Brasil, na boca do povo, com mais de um milhão de visualizações em todas as plataformas digitais. É só gratidão a Deus, ao nosso amado presidente Almir, à nossa equipe, à diretoria e a toda essa comunidade maravilhosa nilopolitana, que não canta, berra”.

Claudinho também fez um balanço do trabalho feito até aqui ao lado da companheira Selminha, simbolizando a confiança em um bom desempenho final. “É maravilhoso. A gente está ensaiando muito. Além disso, este ano a gente completa 30 anos juntos, então é um ano especial para nós. A cada ano a gente vem se superando dentro da dança, trazendo algumas inovações, mas sem perder a tradição, para conquistar o jurado. Neste ano, na Marquês de Sapucaí, através da Liga, teremos um julgamento em 360 graus, com jurados de um lado, do outro e também o público. Vai ter sorteio, mas a gente está preparando um trabalho muito legal, trabalhando forte, para conseguir alcançar os 40 pontos”.

A emoção tomou conta de Selminha ao observar o público. “Eu comecei a chorar quando vi aquela multidão de macumbeiros gritando samba da Beija-Flor, inclusive pessoas com camisa de outras escolas. Isso é o Baródromo. É uma confraternização de sambistas, é o amor pelo samba”.

Além de celebrar o sucesso do samba, Jéssica também destacou a importância da representatividade feminina à frente do carro de som no carnaval. Única mulher entre os intérpretes oficiais das escolas, ela falou com emoção sobre ocupar esse espaço histórico. “Eu estou muito feliz, em primeiro lugar, por ser a única mulher e estar ao lado de 12 intérpretes maravilhosos, que são referências. São intérpretes que eu admirava muito antes mesmo de entrar em uma escola de samba”, afirmou.

A cantora ressaltou o peso simbólico de sua presença e a responsabilidade de abrir caminhos. “Para mim, está sendo um orgulho gigantesco, algo muito gratificante. Que o samba possa abrir mais vagas para mulheres também à frente, como intérpretes oficiais”.

A intérprete ainda reforçou que sua trajetória na Beija-Flor vai além do momento atual e revelou seu desejo ambicioso para o futuro. “Eu costumo dizer nas minhas entrevistas que eu não quero ser apenas mais uma. Eu quero criar um nome junto com a Beija-Flor e permanecer, como o nosso mestre Anísio fala, por mais 50 anos na escola, assim como foi o nosso mestre Neguinho”.

O evento também foi palco de histórias que traduzem a paixão pela Beija-Flor. Raquel Antunes, 54 anos, torcedora da Viradouro e moradora de São Gonçalo, levou a sogra, Maria das Neves, de 78 anos, fanática pela escola de Nilópolis, para viver uma tarde especial. “Desfilo na Viradouro desde 2019 e, neste ano, virei como componente de um dos carros. Amo samba e levo minha sogra para me acompanhar. Já a levei no ensaio de rua da Beija-Flor e na Sapucaí ano passado, onde ela pôde ver sua escola ser campeã. Até dei de presente a ela essa blusa que ela está usando”, contou Raquel.

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Emocionada, Maria das Neves resumiu o sentimento do dia. “Amo de paixão a Beija-Flor desde sempre! Meu sonho é conhecer a quadra da escola antes que Deus me leve, e estou querendo fazer isso este ano. Quando conheci o Neguinho, fiquei tão emocionada que mal consegui falar com ele ou tirar uma foto. Meu medo é ter um piripaque de tanta emoção assim que pisar na quadra, mas preciso realizar esse sonho. Hoje foi incrível aqui, sou muito grata à minha nora”.

‘Não é substituição, é legado’! Zé Paulo fala sobre Portela, pertencimento e identidade no microfone

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Assumir o microfone de uma escola como a Portela nunca é um gesto simples. Ainda mais quando o contexto envolve perdas, afetos e a necessidade de manter viva uma história que ultrapassa nomes e vozes. Ícone do carro de som do carnaval, Zé Paulo da Portela fala com franqueza sobre o momento que vive na escola de Madureira, o crescimento do samba, a parceria com o mestre Vitinho e o desafio de conciliar dois compromissos sem perder rendimento. Mais do que técnica, o intérprete expõe sentimento, identidade e responsabilidade.

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Foto: Juliane Barbosa/CARNAVALESCO

Ao comentar a chegada ao carro de som da Portela em um momento tão delicado, Zé Paulo deixa claro que a situação nunca foi encarada como uma substituição direta, mas como um encontro necessário com a própria história.

“Eu estou muito feliz, porque é prazeroso demais estar cantando na escola do meu coração. Eu comecei a cantar por causa da Portela, por causa de um samba específico dessa escola. Me sinto muito honrado de estar aqui como portelense. Eu não estou no lugar do Gilsinho. Infelizmente, aconteceu isso com um amigo nosso, com um irmão de profissão, foi tudo muito repentino. Eu tive a sorte de ter cantado o samba na eliminatória, isso facilitou um pouco a escolha da escola, e também a conversa com a União de Maricá para que eu pudesse fazer as duas escolas e para que as ligas se entendessem. Ao mesmo tempo que é muito prazeroso, é triste, porque a gente perdeu um irmão. Não é substituição. É uma forma de a gente se encontrar para manter o legado dele. É muito difícil, porque ele não exime o cantor, não exime o compositor e não exime o músico. Eu vou tentando colocar um pouco da minha identidade. Eu sei que tem gente que não curte muito, mas é o meu jeito. Eu não vou mudar, porque já estou há 40 anos fazendo isso e vou continuar fazendo”.

Com o samba crescendo nos ensaios e sendo apontado como um dos destaques do ano, o intérprete vê o momento com serenidade e senso coletivo, destacando o ambiente interno da escola como fator decisivo.

“O sentimento é de trabalho bem feito. Não só na eliminatória, mas também em tudo o que a gente vem fazendo nos ensaios. Somos uma família mesmo, a gente se ajuda muito. O dia em que um não está bem, o outro compensa. Acho que isso é o mais importante da Portela hoje: ter noção do que a gente tem que fazer. O samba está subindo de proporção na hora certa, e quando a gente chegar no desfile, vai estar 100%”.

A relação com o mestre de bateria Vitinho aparece como um dos pilares desse processo. Mais do que parceria profissional, Zé Paulo aponta uma conexão construída ao longo de anos de trabalho conjunto.

“Vitinho é um irmão. A gente trabalha junto há muitos anos, gravando, fazendo eliminatórias, produções de disco e tudo mais. É uma irmandade mesmo. O fato de sermos amigos próximos faz com que a gente converse muito, troque muito, e isso deixa tudo mais fácil. Ele é um cara sensacional, tem a mesma vibe que a minha”.

Dividido entre Portela e União de Maricá, Zé Paulo não romantiza o esforço físico, mas reforça que o amor pelo que faz sustenta a rotina intensa.

“Falar que é fácil, não é. É cansativo. Mas quando a gente faz o que ama, existe prazer e dedicação. Quando eu cheguei aqui, estava bem cansado, o final de semana foi muito intenso. Mas eu pensei: eu tenho irmãos aqui também. A gente se ajuda, vai para cima, tira força de onde não tem para fazer acontecer. Amanhã a gente descansa”.

Mais do que responder sobre técnica ou rendimento, Zé Paulo da Portela deixa claro que o momento vivido na escola passa por pertencimento, memória e verdade artística. Sem tentar ocupar espaços que não lhe cabem, o intérprete sustenta sua trajetória com identidade própria, consciente de que, no carnaval, cantar também é um ato de respeito à história e, sobretudo, de continuidade.

Cidade Líder revisita desfiles marcantes de Paulo Barros em ensaio técnico e promete surpresas

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Por Letícia Sansão e Will Ferreira

O Anhembi vai reviver grandes momentos da história do Carnaval, é o que promete a Primeira da Cidade Líder, que realizou seu ensaio técnico no último domingo. A escola apresentou uma proposta ambiciosa para 2026: revisitar grandes desfiles que marcaram a carreira de Paulo Barros. A Primeira da Cidade Líder será a décima escola a desfilar no sábado, 7 de fevereiro, pelo Grupo de Acesso II. O ensaio deixou claro que prometem inovar, assim como o homenageado do enredo.

O diretor de carnaval, Rodrigo Minuetto, falou sobre o projeto: “Todo mundo é fã do trabalho do Paulo Barros e da forma de fazer carnaval, então todos os grandes carnavais feitos por ele vão passar nessa avenida”, prometeu.

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Em um panorama geral, o que se pôde observar são referências claras e uma leitura objetiva do enredo “Paulo Barros, o Gênio do Carnaval”.

O esquenta já antecipava essa leitura, com sambas de desfiles assinados por Paulo Barros, como Unidos da Tijuca 2010 e 2014 e também Viradouro 2007. Ao longo do ensaio, referências diretas a esses carnavais surgiram de forma recorrente.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

COMISSÃO DE FRENTE

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O homenageado é conhecido por revolucionar o quesito, então naturalmente eleva a expectativa em torno da comissão de frente. E o primeiro ensaio da Cidade Líder indicou uma aposta em coreografias sobre um elemento alegórico. Foi possível observar um carro com encenações em cima, além da presença de um ator representando o carnavalesco, que surgia em diferentes momentos da apresentação, entrando e reaparecendo sobre o elemento.

A dinâmica indica possíveis surpresas guardadas para o desfile oficial. Questionado durante o ensaio sobre a possibilidade de troca de figurinos, como na consagrada comissão de frente da Unidos da Tijuca em 2010, um dos coreógrafos respondeu com o próprio enredo de 2010: “É Segredo!”, mantendo o suspense em torno do quesito.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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O casal Fabiano Dourado e Sandra de Jesus foi à avenida fantasiado de Mulher-Maravilha e Super-Homem. A escolha também dialoga diretamente com o Carnaval da Unidos da Tijuca em 2010, quando Paulo Barros explorou o universo das identidades secretas dos super-heróis. A apresentação seguiu os movimentos tradicionais do quesito.

HARMONIA

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A escola apresentou bom rendimento de canto ao longo da pista, com alas respondendo bem aos chamados coreográficos que incentivavam a participação das arquibancadas. Um dos momentos de maior interação aconteceu no trecho do samba em que se canta “o povo aplaudiu”, quando os componentes interagem diretamente com o público. Em uma possível arquibancada Monumental cheia, o trecho mostra potencial de crescimento para o desfile oficial.

EVOLUÇÃO

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A evolução da Primeira da Cidade Líder se mostrou organizada ao longo da pista e com alguns elementos alegóricos já estruturados. O carnavalesco Anderson Rodrigues falou sobre o que podemos esperar:

“Estamos falando de um cara que é revolucionário, que é o Paulo Barros, então você pode esperar surpresa em todos os lugares. Vai ser um desfile incrível”.

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Foram cerca de 50 minutos de ensaio, o limite para as agremiações do Acesso II. As alas apresentaram coreografias simples, mas bem executadas, dialogando com o samba e com as chamadas feitas pelo intérprete. Em muitos momentos, essas coreografias ajudaram a puxar a arquibancada.

SAMBA

De fácil assimilação, o samba-enredo mostrou boa comunicação com os componentes e com o público. A obra cumpre o papel de narrar o enredo de forma objetiva, conduzindo a homenagem por meio das referências aos grandes desfiles do carnavalesco, sem dificuldades de entendimento ao longo do ensaio.

OUTROS DESTAQUES

A bateria, comandada pelo mestre Ale, não realizou recuo, característica comum a escolas com menos componentes. Apresentou arranjos bem encaixados ao longo da pista. O destaque ficou para a caixa rufada, que se sobressaiu no conjunto musical e fez recordar as antigas batucadas paulistanas.

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Durante todo o ensaio, vimos referências a enredos históricos de Paulo Barros. Uma delas remeteu diretamente ao desfile da Unidos da Tijuca em 2011, “Esta Noite Levarei Sua Alma”, com elementos ligados ao medo, terror e cinema. Inclusive, houve a presença de um carro alegórico simulando um barco com monstros e fantasmas em cima, em clara alusão ao abre-alas daquele carnaval. O intérprete Thiago Melodia também apareceu caracterizado com maquiagem aterrorizante e irreconhecível.

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Outro momento facilmente reconhecível foi a aparição de um sósia de Michael Jackson, referência recorrente nos desfiles assinados por Paulo Barros. O carnavalesco já utilizou o Rei do Pop em pelo menos quatro desfiles — Unidos da Tijuca 2005, 2006, 2010 e 2012 —, recriando coreografias inspiradas em “Thriller”.

Também houve menção ao histórico Carnaval de 2014 da Unidos da Tijuca, o “Acelera, Tijuca”, com a presença de Ayrton Senna em um carro de Fórmula 1 no meio da bateria.

Camisa 12 exibe força musical no Anhembi, mas harmonia ainda pede ajustes

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Por Naomi Prado e Will Ferreira

A Camisa 12 realizou seu primeiro treino no Sambódromo do Anhembi, dando início à preparação para o desfile de 2026. A escola concluiu sua apresentação em 56 minutos. A comunidade ainda precisa realizar ajustes no quesito harmonia para o próximo ensaio. A escola será a primeira a desfilar no domingo de carnaval pelo Grupo de Acesso 1. A Camisa 12 levará para a avenida o enredo “Princesas Nagô, Rainhas do Brasil – A origem da fé, herança de Ketu”, assinado pelo carnavalesco Delmo de Moraes.

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COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente, liderada pelo coreógrafo Walmir Rogério, apresentou uma proposta coerente com o enredo. Os bailarinos, vestidos com peças inferiores em tecido afro, meninos sem camisa e meninas com top preto, apostaram em uma coreografia diretamente ligada à letra do samba.

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Três personagens centrais representaram as princesas nagô, homenageadas da escola no Carnaval de 2026, e tiveram grande destaque durante a apresentação nos módulos. Em determinado momento, as três são cercadas pelos demais integrantes da comissão e avançam à frente, enquanto os outros apontam em sua direção, simbolizando uma saudação. A ala também utilizou expressões corporais e vocais durante os movimentos, com a emissão de gritos ritualísticos.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Steffany e Luã apostaram em uma apresentação marcada pelo sincronismo. Em um dos momentos da coreografia, a dupla avança para a cabine do jurado, enquanto o mestre-sala executa um passo que remete ao orixá Oxalá e a porta-bandeira acentua o gingado de acordo com a melodia do samba. Esse movimento, se realizado com maior precisão e cautela, pode evitar que, em condições climáticas adversas, o pavilhão se enrole.

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No dia do ensaio, o clima esteve favorável, o que facilitou o desfraldar da bandeira. Vestidos de azul, Steffany e Luã realizaram um bom ensaio técnico.

HARMONIA

A Camisa 12 precisa de atenção especial no quesito harmonia. Os componentes do primeiro setor apresentaram um desempenho satisfatório ao longo da pista; já no último setor, muitos integrantes demonstraram não dominar completamente a letra do samba, o que deixou o canto irregular.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Vale destacar que os refrões são bem cantados por toda a escola, especialmente nos momentos em que a bateria executa as bossas. Ainda assim, a parte musical da Camisa 12 tem potencial para extrair um canto muito mais intenso do que o apresentado neste ensaio.

EVOLUÇÃO

Apesar de algumas alas ainda não dominarem a letra completa do samba, foi possível perceber um bom trabalho da equipe de harmonia na evolução da agremiação. Os componentes desfilaram com adereços de mão, como bexigas, realizaram coreografias gerais nos refrões do samba-enredo e apresentaram alas coreografadas.

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O andamento da escola foi contínuo, cadenciado e sem grandes oscilações. Os integrantes da Camisa 12 desfilaram alinhados, mas sem algo robotizado: mostraram-se descontraídos e com liberdade para brincar o carnaval.

SAMBA-ENREDO

Com um dos sambas-enredo mais fortes do Grupo de Acesso 1, a Camisa 12 foi assertiva em sua escolha. A obra, composta por Turko, Maradona, Cláudio Russo, Imperial, Silas Augusto e Rafa do Cavaco, apresenta uma melodia empolgante e de fácil assimilação. Já nas primeiras passagens, ao menos os refrões do meio e o principal rapidamente ficam na boca do povo.

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O samba possui grande potencial de crescimento e extrapola os limites da própria escola, estimulando também o público a cantar junto. A letra traduz com clareza a proposta do enredo, tornando o conjunto do trabalho de fácil leitura para os jurados.

Os intérpretes Tim Cardoso e Clovis Pê conduziram o samba de forma alegre e segura, com boa dicção e afinação.

Ao CARNAVALESCO, os cantores fizeram um balanço sobre esse primeiro ensaio técnico. “Para nós que estamos no carro de som, a gente tem ideia daquilo que está ali apenas. Quando percebi várias pessoas na arquibancada vibrando e gostando, foi o sinal de que está funcionando. Às vezes a gente cria uma falsa impressão. Na minha visão, o carro de som foi sensacional, tudo muito afiado. Mas teve um momento em que eu esqueci algo, e o Tim Cardoso me salvou. Isso mostra como a sincronia é fundamental, porque, senão, não funciona”, diz Clovis Pê.

“Superou as expectativas. A gente veio com uma coisa na cabeça e, quando chegou aqui, estava muito melhor do que a gente imaginava. Graças a Deus, foi o primeiro passo e foi com o pé direito”, completa Tim Cardoso.

OUTROS DESTAQUES

A bateria, comandada pelo mestre Lipe, foi mais uma vez o grande destaque da agremiação. Com bossas bem definidas, naipes afinados e acentuados, os ritmistas apresentaram um trabalho de excelência. A rainha de bateria, Vanessa Aggio, e a madrinha Ana surgiram com figurinos luxuosos à frente dos ritmistas.

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Destaque também para o quadro de musas da escola, que apostou em carisma, brilho nas fantasias e bom entrosamento com o samba.

Embratur e Ministério da Cultura garantem apoio ao Carnaval do Rio com repasse de R$ 12 milhões às escolas do Grupo Especial

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A Embratur, o Ministério da Cultura e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) assinaram, nesta segunda-feira, na Cidade do Samba, o termo de cooperação que assegura o apoio do Governo do Brasil à realização dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. O acordo prevê o repasse de R$ 12 milhões, distribuídos de forma igualitária entre as 12 agremiações.

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O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, ao lado do presidente da Liesa Gabriel David, do diretor Elmo, da ministra das Mulheres, Marcia Lopes, e Cassius Rosa, do Ministério da Cultura. Foto: Marcio Menasce/Divulgação

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, destacou o papel estratégico do Carnaval na promoção internacional do Brasil e na geração de emprego e renda.

“O Carnaval da Sapucaí é uma vitrine do Brasil. É a nossa imagem para mais de 160 países. Investir nesse evento é fortalecer a nossa imagem no exterior, impulsionar o turismo e garantir que essa cadeia econômica continue gerando emprego e renda para milhares de pessoas”, disse Freixo.

Cassius Rosa, secretário executivo adjunto do Ministério da Cultura, ressaltou a importância do apoio público à maior manifestação cultural do país.

“O Carnaval é patrimônio cultural brasileiro e política pública. Esse apoio reafirma o compromisso do Governo do Brasil com a cultura popular, com os trabalhadores do Carnaval e com a preservação dessa tradição que move o país”, declarou.

Já o presidente da Liesa, Gabriel David, celebrou a parceria e a previsibilidade garantida às escolas de samba.

“O Carnaval é uma das principais manifestações culturais do país e as escolas de samba movimentam a economia não apenas no período dos desfiles, mas o ano todo, com ensaios, feijoadas e outras atividades culturais e sociais. Isso sem falar na geração de empregos, com uma imensa cadeia produtiva que atua nos barracões, criando e desenvolvendo o maior espetáculo da Terra”, celebrou Gabriel.

O apoio federal ao Carnaval do Rio tem sido mantido nos últimos anos e reforça o evento como um dos maiores espetáculos culturais do planeta, com forte impacto turístico, econômico e simbólico para a cidade e para o Brasil.

Colorado do Brás invoca força ancestral em ensaio técnico marcante

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Por Gustavo Mattos, Letícia Sansão e Will Ferreira

O Anhembi foi tomado por símbolos, gritos ritualísticos e uma atmosfera de encantaria na noite em que a Colorado do Brás realizou seu ensaio técnico rumo ao Carnaval de 2026. Sob a presidência de Antônio Carlos Borges, o KA, a escola apresentou um trabalho coeso, organizado e carregado de significado, traduzindo na pista a potência do enredo “A Bruxa está solta – Senhoras do Saber renascem na Colorado”, desenvolvido pelo carnavalesco David Eslavick.

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Com a proposta de ressignificar a figura historicamente perseguida da mulher sábia, a Colorado transformou o ensaio em um verdadeiro manifesto visual e sonoro. A narrativa apresentada reforçou a ideia de que a bruxa deixa de ser alvo da fogueira para assumir o posto de rainha, com o caldeirão fervendo liberdade, resistência e ancestralidade. A escola será a 2ª a desfilar na sexta-feira pelo Grupo Especial e volta à pista para novo ensaio no domingo, 01 de fevereiro, às 18h30.

COMISSÃO DE FRENTE

Coreografada por Paula Gasparini, a comissão de frente apresentou uma leitura clara e teatral do enredo. Os componentes vieram caracterizados como bruxas, com maquiagem carregada, expressões marcantes e gestual ritualístico. Um tripé foi utilizado como elemento central da apresentação, delimitando espaço na pista e servindo de base para a movimentação do mago, personagem que conduziu parte da narrativa.

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O caldeirão foi o grande símbolo da coreografia. Em diversos momentos, os integrantes se posicionaram ao redor dele, executando movimentos circulares com as mãos, como se invocassem forças ancestrais. Em pontos específicos, o mago desceu do tripé, aproximou-se do caldeirão e realizou a ação de mexê-lo, reforçando a ideia de ritual coletivo. Os gritos emitidos durante a coreografia criaram impacto sonoro e dialogaram com a proposta de intimidação e resistência, como se as bruxas assumissem o controle do espaço.

Na Arquibancada Monumental, o mago foi erguido pelos integrantes, em uma imagem simbólica que sugeriu a inversão de poder: aquele que antes julgava passa a ser conduzido pelas forças que tentou silenciar. A comissão conseguiu ocupar bem a pista, mantendo clareza narrativa e conexão direta com o enredo apresentado.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Bruno Mathias e Jéssika Barbosa realizou uma apresentação segura e alinhada tecnicamente. Houve sincronia constante entre os movimentos, com o mestre-sala valorizando a porta-bandeira em seus giros e deslocamentos, mantendo o olhar atento e o corpo sempre a serviço da bandeira. Jéssika apresentou controle nos giros, com boa sustentação do pavilhão e leitura precisa do samba, evitando que a bandeira perdesse desenho ao vento. Bruno trabalhou com variações coreográficas que dialogaram com os momentos do samba, alternando proteção, cortejo e marcações mais incisivas, sem se colocar de costas para a porta-bandeira ou comprometer a comunicação entre o casal.
O conjunto apresentou fluidez, respeito aos fundamentos e presença cênica, contribuindo para o impacto visual do ensaio e reforçando a identidade da escola.

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“O ensaio teve um saldo muito positivo e mostrou a evolução do trabalho construído ao longo do tempo. Apesar do estranhamento inicial natural diante do novo, os ensaios específicos no Anhembi ajudaram no entrosamento, e agora o foco está no refinamento dos detalhes. A coreografia, que dialoga com elementos de magia e bruxaria, exige ajustes finos, especialmente com o jurado mais próximo, o que aumenta a atenção aos detalhes, mas sem alterar o andamento da apresentação”, disse a porta-bandeira.

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“Sem recesso entre um carnaval e outro, o trabalho vem sendo desenvolvido desde abril, com ajustes contínuos entre enredo e coreografia. O ensaio com a escola inteira trouxe a emoção real da pista e confirmou que tudo o que foi construído ao longo dos meses tende a funcionar no desfile. Com o jurado mais próximo, a exigência por sincronismo e acabamento aumenta, mas também intensifica a emoção do contato direto. A Colorado, que completa 50 anos, prepara um desfile histórico, marcado por entrega, amor e emoção visíveis na avenida”, completou o mestre-sala.

HARMONIA

Sob comando do intérprete Léo do Cavaco, a harmonia da Colorado apresentou momentos de grande entrega coletiva. O canto ganhou força especialmente nos trechos de retomada após apagões, quando bateria, carro de som e componentes voltavam juntos, criando um efeito de impacto na pista.

Em alguns pontos estratégicos, principalmente no retorno do canto após a bateria, foi possível perceber oscilações na intensidade vocal de determinadas alas, o que refletiu em uma leitura menos vibrante para quem acompanhava de fora. A ala localizada no segundo setor apresentou maior constância no canto, enquanto alas mais ao fundo demonstraram variação, algo que pode ser ajustado com maior atenção ao direcionamento do carro de som.

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Léo do Cavaco manteve presença constante, conduzindo o samba com clareza de letra e boa comunicação com a escola. A ala musical teve papel fundamental na sustentação do andamento, garantindo que o canto não se perdesse mesmo nos momentos de menor resposta coletiva. Pequenos desencontros de letra foram pontuais, como a troca do verso “Sou eu, sou eu, sou eu / O grito calado na perseguição” por variações fora da composição original, algo que tende a ser corrigido com a repetição dos ensaios.

EVOLUÇÃO

O trabalho dos diretores Flávia Vieira, João Daniel e Luciano Lopes resultou em uma evolução organizada e bem distribuída ao longo da pista. Nenhuma ala apresentou embolamento, e não foram observados buracos significativos entre os setores, mantendo a leitura visual limpa e constante.

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As alas desfilaram com alegria, sambando soltas em sua maioria, o que valorizou o conjunto e reforçou a identidade popular da Colorado. Houve atenção aos deslocamentos e preenchimentos naturais da pista, sem necessidade de correções bruscas ou retornos para fechamento de espaços. A escola demonstrou entendimento coletivo do ritmo do desfile, algo essencial para a construção de um conjunto competitivo.

SAMBA

O samba-enredo, de autoria de Léo do Cavaco, Thiago Meiners, Claudio Mattos, Sukata, André Valencio e Vitor Roblanco, mostrou rendimento consistente ao longo do ensaio. Trechos como “Vem ver! Vai ferver o caldeirão / Tem magia nesse chão” ganharam força na pista, especialmente quando a escola respondeu em uníssono ao comando do intérprete.
Momentos narrativos mais densos, como “Sou eu, sou eu, sou eu / O grito calado na perseguição”, exigiram maior atenção das alas para manter clareza de dicção e intensidade emocional. O carro de som teve papel decisivo para sustentar esses trechos, ajudando a escola a não perder o fio condutor da narrativa musical.

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O samba se mostrou bem assimilado pela maioria dos componentes, com potencial de crescimento à medida que o canto coletivo se torne ainda mais homogêneo, especialmente nos setores finais do desfile.

OUTROS DESTAQUES

A bateria comandada por Acerola de Angola contribuiu para a dinâmica do ensaio, com paradinhas bem distribuídas, apagões que dialogaram com o samba e bossas que foram acompanhadas pelo público nas arquibancadas. A resposta da escola às intervenções rítmicas mostrou sintonia entre ritmo e canto.

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“Após um longo período de preparação, a bateria conseguiu entregar no primeiro ensaio técnico um trabalho consistente, com som mais afinado e melhor executado, ainda que exista margem clara para ajustes até o desfile. O saldo foi bastante positivo, sobretudo pela organização e pelo caráter mais intimista do ensaio, com apoio fundamental de diretores e equipe. Entre os pontos a evoluir estão o canto da bateria e o andamento, especialmente em algumas bossas que podem fluir com mais naturalidade — aspectos que serão trabalhados nos próximos ensaios. Para 2026, a bateria aposta também em ousadia visual e conceitual, com uma fantasia especial alinhada ao enredo e estratégias inéditas no miolo, buscando uma batida ideal e um desempenho ainda mais impactante na avenida”, explicou mestre Acerola de Angola.

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A rainha Talita Guasteli teve presença marcante, interagindo com o público, cantando o samba e realizando coreografias que acompanharam as convenções da bateria. Com figurino adequado ao ensaio, ela se mostrou integrada ao conjunto, reforçando o clima de celebração e protagonismo feminino proposto pelo enredo.

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