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Monarco, o sambista da história, do carinho e do legado

Diversas personsalidades do samba, da MPB e da política passaram pela quadra da Portela, neste domingo, para o velório de Monarco, presidente de honra da azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira. O site CARNAVALESCO ouviu muitos que falaram da convivência com o sambista e seu legado para o carnaval e para a Portela. Confira abaixo.

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Fotos: Lucas Santos/site CARNAVALESCO

Paulinho da Viola

“Tem pessoas muito preocupadas na nossa geração que estão preocupadas com a história. O Monarco reporesentava muito desa história. Cada vez que ele relembrava de alguma coisa, a gente descobria que não sabia nada”.

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Teresa Cristina, cantora

“A gente tem que primeiro é lembrar do que ele ensinou. Foi muita coisa. É cuidar dos números baixos da Portela, como a Surica, valorizar o trabalho da Velha Guarda. Ver se essas pessoas precisam de assistência hospital, ninguém fala disso. O Monarco faleceu em um hospital público. Uma pessoa que fez tanto sucesso, tanta obra que ficou para eternidade. É um dia muito triste para comunidade da Portela. Ele era tudo. A memória e postura”.

Diogo Nogueira, cantor

“Nosso papel para manter vivo e acesso esse legado é continuar cantando a obra desse grande compositor. Um grande homem. Coração imenso. Sempre agregou e valorizou jovens compositores, principalmente, da Portela. Através do amor e da canção, a gente consegue fazer com que os jovens possa conhecer a memória do mestre Monarco. Ele continua vivo nas suas canções. Ele é a própria Portela”.

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Marisa Monte, cantora

“O Monarco era a testemunha da história e dos valores do samba. Um cara que tinha muito conhecimento e que compartilha isso com muita generosidade. Além de ser um brilhante compositor e cantor. Dono de um estilo único e que estará para sempre na boca do povo. Criou um repertório etorno. Deixou uma obra gigante. Era a grande memória da Portela. A pessoa que a gente recorria quando queria saber um samba, uma história e um caso da Portela. Tinha um arquivo gigantesco na cabeça. Muito lúcido. Fica a responsabilidade de manter o legado dele e os valores que pregava. Ele inspirava o respeito onde chegava. Sem precisar falar alto, mas com a elegância. Um brasileiro gigante e eterno. Para família portelense é uma perda gigante e um grande privilégio podermos conviver com ele”.

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Elmo José dos Santos, diretor de carnaval da Liesa

“O samba está chorando. Perdemos uma viga mestre do samba. Monarco é um mestre que não era mais só da Portela. Quando encontrava com ele era como se encontrasse um santo. Tenho certeza que lá em cima ele vai olhar para Portela e para todo o mundo do samba. Perdemos uma grande referência”.

Marlon, mestre-sala da Portela

“Nós, portelenses, ainda não conseguimos absorver a perda do Monarco. É difícil achar uma palavra que consiga descrever o que estamos sentindo. Estamos em um túnel e ainda não achamos nossa luz. Monarco era a personificação da Portela. Só com o tempo que vamos conseguir passar por esse momento difícil”.

Eduardo Paes, prefeito do Rio

“Perdi um grande amigo. Monarco era um conselheiro. Sempre estava dando dicas, falando sobre a história da Portela e falando sobre a vida. A gente perde um grande patrono do samba. O Monarco representa uma geração. A Portela perde uma personagem tão importante na sua história. Vai deixar muita saudade. O legado dele é indescritível”.

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Paulo Barros, carnavalesco

“Quando vim para Portela ele conversava comigo sobre a tradição da Portela. Foi uma experiência única. Tinha um comportamento tão jovial. Foi o maior gentleman que conheci no carnaval. Era calmo e honesto. Isso vai ficar guardado na minha lembrança para o resto da vida. Perdi meu segundo pai. A gente convivia pouco dentro do barracão, mas sempre senti verdade nele. Ele era a Portela, um companheiro, que me deu ensinsamento e vai viver para sempre na mente de todos nós”.

Chiquinho da Mangueira, deputado estadual

“Tem que ter força para reagir. Tio Monarco era o maior balaurte do samba. Vai ficar na escala do Cartola e do Nelson Sargento. Lamento muito a perda. Era meu amigo, conselheiro e parceiro. Carnaval vai sentir muito a falta do Monarco. Ele está no patamar maior”.

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Porta-bandeira Vilma Nascimento

“O mundo do samba está triste. Monarco era uma pessoa maravilhosa. Humildade, falar com todos, dava atenção. A Portela vai sentir muita falta. A Velha Guarda ficou sem pai. O Monarco é eterno. Lamento muito a morte dele. Adorava o Monarco. Sempre me deu uma palava amiga”.

Elias Riche, presidente da Mangueira

“O Monarco é um grande ícone do mundo do samba. Uma pessoa muito simples e que trouxe o samba até hoje. Cabe a nós conseguirmos manter o samba vivo. O Monarco e outros construíram o samba. O mundo do samba está muito triste. Um a um estamos perdendo nossos baluartes e que deram a vida pelo samba”.

Pretinho da Serrinha, músico

“Seu Monarco tive prazer de aprender de perto com ele. Toda vez que tive oportunidade de encontrar com ele escutei muito. Não temos nada para inventar hoje em dia. É só seguir o que os mais velhos fizeram. Tentar chegar próximo já está bom demais”.

Pipa Brasey, madrinha do carro de som da Portela

“É uma perda cultural. Já tinha recebido a benção dele desde que entrei na Portela. Sempre foi companheiro, muito gentil e generoso. O coração está super apertado. Ele está com Deus e agora olhando pela gente, pela música e pela Portela. Vamos levar o legado que ele deixou para cultural brasileiro. Mais um perde que partiu. Deixou uma riqueza musical muito grande. Como pessoa, ele era nosso mestre em tudo. Passava paz, sabedoria e sempre estava dando a mão para todos”.

Bruno Tete, diretor social da LIGA-RJ

“Todos estamos tristes, mas sabemos que o samba imortaliza. O Monarco deixa uma grande força. É muito mais que azul e branco. São todas cores reunidas. Lá em cima, a gente sabe que a roda de samba está comendo solta no céu”.

Marcelinho Emoção, diretor de harmonia da Vila Isabel

“O Monarco é a cara da Portela. Sua história e vivência. O respeito no último adeus foi muito emocionante. Está se despedindo com uma honra que poucos merecem no carnaval”.

Dudu Falcão, diretor de carnaval da Viradouro

“O Monarco é Brasil. Torcer para gente ser capaz de cultivar o samba que ele plantou. As pessoas devem muito para quem passou antes. Mais um baluarte do carnaval que parte. O mínimo que a gente pode fazer é abraçar os amigos e fazer a despedida. Estrelas como o Monarco não vão, o corpo físico foi, mas a obra será para sempre. Cabe a gente lembrar das coisas boas”.

‘Guardião da memória portelense e referência para novas gerações do samba’, dizem dirigentes da Portela sobre Monarco

O presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, presente no velório de Monarco, na quadra da escola, neste domingo, falou sobre a morte do presidente de honra da azul e branco.

“Foi um longo período de hospitalização. Para quem tem um pouco de compreensão da vida fica sabendo o que viria por aí. O que conforta é a belíssima vida que ele teve. Tinha como referência máxima na vida o Paulo da Portela. Ele procurou seguir os passos. Trouxe para si a missão de contar uma história tão longa e bonita que é a história da Portela. Era a coisa que ele mais gostava de fazer. A quantidade imensa de jovens que vinham procurá-lo e cantam os sambas dele. Um grupo de apaixonados por ele no Brasil inteiro. Agora, cabe a essa geração de manter todas tradições e história da escola. O título de 2017 foi uma grande alegria para ele. Antes da morte, nós fizemos a homenagem com a sala de troféus na quadra. O Monarco sempre será homenageado”, disse.

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Foto: Lucas Santos/site CARNAVALESCO

O vice-presidente da Portela, Fábio Pavão, citou que Monarco era o guardião da memória portelense.

“O Monarco é nossa grande referência. Como artista, compositor, músico, um dos maiores compositores do samba carioca. Para gente, ele era muito mais que isso. Nossa referência também em relação nossa história. O guardião da nossa memória. Ele ensinou para várias gerações os valores da escola. O que os nossos fundadores tinham como princípios. Ele tinha prazer em sentar com o mais jovem, conversar e contar a história da Portela. Aprendemos com o Monarco o que é a Portela. O samba carioca perde uma grande referência e a Portela em relação a sua história”.

Pelo luto da morte de Monarco, Beija-Flor e Grande cancelam ensaio conjunto

Pelo luto do falecimento de Monarco, presidente de honra da Portela, a Grande Rio e a Beija-Flor cancelaram o ensaio conjunto que fariam neste domingo, em Nilópolis. Veja o comunicado: “Em respeito ao luto que vivemos como sambistas pelo falecimento de Mestre Monarco, Grande Rio e Beija-Flor de Nilópolis, em conjunto, decidiram cancelar o ensaio de rua que aconteceria amanhã na rua Mirandela. Em breve, anunciaremos nova posição a respeito de datas”.

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América, clube de coração de Monarco, e personalidades prestam homenagem para presidente de honra da Portela

 

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Uma publicação compartilhada por Zeca Pagodinho (@zecapagodinho)

Marisa Monte: “Falando do Monarco, resolvemos ligar para ele, que estava isolado em casa. Monarco sempre foi um mestre nato, de personalidade generosa que gostava de compartilhar seu saber e suas histórias. Sua memória prodigiosa guardava os melhores sambas e era nossa enciclopédia. Testemunha viva da história do samba, a ele a gente recorria quando queria saber sobre os assuntos dos bambas. Um homem generoso e gentil. Um grande brasileiro. Nesse dia eu pude dizer o quanto o amo e digo agora que o amarei para sempre. Obrigada mestre, você viverá eternamente”

Portela e outras escolas prestam homenagem para Monarco

A Portela lamentou a morte de Monarco, seu presidente de honra. As demais escolas de samba também fizeram publicações nas redes sociais. Veja abaixo.

LUTO NO SAMBA! MORRE MONARCO, PRESIDENTE DE HONRA DA PORTELA

A cultura brasileira, o samba e o carnaval estão em luto profundo. Morreu Hildemar Diniz, o mestre Monarco, presidente de honra da Portela. O sambista estava internado desde 21 de outubro no hospital Cardoso Fontes. O baluarte precisou passar por uma cirurgia no intestino no início do mês de novembro. A causa da morte ainda não foi confirmada. O velório será neste domingo, na quadra da Portela, ainda não há o local e horário do enterro.

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Divulgação/Ana Branco

Monarco nasceu em 17 de agosto de 1933 no Rio de Janeiro. Em agosto de 2021 completou 88 anos. No ano passado, ao chegar aos 87, brincou em uma entrevista dizendo que ainda não havia chegado a sua hora. Ele era filho de um marceneiro que nas horas vagas fazia as vias de poeta. José Felipe Diniz, o seu pai, chegou a publicar poemas no Jornal das Moças. Monarco foi criado no bairro de Oswaldo Cruz, onde desde muito pequeno frequentava as rodas de samba da Portela. O apelido Monarco chegou aos seis anos de idade.

Em 1950, aos 17 anos, Monarco ingressou na ala de compositores da azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira. Seu padrinho e incentivador foi Alcides Malandro Histórico, um dos maiores poetas da história da Portela. O baluarte portelense ingressou em meados dos anos 40 no Bloco Primavera e também chegou a atuar como diretor de harmonia da Portela. Monarco nunca teve um samba-enredo de sua autoria levado pela escola na avenida em um carnaval.

Em meados da década de 1960, deixou a Portela e entrou para a Unidos de Jacarezinho (para a qual compôs “História de Vila Rica do Pilar – a descoberta do ouro” para o carnaval de 1970 e ‘Homenagem a Geraldo Pereira’ para o carnaval de 1980), mas retornou à Portela em 1969, tornando-se responsável pelo grupo Velha-Guarda da Portela. Monarco alçou patamar de sambista respeitado ao gravar em 1970 o álbum “Portela, passado de glória”, produzido por Paulinho da Viola. Passou a liderar a Velha-Guarda da Portela após a morte de Manaceia.

monarcoMonarco possui um rosário seleto de composições que marcaram a história do samba em 60 anos de uma trajetória marcada pela fidalguia e a valorização do samba. Obras como “De Paulo a Paulinho”; “Lenço”; “Nunca vi você tão triste”; “Passado de glória”; “Portela desde criança”; “Proposta amorosa”; “Quitandeiro”; “Tudo menos amor” e “Vai vadiar”, são obrigatórias no embalo de qualquer roda de samba que se prese.

Presidente de honra da Portela desde 2013, quando o grupo político que hoje comanda a escola assumiu agremiação, Monarco deixa um legado imensurável para a cultura brasileira. Ainda jovem fez parte do grupo de sambistas que era perseguido pela polícia, pois samba era uma manifestação marginal, coisas do racismo estrutural que assola a sociedade brasileira há séculos. “Pandeiro era porte de arma”, disse várias vezes o sambista, morto aos 88 anos de idade.

Além de milhares de fãs, Monarco deixa uma família que certamente conduzirá para sempre o seu legado. Seu filho Mauro Diniz é arranjador e cavaquinista, além de compositor de sucessos gravados por boa parte de intérpretes da MPB. A neta, Juliana Diniz, filha de Mauro Diniz, é atriz e cantora com disco solo. Marcos Diniz, o outro filho, além de compositor de sucessos, faz parte do Trio Calafrio. Em 2004 casou-se com Olinda, sua companheira dos últimos anos.

Eduardo Paes se derrete ao samba e ao enredo da Vila Isabel para 2022: ‘a mais linda homenagem de todas’

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, assumidamente portelense, elogiou a Vila Isabel e seu samba e enredo para o Carnaval 2022: Martinho da Vila. Ele participou da reinauguração, na manhã deste sábado, do monumento em homenagem a Noel Rosa, um dos símbolos do bairro. Ao discursar rapidamente, Paes falou também do carnaval do ano que vem. * OUÇA AQUI TODOS OS SAMBAS DO GRUPO ESPECIAL

“Vai ter carnaval, pelo que eu soube, com passaporte, vacina e tudo mais. A Vila está fazendo a mais linda homenagem de todas esse ano. Não vou dizer que vou torcer para Vila, senão, a Surica me mata. É o maior poeta (Martinho da Vila) brasileiro vivo. Ouvi o samba e está lindo. Tenho certeza que a Vila vai arrebentar na Avenida. É minha segunda escola do coração”, disse.

Depois, o prefeito ainda ficou próximo da roda de samba, comandada pelo intérprete Tinga, bebeu sua cervejinha e pousou para diversas fotos com moradores do bairro.

A ‘volta de Noel’

Para coibir o vandalismo, foram instaladas câmeras de monitoramento, que ficarão 24 horas voltadas para a estátua de Noel Rosa e conectadas ao sistema do Centro de Operações Rio (COR). Elas fazem parte dos equipamentos utilizados na cidade por meio da PPP da RioLuz. Além disso, a parte interna do bronze do monumento, que era oca, foi preenchida com concreto para dificultar o corte e o furto de partes da escultura.

Noel Rosa ‘volta para casa’ e recebe homenagens dos sambistas

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, participou da reinauguração da estátua de Noel Rosa, na manhã deste sábado, em Vila Isabel. A escultura fica no Largo do Maracanã, no início do Boulevard 28 de Setembro. Se estivesse vivo, neste sábado, dia 11 de dezembro, o sambista completaria 111 anos.

“Hoje é um dia de alegria e celebração. É a recuperação da cidade que foi destruída nos últimos anos. Aqui, a gente resgata essa figura incrível que é o Noel Rosa. Sempre homenageado por todos nós que gostamos de samba e música”, disse Paes.

Para coibir o vandalismo, foram instaladas câmeras de monitoramento, que ficarão 24 horas voltadas para a estátua de Noel Rosa e conectadas ao sistema do Centro de Operações Rio (COR). Elas fazem parte dos equipamentos utilizados na cidade por meio da PPP da RioLuz. Além disso, a parte interna do bronze do monumento, que era oca, foi preenchida com concreto para dificultar o corte e o furto de partes da escultura.

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“Nós buscamos o autor original da estátua. Tivemos o cuidado do que sobrou, que ficou guardado durante meses, e o artista foi coordenado pela nossa gerência. Ficou idêntico ao que foi feito pelo próprio artista. O sistema de câmeras está ligado com o Centro de Operações do Rio (COR). São cinco câmeras, funcionando 24 horas por dia. Fora isso, Noel ganhou um recheio de cimento. Ficou mais pesado. O conjunto pesa 1 tonelada e meia, dificulta também os atos de vandalismo”, explicou a secretária de Conservação, Anna Laura Valente Secco.

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Secretária de Conservação, Anna Laura Valente Secco, com o artista Joás Pereira

Para o restauro, foi chamado o criador do monumento, o paraibano Joás Pereira dos Passos. O conjunto de esculturas, feito em bronze, mostra Noel Rosa sentado à mesa de um botequim, sendo atendido por um garçom, ao centro de uma moldura formada por quatro portas estilizadas em granito e ferro. Uma cadeira vazia convida quem passa a sentar-se junto a Noel, numa referência a um dos grandes sucessos do compositor, “Conversa de botequim”. Inaugurada em 1996, a escultura é o primeiro monumento interativo do Rio de Janeiro.

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“A manutenção da obra é muito importante. O vandalismo parte o coração. Ficou muito triste e agora ela está de volta para o lugar que merece. Faço um apelo aos pedestres, aos moradores, para que cuidem não só desse monumento, mas de todas as obras da cidade. “, disse o escultor Joás Pereira, responsável pela revitalização e autor original da estátua.

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O deputado estadual Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, falou também da homenagem para Noel Rosa e sua importância para o bairro. “Noel representa tudo. O maior compositor da história do Rio de Janeiro. Ele é o samba. Hoje é um dia histórico para Vila Isabel, como bairro, e para o samba. Restabelecer a estátua que nunca deveria ter saído daqui”, disse o deputado.

Sócios do bar “Vizinhando e Mané”, Jener Tonasso e Rodrigo Pinto, exaltaram a volta de “Noel Rosa” para a entrada do bairro.

“Isso é tudo que a gente sonhou quando montamos o bar. A cara de Vila Isabel. A gente ficava triste de não ver a estátua. Hoje, a gente junta a homenagem ao Martinho, na fachada do bar, e a estátua do Noel. A Vila Isabel está em festa e fazemos parte disso com tudo que o povo merece. A gente procurou homenagear quem tem a cara de Vila Isabel. Sempre vamos homenagear os sambistas. O bar é do sambista e de quem gosta de samba e chopp gelado”, Jener Tonasso.

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“Procuramos sempre ter uma figura para homenagear dentro do bar. Temos esse projeto para termos sambistas homenageamos. Queremos fazer uma estátua do Martinho sentado com o cotovelo no balcão do bar. Uma imagem tradicional de todos os sambistas e frenquentadores de bar no Rio de Janeiro”, completou Rodrigo Pinto, outro sócio do bar.

Fábrica do Samba recebe mutirão da vacina contra a Covid-19

Os profissionais que trabalham na Fábrica do Samba I receberam a vacina contra a Covid-19. O mutirão atendeu os trabalhadores que ainda não haviam tomado a 2ª dose da imunização e os que já estavam elegíveis para tomar a dose de reforço. Cerca de 40 trabalhadores da administração do complexo e dos barracões das sete escolas de samba que estão na Fábrica do Samba completaram ou reforçaram sua imunização contra a covid-19.

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Foto: Divulgação/Liga-SP

Nos próximos dias, o mutirão da vacina contra a Covid-19 chega à Fábrica do Samba II, em Santana, para atender os profissionais das agremiações dos grupos de Acesso e Acesso II.

A pouco mais de dois meses para os desfiles das escolas de samba de São Paulo, toda preparação foi repensada para ser executada com segurança, para trabalhadores e componentes. Os trabalhos, nos barracões e nas quadras, são feitos com distanciamento social e uso obrigatório de máscara cobrindo nariz e boca. Nos eventos e ensaios, a apresentação do Passaporte de Vacina é exigida na entrada.

Carnaval SP 2022

Os desfiles das escolas de samba de São Paulo acontecem nos dias 25, 26, 27 e 28 de feveiro, e no dia 5 de março, no Sambódromo do Anhembi.