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Samba-enredo da Viradouro vence enquete entre os leitores do CARNAVALESCO para o Carnaval 2023

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Os leitores do site CARNAVALESCO definiram o samba-enredo da Viradouro como o predileto para o Carnaval 2023. A Imperatriz Leopoldinense ficou na segunda posição e na terceira ficaram empatadas a Mangueira e o Tuiuti. A enquete popular ficou no ar no fim do mês passado e terminou na segunda-feira.

A Viradouro levará para Avenida em 2023 o enredo “Rosa Maria Egipcíaca”. O samba-enredo é de autoria dos compositores Claudio Mattos, Dan Passos, Marco Moreno, Victor Rangel, Lucas Neves, Deco, Thiago Meiners, Valtinho Botafogo, Luis Anderson, Jefferson Oliveira e Bertolo.

Veja abaixo como ficou a enquete popular sobre os sambas-enredo do Grupo Especial do Rio de Janeiro para o Carnaval 2023

Viradouro: 13,1%
Imperatriz: 12,7%
Paraíso do Tuiuti e Mangueira: 12,5%
Grande Rio: 10,9%
Beija-Flor: 10,8%
Unidos da Tijuca: 5,9%
Salgueiro e Mocidade: 5,3%
Portela: 4,6%
Império Serrano e Vila Isabel: 3,2%

OUÇA AQUI OS SAMBAS NA VERSÃO OFICIAL

GRANDE RIO
BEIJA-FLOR
VIRADOURO
VILA ISABEL
PORTELA
SALGUEIRO
MANGUEIRA
MOCIDADE
UNIDOS DA TIJUCA
IMPERATRIZ
PARAÍSO DO TUIUTI
IMPÉRIO SERRANO

Sambas da Tom Maior e Império de Casa Verde lideram preferência dos leitores do CARNAVALESCO

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Os leitores do site CARNAVALESCO definiram os sambas-enredo da Tom Maior e do Império de Casa Verde como seus prediletos para o Carnaval 2023. A enquete popular ficou no ar no fim do mês passado e terminou na segunda-feira.

A Tom Maior levará para Avenida o enredo “Um Culto às Mães Pretas Ancestrais”. O samba-enredo é de autoria de Gui Cruz, Turko, Portuga, Rafa do Cavaco, Vitor Gabriel, Fabio Souza, Imperial, Junior Fionda, Willian Tadeu e Anderson.

O Império de Casa Verde apresentará o enredo “Império dos Tambores – Um Brasil Afromusical”. A obra musical é de autoria de André Diniz, Marcelo Casa Nossa, Samir Trindade, Fabiano Sorriso, Evandro Bocão, Darlan Alves e Gustavo Clarão.

Veja abaixo como ficou a enquete popular sobre os sambas-enredo do Grupo Especial de São Paulo para o Carnaval 2023

Tom Maior e Império de Casa Verde: 13,9%
Barroca Zona Sul e Mancha Verde: 9,4%
Águia de Ouro e Mocidade Alegre: 6,2%
Tatuapé, Vila Maria e Gaviões da Fiel: 5,7%
Dragões da Real, Independente Tricolor e Rosas de Ouro: 5,1%
Tucuruvi e Estrela do Terceiro Milênio: 4,3

OUÇA AQUI OS SAMBAS NA VERSÃO OFICIAL

MANCHA VERDE
MOCIDADE ALEGRE
IMPÉRIO DE CASA VERDE
TOM MAIOR
VILA MARIA
ÁGUIA DE OURO
DRAGÕES DA REAL
GAVIÕES DA FIEL
ROSAS DE OURO
BARROCA ZONA SUL
TUCURUVI
TATUAPÉ
ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
INDEPENDENTE

Bruno Chateaubriand organiza simpósio sobre a arte e a dança dos casais de mestre-sala e porta-bandeira

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Faltando 40 dias para o desfile das escolas de samba, o jornalista Bruno Chateaubriand, julgador do Estandarte de Ouro, organiza um simpósio sobre a arte e a dança dos casais de mestre-sala e porta-bandeira.

O evento será no hotel Fairmont em Copacabana, nesta quarta-feira, e contará com a presença de todos os primeiros casais do Grupo Especial e Srie Ouro. A iniciativa tem como objetivo ouvir os artistas da Sapucaí. Bruno está escrevendo um livro sobre a temática. Com previsão de lançamento em janeiro de 2024 o livro “Mestre-Sala e Porta-Bandeira, uma arte essencialmente nossa” já está praticamente finalizado.

No simpósio, convidados como a carnavalesca Maria Augusta e o pesquisador Haroldo Costa ajudarão na condução das conversas.

“Será uma ótima oportunidade para ouvi-los e para que possa finalizar o livro com o conteúdo gerado no simpósio”, adianta Bruno.

A ação conta com o apoio do hotel Fairmont, em Copacabana e será apenas para convidados.

Superliga Carnavalesca lança logomarca especial para o carnaval de 2023 da Intendente Magalhães

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A Superliga Carnavalesca do Brasil, responsável pelas Séries Prata, Bronze e Grupo de Avaliação do carnaval da Intendente Magalhães, divulgou a sua logomarca especial para a folia de 2023. As agremiações desfilarão nos dias 19, 20, 21, 24 e 25 de fevereiro pela passarela popular do carnaval do povo.

Com cores quentes e fortes, a marca traz elementos coloridos e alegres remetendo à festa mais popular do mundo, o carnaval. A logo será usada na divulgação do carnaval de 2023 em todas as redes, plataformas e divulgações da Superliga.

Logo especial Superliga

Essa é uma das novidades que a entidade terá no carnaval de 2023. Recentemente foi lançado o canal no Youtube (https://www.youtube.com/@tvsuperligacarnavalesca) que contará com todos os sambas-enredos do carnaval de 2023, além de conteúdos autorais, que serão compartilhados em breve.

Grande Rio tem agenda intensa na primeira semana do ano

Com a proximidade do Carnaval, o Acadêmicos do Grande Rio vem intensificando seus trabalhos em busca do bicampeonato. Aos tradicionais ensaios regulares da agremiação, mais um evento se une ao calendário desta semana. O ‘Grande Rio, tu tá tocando ondé?’, projeto que vai levar o universo das escolas de samba aos bares mais badalados do Rio de Janeiro, acontece em sua primeira edição do próximo domingo, no Baródromo. O evento tem início às 15h e tem entrada franca.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

Assim, excepcionalmente, o ensaio de rua da tricolor caxiense, que normalmente ocorre aos domingos, vai ser realizado no sábado, em seu local tradicional, a Avenida Brigadeiro Lima e Silva, com concentração às 20h.

A Grande Rio é a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval, dia 19 de fevereiro, com o enredo “Ô Zeca, o pagode onde é que é? Andei descalço, carroça e trem, procurando por Xerém, pra te ver, pra te abraçar, pra beber e batucar!”, em homenagem a Zeca Pagodinho, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora.

Quitéria Chagas é a nova madrinha da União Cruzmaltina

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A União Cruzmaltina, integrante da Série Prata, que desfila na Intendente Magalhães, anunciou Quitéria Chagas será madrinha da agremiação que carrega a Cruz de Malta no peito. Rainha do Reizinho de Madureira, a vascaína aceitou o convite do presidente Rodrigo Brandão para abrilhantar o desfile da União Cruzmaltina em 2023. Eufórica, ela agradeceu a oportunidade para desfilar na escola.

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Foto: Divulgação

“Para mim, é extremamente importante ser madrinha da União Cruzmaltina. O samba e o futebol formam um casal perfeito. São as duas principais referências da nossa cultura que representam o povo brasileiro para o mundo. A administração do presidente Rodrigo Brandão promete um futuro glorioso para a escola. Sou rainha do Império Serrano e é um prazer, agora, ser a madrinha da escola que representa o meu clube do coração”, afirma Quitéria Chagas.

Segundo o presidente Rodrigo Brandão, a chegada de Quitéria é um marco para a União Cruzmaltina. O mandatário destaca a trajetória da madrinha da escola na folia, fazendo um paralelo com a filosofia de trabalho da agremiação:

“Estou muito feliz com a chegada da Quitéria Chagas em nossa agremiação. Ela possui uma longa trajetória no carnaval, figura com muita representatividade e uma grande apaixonada pelo samba e pela cultura. A nossa madrinha é forte, inteligente e tem características totalmente compatíveis com a ideologia da nossa escola”, destaca o Brandão

A União Cruzmaltina será a 10ª escola a desfilar no segundo dia de desfiles da Série Prata, na Intendente Magalhães, sábado, no dia 25 de fevereiro. De autoria do carnavalesco Rodrigo Almeida, a agremiação vai apresentar o enredo “Rodeia, Rodeia… Rodeia meu Pai Santana, Rodeia!”, uma grande homenagem ao eterno massagista e babalorixá que fez história no Vasco da Gama, Eduardo Santana, o Pai Santana.

Samba Didático: Beija-Flor propõe questionamento sobre a Independência do Brasil através de samba em formato de convocação

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Pelo segundo ano seguido, a Beija-Flor de Nilópolis levará para a avenida um enredo com temática social e de extrema importância para a sociedade, o que é uma característica marcante da escola. Desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Louzada e André Rodrigues, o enredo “Brava Gente! O grito dos excluídos no bicentenário da Independência” fará, como o próprio título sugere, um mergulho no bicentenário da independência do Brasil, mas com um olhar crítico, voltado para contar a história que não foi contada nos livros. Fugindo do formato tradicional de sinopse, a proposta do enredo foi dividida em “Convocação”, “Justificativa” e “Fala Mais”.

Em busca de sua décima quinta conquista, a azul e branca da baixada será penúltima escola a desfilar no segundo dia de desfiles do Grupo Especial e a obra escolhida para embalar o cortejo é dos compositores Léo do Piso, Beto Nega, Manolo, Diego Oliveira, Julio Assis e Diogo Rosa.

O site CARNAVALESCO dando início à série de reportagens “Samba Didático”, entrevistou o compositor Julio Assis para saber mais sobre os significados e as representações por trás dos versos e expressões presentes no samba da Beija-Flor para o carnaval de 2023. Júlio Assis explica o olhar sobre o enredo que a composição vencedora tomou para dar o seu recado. Confira a explicação de alguns versos e expressões do samba:

“A revolução começa agora onde o povo fez história e a escola não contou”

“A gente pegou o gancho que a comissão de carnaval deu pra gente na sinopse e tentamos fazer um samba e forma de convocação, foi um samba que foi feito em cima de uma convocação, a forma que entregaram a sinopse pra gente foi como se fosse um panfleto de convocação, por uma questão de desordem no que desrespeito a memória que são construídas no país a gente pegou esse gancho e deu start na primeira parte do samba. Tudo que a gente aprende na escola com esse enredo a gente percebe que não foi bem daquela que aconteceu, quando começa a pesquisar sobre os assuntos, se descobre que não foi da forma que aprendemos na escola, esse enredo vem pra questionar a independência do dia 07 de setembro”.

MARCO DOS HERÓIS E HEROÍNAS
DAS BATALHAS GENUÍNAS
DO DESQUITE DO INVASOR

NAQUELE DOIS DE JULHO, O SOL DO TRIUNFAR
E OS FILHOS DESSE CHÃO A GUERREAR
O SANGUE DO ORGULHO RETINTO E SERVIL
AVERMELHAVA AS TERRAS DO BRASIL

“Muita coisa aconteceu e não ficou claro na nossa época de escola, nesse período, que na verdade foi no dia dois de julho e não no dia 07 de setembro, aconteceram muitas guerras e surgiram muitos heróis que acabamos não conhecendo, não ficou muito claro pra gente quem são e o que fizeram, no dia 07 de setembro decretaram a independência, mas a independência deles, não a do povo, o dia dois de julho, que é o triunfar que a gente colocou no samba foi a independência do povo brasileiro. Quando falamos sobre o sangue do orgulho retinto e servil avermelhava as terras do Brasil, é justamente para enfatizar a questão das guerras e mortes que aconteceram e que ficaram escondidas nesse período”.

EH! VIM COBRAR IGUALDADE, QUERO LIBERDADE DE EXPRESSÃO
É A RUA PELA VIDA, É A VIDA DO IRMÃO
BAIXADA EM ATO DE REBELIÃO

“No nosso refrão do meio é mais um chamado, a gente tentou fazer sempre isso, uma convocação, um alerta, sempre querendo criar um sinal de alerta pro povo brasileiro e no refrão do meio não foi diferente, a gente fala da questão de irmos para a rua cobrar igualdade, liberdade de expressão, de unir, quando a gente é a rua pela vida, é a vida do irmão, queremos unir, é um pelo outro. O Baixada em ato de rebelião a gente tentou fazer um duplo sentido é como se fossemos baixar um decreto com ato de rebelião, quando você escuta a palavra rebelião você logo lembra de presídio, mas na verdade usamos no sentido de imposição, de firmamento do pensamento, do que a gente quer, usamos esse termo, que na minha opinião é um dos mais fortes do samba, pra gente funcionou bastante e é uma forte mensagem que conseguimos colocar nesse refrão do meio”.

DESFILA O CHUMBO DO AUTOCRACIA
A DEMAGOGIA EM SETEMBRO A MARCHAR
AOS “RENEGADOS” BARRIGA VAZIA
PROGRESSO AGRACIA QUEM TEM PRA BANCAR

“Logo no início da segunda a gente coloca justamente aquilo que a gente aprendeu na escola, o desfile do dia 07 de setembro, você aquela demonstração de poder, de tanques, homens armados, o que faz a gente lembrar a época da ditadura, a gente acha uma demagogia, como colocamos no samba, porque na verdade os renegados, a grande maioria do povo, que somos nós, está de barriga vazia, então é um desfile de poder, ele é feito pra demonstrar força, mas na verdade o povo não participa, no ultimo verso desse trecho a gente coloca que o progresso ele só agracia quem tem pra bancar, então pra quem tem dinheiro está tudo bem, mas não é uma verdade para a grande maioria do povo brasileiro. Quem realmente necessita está perspectiva de vida”.

ORDEM É O MITO DO DESCASO
QUE DESCONHEÇO DESDE OS TEMPOS DE CABRAL
A LIDA, UM CANTO, O DIREITO
POR AQUI O PRECONCEITO TEM CONCEITO ESTRUTURAL

“Aí a gente fez também um duplo sentido com a questão da ordem, algo que a gente desconhece desde os tempos de Cabral, ou seja, todos da nossa geração não pegaram, a gente debochou, desconhecemos essa ordem até hoje. A gente enfatiza também que u lugar pra morar é um direito de todo brasileiro, isso deveria estar para todos, a gente enfatiza também e que eu acho mais importante nesse trecho é a questão do preconceito, a gente vive isso todo dia, não é segredo pra ninguém, o preconceito racial é estrutural, já está no DNA do nosso povo, infelizmente é dessa forma, é muito ruim pra mim, eu que sou preto já sofri situações bem ruins, é algo que está na estrutura e que a gente resolveu enfatizar no samba também”.

PELA MÁTRIA SOBERANA, EIS O POVO NO PODER
SÃO MARIAS E JOANAS, OS BRASIS QUE EU QUERO TER
DEIXA NILÓPOLIS CANTAR!
PELA NOSSA INDEPENDÊNCIA, POR CULTURA POPULAR

“Mátria é um termo interessante, é uma designação para pátria que a gente usou sob a ótica feminina, a gente quis dizer com esse trecho é que deveriam ter muito mais mulheres no poder, elas tem esse extinto materno que já vem com a mulher, essa ânsia de cuidar, acho que seria muito mais produtivo e muito mais aproveitado se tivessem mais mulheres no poder, a gente entende dessa forma e colocamos no samba, achamos interessante dar esse alerta, o intuito da nossa parceira sempre foi usar a Sapucaí como forte instrumento de disseminação de informação, a gente faz com muito cuidado tudo o que a gente escreve, queremos mais mulheres no poder. Logo em seguida o penúltimo chamado, a penúltima convocação que a gente faz nessa obra, que é chamar Nilópolis
para cantar, no nosso entendimento ninguém faz melhor nessa questão de se colocar, se posicionar no carnaval do que a Beija-Flor, já é uma tradição de quase sempre se impor, de explorar temas latentes na sociedade. Então, antes do refrão principal pedimos que deixem que a Beija-Flor cante pela nossa independência, no nosso entendimento não tem ninguém melhor que a comunidade de Nilópolis para fazer isso”.

Ô ABRAM ALAS AO CORDÃO DOS EXCLUÍDOS
QUE VÃO À LUTA E MATAM SEUS DRAGÕES
ALÉM DOS CARNAVAIS, O SAMBA É QUE ME FAZ
SUBVERSIVO BEIJA-FLOR DAS MULTIDÕES

“Chegamos ao refrão, é a última convocação, a gente tentou de verdade criar samba em forma de convocação para um posicionamento, essa foi a última, é o povo brasileiro que vive excluído, mas está lá as 4h da manhã pra pegar o ônibus cheio, o BRT, o transporte público que for pra matar o dragão do dia, aí chega em casa tarde pra fazer janta, dormir meia noite, para acordar às 4h de novo pra matar o próximo dragão, então abram alas pro cordão dos excluídos, é um povo que merece, é um povo que luta, e é um povo que além disso tudo é um povo carinhoso, amoroso e receptivo. É um povo que merece toda atenção das autoridades, de quem coordena, de quem comanda, é um povo que tanto luta e faz por essa nação. Seguindo nesse trecho, falamos do povo Nilopolitano, como falamos acima de que não existe comunidade melhor para se posicionar que a comunidade de Nilópolis, a gente fala que além dos carnavais, ou seja, de muito tempo, desde sempre, já vem essa questão da Beija-Flor se colocar á frente das polêmicas que tem em nossa comunidade, ela acaba fazendo esse povo subversivo, aquele cara que se coloca contra, que expõe sua opinião, que luta pelo o que quer, então o subversivo Beija-Flor das multidões nada mais é que o componente da escola, aquele que vai cantar o samba e colocar pra fora toda essa obra, toda essa exposição de informações pra fazer chegar o mais longe possível”.

Inocentes de Belford Roxo faz ensaio de rua na quarta-feira

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Para alegria dos foliões belforroxenses, a Inocentes de Belford Roxo promove, nesta quarta-feira, a partir das 20h, seu primeiro ensaio de rua de 2023, na Avenida Jorge Júlio Costa dos Santos (próximo ao Carrefour). Visando o desfile em fevereiro.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Queremos desejar um Ano Novo de sucesso para todos os amigos da nossa escola. Este será o penúltimo ensaio de rua, antes do ensaio técnico no Sambódromo, por isso pedimos a participação em massa dos integrantes para aprimorarmos a evolução e o canto”, disse o diretor geral de carnaval da Inocentes de Belford Roxo, Saulo Tinoco.

O ensaio de rua da Caçulinha da Baixada tem atraído centenas de pessoas semanalmente, que apreciam a queima de fogos e curtem a apresentação dos componentes, a bateria de mestre Juninho e o samba-enredo na voz de Thiago Brito.

Ainda estão abertas as inscrições gratuitas para quem deseja desfilar na agremiação, nas alas de comunidade e guardiões de porta-bandeira e mestre-sala. Basta procurar os presidentes de ala, no local do ensaio.

Em 2023, a tricolor da Baixada Fluminense será a oitava escola a desfilar no sábado de Carnaval, pela Série Ouro da Lierj. A agremiação levará para a Marquês de Sapucaí o enredo `Mulheres de barro`, que conta a história das paneleiras de Goiabeiras, do Estado do Espírito Santo. Artesãs, que fabricam panelas de barro”, do carnavalesco Lucas Milato.

Império Serrano retorna com ensaios nesta terça-feira

O ano de 2023 chegou e o Império Serrano segue trabalhando forte para brilhar no Carnaval. Nesta terça-feira, o Reizinho de Madureira recomeça com os ensaios rumo ao desfile de fevereiro, às 20h, no Parque Madureira. Com o enredo “Lugares de Arlindo”, o Reizinho de Madureira vai exaltar o cantor e compor Arlindo Cruz, um dos grandes nomes do samba e da escola.

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Foto: Allan Duffes/site CARNAVALESCO

Em janeiro, o Império Serrano vai realizar oito ensaios, sendo seis em Madureira, um em Nilópolis (junto com a Beija-Flor) e outro na Marquês de Sapucaí, no dia 15, abrindo a temporada de ensaios técnicos do Grupo Especial.

Conheça o calendário de janeiro:

03/01 – 20h – Parque Madureira
07/01 – 18h – Avenida Mirandela (Nilópolis)
10/01 – 20h – Estrada do Portela
15/01 – 20h – Marquês de Sapucaí (ensaio técnico)
17/01 – 20h – Estrada do Portela
24/01 – 20h – Estrada do Portela
29/01 – 20h – Estrada do Portela
31/01 – 20h – Estrada do Portela

O Império Serrano será a primeira escola a desfilar pelo Grupo Especial neste ano, no dia 19 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí. A escola foi campeã da Série Ouro em 2022, retornando à elite das agremiações carnavalescas do Rio de Janeiro.

Após pressão pelo primeiro título, Grande Rio quer festejar na Sapucaí sem abrir mão da busca pelo bicampeonato

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Ao desmitificar o orixá Exu no carnaval de 2022, o caminho para o título se abriu, a Grande Rio saiu da avenida ovacionada e levou o primeiro campeonato de sua história para Caxias, agora, para 2023 a expectativa pelo bicampeonato é enorme. A escola será a segunda a desfilar no domingo de carnaval, no dia 19 de fevereiro, quando levará para a Marquês de Sapucaí uma homenagem ao cantor Zeca Pagodinho, através do enredo “Ô Zeca, O Pagode Onde É Que É? Andei Descalço, Carroça E Trem, Procurando Por Xerém, Pra Te Ver, Pra Te Abraçar, Pra Beber E Batucar”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora.

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Fotos: Allan Duffes e Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Desde 2008, quando a Beija-Flor de Nilópolis se sagrou campeã, o Grupo Especial do Rio de Janeiro não vê uma escola ser bicampeã do carnaval, a Grande Rio sabe do tamanho da responsabilidade, mas acredita que pode quebrar esse estigma, afinal, conversando com alguns segmentos é possível perceber o quanto a escola está feliz e empenhada a pisar forte na avenida para levar o segundo troféu para a comunidade de Caxias.

O diretor de carnaval, Thiago Monteiro, acredita que a força da escola está na leveza, o enredo sobre Zeca Pagodinho pede isso, a escola está alegre e incorporou o espírito do homenageado. Thiago compara esse ano com os últimos carnavais da tricolor, em 2020 o foco era respeitar a religião, em 2022 desmitificar a entidade Exu, para o próximo ano a escola quer celebrar o campeonato e embarcar no modo de viver de Zeca.

“Ser bi é mais difícil que ser campeão, a gente tem plena consciência disso e eu acho que a nossa força está na nossa leveza, na nossa simplicidade, alegria, no nosso celebrar. Eu acho que a nossa força tá aí esse ano, não tem essa pressão do primeiro título, mas tem as nossas pressões internas de manter isso e essa pressão interna é mais difícil que a externa. Então, a gente trabalha firme, trabalha forte, concentrado, mas dentro do nosso modo se o modo Tatalondirá era respeitar a religião, o modo do Exu era você desmistificar uma entidade, esse ano é celebrar um campeonato com o maior ídolo da música popular brasileira”, diz o diretor.

Ao ser perguntado se é uma vantagem para a escola ter mantido todo o time vencedor do último carnaval, Thiago acredita que foi muito importante e faz uma analogia com o futebol, para ele é como se fosse um time de futebol que joga junto há anos, toda a equipe já sabe onde vai jogar, todos se conhecem e o entrosamento é fundamental.

“Muito importante, claro. Aquele time que já sabe onde vai jogar, todo mundo já onde vai tocar a bola, onde a bola tá matada, aqui é um ponta esquerdo, aqui é um goleiro, todo mundo já sabe quem é o para-raio, quem é todo mundo, já tá tudo certo. Isso é uma grande vantagem, sim, da Grande Rio é manter o time”, pontua Thiago.

O primeiro título da Grande Rio também foi o primeiro de Thiago no Grupo Especial, perguntado sobre o que mudou em sua vida, ele diz que foi uma realização profissional e um sonho antigo, ele já havia sido campeão do acesso, mas que agora foi a concretização do sonho, ele ainda agradece a Grande Rio por ter proporcionado isso a ele.

“Eu tava perseguindo, né? Porque eu fui vice com a Tuiuti em 2018, fui vice com a Grande Rio em 2020, e graças a Deus chegou em 2022. Mudou que eu acho que é uma realização profissional, é um sonho que eu tinha antigo, tinha sido campeão na Império da Tijuca em 2013 no acesso, mas acho assim é aquela sensação, caramba, chegamos ali a gente lutou tanto, só que a gente gostou e quer manter, mas pra mim pessoalmente é uma realização profissional e pessoal muito grande, eu tenho muito a agradecer a Grande Rio por ter proporcionado isso”, conta Thiago.

Mestre Fafá, comandante da bateria invocada de Caxias, acredita que não existe pressão dentro da escola para o bicampeonato, o que aconteceu em 2022 foi algo único, mas ele acredita que se a escola conseguir repetir pode se credenciar para o bi. Fafá diz que o segredo é trabalhar bastante e correr atrás dos pontos necessários para o campeonato.

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“Eu acho que não existe isso (pressão) porque em 2022 a gente fez um grande desfile. A gente sabe que se repetirmos o que a gente fez na pista eu acho que a gente se credencia ao bicampeonato. Mas cada ano é ano, cada desfile é desfile. Esse ano é uma nova temática, um novo pensamento, desenvolvendo Zeca Pagodinho. Então, acho que é a gente buscar tentar repetir o que a gente fez, que a gente sabe que é difícil e complicado, mas sabemos também do que a gente não pode deixar de fazer, os pontos que a gente conseguiu ter dentro da escola pra gente conseguir esse título. Quem sabe a gente não consegue esse bicampeonato, tem anos que isso não ocorre, vou ficar muito feliz se Grande Rio conseguir, é o que eu digo todos os dias, voltamos a trabalhar do zero e
sabedoria pra conseguir esse campeonato”, conta Fafá.

Assim como Thiago Monteiro, o título da Grande Rio também foi o primeiro de Fafá, ele diz que é extremamente grato ao carnaval por tudo o que conquistou e que o título possibilitou que muitas portas se abrissem para ele, como viagens a trabalho para dar aulas e outras tantas oportunidades.

“Mudou muito, primeiro você entra pra história da escola, a escola que eu fui nascido e criado, aonde eu devo tudo que hoje sou no carnaval e na música, fico muito feliz, mudou muita coisa, me abriu muitas portas, eu fiz muitas viagens, muitos conhecidos, dei muitas aulas em muitos lugares, eu já dava aula, mas me abriu muito mais leques de oportunidade. Então, fiquei muito feliz, muito feliz mesmo, estou muito agradecido”, finaliza o mestre.

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Evandro Malandro, intérprete oficial da escola, diz que a homenagem ao Zeca surgiu no momento ideal, afinal, a escola está celebrando seu campeonato e a alegria do Zeca vem para somar, ele diz que o campeonato de 2022 foi fruto de muito trabalho e consequência dos belos trabalhos apresentados. Para Malandro, o carinho da comunidade somado ao espírito alegre do homenageado e a união da equipe levarão a Grande Rio ao bicampeonato.

“Eu acho que não tinha momento melhor para uma grande homenagem logo depois de um excelente campeonato. A gente etá muito feliz, focado, preparando um grande desfile e a motivação com certeza veio do campeonato, mas veio também dos belos desfiles que a gente vem fazendo. O carinho da comunidade só ajuda. Muito feliz de poder presentear eles, o carnaval de uma maneira geral colocando o Zeca Pagodinho como o nosso anfitrião e se Deus quiser é o cara que vai nos trazer o bicampeonato. Graças a Deus conseguimos montar um núcleo muito coeso, forte, unido, essa sementinha que deu frutos, o nosso presidente não quer deixar ninguém desgarrar. Acho que é justamente por aí. É a união que a gente teve e a gente levou isso a todas as nossas apresentações. O nosso diferencial está aí. Essa união que a gente fez, esse bom trabalho que é montado e executado, a gente vai levando isso pra tudo quanto é lugar e os frutos são o carinho virtual, o carinho presencial que a gente recebe”, diz o intérprete.

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Evandro conta que morava em Friburgo e vinha para o Rio cerca de três vezes por semana para ensaiar com a Grande Rio, hoje, ele diz que a maior mudança que o campeonato provocou foi ele ter se mudado, junto com sua família, para o Rio a serviço da escola. Ele agradece a Grande Rio pela vida que tem hoje e diz ser muito grato por tudo.

“Na minha vida mudou tudo, para todo mundo que me conhece, o Malandro teve uma trajetória árdua, todo mundo tem, mas o fato de morar muito longe, morar em Friburgo e vou e volto três vezes por semana, às vezes quatro, vim pro Rio e voltar pra Caxias no mesmo dia e agora graças a Deus eu já estou morando no Rio a serviço da Grande Rio eu acho que a mudança foi gigantesca na minha vida. Agradeço muito a Grande Rio pela vida que eu tenho hoje em dia e vida da minha família”, finaliza o cantor.