A Vila Maria anunciou na noite de sexta-feira seu enredo para o Carnaval 2024. A escola homenageará Michael Jackson. Veja abaixo a publicação da agremiação.
“A grandeza que alcançou os corações de todo o mundo, em diferentes países, culturas e gerações será exaltada no Anhembi. O Carnaval, como manifestação artística, também traz o palco perfeito e digno de seu nome. E neste palco vai se apresentar o “Rei do Pop”!
Levaremos ao Sambódromo do Anhembi, no Carnaval 2024, o enredo: “Vila Maria Encena o Rei do Pop no Maior Espetáculo da Terra”.
Vamos apresentar o Rei, que desde o início de sua carreira, já encantava o cenário pop mundial. E muito mais do que ter escrito seu nome na música, ele escreveu seu nome na história.
Que o “palco” do Anhembi se abra e receba “o Rei”!”
Em meio à preparação para os desfiles da Série Ouro no Carnaval de 2023, em fevereiro, a Unidos do Porto da Pedra teve uma noite especial na quinta-feira, em sua quadra de ensaios, em São Gonçalo. Além de promover mais um ‘treino’ geral dos seus segmentos, a direção da vermelha e branca homenageou gestores públicos da região com trabalhos voltados ao mundo do samba e de grande ajuda na preparação rumo ao sonhado título e o retorno à elite do carnaval carioca.
Foto: Ana Victória/Divulgação
Fábio Montibelo, presidente de honra da Porto da Pedra, afirmou em seu discurso que graças à ajuda das lideranças políticas de São Gonçalo, a escola está podendo realizar uma preparação adequada entre as que querem disputar o título.
“No governo anterior, foram destinados R$ 63 mil à Porto da Pedra, e lá em Niterói, tem uma escola que ganha do poder público R$ 4 milhões, outra, R$ 1,8 milhões, e outra, R$ 1,7 milhões. Agora, o Capitão Nelson nos deu R$ 700 mil. Todos os segmentos da escola estão pagos, estão em dia. Não devemos nada a ninguém. Queremos subir e para permanecer na elite, a Prefeitura tem que estar presente na Porto da Pedra. Se Deus quiser, a gente vai subir e permanecer no nosso lugar”, enfatizou Montibelo em seu discurso.
Capitão Nelson enfatizou que quando era vereador, por quatro gestões, sempre brigou para que a subvenção destinada à escola saísse bem antes do Carnaval. Nunca consegui, nunca tive voz. Sempre saía dois dias antes do Carnaval. Agora, na nossa gestão, num trabalho de equipe, conseguimos que a Câmara aprovasse a suvenção da Porto da Pedra antes de terminar o ano. isso é uma conquista enorme para ajudar a Porto da Pedra nos desfiles. Nós estamos com vocês. Estarei no desfile da Sapucaí”, prometeu o prefeito.
Altineu e Douglas Ruas endossaram as palavras do prefeito. “Pela primeira vez, a gente tem um governo que tem apoiado de verdade a Porto da Pedra. Vamos ganhar esse título” Afirmou o deputado federal. Já Douglas Ruas agradeceu a expressiva votação que o elegeu deputado estadual. “São Gonçalo, junto com Porto da Pedra, me prestigiou com a segunda maior votação da história do Rio de Janeiro. isso mostra a nossa força. E é com essa força que nós vamos para a Sapucaí. A Porto da Pedra é a maior expressão cultural da cidade. A Prefeitura tem que estar junto, tem que ajudar, declarou.
Lucas Muniz , por sua vez, elogiou o trabalho realizado pela Porto da Pedra para tentar trazer o sonhado título na elite e se disse confiante na missão. “Tenho certeza que no mês que vem, vamos trazer o título. Vamos rumo à vitória”, declarou.
Em 2023, a Unidos do Porto da Pedra levará para a avenida o enredo ” A Invenção da Amazônia: Um delírio Imaginário de Júlio Verne”, desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintaes e pelo enredista Diego Araújo. A vermelha e branca de São Gonçalo será a quinta agremiação a desfilar no sábado de Carnaval, 18 de Fevereiro, pela Série Ouro do carnaval do Rio de Janeiro.
O ano de 2023 marca a estreia de Carla Brito como diretora de carnaval da Liga-RJ. Honrada com o convite feito pelo presidente da instituição, Wallace Palhares, Carla fala sobre o início do trabalho e a responsabilidade de cuidar do desfile das 15 agremiações filiadas à instituição.
Foto: Divulgação
“O desafio é muito grande, mas estou preparada. A nossa vida é feita de desafios. Atuo há muito tempo na comissão de dispersão dos desfiles do Rio, no Sambódromo, ao lado de Elmo José e Edson Marcos. Aprendi muito com eles. Montei uma equipe incrível, que vai trabalhar junto comigo porque ninguém faz nada sozinho. Estaremos unidos para fazer um excelente trabalho para todas as escolas. Estou muito feliz e honrada com o convite, vamos fazer um belíssimo carnaval”, diz a recém-chegada.
Com enredo que exaltará os festejos juninos de São Luís do Maranhão, a Estácio de Sá ganhou um importante reforço na busca do título da Série Ouro anunciou a presença de Thaynara OG, uma das personalidades maranhenses mais requisitadas do país, como embaixadora oficial do enredo nomeado “São João, São Luís, Maranhão! Acende a fogueira do meu coração!”.
Foto: Divulgação
Com mais de cinco milhões de seguidores nas redes sociais, Thaynara OG é embaixadora do Unicef e responsável por um dos maiores eventos beneficentes da capital maranhense, o São João da Thay, que será mostrado na última alegoria da escola e onde a personalidade vai desfilar como destaque principal.
O primeiro encontro entre Thaynara OG e a comunidade estaciana já tem dia e hora marcados: a nova embaixadora da escola confirmou presença no ensaio técnico da Marquês de Sapucaí que acontecerá neste sábado. A Estácio encerrará as apresentações da noite, que terá ainda as participações de Lins Imperial e Inocentes de Belford Roxo.
A partir deste sábado, 14 de janeiro, começam os ensaios técnicos das escolas da Série Ouro, na Marquês de Sapucaí. Os treinos estão marcados para começar sempre às 20h. A estreia começa com Lins Imperial, Inocentes de Belford Roxo e Estácio de Sá.
Foto: Alexandre Macieira/Riotur
A entrada na Sapucaí é gratuita, porém está sujeita a lotação do espaço. A entrada de bebidas e alimentos para consumo próprio está liberada. O acesso do público será feito a partir das 17h pelos setores 01 e 05. Confira a agenda completa desta temporada.
Dia 14 de janeiro
20h – Lins Imperial
21h – Inocentes de Belford Roxo
22- Estácio de Sá
Dia 21 de janeiro
19h30 – Arranco
20h30 – Unidos da Ponte
21h30 – Unidos de Bangu
22h30 – União da Ilha
28 de janeiro
19h30 – União de Jacarepaguá
20h30 – Acadêmicos de Vigário Geral
21h30 – Unidos de Padre Miguel
22h30 – Porto da Pedra
04 de fevereiro
19h30 – Em Cima da Hora
20h30 – Império da Tijuca
21h30 – Acadêmicos de Niterói
22h30 – São Clemente
Tia Surica, Selminha Sorriso, Rachel Valença, Tiãozinho Mocidade, Mestre Odilon, Mestre Dionísio, Rubem Confete, Zélia Confete e Nilcemar Nogueira. Integrantes do Conselho do Samba, do Museu do Samba, são esses os baluartes que assinam a carta endereçada ao prefeito Eduardo Paes pedindo a criação de uma área de lazer e cultura inspirada no Parque Madureira, em um terreno abandonado ao lado do museu, aos pés do Morro de Mangueira.
Foto: Divulgação
A carta foi entregue ao presidente da Riotur, Ronnie Aguiar Costa, escalado por Paes para interagir com os sambistas sobre a proposta. “O próximo passo é vocês sugerirem os equipamentos necessários às atividades culturais e de lazer demandadas pela comunidade e o Museu do Samba, para que a Prefeitura faça um estudo de viabilidade”, afirmou o presidente da Riotur, que chamou para a conversa o subprefeito da Zona Norte Diego Vaz.
“Nossa ideia é que o espaço seja uma área de convivência para a criança brincar e o idoso jogar suas cartas, ao mesmo tempo em que abrigue atividades educativas e culturais ligadas ao samba, como rodas e a gastronomia tradicional das velhas baianas; nesta região não temos nada semelhante, a exemplo das bem-sucedidas iniciativas Parque Madureira e Feira das Yabás, por exemplo”, detalhou Nilcemar Nogueira, fundadora do Museu do Samba.
O terreno em questão fica na rua Visconde de Niterói, ao lado do Museu do Samba, aos pés do Morro da Mangueira. Havia ali um prédio do IBGE que foi implodido para construção de unidades do Minha Casa, Minha Vida, objetivo que não se concretizou. Hoje a área está abandonada e sem tratamento paisagístico, deixando o museu vulnerável a invasões, além de ter se tornado criadouro de insetos.
Um dos mais elogiados sambas desta temporada carnavalesca ganhou uma versão exclusiva na voz do cantor Luiz Carlos, do Raça Negra. O vocalista do renomado grupo enviou um vídeo entoando a obra de Cláudio Russo, Moacyr Luz, Gustavo Clarão, Júlio Alves, Alessandro Falcão, Pier Ubertini e W. Correia sobre a inédita narrativa da chegada dos búfalos ao Brasil.
No desfile deste ano, a azul e amarelo será a primeira a desfilar na segunda-feira de Carnaval com o enredo “Mogangueiro da cara preta”, dos carnavalescos Rosa Magalhães e João Vitor Araújo.
Neste domingo, o Tuiuti realiza ensaio técnico na Marquês de Sapucaí, a partir das 22h.
A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa) informou que a lavagem da Sapucaí está confirmada para ser realizada esse ano. Como já tinha sido noticiado anteriormente a única mudança é que o encontro mudou do domingo para o sábado. Acontecerá no dia 11 de fevereiro, antes dos ensaios técnicos da Vila Isabel e Viradouro, que também vão fazer o teste de som e luz da Avenida.
Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO
A Liga teve que se posicionar sobre a lavagem, porque o colunista Ancelmo Gois, de O Globo, noticiou que houve uma votação e que teria sido cancelada o encontro de fé na Sapucaí. O site CARNAVALESCO apurou que não houve votação, na verdade, o discutido foi a diminuição do tempo de duração, passando de duas horas para uma hora de duração.
Confira a nota divulgada pela Liesa: “A tradicional lavagem da Sapucaí será realizada no dia 11 de fevereiro, sábado, às 18h30, antes dos ensaios técnicos com testes de luz e som de Vila Isabel (20h30) e Viradouro (22h). O calendário oficial do Rio Carnaval para a temporada, que inclui o evento, foi divulgado em 1º de novembro pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa) e não houve alteração desde então. O presidente da entidade, Jorge Perlingeiro, reforça que o compromisso está mantido”.
A Colorado do Brás abriu a segunda semana de ensaios técnicos no Sambódromo do Anhembi, em preparação para os desfiles do Carnaval 2023. Única agremiação a realizar um treino geral na última sexta-feira, a Vermelho e Branco do Canindé teve sua apresentação muito comprometida pela forte chuva que começou a cair assim que a comunidade pisou na Avenida. Apenas a comissão de frente conseguiu dar uma amostra de seu valor logo no começo, o que somado ao pequeno número de componentes que compareceram, fez com que a escola encerrasse sua passagem com apenas 45 minutos. A Colorado lutará para retornar ao Grupo Especial com o enredo “A Ópera de Um Pierrot”, e será a sexta escola do Grupo de Acesso a se apresentar no domingo, dia 19 de fevereiro.
Comissão de Frente
Único quesito da Colorado que conseguiu aproveitar de fato o ensaio em algum momento, a Comissão de Frente apresentou uma dança leve, rica em expressões faciais com o protagonismo de um casal levemente caracterizado como Pierrot e Colombina. A coreografia se encaixa no andamento de uma passagem do samba da escola, tendo como ponto de partida um bater de palmas de todos os atores ao mesmo tempo durante o refrão principal.
De acordo com a coreógrafa Paula Gasparini, a mensagem que o grupo cênico pretende transmitir é a de que, mesmo na tristeza e independente do motivo, as pessoas podem optar em passar por esse momento e alcançar a alegria. A julgar pelo fato de ser o único elemento do desfile que conseguiu passar de forma convencional pela Avenida, a expectativa é de uma bela apresentação no desfile oficial.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
A chuva foi impiedosa com o primeiro casal da Colorado, Brunno Mathias e Jéssica Veríssimo. Os dançarinos até tentaram realizar sua parte no treinamento e mostraram boa sincronia no primeiro setor, mas antes que pudessem chegar ao segundo o mestre-sala abdicou de seus calçados, e passou a dançar de forma protocolar com a porta-bandeira, que apostou em sapatilhas simples para o ensaio. A intensidade da precipitação aumentou de tal maneira ao longo da passagem da Vermelho e Branco que o casal abriu mão até mesmo do pavilhão, que foi protegido por um dos diretores até a saída da Avenida. Brunno e Jéssica aproveitaram a situação para dançar juntos de forma descontraída ao som da bateria Ritmo Responsa, tanto que assim que cruzaram a linha de chegada, ambos retornaram pelo corredor e se juntaram aos ritmistas, lembrando o ritual padrão do antigo guardião do manto da agremiação, Ruhanan Pontes.
Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO
Harmonia
Um quesito muito prejudicado pelas condições de apresentação, a harmonia da Colorado do Brás se mostrou valente na medida do possível. Uma das poucas alas a comparecer em bom número, a Ala Makena se destacou cantando o samba inteiro de maneira animada. É possível esperar mais da comunidade do Canindé nos próximos ensaios, que certamente comparecerá em maior número.
Evolução
Não há muito o que descrever sobre a evolução da Colorado no ensaio. Muitas das alas mal formavam uma linha de componentes, e não havia marcação de espaços das alegorias, o que tornou a apresentação inviável para praticar o andamento de desfile. Quando todos os componentes da escola passaram pelo meio da pista, a bateria saiu do recuo, mas se dirigiu de volta ao Setor B antes de seguir em frente, demonstrando que o quesito era a última das preocupações da Vermelho e Branco naquele momento. O treino de evolução ficará para o próximo ensaio técnico.
Samba-Enredo
Uma obra bem defendida pelo intérprete Léo do Cavaco, mas que não pode brilhar muito neste primeiro ensaio. Com a bateria arriscando poucas bossas, não houve muitas oportunidades para testar o potencial do samba em um desfile completo. Com uma letra leve e de fácil captação, é uma promessa a ser esperada nos próximos treinamentos e no desfile oficial.
Outros destaques
A chuva só não brilhou mais do que a rainha de bateria, Camila Prins, que não temeu a impiedosa água dos céus e formou boa parceria com os membros da “Ritmo Responsa”. Em geral, um ensaio que deu a sensação de que a própria escola não poderia contar muito com ele.
Ser a única escola a treinar, numa sexta-feira à noite e com a forte chuva que caiu, foram elementos que contribuíram para a Colorado aparentemente abdicar de maiores pretensões nesse primeiro momento. Um ensaio que não pode servir de parâmetro para o que os sambistas podem esperar da agremiação, que certamente aproveitará melhor a oportunidade no dia 22, domingo, quando fará seu segundo ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi.
Na semana passada, começamos nosso passeio com um pouco dos enredos que as agremiações do grupo especial carioca vão levar para a Avenida em 2023. Nele, apontei um “inconsciente coletivo” — como diria Maria Augusta — envolto dos céus e paraísos que apareceram na criação de alguns artistas. Porém, este não foi o único assunto que se mostrou reincidente na safra de enredos.
Outras quatro narrativas se mostram alinhadas, em algum sentido, ao se aprofundar no regionalismo brasileiro, explorando os aspectos culturais do norte e nordeste. A Bahia, sobretudo, é um lugar que veremos na Sapucaí de diferentes formas em 2023. Mesmo sendo uma região já foi muitas vezes homenageada, ainda é possível ver novos contornos nos temas desse carnaval que irão versar sobre a terra do axé. São três enredos diretamente ligados ao universo festivo e histórico da região, mais uma que sobe um pouco ao norte e chega ao Pará.
Fazendo a primeira parada na Estação Primeira, a Mangueira foi uma das que mais cedo anunciou seu enredo. A dupla Annik Salmon e Guilherme Estevão terá a difícil missão de substituir Leandro Vieira, após se destacarem na Série Ouro. Acostumada a exaltar a Bahia e o nordeste, a verde-e-rosa vai mergulhar nos cortejos e manifestações afro-brasileiras que acontecem na capital soteropolitana numa proposta autoral dessa dupla, formada para assinar este desfile.
Se a história do carnaval baiano foi poucas vezes cantada na Avenida, o tema ganha ainda mais relevância pelo recorte racial e de gênero que propõe. É assim que a condução de “As Áfricas que a Bahia canta” se dá pelo protagonismo feminino que acontece nessas folias. Apesar da boa premissa, resta saber se essa condução e atuação feminina estará de fato presente e destacada nos setores que irão passear pelos afoxés, cucumbis e blocos. Ainda assim, é um tema muito rico culturalmente e com muitas visualidades a serem exploradas.
Foto: Luan Costa/Site CARNAVALESCO
Um dos melhores enredistas do carnaval nos últimos anos, Jack Vasconcelos se volta à cultura baiana, um assunto até então inédito na sua trajetória. O enredo da Unidos da Tijuca será “É Onda Que Vai… É Onda Que Vem… Serei a Baía de Todos Os Santos a Se Mirar No Samba da Minha Terra”, que vai “mergulhar” na riqueza cultural da bacia hidrográfica que dá nome ao estado nordestino.
A proposta parece ter um “quê” de enredo cep, pois os setores se desenvolvem pela história e cultura das cidades em torno da baía. Porém, mesmo parecendo despretensiosa, a narrativa mostra bem a assinatura de Jack e sua inteligência de arrematar seus trabalhos. A baía não se torna apenas cenário, mas é ela mesma a amarração e condutora da premissa, trazendo a noção aquática e marítima, que poderá ser vista em todos os setores do cortejo. Uma ótima saída para fugir do óbvio.
Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Beija-Flor
Diferente dos passeios culturais que prometem Mangueira e a Unidos da Tijuca, a Beija-Flor se volta para a história de luta do estado baiano. Aproveitando ainda o mote do bicentenário da independência brasileira, a narrativa de André Rodrigues e Alexandre Louzada, com pesquisa de Mauro Cordeiro, vai questionar essa celebração patriótica e se voltar para a guerra da independência, acontecida na Bahia entre 1922 até o fatídico 2 de julho de 1923.
O primeiro feito dessa escolha narrativa é revelar um episódio pouco conhecido do grande público, principalmente os sudestinos e de outras regiões, que não conhecem tão bem a luta de nomes como Joana Angélica e Maria Quitéria. Outro valor de como está sendo conduzido o tema é a forma contestadora e contundente que a proposta se coloca, dando um tom de reivindicação e manifesto. É uma característica que se soma ao estilo imponente da própria Beija-Flor e dá um toque bastante único ao enredo, fazendo-o se destacar como um dos poucos temas que têm vertente mais crítica e política dessa safra.
Foto: Divulgação/Tuiuti
Saindo da Bahia e viajando até o Pará chegamos no enredo que o Paraíso da Tuiuti vai contar, sob a batuta criativa de Rosa Magalhães e João Vitor Araújo. A inusitada dupla vai explorar a cultura marajoara em “Mogangueiro da Cara-Preta”. A concepção tem um quê de fábula, típico da professora, e revela uma história bastante curiosa: o naufrágio de um barco que levava especiarias e foi responsável por povoar a Ilha de Marajó com búfalos. Além da sua relevância histórica, a narrativa ainda acerta ao exaltar a cultura popular e revelar nomes como Mestre Mestre Damasceno, responsável pelo inusitado “búfalo-bumbá”, garantindo mais um passeio cultural e bastante rico na folia que se aproxima.
Passeando pelo regionalismo presente nas narrativas de Mangueira, Tijuca, Tuiuti e Beija-Flor, temos um recorte bastante interessante sobre a safra de 2023. São propostas que, apesar de terem nuances parecidas, exploram diferentes vertentes e com os mais diferentes fio-condutores. Vamos descobrir em breve como elas serão abordadas na Avenida! Em breve, voltaremos por aqui para nossa terceira e última análise dos enredos de 2023. Até!