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Opinião popular: Sambistas apontam pontos positivos e negativos dos mini desfiles do Grupo Especial para o Carnaval 2023

Sambistas aprovam evento e pedem inclusão dos mini desfiles no calendário oficial da cidade. Preços e som são os principais problemas apontados na estrutura

A equipe do site CARNAVALESCO ouviu sambistas presentes na Cidade do Samba sobre os mini desfiles do Grupo Especial para o Carnaval 2023. A estrutura do evento, de maneira geral, foi aprovada. O público apontou os pontos negativos e positivos da festa. Performance das escolas, tempo de mini desfiles e quantidade de banheiros químicos foram aprovadas. Pedidos que os entrevistados avaliassem o evento. A nota média ficou em 9,85. * VEJA FOTOS DOS MINI DESFILES

Fotos: Allan Duffes e Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Performance das escolas: O espetáculo produzido pelas escolas de samba do Grupo Especial foi bastante elogiado. O capricho e respeito das agremiações com o público, com efeitos pirotécnicos, belas fantasias e muito samba no pé tiveram destaque.

“As escolas deram um verdadeiro show aqui na Cidade do Samba e os sambas estão muito bonitos. Eu acredito que, caso se confirme o que nós vimos aqui hoje, temos tudo para ter um carnaval muito bonito e disputado na Sapucaí”, ressaltou Vania Costa, torcedora da Vila Isabel e também moradora do bairro de Noel.

Tempo de mini-desfiles: O tempo de apresentação para cada escola, 35 minutos ao total, sendo 5 minutos para o esquenta e 30 minutos de evolução na pista, também não teve críticas por parte dos sambistas. As apresentações foram consideradas suficientes para apreciar as obras que embalarão o carnaval de 2023.

“As apresentações estão muito boas, gostei muito da Vila Isabel. Acho interessante que esse mini desfile dá uma ideia, uma pequena amostra do que realmente vai ser o desfile oficial. Sempre é uma disputa muito grande”, comentou Celeste, de Copacabana, torcedora e componente da Beija-Flor.

Quantidade de banheiros de químicos: Quanto à estrutura em si, a quantidade de banheiros químicos disponível ao longo da Cidade do Samba também foi aprovada pelos sambistas. “O evento está ótimo, maravilhoso, super organizado, estão de parabéns. O banheiro está muito limpo e organizado”, disseram as irmãs Michele e Helena Silva, torcedoras da Imperatriz Leopoldinense.

Preços, som e falta dos esquentas no palco são pontos a melhorar

Preços: Os preços, tanto dos alimentos e bebidas, quanto o valor das entradas, foram duramente criticados pelos presentes nos mini desfiles. Para muitos, os valores para comer e beber no evento, considerados “fora da realidade” afastou uma faixa de sambistas.

“A estrutura do evento está muito legal, porém os preços estão um pouco caros, poderia ser um pouco mais acessível, tanto do ingresso quanto da alimentação aqui na Cidade do Samba”, criticou Gabriel Santos, de São Gonçalo e torcedor da Unidos do Porto da Pedra, escola da cidade.

“Em relação ao preço, acho que está fora da realidade da maioria do povo. A estrutura está legal, pode melhorar um pouco, mas no geral, a gente tem que incentivar, manter o otimismo que as coisas vão melhorar e o preço pode ajudar, entrar na realidade do nosso bolso”, completa Geovane, de Campo Grande e torcedor da Beija-Flor de Nilópolis.

Som: O som, muitas vezes criticado pelos sambistas na Marquês de Sapucaí, também foi alvo de críticas na Cidade do Samba. O carro de som utilizado pelas escolas nas apresentações foi considerado insuficiente para parte do público presente, por não chegar de forma igualitária a todos os lugares do evento.

“A Liesa precisa olhar com mais carinho para o som, pois uma vez que o evento é pago, diferente do ensaio técnico, que é gratuito e tem o som muito melhor que o daqui, que é pago. São coisas a serem acertadas e melhoradas”, critica o torcedor Felipe, da Mocidade Independente de Padre Miguel.

Falta dos esquentas no palco: Outro ponto negativo apontado pelos sambistas foi a falta dos esquentas do palco da Cidade do Samba, como ocorreu no evento de fevereiro deste ano. “Duas coisas ano passado eram superiores a esse ano, que era o esquenta das escolas no palco e, para mim, não faz sentido grupo de pagode. Nada contra, adoro. Mas, quando as escolas esquentavam no palco, tinha um fluxo interessante das pessoas correrem pro palco e depois para largada e acompanhar até o final. A ausência do palco quebrou essa dinâmica”, completa o independente Felipe.

Apesar dos problemas apontados, a percepção geral do público sobre o evento foi muito boa. Após o encerramento da festa, os sambistas foram praticamente unânimes ao apontar a necessidade de inclusão definitiva dos mini desfiles no calendário de eventos da cidade do Rio de Janeiro.

“Para a gente que é sambista, o evento é muito bacana, é louvável e precisa acontecer mais vezes, entrar no calendário do samba, pois faz bem para a cultura. A gente não pode ficar só a mercê do ensaio técnico e dos desfiles, tem que ter mais movimentos como esse, a Cidade do Samba cheia, o sambista sendo representado, isso é bem bacana, conclui o nilopolitano Geovane.

Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO
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