InícioGrupo Especial'Não se pode subestimar ninguém', declara presidente da Beija-Flor

‘Não se pode subestimar ninguém’, declara presidente da Beija-Flor

Escola de Nilópolis veio luxuosa, mas cometeu em evolução

A Beija-Flor teve a missão de encerrar o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial. A Nilopolitana veio com o enredo “Empretecer o pensamento é ouvir da voz da Beija-Flor”, para enaltecer personagens negros, como a própria Selminha, Claudinho, Neguinho da Beija-flor, Pinah e Laíla. Apesar de encantar quem estava na Sapucaí, a escola teve problemas que podem lhe custar pontos preciosos, como em evolução e Mestre-Sala e Porta-Bandeira.

Foto: Site CARNAVALESCO

Claudinho e Selminha Sorriso, que completam 30 anos de parceria, vieram representando o ‘Esplendor de Kemet’, que significa ‘terra negra’. A dupla acabou se esbarrando em um momento da apresentação, com isso, o mestre-sala deixou escapar o pavilhão na hora de mostrá-lo aos jurados. O casal ficou visivelmente abalado e não conseguiu ter o mesmo desempenho magistral que lhe é esperado e conhecido. Apesar disso, em entrevista para o site CARNAVALESCO, Claudinho fez questão de enaltecer a parceria.

“São 30 anos de parceira. É o momento de repensar e comemorar a vida porque perdemos muitas maravilhosas. Então, é um momento de reflexão, é o momento do carnaval homenagear todas essas pessoas que se foram. Nilópolis está de parabéns por esse desfile”, declarou o Mestre-Sala.

A comissão de frente comandada por Marcelo Misailidis chamou bastante atenção. O grupo era formado por 15 homens que representavam Macuas, povo originário de Moçambique. O coreógrafo falou da responsabilidade de conseguir passar uma mensagem diante de um assunto tão importante, a memória arrancada e o apagamento da cultura do povo preto durante e pós-escravidão.

Foto: Site CARNAVALESCO

“A gente estava precisando falar sobre uma metáfora do apagamento, do apagamento cultural que acontece com todo o povo preto. Então, a forma da gente entender isso, é entender que essa metáfora começa por onde chegou, que foi pela Costa Brasileira, e ver aquilo né, como é que é cruel você olhar para trás e não vê o teu passado”.

O chão da comunidade nilopolitana é muito forte e aguerrido. Os componentes cantaram alto o samba e deu para ouvir bem de toda Sapucaí e deixou o presidente Almir orgulhoso. Outro quesito que merece destaque é a bateria Soberana, dos Mestres Rodney e Plínio, que teve uma apresentação firme e com ótima afinação.

Foto: Site CARNAVALESCO

“Dever cumprido. É o que eu tenho dito, não se pode subestimar ninguém, todas as escolas foram bem. Os jurados vão ter dor de cabeça agora. A Beija-Flor é sempre uma surpresa, as pessoas ficam sempre esperando para ver o que vai acontecer”, declarou o presidente.

“Foi perfeito. Gostaria de parabenizar a bateria pelo andamento perfeito. Estou feliz pelo rendimento da galera”, disse o Mestre Rodney.

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