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Morre Nilo Figueiredo, ex-presidente da Portela

Ele comandou a Azul e Branco por nove anos, sendo reeleito nas eleições de 2007 e 2010

Nilo Mendes Figueiredo, ex-presidente da Portela, faleceu, aos 85 anos, nesta sexta-feira, em decorrência de complicações com o Alzheimer. Ele comandou a Azul e Branco por nove anos, sendo reeleito nas eleições de 2007 e 2010. Nos últimos anos, Nilo Figueiredo vivia numa clínica de repouso, recebendo a visita dos amigos mais próximos e de parentes. Deixa filhos e netos, incluindo Nilo Mendes Figueiredo Junior, ex-vice-presidente da Portela. Velório está marcado para este sábado, 22 de janeiro de 2022, a partir das 11h, na Capela 02 do Memorial do Carmo. A cerimônia de cremação será às 14h.

Nilo começou a frequentar a Portela na década de 1960, numa época em que oficiais graduados das Forças Armadas ainda não participavam ativamente das escolas de samba. Ele quebrou barreiras e se tornou vice-presidente da Portela nos desfiles de 1970 e 1971, sagrando-se campeão com o enredo “Lendas e Mistérios da Amazônia”.

Afastou-se da escola após a eleição de Carlos Teixeira Martins, logo após o carnaval de 1971, mas manteve-se como uma das lideranças políticas da Portela ao longo da década de 1970. Por muitos anos foi um dos responsáveis pela segurança do Sambódromo, trabalhando junto à Liesa.

Mesmo afastado, jamais abandonou o sonho de um dia voltar a participar ativamente de sua escola do coração. Em 2003, liderou a ocupação da quadra de ensaios por um grupo de descontentes com a gestão de Carlos Teixeira Martins, o que gerou o movimento “Nova Portela”. Após uma série de disputas judiciais, em agosto de 2004 Nilo Mendes Figueiredo derrotou Marcos Aurélio Fernandes, candidato indicado por Carlinhos Maracanã, tornando-se Presidente da Portela.

No comando da Portela, a escola retornou nos desfiles das campeãs nos anos de 2008 (4ª), 2009 (3ª) e 2012 (6ª). Foi sob sua liderança que a Portela enfrentou uma das mais graves tragédias de sua história, que foi o incêndio que antecedeu ao carnaval de 2011, que fez a escola desfilar sem ser julgada.

O “Comandante Nilo”, como era chamado, sempre incentivou a participação de jovens, ajudando a renovar importantes segmentos da Portela, como a direção de harmonia e a bateria. Neste processo de renovação, nomes hoje consagrados, como Gilsinho e Nilo Sérgio, tiveram suas primeiras oportunidades. Também em sua gestão a escola mirim Filhos da Águia, fundada em 2001, finalmente conseguiu reconhecimento para desfilar, iniciando seu trabalho como formadora de novos talentos.

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