A Acadêmicos do Sossego realizou neste sábado um ensaio vibrante e com muita energia, segunda escola a pisar na avenida, os componentes demonstraram muita alegria e descontração durante os 48 minutos de desfile. A bateria realizou uma série de bossas que levantou o público, principalmente as coreografadas, porém, mesmo com a animação, espaçamentos foram observados próximo à bateria, causando falhas em evolução. Com uma comissão de frente e casal de mestre-sala e porta-bandeira, dançando no padrão de excelência de Grupo Especial, a agremiação realizou uma entrada potente no Sambódromo. * VEJA FOTOS DO ENSAIO

Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Antes do início do desfile, uma bonita homenagem tomou conta do esquenta da escola, o intérprete oficial da escola, Nino do Milênio fez homenagem ao cantor David do Pandeiro, morto no ano de 2020, o momento emocionou a todos, já que o intérprete, que foi campeão com o Sossego na Intendente Magalhães no ano de 2016. * VEJA AQUI VÍDEOS DO ENSAIO DO SOSSEGO

Harmonia

A agremiação do Largo da Batalha, em Niterói, cantou com bastante empolgação o samba para o próximo carnaval, a primeira ala se destacou por cantar forte. Durante toda a passagem da escola pela avenida foi possível ver os componentes brincando e se divertindo, apesar de descontraída, a azul e branca demonstrou bastante organização. Baianas desfilaram no final da escola com saias verdes e flores na estamparia, todas cantavam o samba com muito vigor.

Alguns versos como “Omã me escondeu na floresta” e o refrão, foram os mais cantados ao longo da apresentação total da escola. O destaque ficou para as alas que vieram desde o primeiro casal até a bateria, afinal, foi possível observar todos os componentes envolvidos pelo samba. As duas alas que sucederam o tripé que representava a segunda alegoria da escola também fizeram bonito. Por volta do setor 10, alguns componentes das alas finais da escola deixaram de cantar o samba durante a passagem de alguns versos, porém, nada que não possa ser ajustado nos ensaios de quadra e rua da comunidade.

“As impressões são as melhores possíveis, porque a gente não imaginava que iria fazer hoje um ensaio tão bom e tão a altura da escola. A gente quer trabalhar todos os pontos, né? Queremos passar perfeitos, então ainda vamos trabalhar todos os pontos de seguimento, harmonia, bateria, casal, vão passar por ajustes. A escola está numa crescente imensa e hoje deu para perceber que a escola vai vir enorme, vai vir firme para o desfile do dia 20 de abril. Pode esperar uma Sossego com garra, com comunidade, com chão e com força de sair do oitavo lugar para brigar nas cabeças”, disse Ygor Silva, integrante da direção da escola.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta bandeira da Sossego, Fabrício Pires e Giovana Justo, deu um show no palco sagrado do samba carioca, com muita simpatia e alegria, ambos bailaram com muita força e graciosidade. Experientes, a dupla demonstrou muita sincronia nos passos. Com uma apresentação de cerca de 2m30s, ela, com um vestido azul e detalhes em azul escuro e laranja e ele, num belo terno e gravata cor de salmão, arrancaram aplausos da plateia.

Destaque para alguns passos mais marcados no verso Okê okê arô, odé odé, trazendo referências de dança afro. Ao longo da execução, ficaram nítidos os olhares direcionados um para o outro. Ao final do número, uma inovação: Giovanna deixou de segurar o pavilhão da escola e quem assumiu a posição foi o mestre-sala. Durante o esquenta, o intérprete Nino do Milênio puxou o parabéns para a primeira porta-bandeira que completou mais um ano de vida.

“O retorno da pandemia nos revela duas palavras-chave importantes: simplicidade e dar atenção ao que de fato é realmente importante. Tentamos levar essas ações para o nosso quesito também. Além de tentar evoluir o tempo todo. Ser simples é ir direto ao ponto é o que mais importa. Me sinto feliz, alegre, contente, agora falta menos de dois meses para o desfile. É esse Carnaval no mês de abril vai coroar o fim da pandemia”, disse o mestre-sala.

“É inexplicável falar sobre a volta na Sapucaí. Eu estou muito feliz de pisar nesse solo sagrado que eu amo. Hoje estou aqui para curtir o meu aniversário, o samba e o ensaios da Sossego.alem de me preparar para o oficial. É o meu primeiro ano na escola, mas parece que estou na escola há muito tempo, porque quando gostamos de alguma coisa o resultado é bom, alegre e gostoso”, completou a porta-bandeira.

Samba

Valente, a obra se mostrou um dos trunfos da escola para alçar vôos mais altos no próximo desfile, bastante aguerridos, os componentes da azul e branca de Niterói cantaram o samba com enorme energia, destaque para as primeiras e últimas aulas, a parte do samba “Eu não largo da batalha, Sossego”, era cantada a plenos pulmões. O intérprete Nino do Milênio faz sua estreia na escola e conduziu o carro de som com maestria.

“Hoje a tive a certeza que faremos um grande trabalho na avenida, estou muito satisfeito, a escola está com uma energia bacana e tudo indica que vamos fazer um grande desfile, um grande trabalho, graças a Deus. AAmaral Peixoto contribuiu muito com todos os ensaios que a gente teve, o último vai ser agora dia três de abril vai concluir pra gente pisar forte nessa avenida no desfile oficial”, comentou o intérprete.

Bateria

Sem dúvida, o maior destaque da Sossego ficou por conta da bateria Swing da Batalha, comandada pelo mestre Laion, os ritmistas deram um show na avenida, durante todo o ensaio bossas difíceis foram realizadas. Em uma a bateria se abria para que o Rei Juarez Souza entrasse e evoluísse, em outro momento a bateria se abaixava em frente a cabine de jurados e ainda fazia reverência ao público. Os ritmistas sustentaram o samba ao longo de todo o percurso pela Sapucaí.

“Acho que fizemos um grande ensaio, depois de dois anos sem ensaio técnico estamos de volta. É um ensaio muito produtivo e agora é rumo aos 40 pontos, nota máxima. É acertar detalhes para alcançar o objetivo do nosso carnaval. Vão ser 230 ritmistas. A bateria ‘Swing da Batalha’ vem de povos africanos. Vou acertar alguns detalhes com a harmonia da escola, mas as ideias estão prontas. São três bossas (convenções) de muita dificuldade, muita variação entre caixa, repique e terceira, além de duas coreografias. É um trabalho bem elevado, mas que já venho fazendo na escola. Acredito muito nessa proposta e no meu estilo de trabalho”, assegurou mestre Laion.

Evolução

A evolução foi o calcanhar de aquiles da escola, mesmo com as alas compactas e evoluindo com segurança, o mesmo não foi observado durante as apresentações da bateria nos módulos de julgamento, tanto na primeira cabine, quanto na cabine dupla, a ala que vinha à frente da bateria seguiu andando enquanto a mesma se apresentava, apenas no último módulo a situação se resolveu. A escola apresentou elementos para demarcar os setores.

Após a primeira ala, um tripé ornamentado em forma de um grande cocar e com o símbolo da escola soltava papel picado. Os pompons e bexigas nas cores da agremiação trouxeram, além de beleza, um volume interessante à medida em que os componentes avançavam pela avenida. Destaque para o elemento de mão da ala de abertura. Os passistas estavam sem salto, porém, sambando muito, todos nas cores da escola, com cocar na cabeça e adereços de mãos.

Mais destaques

Outro destaque da escola foi a exibição da comissão de frente, assinada por Jardel Augusto Lemos. Ao todo, 15 componentes homens executaram uma apresentação marcada por passos fortes e bem definidos. O principal representou a figura do pajé, o chefe da aldeia. Quatro dos bailarinos empunhavam um bastão que ajudou nas acrobacias e movimentos ao longo dos 2m25s em frente aos módulos de julgamento.

Com o enredo “Visões Xamânicas”, a Acadêmicos do Sossego será a sétima e última escola do primeiro dia de desfile da Série Ouro na quarta-feira, 20 de abril. Ao todo, serão três alegorias e um tripé para ajudar a contar a história proposta pelo enredo, desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues.

Participaram da cobertura: Ingrid Marins, José Luiz Moreira, Karina de Figueiredo, Lucas Santos, Luan Costa, Nelson Malfacini e Walter Farias

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