A Imperatriz Leopoldinense abriu as portas de sua quadra em Ramos, na Zona Norte do Rio, na noite de sexta-feira, para realizar mais uma etapa do concurso que elegerá o hino oficial da agremiação para o Carnaval de 2024. Como parte da série “Eliminatórias”, a reportagem do site CARNAVALESCO esteve presente e acompanhou essa nova fase da competição promovida pela Rainha de Ramos. Ao todo, quatro obras se apresentaram. No final, o samba da parceria de Jorge Arthur foi cortado. Os demais seguem na disputa e voltam ao palco da escola na próxima sexta-feira, dia 6 de outubro, quando não haverá cortes, ou seja, os classificados estão já na semifinal, do dia 12 de outubro.

Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

No ano que vem, a Imperatriz Leopoldinense apresentará o enredo “Com a sorte virada pra lua segundo o testamento da cigana Esmeralda”, assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira. O tema tem como base um pequeno folheto que foi escrito há mais de 100 anos por Leandro Gomes de Barros, autor paraibano de cordéis que inspiraram o dramaturgo Ariano Suassuna a escrever o “Auto da Compadecida”. A proposta dá continuidade ao interesse da agremiação em se debruçar sobre o Brasil e sobre obras populares que souberam dar contorno à imaginação de caráter fantástico como uma extraordinária vocação do povo brasileiro. A Rainha de Ramos será a sexta escola a desfilar no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro, encerrando o primeiro dia do Grupo Especial do Rio, em busca do bicampeonato.

Parceria de Jeferson Lima: Primeiro samba da noite foi composto pelos compositores Jeferson Lima, Rômulo Meirelles, Jorge Goulart, Silvio Mesquita, Carlinhos Niterói, Bello e com a participação especial de Gigi da Estiva. A torcida marcou presença com muitas bandeiras e fez a sua parte cantando bastante a obra, principalmente, o refrão principal que era uma explosão. O intérprete da União da Ilha, Nêgo foi ótimo na condução mais uma vez. Ele contou com cantores de apoio de qualidade, como Tiago Santos e Leléu. O refrão principal assim como nas semanas anteriores, está passando como um trator, sendo berrado pela torcida e por outras pessoas que acompanham a disputa. Esse refrão curtinho tem o poder de grudar na cabeça, sendo muito fácil para o canto coletivo. Outra parte forte da apresentação fo em “Ê cigana, a caravana está em festa” toda passada do samba, era evidente a força dessa parte do samba, que é logo após a cabeça do samba. O falso refrão do meio passou muito bem também. A variação melódica na parte “Tá escrito levo fé, no balanço da maré/quem chora vai sorrir, minha Escola vai brilhar/não se pode atrasar o que está por vir” foi outro ponto que chamou atenção no samba. A apresentação foi forte do início ao fim, mostrando ser um forte candidato para ser o hino da escola para o Carnaval 2024. Mesmo sendo o primeiro samba da noite, a quadra ficou bem quente com a apresentação, levantando até a galera do camarote.

Parceria de Zé Katimba: A parceria do samba 4 foi dos compositores Zé Katimba, Dudu Nobre, Zé Inácio, Mirandinha Sambista, Luizinho das Camisas, Tuninho Professor e com participações especiais de luxo de André Diniz e Eduardo Medrado. A torcida com as tradicionais bandeiras foi bastante animada e mostrou um canto forte e contínuo. No palco Tinga e Chitão Martins foram muito bem na condução. O pequeno refrão “O que eu tenho foi a cigana quem deu /o que é meu é dela, o que é dela é meu” foi potente e levantou a galera. A melodia do samba que é diferenciada passou bem obtendo alguns destaques: Variação melódica na primeira parte do samba em “Cisnes eu vi, candura senti no ar” e na segunda parte do samba em outra variação interessante “Astros alinham a escola na rua” até a chamada do refrão. O samba passou muito bem, e as apresentações da parceria vem ganhando corpo, sendo um forte candidato para a final da Imperatriz.

Parceria de Me Leva: Penúltimo samba da noite foi composto pelos compositores Me Leva, Gabriel Coelho, Luiz Brinquinho, Miguel da Imperatriz, Antônio Crescente, Renne Barbosa e com as participações especiais de Daniel Paixão e Lucas Macedo. A torcida marcou grande presença com muitas bandeiras e performances, fazendo uma grande festa na quadra. Marquinho Art´Samba, Igor Vianna e Chicão foram excelentes na condução da obra no palco. A chamada para o refrão de cabeça não deixou ninguém parado e foi um dos grandes destaques. Outro grande destaque foi a melodia em um todo com variações melódicas tanto na primeira parte do samba quanto na segunda, como em “E eu Malandro de fato não ando sozinho/Pra virar o meu caminho fechei os olhos pra ver/Morfeu falou no meu sonho mais bonito/que só vale o escrito quando é hora de vencer”. O refrão principal foi outro ponto forte da parceria, levantando o público que estava assistindo a apresentação. Assim como na parceria de Jeferson Lima, o samba 7 também levantou a galera do camarote. Me Leva e Cia estão fortes na disputa e são um dos favoritos para vencer.

Parceria de Guilherme Macedo: Último samba da noite foi composto pelos compositores Guilherme Macedo, Raul Dicaprio, Manfredini, Alexandre Cabeça, Alfredo Jr, Bernini e com participações especiais de Fábio Jorge e DVD Marcola. A torcida também trouxe bandeiras e fez a sua parte cantando o samba. O “fogo” apareceu no palco em todas as passadas do samba, após a bateria subir. Ito Melodia, Bruno Ribas, Clóvis Pê e Tuninho Junior mandaram muito bem na condução do samba. O refrão de cabeça, sem dúvida alguma, foi o grande destaque da apresentação, levantando a torcida. Um outro destaque foi no meio do samba em “bombeia aí pra não cair da corda bomba” até o verso “Eu refaço o meu destino” toda essa parte possui uma boa levada. Uma outra parte que chamava a torcida foi “Hoje tem arrasta povo, é manhã de Carnaval”. Foi uma apresentação segura e boa da parceria.