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Especial gravações: Com atabaques e tom místico, Viradouro tem Wander como destaque em faixa do álbum de 2024

Principal contratação da Viradouro para o próximo carnaval, Wander Pires fez sucesso na gravação realizada na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca. Com um figurino luxuoso, mas também característico, fazendo alusão ao enredo, o intérprete mostrou-se bastante à vontade na nova escola. Mostrou entrosamento com Ciça, com abraços, dança e muito carinho que ficará nítido para quem assistir o vídeo que vai acompanhar a divulgação da faixa. Campeã em 2020, terceira colocada em 2022, e vice-campeã nos anos de 2019, ano da volta ao Especial, e 2023, a Viradouro tem sempre sido colocada entre as favoritas quando se começa a falar de carnaval. Com mais um enredo profundo, com a assinatura de Tarcisio Zanon, “Arroboboi, Dangbé” fala sobre a energia do culto ao vodum serpente. O tema busca representar a força que se manifestou desde as épicas batalhas na Costa ocidental da África e que influenciou as lutas das guerreiras Mino, do reino de Daomé, iniciadas espiritualmente pelas sacerdotisas voduns, dinastia de mulheres escolhidas por Dangbé. Com mais um samba elogiado, Wander falou que a obra tem facilitado o trabalho e crescido a cada atividade que a Vermelha e Branca de Niterói realiza.

“É um momento especial em que começamos a parte de áudio, com a gravação. O samba é um grande samba, tem grandes assinaturas, e além de mim, os patrões, a escola está muito feliz com a obra, e graças a Deus as coisas correram muito bem. O público vai encontrar nesta faixa muito amor, muita dedicação, e com certeza, com a vibração do canto do intérprete de vocês, podem ter certeza que vão se sentir na Sapucaí. O meu objetivo foi passar essa emoção e foi trazer um caminho para a gente buscar a vitória. Como já falei, temos uma grande obra e isso facilita o trabalho. Este samba da Viradouro foi feito por pessoas que são colecionadoras de hinos que fizeram várias escolas serem campeãs. É um dos melhores da safra deste ano, e a cada ensaio, a cada atividade, a gente consegue perceber isso e a tendência dele é crescer cada vez mais”, projeta o cantor.

Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO

Já mais adaptado a comunidade do Barreto, após terem transcorridos alguns meses da sua contratação pela Viradouro, o intérprete explicou à reportagem do site CARNAVALESCO que a agremiação teve muito cuidado e se planejou para a gravação realizada na Cidade das Artes. Wander também fez questão de ressaltar sua felicidade por cada etapa que tem vivido na escola, sejam os ensaios, feijoadas ou o próprio momento de colocar a voz no álbum oficial da Liesa.

“A preparação foi muito grande, apesar do tempo curto que tivemos. Temos uma agenda lotada, Viradouro é dia sim, dia não trabalhando. Eu sou um profissional muito cuidadoso com a minha voz. Não só porque eu tenho amor pelo meu trabalho, a minha carreira, mas também porque hoje tenho uma paixão muito grande pela Viradouro, desde 2010. E pelos meus patrões o seu Marcelo Kalil e o seu Marcelinho Kalil. Tenho dedicado todo o meu carinho, o meu amor, muita vontade de cantar , de mostrar o que não pude dar continuidade em 2010. É a minha gratidão pela Viradouro que me ajudou muito em 2010 quando vivi um momento muito difícil. E fora isso, temos que ter essa responsabilidade e cuidado para poder manter a nossa elevada condição de intérprete. Tento sempre ser um dos que se prepara mais, manter essa meta, até porque tem gente vindo atrás, a garotada, e a gente tem que conseguir alcançá-los”, explica o intérprete.

Definida após uma acirrada disputa finalizada no início de outubro, a obra que vai embalar o carnaval da Viradouro em 2024, é de autoria de Claudio Mattos, Claudio Russo, Julio Alves, Thiago Meiners, Manolo, Anderson Lemos, Vinicius Xavier, Celino Dias, Bertolo e Marco Moreno. Presente a gravação na Barra da Tijuca, o compositor Celino Dias, que anteriormente fez parte do carro de som da Vermelha e Branca do Barreto, falou mais sobre o processo de confecção da obra e a relação com a escola e com o time de poetas que produziram esta composição.

“O processo é gratificante, porque a gente reunir a rapaziada toda, trocar uma ideia, ler sinopse, e ver o que é melhor de letra, o que é melhor de melodia,é muito prazeroso. O que mais me emociona é quando tem uma parte no samba que te faz arrepiar. E eu me emociono com a segunda parte do samba, ‘ Vive em mim a irmandade que venceu a dor, a força Eder unde e da luta Mino’. Acho isso bonito demais. A construção em geral do samba nos fez ficar muito emocionados, a gente acha que acertou. Quando vemos a comunidade na quadra, comprando o barulho, comprando a ideia nossa do samba, a gente fica muito feliz. Tem uns craques na nossa parceria. Facilita a nossa vida. Eu entrei já tá no finalzinho, mas deu para dar uns pitacos e estou muito feliz de fazer parte desta parceria”, conta o poeta.

Ciça buscou acomodar bateria a características da obra

Desde o carnaval de 2019 de volta a Vermelha e Branca de Niterói, mestre Ciça tem sido uma importante engrenagem deste novo momento vitorioso da Viradouro. Experiente em gravações, o comandante da Furacão Vermelho e Branco revela que fez alguns treinos com os ritmistas antes do dia oficial de gravação do álbum da Liesa.

“Fizemos dois ensaios antes de fazer a gravação. E o ensaio da gravação é diferente daquilo que estamos fazendo rotineiramente. Apesar de que o que nós estamos apresentando aqui na faixa, vai para a Avenida também. Algumas coisas. Tivemos pouco tempo de ensaio após a escolha, mas a proposta é esta que estamos gravando. Andamento é um 138 BPM aqui, e também será na Avenida. Isso será respeitado. Quem diria mestre Ciça tocando 138 (risos). Mas vai ser isso. Vamos ter atabaques, algumas convenções dentro do samba. Nós temos também uma paradinha final que nós não fizemos aqui, mas é a paradinha do refrão de baixo. E vai ter algumas surpresas na Avenida, está caminhando tudo bem. É um grande samba”, afirma o profissional.

O diretor de bateria também explicou que a escola usou bastante do diálogo, o que já é bastante comum no trabalho desenvolvido internamente na Viradouro, para definir como a obra seria gravada, o que poderiam tirar de melhor da composição.

“Desde a escolha do samba, na semana seguinte tivemos a primeira reunião, com os compositores. Já tínhamos a ideia de algumas alterações pontuais e foram bem pontuais. Após essa reunião partimos para a questão musical. Também a questão de letra com o carnavalesco, o Tarcísio Zanon, também com historiador. Fizemos o afino da questão musical e depois partimos para ensaio com bateria, carro de som, com o nosso diretor musical Hugo Bruno para chegarmos na melhor condição. Já fizemos ensaio de quadra já com o samba ajustado”, explica mestre Ciça.

Marcelinho Calil se mostra satisfeito e promete desfile ainda mais bonito

Pela primeira vez gravando na Cidade das Artes, muita coisa era novidade para ritmistas, diretores, cantores e outros componentes das agremiações. Agora como diretor executivo da Viradouro, Marcelinho Calil, ainda na voz de comando da escola, aproveitou para elogiar o processo desenvolvido esse ano na confecção do álbum da Liesa.

“Conversei com a produção, com o Alceu Maia, Helinho, eles estão muito satisfeitos com esse trabalho. A Cidade das Artes é um lugar muito bonito, tem uma representatividade artística para a cidade. Estou confiante de que as coisas vão caminhar muito bem e que vai ser um lindo projeto mais uma vez. A gente sempre conversa bastante antes de cada processo, estamos felizes com o resultado, com o samba, conseguimos escolher o samba a altura do projeto que a gente vai realizar na Avenida. Ficamos extremamente felizes e após este processo algumas mudanças muito pontuais, por necessidade, coisas que não afetam o entendimento e nada de uma maneira geral. Estamos com este sentimento de confiança muito forte e acredito que só aumentou isso. O arranjo está lindo, a bateria fez uma super gravação. Espero que consigamos realizar uma faixa do CD impecável, esse é o nosso desejo”, espera o dirigente.

“Ê alafiou, Ê alafiá, é o ninho da serpente preparado para lutar”, versos do bis logo anterior ao refrão principal, uma das partes mais destacada desta obra desenvolvida para o carnaval 2024 e que apresenta a força e a mística que possui o enredo. O diretor executivo Marcelo Calil também comentou sobre estes aspectos e características que a composição escolhida pela agremiação tem.

“A escola está muito feliz com a obra, é um sambaço, a gente conseguiu fazer uma gravação que valoriza tudo aquilo que a gente queria, o Ciça deu um show na gravação, o Wander é incrível, a capacidade, o talento, a maneira com que o ele se entregou para essa obra, motivado para a gente tentar buscar esse campeonato que ficou tão perto no ano passado.Temos certeza que sabemos que o nosso samba não só é uma grande obra para defender o quesito, mas para levar a escola a fazer um desfile arrebatador. O enredo tem uma energia, essa energia de Dangbé passa por todos os setores da escola, e acho que a gente quis, do samba passar exatamente isso, é um enredo aguerrido, um enredo forte, e ao mesmo tempo belo, como a gente encerra o desfile, vibrante onde ele tem que ser, consegue também passar um grande desfecho. A voz do Wander ajuda muito”, esclarece Marcelo.

O dirigente também aproveitou para comentar sobre como vê o rendimento do samba nos ensaios de rua e no processo todo que a escola vai levar até o carnaval 2024.

“Na quadra já temos ensaios às terças-feiras, e em novembro já estamos na rua e é onde a gente consegue alinhar as coisas como a gente vai fazer na Avenida, na Amaral Peixoto a gente consegue se testar, ver como o samba se comporta, como ele emociona e se comunica com a comunidade. Para no ápice chegar em fevereiro como tem que chegar. Desenvolver esse elo muito forte entre carro de som, comunidade e bateria. A gente espera um grande desfile da Viradouro, a parte plástica eu achei que não poderia, mas vamos fazer mais bonita ainda que em 2023, com um caráter maior de vibração, de força, agora é trabalhar para chegar no grande dia com tudo no lugar”, conta o diretor.

Assim como no carnaval 2023, no próximo desfile a escola terá o privilégio e a missão de encerrar os desfiles pelo Grupo Especial na segunda noite de espetáculo.

Mais fotos da gravação

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