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Equilíbrio! Parcerias de Batuke, Wanderley e Samir confirmam expectativas e carimbam passaporte para final da Portela

Obras foram destaque ao longo da competição e mantiveram o alto nível na semifinal. Grande decisão ocorre na próxima sexta-feira, dia 06 de outubro

A Portela realizou, na noite deste domingo, a grande semifinal do concurso que escolherá o hino oficial da agremiação para o Carnaval de 2024. A reportagem do site CARNAVALESCO, como parte da série “Eliminatórias”, esteve presente na quadra e acompanhou essa penúltima fase da competição promovida pela Majestade do Samba. Ao todo, seis obras se apresentaram e cada uma teve o direito a sete passadas, sendo a primeira sem bateria e as restantes acompanhadas pelos ritmistas da “Tabajara do Samba”. Ao final, três sambas foram cortados: Luiz Carlos Máximo, Celso Lopes e Noca da Portela. Os demais seguem para final na próxima sexta-feira, dia 06 de outubro.

Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

No ano que vem, a azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira será a segunda escola a desfilar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, pelo Grupo Especial. A agremiação irá em busca do seu vigésimo terceiro título de campeã da folia carioca com o enredo “Um Defeito de Cor”, desenvolvido pelos carnavalescos André Rodrigues e Antônio Gonzaga. Baseado no romance “Um Defeito de Cor”, da escritora Ana Maria Gonçalves, a proposta é trazer uma outra perspectiva da história, refazendo os caminhos imaginados da história da mãe preta, Luisa Mahim.

Parceria de Jorge do Batuke: O primeiro samba a se apresentar na semifinal da disputa portelense foi o de autoria de Jorge do Batuke, Claudinho Oliveira, Zé Márcio Carvalho, Leko 7, Romeu D’ Malandro, Silas Augusto e Araguaci. Diferentemente das etapas anteriores, o intérprete Tem Tem Jr., do Império Serrano, comandou sozinho o microfone principal da parceria e deu conta do recado. Ele demonstrou bastante segurança na condução e teve boa desenvoltura no palco, sendo crucial para o ótimo rendimento da obra. Assim como em apresentações anteriores na competição, o refrão do meio, com os versos “Ôôôô! Ôôôô!/ Oxé sagrado é machado de Xangô/ Kaô Kabecile, kaô/ Kaô, meu pai Xangô!”, foi o ponto alto graças a intensidade do canto. Outro trecho que se sobressaiu foi o refrão principal, com os versos “Eu sou Portela/ Quero o que é meu de direito/ Consertando o defeito que a história escreveu/Eu sou a ‘Gama’ preta nessa claridade/ Portelense de verdade/ Povo preto que venceu”, que foi entoado com garra pelos torcedores. Aliás, a torcida da parceria compareceu em peso e fez bonito. O grupo veio uniformizado e trouxe bandeirinhas nas cores azul e branca como adereços de mão, além de cartazes com diferentes mensagens. Animados, eles vibraram o tempo inteiro e provaram estar com a letra do samba na ponta da língua. Houve a realização de algumas coreografias, entre elas a abertura de um bandeirão em cima da galera. Também tiveram a performance de pessoas representando orixás e simulando uma gira. Apesar de ter sido a primeira parceria e de pegar a quadra ainda fria, a obra conseguiu contagiar parte do público presente, sendo possível observar até mesmo segmentos, como as baianas, entoando o samba.

Parceria de Wanderley Monteiro: A obra assinada por Wanderley Monteiro, Rafael Gigante, Vinicius Ferreira, Jefferson Oliveira, Hélio Porto, Bira e André do Posto 7 foi a terceira na ordem de apresentação da semifinal da disputa promovida pela azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira. O samba foi defendido pelo intérprete Wander Pires, voz oficial da Unidos do Viradouro, e teve um excelente desempenho na quadra. O refrão principal, com os versos “Saravá Keindhe! Teu nome vive!/ Teu povo é livre! Teu filho venceu, mulher!/ Em cada um nós, derrame seu axé!”, foi o trecho de maior destaque, servindo como um momento de explosão. Também chamou a atenção o refrão do meio, com os versos “Salve a lua de Bennin/ Viva o povo de Benguela/ Essa luz que brilha em mim/ E habita a Portela/ Tal a história de Mahin/ Liberdade se rebela/ Nasci quilombo e cresci favela!”, não só pelo canto, mas pela força da letra e beleza da melodia. Quanto à torcida, uma das maiores da noite, ela deu um show. Ornamentados com bandeirinhas estampadas do pavilhão da escola, os torcedores pularam o tempo inteiro e cantaram de maneira aguerrida especialmente nos refrões. Houve ainda representações de orixás e de Luiz Gama no meio do grupo. Aliás, vale mencionar que a obra teve boa adesão com o restante dos presentes na quadra. Foi possível observar diversas pessoas entoando o samba a plenos pulmões, entre eles alguns integrantes de segmentos como as baianas, velha-guarda e passistas.

Parceria de Samir Trindade: Dando prosseguimento às apresentações, o samba composto por Samir Trindade, Valtinho Botafogo, Junior Falcão, Brian Ramos, Fabrício Sena, Deiny Leite e Paulo Lopita 77 foi o quarto a passar pelo palco portelense na semifinal da competição para escolher o hino oficial da agremiação no ano que vem. O intérprete Marquinhos Art’Samba, da Estação Primeira de Mangueira, foi quem comandou o microfone principal e teve o reforço luxuoso de Gera no time de apoio. A obra, assim como em outras etapas da disputa, teve uma performance avassaladora na quadra. O refrão principal, por exemplo, com os versos “Senhora do meu afeto, iyá/A dona do meu destino, yabá/ Ginga da Portela sempre acalanta/ Nega que embala o samba”, foi berrado por torcedores e uma parcela do público. Mas não foi só ele, o refrão do meio, com os versos “Ê Nanã ê…foi Nanã quem criou/ Lá na Bahia, a saudade apertou/ Ê Nanã ê…foi Nanã quem cuidou/ Levou mandinga e o Brasil batucou”, também foi extremamente bem cantando, assim como o trecho “Malê malê, kaô kaô/ Contra a covardia, a revolta de Xangô”, presente na segunda estrofe. Falando da torcida, o grupo fez um espetáculo à parte. Vestidos com a camisa da parceria, eles demonstraram empolgação, dançando e pulando do início ao fim. No meio da galera, houve a realização de uma performance com duas mulheres em cima de um elemento cenográfico representando uma mãe baiana e Luiza Mahim. Também foram utilizados alguns efeitos como chuva de papel picado e de serpentina. Vale citar que a obra teve grande receptividade entre alguns segmentos da agremiação, sendo possível constatar membros da harmonia e baianas cantando o samba com afinco. Outro ponto pertinente de menção é o apoio dado pela torcida organizada “Guerreiros da Águia”, que abriu o bandeirão ao longo da apresentação.

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