No Carnaval de 2024, o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Vila Isabel, Marcinho Siqueira e Cris Caldas, não alcançou o gabarito desejado. Receberam total de 29,5, com três notas 9,8 e uma nota 9,9. Durante o desfile, o casal optou, mais uma vez, por arriscar e inovar. Suas fantasias estavam equipadas com LEDs, combinando com os efeitos de iluminação da Sapucaí. No entanto, os jurados decidiram descontar alguns décimos, argumentando que a dança do casal com as luzes de LED era de difícil visualização, houve problemas com a pegada do pavilhão do mestre-sala de costas, e a apresentação não transmitiu a tradição e a nobreza esperada.

Foto: Maria Clara Marcelo/CARNAVALESCO

Em uma entrevista concedida ao site CARNAVALESCO, o casal fez o balanço sobre o carnaval. A porta-bandeira Cris Caldas desabafou: “Não foi o resultado que a gente esperava, mas a gente sabe que se entregou ao máximo, não depende só da gente, mas estamos prontos para um carnaval bem lindo e grandioso para 2025”.

Marcinho complementou: “Com todas as dificuldades que a gente sabia que teria, a gente sempre imagina que pode ser um pouco melhor o resultado. A gente ficou chateado, óbvio, mas sabemos que podemos fazer de uma forma diferente o Carnaval de 2025. As coisas não aconteceram da forma que esperávamos este ano, nunca foi algo imposto pela escola, imposto pelo Paulo, essa novidade, essa diferença na apresentação, mas no ano que vem esperamos fazer algo mais tradicional”.

Sobre os jurados citarem que as notas foram prejudicadas pela falta de luz e não pela dança do casal, Marcinho e Cris compartilharam o quanto essa situação foi dolorosa e frustrante. Marcinho expressou: “Sabemos que, por mais que tenha a relação com a luz ter apagado, com os LEDs também da minha roupa terem apagado durante a apresentação, a fantasia dificultou muito, limitou muito a nossa dança, o nosso preparo para estar ali, então isso foi muito frustrante, mas viramos a página e, olhando para frente, sabemos que em 2025 será totalmente diferente e muito melhor”. Cris acrescentou: “Dói até hoje, mas é aquilo, bola para frente, sabendo que no ano que vem o casal, a escola já tem ciência que a gente quer vir super tradicional, deixando a gente livre para dançar com o que a gente sabe fazer e ama fazer”.

Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

Ultimamente, os julgadores têm pedido cada vez mais para os casais apresentarem uma dança mais tradicional, e o mestre-sala, Marcinho Siqueira, deixou sua opinião sobre o assunto: “Eu acho interessante, acho que isso tem sido discutido nos últimos anos, sabemos que algumas vertentes atuais, como o TikTok, acabam influenciando muito na nossa dança também, e acho importante não deixar a essência de lado. Como em toda dança, com o passar do tempo, com a evolução do espetáculo, é normal também que se evolua, que se façam coisas diferentes, coisas novas, mas no momento em que isso começa a destoar muito da essência, acho que é bom dar um passo atrás, recuperar um pouco a memória de como as coisas eram e depois avançar novamente, por enquanto, vamos voltar para o tradicional”.