A equipe do Vai-Vai passou por um susto no início da noite deste sábado, horas antes do desfile. O elemento cenográfico preparado para ser utilizado pela comissão de frente da agremiação teve um princípio de incêndio quando estava sendo movimentado para a posição na concentração. O coreógrafo da Vai-Vai, Robson Bernardino, afirmou em entrevista ao site CARNAVALESCO na dispersão após o desfile que o incidente foi um boicote à tradicional agremiação do Bixiga.

Foto: Fábio Martins/CARNAVALESCO

“Na verdade colocaram fogo no nosso carrinho. Acho que foi um boicote, mas o nosso assistente do carnavalesco, o Victor, viu e apagou. Depois, o pessoal do barracão refez. Mas não teve nenhum problema na nossa comissão além disso não. Era uma opção estar acesa a palavra Hip Hop, optamos em não acender, e isso depois não vai na pasta. E deixamos apagado por uma opção mesmo para não ter problema de apagar durante o desfile. Mas, o que aconteceu foi que vimos colocando fogo com isqueiro e apagamos”, afirma o profissional.

Luiz Robles que faz parte da comissão de carnaval da Escola do Povo, foi um pouco mais cauteloso em relação ao boicote, mas afirmou que toda a situação foi muito estranha.

“A gente não sabe porque pegou fogo do nada. A gente estava movimentando a alegoria e de repente começou a pegar fogo. A gente não sabe o que aconteceu até agora. Mas Exú está sempre com a gente abrindo os caminhos e a gente conseguiu recuperar o piso e vim na pista e mostrar para a galera porque a gente voltou para o Grupo Especial”, conta o dirigente.

Luiz Robles também declarou que a princípio a escola não pretende tomar nenhuma medida mais drástica em relação ao ocorrido após, segundo ele, um grande desfile da Vai-Vai.

“Eu acho que a gente não tem que investigar não , a gente é a escola do povo, o carnaval está aí, vamos esquecer isso de boicote porque a gente tem um ‘carnavalzaço’ na pista”, entende Luiz.

O elemento cenográfico representava a Estação São Bento do metrô, que fica no centro da cidade e é um local icônico para o movimento do Hip Hop, pois jovens da periferia de São Paulo lá se encontravam para dançar, grafitar, etc.